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CIÊNCIA ÚNICA. FORÇA ÚNICA.

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(1)

VELCADE

®

está indicado no tratamento em monoterapia de doentes com mieloma

múltiplo em progressão que tenham recebido pelo menos uma terapêutica prévia e que

já tenham sido sujeitos ou não possam recorrer ao transplante de medula óssea.

5

VELCADE

®

está contra-indicado em doentes com hipersensibilidade a bortezomib, boro

ou a qualquer dos excipientes, em doentes com insuficiência hepática grave

5

.

Os riscos associados à terapêutica com VELCADE

®

incluem aparecimento ou

agravamento de neuropatia periférica, hipotensão ortostática, insuficiência cardíaca

congestiva, eventos adversos gastrintestinais, trombocitopenia e síndrome de lise

tumoral. Homens e mulheres em idade fértil submetidos a tratamento com VELCADE

®

devem recorrer a medidas anticoncepcionais eficazes durante o tratamento e nos 3

meses após a conclusão do mesmo. Os doentes devem ser monitorizados

relativamente a sintomas de neuropatia periférica incluindo dor neuropática; doentes

que experimentem novo episódio ou agravamento de neuropatia periférica podem

necessitar de alteração da posologia e do esquema terapêutico de VELCADE

®

.

Aconselha-se precaução durante o tratamento de doentes com antecedentes de

síncope, doentes submetidos a medicação comprovadamente associada a hipotensão e

doentes desidratados. Devem monitorizar-se cuidadosamente os indivíduos que

apresentem doença cardíaca ou factores de risco para doença cardíaca. Deve

proceder-se à monitorização frequente do hemograma completo, incluindo contagem

de plaquetas; a terapêutica com VELCADE

®

deve ser descontinuada temporariamente

se os doentes experimentarem toxicidade hematológica de Grau 4; podem ser

administradas transfusões de acordo com o critério clínico. Foram relatados casos de

hemorragia gastrintestinal e intracerebral. Doentes com cargas tumorais elevadas

devem ser alvo de uma monitorização cuidadosa, adoptando-se a precauções

adequadas para evitar o desenvolvimento de síndrome de lise tumoral. Doentes com

insuficiência renal e hepática devem ser monitorizados cuidadosamente para despiste

de toxicidades. Doentes tratados simultaneamente com VELCADE

®

e fármacos

inibidores ou indutores do citocromo P450 3A4 devem ser cuidadosamente

monotorizados relativamente ao desenvolvimento de toxicidades ou redução da

eficácia. Em doentes tratados simultaneamente com VELCADE

®

e fármacos

hipoglicemiantes orais, pode ser necessária uma monitorização cuidadosa dos níveis de

glicose no sangue e um ajuste de dose dos fármacos anti-diabéticos.

Em doentes submetidos ao tratamento com VELCADE

®

, em estudos de fase II, os

acontecimentos adversos referidos com maior frequência incluíram náuseas (62%),

fadiga (54%), diarreia (48%), obstipação (41%), trombocitopenia (41%), febre (36%),

vómitos (34%) e anorexia (30%). Foram relatados acontecimentos adversos conduzindo

à interrupção do tratamento em 17% (44) dos doentes. As causas de interrupção do

tratamento distribuíram-se pelos tipos de toxicidade mais frequentes, incluindo

neuropatia periférica (4%), diarreia (2%) e fadiga (2%).

9

Os acontecimentos adversos de Grau 3 e 4, descritos num estudo clínico de fase III,

como tendo pelo menos uma relação causal possível ou provável com VELCADE

®

foram

idênticos aos observados nos estudos de fase II. Os acontecimentos Adversos de Grau

3/4 relatados em

10% dos doentes tratados com bortezomib (n=331) incluíram

trombocitopenia (29%), neutropenia (15%) e anemia (10%). A ocorrência de neuropatia

periférica foi descrita em 36% dos doentes (Grau

3, em 8%).

6

RESPOSTAS ÀS PERGUNTAS

DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CIÊNCIA ÚNICA. FORÇA ÚNICA.

(2)

O QUE É VELCADE

®

?

VELCADE

®

é um inibidor do proteosoma, primeiro na sua classe.

O diagrama em baixo explica a função do proteosoma

e os benefícios decorrentes da inibição do mesmo.

A inibição do proteosoma

altera os níveis de algumas

proteínas reguladoras,

afectando os mecanismos

homeostáticos e causando

morte de células

neoplásicas.

1,2

A alteração da degradação

das proteínas reguladoras

mediada pelo proteosoma

potencia a proliferação

neoplásica.

1,2

O proteosoma é um complexo

cilíndrico, multi-enzimático, presente

em todas as células eucariotas.

1

O proteosoma degrada proteínas

reguladoras, incluindo os inibidores

do ciclo celular.

1,2

A presença de níveis baixos de proteínas reguladoras, incluindo inibidores do ciclo

celular, constitui um marcador de mau prognóstico em diversos tipos de cancro.

3,4

VELCADE®, o primeiro

da classe dos inibidores do proteosoma, apresenta uma elevada afinidade para o núcleo proteolítico do proteosoma limitando o seu índice de actividade.

Proteínas reguladoras

modulam a proliferação e apoptose celular.

Proteosoma

regula a função celular degradando algumas proteínas reguladoras e activando outras.

Estudos pré-clínicos demonstraram que várias linhagens celulares malignas

são 100 a 1000 vezes mais sensíveis à inibição do proteosoma do que células

não malignas.

VELCADE

®

apresenta uma elevada

afinidade para o núcleo proteolítico

do proteosoma limitando o seu

índice de actividade.

1,2

A alteração dos níveis de proteínas

reguladoras perturba a homeostase

celular, podendo induzir apoptose.

2

A inibição do proteosoma

afecta múltiplas cascatas

de sinalização celular.

VELCADE

®

impede

a degradação das proteínas

reguladoras pelo proteosoma.

A deplecção excessiva

de algumas proteínas reguladoras

pelo proteosoma é uma das

características do cancro.

2

Na ausência de níveis adequados

de proteínas reguladoras, a

proliferação neoplásica prossegue

de forma não controlada.

2

VELCADE

®

penetra no

proteosoma, ligando-se de forma

reversível ao núcleo proteolítico.

As proteínas anómalas marcadas

para degradação

entram no núcleo proteolítico1

(3)

A segurança e a eficácia de VELCADE

®

foram avaliadas em

2 estudos, nas doses recomendadas de 1.3mg/m

2

: um

estudo de fase III (APEX), aleatorizado, comparativo com a

Dexametasoma (DEX), em 669 doentes com mieloma

múltiplo em recaída ou refractário, que tinham recebido 1-3

terapêuticas anteriores, e um ensaio de fase II (SUMMIT),

aberto, de braço único, com 202 doentes, com mieloma

múltiplo em recaída e refractário, que tinham recebido pelo

m e n o s 2 t e r a p ê u t i c a s a n t e r i o r e s e a p r e s e n t a v a m

progressão da doença no seu tratamento mais recente.

