Mura is Mo de rno s de
Ne wto n Na va rro e Do ria n G ra y
Isa ia s da Silva Ribe iro O rie nta do ra : Pro fa . Dra . Ne lc i Tine m
MURAIS MO DERNO S
DE
NEWTO N NAVARRO E DO RIAN G RAY
Disse rta ç ã o a p re se nta d a a o Pro g ra ma d e Pó s-G ra d ua ç ã o e m Arq uite tura e Urb a nismo d a Unive rsid a d e Fe d e ra l d o Rio G ra nd e d o No rte , c o mo re q uisito p a rc ia l à o b te nç ã o d o título d e Me stre e m Arq uite tura .
Áre a d e C o nc e ntra ç ã o : Pro je to , Mo rfo lo g ia e C o nfo rto no Amb ie nte C o nstruíd o .
Linha d e p e sq uisa : Pro je to d e Arq uite tura
O rie nta d o ra : Pro fa . Dra . Ne lc i Tine m.
ISAÍAS DA SILVA RIBEIRO
MURAIS MO DERNO S DE
NEWTO N NAVARRO E DO RIAN G RAY
Disse rta ç ã o a p ro va d a c o mo re q uisito p a rc ia l p a ra o b te nç ã o d o g ra u d e Me stre no Pro g ra ma d e Pó s-G ra d ua ç ã o e m Arq uite tura e Urb a nismo , Unive rsid a d e Fe d e ra l d o Rio G ra nd e d o No rte .
BANC A EXAMINADO RA:
Pro fa . Dra . Ne lc i Tine m Unive rsida de Fe de ra l da Pa ra íb a -UFPB O rie nta do ra
Me mb ro inte rno a o PPG AU/UFRN
Pro fa . Dra . Ma ria Be rthilde Mo ura Filha Unive rsida de Fe de ra l da Pa ra íb a - UFPB Exa mina do ra e xte rna a o PPG AU/UFRN
Pro fa . Dra . Edja Be ze rra Fa ria Tig ue iro Unive rsida de Fe de ra l do Rio G ra nde do No rte - UFRN
Exa mina do ra inte rna a o PPG AU/UFRN
Ao s p ro fe sso re s d a minha vid a e sc o la r.
À Pro fa . Dra . Ne lc i Tine m, o rie nta d o ra - q ue me re ve lo u a sínte se d a s a rte s - p e la a te nç ã o e c o mp re e nsã o d ura nte a e la b o ra ç ã o d o tra b a lho .
À C APES, p e lo a p o io fina nc e iro .
Às Pro fe sso ra s Ama d ja Bo rg e s, Âng e la Fe rre ira , Ed ja Trig ue iro , Fra nç o ise Va lé ry, G le ic e Ela li, Ma ísa Ve lo so e Sô nia Ma rq ue s.
Ao s Pro fe sso re s Ald o ma r Pe d rini e Ma rc e lo Tinô c o .
Ao s func io ná rio s d o c urso d e Arq uite tura e Urb a nismo d a UFRN e d o p ro g ra ma d e Pó s-G ra d ua ç ã o e m Arq uite tura e Urb a nismo (PPG AU- UFRN)
Ao s e xc e le nte s c o le g a s d e turma d o me stra d o .
E e sp e c ia lme nte ,
Ao s me us p a is, He rá c lito (in me mo ria m) e Ad e la id e q ue se mp re a c re d ita ra m q ue a e d uc a ç ã o se ria a únic a e a ma is imp o rta nte he ra nç a q ue p o d e ria m le g a r a mim e a o s me us irmã o s Isa a c e Má rc ia Re g ina . Minha e te rna g ra tid ã o .
À tia Ad é lia , minha ma d rinha , p e lo se u a p o io e c a rinho .
Ao a mig o Pa ulo No b re , p e la sua a miza d e , a te nç ã o e inc e ntivo d ura nte to d o s e sse s a no s.
Ao s me us a mig o s q ue rid o s ...
Esta p e sq uisa te m c o mo o b je tivo e stud a r a a rte p a rie ta l p ro d uzid a p e lo s a rtista s p o tig ua re s Ne wto n Na va rro Bilro e Do ria n G ra y C a ld a s, insta la d a e m e d ifíc io s p úb lic o s d e a rq uite tura mo d e rna , na c id a d e d e Na ta l, no p e río d o d o s a no s 1950 a 1970. Ne ste e stud o , o te ma d a p intura mura l é c o mp re e nd id o a tra vé s d a sua c o nc e itua ç ã o e c a ra c te riza ç ã o , vinc ula d a s à id é ia d e inte g ra ç ã o d a s a rte s e a o e nte nd ime nto d o mura l mo d e rno no Bra sil. O e stud o a p re se nta uma a ná lise d o mura l mo d e rno na ta le nse c o nsid e ra nd o o s te ma s, té c nic a s e d ime nsõ e s, c o te ja nd o a s so luç õ e s d o s a rtista s lo c a is c o m a p ro d uç ã o mura lístic a b ra sile ira , e m e sp e c ia l a o b ra mura l d o a rtista C â nd id o Po rtina ri. Ap re se nta ta mb é m um re g istro d e o b ra s a rtístic a s d e line a nd o um p a no ra ma d a inse rç ã o d a a rte na a rq uite tura mo d e rna na c id a d e .
RIBEIRO , Isa ia s d a Silva . “ Mura l p a iting s o f Ne wto n Na va rro a nd Do ria n G ra y “ .
This re se a rc h a ims to stud y wa ll p a iting s c re a te d b y a rtists Ne wto n Na va rro a nd Do ria n G ra y, insta lle d in p ub lic b uild ing s o f mo d e rn a rc hite c ture , in Na ta l/ RN fro m 1950 to 1970. The sub je c t is se e n b y fo c using o n its c o nc e p ts a nd c ha ra c te riza tio n, linke d to the id e ia o f inte g ra tio n o f the a rts a nd the me a ning o f mo d e rn mura l p a inting in Bra sil. The stud y p re se nts a n a na lyse s o f tho se p a iting s c o nsid e ring the me s, te c hiniq ue s a nd d ime nsio ns, c o mp a ring the so lutio ns o f lo c a l a rtists with b ra silia n mura list p a inte rs, p a rtic ula rly the wo rk o f C â nd id o Po rtina ri. Re g iste rs o f a rtistic wo rks sho w a vie w o f the inc lusio n o f a rts in mo d e rn a rc hite c ture in the c ity.
INTRO DUÇ ÃO ...23
1.AFINIDADES ENTRE ARTE E ARQ UITETURA ...33
1.1. ARTE E ARQ UITETURA: SIG NIFIC ADO S, IMPLIC AÇ Õ ES E C O MPREENSÃO ...35
1.1.1. ARTE E ARQ UITETURA: LE C O RBUSIER... 42
1.1.2. C ARLO S RAÚL VILLANUEVA E A SÍNTESE DAS ARTES.. ... 48
1.2. INTEG RAÇ ÃO DAS ARTES NO BRASIL ...54
1.2.1 RINO LEVI: PAINÉIS E JARDINS...55
1.2.2. NIEMEYER E AS ARTES PLÁSTIC AS...58
1.3. MURAL MO DERNO BRASILEIRO ...61
1.3.1 TÉC NIC AS DE PINTURA MURAL...63
1.3.2. C ARAC TERIZAÇ ÃO DO MURAL MO DERNO BRASILEIRO ... 65
1.4. C ÂNDIDO PO RTINARI E O MURAL BRASILEIRO ...72
1.5. O MINISTÉRIO DA EDUC AÇ ÃO E SAÚDE E A IG REJA DA PAMPULHA ...76
2.ARTE E ARQ UITETURA EM NATAL...89
2.1.PINTURA MURAL EM NATAL ...93
2.2 REG ISTRO S DO MURAL MO DERNO NATALENSE...96
3.1. MURAIS DE NEWTO N NAVARRO ... 107
3.1.1 MURAL DO AMÉRIC A FUTEBO L C LUBE (SEDE SO C IAL)...108
3.1.2MURAIS DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUC AÇ ÃO TEC NO LÓ G IC A (IFRN….113 3.1.3 MURAL DO DEPARTAMENTO ESTADUAL DE ESTRADAS E RO DAG ENS ... 123
3.1.4 MURAL DO SERVIÇ O SO C IAL DO C O MÉRC IO (SESC )... 126
3.2. MURAIS DE DO RIAN G RAY C ALDAS ...130
3.2.1 MURAL DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUC AÇ ÃO TEC NO LÓ G IC A...131
3.2.2 MURAL DO DEPARTAMENTO ESTADUAL DE ESTRADAS E RO DAG ENS...134
3.3. C O NC LUSÕ ES PARC IAISDO C APÍTULO ...... 137
C O NSIDERAÇ Õ ES FINAIS ...143
REFERÊNC IAS BIBLIO G RÁFIC AS...148
APÊNDIC E A – FIC HAS DE LEVANTAMENTO IC O NO G RÁFIC O ...154
APÊNDIC E B – ENTREVISTA C O M DO RIAN G RAY C ALDAS...236
Fig ura 01: Wla d imir Ta tlin. Ma q ue te p a ra o Mo nume nto à Te rc e ira Inte rna c io na l. Aç o e ma d e ira .
