• Nenhum resultado encontrado

Um estudo experimental sobre o uso da informática no ensino da contabilidade

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2017

Share "Um estudo experimental sobre o uso da informática no ensino da contabilidade"

Copied!
88
0
0

Texto

(1)

UM ESTUDO EXPERIMENTAL SOBRE O USO DA INFORMÁTICA NO ENSINO

DA CONTABILIDADE

LUIZ GONZAGA BARBOSA PIRES

DISSERTAÇÃO SUBMETIDA AO CORPO DOCENTE DO INSTITUTO SUPERIOR

DE ESTUDOS CONTÁBEIS - ISEC - DA FUNDAÇÃO GETOLIO VARGAS

CO-MO PARTE DOS REQUESITOS NECESSÁRIOS PARA A OBTENÇÃO DO

GRAU

DE MESTRE EM CIENCIAS CONTÁBEIS eM.Se.).

APROVADA POR:

Pro

(2)

PIRES, Luiz Gonzaga Barbosa

UM ESTUDO EXPERIMENTAL SOBRE O USO

DA INFORMÁTICA NO ENSINO DA

CONTABILIDADE. (Rio de Janeiro) 1987

VIII, 72 pg., 29,7 cm (FGV / ISEC, M.Sc., Ciências Contábeis, 1987).

Dissertação Fundação Getúlio Vargas ISEC -Mestrado em Ciências Contábeis.1 - Informática no Ensino.

(3)

jj

(4)

iii

AGRADECIMENTOS

À DEUS, pois, acredito ser a vida uma seqüência de graças que Dele recebemos.

Aos meus pais que nunca mediram esforços para a minha educação.

Aos meus familiares, cujo apoio,em todos os momentos desta jornada, tornou-a mais branda.

À Universidade Federal de Uberlândia, por ter possibilitado a minha vinda e meus estudos.

Ao grande amigo, orientador e professor Josir Simeone Gomes, pelo incentivo recebido em todos os momentos e pelo seu idealismo frente à coordenação do Curso de Mestrado.

À todos os colegas, principalmente à Luci/a, Madeira, Claudionor e Luiz Guilherme, pela grande amizade e apoio de todas a horas.

À Tia Gú pela grande ajuda recebida.

Aos professores Petrus Maria Vlasman e Donaldo de Souza Dias, membros da Banca Examinadora, pelas contribuições e sugestões recebidas.

curso.

Aos demais professores do Mestrado, por suas contribuições à minha formação. Aos funcionários do ISEC-FGV, por suas atenções e paciência durante todo

Aos alunos do sétimo período do Curso de Graduação, da Faculdade de Economia e Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sem os quais não teria sido possível este trabalho.

Ao Instituto Superior de Estudos Contábeis da Fundação Getúlio Vargas (ISEC-FGV), pela cessão do Laboratório de Microcomputadores, sem o que não teria sido possível o experimento realizado.

À D. Wanda Pierucetti, pela atenção e revisão de português.

À Tipografia São José que gentilmente cedeu a maquina para a composição desta dissertação.

(5)

iv

RESUMO

Esta pesquisa buscou fundamentar o uso da informática no ensino da contabilidade através de um experimento realizado no sétimo perfodo do Curso de Graduação em Ciências Contábeis, da Faculdade de Economia e Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A revisão da literatura e fundamentos teóricos abordou, principalmente, o sistema de ensino através do computador denominado "COMPUTER ASSISTED INSTRUCTlON -C.A.I. ", sua definição, caracterfsticas, utilização e organização. Também fora abordados aspectos sobre o computador e a instrução programada assim como as vantagens e restrições do uso do computador no ensino.

Os resultados obtidos permitiram a análise do comportamento dos alunos

diante da nova maneira de se estudar e, ainda, um confronto de suas opiniões com as vantagens e restrições encontradas na literatura.

A experiência vivenciada pelo pesquisador durante o experimento, permitiu-lhe concluir que o estudo desenvolvido foi importantfssimo na sua carreira, como professor de contabilidade e, ainda, como educador preocupado com aspectos de um ensino crítico.

(6)

v

ABSTRACT

This research has tried to establish the use of computer in accountancy teaching through an experiment realized on the seventh period of the Graduation Course in Accountant Sciences in lhe Economy and Adminislration College in lhe Federal Universily of Rio de Janeiro.

The Iiteracy and theorical fundaments review approached mainly the teaching system through the computer called COMPUTER ASSISTED INSTRUCTlON - C.A.I. - its definition, characteristics, use and organization. Some aspects about the computer and the programmed instruction were also approached as well as the advantages and restrictions of the computer use in the teaching.

The obtained results permitted the analysis of the students' behaviorer facin the new way of studying and also

a

disagreement of opnions with the advantages and restrictions found in the Iiterature.

The experience that was lived by the researcher during the experiment permitted him conclude that the developed study was of great importance in his career as an accountancy professor as well as an educator worried with the aspects of

a

criticaI teaching.

(7)

vi

íNDICE

PÁGINA

CAPíTULO - INTRODUÇÃO

1. Introdução

2. A importância do Estudo 2

3. Objetivos do Estudo 4

4. Delimitações do Estudo 5

5. Limitações do Estudo 6

CAPíTULO \I - METODOLOGIA

1. O Experimento 7

2. O Tipo de Software 7

3. Como foi Estruturado o Experimento 9

4. A Coleta de Dados 9

5. Ressalvas Metodológicas 10

CAPíTULO 11\ - REVISÃO DA LITERATURA E FUNDAMENTOS TEÓRICOS

1. Aplicação do Computador Como Apoio a Educação 11 2. O Sistema C.A.1. (Computer Assisted Instruction)

- sua Definição. Características. Utilização e

Organização 13

2.1. Definição e Características do Sistema C.A.1. 13 2.2. Utilização e Organização do Sistema C.A.1. 14 3. Métodos do Sistema C.A.1. 15

(8)

vii

6. O Computador e a Instrução Programada 7. Vantagens e Restrições Quanto ao Uso de

Computadores no Ensino

CAP~UlOIV-RESUlTADOS

1. Descrição do Experimento 1 .1. Apresentação aos Alunos 1.2. Um Perfil dos Alunos

1.3. A Utilização do Computador no Ensino da Contabilidade de Custos

2. Avaliação do Experimento 2.1. Relato dos Alunos

CAPíTULO V - ANÁLISE DOS RESULTADOS

1. Tabulação das Respostas do Questionário

2. Quadro Sinótico

CAPíTULO VI - SUMÁRIO, CONCLUSÕES, RECOMENDAÇÕES E

SUGESTÕES DE NOVAS PESQUISAS

1. Sumário

2. Conclusões 3. Recomendações

3.1. Para o Governo 3.2. Para as Universidades 3.3. Para os Editores 3.4. Para os Professores

(9)

viii

4. Sugestões para Novas Pesquisas 61

ANEXO 63

(10)

CAP(TUlO I

(11)

1.1 INTRODUÇÃO

"O trabalho da educação centraliza-se no desenvolvimento do indivíduo, no seu crescimento gradual como ser humano, aprimorando sua personalidade, alterando seu comportamento e fazendo-o conhecer suas capacidades e limites." (*)

Apesar de ser o objetivo da educação discutível e ainda mais abrangente que o pensamento de Klein, ÇI busca de novas tecnologias de ensino, como por exemplo, o desenvolvimento das técnicas que permitam o uso do computador no processo de ensino-aprendizagem, parece constituir a preocupação atual daqueles que buscam o desenvolvimento do indivíduo em toda sua plenitude.

o

uso do computador no ensino, com o avanço tecnológico dos "softwares" e

"hardwares", ao que tudo indica, possibilitará profundas mudanças no processo de ensino tradicional. Esse desenvolvimento poderá permitir aos alunos um aprendizado mais rápido e eficaz, ao mesmo tempo que, ao professor, poderá proporcionar o desenrolar de atividades mais voltadas ao seu aprimoramento, libertando-o de tarefas rotineiras, algumas sequer condizentes com o seu trabalho, podendo possibilitar, também, a disposição de mais tempo para um maior relacionamento com os alunos, facilitando, assim, o desenvolvimento destes.