VELCADE

®

foi administrado por via intravenosa, na dose de

1,3 mg/m

2

, duas vezes por semana, durante 2 semanas

(Dias 1, 4, 8 e 11), seguido por um período de repouso de

10 dias. As taxas de resposta foram avaliadas por um

Comité de Revisão Independente. Resposta Completa

(RC), determinada pelos critérios da EBMT tal como foram

definidos por Bladé e col., implicava a eliminação completa

(100%) da proteína de mieloma no sangue e na urina, em 2

ou mais determinações por imunofixação, com um intervalo

de pelo menos 6 semanas, e < 5% plasmócitos na medula

óssea em 2 ou mais determinações, doença óssea estável

e níveis de cálcio dentro dos valores normais. Resposta

Parcial (RP) implicava uma redução ≥ 50% da proteína de

mieloma no soro e uma redução ≥ 90% da proteína de

mieloma na urina, em 2 ou mais determinações efectuadas

com um intervalo de 6 semanas, doença óssea estável e

níveis de cálcio dentro dos valores normais. Resposta

Minor (RM) implicava uma redução de 25% da proteína de

mieloma no soro e uma redução de 50% da proteína de

mieloma na urina, em 2 ou mais determinações efectuadas

com um intervalo de 6 semanas, doença óssea estável e

níveis de cálcio dentro dos valores normais.

5

No estudo APEX, o tratamento com VELCADE

®

conduziu

a um aumento significativo do tempo até progressão e da

sobrevida, e a uma taxa de resposta significativamente

mais elevada, quando comparado com o tratamento com

dexametasona, em todos os doentes, incluindo os

doentes sujeitos a uma terapêutica prévia.

Como resultado de uma análise interina pré-planeada, o

b r a ç o d a d e x a m e t a s o n a f o i i n t e r r o m p i d o p o r

recomendação do Comité de Monitorização de Resultados

e todos os doentes aleatorizados para o grupo da

dexametasona iniciaram o tratamento com VELCADE

®

independentemente do estadio da doença. Devido à

antecipação do cruzamento, a mediana da duração de

seguimento dos doentes foi de 8.3 meses.

A sobrevida global foi significativamente maior e a taxa de

resposta significativamente mais elevada, no braço do

tratado com VELCADE

®

, quer nos doentes refractários,

quer nos doentes não refractários à terapêutica prévia.

5

Dos 669 doentes incluídos, 245 (37%) tinham mais de 65

anos. Os parâmetros de resposta, bem como, de tempo

até à progressão da doença (TTP), mostraram resultados

s i g n i f i c a t i v a m e n t e m e l h o r e s c o m V E L C A D E

®

,

independentemente da idade. Todos os parâmetros de

eficácia (tempo até progressão, sobrevida global, bem

como a taxa de resposta) foram significativamente

superiores no braço do VELCADE

®

, independentemente

dos valores basais de

b

2 microglobulina.

5,6

DE QUE FORMA FOI AVALIADA

A EFICÁCIA DE VELCADE

®

EM

DOENTES COM MIELOMA MÚLTIPLO?

(4)

Quadro 5: Resultados dos Ensaios de Fase II e III

CIÊNCIA ÚNICA. FORÇA ÚNICA.

Fase III

Fase III

Todos os Doentes

1 Terapêutica

Prévia

VELCADE® N=333a Dex N=336a VELCADE® N=132a Dex N=119a

Tempo até progressão da doença [IC 95%]

189b

[148, 211] 106b [86,128] 212d [188,267] 169d [105,191]

Sobrevivência aos 12 meses % [IC 95%]

80d

[74,85] 66 d [59,72] 89 d [82,95] 72 d [62,83]

Melhor resposta (%)

VELCADE®

N=315c Dex N=312c VELCADE® N=128 Dex N=110

RC

20 (6)b 2 (<1)b 8 (6) 2 (2)

RC+nRC

41 (13)b 5 (2)b 16 (13) 4 (4)

RC+nRC+RP

121 (38)b 56 (18)b 57 (45)d 29 (26)d

RC+nRC+RP+RM

146 (46) 108 (35) 66 (52) 45 (41)

Duração média Dias (meses)

242 (8.0) 169 (5.6) 246 (8.1) 189 (6.2)

Tempo de resposta RC+RP (dias)

43 43 44 46

Fase III

Fase III

>1 Terapêutica

Prévia

≥ 2 Terapêutica

Prévia

VELCADE® N=200a Dex N=217a VELCADE® N=202a

Tempo até progressão da doença [CI 95%]

148b

[129,192] 87

b

[84,107] [154,281]210

Sobrevivência aos 12 meses % [CI 95%]

[64,82]73 [53,71]62 60

Melhor resposta (%)

VELCADE®

N=187 Dex N=202 VELCADE® N=193

RC

12 (6) 0 (0) (4)**

RC+nRC

25 (13) 1 (<1) (10)**

RC+nRC+RP

64 (34)b 27 (13)b (27)**

RC+nRC+RP+RM

80 (43) 63 (31) (35)**

Duração média Dias (meses)

238 (7.8) 126 (4.1) 385*

Tempo de resposta RC+RP (dias)

41 27 38*

a População Intention to Treat (ITT)

b Valor de p do teste log-rank estratificado; a análise por linha de terapêutica exclui a estratificação por terapêuticas prévias.

c A população para avaliação de resposta inclui os doentes que apresentavam um grau mensurável de doença no início do estudo e receberam pelo menos uma dose do fármaco em estudo.

d Valor de p do teste qui-quadrado de Cochran-Mantel-Haenszel ajustado para os factores de estratificação; a análise por linha terapêutica exclui a estratificação por terapêuticas prévias.

* RC+RP+RM **RC=RC (IF-); nRC=RC(IF+) NA= não aplicável, NE =não estimado

No estudo SUMMIT, VELCADE

®

demonstrou uma taxa de

resposta global (RC+RP+RM) de 35%. Além disso, 48%

dos doentes obtiveram remissão clínica, definida por uma

redução ≥ 25% dos níveis de proteína de mieloma.

Estas taxas de resposta foram independentes do número e

tipo de terapêuticas prévias, incluindo corticoesteróides,

agentes alquilantes, antraciclinas, talidomida e transplante

de células estaminais. Além disso, a taxa de resposta foi

consistente independentemente do sexo, raça, área de

superfície corporal, capacidade funcional, tipo de mieloma,

nível sérico de beta

2

-microglobulina ou delecção do

cromossoma 13. Os factores preditivos de resposta

reduzida incluíram presença de >50% plasmócitos na

medula óssea e alterações citogenéticas; a delecção do

cromossoma 13 não constituiu factor preditivo independente

de Resposta Minor.

7

Neste ensaio, os doentes que não apresentaram resposta

óptima a VELCADE

®

em monoterapia (n=74), foram

autorizados a receber dexametasona em associação.

Dezoito por cento dos doentes apresentaram uma

resposta melhorada (RM (11%) ou RP (7%)) com a

terapêutica combinada.

7

Os doentes apresentaram uma resposta mantida, com

uma mediana de duração de 12 meses (IC a 95% = 173

dias, não estimável). A mediana da sobrevivência global de

todos os doentes incluídos no estudo SUMMIT foi de 17,5

meses (intervalo < 1 a 18+ meses). Os doentes que

apresentaram uma RC ou RP necessitaram de menos

transfusões de glóbulos vermelhos.

7

A actividade de VELCADE

®

ficou demonstrada com as

doses de 1,0 mg/m

2

e 1,3 mg/m

2

num outro estudo de

fase II, multicêntrico aberto, de pequenas dimensões, para

determinação de dose, que incluiu doentes com mieloma

múltiplo apresentando progressão ou recidiva, durante ou

a p ó s u m a m e d i a n a d e 3 t e r a p ê u t i c a s p r é v i a s .

5

A s

Respostas Major (RC+RP) foram de 30% (IC a 95% = 14,

50) e 50% (IC a 95% = 20, 59) com as doses de 1,0 mg/m

2

(5)

PERFIL DE TOLERABILIDADE

DE VELCADE

®

Em estudosde braço único, não é frequentemente possível

distinguir entre os acontecimentos adversos associados ao

fármaco e os acontecimentos relacionados com a patologia

subjacente.