1910 -1920
Fo nte : FRAMPTO N, 2003, p . 204
Fig ura 02: El Lissitzky. Estud o p a ra a Trib una Lê nin.1920 Fo nte : http :/ / c ho c o la d e sig n.c o m/ c o nstrutivismo -russo Ac e sso e m: 12 d e ja ne iro d e 2011
Fig ura 03: Ale xa nd r Ro d c he nko . “ Livro s” . Lito g ra vura . 1920
Fo nte : http :/ / sa la 17.wo rd p re ss.c o m/ 2010/ 02/ 19/ a le xa nd e rro d c he nko -1891-1956-d a -fo to g ra fia -a o -d e sig n-g ra fic o /
Ac e sso e m: 12 d e ja ne iro d e 2011
Fig ura 04: Pie t Mo nd ria n. “ C o mp o siç ã o e m ve rme lho , a ma re lo e a zul.” Ó le o so b re te la . 61 x 41 c m. 1921
Fo nte : http :/ / www.slid e sha re .ne t/ d a nifiuza / p ie t-mo nd ria n-1452217
Fig ura 05: The o va n Do e sb urg . Estud o p a ra Unive rsity Ha ll, Amste rd ã . 1923
Fo nte : Arg a n, 2004, p g . 406
Fig ura 06: G e rrit Rie tve ld . “ C a sa Sc hro e d e r” .Utre c ht, Ho la nd a . 1919-1924 Fo nte :
http :/ / ka p la np ic ture ma ke r.c o m/ c c c _a rt_a p p re c ia tio n/ histo ry_p a rt_iiiAc e sso 15/ 01/ 2011
Fig ura 07: G e rrit Rie tve ld . Inte rio r d a C a sa Sc hro e d e r. 1924 Fo nte : http :/ / www.re vista a u.c o m.b r/ a rq uite tura
-urb a nismo / 181/ imp rime 131095.a sp Ac e sso e m: 15 d e ja ne iro d e 2011
Fig ura 08: Le C o rb usie r. Estud o p a ra ta p e ç a ria . C ha nd ig a rhd .1961. Fo nte : C a tá lo g o d e e xp o siç ã o . Muse u C o le ç ã o Be ra rd o , Lisb o a . 2009
Fig ura 09: Le C o rb usie r. C a p e la d e No tre -Da me -d u-Ha ut. Ro nc ha mp , Fra nç a .(1950-1953)
Fo nte : Arg a n, 2004, p g . 389
Fig ura 10: Le C o rb usie r. Po rta d a C a p e la d e Ro nc ha mp . 1953 Fo nte : Éd itio ns Fo nd a tio n Le C o rb usie r. Pa ris, 1998
Fig ura 12: Vic to r Va sa re li. Pa re d e -e sc ultura e m a ç o . Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 13: C a rlo s Ra úl Villa nue va . Inte rio r d o Aud itó rio d a Re ito ria (mó b ile s d e Ale xa nd e r C a ld e r)
Fo nte : www.c e nte na rio villa nue va .we b .ve . Ac e sso e m: 18 d e se te mb ro d e 2008
Fig ura 14: Fe rna nd Lé g e r. Vitra l. Inte rio r d a Bib lio te c a C e ntra l Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 15: C a rlo s Ra úl Villa nue va . Mó ve l (g ua rd a -vo lume ). Re c e p ç ã o d a Bib lio te c a C e ntra l.
Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 16: Ba lta sa r Lo b o . “ Ma te rnid a d e ” . Esc ultura e m b ro nze . S/ d . Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 17: Rino Le vi. Ed ifíc io Prud ê nc ia Fo nte : ANELLI, 2001. P.155
Fig ura 18: Rino Le vi. Te a tro C ultura Artístic a (SP). 1942-43. Pa ine l d e Emilia no Di C a va lc a nti. “ A Ale g o ria à s Arte s” .
Fo nte :
http :/ / c a sc a ve l.vitruvius.c o m.b r/ re vista s/ re a d / minha c id a d e / 09.097/ 1879 Ac e sso e m: 18 d e a g o sto d e 2008
Fig ura 19: Rino Le vi. C a sa O livo G o me s. 1949. Ja rd ins d e Burle Ma rx. Fo nte : ANELLI, 2001
Fig ura 20: Rino Le vi. C a sa O livo G o me s. De ta lhe d o p a ine l d e Ro b e rto Burle Ma rx
Fo nte : a rq uite ta b lo g .b lo g sp o t.c o m Ac e sso e m: 15 d e fe ve re iro d e 2011
Fig ura 21: C â nd id o Po rtina ri. “ Tira d e nte s ” . Tê mp e ra so b re te la . 309 x 1767c m. 1948-1949
Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r/
Ac e sso e m 10 d e ma rç o d e 2010
Fig ura 23: O sc a r Nie me ye r. Sa lã o Ve rd e d o C o ng re sso . Na c io na l, Bra sília , DF.
Atho s Bulc ã o . “ Ve nta nia ” . Pa ine l d e a zule jo s. 1971 Fo to d o a uto r. 2011
Fig ura 24: C a rlo s Ma g a no . "A Ma rc ha d o C o nhe c ime nto Huma no ". Afre sc o . 427 x 1470 c m. 1956
Fo nte : TIRELLO , 2001, p . 191
Fig ura 25: Emilia no Di C a va lc a nti. 450 x 550 c m. Ó le o .1929 Fo nte : http :/ / www.ine p a c .rj.g o v.b r
Ac e sso e m: 22 d e o utub ro d e 2010
Fig ura 26: Emilia no Di C a va lc a nti. 450 x 550 c m. Ó le o .1929 Fo nte : http :/ / www.ine p a c .rj.g o v.b r
Ac e sso e m: 22 d e o utub ro d e 2010
Fig ura 27: Emilia no Di C a va lc a nti. 450 x 550 c m. Ó le o .1929 Fo nte : www.ine p a c .rj.g o v.b r
Ac e sso e m: 22 d e o utub ro d e 2010
Fig ura 28: Fúlvio Pe nna c c hi. “ Ro ta tiva s” . Estud o p a ra o mura l Histó ria d a Imp re nsa . Sã o Pa ulo . 1938
Fo nte : LO URENÇ O , 2005, p . 252
Fig ura 29: C ló vis G ra c ia no . Pa ine l Ale g o ria à s Arte s.Te a tro Jo ã o C a e ta no (SP). 1952
Fo nte : LO URENÇ O , 1995, p g . 277
Fig ura 30: Pa ulo We rne c k. Pa ine l e m p a stilha c e râ mic a . C o lé g io C a ta g ua se s (MG ). 1945-1949
Fo nte : http :/ / www.p ro je to p a ulo we rne c k.c o m.b r/ p wO b ra .a sp Ac e sso e m: 12 d e junho d e 2011
Fig ura 31: Emilia no Di C a va lc a nti. Mo sa ic o . Ano s 1950. Ed .Triâ ng ulo (SP). Pro je to d e O sc a r Nie me ye r.
Fo nte : LO URENÇ O , 1995. P. 276
Fig ura 32: C â nd id o Po rtina ri. “ C a ng a c e iro ” . Ó le o so b re te la . 73 x 60 c m.1958
Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 34: Pa b lo Pic a sso . “ Mulhe re s c o rre nd o p e la p ra ia ” . 33,65 x 42,54 c m. Ó le o so b re te la . 1922.
Fo nte : O s G ra nd e s Artista s, 1984
Fig ura 35: C â nd id o Po rtina ri. “ C a fé “ . Afre sc o . 280 x 297c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 36: Die g o Rive ra . “ O Mund o d e Ho je e d e Ama nhã ” . Mura l. 1935. Pa lá c io d o G o ve rno . C id a d e d o Mé xic o
Fo nte : http :/ / inve rsu.c o m/ d ie g o -rive ra -o -mura lista -me xic a no / Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 37: Ed ifíc io d o Ministé rio d a Ed uc a ç ã o e Sa úd e (RJ).1936- 1943 Fo nte : Arq uivo – MES. 2009
Fig ura 38: C â nd id o Po rtina ri. “ Estre la s-d o -Ma r e Pe ixe s. Pa ine l d e a zule jo s. 990 x 1510 c m (irre g ula r).
1942.