No entanto, o que se observa é que, apesar de haver uma alta tecnologia disponível, o sistema de ensino, de uma forma geral, continua preso ao estilo tradicional. Os profissionais de educação apenas começam a se sensibilizar para o uso da tecnologia que poderá até alterar a estrutura de ensino vigente.

O computador, em alguns casos, poderá estar até 24 horas à disposição do aluno e isto provavelmente trará uma série de mudanças na estrutura da escola tradicional. Santarosa salienta algumas predições, referidas na literatura, sobre o uso do computador no ensino:

". A escola deixará de ser uma série de níveis que devem ser ultrapassados. · A escola não será mais um lugar, mas sim um processo.

· O indivíduo permanecerá em um curso ou programa o tempo que necessitar, de acordo com sua capacidade de aprendizado e não um tempo determinado de forma geral.

(12)

. As escolas, da forma como existem hoje, não mais terão lugar no contexto do ensino moderno."(*)

Cumpre ressaltar, porém, que para se adotar uma tecnologia qualquer é necessário que ela seja adequada à situação e usada corretamente, pois, a sua utilização. inadequada e inapropriada pode comprometer sua eficácia e eficiência.

Neste intuito, desenvolveu-se o presente estudo onde se buscou pesquisar a literatura dispon{vel sobre

o

uso do computador no ensino e, utilizando-se de um "software" educacional, relatar as reações dos alunos envolvidos no experimento.

1.2 A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO

Vive-se, hoje, um novo tempo, a era da informática.

Da mesma forma que outras descobertas feitas pelo homem em períodos passados, o computador vem impactando todos os seguimentos da sociedade onde, de uma

forma ou de outra, acaba transformando os costumes, criando novas necessidades e abrindo novas perspectivas para sua utilização.

Muitas das atividades desempenhadas pelo homem, de uma maneira mais ou menos rápida, já se apropriaram das vantagens oferecidas pela informática. Dentre aquelas que ainda estão despertando para o uso do computador pode-se citar a educação. Embora em alguns pafses a utilização da informática no ensino já venha sendo desenvolvida há vários anos, apenas recentemente este fenômeno começou

a

ser notado no Brasil.

A informática em educação costuma ser dividida em três grandes tipos: educação administrada por computador, educação sobre computador e educação através do computador.

o

primeiro tipo já chegou a quase todas as escolas brasileiras, visto que o uso

do computador na administração das mesmas como auxiliar na elaboração de horários, expedição de históricos escolares, montagem de turmas e outras atividades é um fato consumado. O segundo tipo, que seria a educação ou o ensino sobre o computador, também já ocorre, quando

• SANTAROSA, Lucila M. Costi, "Experiências brasileiras da utilização do computador na instrução: realizaç6es e perspectivas",

Tecnologia Educacional: Reflexões e Perspectivas para o Ensino Superior, Porto Alegre, 1983, pg. 51/52.

(13)

escolas se especializam em desenvolver habilidades intelectuais necessárias

ao

domfnio de determinados tipos de linguagem e outros estudos. O terceiro ainda que menos desenvolvido é

a

utilização do computador no ensino ou o ensino através do computador.

Dentro deste contexto,

a

Universidade responsável pela formação dos profissionais que atuarão nas mais diversas áreas do conhecimento humano, não pode deixar de reconhecer

a

urgência da introdução do computador em suas atividades de ensino.

Entretanto, surge a questão: o computador deve ou não ser utilizado na educação?

Esta é uma questão que se tem tornado freqüente nos últimos anos, na mesma proporção que aumenta

o

número de computadores utilizados pela sociedade de uma forma geral. Segundo Mazzaro,

a

influência dos computadores no ensino é um fato irreversfvel.

"Informatizar o ensino é proporcionar ao individuo um aprendizado mais preciso, dinâmico, abrangente e atual. É fazê-lo compreender melhor a utilização de um instrumento que já o acompanha no trabalho, nos negócios, em casa e no lazer"(*)

Apesar de ser esta uma afirmação, com

a

qual provavelmente, todos ou grande parte dos educadores concordem, não se pode afirmar que seja

a

realidade brasileira. A

área é carente de pesquisas e apenas começa a despertar nos principais interessados, os

educadores,

a

atenção devida. Segundo Aduan,

"Nos congressos sobre informática e educação, encontram-se, discorrendo sobre o assunto, engenheiros, analistas de sistema, psicólogos, etc., sendo, entretanto, raros (quando não inexistentes), 05 educadores." (**)

O uso do computador no ensino é um assunto que se desenvolve de uma forma dint1mica em outros pafses, onde as pesquisas e desenvolvimento de "softwares" já

oferecem a professores um grande número de programas sobre os mais diversos assuntos.

Herring já mencionava: "Recentemente, estudei 150 'softwares' diferentes,

* MAZZARO, Lufs W.A. Santos, "A educação pode mudar a sociedade, e a informática pode, e deve, mudar a educação", Anais do XIX Congresso Nacional de Informática, Volume 1, Rio de Janeiro, 1986, pg. 98 .

•• ADUAN, Wanda Engel, "O computador na educação: herof ou bandido?", Tecnologia Educacional, Rio de Janeiro, 12(52)

(14)

para determinar como os computadores podem ser usados para ensinar contabilidade ... "(') É sobre este aspecto - o desenvolvimento de novas pesquisas na área de educação e principalmente do ensino de contabilidade - que este estudo pretende chamar

a

atenção. Isto será possfvel na medida em que o mesmo consiga motivar professores, alunos e autoridades responsáveis pelo aprimoramento do ensino.

A tecnologia já ofereceu à educação uma série de instrumentos que, se corretamente utilizados, poderiam ter contribuido muito para o aprimoramento do ensino, tais como recursos visuais e

a

televisão. No entanto, nem todos foram aproveitados em todo seu potencial, não cabendo aqui, porém, uma discussão dos porquês desse não aproveitamento.

No momento, um outro instrumento valiosissfmo, O computador, é oferecido. Como, porém, deveria ser inserido

o

seu uso no ensino?

O processo de utilização do computador no ensino dever-se-ia dar de uma forma gradativa. Os estudantes e professores, inicialmente, tomariam conhecimento do mesmo, suas vantagens e formas de utilização e, posteriormente, começariam a utilizá-lo, através do ensino de algumas disciplinas especialmente escolhidas. Para tal, utilizariam, inicialmente, programas já desenvolvidos e testados, como, por exemplo, planilhas eletrônicas, editor de textos e outros tipos de "softwares", passando, depois,

a

desenvolverem, eles mesmos, seus programas.