Em doentes submetidos ao tratamento com VELCADE

®

, em

estudos de fase II, os acontecimentos adversos referidos

com maior frequência incluíram náuseas (62%), fadiga

(54%), diarreia (48%), abstipação (41%), trombocitopenia

(41%), febre (36%), vómitos (34%) e anorexia (30%). Foram

relatados acontecimentos adversos conduzindo à

interrupção do tratamento em 17% (44) dos doentes. As

causas de interrupção do tratamento distribuíam-se pelos

tipos de toxicidade mais frequentes, incluindo neuropatia

periférica (4%), diarreia (2%) e fadiga (2%).

Acontecimentos adversos emergentes do tratamento

( ≥ 20% no global) nos ensaios clínicos de Fase II

efectuados com a dose de 1,0 mg/m

2

ou 1,3 mg/m

2

(N = 256)

9

Os acontecimentos adversos descritos no estudo clínico

de fase III como tendo uma relação causal pelo menos

possível ou provável com VELCADE

®

foram idênticos aos

observados nos estudos de fase II. Acontecimentos

Adversos de Grau 3/4 relatados em ≥10% dos doentes

t r a t a d o s c o m b o r t e z o m i b ( n = 3 3 1 ) i n c l u í r a m

trombocitopenia (29%), neutropenia (15%) e anemia (10%).

Foi relatada neuropatia periférica em 36% dos doentes

( Grau ≥3 em 8%).

5,6

Acontecimento

Global

Grau

Adverso

3/4*

Náuseas

62%

5%

Diarreia

48%

7%

Obstipação

41%

2%

Vómitos

34%

7%

Anorexia

30%

2%

Trombocitopenia

29%

8%

Anemia

32%

23%

Fadiga

54%

11%

Febre

36%

4%

Neuropatia periférica

29%

11%

Astralgias

29%

5%

Insónias

29%

2%

Cefaleias

28%

3%

Dor nos membros

26%

7%

CIÊNCIA ÚNICA. FORÇA ÚNICA.

*Critérios de Toxicidade Comum do Programa de Avaliação da Terapêutica do Cancro do National Cancer Institute (Cancer Therapy Evaluation Program Common Toxicity Criteria), Versão 2.0, 1 de Junho de 1999 (http://ctep.info.nih.gov/reporting/ctc.hml)10

(6)

CONSIDERAÇÕES

PARA A PRESCRIÇÃO

CONTRA-INDICAÇÕES

VELCADE

®

está contra-indicado em doentes com insuficiência

hepática grave ou apresentando hipersensibilidade a bortezomib,

boro ou aos excipientes.

5

ADVERTÊNCIAS

VELCADE

®

deve ser administrado mediante supervisão de um médico

qualificado e com experiência na utilização de quimioterapia.

Os homens e mulheres em idade fértil tratados com VELCADE

®

devem usar medidas anticoncepcionais eficazes durante o tratamento

e durante 3 meses após a conclusão do mesmo.

5

PRECAUÇÕES

Testes laboratoriais: o hemograma completo (incluindo contagem de

plaquetas) deve ser monitorizado com frequência durante o tratamento

com VELCADE

®

.

5

Gastrintestinais: A ocorrência de toxicidade gastrintestinal, incluindo

náuseas, diarreia, vómitos e obstipação é muito frequente em doentes

tratados com VELCADE

®

. Deve proceder-se à administração

de líquidos e de electrólitos para prevenir ou tratar a desidratação. Foram

notificados casos de ileus paralítico, pelo que os doentes apresentando

obstipação devem ser alvo de uma monitorização cuidadosa.

5

H e m a t o l ó g i c a s : O t r a t a m e n t o c o m V E L C A D E

®

e s t á m u i t o

frequentemente associado a toxicidade hematológica (trombocitopenia,

neutropenia, anemia). A toxicidade hematológica mais frequente é a

trombocitopenia transitória, que habitualmente recupera entre os ciclos

de tratamento. O nível mais baixo de plaquetas foi alcançado no dia 11

de cada ciclo de tratamento com VELCADE

®

. Não houve evidência de

trombocitopénia cumulativa, incluindo no estudo de extensão de fase II.

Em doentes com mieloma avançado e trombocitopenia moderada a

grave (contagem plaquetária < 50.000/ml) e factores de risco para

hemorragia, deverá ponderar-se cuidadosamente o potencial benefício

do tratamento face aos riscos associados. A contagem de plaquetas

deve ser monotorizada antes da administração de cada dose de

VELCADE

®

. Recomenda-se uma interrupção transitória do tratamento

caso o doente desenvolva toxicidade hematológica de Grau 4. No

tratamento da toxicidade hematológica podem utilizar-se transfusões de

p l a q u e t a s , g l ó b u l o s v e r m e l h o s e f a c t o r e s d e c r e s c i m e n t o

hematopoiéticos.

5

Neuropatia periférica: O tratamento com VELCADE

®

está muito

f r e q u e n t e m e n t e a s s o c i a d o a n e u r o p a t i a p e r i f é r i c a , q u e é

predominantemente sensitiva, embora tenham sido relatados casos

raros de neuropatia mista sensitivo-motora. Em doentes com sintomas

e/ou sinais de neuropatia periférica pré-existente é provável que se

registe agravamento da mesma no decurso do tratamento com

VELCADE

®

. Recomenda-se que os doentes sejam cuidadosamente

monitorizados para despiste do desenvolvimento de sintomas de

neuropatia, nomeadamente sensação de ardor, hiperestesias,

hipoestesias, parestesias, desconforto ou dor neuropática. A incidência

de neuropatia periférica aumenta no início do tratamento e a sua

incidência máxima foi observada durante o quinto ciclo. Pode ser

necessário alterar a dose e esquema de administração de VELCADE

®

em

doentes que apresentem neuropatia periférica de novo ou agravamento

de sintomas pré-existentes.

5

Crises convulsivas: A notificação de casos de crises convulsivas foi

pouco frequente nos doentes sem história prévia de crises convulsivas

ou epilepsia. É necessária precaução especial quando se tratam doentes

que apresentem quaisquer factores de risco para o aparecimento

de crises convulsivas.

5

Hipotensão: A hipotensão ortostática/postural está frequentemente

associado ao tratamento com VELCADE

®

. A maioria dos acontecimentos

adversos é ligeira a moderada e ocorre ao longo do tratamento.

A maioria dos doentes necessitaram de tratamento para a sua

hipotensão ortostática. Aconselha-se precaução quando se tratam

doentes com história de síncope, submetidos a tratamento com

medicamentos comprovadamente associados a hipotensão, ou nos

doentes que se encontrem desidratados, por diarreia ou vómitos

recorrentes.

5

Insuficiência cardíaca: Foram relatados casos de desenvolvimento

ou exacerbação de insuficiência cardíaca congestiva no decurso

do tratamento com VELCADE

®

. No estudo comparativo, aleatorizado, de

fase III, a incidência de insuficiência cardíaca no grupo tratado com

VELCADE

®

foi semelhante à do grupo tratado com dexametasona.

5,6

A retenção de líquidos pode constituir um factor predisponente para o

aparecimento de sinais e sintomas de insuficiência cardíaca.

5

Insuficiência renal: Demonstrou-se aumento da incidência de

acontecimentos adversos graves em doentes com insuficiência renal

ligeira a moderada, comparativamente a doentes com função renal

normal. As complicações renais são frequentes nos doentes com

mieloma múltiplo. Estes doentes devem ser sujeitos a monitorização

cuidadosa, especialmente se a depuração da creatinina for ≤30 ml/min

devendo considerar-se redução da dose.