Fo nte : BRUAND, 2002. (Fo to d e 1943)
Fig ura 39: C â nd id o Po rtina ri. “ Estre la s-d o -Ma r e Pe ixe s” . Pa ine l d e a zule jo s. 990 x 1510 c m (irre g ula r).1942
Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 40: C â nd id o Po rtina ri. “ Fumo ” . Afre sc o . 280 x 294 c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 41: C â nd id o Po rtina ri. “ G a rimp o ” . Afre sc o . 280 x 298 c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 42: C â nd id o Po rtina ri. “ G a d o ” . Afre sc o . 280 x 246 c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 43: C â nd id o Po rtina ri. “ Pa u-Bra sil” . Afre sc o .280 x 250 c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 44: C â nd id o Po rtina ri. “ Bo rra c ha “ Afre sc o . 280 x 248 c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Fig ura 46: C â nd id o Po rtina ri. “ C a fé “ . Afre sc o . 280 x 297c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 47: C â nd id o Po rtina ri. “ C a c a u “ . Afre sc o . 280 x 298c m.1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 48: C â nd id o Po rtina ri. “ Fe rro “ . Afre sc o . 280 x 248 c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 49: C â nd id o Po rtina ri. “ Alg o d ã o Afre sc o . 280 x 300 c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 50: C â nd id o Po rtina ri. “ Erva -ma te ” . Afre sc o . 280 x 297 c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 51: C â nd id o Po rtina ri. “ C a rna úb a “ . Afre sc o . 280 x 248 c m. 1938 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 52: C â nd id o Po rtina ri. “ Jo g o s Infa ntis” . Pintura mura l a tê mp e ra . 477 x 1295 c m. 1944
Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 53: Pa b lo Pic a sso . “ G ue rnic a ” . Ó le o so b re te la . 350 x 782 c m. 1937 Fo nte : http :/ / ima g o histo ria .b lo g sp o t.c o m/ 2008/ 11/ g ue rnic a e lultimo -e xila d o .html
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 54: C â nd id o Po rtina ri. “ Esc o la d e C a nto ” . Pintura mura l a tê mp e ra .490 x 405c m (irre g ula r). 1945
Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 55: C â nd id o Po rtina ri. “ C o ro ” . Pintura mura l a tê mp e ra . 490 x 412 c m (irre g ula r). 1945
Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 57: C â nd id o Po rtina ri. “ C o nc ha s e Hip o c a mp o s” . Pa ine l d e a zule jo s. 990 x 1510 c m (irre g ula r).1942
Fo nte : www.p o rtina ri.o rg .b r
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 58: C â nd id o Po rtina ri. “ C e na G a úc ha ” . Tê mp e ra so b re te la . 315 x 345 c m
(me d id a s a p ro xima d a s).1939 Fo nte : LO URENÇ O , 1995.
Fig ura 59: Ro b e rto Burle Ma rx. Ja rd ins d o Pa lá c io G usta vo C a p a ne ma (RJ). Esc ultura e m g ra nito d e Vic to r Bre c he re t.
Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 60: Ro b e rto Burle Ma rx. Ja rd ins d o Pa lá c io G usta vo C a p a ne ma (RJ).
Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 61: C â nd id o Po rtina ri. Ig re ja d e Sã o Fra nc isc o d e Assis. Pa ine l d e a zule jo s. 750 x 2120 c m (irre g ula r). 1944
Fo nte : www.p o rtina ri.o rg
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 62: C â nd id o Po rtina ri. Sã o Fra nc isc o se De sp o ja nd o d a s Ve ste s. Pintura mura l a te mp e ra .
750 x 1060 c m (me d id a s a p ro xima d a s, irre g ula r). 1945 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg
Ac e sso e m: 10 d e d e ze mb ro d e 2010
Fig ura 63: C â nd id o Po rtina ri. “ Sã o Fra nc isc o fa la nd o a o s p á ssa ro s” . Pa ine l d e a zule jo s. 180 x 350 c m (me d id a s a p ro xima d a s, irre g ula r).1945 Fo nte : www.p o rtina ri.o rg
Fo nte : C ALDAS, 1989
Fig ura 65: Ag uina ld o Muniz. Mura l na fa c ha d a d o C ine ma No rd e ste . 1958.
Fo nte : www.na ta l.rn.g o v.b r
Ac e sso e m: 05 d e d e ze mb ro d e 2008
Fig ura 66: Ne wto n Na va rro . Pa ine l “ Bo i. Fa c ha d a d a G a le ria d e Arte s d e Na ta l. 1963
Fo nte : www.na ta l.rn.g o v.b r
Ac e sso e m: 05 d e d e ze mb ro d e 2008
Fig ura 67: Do ria n G ra y. Estud o p a ra o mura l “ C e ia La rg a ” . 1967 Fo nte : Info rma tivo IFRN, 2009
Fig ura 68: Ne wto n Na va rro . “ Fa mília ” . Aq ua re la e g ua c he so b re p a p e l. 49,4 x 74 c m. 1970
Fo nte : SESC - RN, s/ d . P. 48
Fig ura 69: Ne wto n Na va rro . “ Pe sc a d o re s” . Na nq uim e Aq ua re la so b re p a p e l.
32 x 45c m. 1968
Fo nte : SESC - RN, s/ d . P. 39
Fig ura 71: De lfim Amo rim. Amé ric a Fute b o l C lub e Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 72: Ne wto n Na va rro . Mura l. Se m título . Ac rílic a e g iz d e c e ra . 655 x 1550 c m. 1967
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 73: Fe sta no Amé ric a c o m o mura l d e Na va rro a o fund o . Ano s 1970
Fo nte : Arq uivo Trib una d o No rte
Fig ura 74: Ne wto n Na va rro . De ta lhe d o mura l Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 75: Ne wto n Na va rro . De ta lhe d e mura l. Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 76: Ne wto n Na va rro . De ta lhe d e c a b e ç a . Fo to d o a uto r.2008
Fig ura 77: Vista d o mura l d e Na va rro d e sd e a g a le ria d o me za nino Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 78: Ald e mir Ma rtins. “ Pa ine l g rá fic o ” . 1954 Fo nte :LO URENÇ O , 1995, p . 272
Fig ura 79: Na va rro . Pa ine l d o Amé ric a . 1967 Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 80: IFRN. Fa c ha d a (Av. Se n. Sa lg a d o Filho ) Fo nte : http :/ / p o rta l.ifrn.e d u.b r/ na ta lc e ntra l
Ac e sso e m: 25 d e junho d e 2009
Fig ura 81: Ne wto n Na va rro . Ac rílic a fo sc a e G iz d e c e ra . 540 x 435 c m. 1967
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 82: Ne wto n Na va rro . De ta lhe d e mura l. Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 85: Ne wto n Na va rro . De ta lhe d o mura l Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 86: Ne wto n Na va rro . De ta lhe d o mura l Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 87: Ne wto n Na va rro . G iz d e c e ra e a c rílic a fo sc a . 330 x 700 m. 1967
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 88: Ne wto n Na va rro . De ta lhe s d e mura l Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 89: Ne wto n Na va rro . De ta lhe s d e mura l Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 90: Do ria n G ra y e Ne wto n Na va rro . Ac rílic a fo sc a , lá p is c e ra e tinta a ó le o . 370 x 435 c m. 1967
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 91: Esc ritó rio d a se d e c e ntra l d o DER-RN. Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 92: Ne wto n Na va rro . Ac rílic a fo sc a e g iz d e c e ra . 290 x 780 c m. Fo to d o a uto r.2009
Fig ura 93: Ne wto n Na va rro . De ta lhe s d o mura l (p e sc a d o r, c a na vie iro , va q ue iro )
Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 94: Ne wto n Na va rro . Ac rílic a fo sc a e g iz d e c e ra . 280 x 1225 c m. 1966
Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 95: Ne wto n Na va rro . De ta lhe s d o mura l. Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 96: Ne wto n Na va rro . De ta lhe s d o mura l. Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 99: Ne wto n Na va rro . Mura l (Mo tivo s Fo lc ló ric o s). Ac rílic a fo sc a e g iz d e c e ra . 360 x 980 c m. 1967. G a b ine te d a d ire ç ã o
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 100: Ne wto n Na va rro . De ta lhe . Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 101: Do ria n G ra y C a ld a s. De ta lhe s. Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 102: Do ria n G ra y C a ld a s. De ta lhe s d o mura l Fo to s d o a uto r. 2008
Fig ura 103: Do ria n G ra y C a ld a s. De ta lhe s d o mura l Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 104: Do ria n G ra y C a ld a s. Mura l “ Ec o no mia s d o Rio G ra nd e d o No rte ” . Ac rílic a fo sc a e g iz d e c e ra . 330 x 1020 c m. 1966.
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 105: Do ria n G ra y C a ld a s. De ta lhe d o mura l Fo to s d o a uto r. 2008
Fig ura 106: Do ria n G ra y C a ld a s. De ta lhe d o mura l Fo to s d o a uto r. 2008
Fig ura 107: Do ria n G ra y C a ld a s. De ta lhe d o mura l Fo to s d o a uto r. 2008
Fig ura 108: C â nd id o Po rtina ri. De ta lhe d o mura l d o MES.1936. Fo to d o a uto r. 2007
Fig ura 109:De ta lhe d o mura l d o DER. 1967 Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 110: Ne wto n Na va rro . Mura l d o DER. De ta lhe Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 111: Ne wto n Na va rro . De ta lhe d e mura l d o IFRN. Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 112: Ne wto n Na va rro . De ta lhe d o mura l d o IFRN. Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 114: C â nd id o Po rtina ri. Mura l Jo g o s Infa ntis. Fo to d o a uto r. 2009
Apê ndic e A
Fig ura 115: Ma rc o ni G re vy. C a te d ra l Me tro p o lita na d e Na ta l Fo nte : Arq uid io c e se d e Na ta l. 2009
Fig ura 116: C lá ud io Pa stro . Se m título . Ac rílic a fo sc a . 270 x 595 c m. 1991. Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 117: C lá ud io Pa stro . Se m título .