Esta inovação, naturalmente, deveria fazer parte de um planejamento que poderia envolver aspectos econômicos, pedagógicos e polfticos entre outros.

1.3 OBJETIVOS DO ESTUDO

Apesar de ser discutido e divulgado através de revistas especializadas, o uso do computador no ensino parece não ter ainda conseguido sensibilizar os principais interessados no assunto:

a

comunidade acadêmica.

A falta de um conhecimento mais detalhado das vantagens que a utilização desta nova tecnologia pode oferecer em termos de ensino e aprendizagem leva muitos

• HERR/NG, Dora R., "Using microcompulers to leach accounling", Management Accounting, 12(87), Ju/y, 1986, pg. 67

(15)

profissionais da educação a simplesmente descartarem a possibilidade de sua utilização no ensino superior.

No entanto, a persistência de alguns grupos, onde se destacam, principalmente, os trabalhos desenvolvidos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Rio de Janeiro, através do Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde (NUTES), Universidade Estadual de Campinas (SP) e Instituto Superior de Estudos Contábeis da Fundação Getúlio Vargas (RIO), entre outros, já está conseguindo desmistificar a imagem de que o computador é uma máquina cara, sofisticada e totalmente dispensável ao ensino.

"As preocupações que têm orientado as discussões de uso da Informática na Educação são plenamente justificadas ... " (0)

Estas preocupações são as mais diversas poss(veis, indo, desde aspectos econômicos, no que se refere ao custo dos computadores, até aquelas que dizem respeito aos aspectos cognitivos

e

afetivos do ensino.

O objetivo do experimento desenvolvido é, primeiramente, estudar a viabilidade

e

fundamentação do ensino da contabilidade, através do uso do computador, e, também, despertar na comunidade acadêmica atenção para as vantagens da utilização, em sala de aula, desta ferramenta da tecnologia moderna.

1.4 DELIMITAÇÕES DO ESTUDO

Este estudo foi testado através de um experimento realizado em uma turma do sétimo per(odo do curso de Graduação em Ciências Contábeis, da Faculdade de Economia

e

Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FEA - UFRJ).

A disciplina escolhida para desenvolver a aplicação do "software" foi a Contabilidade de Custos, com o seguinte programa:

1. ANÁLISE DA RELAÇÃO CUSTOIVOLUME/LUCRO 1.1. - Introdução

(16)

1.2. - A Variabilidade dos Custos

1.3. - O uso das Cifras da Relação CustoslVolume/Lucro para

o

planejamento do Lucro e o Controle dos Custos.

1.4. - A Análise do Ponto de Equilíbrio. 2. O CUSTEIO DIRETO (ou VARIÁVEL)

2.1. - Definição do Custeio Direto

2.2. - O Custeio Direto para Determinação de Preços. 2.3. - Desvantagens do Custeio Direto.

2.4. - Limitações do Custeio Direto. 3. CUSTO-PADRÃO

3. 1. - A Natureza dos Custos-Padrão. 3. 2.

-

Tipos de Padrão.

3. 3. - As Vantagens do Custo-Padrão. 3. 4. - As Limitações do Custo-Padrão.

3. 5. - Finalidades e Utilidades do Custo-Padrão. 3. 6. - Fixação de Padrões.

3. 7. - Padrões de Custo de Material. 3. 8. - Padrões de Custo de Mão-de-Obra.

3. 9. - Padrões de Custos Indiretos de Fabricação. 3.10. - O Cálculo das Variações.

1.5 LIMITAÇÕES DO ESTUDO

Por se tratar de uma análise descritiva do experimento, e não da avaliação quantitativa e qualitativa dos resultados alcançados,

o

mesmo foi desenvolvido em um única turma, no período letivo correspondente

ao

segundo semestre de 1986.

A escolha da disciplina para a aplicação do "software" está em função de que o mesmo foi desenvolvido, conforme já relatado, para este tipo de disciplina.

Limitações de ordem financeira e temporal impediram que o presente estudo fosse desenvolvido em outras turmas ou ainda na mesma turma, em mais de um período.

(17)
(18)

11.1 O EXPERIMENTO

Consistiu o experimento na aplicação de um "software" desenvolvido pelo pesquisador em uma disciplina do Curso de Mestrado em Ciências Contábeis do Instituto Superior de Estudos Contábeis, da Fundação Getúlio Vargas (ISEC - FGV).

A definição de que

o

experimento seria viável surgiu após uma análise do "software", dos programas que

o

compõem e objetivos de cada um destes.

Para

a

sua realização seria, no entanto, necessário uma turma de um Curso de Graduação em Ciências Contábeis e, ainda, a sua disponibilidade para o experimento. O conteúdo dos programas era, conforme relatado no capítulo inicial, sobre

a

Contabilidade de Custos. Foi, então, escolhida a turma do sétimo perfodo noturno, do Curso de Contabilidade, da Faculdade de Economia e Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FEA -UFRJ), que contava com 27 alunos.

A realização do experimento estava, ainda, na dependência de um outro fator relevante que seria

a

disponibilidade de um laboratório de microcomputadores, visto que,

o

da Faculdade não apresentava, naquele momento, condições para tal.

O laboratório disponfvel para a realização do experimento era o do Instituto Superior de Estudos Contábeis, da Fundação Getúlio Vargas (ISEC - FG V).

Após discussão com os alunos, aos quais foi apresentada a proposta de se desenvolver um experimento de ensino da disciplina Contabilidade de Custos, através do computador; ficou acordado entre as partes: 1) a realização do experimento e, 2) a utilização do

laboratório de microcomputadores do ISEC-FGV.

11.2 O TIPO DE "SOFTWARE"

O "software" utilizado foi desenvolvido em três etapas correspondentes

a

três programas distintos conforme descrição a seguir:

PROGRAMA I

(19)

É apresentado em forma de um estudo dirigido, dividido em etapas. A cada

etapa, o aluno deve responder a um número de questões controladas pelo orientador ou por quem as elabora, ocorrendo o mesmo com o número de etapas. O programa desenvolvido foi dividido em 5 etapas com uma média de 20 questões, cobrindo todo o conteúdo te6rico desenvolvido no curso de Contabilidade de Custos.

Consiste o mesmo no seguinte: é impressa na tela uma questão a qual o aluno deverá responder, digitando a sua resposta. Feito isso, a mesma será comparada com a resposta correta, oferecida pelo programa. Desta comparação o aluno tirará sua pr6pria conclusão, se acertou ou não. Caso tenha acertado, ele entrará com um "C". Terminada a etapa, estes "Cês" serão acumulados e, se o total atingir um percentual definido pelo educador, neste caso 70%, o aluno estará apto a passar para a etapa seguinte onde se repetirá o processo, até que se concluam todas as etapas. No caso, porém, de não se atingir o percentual definido, que em ambos os casos é informado ao aluno,

o

programa imprimirá na tela uma bibliografia, contendo uma série de livros e respectivos capítulos, onde ele encontrará o assunto contido naquela etapa.

Vencidas as etapas, ele passará, então, para o programa de exerc{cios.

PROGRAMA /I

Este programa consiste de vários exercícios sobre o conteúdo te6rico visto no programa anterior.