5

Insuficiência hepática: Os doentes com insuficiência hepática devem

ser tratados com extrema precaução, devendo considerar-se uma

redução da dose.

5

Síndrome de lise tumoral: Em virtude de VELCADE

®

ser um agente

citotóxico com capacidade para destruir rapidamente plasmócitos

malignos, podem ocorrer complicações da síndrome de lise tumoral.

Os doentes com cargas tumorais elevadas, antes do tratamento, devem

ser alvo de monitorização cuidadosa, devendo ser adoptadas as

precauções adequadas.

5

Amiloidose: Desconhece-se o impacto de inibição do proteosoma,

por VELCADE

®

, em doenças associadas a acumulação de proteínas, tais

como a amiloidose. Aconselha-se precaução nestes doentes.

Precauções com medicação concomitante: Recomenda-se a

monitorização cuidadosa dos doentes submetidos a tratamento com

VELCADE

®

em associação com inibidores potentes do CYP3A4 (como,

por exemplo, cetoconazol, ritonavir), inibidores do CYP2C19 (fluoxetina)

o u i n d u t o r e s d o C Y P 3 A 4 ( c o m o , p o r e x e m p l o , r i f a m p i c i n a ) .

Recomenda-se precaução em doentes tratados com hipoglicemiantes

orais, devendo confirmar-se que a função hepática não está alterada.

5

Por favor consulte o Resumo

das Características do Medicamento incluso

(7)

QUAIS SÃO AS PRECAUÇÕES NECESSÁRIAS

COM VELCADE

®

?

VELCADE

®

é citotóxico, sendo necessária especial

precaução durante a sua manipulação e preparação.

Deve ser assegurada uma assepsia adequada e utilizar

luvas e vestuário protector, para evitar o contacto com

a pele. VELCADE

®

deve ser reconstituído numa câmara

de fluxo laminar.

5

QUAL A POSOLOGIA DE VELCADE

®

?

VELCADE

®

é administrado em bólus IV durante 3 a 5

segundos, seguido por lavagem com soro fisiológico.

Cada ciclo corresponde a 2 doses administradas, duas

vezes por semana, durante 2 semanas (Dias 1, 4, 8 e 11)

seguidas por período de repouso de 10 dias (Dias 12–21).

É necessário um período de repouso de 72 horas entre

duas administrações de VELCADE

®

.

5

A TÉCNICA ASSÉPTICA DEVE SER ESTRITAMENTE OBSERVADA DURANTE O

MANUSEAMENTO DE VELCADE® DADO QUE NÃO ESTÁ PRESENTE NENHUM

CONSERVANTE.

Regime posológico padrão

COMO SE DETERMINA O NÚMERO

DE CICLOS DE VELCADE

®

?

É recomendado que os doentes com uma resposta

completa confirmada recebam dois ciclos adicionais de

V E L C A D E

®

d e p o i s d a c o n f i r m a ç ã o . É t a m b é m

r e c o m e n d a d o q u e o s d o e n t e s q u e r e s p o n d a m a o

tratamento e que não tenham alcançado uma remissão

completa recebam um total de 8 ciclos de tratamento de

VELCADE

®

.

5

Actualmente os dados relativos à repetição do tratamento

com VELCADE

®

, são limitados.

REPETIR

O CICLO

Período

de Repouso

de 10 Dias

VELCADE

®

Dia 11

Dia 1

Dia 4

Dia 8

VELCADE

®

VELCADE

®

VELCADE

®

APRESENTAÇÃO / POSOLOGIA /

MODO DE ADMINISTRAÇÃO

COMO É QUE VELCADE

®

É COMERCIALIZADO E ARMAZENADO?

VELCADE

®

é DISPONIBILIZADO em frascos de dose única

de 10 ml, contendo 3,5 mg de bortezomib sob a forma de

é s t e r b o r ó n i c o d e m a n i t o l , n u m p ó b r a n c o a

esbranquiçado. Os frascos são destinados a utilização

única.

5

Armazenar os frascos fechados, na embalagem original

e ao abrigo da luz, a uma temperatura ambiente controlada

de 25° C; não armazenar a temperaturas superiores

a 30° C.

5

COMO SE PROCEDE

À PREPARAÇÃO DE VELCADE

®

?

Reconstitua VELCADE

®

com 3,5 ml de Soro Fisiológico

(solução cloreto de sódio a 0,9%) para injectáveis.

A concentração da solução reconstituída é de 1 mg/ml. A

dissolução está completa em menos de 2 minutos.

VELCADE

®

reconstituído deve ser administrado nas

8 h o r a s s e g u i n t e s ; V E L C A D E

®

r e c o n s t i t u í d o

n ã o n e c e s s i t a d e s e r p r o t e g i d o d a l u z a r t i f i c i a l .

5

Por favor consulte o Resumo

das Características do Medicamento incluso

(8)

COMO SE ADMINISTRA VELCADE

®

?

VELCADE

®

pode ser injectado directamente numa

veia periférica por bólus IV ou injectado numa porta

de infusão. Não é necessária linha central. Para garantir

a administração de uma dose completa, lavar a linha

com solução salina normal. Foi referida irritação local da

pele em 5% dos doentes.

5,7

Injecção directa numa linha periférica por bólus IV

Injecção numa porta de infusão

AS REACÇÕES RELACIONADAS

COM A PERFUSÃO SÃO FREQUENTES?

Nos ensaios clínicos de Fase II, foram raramente relatadas

reacções associadas à perfusão e reacções no local de

administração com VELCADE

®

.

5

QUAIS OS PROCEDIMENTOS

A SEGUIR ANTES DA ADMINISTRAÇÃO

DE VELCADE

®

?

P a r a c a d a c i c l o d e t r a t a m e n t o , r e c o m e n d a m - s e

os seguintes procedimentos:

Dia

Dia

Dia

Dia

1

4

8

11

Avaliar o controlo dos

sintomas (por exemplo,

diarreia, vómitos, febre, etc)

Monitorização relativamente

a sintomas de neuropatia

periférica, tais como sensação

de ardor, hiperestesia,

hipoestesia, parestesias,

desconforto ou dor

Sinais vitais (pressão arterial,

frequência respiratória,

temperatura, pulso)

Exames clínicos laboratoriais

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Hematologia (hemograma

com contagem de plaquetas)

X

X

Electrólitos

X

X

Bioquímica

X

X

Proteínas totais/albumina

Peso (voltar a calcular

a dose em caso de alteração

do peso ≥ 8%)

Procedimento/Teste

Por favor consulte o Resumo

das Características do Medicamento incluso

(9)

A ADMINISTRAÇÃO DE VELCADE

®

É DIFERENTE EM DOENTES COM

INSUFICIÊNCIA RENAL?

Não existem dados sobre a farmacocinética em doentes

c o m i n s u f i c i ê n c i a h e p á t i c a o u i n s u f i c i ê n c i a re n a l .

A depuração da creatinina nos doentes incluídos no estudo

SUMMIT variou entre 14 e 220 ml/min. Deve proceder-se

a uma monitorização cuidadosa em doentes com valores

de depuração da creatinina ≤ 30 ml/min e em doentes

s u b m e t i d o s a h e m o d i á l i s e , r e l a t i v a m e n t e a o

desenvolvimento de toxicidade no decurso do tratamento

c o m V E L C A D E

®

, e c o n s i d e r a r u m e v e n t u a l a j u s t e

posológico.

5,11

DE QUE MODO OS DOENTES COM

INSUFICIÊNCIA RENAL RESPONDERAM A

VELCADE

®

?