Ac rílic a fo sc a . 400 x 400 c m (me d id a s a p ro xima d a s). 1991 Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 118: C lá ud io Pa stro . Se m título . Ac rílic a fo sc a .400 x 400 c m (me d id a s a p ro xima d a s). 1991.
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 119: C lá ud io Pa stro . Se m título . Ac rílic a fo sc a . 400 x 400 c m (me d id a s a p ro xima d a s). 1991
Fo to d o a uto r, 2008
Fig ura 120: C lá ud io Pa stro . Se m título . Ac rílic a fo sc a . 400 x 400 c m (me d id a s a p ro xima d a s). 1991
Fo to d o a uto r, 2008
Fig ura 121: Ma rle ne G a lvã o . Azule ja ria . 1976 Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 122: Ma rle ne G a lvã o . Azule ja ria . 1976. Pa ine l 1: 2.40 x 1.20 m
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 123: Ma rle ne G a lvã o . Azule ja ria . 1976 Pa ine l 2: 2.30 x 0.90 m
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 124: Ma rle ne G a lvã o . Azule ja ria . 1976. Pa ine l 1: 2.40 x 1.20 m
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 126. Atho s Bulc ã o . Azule jo (PAINEL AZUL)
900 x 2900 c m. 1976 Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 127. Atho s Bulc ã o . Azule jo (PAINEL AMARELO )
555 x 2900 c m. 1976 Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 128. Atho s Bulc ã o . Azule jo (PAINEL AMARELO )
555 x 2900 c m. 1976 Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 129. Atho s Bulc ã o . Azule jo (PAINEL AMARELO )
555 x 2900 c m. 1976 Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 130. Jo rd ã o . Re le vo s. ( Ed ifíc io Rio -Ma r ). 2009 Fo nte : www.o ve rmund o .c o m.b r
Fig ura 131. Aé c io Eme re nc ia no . Se m título .
Arg a ma ssa p inta d a c o m p ig me nto s na tura is à b a se d e ó le o s. 1970.
Fo nte : ARRUDA, 2009. P. 22
Fig ura 132. Ne wto n Na va rro e Do ria n G ra y C a ld a s. Mo sa ic o . 1956. 200 x 200 c m
Fo to d o a uto r. 2008
Fig ura 133. De má rio . Ta p e ç a ria . 150 x 530 c m.1988 Fo to d o a uto r. 2009
Fig ura 134. Jo ã o Ma uríc io d e Mira nd a . Fa c ha d a d o IPE Fo to d o a uto r, 2008
Fig ura 135. Do ria n G ra y. Ac rílic a so b re te la . 1.50 x 2.40 m. 2006.
Ma pa s C a p ítulo 2:
Ma pa 1 - Divisã o a d ministra tiva d a c id a d e d e Na ta l
Fo nte : G uia Na ta l – Da d o s Info rma tivo s (Anuá rio Na ta l 2010)
Ela b o ra ç ã o : Se c re ta ria Munic ip a l d e me io Amb ie nte e Urb a nismo – SEMURB
Ma pa 2 – Ba irro s d e Tiro l, C id a d e Alta e La g o a No va (Na ta l/ RN) Fo nte : Se c re ta ria Munic ip a l d e Se rviç o s Urb a no s – SEMURB. 2010
Ta be la s C a p ítulo 2
TABELA I - Ed ific a ç õ e s C O M mura is se le c io na d o s p a ra a ná lise (DÉC ADA DE 60)
Fo nte : Ela b o ra ç ã o d o a uto r. 2010
Ap ê nd ic e A
Este tra b a lho e stud a a p a rtic ip a ç ã o d a s a rte s p lá stic a s na a rq uite tura mo d e rna na c id a d e d e Na ta l/ RN, no p e río d o c o mp re e nd id o e ntre o s a no s d e 1950 e 1970, a tra vé s d a a ná lise d e mura is insta la d o s e m o b ra s p úb lic a s d e a rq uite tura , a p a rtir d a sua c o nc e itua ç ã o e c a ra c te riza ç ã o vinc ula d a a d o is c o nc e ito s: (1) a id é ia d e inte g ra ç ã o e ntre a rte e a rq uite tura ; e (2) o e nte nd ime nto d a p intura mura l no Bra sil.
No va sto c a mp o inte rd isc ip lina r d a s d ua s á re a s (a rte s e a rq uite tura ), c o ntrib uíra m p a ra o e nte nd ime nto inic ia l, a s le itura s re a liza d a s so b re a rte e a rq uite tura d o fina l d o sé c ulo XIX (e sp e c ia lme nte , BENEVO LO , 1976) e xe mp lific a d a p e la s e xp e riê nc ia s d o s a rq uite to s He nri va n d e Ve ld e e Vic to r Ho rta , q ue tra b a lha ra m d ura nte o p e río d o d e fo rma ç ã o d o mo vime nto mo d e rno . Ne ste s p ro fissio na is o b se rva mo s a s e xp e riê nc ia s d e unir a rte s a p lic a d a s (mo b iliá rio , ta p e ç a ria s e o b je to s utilitá rio s) e p intura , no s se us p ro je to s a rq uite tô nic o s.
e xp re ssõ e s a rtístic a s (C O RBAC HO , 2001). Alg uns a rq uite to s ta mb é m e sc re ve ra m so b re o te ma d a p a rtic ip a ç ã o d a o b ra d e a rte na a rq uite tura e ind ic a ra m c a minho s p a ra a inse rç ã o d a o b ra a rtístic a na e d ific a ç ã o . Po r e xe mp lo , Lúc io C o sta , e sc re ve u no a no d e 1934, o te xto “ Ra zõ e s d a No va Arq uite tura ” no q ua l d e fe nd e o c o nc e ito d e inte r-re la ç ã o e ntr-re p intura , e sc ultura e a rq uite tura . C o sta d e no mina e sta id é ia d e inte g ra ç ã o d a s a rte s. Se g uind o a id é ia d o a rq uite to , a d o ta mo s o te rmo (inte g ra ç ã o d a s a rte s) c o mo no me nc la tura utiliza d a ne ste tra b a lho . A p a rtir d o te xto d e Lúc io C o sta , fo ra m inc o rp o ra d a s a o no sso tra b a lho o utra s fo nte s d e info rma ç õ e s so b re a a rq uite tura mo d e rna b ra sile ira , a tra vé s d a s q ua is p ud e mo s a c o mp a nha r o d e b a te so b re a uniã o d a s a rte s no c e ná rio na c io na l e id e ntific a mo s uma c la ra sinto nia e ntre o p e nsa me nto d o s a uto re s b ra sile iro s c o m a p ro p o sta d e uniã o d a s a rte s ma io re s d e Le C o rb usie r (vo n Mo ss, 1977).
influe nc io u d ive rso s a rtista s b ra sile iro s (PEDRO SA, 1981).
Estud a mo s ta mb é m a inse rç ã o d a s a rte s p lá stic a s na a rq uite tura na Pra ç a C o b e rta d a C id a d e Unive rsitá ria d e C a ra c a s1, na Ve ne zue la , o b ra d o a rq uite to C a rlo s Ra úl Villa nue va , q ue tive mo s o p o rtunid a d e d e inve stig a r p e sso a lme nte d ura nte visita re a liza d a e m 2009. No Bra sil, a p o nta mo s o s a rq uite to s Rino Le vi e O sc a r Nie me ye r c o mo p ro fissio na is q ue e stre ita ra m a s fro nte ira s e ntre a s a rte s e e xe mp lific a mo s c o m a lg uma s d e sua s o b ra s a rq uite tô nic a s.
A inte g ra ç ã o d a s a rte s d e finid a p o r C O STA (1934) c o mo a p a rtic ip a ç ã o d a p intura e d a e sc ultura na a rq uite tura , no s a p o nto u um c a minho d e inve stig a ç ã o p a ra a re a liza ç ã o d o p re se nte e stud o e a p re se nto u uma d a s p o ssib ilid a d e s d e inse rç ã o d o tra b a lho a rtístic o na a rq uite tura : a insta la ç ã o d a p intura mura l e m o b ra s d e a rq uite tura mo d e rna . No ssa e sc o lha te ve c o mo fo c o a a ná lise d o s mura is d o s a rtista s Ne wto n Na va rro e Do ria n G ra y C a ld a s, e usa mo s, c o mo mo d e lo , a p ro d uç ã o mura lista na c io na l via a s e xp e riê nc ia s d e vá rio s a rtista s, p o ré m, e nfa tiza nd o o s a fre sc o s d o Ministé rio d a Ed uc a ç ã o e Sa úd e (1936–1943), no Rio d e Ja ne iro e d a Ig re ja d a Pa mp ulha (MG , 1943), a mb o s d e a uto ria d e C â nd id o Po rtina ri. No MES, C â nd id o Po rtina ri d e se nvo lve , a p a rtir d e 1938, um c o njunto d e o b ra s mura is c o m te má tic a q ue e xp re ssa a sp e c to s d a vid a b ra sile ira e se us o fíc io s, d e sd e a s a tivid a d e s d o c a mp o a té a ind ústria na sc e nte . Po r sua ve z, a te má tic a re tra ta d a p o r Po rtina ri no s p a iné is e m a zule jo (no p ró p rio MES) e vo c a o s te ma s ma rinho s, c o m ig ua l b e le za .
