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Relatório e Contas Exercício 2015

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Relatório e Contas Exercício 2015

AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços | 1

Índice

I - RELATÓRIO DE GERÊNCIA ... 2 1. INTRODUÇÃO ... 2 1.1. A economia Portuguesa em 2015 ... 2 1.2. A Construção em 2015 ... 4 1.2.1 Habitação ... 5 1.2.2 Não Residencial ... 6 1.2.3 Engenharia Civil... 6 1.3. Perspetivas para 2016 ... 8 1.3.1 Habitação ... 10 1.3.2 Não Residencial ... 10 1.3.3 Engenharia Civil... 10 2. ATIVIDADE ASSOCIATIVA ... 12

2.1. Reuniões e deliberações dos Corpos Sociais ... 12

2.2. Representação da AECOPS a nível nacional e comunitário ... 12

2.3. Exposições... 16

3. ATIVIDADE DOS SERVIÇOS DA ASSOCIAÇÃO ... 17

3.1. Departamento de Comunicação ... 17

3.2. Direção dos Serviços de Economia e Mercados ... 19

3.2.1 Setor de Economia ... 21

3.2.2 Setor de Mercados ... 22

3.3 Direção de Serviços Jurídicos ... 24

3.3.1 Setor de Alvarás ... 25

3.3.2 Setor Jurídico ... 27

3.3.3 Setor de Direito do Trabalho ... 31

3.4. Direção de Serviços Técnicos, Administrativos e de Formação ... 33

3.4.1 Setor Administrativo ... 34

3.4.2 Setor de Engenharia ... 34

3.4.3 Setor de Formação ... 35

3.5. Direção de Serviços Financeiros e de Fiscalidade ... 36

3.5.1 Departamento Financeiro ... 37

3.5.2 Setor de Fiscalidade ... 38

3.6 Delegação Regional do Algarve ... 42

4. QUADRO DE PESSOAL ... 44

II. CONTAS ... 45

RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL ... 46

BALANÇO DE ENCERRAMENTO – 31 DE DEZEMBRO DE 2015 ... 47

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO DE 2015 ... 48

BALANCETE SINTÉTICO DE 2015 (ANTES DE APURAMENTO) ... 49

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I - RELATÓRIO DE GERÊNCIA

1. INTRODUÇÃO

1.1. A economia Portuguesa em 2015

A economia portuguesa está a recuperar de forma lenta e gradual, tendo em conta a dimensão da contração registada nos últimos anos. Após um crescimento de 0,9% em 2014, o PIB aumentou 1,6% em 2015, de acordo com as projeções do Banco de Portugal que antecipam crescimentos de 1,7% e 1,8% nos próximos dois anos.

Em 2015 a procura interna, com uma variação de 2,4%, foi determinante para o crescimento do PIB, com o consumo privado a aumentar 2,7% e a formação bruta de capital fixo 4,8%. As exportações cresceram 5,3%, mas como as importações subiram 7,3% o contributo da procura externa foi negativo.

Detalhando o comportamento do investimento, constata-se que, após um crescimento de 2,8% em 2014, a FBCF terá aumentado 4,8%. Uma recuperação num contexto de quedas muito acentuadas no período 2009-2013, que ascenderam a cerca de 35% em termos acumulados. De acordo com o Banco de Portugal, “importa referir que, no atual período de recuperação económica, o aumento do peso da FBCF no PIB tem sido muito mais moderado do que em anteriores recuperações, o que constitui um fenómeno extensível a outros países desenvolvidos e é um dos fatores explicativos da recuperação mais lenta da atividade económica face a ciclos anteriores. Os períodos de recuperação económica são geralmente caracterizados por um aumento significativo do peso da FBCF no PIB, traduzindo a maior volatilidade do investimento, o que não se tem verificado na mesma medida no atual ciclo económico, devido, em parte, à já referida natureza persistente da redução do investimento em habitação e no investimento público”.

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Neste sentido, a fragilidade da recuperação económica em Portugal resulta do défice de investimento, em particular, do investimento público e em habitação.

No que diz respeito às condições no mercado de trabalho observou-se uma melhoria ao longo do ano de 2015, com um aumento de 1,1% do emprego total e uma redução na taxa de desemprego, que se situou em 12,4% em 2015 (647 mil pessoas desempregadas) contra 13,9% em 2014 (726 mil pessoas desempregadas).

Mais moderada foi a evolução do emprego do setor da Construção, o qual aumentou para 277,5 mil trabalhadores em 2015, contra 275,8 no ano anterior, registando um crescimento anual de +0,6%. Por outro lado, a variação do índice de preços no consumidor situou-se nos 0,6%.

Verifica-se uma redução do crédito e um aumento das dificuldades de financiamento da economia, como consequência da crise do sistema bancário em Portugal. Uma crise que em 2015 conheceu um novo agravamento com o efeito combinado da resolução do BANIF, do fracasso da venda do Novo Banco e da sua capitalização através das perdas dos grandes investidores detentores de dívida sénior do antigo BES. Este conjunto de eventos acentuou a desconfiança na solidez do sistema financeiro, o que se repercute na descapitalização dos bancos por via da evolução bolsista das suas ações.

Em 2015 o crédito concedido às empresas em Portugal decresceu 10% face a 2014, 16% face a 2013 e 27% em relação a 2011. Na Construção as quebras foram de -10%, -20% e -39%, respetivamente, face a 2014, 2013 e 2011.

Contrariando a dinâmica de redução do crédito às empresas, nos primeiros dez meses de 2015 verificou-se, face ao período homólogo, um acréscimo significativo de 71%, no volume de crédito concedido para o financiamento de novos contratos à habitação. Uma variação muito elevada e que importa contextualizar, desde logo, porque o crescimento de 2015 não resulta fundamentalmente do dinamismo da conjuntura mas sim da queda anormal no crédito à habitação dos últimos anos. Em termos agregados, considerando o conjunto dos empréstimos e não apenas os novos contratos, o volume do crédito à habitação decresceu 3% de 2014 para 2015.