Numa análise retrospectiva, os doentes com insuficiência

renal concluíram, em média, 30 ou mais das 32 doses

planeadas ao longo de 8 ciclos. O curso clínico e a

exposição ao tratamento não foram diferentes dos

observados na população global do estudo, as taxas de

acontecimentos adversos e as interrupções do tratamento

foram semelhantes, tendo a taxa de resposta dos doentes

com insuficiência renal sido comparável à registada nos

doentes com função renal normal.

11

COMO PROCEDER EM CASO DE

SOBREDOSAGEM DE VELCADE

®

?

Durante os ensaios clínicos, não foi relatado qualquer

caso de sobredosagem com VELCADE

®

. Doses únicas de

bortezomib até 2.0 mg/m

2

foram administradas em adultos.

Em caso de sobredosagem, devem monitorizar-se os sinais

vitais do doente e instituir-se medidas de suporte, visando

manter a pressão arterial, a temperatura corporal e evitar

a desidratação.

N ã o s e c o n h e c e n e n h u m a n t í d o t o e s p e c í f i c o p a r a

a sobredosagem de VELCADE

®

.

5

TRATAMENTO DAS REACÇÕES ADVERSAS

Caso se registe desenvolvimento de toxicidade não

hematológica de Grau 3 ou de toxicidade hematológica

de Grau 4, deve interromper-se a terapêutica com

VELCADE

®

. Após desaparecimento da toxicidade, pode

reiniciar-se a terapêutica com VELCADE

®

com redução

de 75% da dose; (dose de 1,3 mg/m

2

reduzida para 1,0

mg/m

2

; dose de 1,0 mg/m

2

reduzida para 0,7 mg/m

2

).

Estas normas não devem ser usadas para o tratamento

da neuropatia periférica; consulte o quadro da página 19

relativamente às alterações posológicas para a dor

n e u ro p á t i c a e / o u n e u ro p a t i a s e n s i t i v a p e r i f é r i c a

relacionadas com o tratamento com VELCADE

®

.

8

COMO SE TRATA A FADIGA?

Foram referidas situações de astenia (fadiga, mal-estar

geral ou fraqueza) em ensaios clínicos efectuados com

VELCADE

®

. Foi referido frequentemente um primeiro

episódio de fadiga durante os Ciclos 1 e 2 do tratamento.

A maioria dos doentes pode manter a terapêutica com

VELCADE

®

apesar da fadiga.

9

E m c a s o d e d e s e n v o l v i m e n t o d e t o x i c i d a d e n ã o

hematológica de Grau 3, incluindo situações de astenia,

deve interromper-se a terapêutica com VELCADE

®

.

A p ó s r e s o l u ç ã o d a t o x i c i d a d e , p o d e re i n i c i a r- s e

a terapêutica com VELCADE

®

com 75% da dose; (dose

de 1,3 mg/m

2

reduzida para 1,0 mg/m

2

; dose de 1,0

mg/m

2

reduzida para 0,7 mg/m

2

).

5

O tratamento das situações de astenia pode incluir

medidas de suporte adequadas, segundo critério médico.

COMO SE TRATA A TROMBOCITOPENIA?

C o m o t r a t a m e n t o c o m V E L C A D E

®

p o d e o c o r re r

trombocitopenia transitória. Habitualmente, a contagem

plaquetária desce durante o período de administração

(Dias 1-11), voltando aos valores basais durante o período

d e re p o u s o ( D i a s 1 2 - 2 1 ) . * O d e s e n v o l v i m e n t o d e

trombocitopenia é muito frequente nos Ciclos 1 e 2, mas

a sua ocorrência pode manter-se ao longo da terapêutica

com VELCADE

®

. Registaram-se referências de hemorragia

gastrintestinal e intracerebral associadas à trombocitopenia

induzida por VELCADE

®

.

5,12

* Não há qualquer evidência de trombocitopenia cumulativa.

(10)

Em caso de desenvolvimento de toxicidade hematológica

de Grau 4, dever-se-á interromper a terapêutica com

V E L C A D E

®

. A p ó s r e s o l u ç ã o d a t o x i c i d a d e ,

pode reiniciar-se a terapêutica com VELCADE

®

com 75%

da dose; (dose de 1,3 mg/m

2

reduzida para 1,0 mg/m

2

;

d o s e d e 1 , 0 m g / m

2

r e d u z i d a p a r a 0 , 7 m g / m

2

) .

D e v e p ro c e d e r- s e a u m a m o n i t o r i z a ç ã o f re q u e n t e

d o h e m o g r a m a c o m p l e t o , i n c l u i n d o c o n t a g e m d e

plaquetas, ao longo do tratamento com VELCADE

®

.

Nas consultas, os doentes devem ser observados

relativamente à presença de sinais de trombocitopenia.

Em caso de trombocitopenia, podem administrar-se

transfusões de plaquetas segundo critério médico.

5

*Não há qualquer evidência de trombocitopenia comulativa.

5 , 1 2

DE QUE MODO A TROMBOCITOPENIA

ASSOCIADA A VELCADE

®

DIFERE

DA TROMBOCITOPENIA ASSOCIADA

À QUIMIOTERAPIA?

N o s e s t u d o s r e a l i z a d o s , o d e s e n v o l v i m e n t o

de trombocitopenia durante o tratamento com VELCADE

®

f o i d e p e n d e n t e d a c o n t a g e m p l a q u e t á r i a i n i c i a l .

A redução da percentagem global das plaquetas foi

relativamente constante (60%) independentemente da

gravidade da doença ou da contagem de plaquetas basal.

12

COMO SE TRATA A NEUROPATIA

PERIFÉRICA ASSOCIADA A VELCADE

®

?

O tratamento com VELCADE

®

pode associar-se a uma

neuropatia periférica, que é predominantemente sensitiva,

embora tenham sido referidos casos raros de neuropatia

motora. Nos doentes com sintomas e/ou sinais

pré-e x i s t pré-e n t pré-e s d pré-e n pré-e u ro p a t i a p pré-e r i f é r i c a p o d pré-e o c o r rpré-e r

agravamento da situação no decurso do tratamento.

A melhoria ou resolução da neuropatia periférica foi relatada

em 51% dos doentes com neuropatia periférica > Grau 2

em estudos de Fase III, e em 71%dos doentes com

neuropatia periférica de Graus 3-4 ou neuropatia periférica

que conduziuà descontinuação do tratamento, em estudos

de Fase II.

Durante o tratamento com VELCADE

®

os doentes devem

ser cuidadosamente monitorizados em relação ao

desenvolvimento de sintomas de neuropatia tais como

sensação de ardor, hiperestesias, hipoestesias, parestesias,

desconforto ou dor neuropática. A detecção precoce e

alterações da dose/esquema adequadas permitem evitar a

progressão da neuropatia. Podem ser instituídas medidas

d e s u p o r t e a d e q u a d a s , s e g u n d o c r i t é r i o m é d i c o .

5

COMO SE TRATAM OS ACONTECIMENTOS

ADVERSOS GASTRINTESTINAIS?

No decurso do tratamento com VELCADE

®

podem ocorrer

náuseas, diarreia, obstipação e vómitos. Habitualmente,

a maioria dos acontecimentos gastrintestinais é de

intensidade ligeira a moderada. Os doentes devem ser

aconselhados a manter-se hidratados e a procurar

assistência médica caso desenvolvam tonturas, sensação

de cabeça vazia ou de desmaio eminente.

O t r a t a m e n t o d o s a c o n t e c i m e n t o s a d v e r s o s

gastrintestinais associados ao tratamento com VELCADE

®

p o d e i n c l u i r a a d m i n i s t r a ç ã o d e a n t i e m é t i c o s e

antidiarreicos. Se o doente se encontrar desidratado,

recomenda-se a administração de líquidos e electrólitos.