So b re o mura l mo d e rno b ra sile iro , utiliza mo s a b ib lio g ra fia e sp e c ific a - PEDRO SA (1981), LO URENÇ O (1995), TIRELLO (2001) e C AMPO S (2001) - q ue a b o rd a a s q ue stõ e s a rtístic a s, p o lític a s e té c nic a s lig a d a s a o te ma .
1 A C id a d e Unive rsitá ria d e C a ra c a s (C UC ) é o C a mp us C e ntra l d a Unive rsid a d e C e ntra l d e
c o mo d e c o rrê nc ia d a sua inq uie ta ç ã o a rtístic a , b usc a nd o e nc o ntra r so luç ã o p a ra o s no vo s p ro b le ma s e sté tic o s e té c nic o s a d vind o s d a utiliza ç ã o d e sse no vo sup o rte , o u se ja , a p a re d e d e uma e d ific a ç ã o . Um d o s o b je tivo s d e Po rtina ri na p intura é a inte g ra ç ã o d a c o mp o siç ã o a rtístic a c o m a ma ssa p ic tó ric a (o vo lume d e tinta ). O a rtista b ra sile iro e nc o ntro u o p into r e sp a nho l Pa b lo Pic a sso sua fo rte re fe rê nc ia e e xe rc ita , a p a rtir d o s mura is, sua p intura a tra vé s d e um p o d e ro so mo d e la d o2 fe ito d ire ta me nte na p a re d e , o no vo sup o rte e sc o lhid o p a ra e xp a nd ir sua o b ra (PEDRO SA, 1981).
As a p ro xima ç õ e s d o mura l p o rtina ria no c o m o mo vime nto mura lista me xic a no sã o a na lisa d a s p o r Má rio Pe d ro sa , a o a firma r q ue a s o rig e ns d o mura lismo me xic a no e d a e xp e riê nc ia d o no sso a rtista p o d e m se d ife re nc ia r ta nto c ro no lo g ic a me nte c o mo no s o b je tivo s e sté tic o s p o ré m “fo i po r influê nc ia dire ta do mo vime nto muralista me xic ano q ue Po rtinari se de c idiu a e ntrar pe lo me smo c aminho ”
(PEDRO SA, 1981).
Aind a c o mp a ra nd o a a rte mura l b ra sile ira c o m a me xic a na , o b se rva mo s ta mb é m q ue Po rtina ri utilizo u p rinc ip a lme nte d a d e fo rma ç ã o d e sua s fig ura s e p e rso na g e ns - re fe re nc ia nd o -se d e sd e se u iníc io c o mo a rtista , no c ub ismo e e xp re ssio nismo q ue c o nhe c e u fo ra d o Bra sil. Se g und o PEDRO SA (1981), “Po rtinari inte nc io nava aume ntar a e sc ala das suas fig uras das fig uras e q ue não mais satisfazia ao artista pintá-las a ó le o no c lássic o supo rte da te la e no c avale te ”, o utro o b je tivo q ue o p into r b usc a va a lc a nç a r. No mo vime nto me xic a no , a d e fo rma ç ã o d a s fig ura s e ra p ro ve nie nte d a a rte c a ric a tura l - lig a d a à a rte p o p ula r. Esta p intura mura l se re fe re nc ia va numa a rte d e tra d iç ã o na c io na l p ró p ria (a c a ric a tura ) e b usc a va a e xp re ssivid a d e lig a d a a te ma s so c ia is, te nd o se d e sd o b ra d o e m uma ve rd a d e ira e sc o la e um e stilo na c io na l: o mura lismo me xic a no . Q ue stõ e s re la c io na d a s a o s me io s té c nic o s e “ fina lid a d e d a s o b ra s d e te rmina ra m a s d ife re nte s ma ne ira s
mura lismo nã o te ve um c a rá te r g e ne ra liza d o , nã o se c o nstituiu um mo vime nto , limita d a q ue fic o u a uma fa se d e e vo luç ã o d a c a rre ira d e um p into r (C â nd id o Po rtina ri) e p o ste rio re s re a liza ç õ e s d e o utro s a rtista s, se m, c o ntud o , ha ve r o surg ime nto d e uma “ e sc o la ” o u um “ mo vime nto a rtístic o ” (PEDRO SA, 1981).
C o m re la ç ã o a o tra b a lho d e p e sq uisa , c o lo c a mo s a q ui q ue o o b je to d e e stud o d e sd e o no sso p ré -p ro je to d e p e sq uisa , fo i re g istra r e a na lisa r a p ro d uç ã o a rtístic a d e d o is a rtista s: Ne wto n Na va rro e Do ria n G ra y C a ld a s. Este fa to p a re c e u à o rie nta ç ã o d o e stud o uma id é ia q ue nã o se suste nta va p a ra uma d isse rta ç ã o d e me stra d o . Pa rtimo s e ntã o p a ra e stud a r a p ro d uç ã o a rtístic a a sso c ia d a à a rq uite tura mo d e rna na ta le nse , c o m vista s a a mp lia r o unive rso d e e stud o e to rna r o tra b a lho c o mp a tíve l c o m uma p e sq uisa p a ra ta l níve l d e p ro d uç ã o a c a d ê mic a .
Pa rtind o d a c a ra c te riza ç ã o d o mura l mo d e rno b ra sile iro a tra vé s d e se us te ma s, té c nic a s e d ime nsõ e s, c o mp a ra mo s e a na lisa mo s a p ro d uç ã o lo c a l na o b ra d o s a rtista s Ne wto n Na va rro (1928 -1992) e Do ria n G ra y C a ld a s (1930), q ue inte rp re ta ra m a p intura mura l d e ma ne ira sing ula r, no s p ro p ic ia nd o id e ntific a r e sse tip o d e a rte na c id a d e d e Na ta l.
e m o b ra s mo d e rna s (no s b a irro s c ita d o s), re to ma mo s a no ssa id é ia o rig ina l p o r ha ve r c o nsta ta d o q ue a p ro d uç ã o d e Na va rro e C a ld a s é a ma is e xte nsa na mo d a lid a d e d a p intura mura l e q ue a lc a nç o u ma io r visib ilid a d e na c id a d e .
A p e rg unta fo rmula d a inic ia lme nte p a ra o tra b a lho fo i: C o mo se e sta b e le c e u a p a rtic ip a ç ã o d a s a rte s p lá stic a s na a rq uite tura mo d e rna e m Na ta l no s a no s d e 1950 a 1970? Essa q ue stã o inic ia l te ve c o mo p re ssup o sto q ue a c ria ç ã o d e mura is e p a iné is e m e d ific a ç õ e s p úb lic a s (e xe mp lo : IFRN e se d e so c ia l d o Amé ric a ), re a liza d o s p e lo s d o is a rtista s lo c a is no p e río d o d e 1950-1970, fo i o q ue c a ra c te rizo u a p a rtic ip a ç ã o a s a rte s p lá stic a s na a rq uite tura mo d e rna na c id a d e d e Na ta l. C o ntra ria nd o no ssa hip ó te se inic ia l, a p ro d uç ã o mura l na c id a d e d ura nte a d é c a d a d e 1950 fo i muito e sc a ssa , se nd o inte nsific a d a a p a rtir d e 1966 e d e sa p a re c e u a nte s me smo q ue a c id a d e a p re se nta sse o c re sc ime nto urb a no ve rific a d o a p a rtir d e 1980.
Ne wto n Na va rro te ve p a rte d e sua p ro d uç ã o mura l d e struíd a g ra ç a s a inic ia tiva s d e re fo rma s d a s e d ific a ç õ e s o nd e e sta va m insta la d a s. O s p rinc ip a is mura is d e Do ria n G ra y a ind a re siste m a e sta s inve stid a s de mo lido ras p o is o a rtista se ma nté m firme na re sta ura ç ã o e c o nse rva ç ã o d o s mura is p ro d uzid o s p o r e le e Ne wto n Na va rro .
mo tivo p e sso a l p a ra d e se nvo lve r e ste te ma e , e sp e ra mo s q ue no sso tra b a lho ve nha a c o ntrib uir p a ra a histo rio g ra fia d a s a rte s p lá stic a s e d a a rq uite tura d a c id a d e d e Na ta l. Ao re g istra r e d ivulg a r um p a trimô nio a rtístic o q ue e stá se nd o d izima d o ra p id a me nte , no ssa inte nç ã o ta mb é m é c o ntrib uir p a ra d e sp e rta r o inte re sse p e la c o nse rva ç ã o e p re se rva ç ã o d a p ro d uç ã o mura l d a c id a d e , e sp e c ia lme nte a re la c io na d a c o m o p e río d o mo d e rno .
Pa ra a re a liza ç ã o d o tra b a lho , lista mo s no sso s o b je tivo s d e p e sq uisa , a sa b e r.