Cada exercício é impresso na tela do microcomputador e o aluno, para resolvê-lo, deverá cumprir as seguintes etapas:

a) ler

o

exercício

b) identificar, no mesmo, o número de variáveis necessárias, para atender à questão pedida no exercício.

c) informar o número de variáveis. d) informar quais são estas variáveis.

(20)

Após o cumprimento de todas essas etapas o programa executará a fórmula e,

em seguida, apresentará a resposta obtida com os dados oferecidos pelo aluno e a resposta

correta apresentada pelo programa. Em seguida, passará para o exercício seguinte, indo, desta forma, até o fim, quando será informado o número de exercfcios acertados e os números dos exercícios errados.

O programa poderá ser executdo posteriormente, sendo que os exercfcios errados na primeira execução poderão ser acessados separadamente.

Terminado este programa de exercícios,

o

aluno deverá ser avaliado através de uma prova, tipo múltipla escolha, que abrangerá toda a disciplina coberta nos programas anteriores.

PROGRAMA 1/1

Este programa consiste em uma prova com opções múltiplas, das quais o aluno optará por uma, teclando a letra correspondente à mesma. Esta informação será comparada com um gababarito

e

acumulada àquelas respostas certas. O número de pontos obtidos pelo aluno definirá a nota

e

conceito alcançados.

11.3 COMO FOI ESTRUTURADO O EXPERIMENTO

O experimento foi dividido em duas partes. A primeira, correspondia a aulas expositivas dentro dos padrões tradicionais. O professor ministrava aulas na Faculdade sobre um tema constante do programa de Contabilidade de Custos 11, aula esta que constava de apresentação

e

debate com os alunos sobre o assunto apresentado.

Na segunda parte, os alunos dirigiam-se ao laboratório de microcomputadores onde tinham aula através dos mesmos, cumprindo as etapas descritas no item anterior deste capítulo.

11.4 A COLETA DE DADOS

(21)

A obtenção das informações necessárias à fundamentação do estudo realizado foi concentrada em duas formas de coleta de dados.

Inicialmente, foi solicitado aos alunos que manifestassem suas opiniões a respeito do experimento a cada etapa cumprida, de forma expontânea. Entretanto, a falta de controle destes relatos por parte do pesquisador, levou-o a decidir pela aplicação de um questionário sistematizado.

a

mesmo foi estruturado com questões fechadas e abertas, de forma a buscar uma fundamentação em face da· literatura das observações anteriormente relatadas pelos alunos. Este questionário foi aplicado ao término do experimento. Esta aplicação posterior deu-se em função de que se desejava buscar a opinião do aluno de uma forma totalmente livre,

visto que à epóca da aplicação' do mesmo já não existia mais nenhuma relação de professor/aluno entre as partes envolvidas.·

Vale ainda observar que não houve, em momento algum, nenhuma exigência de que os alunos identificassem seus relatórios e questionários.

Além de perguntas,

o

questionário solicitava, também, uma avaliação do experimento.

11.5 RESSALVAS METODOLÓGICAS

Em função das próprias características do estudo desenvolvido, não se tentou provar, entre outras coisas, que a utilização da informática no ensino possibilita àquelas pessoas envolvidas no estudo um melhor ou pior desempenho acadêmico.

Para isso, seria necessário que experimentos controlados e estudos mais profundos fossem realizados onde se medissem os desempenhos dos alunos em função da utilização ou não do computador.

a

experimento realizado, em função dos resultados alcançados, pode apenas

(22)

CAPiTULO 111

(23)

111 REVISÃO DA LITERATURA E FUNDAMENTOS TEÓRICOS

A revisão da literatura envolveu aspectos relevantes

ao

uso do computador como instrumento de ensino.

Assim sendo este capftulo está dividido em sete partes principais

a

saber:

1/1. 1. - Aplicação do computador como apoio

a

Educação.

1/1.2. - O Sistema C.A.I. (Computer Assisted Instruction) sua Definição,

Caracterfsticas, Utilização e Organização.

111.3. - Métodos do Sistema C.A.I.

111.4. - Hierarquia dos Métodos.

1/1.5. - Caracterfsticas Especfficas.

111.6. - O Computador e

a

Instrução Programada.

111.7. - Vantagens e Restrições quanto

ao

Uso de Computadores no Ensino.

**********

111.1. APLICAÇÃO DO COMPUTADOR COMO APOIO A EDUCAÇÃO

Apesar de ser, de certa forma, uma novidade,

a

utilização da informática no

ensino vem despertando

o

interesse de vários autores que se tem especializado no assunto.

Salisbury (*), já em 1973, classificava as aplicações do computador na

educação em duas grandes áreas: não instrucionais e instrucionais.

Aplicações não instrucionais são aquelas não diretamente relacionadas com o ensino em si, mas sim com as atividades de apoio

a

educação, alcançando todas as funções

desempenhadas pelo computador fora da sala de aula. Como principais, podem-se mencionar as

') SAL/SBURY in SANTAROSA, Lucila M. Costi, "Análise e perspectivas da utilização do computador como recurso instruciona/",

(24)

funções administrativas

e

as funções auxiliares. As primeiras referem-se, além de outras, a organização de horários, administração de recursos educacionais, correção de provas de vestibular, avaliação de curr(culo e preparação de relatórios. Quanto às funções auxiliares,

pOde-se entender como tal todos os usos feitos pelo pessoal administrativo, professores e alunos para fins diversos tais como controle

e

pesquisa sobre bibliotecas.

Estes usos diversos, feitos pelas pessoas envolvidas com o sistema educacional, fundamentam-se principalmente, na capacidade do computador de armazenar

e

processar informações com maior rapidez

e

segurança.

No Brasil, as instituições de ensino, na sua maioria, tem desenvolvido grandes esforços na consecução do uso do computador, para fins não instrucionais, enquanto que apenas

se iniciam pesquisas de suas aplicações para fins instrucionais.

Nos pa(ses desenvolvidos, o uso do computador no ensino já é uma realidade,

como se pode constatar pelas publicações especializadas no assunto. Especificamente, na área de Contabilidade, podem-se mencionar periódicos de destaque como Accouting Review

e

Management Accouting que trazem, em seus exemplares, seções destinadas a informações sobre o uso da informática no ensino. O rápido desenvolvimento deste uso do computador

deve-se sobretudo, às pesquisas desenvolvidas e ao grande interesse do governo que investe suntuosas quantias de recursos para este fim.

Nos pa(ses em desenvolvimento, apesar do ritmo mais lento das pesquisas, alguns estudiosos, fundamentados em trabalhos por eles mesmos desenvolvidos, já se

conscientizaram que, não investir nesta área, é aumentar ainda mais o fosso que os separa dos pa(ses desenvolvidos.

Não se pode deixar de salientar, ainda, em relação a estes aspectos, a problemática tecnológica dos pafses do terceiro mundo. Notadamente, estes pafses são consumidores de tecnologias de fim de linha dos pafses desenvolvidos sendo que as chamadas tecnologias de ponta não são repassadas aos pafses subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Em função desta dependência tecnológica, vive-se também, a dependência cultural, já que o desenvolvimento próprio de pesquisas, nesta e em outras áreas, representa o investimento de grandes quantias de recursos. Entretanto, não investir em áreas como esta, o

(25)

uso da informática no ensino, é aumentar ainda mais

a

dependfJncia tecnológica e cultural desses pa(ses em relação àqueles outros.