E m c a s o d e d e s e n v o l v i m e n t o d e t o x i c i d a d e n ã o

hematológica de Grau 3, incluindo acontecimentos

gastrintestinais, deve interromper-se a terapêutica com

VELCADE

®

. Após resolução da toxicidade, pode

reiniciar-se a terapêutica com VELCADE

®

com 75% da dose;

(dose de 1,3 mg/m

2

reduzida para 1,0 mg/m

2

; dose de

1,0mg/m

2

reduzida para 0,7 mg/m

2

).

5,8

Ajuste posológico em situações de toxicidade

neurológica

Sinais e Sintomas

da Gravidade da Neuropatia

Periférica

Alteração da Dose

e Regime Posológico**

Grau 1 (parestesias e/ou

perda dos reflexos) sem

dor nem perda de função

Nenhuma acção.

Grau 1 com dor ou

Grau 2 (interfere com

a função mas não com as

actividades da vida diária)

Reduzir VELCADE

®

para 1,0 mg/m

2

.

Grau 2 com dor ou

Grau 3 (interfere com as

actividades da vida diária)

Suspender o tratamento

com VELCADE

®

até

desaparecerem os

sintomas de toxicidade.

Quando a toxicidade

desaparecer, reiniciar

o tratamento com

VELCADE

®

, reduzir para

0,7 mg/m

2

e alterar

o regime posológico para

uma vez por semana.

Grau 4 (perda sensorial

permanente que interfere

com a função)

Interromper VELCADE

®

.

(11)

Referências: 1. Adams J, et al. Proteasome inhibitors: a novel class of potent and effective

antitumor agents. Cancer Res. 1999;59:2615–2622.

2. Shah S, et al. Ubiquitin proteasome pathway:

implications and advances in cancer therapy. Surg Oncol. 2001;10:43-52.

3. Loda M, Cukor B,

Tam S, et al. Increased proteasome-dependent degradation of the cyclin-dependent kinase inhibitor

p27 in aggressive colorectal carcinomas. Nature Med 1997; 3 (2): 152-154.

4. Lloyd R, Erickson

L, Jin L, et al. p27kip1: a multifunctional cyclin-dependent kinase inhibitor with prognostic significance

in human cancers. Am J Path 1999; 154 (2): 313-323.

5. Resumo das Caracteristicas do

Medicamento- VELCADE®.

6. Richardson PG, et al. Bortezomib demonstrates superior efficacy

compared with high-dose dexamethasone with predictable toxicity. Haematologica/ The Hematology

J 2005; 90 (S1): 146.

7. Richardson PG, et al. A phase 2 study of bortezomib in relapsed, refractory

myeloma. N Engl J Med 2003; Jun 26;348(26):2609-17.

8. Jagannath S et al. A phase 2 study

of two doses of bortezomib in relapsed or refractory myeloma. B J Hema 2004; 127:165-172.

9. Berenson JR, et al. The safety of prolonged therapy using the proteasome inhibitor bortezomib

(VELCADE®) in relapsed and/or refractory multiple myeloma. Poster apresentado no EHA 2004.

10. Critérios de Toxicidade Comum do Programa de Avaliação da Terapêutica do National Cancer

Institute, Versão 2.0, 1 de Junho de 1999.

11. Jagannath S, et al. Bortezomib in recurrent and/or

refractory multiple mieloma. Initail clinical experience in patients with impaired renal function. Cancer

2005;103: 1195-1200.

12. Lonial S, et al. Evaluation of the degree of thrombocytopenia and

associated risk factors following bortezomib therapy for relapsed and/or refractory multiple myeloma.

Poster apresentado no EHA 2004.

PODE OCORRER HIPOTENSÃO COM

VELCADE

®

?

No decurso da terapêutica com VELCADE

®

pode ocorrer

hipotensão ortostática/postural.

E m c a s o d e d e s e n v o l v i m e n t o d e t o x i c i d a d e n ã o

hematológica de Grau 3, incluindo hipotensão, deve

i n t e r r o m p e r - s e a t e r a p ê u t i c a c o m V E L C A D E

®

.

A p ó s r e s o l u ç ã o d a t o x i c i d a d e , p o d e r e i n i c i a r- s e

a terapêutica com VELCADE

®

com 75% da dose; (dose

de 1,3 mg/m

2

reduzida para 1,0 mg/m

2

; dose de 1,0

mg/m

2

reduzida para 0,7 mg/m

2

).

Deve ser observada especial precaução quando se

tratarem doentes com história de síncope, doentes

s u b m e t i d o s a t r a t a m e n t o c o m m e d i c a ç ã o

comprovadamente associada a hipotensão e doentes

desidratados.

O s d o e n t e s d e v e m s e r a c o n s e l h a d o s a m a n t e r- s e

h i d r a t a d o s e a p ro c u r a r a s s i s t ê n c i a m é d i c a c a s o

desenvolvam tonturas, sensação de cabeça vazia ou de

desmaio. Dever-se-á aconselhar igualmente uma especial

precaução caso operem máquinas, incluindo automóveis.

O t r a t a m e n t o d a h i p o t e n s ã o r e l a c i o n a d a c o m a

terapêutica com VELCADE

®

pode incluir o ajuste posológico

d o s f á r m a c o s a n t i - h i p e r t e n s o r e s , r e h i d r a t a ç ã o

e/ou a administração de mineralocorticóides.

5

COMO SE TRATA A NEUTROPENIA?

Está descrita a ocorrência de neutropenia com VELCADE

®

.

A incidência de neutropenia de Grau 4 foi rara em ensaios

clínicos, com neutropenia febril relatada em < 1% dos

doentes.

Em caso de desenvolvimento de toxicidade hematológica

de Grau 4, incluindo neutropenia, deve interromper-se a

terapêutica com VELCADE

®

. Após desaparecimento da

toxicidade, pode reiniciar-se a terapêutica com VELCADE

®

com 75% da dose; (dose de 1,3 mg/m

2

reduzida para 1,0

mg/m

2

; dose de 1,0 mg/m

2

reduzida para 0,7 mg/m

2

).

Deve proceder-se a uma monitorização frequente através

de hemograma. O uso de factores hematopoiéticos

de crescimento deverá ser efectuado em função do critério

do médico.

5

Por favor consulte o Resumo

das Características do Medicamento incluso

(12)

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

VELCADE® 3,5 mg pó para solução injectável.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada frasco para injectáveis contém 3,5 mg de bortezomib (como éster borónico manitol). Após reconstituição, 1 ml de solução injectável contém 1 mg de bortezomib. Excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Pó para solução injectável. Massa ou pó branco a esbranquiçado.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 Indicações terapêuticas

VELCADE® está indicado no tratamento em monoterapia de doentes com mieloma múltiplo em progressão que tenham recebido pelo menos 1 terapêutica prévia e que já tenham sido sujeitos ou não possam recorrer ao transplante de medula óssea.

4.2 Posologia e modo de administração

O tratamento deve ser iniciado e administrado sob a supervisão de um médico qualificado e experiente no uso de agentes quimioterapêuticos.

Dose recomendada

A dose inicial recomendada de bortezomib é de 1,3 mg/m2 de área de superfície corporal, duas vezes por semana, durante duas semanas (dias 1, 4, 8 e 11), seguida por um período de 10 dias de repouso (dias 12-21). Este período de três semanas é considerado um ciclo de tratamento. Devem decorrer pelo menos 72 horas entre doses consecutivas de VELCADE®. É recomendado que os doentes com uma resposta completa confirmada recebam dois ciclos adicionais de VELCADE® depois da confirmação. É também recomendado que os doentes que respondam ao tratamento e que não tenham alcançado uma remissão completa recebam um total de 8 ciclos de tratamento de VELCADE®.