Subsiste um elevado nível de endividamento da economia portuguesa que condiciona a capacidade de relançamento da atividade económica, apesar de se ter verificado uma redução do endividamento do setor não financeiro de 407% do PIB, em setembro de 2014, para 392,8% do PIB, em setembro de 2015.

Detalhando, constata-se que o endividamento do setor público atinge os 165% do PIB, o dos particulares 81% e o das empresas 146%. Por outro lado, a dívida das empresas da construção e do imobiliário corresponde a 21% do total do endividamento empresarial.

Por último, assinale-se que houve uma evolução favorável ao longo de 2015 relativamente às insolvências de empresas, que, de 4.533 registadas em 2014, se reduziram para 4.354 em 2015, refletindo uma redução de 3,9%. Do total apurado em 2015, cerca de 17% corresponderam a empresas do setor da construção (758 entidades), o que traduziu um decréscimo de 19% face a 2014.

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PREVISÕES PARA A ECONOMIA PORTUGUESA

TAXAS DE VARIAÇÃO ANUAL EM VOLUME (%)

2014 2015 (E) 2016 (P) European Economy INE European Economy INE European Economy PIB 0,9 0,9 1,7 1,5 1,7 Investimento (FBCF) 2,8 2,5 5,6 5,2 3,9 IHPC (%) -0,2 0,5 1,1 Construção (%) (a) -4,5 3,0 2,5

(E) – Estimativa; (P) - Previsão

Fontes: European Economy, outono 2015; INE (Contas Nac. Trim. –III Trim 2015); FEPICOP (a) Evolução do Valor Bruto de Produção da Construção – FEPICOP

1.2. A Construção em 2015

De acordo com a informação disponibilizada pelo INE e referente aos três primeiros trimestres de 2015, a FBCF em Construção estava a crescer 4,7% em relação ao período homólogo de 2014 e o VAB das empresas de construção tinha aumentado 4,6%.

A informação disponível aponta para que a produção no setor da Construção se situe nos 11,4 mil milhões de euros, correspondendo a uma variação real de 3% em 2015, tal como é avançado pelas previsões de outono da Comissão Europeia. De referir que o desempenho do Setor deverá ser claramente superior às previsões iniciais, de 1,5%, avançadas tanto pela Comissão Europeia, na primavera de 2015, como pela FEPICOP, no final de 2014.

Para este desempenho acima do esperado contribuiu, decisivamente, o comportamento do segmento residencial, com o aumento da procura global no segmento imobiliário à escala europeia, em particular por grandes fundos de investimento e investidores institucionais, conduzindo em Portugal a uma valorização dos ativos que suporta o relançamento da Construção.

Em 2015 e após um longo período de recessão, o emprego na Construção aumentou 0,6% face ao ano anterior, com uma média de 277,5 mil trabalhadores, não obstante a produção do Setor ter aumentado os referidos 3,0% em termos reais, com todos os seus segmentos a evoluírem de forma positiva. Esta evolução traduz o facto de as empresas ainda terem uma estrutura produtiva sobredimensionada para o nível de atividade no mercado interno e de, simultaneamente, se ter registado o regresso de alguns trabalhadores deslocados, como resultado do abrandamento da atividade internacional.

Por seu turno, o desemprego oriundo do Setor decresceu em 2015 face ao ano anterior, em linha com a evolução do desemprego total registado. No final de dezembro e de acordo com os dados disponibilizados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), eram 63 mil os

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desempregados oriundos da Construção inscritos nos centros de emprego, num total de 495,4 mil desempregados (12,7% do total).

A evolução da conjuntura foi acompanhada por um acréscimo no consumo de cimento (+ 6,6%, em termos homólogos, até setembro) e marcada por um mercado imobiliário dinâmico, que impulsionou o segmento da Habitação, em particular os trabalhos de reabilitação e manutenção, mas também a construção nova. Ainda assim, apesar da evolução positiva da conjuntura, quase 760 empresas de construção declararam insolvência (907 ao longo do ano anterior) e o crédito bancário ao setor da Construção caiu cerca de 9% (-14% durante 2014).

De acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal, o stock de crédito concedido pelo sistema financeiro às empresas de construção ascendia a 14,3 mil milhões de euros no final de outubro de 2015, -8,8% face ao período homólogo, uma quebra menos intensa do que a verificada para a totalidade das empresas privadas (-10,1%). De assinalar que o montante de crédito mal parado do Setor ascendia, no mesmo mês, a 4,6 mil milhões de euros, o que refletia um crescimento de 3,4% face ao montante registado em igual mês de 2014.

1.2.1 Habitação

Em 2015, a produção no segmento Residencial atingiu os 2,7 mil milhões de euros e aumentou 5,0%, a primeira evolução positiva dos últimos 14 anos. Durante os 13 anos anteriores, a queda acumulada neste segmento tinha atingido os 70%, em termos reais.

Para contextualizar o desempenho do mercado da Habitação, importa referir que, apesar do crescimento de 5%, o volume de produção continua muito reduzido, nomeadamente, 6% e 38% abaixo, respetivamente, dos níveis de 2013 e 2011. Por outras palavras, em 2015 a produção no segmento residencial ficou 1,7 mil milhões de euros abaixo do nível de 2011, um ano negro na construção Residencial.

A recuperação no segmento habitacional está em linha com o melhor desempenho do mercado imobiliário, que conduziu a um aumento das vendas e de arrendamento de habitação, com a procura pelos estrangeiros a representar um papel importante nesta nova dinâmica.

Como consequência do aumento da procura, verificou-se uma redução no stock de alojamentos para venda e arrendamento e, portanto, um incentivo ao investimento, particularmente acentuado no segmento da manutenção / reabilitação.

A produção nos trabalhos de manutenção e reabilitação atingiu, em 2015, os 970 milhões de euros e cresceu 8% face ao ano anterior. De referir que o nível de atividade neste segmento atingiu o valor mais elevado dos últimos seis anos.