O b je tivo g e ra l:
Id e ntific a r a p a rtic ip a ç ã o d a s a rte s p lá stic a s na a rq uite tura no p e río d o d e finid o e ntre o s a no s d e 1950 e 1970, na c id a d e d e Na ta l, a p a rtir d a a ná lise d o s mura is c ria d o s p e lo s a rtista s p lá stic o s p o tig ua re s Do ria n G ra y C a ld a s e Ne wto n Na va rro Bilro , p e rte nc e nte s a e d ific a ç õ e s d e a c e sso p úb lic o (e sc o la s, ó rg ã o s p úb lic o s, e d ifíc io s re sid e nc ia is.
O b je tivo s e sp e c ífic o s:
• Q ua ntific a r a s o b ra s d e a rq uite tura mo d e rna q ue p o ssue m o u
p o ssuíra m mura is e / o u p a iné is p ro d uzid o s p o r a rtista s lo c a is c o m a fina lid a d e d e sa b e r se o mo nta nte d e ssa p ro d uç ã o é c o nsid e rá ve l.
• C a ta lo g a r o s mura is e p a iné is id e ntific a d o s a tra vé s d e
info rma ç õ e s a uto ria , ma te ria l e mp re g a d o , d ime nsõ e s, a no d e p ro d uç ã o e o utro s d a d o s sig nific a tivo s re fe re nte s a o s me smo s p a ra se a va lia r a imp o rtâ nc ia e a q ua lid a d e d e ssa s o b ra s.
• Ana lisa r a s c a ra c te rístic a s lo c a is d a p ro d uç ã o mura l na c id a d e d e
A p e sq uisa fo i re a liza d a e m c inc o e ta p a s, d e sc rita s a se g uir:
Etapa 1: Re visã o b ib lio g rá fic a so b re o te ma a rte s p lá stic a s na a rq uite tura mo d e rna c o m a inte nç ã o d e id e ntific a r q ua is a s mo d a lid a d e s a rtístic a s a lia d a s a e sta a rq uite tura .
Etapa 2: Pe sq uisa d e c a mp o c o m o o b je tivo d e fa ze r le va nta me nto d e d a d o s. De se nvo lvid a e m q ua tro fa se s:
a ) Fa se 1: Id e ntific a ç ã o e se le ç ã o d e o b ra s a rq uite tô nic a s e xe c uta d a s no p e río d o d e 1950 -1970 q ue p o ssue m mura is e / o u p a iné is a rtístic o s:
A se le ç ã o d a s o b ra s viso u re sp o nd e r p e rg unta s c o mo : Q ue tip o d e ma te ria l fo i utiliza d o na e la b o ra ç ã o d a s o b ra s d e a rte ? To d a s a s o b ra s d e a rq uite tura e d e a rte re a liza d a s ne sse p e río d o a ind a e xiste m? Q ua l o a tua l e sta d o d e p re se rva ç ã o d a s e d ific a ç õ e s e d a s o b ra s d e a rte ?
b ) Fa se 2: Le va nta me nto fo to g rá fic o : Re g istro fo to g rá fic o d a s o b ra s a rtístic a s e d e a rq uite tura p a ra a c ria ç ã o d e fic ha s d e re g istro e p o ste rio r se le ç ã o d a s o b ra s a rtístic a s a se re m a na lisa d a s.
c ) Fa se 3: Le va nta me nto d e d o c ume nta ç ã o : Estud o s, fo to g ra fia s, ma té ria s e m jo rna is, se d e ma is d o c ume nto s re la c io na d o s à s o b ra s d e a rq uite tura , à s o b ra s d e a rte , a o s a rq uite to s e a o s a rtista s. Esse le va nta me nto d e d o c ume nta ç ã o te m c o mo o b je tivo va lid a r a a uto ria d o s p ro je to s d e a rq uite tura e d a s o b ra s d e a rte .
d ) Fa se 4: Entre vista s c o m a rq uite to s e a rtista s q ue tra b a lha ra m e m Na ta l no p e río d o d e 1950 -1970.
a rtista s?
Q ue m d e finiu q ue tip o d e o b ra d e a rte se ria utiliza d a ?
Q ua is o s te ma s d a s o b ra s d e a rte e c o mo fo ra m se le c io na d o s? Q ue m d e finiu o lo c a l o nd e a o b ra se ria insta la d a ?
O s a rq uite to s e a rtista s lo c a is tinha m c o nhe c ime nto d a e xistê nc ia d e e d ific a ç õ e s c o m o b ra s d e a rte s p lá stic a s e m o utra s c id a d e s d o Bra sil?
Etapa 3: Tra ta me nto e a ná lise d o s d a d o s o b tid o s e m c a mp o .
Etapa 4: Re d a ç ã o fina l d o tra b a lho
A Pe sq uisa d e c a mp o fo i re a liza d a in lo c o a tra vé s d o s se g uinte s p ro c e d ime nto s e té c nic a s:
a ) C a ra c te riza ç ã o físic a d a s e d ific a ç õ e s mo d e rna s e d a s o b ra s d e a rte a tra vé s d e le va nta me nto fo to g rá fic o .
b ) Entre vista s c o m o a rtista p lá stic o Do ria n G ra y C a ld a s, a rq uite to s Da nie l Ho lla nd a , e ng e nhe iro c ivil Luc ia no C o e lho , p ro fe sso re s e p e sq uisa d o re s d e a rq uite tura d e Na ta l.
Po r fim, o tra b a lho fo i o rg a niza d o d a se g uinte ma ne ira :
O prime iro c apítulo, d e fund a me nta ç ã o te ó ric a so b re o te ma d a p a rtic ip a ç ã o d a a rte na a rq uite tura mo d e rna , o s p rinc ip a is c o nc e ito s e p ro fissio na is q ue o p e ra c io na liza m a id é ia d e inse rir a a rte na a rq uite tura ; O se gundo c apítulo a p re se nta a p e sq uisa e se us re sulta d o s c o ntrib uind o p a ra a a ná lise d a s o b ra s e m p intura mura l;
1
Capítulo 1 - Afinidades entre arte e arquitetura
Quando artistas e arquitetos estabelecem parcerias criativas, podemos
dizer que são produzidos diferentes tipos de relações as quais são constituídas
pela maneira como as obras artísticas (principalmente pintura e escultura)
participam da obra arquitetônica. Nos nossos estudos, observamos que os
diálogos entre arte e arquitetura podem ser considerados a partir de vários
aspectos (estéticos, técnicos e políticos, por exemplo) referentes à participação
obra artística na arquitetura.Identificamos, também,o Construtivismo russo e o De
Stijl (Neoplasticismo holandês) como exemplos de movimentos artísticos da
história recente, nos quais os dois campos (arte e arquitetura) lidam com visões
compartilhadas e objetivos comuns. Nas trajetórias da Arte e da Arquitetura,
DORNBURG (2000) identifica debates acalorados entre estes dois campos
profissionais nos quais “ apelos em prol de uma colaboração maior [entre as duas
disciplinas], declarações sobre transgressões dos respectivos limites, comparações
a respeito de integridade e relevância , reivindicações de autonomia e independência sempre definiram a relação ambígua entre a Arte e a
Arquitetura.” (DORNBURG, 2000, p. 7). Diante do amplo território da arte e da arquitetura, identificamos na bibliografia especializada (ARGAN (2004),
FRAMPTON (2003), MONDRIAN, PEDROSA (1981), idéias, concepções e estratégias
da inserção das artes na arquitetura moderna que nos serviram de apoio inicial
para apoiar nosso trabalho.
Investigamos, nas obras de alguns arquitetos, exemplos da inclusão da
obra artística na arquitetura moderna. Após essa etapa do trabalho, seguimos na
ampliação do nosso entendimento sobre o objeto de estudo deste trabalho – a
pintura mural concebida para edificações de arquitetura moderna em Natal de
autoria dos artistas potiguares Newton Navarro Bilro e Dorian Gray Caldas.
No âmbito internacional estudamos, também, as formulações
conceituais, de Le Corbusier (Igreja de Ronchamp, França, 1950-1953) e do
Caracas,1944). Estas obras arquitetônicas nos servem como exemplos da
participação das artes plásticas nestas edificações projetadas por estes
arquitetos.
No Brasil, exemplificamos a colaboração entre as duas disciplinas
através das obras criadas pelo artista Cândido Portinari para o antigo edifício do
Ministério da Educação e Saúde (MES, 1936- 1943, autoria de Lúcio Costa e
equipe), 1no Rio de Janeiro e para a Igreja de São Francisco de Assis (1943,
projeto de Oscar Niemeyer), na Pampulha, Belo Horizonte. Incluímos também,
exemplares da arquitetura de Rino Levi na qual se faz presente obras artísticas de
Roberto Burle Marx, um dos parceiros e colaboradores deste arquiteto.