Actualmente há dados limitados no que diz respeito à repetição do tratamento com VELCADE® . Ajustes posológicos recomendados durante o tratamento e o reinício do tratamento

O tratamento com VELCADE® deve ser interrompido perante o início de qualquer toxicidade não hematológica de Grau 3 ou

qualquer toxicidade hematológica de Grau 4, excluindo neuropatia como mencionado de seguida (ver também secção 4.4). Uma vez desaparecidos os sintomas de toxicidade, o tratamento com VELCADE® pode ser reiniciado com uma redução de dose de 25% (redução de 1,3 mg/m2 para 1,0 mg/m2; redução de 1,0 mg/m2 para 0,7 mg/m2). Se a toxicidade não desaparecer ou se recorrer com dose mais reduzida,deve ser considerada a descontinuação do tratamento com VELCADE® a menos que o benefício

do tratamento supere claramente o risco.

Os doentes que apresentem dor neuropática e /ou neuropatia periférica relacionada com VELCADE® deverão ser tratados como descrito no Quadro 1. Doentes com neuropatia preexistente grave devem ser tratados com VELCADE® apenas após uma avaliação

cuidadosa da relação benefício/risco.

Quadro 1: Modificações da dose recomendada* para dor neuropática e/ou neuropatia periférica sensitiva relacionada com VELCADE®

Gravidade da neuropatia periférica

Grau 1 (parestesia e/ou perda de reflexos) sem dor ou perda de função

Grau 1 com dor ou Grau 2 (interferência na função mas não no desempenho das actividades quotidianas) Grau 2 com dor ou Grau 3 (interferência no desempenho das actividades quotidianas)

Grau 4 (perda sensitiva permanente que interfere com a função)

*Baseado nas modificações das doses em estudos de fase II & III de mieloma múltiplo. Administração:

A solução reconstituída é administrada em bólus intravenoso, durante 3-5 segundos, através de um catéter periférico ou central intravenoso seguido por uma lavagem com uma solução cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9% ) para injectáveis.

Doentes pediátricos

VELCADE® não foi estudado em crianças e adolescentes. Por isso, não deve ser usado no grupo etário pediátrico até estarem disponíveis mais dados.

Doentes idosos

Não há evidência que sugira a necessidade de ajuste posológico em idosos (ver secção 4.8). Uso em doentes com insuficiência renal

VELCADE® não foi formalmente estudado em doentes com insuficiência renal. Doentes com a função renal comprometida, devem ser cuidadosamente monitorizados, especialmente se a depuração da creatinina for 30 ml/min, e deve ser considerada uma redução da dose (ver secção 4.4 e 4.8).

Uso em doentes com insuficiência hepática

VELCADE® não foi estudado em doentes com insuficiência hepática. Um compromisso significativo da função hepática pode ter

um impacto na eliminação do bortezomib e pode aumentar a probabilidade de interacções fármaco-fármaco. Doentes com insuficiência hepática devem ser tratados com extrema precaução, devendo ser considerada uma redução da dose (ver secção 4.3 e 4.4).

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade ao bortezomib, boro ou a qualquer um dos excipientes. Insuficiência hepática grave.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Testes laboratoriais

Durante todo o tratamento com VELCADE® deverá ser monitorizado frequentemente o hemograma completo incluindo contagem de plaquetas.

Gastrointestinais

A toxicidade gastrointestinal, incluindo náusea, diarreia, vómitos e obstipação, é muito frequente com o tratamento com VELCADE®

(ver secção 4.8). Foram observados casos de íleos, pelo que os doentes que apresentem obstipação devem ser cuidadosamente monitorizados.

Hematológicas

O tratamento com VELCADE® é muito frequentemente associado com toxicidade hematológica (trombocitopenia, neutropenia e anemia). A manifestação mais frequente de toxicidade hematológica é trombocitopenia transitória. O nível mais baixo de plaquetas foi alcançado no dia 11 de cada ciclo de tratamento com VELCADE®. Não houve evidência de trombocitopénia cumulativa, incluindo no estudo de extensão de fase II. O nadir da mediana da contagem de plaquetas foi de aproximadamente 40% do valor basal. Em doentes com mieloma avançado a gravidade da trombocitopenia foi relacionada com a contagem de plaquetas anterior ao tratamento: para valores basais de plaquetas <75 000/µl, 90% dos 21 doentes apresentaram uma contagem de plaquetas 25 000/µl durante o estudo, incluindo 14% com contagem <10 000/µl; em contraste, para valores basais de plaquetas >75 000/µl, apenas 14% dos 309 doentes apresentaram uma contagem de plaquetas 25x109/l durante o estudo. A contagem de plaquetas deve ser monitorizada antes da administração de cada dose de VELCADE®. A terapêutica deve ser descontinuada quando a contagem de plaquetas é <25 000/µl e reiniciada com uma dose reduzida após restabelecimento (ver secção 4.2). Os benefícios potenciais do tratamento devem ser cuidadosamente

ponderados em relação aos riscos, particularmente em casos de trombocitopenia moderada a grave e factores de risco para hemorragia.

Neuropatia periférica

O tratamento com VELCADE® é muito frequentemente associado a neuropatia periférica, que é predominantemente sensitiva, embora tenham sido relatados casos de neuropatia motora. A incidência de neuropatia periférica aumenta no início do tratamento e a sua incidência máxima foi observada durante o quinto ciclo.

Recomenda-se que os doentes sejam cuidadosamente monitorizados em relação aos sintomas de neuropatia, tais como a sensação de queimadura, hiperestesia, hipoestesia, parestesia, desconforto ou dor neuropática. Doentes que experimentem novo

episódio ou agravamento da neuropatia periférica podem necessitar de alterações na dose e no esquema posológico de VELCADE®

(ver secção 4.2). A neuropatia tem sido tratada com cuidados de suporte e outras terapêuticas. A melhoria ou resolução da neuropatia periférica foi relatada em 51% dos doentes com neuropatia periférica Grau 2 em estudos de fase III, e em 71% dos doentes com neuropatia periférica de Graus 3 ou 4, ou neuropatia periférica que conduziu à descontinuação do tratamento, em estudos de fase II.

Para além da neuropatia periférica, a neuropatia autónoma poderá também contribuir para algumas destas reacções adversas, tais como hipotensão postural e obstipação grave com íleos. A informação relativa à neuropatia autónoma e a sua contribuição para estes efeitos indesejáveis é limitada.

Convulsões

As convulsões foram descritas pouco frequentemente em doentes sem história prévia de convulsões ou epilepsia. Deve-se ter cuidado especial ao tratar doentes com quaisquer factores de risco para convulsões.

Hipotensão

O tratamento com VELCADE® está frequentemente associado a hipotensão ortostática/postural. A maioria dos efeitos indesejáveis são de natureza ligeira a moderada e são observados ao longo do tratamento. Os doentes que desenvolveram hipotensão ortostática com VELCADE® não apresentavam evidência de hipotensão ortostática antes do tratamento com VELCADE®. A maioria dos doentes

necessitaram de tratamento para a sua hipotensão ortostática. Uma minoria dos doentes com hipotensão ortostática experimentaram síncope. A hipotensão ortostática/postural não foi relacionada de forma aguda à infusão em bólus de VELCADE®. O mecanismo

deste acontecimento é desconhecido embora um dos componentes possa estar associado à neuropatia autónoma. A neuropatia autónoma pode estar relacionada com o bortezomib ou o bortezomib pode agravar uma condição subjacente como a neuropatia diabética.