Entretanto, no caso da construção residencial nova, a inversão do ciclo recessivo é visível no comportamento do licenciamento, que recupera depois de 15 anos consecutivos em queda. De facto, até ao final de novembro de 2015 tinham sido licenciados 7.413 novos fogos, o que reflete um aumento de 18,7% face ao período homólogo. Por outro lado, o número de fogos concluídos, até setembro 2015, continua em queda, com apenas 5,9 mil alojamentos terminados, refletindo uma queda de 27,5% em termos homólogos.

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Em 2015, a construção de habitações novas rondou os 1,7 mil milhões de euros, correspondendo a uma variação de 3,4% face ao ano anterior.

1.2.2 Não Residencial

Em 2015 a produção no segmento dos Edifícios Não Residenciais ultrapassou ligeiramente os 3 mil milhões de euros e aumentou 5,1% em relação ao ano anterior. Por outro lado, 2015 marca um ponto de viragem, pois correspondeu ao primeiro ano com uma variação positiva desde o início da crise financeira internacional. Recorde-se que, entre 2008 e 2014, a quebra acumulada da produção rondou os 2 mil milhões de euros, correspondendo a uma contração real no mercado de cerca de 45%.

A expansão deste segmento de mercado foi liderada pelo investimento privado. A melhoria na conjuntura resultou do efeito conjugado da existência de liquidez nos mercados financeiros e de baixas taxas de juro com uma subvalorização dos ativos imobiliários em Portugal, resultado do processo de ajustamento dos últimos anos. Estavam, assim, reunidas condições favoráveis para uma rápida valorização dos preços dos ativos em Portugal e para a concretização de mais-valias pelos investidores. Como consequência, em 2015 o País entrou definitivamente no radar dos investidores internacionais e daí o elevado volume de imóveis transacionados.

O investimento privado não residencial atingiu os 1,9 mil milhões de euros em 2015, correspondendo a uma variação de 7% face ao ano anterior.

Considerando a evolução do licenciamento de edifícios e construções não residenciais, constata-se que, até novembro de 2015, tinham sido licenciados 1,7 milhões de metros quadrados, -3,4% do que no período homólogo de 2014, com crescimentos muito significativos no comércio e escritórios, +23%, na área dos transportes e logística, +131%, e em edifícios de uso “não mercantil”, +7,8%. Em contrapartida, verificou-se uma queda muito acentuada no turismo (-34%), na indústria (-10%) e na agricultura (-3,4%), justamente os segmentos mais dinâmicos dos últimos anos.

O investimento não residencial público superou ligeiramente os 1,1 mil milhões de euros, mais 2% que em 2014. Um investimento com apoio dos fundos comunitários, que acelerou como resultado da necessidade de concluir, até ao final do ano, os projetos financiados ao abrigo do anterior QREN, o quadro comunitário de apoio 2007 – 2013.

1.2.3 Engenharia Civil

Em 2015, o volume de produção na Engenharia Civil atingiu os 5,6 mil milhões de euros, um valor nominal idêntico ao de 2014, mas que, em termos reais, representa um acréscimo real de 1%, considerando uma provável redução de 1% no índice de custo de construção das empreitadas. O valor dos contratos públicos celebrados decresceu 37% face a 2014 e 36% em relação ao período 2012 – 2014, os anos mais duros da crise em Portugal na sequência do processo de ajustamento da Troika, e que foi marcado por cortes muito acentuados no investimento, em geral, e no investimento público, em particular.

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O valor total dos concursos promovidos atingiu os 1.245 milhões, menos 310 milhões de euros que no ano anterior, correspondendo a uma quebra de 20%.

Na análise mais detalhada que a AECOPS desenvolveu sobre o comportamento do mercado de obras públicas identificaram-se as seguintes tendência de evolução do segmento de Engenharia Civil em 2015:

1. O colapso do mercado de obras públicas em 2015. O volume de contratos ficou abaixo dos mil milhões de euros, 986 mil milhões, correspondendo a menos de 0,6% do valor do PIB, um novo mínimo histórico, que trava o crescimento do investimento, do emprego e da economia;

2. A reduzida dimensão dos contratos celebrados e a ausência de projetos e investimentos estruturantes. Inesperadamente, em 2015 não foi celebrado nenhum contrato superior a 15,5 milhões de euros e os dois maiores contratos do ano resultaram da adjudicação de duas escolas nos Açores;

3. A diminuição do investimento foi particularmente significativa na área dos transportes e da hidráulica, respetivamente, com quebras de 45% e de 66% no volume de contratos celebrados face ao ano anterior;

4. O mercado de obras públicas bateu no fundo, retrocedeu para níveis mínimos históricos e foi alimentado quase exclusivamente por obras locais de dimensão muito reduzidas, indispensáveis para resolver problemas urgentes e pontuais, com o valor médio dos contratos a rondar os 89 mil euros;

5. Menos donos de obra ativos. O número de entidades que celebraram contratos públicos reduziu significativamente. Em 2015, só adjudicaram obras 1.045 entidades, menos 21% que no ano anterior, correspondendo a menos 300 donos de obras a contratar no mercado. Por outro lado, cada dono de obra celebrou, em média, cerca de 11 contratos, que, em conjunto, não atingiram 1 milhão de euros (943 milhões), correspondendo a uma quebra de 20%, em relação ao ano anterior, no valor médio adjudicado por dono de obra;

6. Forte aumento do peso relativo dos ajustes diretos no processo de contratação, uma mudança com efeitos no funcionamento do mercado e nas condições de concorrência. Em 2015, cerca de 346 milhões de euros de obras foram contratadas em regime de ajuste direto, cerca de 35% do total contra 23% no ano anterior;

7. Os efeitos regionais da redução do investimento público foram diferenciados. Na Região Autónoma dos Açores (+93%) e nos distritos de Setúbal (+38%), Viana do Castelo (+14%) e Lisboa (+7%) o volume de investimento contratado aumentou. Ao invés, o volume de investimento decresceu mais de 50% em seis distritos, nomeadamente, em Beja (-88%), Vila Real (-69%), Portalegre (-67%), Évora (-57%), Viseu (-52%) e Porto (-50%);