1.1. Arte e arquitetura: significados, implicações e compreensão
Nossa aproximação ao foco principal dessa dissertação, o estudo do
mural moderno na arquitetura da cidade de Natal, foi feita através da
elaboração de um quadro conceitual da participação da obra artística na
arquitetura moderna através do entendimento de duas idéias pertinentes a este
assunto: síntese e integração das artes. A nomenclatura usada por diversos
autores para denominar a presença da obra artística na arquitetura moderna
emprega os termos síntese e integração das artes, ora como conceitos
equivalentes ora como idéias distintas. Decidimos, também, não ampliarmos
antigas discussões sobre os limites entre as idéias de síntese e integração (das
artes), contudo, estas duas idéias necessitam de alguns esclarecimentos para o
posicionamento da pintura mural neste debate.
Segundo CORBACHO (2001), a relação particular entre pintura,
escultura e arquitetura é denominada “Síntese das Artes Maiores”, “Síntese das
Artes Irmãs” ou simplesmente “Síntese das Artes”, pensadas indistintamente sob a
forma de adaptação, adequação, sintonia, justaposição, mimese, diálogo,
síntese ou fusão, inter-relação ou integração.
No trabalho de Raúl Corbacho, encontramos contribuições sobre a
Síntese das Artes, através de formas de sua operatividade ou seja, de que
maneira a obra artística é inserida na edificação pelo arquiteto através de
questões como: a obra artística foi inserida durante o processo projetual? Após o
término do projeto de arquitetura? Como parte da estrutura da edificação?
A partir de nossos estudos estes termos puderam ser definidos para a
aplicação neste trabalho:
a) síntese das artes: expressa um ideal de fusão entre artes plásticas
(pintura ou escultura) e arquitetura. Essa fusão se dá desde a fase de concepção
do projeto arquitetônico para o qual se pretende que ocorra a inserção da obra
artística. Nessa operação, alguns elementos arquitetônicos, (pilares com
características esculturais, por exemplo) desempenham tanto suas funções
originais - nos pilares a função estrutural - como artísticas no conjunto final da
edificação.
b) integração das artes: expressa uma idéia de inter-relação entre obras
artísticas e arquitetônicas, através de um diálogo entre elas. Esse diálogo permite
que sejam preservadas as características individuais de cada modalidade
artística. Na arquitetura moderna brasileira, além da pintura e da escultura,
encontra-se também a participação do paisagismo como colaborador dessa
relação entre arte e arquitetura.
O emprego das idéias de síntese e integração, define também como
os arquitetos Le Corbusier, Villanueva, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer expressaram
sua relação entre arte e arquitetura nas suas obras.
A participação das artes plásticas na arquitetura foi tema pertinente à
formação da arquitetura moderna nos últimos anos do século XIX e nas primeiras
décadas do século XX, colaborando dessa maneira para a disseminação do
ideário moderno. No final do século XIX, o movimento Art Nouveau deixou seu
legado às discussões sobre as questões referentes à síntese das artes através da
O termo união é empregado neste estudo como sinônimo de fusão entre arte e arquitetura.
No início do século XX, as vanguardas artísticas 2 elaboraram,
conjuntamente com as novas concepções da arte moderna, propostas de
diluição das fronteiras entre as artes e fomentar colaborações artísticas
interdisciplinares. A idéia da síntese das artes também foi abordada na Bauhaus
pelo arquiteto Walter Gropius, que propunha a criação do “novo edifício do
futuro, que incluiria arquitetura, escultura e pintura numa só unidade”. Incluímos também o design ( de móveis e objetos) como participante dessa idéia proposta
pela Bauhaus.
Dentre os movimentos artísticos vanguardistas, o Construtivismo russo e o
Neoplasticismo holandês (De Stijl) tinham entre as suas propostas a idéia de
exportar a arte para arquitetura alimentando dessa maneira o ideal de
transformação da sociedade através da união entre as artes. Vejamos, então,
como estas escolas artísticas relacionavam as artes entre si.
O Construtivismo russo recusava uma "arte pura" e procurava abolir a
idéia de que a arte é um elemento especial da criação humana, separada do
mundo cotidiano. A arte, inspirada pelas novas conquistas do novo Estado
Operário, deveria se inspirar nas perspectivas abertas pela máquina e pela
industrialização, servindo assim, a objetivos sociais e à construção de um
mundo socialista. Entendemos que seu objetivo não era uma arte política, porém
a socialização da arte interpretada por uma busca da "utilidade da arte”. O
objetivo dessa arte útil seria associar arquitetura com a escultura, a pintura e o design, projetando obras artístico-arquitetônicas com a possibilidade de uso de
tecnologia da engenharia e novos materiais industrializados, numa opção pela
atividade coletiva em oposição ao trabalho individual. Infelizmente, tais projetos
ficaram reduzidos a maquetes e modelos, inexeqüíveis no período.
01. Wladimir Tatlin. Maquete para o Monumento à Terceira Internacional. Aço e madeira. 1910 -1920
Fonte: FRAMPTON, 2003, p. 204
Artistas como Wladimir Tatlin, El Lissitzky, Alecsandr Rodchenko e Kasimir
Malevitch foram alguns profissionais que se dedicaram às questões artísticas do
construtivismo.
02. El Lissitzky. Estudo para a Tribuna Lênin. 1920 Fonte: http://chocoladesign.com/construtivismo-russo
Encontramos nesse movimento artístico, características como o uso
constante de elementos de geometria (quadrados, retângulos, círculos), reduzida
paleta cromática (vermelho, azul, amarelo, branco e preto), experimentos em
03. Alexandr Rodchenko.“Livros”
Litogravura. 1920
Fonte: http://sala17.wordpress.com/2010/02/19/
alexander-rodchenko-1891-1956-da-fotografia-ao-design-grafico/
A palavra construtivismo, do ponto de vista das artes plásticas, vem
sendo usada como uma acepção mais ampla para toda a arte abstrata
geométrica do período das décadas de 1920, 1930 e 194, incluindo-se as
experiências do design na Bauhaus e do De Stijl. Portanto, quando nos referirmos
às soluções de “caráter construtivista” nos reportamos à idéia de manejo de
elementos geométricos, seja na composição da obra artística, ou como
elemento principal da mesma.
Observamos, também, que o Construtivismo russo tratou de questões de
foro íntimo e colaborativas do desenvolvimento da arte russa, porém não
apresentou resultados concretos na esfera da arquitetura. Também notamos que
este movimento não teve influência direta sobre as formas de inserção da obra
artística na arquitetura moderna no Brasil, pois no Brasil não identificamos a
participação do design gráfico e das questões políticas que caracterizaram o
movimento russo.
O Neoplasticismo (De Stjil) deu inicio à operação da idéia de fusão de arte com arquitetura em 1925, quando o arquiteto Theo van Doesburg publicou o
Manifesto da Arquitetura Neoplástica. O De Stijl evocava, nas palavras de van
Doesburg,“a arquitetura como síntese da nova construção plástica (...) por meio
pintores Piet Mondrian, Vilmos Huszár, Bart van der Leck, o escultor Georges
Vantongerloo, e os arquitetos Gerrit Rietveld, J. J. P. Oud, Robert van’t Hoff e Jan
Willse. A idéia motora do grupo era a criação coletiva da obra de arquitetura
através da integração da pintura, das artes gráficas, do design de objetos e a
arquitetura.
A pintura de Mondrian foi orientadora das idéias pela clareza e
objetividade construídas através da geometria de quadrados e retângulos,
associada aos matizes de vermelho, azul, amarelo, preto e branco. A abstração
das obras de Mondrian era convidativa para participar da arquitetura moderna,
na qual o emprego do ornamento foi reduzido. E foi excluído completamente na
formatação da proposta chamada de “arquitetura neoplástica”, que por sua
vez seria ordenadora de que pintura, escultura, decoração, cenografia e objetos
utilitários fossem suportes da arte geométrica do pintor holandês.
04. Piet Mondrian
“Composição em vermelho, amarelo e azul.” Óleo sobre tela. 61 x 41 cm. 1921
Fonte: http://www.slideshare.net/danifiuza/piet-mondrian-1452217
Na concepção neoplástica o “decorativo” não tinha lugar, pois o uso
da geometria e das cores primárias eram, para Mondrian, indicativos da pureza
05. Theo van Doesburg.
Estudo para University Hall, Amsterdam. 1923 Fonte: Argan, 2004, pg. 406.
07. Gerrit Rietveld. Interior da Casa Schroeder. 1924
Fonte: http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/181/imprime131095.asp
1.1.1. Arte e arquitetura: Le Corbusier
Le Corbusier denomina de síntese das artes à presença das artes
plásticas, especialmente da pintura e da escultura na arquitetura, porém
formulada de maneira diferente das proposições apresentadas anteriormente
nesta dissertação.
Para nós, Le Corbusier entrou na discussão sobre a inserção da arte na
arquitetura em conseqüência das formulações conceituais que eram divulgadas
pelos profissionais (artistas e arquitetos) ligados ao Construtivismo Russo e ao
Neoplasticismo Holandês, trazendo assim o debate para o âmbito da arquitetura.
Estas discussões foram iniciadas nos anos 1920, na Europa, e frutificaram até
meados dos anos 1960, inclusive no Brasil.