As aplicações instrucionais são todas aquelas em que o computador é utilizado como apoio direto a uma função de ensino e que envolve uma disciplina, um professor e alunos.

A literatura geralmente apresenta três principais tipos de aplicações instrucionais, quais sejam: aprendizagem sobre, com e através de computadores.

A aprendizagem "sobre" computadores refere-se ao conhecimento e domfnio da tecnologia dos computadores.

A aprendizagem "com" computadores refere-se a este meio como um

instrumento de aprendizagem e não de ensino. O aluno é quem programa o computador, as experiências de aprendizagem são por ele estruturadas. Neste caso o aluno tem uma participação ativa no processo de seu aprendizado.

Na aprendizagem "através" do computador, este é utilizado como um

instrumento de ensino. Por meio de programas, contendo os mais variados assuntos das

diversas áreas de estudo,

o

professor utiliza-se do computador, para auxiliá-lo na tarefa de ensinar.

Nesta modalidade, destacam-se os sistemas de ensino denominados C.A./.

-Computer Assisted /nstruction - onde, diferentemente da aprendizagem "com" computadores, os

programas são estruturados para

o

aluno.

Atualmente, os sistemas de ensino C.A./. vem despertando o interesse de

diversos pesquisadores no mundo todo, e, em função disto, tecer-se-á uma análise mais profunda do mesmo, em termos de definição, caracterfsticas, organização e utilização.

111.2 O SISTEMA C.A.1. (COMPUTE R ASSISTED INSTRUCTION) SUA

DEFINiÇÃO, CARACTERíSTICAS, ORGANIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO

(26)

... C.A.I. refere-se ao ensino

e

aprendizagem que ocorre com interação entre professores, alunos, material, métodos

e o

computador." (Huntington, 1979)

... C.A.I. é o termo mais popular usado para descrever o uso de computadores para tarefas instrucionais." (Bitter & Camuse, 1984)

... C.A/. já é um termo especffico usado para referenciar a abordagem instrucional, onde a maior parte do contato do participante com o material do curso é realizada via terminal de vfdeo (incluindo microcomputadores)." (Saliby & Bechara, 1986)

Outros autores apresentam ainda outras definições de C.A/ .. Na realidade, o significado de C.A.I. é exatamente o que o termo diz: instrução que é assistida ou ajudada por computador.

Entretanto, entre os diversos autores que definem o C.A.I. parece haver um acordo de que este é um sistema que:

"Inclui material instrucional para o aluno apresentado sob total controle do computador;

Envolve uma interação homem-máquina que se traduz na interação aluno-computador. "(Santa rosa, 1982)

111.2.2 Utilização e Organização do Sistema C.AJ.

Por ser uma prática de ensino recente, inovadora, e devido a aspectos revolucionários do microcomputador na educação, ainda existem a respeito da instrução assistida por computador, alguns problemas e incertezas.

As pesquisas de aplicação do C.A/. carecem, ainda, de "software" de boa qualidade e comprovada eficácia, sendo, ainda, assunto controvertido a sua eficácia em termos de desempenho do estudante.

Todavia, apesar de ainda representar um pequeno número, os pesquisadores tem percebido que este é o caminho certo para preparar o profissional do amanhã.

(27)

Quanto à organização de seus componentes, C.A.I. é composto por dois elementos essenciais que são: o "hardware" e o "software". Estes elementos são integrados de maneira funcional no processo C.A.I. de ensino

e

aprendizado.

o

elemento "hardware" refere-se à máquina

e

equipamento relativo.

o

segundo elemento, parte integral do C.A.I. é o "software". O "software"

corresponde aos programas escritos em uma linguagem qualquer de computador, gravados em discos magnéticos para uso em microcomputadores com ou sem modificação.

Este segundo elemento é a parte mais importante do sistema C.A.I., já que é nele que estão gravadas as informações que conMm a instrução.

111.3 Métodos do Sistema C.A.1.

"Os modos de comunicação e interação são intrfnsecos aos componentes estruturais do C.A.I.. O conceito de C.A.I. pode ser visto de duas perspectivas de utilização no processo C.A.I. de ensino e aprendizagem: como um instrumento meio e como uma ferramenta de aprendizagem." (*)

O uso do computador como meio instrucional é

a

perspectiva do ponto de vista do professor.

Por método de comunicação entende-se aqueles, através dos quais

o

estudante obterá do computador meios para realizar

o

estudo. O modo utilizado pelo professor para comunicar ao estudante conhecimentos especfficos sobre determinado assunto, se dá através da seleção do "software", componente relevante do sistema C.A.I ..

Através da interação com o computador, como ferramenta auxiliar do aprendizado, o estudante obterá revisão, aplicação e até mesmo conhecimento numa hierarquização de métodos.

111.4 Hierarquia dos Métodos

Entre os diversos autores que escreveram sobre C.A.I., apesar de alguns

(28)

darem mais ênfase a um ou outro método, parece existir a concordância entre eles, quanto a descrição ou modalidades dos mesmos.

Manion apresenta seis métodos a saber:

"i) Exercrcio e Prática ii) Modo Tutorial iii) Jogos Educacionais iv) Simulação

v) Solução de Problemas

vi) Processamento de Textos."(*)

Estes métodos estão hierarquicamente classificados em n(veis de funcionamento cognitivo, tarefas objetivas e grau de interação do aprendiz.

Ainda segundo a mesma autora,

"tarefas objetivas estendem do domrnio da habilidade e conhecimento adquiridos nos métodos de exercrcio e prática e tutorial para srntese e avaliação nos métodos de solução de problemas e processamento de textos."(**)

111.5 Características Especificas

Os seis métodos de comunicação e interação são apresentados em ordem sequencial hierárquica, de simples para complexo para consideração de implantação.

i) Exerciclo e Prática

Exerc(cio e Prática é, atualmente, o método de C.A.I. mais comumente usado.

São programas desenvolvidos com a intenção de suplementar instruções de sala de aula. Consiste em integrar e consolidar conteúdos previamente aprendidos através da prática no computador. O "software" deste método de C.A.I. provê "feedback" imediato, individualização, repetição, reforço imediato e auto controle no r(timo de aprendizado. Este modo serve, também, como suplemento para outras formas de instrução.

') MANlON, Mary H., op. cito pg. 27/28.

") MANlON, Mary H., op. cit. pg. 27.

(29)

o

método mais comum de "software", deste modo de C.A.I., funciona como um

livro ou manual de exercícios. No entanto, os "softwares" mais sofisticados ou complexos podem exceder a esta caracter{stica de livro ou manual de exerc{cios anotando e informando as partes, onde o aluno tenha errado e, ainda, inserindo estas nas próximas etapas a serem cumpridas, eliminando-as a medida que sejam feitas corretamente.

Apesar de às vezes ser criticado, por ser considerado apenas um livro caro de exerc{cios, este método tem, segundo Budoff (*), apresentado execelentes resultados para aqueles alunos que vem repetindo o mesmo per{odo por longo tempo.