8. Acréscimo da concorrência no mercado de obras públicas e uma forte redução no volume da contratação por empresa. Em 2015, o volume de contratos decresceu 600 milhões de euros, -37% em relação ao ano anterior, mas o número de empresas que celebrou contratos manteve-se estável, em torno das 3.200. Como consequência, o valor médio contratado por

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empresa decresceu 42%, passando de 488 mil euros, em 2014, para apenas 314,6 mil, em 2015;

9. Ameaça de agravamento da crise no Setor e de uma nova onda de insolvências. A redução de 33% no valor médio dos contratos de obras públicas por empresa em 2015, se não for compensada rapidamente pela inversão da tendência com um aumento significativo no investimento público, não deixará de induzir uma nova onda de insolvências com origem no segmento das obras públicas, contrariando as perspetivas de recuperação do Setor dinamizadas pelo investimento privado no Imobiliário, em Habitação e no Não Residencial.

CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS

VALOR BRUTO DE PRODUÇÃO Taxas de variação anual (%)

2014 (E) 2015 (E) 2016 (P) EDIFÍCIOS -7,8 5,0 3,5 Residenciais -10,0 5,0 4,0 Não Residenciais -5,7 5,1 3,1 Particulares -2,0 7,0 4,0 Públicos -11,0 2,0 1,5 Engenharia Civil -1,0 1,0 1,5 VBP DO SETOR -4,5 3,0 2,5 Fonte: FEPICOP

1.3. Perspetivas para 2016

Se não se assistir a um agravamento da crise internacional, com o aumento da incerteza nos mercados financeiros internacionais e os seus eventuais efeitos na economia portuguesa e no sistema bancário, para 2016 perspetiva-se uma evolução na continuidade e a consolidação lenta e gradual da recuperação do Setor, em linha com a evolução da economia portuguesa e com as restrições ao investimento, nomeadamente ao investimento público.

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As projeções conhecidas para a economia portuguesa para 2016 apontam para um crescimento do PIB em redor de 1,7%, uma evolução ligeiramente inferior à da média da zona euro, que, segundo as previsões da Comissão Europeia, deverá crescer em redor de 1,8%.

O mercado de trabalho deverá recuperar ligeiramente, com um aumento do número de pessoas empregadas, +0,8% de acordo com as previsões da Comissão Europeia, e diminuição da taxa de desemprego, a qual, ainda segundo a mesma fonte, deverá reduzir-se dos 12,6% em 2015 para 11,7% em 2016.

Neste contexto, as perspetivas para a evolução da atividade da Construção são positivas, embora um pouco mais moderadas do que em 2015.

Admitindo, por um lado, a continuação do dinamismo no mercado imobiliário e, por outro, que os fundos comunitários inscritos no Portugal 2020 podem ser mobilizados atempadamente, designadamente, para contrabalançar a forte queda da contratação pública ocorrida em 2015, as previsões para 2016 apontam, tal como se pode observar no quadro anterior, para:

- Um volume total de produção na Construção de 11,7 mil milhões de euros, representando um aumento de 2,5% face a 2015 e um crescimento acumulado de 5,6% em dois anos;

- A manutenção da tendência de evolução favorável em todos os segmentos de atividade, com uma variação de 4,0%, 3,1% e 1,5%, respetivamente, nos segmentos Residencial, Não Residencial e Engenharia Civil.

Fonte: FEPICOP; (E) Estimativa, (P) Previsão

0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 (E) 2016 (P) Ín d ic e

Produção da Construção por segmentos de atividade

(Índice: 2001 = 100)

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1.3.1 Habitação

Para 2016 as previsões apontam para um crescimento do produto do segmento da construção Residencial em redor dos +4,0%, após uma evolução de +5,0% registada em 2015. A componente deste segmento que se espera que venha a revelar um maior dinamismo é a dos trabalhos de reparação/reabilitação, com uma evolução de +6,9%, enquanto a da construção nova de habitação deverá crescer 2,4% em termos reais.

Esta expetativa favorável resulta, essencialmente, do dinamismo que o setor Imobiliário tem revelado nos anos mais recentes, com a evolução muito positiva do número de transações no mercado, em muitos casos de fogos não novos, que têm exigido um volume acrescido de trabalhos de reparação/reabilitação, com vista a adaptá-los a uma nova ocupação.

A confirmar este dinamismo do mercado, os valores divulgados pelo Banco de Portugal sobre as novas operações de crédito para aquisição de habitação revelam um crescimento de 70%, em termos homólogos, até outubro de 2015.

Também os dados divulgados pelo INE e relativos ao número de fogos novos habitacionais licenciados (com um crescimento de 19% em 2015) confirmam as expetativas positivas para a evolução da produção do segmento da Construção Nova em 2016.

1.3.2 Não Residencial

O segmento da Construção Não Residencial voltará a registar um crescimento da sua produção em 2016 (+3,1% em volume), essencialmente assente no desempenho favorável da sua componente privada (+4,0, em termos reais), já que a evolução da produção de edifícios não residenciais públicos deverá ser mais moderada, em redor de +1,5%.

No que respeita à construção de novos espaços não residenciais privados, os indicadores disponíveis, nomeadamente as áreas licenciadas por destino de edifício, apontam para crescimentos nas áreas destinadas a comércio e escritórios, transportes e logística e a uso não mercantil, por contraponto com as áreas destinadas ao turismo, indústria e agricultura, as quais denotam quebras sensíveis no investimento que lhes é dirigido.

Já a componente pública da construção de Edifícios Não Residenciais manter-se-á, em 2016, limitada por restrições orçamentais, traduzidas em níveis reduzidos de investimento público. Segundo as previsões da Comissão Europeia, o peso do investimento público no PIB deverá reduzir-se de 2,1% em 2015 para apenas 2,0% em 2016, o que não traduz uma perspetiva favorável para a sua evolução em termos absolutos.