Foi no número de estréia da revista L’Esprit Nouveau (outubro de 1920),
que o arquiteto utilizou pela primeira vez a palavra síntese ao definir o sentimento
(espírito)moderno como um “espírito de geometria, de construção e de síntese”.
Para Le Corbusier, esta idéia de síntese provém do artista que entende a
provavelmente como o próprio Le Corbusier percebia, já que o arquiteto
exercitava estas formas nas artes plásticas, através do desenho, pintura, escultura
e também na tapeçaria (Von Moss, 1977).
Ao abordar a gênese do pensamento corbuseano sobre o sentimento
moderno, Von Moss (1977) nos relata que
Freqüentemente3·, Le Corbusier fala de síntese. A palavra [síntese] aparece já na primeira frase da introdução do primeiro número de L’Esprit Nouveau: “Existe um espírito novo: é um espírito de construção e de síntese guiado
por uma clara concepção”. Depois da Segunda Guerra Mundial a palavra
se converte em um leitmotiv4, tal como ocorreu depois da Primeira. (Von
Moss,1977, p. 327)
Para Von Moss, Le Corbusier não tem como foco a arte ou a arquitetura
em particular, estendendo a idéia de síntese ao conjunto da civilização
mecanicista do início do século XX pois uma obra de arte global que, sob a
direção da arquitetura, abarque a pintura e a escultura, não seria mais que um
aspecto particular do problema.
Apesar de empregar a palavra síntese, o arquiteto não fala numa
subordinação da pintura e da escultura à arquitetura, sua idéia não tratava de
conceber uma obra artística em função de uma determinada arquitetura.
De acordo com Von MOSS(1977):
Síntese, para ele [Le Corbusier], significa um acordo de formas entre a arquitetura, a pintura e a escultura que participam da edificação como organismos perfeitamente autônomos. Cada um com a sua própria função poética, sem a necessidade de um acordo sinfônico de uma “obra -de-arte-total”5. (Von MOSS,1977, p. 330 )
3 Texto original. A menudo Le Corbusier habla de síntesis. La palabra parece ya en la primera frase de la introducción al
primer número de L’Esprit Nouveau: “Il y a un esprit nouveau: c’est um esprit de construcción et de synthèse guidé par une conception claire”. Despues de la Segunda Guerra Mundial la palabra se convierte en um leitmotiv, tal como ocurrió después de la Primera.(tradução do autor)
4 Leitmotiv- Originalmente um termo musical, usado descrever um dispositivo empregado pelo compositor Richard Wagner
(alemão, 1813 -1883). Uma frase musical específica era associada com o primeiro e cada aparecimento recorrente de um caráter, idéia ou emoção. Então, por extensão, um Leitmotiv veio ter o significado geral de tema recorrente, periodicamente e freqüentemente na arte, na literatura, ou na vida. Literalmente a palavra alemã significa “ motivo guia ou líder).
Fonte: http://www.artlex.com/
5Obra-de-arte-total: tradução integral da palavra da língua alemã Gesamtkunstwerk que signica obra-de-arte-total.
Segundo Gonçalves (2005, p. 6), “termo criado por Richard Wagner em Das Kunstwerk der Zukunft (1849) para definir uma
Le Corbusier não pensava numa “verdadeira unificação da linguagem das formas no sentido abordado pelo De Stijl ou do construtivismo russo”. Ao empregar obras de pintura ou escultura na edificação, estas deveriam conservar
seu caráter de independência, isto é, preservar as suas características plásticas e
não se fundir estruturalmente com a arquitetura.
Percebemos que não se trata da inserção da obra artística como
elemento decorativo, porém trazer para a arquitetura as feições próprias da
criação artística da pintura ou da escultura por meio das questões plásticas
inerentes a essas modalidades artísticas: cores, linhas, ritmos, luz, sombra,
dimensões, volumes e as suas relações com o espaço de destino dessa obra.
O arquiteto também não defendia a união da pintura e escultura com
as artes menores, também denominadas por artes decorativas ou artes
aplicadas: joalheria, cerâmica, mobiliário, entre outras. Ele defende no seu
discurso a hierarquização artística, conforme o modelo das Belas-Artes, para
estabelecer a participação das artes [maiores] na arquitetura visto que na
discussão sobre a união das artes “conclamou em dezembro de 1944, sob o retumbante título Rumo à Unidade, seus colegas [artistas e arquitetos]à reconstrução da França, tendo como princípio a Síntese das Artes Maiores –
Arquitetura, Pintura e Escultura”. (FARIAS, 2009.)
Em 1936, Le Corbusier escreveu sobre a parceria entre arquitetura e as
artes (a pintura e a escultura) no texto “A Arquitetura e as Belas Artes” trazendo
para o Brasil sua opinião sobre a síntese das artes. O entusiasmo de Le Corbusier
com a idéia se desenvolveu quando esta foi discutida durante o VI Congresso
Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM) realizado em Bridgewater,
Inglaterra, 1947. Divulgada partir desse CIAM, a idéia do Canteiro das Artes
Maiores, reforçou a colaboração do trabalho entre arquitetos, pintores e
escultores.
Para Le Corbusier, a partir de 1950, a expressão “síntese das artes
de princípio revolucionário que de programa de restauração, e sim um combate
de retaguarda das artes tradicionais frente ao assalto desencadeado por outros
elementos visuais da nossa civilização: anúncios, propaganda e de outros meios
de comunicação que apenas se insinuavam na época. (VON MOSS, 1977).
São poucas as experiências de parcerias de Le Corbusier com outros
artistas (provavelmente pela sua atuação nas artes plásticas), porém Von MOSS
(1977) comenta que durante os anos 1920, o arquiteto pensou em “colocar no
centro de gravidade de suas construções, esculturas de Laurens, de Lipchitz e de Brancusi6”.
Acreditamos que o pensamento de Le Corbusier foi fundamental para
que artistas e arquitetos brasileiros iniciarem a instalação de obras parietais na
arquitetura moderna brasileira. O arquiteto também experimentou a idéia de
síntese nas suas obras artísticas já que estas desempenharam papel fundamental
como laboratório de suas experiências visuais. Seus trabalhos (pinturas)
apresentam composições de formas geométricas diversas que procuram se
integrar num conjunto harmonioso. O artista experimentou além da pintura e do
desenho, a arte mural como parte dos seus exercícios artísticos. Em 1939,
Corbusier pintou diversos afrescos na casa de seu amigo Jean Badovici7, em
Cap-Martin, França: “ele [Le Corbusier] escolhe muros ou localizações, nos quais, do
ponto de vista arquitetônico, são neutros”. (VON MOSS, 1977).
Le Corbusier, exercitou a tapeçaria (Fig. 8) e a chamava de “mural
-nômade”, pois seria obra destinada aos habitantes das cidades, o nômade urbano, que ao mudar de casa retira a tapeçaria da parede, enrola e a instala
em outra parede, em outro lugar (VON MOSS,1977). Vemos assim que o arquiteto
exemplifica (de forma irônica) sua relação da arte com a arquitetura: as obras
pictóricas ou escultóricas têm um caráter totalmente acessório e não
participavam estruturalmente da edificação, como dissemos anteriormente.
6 Henri Laurens: escultor francês (1885 -1954); Jacques Lipchitz escultor
lituano-francês(1891-1973);Constatin Brancusi escultor romeno (1876-1957).
08. Le Corbusier.
Estudo para tapeçaria. Chandigarhd, 1961.
Fonte: Catálogo de exposição. Museu Coleção Berardo, Lisboa. 2009
A obra da Capela de Notre-Dame-du-Haut, (1950-1953), em Ronchamp,
França, trouxe a experiência (da síntese entre arquitetura e arte) que o arquiteto
vislumbrava. No mundo no qual as imagens se multiplicam em diversos meios,
como vimos, Le Corbusier anunciou a respeito da igreja de Ronchamp: “a
arquitetura é a síntese das artes maiores. A arquitetura é forma, volume, cor, acústica, música.” Seu intento era de construir um “templo das artes” em meio a
um mundo em desordem (o Pós-Guerra). Em Ronchamp, a arquitetura se
apresenta como uma espécie de escultura gigantesca (Von MOSS,1977).
09. Le Corbusier
Capela de Notre-Dame-du-Haut. Ronchamp, França.(1950-1953)
10. Le Corbusier. Porta da Capela de Ronchamp. 1953 Fonte: Éditions Fondation Le Corbusier. Paris, 1998
Foto: Paul Kozlowski
Projetando ou construindo, Le Corbusier carregou em si, o escultor e o
pintor que participam na sua obra, como utopista social e como construtor. O
edificador que criou teorias e dogmas universais para uma nova forma de viver,
nunca deixou de ver o mundo com os olhos do pintor (VON MOSS, 1977).
Compreendemos que as realizações de Le Corbusier em arquitetura,
pintura e escultura, conforme a sua formulação de “síntese das artes”, não foram
movidas somente pelo interesse do arquiteto-artista em incluir a obra artística nas
suas edificações, mas também, fazer daquela idéia um exercício constante no
rol de atividades da vida profissional, isto é, manter o constante exercício da
prática artística aliada à atividade como arquiteto, indissociáveis durante sua