A aprendizagem, através do método de exerc{cio e prática, pode ser excitante e motivadora, em função da interação com o computador que permite ao aluno repetir, quantas vezes julgue necessário uma mesma instrução, recebendo um "feedback" imediato, o que lhe dá

uma sensação de segurança.

Geralmente, o "software" de exerc{cio e prática permite aos alunos experiências em relação a problemas, contato com fatos e vocabulário, até que o material seja memorizado ou até que uma tarefa seja cumprida.

Outra vantagem que ainda poderia ser mencionada é que este método exige um grande envolvimento do professor, numa interação com

o

pessoal especializado no desenvolvimento do "software", fornecendo o material necessário para que os alunos possam utilizá-lo.

ii) Modo Tutorial

Conforme o próprio nome sugere, o "software" do tipo tutorial funciona como um tutor privado. Neste método de C.A.I. o "software" utiliza tipos e explanações escritas, descrições de problemas, questoés e ilustrações, como um tutor.

Usualmente, o infcio das lições ou a etapa na qual o estudante deverá começar, está em função do resultado do pré-teste, tradicional ou computadorizado, que é

(30)

inclu(do no in(cio do "software" tutorial. Após a apresentação da parte tutorial de uma lição, normalmente, são oferecidos problemas do método exerc(cio e prática.

Cumpridas as etapas previstas no pré-teste, o estudante realizará um pós-teste para cada objetivo ou grupo de objetivos o que determinará o grau de dom(nio destes objetivos. Este grau de dom(nio poderá ser apresentado ao aluno em forma de "pontos' alcançados, assim como sugestões para mais estudo e/ou prática, caso o mesmo não tenha atingido um desempenho previsto pelo professor responsável pelo "software".

Pelo descrito até aqui pode-se notar que um "software" do tipo tutorial, requer um "design" de instrução e também técnicas de programação mais complexos.

"A lógica instrucional especrtica, a ser usada para um determinado aluno, é gerada pelo sistema, baseada nas informações que o mesmo obtém e acumula sobre o estudante e sobre os fatores que fazem diferença em sua aprendizagem." (*)

o

autor do modo tutorial deve tentar predizer todas as respostas poss(veis e

permitir alternativas erradas.

Existem diferentes tipos de "design" tutorial. Alguns modos apresentam uma forma linear ou uma série de etapas apresentadas a todos os usuários, indiferentemente, do

"background" de cada estudante. No entanto, se o estudante apresenta uma resposta incorreta a uma determinada questão isto servirá para encaminhá-lo a uma outra sequência de ensinamento.

Um outro tipo de "design" do método tutorial direcionará os estudantes para

certas lições ou partes de uma lição, em função dos resultados de pré-testes e pós-testes.

As figuras 1, 2 e 3, a seguir, ilustram ambos os tipos de método tutorial .

• SANTAROSA, Lucila M. Costi, "Experiências brasileiras de utilização do computador na instrução: realizações e perspectivas", Tecnologia Educacional, Reflexões e Perspectivas Para o Ensino Superior, Porto Alegre, UFRGS, 1983, pg. 61.

(31)

FIGURA 1

Títulos e Direções

Lição Menu de Seleções

Lição 1 Lição 2 Lição 3

Escolha \

Introdução Lição 2

Lição Segmento 1

Lição Segmento 2

Lição Segmento 3

Lição Segmento n

(último)

Apresentação Sumária do Desempenho do '

Estudante

Volte ao menu de Lição

(32)

FIGURA 2

Título e Di reções

Introdução a Lição * 1

Lição Segmento 1

Lição Segmento 2

Lição Segmento 3

Lição Segmento 4

Apresentação Sumária do Desempenho do

Estudante

,

I

Lição *

21

(33)

FIGURA 3

Introdução e Direções

t

Lição Segmento 1

I

..

Lição

..

Segmento 2

I

..

Lição

...

Segmento 3

Lição Segmento 4

I

Determina onde o estudante será colocado.

-

Lição

Segmento 5

TESTE FINAL

Acumulação e Apresentação do Desempenho

PRÓXIMO TÓPICO OU LIÇÃO

(34)

Segundo Bitter e Camuse algumas questões devem ser necessariamente respondidas, antes de se sugerir

a

compra de um "software" especffico do método tutorial, quais sejam:

". São os conceitos desenvolvidos de maneira seqüencial que não confunda o estudante (ou aprendiz)?

Voce concorda com a metodologia empregada? Os gráficos e sons complementam a instrução? Quão válidos são os pré e pós-testes?

Eles medem exatamente o progresso do estudante? Pode o estudante controlar o desenrolar da apresentação?

Existe algum controle do estudante sobre a estrutura de apresentação de forma que o material possa ser revisto?

. E, de forma ideal, o programa de alguma maneira registra automaticamente os 'scores' do estudante e determina a classe e desempenho individual?" (*)

111) Jogos Educacionais

"Utilizando um formato altamente motivacional, este modo provê o estudante de uma oportunidade para usar habilidades previamente adquiridas." (**)

Apesar disto,

o

uso deste método de C.A.I., segundo Budoff, (U*) é de uso controvertido. No entanto, se escolhidos de forma criteriosa, os jogos pOdem ser usados como

uma poderosa habilidade motivadora no ensino.

Este método, além de parecer desafiante aos estudantes, ainda pode fomentar a cooperação e trabalho de equipe.

Dos professores, este método pode exigir um trabalho de alta qualidade e aos estutantes proporciona um incentivo para produzir um trabalho com maior precisão e raciocrnio.

Embora muitos educadores possam rejeitar o método de jogos, se corretamente selecionados, eles podem ser utilizados para motivar alunos di"ceis de serem motivados .

• BIITER, Gary G. & CAMUSE, Ruth A., "Using a microcomputer in the classroon", Reston Publishing Company, Inc., Virgfnia, 1984, pg. 45/46

•• MANlON, Mary H., op. ciL, pg. 27 .

••• BUDOFF, Milton H., op. ciL, pg. 84.

(35)

UM ESTUDO EXPERIMENTAL SOBRE O USO DA 'INFORMÁTICA NO ENSINO DA

CONTABILIDADE

(36)

Iv) Simulação

Este método oferece aos estudantes a oportunidade de tomar decisões sobre problemas hipotéticos, sendo talvez, um dos mais motivadores métodos de C.A.I. tendo em vista. que permite ao estudante usar o computador para gerar novas informações. Assim sendo, os estudantes são motivados para usar diversas habilidades acadêmicas, para resolver um problema ou uma série de problemas representados na simulação.

Este método, também, pOde oferecer a oportunidade ao estudante, para desenvolver novas habilidades, para resolver problemas e para sentir a situação simulada sob seu inteiro comando e responsabilidade, tendo que descobrir sozinho uma solução e obter sucesso com

a

decisão tomada.

O envolvimento do estudante com o problema ou caso simulado é talvez o aspecto mais benéfico deste método de C.A.I ..

Simulação pode ser aplicada a qualquer disciplina, como estudos sociais, ciências, contabilidade, administração, economia, e ter, também, esquemas válidos de avaliação, se integrados nos curr(culos, no tempo apropriado. Pode, também, ser usada como uma unidade isolada, no entanto, tem maior aplicação e efetividade quando usada para integrar outras idéias desenvolvidas em outras disciplinas e/ou outros meios, tais como leituras, questionamento, material textual, discussões e outros. Pode ainda ser usado para treinar estudantes na operação de instrumentos ou equipamentos de diferentes tipos.