1.3.3 Engenharia Civil

À semelhança do estimado para 2015, também as previsões para 2016 apontam o segmento da Engenharia Civil como sendo o menos dinâmico do setor da Construção, com um crescimento do volume da sua produção em redor de +1,5%, beneficiando da execução de investimentos ao abrigo do Programa Portugal 2020.

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Em contrapartida e limitando a expansão da produção deste segmento de atividade, os valores relativos ao investimento público na área das obras de Engenharia Civil e traduzidos em adjudicações de empreitadas de obras públicas, apurados ao longo de 2015, refletem uma expressiva quebra de 37% face a 2014.

Assim e embora 2016 se apresente como um ano de grande incerteza em termos de enquadramento macroeconómico, espera-se que a atividade do setor da Construção volte, em termos globais, a registar um crescimento, que se antecipa que possa atingir os 2,5% em termos reais.

CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS

Evolução dos principais indicadores - Variações homólogas (%)

2011 2012 2013 2014 2015 Fontes e Observações

Consumos

Cimento -15,6 -26,7 -22,9 -9,5 6,5

(2015: Estimativa)

Emprego - -18,9 -19,3 -4,4 0,6

"INE: Inq. Emprego" (2011 - Nova série Var. Homol. Não disponíveis )

Nível de Atividade Global -50 -66 -60 -35 -21 "Associações do Setor"(1) (2015- até junho)

Crédito à habitação

Novas Operações de empréstimos p/habitação -52,0 -60,1 5,9 12,9 70,6

"Banco de Portugal" (2015 - Jan. a outubro)

Licenças para construção -10,0 -17,0 -21,5 -5,2 -4,5

"INE"

Fogos novos para habitação -30,9 -34,7 -33,8 -8,1 18,7

Outros trabalhos para habitação (3) 3,2 -8,4 -23,5 -10,1 -12,0

Fogos novos concluídos para habitação -27,2 7,5 -31,3 -45,9 -27,5 "INE" -Estimativas (nova série)

(2015 - Até Set.)

Nível de atividade da construção de edifícios -55 -68 -70 -42 -26 "Associações do Setor"(1)

(2015- até junho)

Concursos Públicos (Valor) "Associações do Setor"(2)

Abertos -29,7 -44,4 -1,2 -4,8 -19,9

Adjudicados 13,9 -51,6 0,3 27,7 -37,0

Nível de atividade Obras Públicas -41 -61 -41 -20 -9 "Associações do Setor"(1)

(2015- até junho)

Perspetivas de produção -35 -53 -38 -19 -8 "Associações do Setor"(1) (2015- até junho)

Perspetivas de emprego -50 -61 -58 -31 -21 "Associações do Setor"(1)

(2015- até junho)

(1) Resultados dos Inquéritos Mensais à atividade (Saldos de Respostas Extremas) (2) Taxas de variação a preços constantes.

(3) Inclui trabalhos de ampliação, transformação, restauração e demolição

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2. ATIVIDADE ASSOCIATIVA

Em 31 de dezembro de 2015, a AECOPS contava com 2826 empresas associadas, das quais 1954 em situação de suspensão temporária, representando um decréscimo de 11,4% dos sócios com a situação regularizada relativamente a 2014.

2.1. Reuniões e deliberações dos Corpos Sociais

No que respeita à atividade dos corpos sociais, em 2015 realizaram-se, em segunda convocatória, duas reuniões da Assembleia Geral da AECOPS para apreciação, discussão e votação dos seguintes assuntos: relatório e contas do exercício de 2014 (em 23 de março); renúncia de membros dos corpos sociais das delegações regionais encerradas; alteração ou manutenção dos valores da tabela de quotização para 2016, votação do projeto do orçamento ordinário da AECOPS para 2016; plano de reestruturação da AECOPS: ponto da situação e autorização para alienação de imóveis (em 14 de dezembro).

Previamente a tais reuniões, o Conselho Fiscal reuniu por 2 vezes: em 12 de março, para apreciação do relatório da gerência e das contas apresentado pela Direção e respeitante ao exercício de 2014, para elaborar o relatório e parecer do Conselho Fiscal respeitantes ao exercício de 2014; e em 30 de novembro, para analisar a síntese do balancete global da Associação até ao mês de setembro, propor a isenção de joia e discutir a alteração ou manutenção dos valores da tabela de quotização da AECOPS para 2016, apresentar a proposta de orçamento da AECOPS para 2016 e discutir novas medidas de viabilização da Associação, nomeadamente, contratos com os trabalhadores e venda de imóveis.

Por seu turno, a Direção da Associação reuniu por 4 vezes, dando continuidade à política de reestruturação da Associação, que continuou a implicar uma política de contenção de custos relativamente a despesas com fornecedores, levada a efeito desde 2012 e ao longo dos anos seguintes 2013, 2014 e 2015, com especial relevância para os acordos de redução de horários de trabalho, e correspondente redução das remunerações, celebrados com os trabalhadores da AECOPS.

A Comissão Executiva realizou 9 reuniões, procedendo ao despacho do expediente e definição de medidas de gestão da sua responsabilidade, tendo acompanhado em cada reunião a situação de tesouraria da AECOPS e, pelo menos trimestralmente, as previsões da situação financeira, contendo o ponto da situação da despesa e da receita. A Comissão Executiva deu igualmente seguimento à preparação do orçamento da AECOPS, que apresentou à Direção, e deliberou sobre medidas de redução de custos da Associação.

2.2. Representação da AECOPS a nível nacional e comunitário

O Presidente e outros membros da Direção representaram a AECOPS em vários eventos e participaram em ações, seminários e reuniões sobre temas relacionados com o setor da Construção e o associativismo, nomeadamente:

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 Conferência "Futuro da Construção" do Jornal Construir, com a participação do Presidente da Direção da AECOPS como orador num dos painéis;

 Reunião com a Direção do Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina (IPDAL);

 Apresentação do Prémio Nacional da Reabilitação Urbana;

 Conselho Estratégico do Salão Imobiliário de Portugal (SIL), tendo participado na votação para o Prémio Personalidade.