É aconselhada precaução em doentes com história de síncope a tomarem medicação que possa estar associada a hipotensão; ou em doentes desidratados devido a diarreias ou vómitos recorrentes. O tratamento da hipotensão ortostática/postural pode incluir ajustamentos de medicamentos antihipertensores,rehidratação ou administração de mineralocorticóides e/ou simpaticomiméticos. Os doentes devem ser instruídos a obterem aconselhamento médico no caso de apresentarem tonturas, atordoamento ou sensação de desmaio.

Insuficiência cardíaca

O desenvolvimento ou agravamento de insuficiência cardíaca congestiva tem sido descrito durante o tratamento com bortezomib. No estudo comparativo, aleatorizado, de fase III, a incidência de insuficiência cardíaca no grupo tratado com VELCADE® foi

semelhante à do grupo de dexametasona. A retenção de líquidos pode ser um factor predisponente para os sinais e sintomas da insuficiência cardíaca.

Insuficiência renal

A incidência de efeitos indesejáveis graves é maior em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada, comparativamente a doentes com função renal normal (ver secção 4.8). As complicações renais são frequentes em doentes com mieloma múltiplo. Estes doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e deve ser considerada a redução da dose. Insuficiência hepática

Doentes com insuficiência hepática devem ser tratados com extrema precaução e deve ser considerada uma redução da dose (ver secções 4.2 e 4.3).

Síndrome de lise tumoral

Devido ao facto do bortezomib ser um agente citotóxico e poder matar rapidamente as plasmócitos malignos, podem ocorrer as complicações da síndrome de lise tumoral. Os doentes em risco de síndrome de lise tumoral são aqueles que apresentam elevada carga tumoral antes do tratamento. Estes doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e tomadas precauções apropriadas. Amiloidose

Desconhece-se o impacto da inibição do proteosoma pelo bortezomib em doenças associadas à acumulação de proteínas, tais como a amiloidose. Nestes doentes recomenda-se precaução.

Precauções com certos medicamentos concomitantes

Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quando o bortezomib for administrado em associação com inibidores potentes do CYP3A4 (ex.: cetoconazol, ritonavir), inibidores do CYP2C19 (fluoxetina) ou indutores do CYP3A4 (ex.: rifampicina). Recomenda-se precaução quando o bortezomib é associado a substractos do CYP3A4 e CYP2C19. Em doentes tratados com hipoglicemiantes orais recomenda-se precaução devendo ser confirmada a normalidade da função hepática (ver secção 4.5).

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não foram realizados estudos formais de interacção fármaco-fármaco. Os estudos in vitro indicam que o bortezomib é um inibidor fraco das isoenzimas 1A2, 2C9, 2C19, 2D6 e 3A4 do citocromo P450 (CYP). Com base na contribuição limitada (7%) do CYP2D6 para o metabolismo do bortezomib, não é esperado que o fenotipo do metabolizador lento CYP2D6, afecte a eliminação total do bortezomib.

Durante os ensaios clínicos, foram relatados casos de hipoglicemia e hiperglicemia em doentes diabéticos que estavam a tomar hipoglicemiantes orais. Doentes sob tratamento com antidiabéticos orais e tratados com VELCADE® podem necessitar de monitorização cuidadosa dos seus níveis de glucose no sangue e de ajustamento da dose dos antidiabéticos.

4.6 Gravidez e aleitamento

No que respeita a VELCADE®, não existem dados clínicos sobre gravidezes em que ocorreu exposição ao fármaco. O potencial

teratogénico do bortezomib não está totalmente investigado.

Nos estudos não clínicos, o bortezomib não teve efeitos no desenvolvimento embrionário e fetal dos ratos e coelhos, nas doses maternas toleradas mais elevadas. Os estudos em animais não foram conduzidos para avaliar o parto e o desenvolvimento pós-natal (ver secção5.3).

Homens e mulheres em idade fértil devem usar medidas contraceptivas eficazes durante o tratamento e nos 3 meses após o tratamento com VELCADE®. Se VELCADE® for administrado durante a gravidez, ou se a doente engravidar enquanto estiver a tomar este medicamento, deverá ser informada sobre os potenciais perigos para o feto.

Não é conhecido se VELCADE® é excretado no leite materno. Devido ao potencial para efeitos indesejáveis graves de VELCADE®

nos lactentes, as mulheres são aconselhadas a não amamentarem, durante o tratamento com VELCADE® .

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

VELCADE® pode ter uma influência moderada na capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

VELCADE® pode estar associado a fadiga, tonturas, síncope, hipotensão ortostática/postural, ou visão turva. Portanto, os doentes devem ter cautela quando manobrarem com máquinas ou quando conduzirem veículos.

4.8 Efeitos indesejáveis

Os efeitos indesejáveis incluídos são considerados como tendo pelo menos uma relação causal possível ou provável com VELCADE®

pelos investigadores, durante o estudo clínico de fase III, internacional, aleatorizado, controlado e comparativo de VELCADE® vs. dexametasona, realizado em 663 doentes com mieloma múltiplo em recaída ou refractário, dos quais 331 receberam VELCADE®, em monoterapia. São igualmente referidos quaisquer efeitos indesejáveis adicionais que ocorreram em mais de um caso isolado, relativos a 5 estudos de fase II, não comparativos, em doentes com mieloma múltiplo ou leucemia linfocítica crónica de células B (LLC).

As reacções adversas estão listadas abaixo por classe de sistemas de órgãos e frequência. As frequências estão definidas como: muito frequentes (>1/10), frequentes (> 1/100, <1/10), pouco frequentes (>1/1000, <1/100), raros (>1/10000, <1/1000) e muito raros (<1/10000), incluindo relatos isolados.

Infecções e infestações: Frequentes: Pouco Frequentes:

Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo quistos e polipos): Pouco Frequentes:

Doenças do sangue e do sistema linfático: Muito Frequentes:

Frequentes: Pouco Frequentes:

Doenças do metabolismo e da nutrição: Muito Frequentes:

Frequentes: Pouco Frequentes: Doenças endócrinas: Pouco Frequentes:

Modificação da dose e regime

Nenhuma acção Reduzir para 1,0 mg/m2

Interromper o tratamento com VELCADE® até desaparecerem os sintomas de toxicidade. Quando a toxicidade desaparecer, reiniciar o tratamento com VELCADE® , reduzir a dose para 0,7 mg/m2

e alterar o regime posológico para uma vez por semana. Descontinuar VELCADE®

herpes zóster, pneumonia, bronquite, sinusite, nasofaringite, herpes simplex.

infecção por Candida, gastrenterite, infecção do tracto respiratório superior, infecção por influenza, infecção fúngica, sepsis, infecção do tracto urinário, infecção associada a catéter, infecção por Haemophilus, pneumonia pneumocócica, neuralgia pós herpética, bacteriémia, blefarite, broncopneumonia, infecção por citomegalovirus, mononucleose, varicela.

síndrome de lise tumoral.

trombocitopenia, anemia, neutropenia. leucopenia, linfopenia.

linfadenopatia, neutropenia febril, pancitopenia, anemia hemolítica, purpura trombocitopénica.

diminuição do apetite.

desidratação, hiperglicemia, hipocaliemia.

hipercalcemia, hipercaliemia, hiperuricemia, hiponatremia, hipocalcemia, hipomagnesemia, hipofosfatemia, hipoglicemia, aumento do apetite, caquexia, deficiência de vitamina B12.

Referências

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