Finalmente, "simulação pode ser criada para qualquer área, onde uma experiência simulada para uma certa situação real possa contribuir para melhorar o aprendizado." (0)

v) Solução de Problemas

O "software" deste método C.A.I. requer do estudante conhecimento de uma Iiguagem de computador, para introduzir no sistema os dados para seu estudo e as etapas que o computador deverá cumprir, para chegar à solução. Como o nome sugere, uma situação problema

• B/ITER, Gaty G. & CAMUSE, Ruth A., op. cit, pg. 50

(37)

é apresentada pelo "software" e

o

usuário deve tentar resolvê-Ia.

Neste caso, não são ensinados novos conceitos;

o

estudante deverá aplicar

os conhecimentos anteriormente assimilados, para resolver os problemas.

o

método de simulação, de certa forma, pode ser descrito como um programa

de solução de problemas de alto nfvel, pois o usuário deve avaliar situações e estratégias, para complementar corretamente

a

simulação.

Os programas de solução de problemas geralmente apresentam "design" e operações diferentes um do outro.

"Um bom 'software' de solução de problemas transcenderá os limites de um simples 'software' tutorial ou prática, ele pode ser avaliado em termos de sua singularidade e sua habilidade para fascinar os estudantes da forma como eles estão aprendendo." (*)

vi) Processamento de Textos

Este é um novo modelo de C.A.I. que tem sido considerado como possuidor de um número ilimitado de aplicações.

É considerado pelos educadores, de uma forma geral, que escrever é um aspecto importante do aprendizado. Este método apresenta

a

caracterfstica de desenvolver no estudante técnicas corretas de escrever, tais como expressão, pontuação e uso adequando da gramática.

Neste método, o estudante recebe do computador um programa vazio que permite

ao

mesmo

a

edição de "inputs" de forma eletrônica. O computador e seu processador de textos pode desenvolver no estudante

a

habilidade de expressar-se por escrito.

111.6 O COMPUTADOR E A INSTRUÇÃO PROGRAMADA

Uma autêntica revolução nos métodos de ensino, a Instrução Programada, surgiu com o desenvolvimento da Teoria da Aprendizagem do Reforço de Skinner .

(38)

Segundo Nérici, a Instrução Programada pode ser conceituada como:

"referindo-se a maneira de ensinar, parcelando a matéria em partes mrnimas, que não criem maiores dificuldades para serem apreendidas por parte do educando, com verificação da aprendizagem e conhecimento imediato dos resultados, isto com base na psicologia do reforço, sendo que esta maneira de estudar pode processar-se por meio de maquinas, apostilas ou livros." (*)

Uma amWse do conceito acima descrito permite uma identificação entre o método da Instrução Programada e alguns métodos de C.A.I. descritos anteriormente.

A introdução do computador no ensino não corresponderá a uma inovação de método, se o meio utilizado para comunicar o conteúdo, o "software", for desenvolvido, observando apenas o método da Instrução Programada. Neste caso, representará, apenas, a introdução de uma técnica moderna ao já conhecido método.

o

desenvolvimento de alguns métodos de C.A.I., como por exemplo, a

simulação e solução de problemas, poderão fazer com que o ensino através do computador seja mais que uma simples inovação tecnológica e seja uma nova revolução na maneira de se ensinar.

111.7 VANTAGENS E RESTRiÇÕES QUANTO AO USO DE COMPUTADORES NO ENSINO

Da mesma forma que outras inovações tecnológicas surgidas em outras épocas, o uso do computador como instrumento de apoio ao ensino é, ainda um tema sujeito a controvérsias.

Aguns educadores, por desconhecimento ou simplesmente por não serem adeptos a novidades - conservadorismo - resistem ao seu emprego com argumentos que vão desde a desumanização do ensino até a substituição do professor pela máquina.

Por outro lado, alguns educadores, que se estão tornando especialistas no assunto, fundamentados em pesquisas realizadas por eles, ou por outros companheiros, estão convencidos de que os argumentos dos que são contra, podem ser rebatidos firmemente com os resultados de seus estudos.

Neste tópico descrever-se-ão algumas vantagens e restrições

* NÉRICI, Im/dio Giuseppe, "Educação e tecnologia", Editora Fundo de Cultura, Rio de Janeiro, 1973, pg. 82.

(39)

apontadas na literatura, fundamentadas no posicionamento de diversos autores quanto ao uso do computador como recurso ou instrumento de apoio ao ensino.

Uma análise da capacidade e potencialidade do computador leva a conclusões no que diz respeito a rapidez de processamento e ao armazenamento de informações, a máquina é capaz de realizar trabalhos muito além da capacidade humana e com maior eficiéncia.

A rapidez de processamento e o armazenamento de informações sobre um grande número de alunos e, isto de forma individualizada, permitem que o professor dispense atenção ao desempenho de cada aluno, o que não seria posslvel sem o uso do computador.

Realmente, em função destas caracterlsticas, a máquina pode oferecer informações não triviais e de importância fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Ainda vantagens, em função de um grande número de alunos, que os mesmos podem repetir as mesmas atividades, usando, para isto, o mesmo programa de computador. Isto possibilita, ainda, que diversos alunos dispersos por vários lugares possam executar a mesma tarefa, como se reunidos estivessem em um mesmo espaço ffsico.

Um outro problema surgido quando se tem um grande número de alunos, é

o

tratamento uniforme do professor para cada aluno, atitude conveniente exigida por essa situação.

o

uso do computador permite ao professor dispensar um tratamento em função

dos diferentes "background", que cada aluno apresenta, alcançando, assim, o ideal da instrução individualizada.

Ainda em função da potencialidade da máquina Klausmeir (0) destaca quatro funções que podem ser programadas para um computador, com a finalidade de atender a um grande número de alunos e que, segundo ele, dificilmente seriam dominadas por um professor, mesmo com uma quantidade reduzida de alunos. Estas Funções são:

armazenamento de informações sobre cada aluno.

armazenamento de listas de objetivos, materiais, atividades e os instrumentos de avaliação correspondentes.

relacionamento entre as caracterlsticas de cada estudante

• KLAUSMEIR in SANTAROSA, Lucila M. Costi, "Análise e perspectivas da utilização do computador como recurso instrucional",

(40)

incluindo os resultados de sempenho nas avaliações, os objetivos, os materiais e as atividades.

registro das poss{veis decisões a respeito de materiais e atividades que possam ser utilizados em relação a cada aluno.

Estas são funções que, sem dúvida, facilitam

o

trabalho do professor, liberam seu tempo, proporcionando uma melhor condição para

o

planejamento de suas atividades rotineiras e criativas, condizentes com sua função de educador.

A possibilidade de fornecer ao aluno um "feedback" imediato possibilitando ao mesmo condições de analisar

o

desempenho atingido e informações adicionais, como

a

bibliografia referente ao assunto estudado, proporciona uma enorme satisfação àqueles que realizam experiências através do computador. Isto desperta, também, no aluno interesse pelo

ensino, provacando, ainda, uma vontade de superar seu próprio desempenho.