 Reunião com a ANETTA - Associação Nacional das Empresas e Técnicos de Trabalhos Verticais e em Altura;

 Reunião com a Direção da Vida Imobiliária, com quem a AECOPS celebrou uma parceria de colaboração na “Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa”;

 Entrevista do Presidente da Direção da AECOPS à revista “Edifícios e Energia”;

 Cerimónia de apresentação pública do projeto de Reordenamento da Plataforma Multimodal do Porto de Lisboa;

 Reunião com a Direção da PSAT – Associação para a Promoção de Segurança de Activos Técnicos, que convidou a AECOPS a integrar o respetivo Conselho Consultivo;

 Encontro com responsáveis pelos Transportes na Noruega, em representação da CPCI -Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, com uma apresentação a cargo da Diretora Geral da AECOPS;

 Painel de debate, no âmbito do “TTIP: Diálogo entre Parceiros”, sobre serviços e proteção dos consumidores, organizado em colaboração com a Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus e o Gabinete de Informação do Parlamento Europeu;

 Versão final do “Compromisso para o Crescimento Verde”, com a apresentação de contributos, subscrição do respetivo documento quando apresentado publicamente e nomeação de representante da FEPICOP-Federação Portuguesa da Indústria da Construção e das Obras Públicas nos grupos de trabalho Cidades e Territórios, Energia e Clima, Resíduos, Financiamento e Contratação Pública;

 “Semana de Reabilitação Urbana de Lisboa”, com participação na sessão de apresentação da SRU e em duas conferências: “O Arrendamento como base de uma sociedade mais dinâmica”, onde o Presidente da Direção da AECOPS integrou a mesa redonda sobre os temas “Os novos instrumentos de incentivos à Reabilitação e ao Arrendamento” e “Solos, reabilitação e periferias", tendo a Associação participado também no painel de debate sobre “Cidades para Portugal do século XXI”;

 Conferência de imprensa de apresentação da BATIMAT, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa para divulgação da feira;

Reunião com a Direção da Associação Portuguesa de Seguradores, na tentativa de encontrar uma forma alternativa de calcular o preço de construção da habitação por metro quadrado;  Reunião e resposta a questionários da consultora Ernst & Young sobre a Diretiva Atrasos nos

Pagamentos;

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 Seminários em Lisboa (dois) e em Faro (um) sobre a Nova Lei dos Alvarás, realizados pela Associação em colaboração com o InCI, I.P., actual IMPIC, I.P., nos quais as apresentações da AECOPS estiveram a cargo da Diretora Geral;

 Reunião com a Direção da Ordem dos Arquitectos - Secção Regional do Sul, sobre proposta de parceria para desenvolvimento de um simulador de custos de obra destinado ao público em geral;

 Cerimónia de entrega dos “Prémios Construir”, com a entrega pelo Presidente da Direção de um dos galardões;

 Seminário-debate e jantar de comemoração dos 40 anos da APPC - Associação Portuguesa de Projectistas e Consultores;

 Cerimónia de lançamento do documento "Caderno de Síntese Tecnológica de Reabilitação de Edifícios", pela PTPC - Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção;

 Cerimónia de Ratificação do Termo de Reciprocidade, no âmbito do Protocolo assinado no dia 29 de setembro, em Brasília, entre a Ordem dos Engenheiros e o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) do Brasil.

Em 2015, a AECOPS manteve uma colaboração ativa com a atividade do CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul, onde tem representantes no Conselho de Administração, na Comissão de Fiscalização e no Conselho Técnico-Pedagógico, e com a atividade da CERTIEL – Associação Certificadora das Instalações Eléctricas, da qual é associada fundadora e onde mantem um lugar na respetiva Direção.

A Direção da CPCI-Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário continuou a acompanhar o cumprimento dos vários itens constantes do compromisso assinado com o Governo em março de 2013 e sobre o próximo Quadro Estratégico Comum e as prioridades a apresentar para o período de Programação 2014-2020, tendo a Direção da AECOPS mantido a sua participação na atividade desta Confederação, designadamente e entre outros aspetos:

- a elaboração de comentários ao documento do Partido Socialista “Uma década para Portugal”;

- o desenvolvimento do documento da CPCI “Vencer o Desafio do Crescimento e do Emprego - Contributo da Construção e do Imobiliário”, apresentado ao Governo;

- integração no grupo de trabalho SMARTCITIES integrado na Green Business Week, bem como nas Comissões de Acompanhamento do Arrendamento Urbano, da Fiscalidade e da Habitação Social, no âmbito da Comissão Nacional da Habitação.

No que respeita ao acompanhamento dos assuntos a nível europeu, o Presidente da Direção da AECOPS manteve-se como Vice-Presidente na Direção da FIEC – Federação da Indústria Europeia da Construção, tendo participado nas reuniões da Direção, do Conselho de Presidentes e do grupo de trabalho “Estratégias de comunicação externa” (que se realizaram com uma periodicidade, aproximadamente, trimestral), bem como no Congresso Anual da FIEC, que decorreu em Bruxelas, de 4 a 6 de junho, e cujo tema, a Competitividade, foi discutido em duas conferências, uma focando os fatores sócio-económicos e outra as questões técnicas.

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A colaboração da AECOPS com a FIEC foi mantida ao longo do ano, acompanhando os temas mais relevantes, nomeadamente:

- resposta a questionário sobre regulação dos produtos da construção; - aspetos e questões da travessia de fronteiras;

- contratação publica europeia;

- proposta de diretiva “Single member private limited liability companies”;

- Plano de Investimento Juncker e Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (EFSI); - elaboração de informação estatística de Portugal para o relatório anual da FIEC;

- trabalho desenvolvido pelos grupos temáticos no âmbito do “Construção 2020”; - projetos piloto sobre clima e ambiente, eficiência de recursos e matérias primas; - grupo de trabalho “Ética”;

- grupos de trabalho Habitação e Fórum Europeu da Habitação e Infraestruturas; - estudo para avaliação da Diretiva Atrasos nos Pagamentos 2011/007;

- grupo de trabalho de contratação eletrónica; - consulta sobre a Diretiva Eficiência Energética;

- Infraestruturas e financiamento - consulta ao documento sobre transporte (2011 White Paper);

- política de mercado único europeu;

- avaliação da legislação europeia de saúde e segurança; - parcerias público-privadas;

- emprego e mobilidade laboral;

- projeto de uniformização de aptidões na Construção; - workshop sobre eficiência dos recursos;

- preços anormalmente baixos;

- trabalhar em segurança com maquinaria;

- consulta da Comissão Europeia aos parceiros sociais sobre mobilidade laboral;

- 10 propostas para lidar com as alterações climáticas, na conferência “Climate Change Construction Solutions”;

- Plataforma europeia tendo em vista o combate ao trabalho clandestino.

A Diretora Geral da AECOPS acompanhou, através do envio e troca de informações e apresentações, as reuniões da ECO-PLEN, na FIEC, sobretudo os assuntos respeitantes à transposição das novas diretivas sobre Contratação Pública.

Foi igualmente muito relevante a informação que consta das publicações anuais da FIEC sobre a atividade da Construção na Europa, relatório anual e os números da atividade, a qual é trabalhada pelos Serviços da Associação e divulgada aos associados.

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2.3. Exposições

Os problemas com que as empresas associadas se debateram durante o ano de 2015 e as posições da Associação sobre medidas necessárias à sua resolução foram levados pela Direção ao conhecimento dos responsáveis políticos. Com efeito, a AECOPS elaborou um conjunto de exposições, pareceres e pedidos de esclarecimento sobre matérias que ao longo do ano afetaram o desenvolvimento da atividade das empresas da Construção e que enviou às entidades competentes, por vezes juntamente com a AICCOPN, outras vezes no âmbito da FEPICOP, tendo algumas sido objeto de acolhimento e das quais se destacam as enviadas às seguintes entidades: Ao Ministro da Economia:

 insistência na adoção, no território do continente, de um regime excecional aplicável aos contratos de empreitada de obras públicas prevendo a liberação integral da caução um ano após a receção provisória da obra e a redução do valor da caução de 5% para 2% do preço contratual; solicitação de prorrogação do regime de redução do valor da caução que vigorou na Região Autónoma dos Açores até 31 de dezembro de 2014;

 solicitação do reforço no apoio à internacionalização das empresas e criação de instrumentos de cobertura de risco na exportação de bens e serviços;

 solicitação da criação de instrumentos que assegurem a cobertura do risco de crédito em contratos de empreitada de obras públicas (linha de crédito de apoio à tesouraria e fundo de maneio das empresas portuguesas em Angola;

Ao InCI, I.P., actual IMPIC, I.P.:

 comentários à proposta de Lei das Plataformas Eletrónicas, na sequência da consulta publica lançada no Portal do Governo;

 documento com o elenco dos principais aspetos a alterar no CCP-Código dos Contratos Públicos;

 duas exposições a solicitar a urgente atualização dos alvarás das empresas e o esclarecimento e resolução do assunto junto das entidades públicas adjudicantes, na sequência da eliminação da habilitação de empreiteiro geral e da alteração da 4.ª Categoria pela Lei n.º 41/2015, de 3 de junho;

 exposição manifestando discordância com os valores das taxas devidas pelos procedimentos de concessão e elevação de classe de alvará de empreiteiro de obras públicas e de alvará de empreiteiro de obras particulares, bem como de concessão de novas subcategorias de alvará de empreiteiro de obras públicas e da taxa anual pelo exercício da atividade de construção em território nacional, constantes da Portaria n.º 261-A/2015, de 27 de agosto;

 pedido de esclarecimento quanto ao procedimento a adotar quanto aos titulares de Certificados de Aptidão Profissional não mencionados no Anexo II da Lei n.º 31/2009, de 3 de julho, na redação dada pela Lei n.º 40/2015, de 1 de junho, e no Anexo I da Lei n.º 41/2015, de 3 de Junho;

 pedidos de informação e insistências sobre processos de empresas associadas pendentes para análise e de urgência na emissão das guias para pagamento das taxas iniciais dos processos instruídos ao abrigo da Lei n.º 41/2015;

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 solicitação do entendimento do Instituto quanto a diversas questões surgidas no âmbito das Leis n.ºs 40/2015 e 41/2015 e da Portaria n.º 261-A/2015;

A outras entidades:

 à Ministra de Estado e das Finanças, solicitando a prorrogação até 31 de março do prazo limite para a comunicação dos inventários das empresas;

 ao Primeiro Ministro, sobre a paralisação do Setor na sequência do atraso na publicação da Lei Orgânica do IMPIC, I.P.;

 ao Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território e Energia, das propostas de alteração ao documento “Compromisso para o Crescimento Verde”;

 a um deputado português do Parlamento Europeu, solicitando apoio no reforço à competitividade global das indústrias europeias, na sequência do lançamento do BAII - Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas e das alterações geoestratégicas;

 às Câmaras Municipais, da relação de preços médios de referência por metro quadrado de construção relativos ao ano 2015, estimados pela FEPICOP;

 ao IHRU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, IP, de comentários da FEPICOP sobre o documento “Estratégia Nacional de Habitação: Desafios e Mudanças”;

 ao Ministro do Planeamento e das Infraestruturas do novo Governo, solicitando uma audiência para abordar perspetivas de concretização e desenvolvimento do plano de investimentos para a Europa.

3. ATIVIDADE DOS SERVIÇOS DA ASSOCIAÇÃO

3.1. Departamento de Comunicação

Ao longo de 2015, o Departamento de Comunicação (DC) deu continuidade à elaboração e expedição das newsletters concebidas pelos seus serviços, designadamente, a “Newsletter AECOPS” (35 números) e a “Newsletter Circulares” (12 números), estas últimas acompanhadas pelo calendário fiscal do mês, tendo sido emitidas, no primeiro caso, sempre que o volume e a importância das notícias o justificaram e, no segundo caso, mensalmente.