Um outro aspecto importante, ainda,

a

salientar seria

a

adaptação dos materiais utilizados pelo professor que podem ser atualizados e facilmente modificados, de acordo com as exigências surgidas no desenrolar does) curso(s) onde os mesmos estejam sendo utilizados.

Os fatos e conceitos podem ser transmitidos aos alunos pelo computador, e o professor entraria no processo apenas para reforçar os mesmos e/ou ainda para tirar alguma dúvida que por acaso tenha permanecido, para algum deles, especificamente.

O computador, pode, assim, ser usado pelo professor durante

a

aula ou, como reforço, pelo aluno, após a aula ou ainda de ambas as formas. A forma mais adequada será definida de acordo com as circunst~ncias em que estiverem envolvidos os fatos.

Ainda com respeito

a

individualização do ensino,

o

computador permite que

o

aluno desenvolva seus estudos segundo

o

seu próprio ritmo,

o

que não lhe é permitido num sistema convencional de ensino.

Por último, cabe ressaltar que os alunos que desenvolvem uma atividade de aprendizagem com o uso do computador manifestam-se satisfeitos com a experiência.

Apesar das vantagens existentes e acima relatadas existem várias restrições quanto ao uso do computador no ensino.

(41)

Algumas destas limitações relacionam-se com as caracterfsticas próprias da

máquina. Esta apenas opera um programa previamente definido por alguém especializado. As

estapas previstas no programa são cumpridas exatamente da forma que foram definidas. As

situações, fora do previsto, ficam sem uma solução por meio do computador. No entanto, esta é uma restrição que já começa a ser parcialmente superada. Alguns modos de C.A.I. já estão sendo desenvolvidos prevendo-se uma grande quantidade de alternativas por parte do aluno. Assim, de alguma forma,

a

máquina já simula, ou tenta simular um diálogo como ocorre entre professor e aluno, quebrando a rigidez e limitada flexibilidade apresentadas pelos programas.

Uma outra limitação do uso do computador no ensino refere-se

a

atual qualidade dos "softwares" desenvolvidos para este fim. Atualmente, isto ocorre por uma série de motivos, tais como a falta de interesse por parte das instituições de ensino, o não reconhecimento do tempo dispendido em pesquisa, além do aspecto comercial que envolve,

naturalmente, este tipo de atividade, e a baixa qualidade dos programas aplicativos educacionais (Instrucional Software).

O desenvolvimento de um bom "software" educacional implica em pesquisas que envolvem, além do especialista no assunto, analistas de sistemas, programadores, pedagogos e psicólogos.

Em recente pesquisa desenvolvida pelo pessoal da filial da ESSO no Brasil, foi constatado que, para cada uma hora de máquina, são consumidas em torno de duzentas horas de planejamento e execução de um "software" aplicativo. Isto, sem dúvida, eleva os custos dos

aplicativos educacionais.

Todavia, se se considerar que uma vez desenvolvido, um "software" pode ser aplicado por inúmeras vezes, esta limitação perde um pouco de seu peso num planejamento para o desenvolvimento de aplicativos, no uso do computador no ensino.

Ainda em relação à máquina, uma outra limitação que se poderia mencionar seria a do custo inicial de implantação.

O aparecimento dos microcomputadores, no entanto, já diminuiu sensivelmente o custo de implantação de um laboratório para ensino através do computador.

(42)

não estruturada, como é

o

caso do ensino. Os beneffcios obtidos são diffceis de se medirem, e ficar esperando que estes custos diminuam, em se tratando de ensino, não é, com certeza, a melhor polftica a se adotar.

Finalizando, poder-se-ia mencionar a restrição que alguns professores fazem ao uso do computador no ensino dizendo que

o

mesmo poderá, no futuro, substituit

o

professor.

Este é seguramente,

o

argumento daqueles que desconhecem

o

instrumental e as vantagens que ele poderá trazer a este mesmo professor que, naturalmente, terá que se adaptar a nova tecnologia, mas que terá, então, tempo para aperceiçoar-se e desempenhar funções mais dignas de sua profissão.

É necessário, porém, ressaltar que aquele professor que puder ser substitufdo pelo computador, em nome da melhoria da educação, deverá sê-lo.

O que foi exposto sobre as vantagens e restrições pode ser apresentado, sucintamente, nos quadros das figuras 4 e 5, a seguir.

(43)

Figura 4 - Vantagens referenciadas

ao

ensino por computadores

I

ENSINO POR COMPUTADOR

J

I

VANTAGENS DE

J

1

armazenar instrução, ilimitada;

diferentes materiais de de forma praticamente

efetivar alterações e mudanças curriculares com maior facilidade do que em materiais editados;

armazenar e registrar informações, sobre o estudante, de forma rápida e organizada;

processar com rapidez o interelacionamento das informações sobre alunos, atividades e materiais de instrução;

atender simultâneamente e de forma individual, a um grande número de alunos que realizam tarefas em etapas diferenciadas;

alcançar com facilidade número de alunos geograficamente;

um grande dispersos

atender de forma diferenciada a alunos com deficiência ou diferentes "backgroud";

incrementar a motivação e o interesse do aluno;

1

propiciar a participação ativa do aluno e atender ao ritmo próprio de cada um;

fornecer "feedback" imediato após cada resposta emitida pelo aluno;

enfatizar as capacidades de aplicação generalizada;

implementar com maior flexibilidade o ensino individualizado;

reduzir o custo do ensino quando muitos estudantes repetem as mesmas atividades usando o mesmo programa do computador;

reduzir o tempo de aprendizado do aluno e melhorar o desempenho do mesmo;

possibilitar a realização de pesquisa e ensino, sob condições controladas;

Imagem

FIGURA  3  Introdução e  Direções  t  Lição  Segmento 1  I  ..  Lição  ..  Segmento 2  I  .
Figura  4  - Vantagens  referenciadas  ao  ensino por computadores
Figura  5  - Restrições  referenciadas  ao  ensino por computadores

Referências

Documentos relacionados

Vale à pena destacar ainda, que de acordo com o pedagogo Paulo Freire, (1974 apud MOITA LOPES, 1996, p.134) sobre o ensino de leitura em língua estrangeira “[...] pode

Visando mitigar riscos e oferecer a pronta- resposta adequada em caso de incidentes ou acidentes na Reserva do Paiva, foram implantadas pela AGRP, com a coordenação da Consultoria

Este desafio nos exige uma nova postura frente às questões ambientais, significa tomar o meio ambiente como problema pedagógico, como práxis unificadora que favoreça

Anne Teresa De Keersmaeker e Jean-Guihen Queyras (o violoncelista que vai acompanhar ao vivo os bailarinos, tocando as suites de seguida, em tours de force de mais de duas

A maior capacidade de acúmulo e remobilização do NO 3 - , sob condições de menor disponibilidade de nitrogênio, foi atribuída a variedade Piauí, por apresentar um maior teor

Contribuições/Originalidade: A identificação dos atributos que conferem qualidade ao projeto habitacional e das diretrizes de projeto que visam alcançá-los, são de fundamental

A espectrofotometria é uma técnica quantitativa e qualitativa, a qual se A espectrofotometria é uma técnica quantitativa e qualitativa, a qual se baseia no fato de que uma

As abraçadeiras tipo TUCHO SIMPLES INOX , foram desenvolvidas para aplicações que necessitam alto torque de aperto e condições severas de temperatura, permitin- do assim,