No período em causa, o DC prosseguiu com a revisão, formatação, paginação, disponibilização online e envio para as empresas associadas das circulares AECOPS, tendo sido responsável pela elaboração de 2 circulares sobre Atividade Associativa.

De igual modo, o Departamento manteve a responsabilidade da conceção (design gráfico) dos anúncios do Setor de Formação e das respetivas fichas de inscrição eletrónicas, os quais continuaram a ser enviados por email para o exterior, sob a sua supervisão.

O DC fez ainda o desenvolvimento gráfico de um exemplar da série informativa “Cadernos da Internacionalização”, o qual foi paginado, revisto e divulgado por seu intermédio.

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Em paralelo, o DC garantiu a maior parte da gestão da página institucional da Associação na internet (www.aecops.pt), mediante a disponibilização de documentos e de exposições, a elaboração e a inserção de notícias e de comunicados de imprensa e o carregamento dos concursos públicos e das circulares.

Com o objetivo de fazer chegar, de forma mais direta e imediata, informação considerada importante e urgente, o DC enviou em 2015 às empresas associadas mais de duas dezenas de emails, com alertas sobre informação, eventos e novidades diversas com interesse para o desenvolvimento da sua atividade. Tanto os textos destes emails, como a respetiva expedição, foram produzidos ou controlados pelo DC.

No âmbito dos eventos organizados pela AECOPS, destaca-se a Conferência de Imprensa para a apresentação do salão Batimat 2015, cujo acordo de parceria com a AECOPS foi negociado pelo DC. Este Departamento foi também o responsável pela divulgação da iniciativa (textos, expedição de emails) e pela elaboração da respetiva lista de presenças.

A comunicação externa foi assegurada, em 2015, pela emissão de 3 comunicados de imprensa com a marca AECOPS, através dos quais a Associação veiculou tomadas de posição relativamente a assuntos de importância para o Setor. A estes acrescem mais 4 press releases, emitidos em nome da FEPICOP. Deste trabalho, e a par das várias solicitações por parte dos órgãos de comunicação de âmbito nacional, internacional e regional, de declarações e comentários dos responsáveis da Associação a propósito de matérias relacionadas com a atividade do Setor e com a situação económica do País, resultaram várias notícias na imprensa escrita, televisões e rádios. É também de assinalar a produção de textos de opinião solicitados à Associação no âmbito de dossiers temáticos sobre o Setor e publicados por diversos órgãos de comunicação.

A acrescentar às já descritas, o Serviço de Edição Eletrónica efetuou ainda as seguinte tarefas: a paginação dos press releases, a paginação e arranjo final do Relatório de Atividades da AECOPS, a atualização do boletim de inscrição de sócio, do Livro de Registo de Obra, do Livro de Obra, do Folheto “Quem Somos”, de cartões-de-visita de colaboradores, do Contrato Coletivo de Trabalho, do Calendário Fiscal, do Inquérito Mensal à Atividade, dos calendários das feiras nacionais e internacionais com relevância para o Setor e das bases de dados da imprensa, subscritores da newsletter da AECOPS e do JC e outras entidades, a atualização do Questionário de Diagnóstico e de Avaliação de Formação. Elaborou também o design gráfico da divulgação da ação de formação gratuita “Análise de risco de equipamentos de trabalho em atividades da Construção” promovida pela AECOPS e realizada no âmbito da Segurex 2015.

Os serviços do DC criaram ainda o design gráfico para o Seminário “Nova Lei dos Alvarás” e a respetiva ficha de inscrição, tendo efetuado igualmente o tratamento visual de todo o material para as ações intraempresas que se realizaram posteriormente.

O DC também concebeu e executou todos os suportes gráficos dos anúncios de convocatórias, anúncios do Euroconstruct para o site do “JC”, o material de divulgação (anúncios e folhetos) dos serviços da AECOPS, um folheto de angariação de novos sócios e um anúncio “Convite”, assim como o postal de Natal 2015, e realizou melhoramentos gráficos em documentos a pedido de outros setores.

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Relativamente ao “Jornal da Construção” (JC), o Departamento manteve a edição de conteúdos e a promoção e divulgação do site www.jornaldaconstrucao.pt junto das várias entidades relacionadas com o Setor e, sobretudo, de potenciais anunciantes, com o objetivo de os direcionar para os espaços de publicidade ali disponibilizados. Deste trabalho resultou a contratação de duas inserções publicitárias e a celebração de um acordo de permuta para a presença de um stand da AECOPS na Tektónica 2015 - Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, em Lisboa.

O DC continuou igualmente a assegurar a conceção de anúncios publicitários internos da Associação para inserção no site do JC e o acompanhamento das várias áreas de interesse para o público a que se destina esta publicação, tendo-se procedido, sempre que a matéria em causa o justificou, à recolha, junto de outras fontes, da informação necessária para a edição da respetiva notícia.

3.2. Direção dos Serviços de Economia e Mercados

A Direção de Serviços de Economia e Mercados (DSEM) orientou a sua atividade ao longo do ano de forma a acompanhar e dar resposta em três áreas chave: economia e mercados de obras públicas e privadas; internacionalização e mercados externos; e fundos comunitários. Da atividade desenvolvida em 2015, merece particular destaque:

A) Melhoria da informação disponibilizada aos associados no sentido de facilitar o acesso aos concursos de obras públicas e o acompanhamento da conjuntura no mercado. Neste âmbito e a partir da informação divulgada pelo portal BASE, a AECOPS passou a disponibilizar uma base de dados que permite examinar o Setor sob diversos ângulos – números e valores totais, nacionais e por região, e valores médios dos contratos celebrados e dos concursos promovidos, donos de obra, empresas, áreas de investimento, procedimentos, etc.

Foi igualmente disponibilizada informação detalhada sobre o mercado das obras públicas em 2014 e 2015.

À semelhança dos anos anteriores, o DSEM continuou a divulgar no site da Associação:

 Informação diária com os avisos de empreitadas de obras públicas extraídos diretamente do Diário da República e acessíveis através de link;

 Informação semanal de lançamento de concursos com listagem detalhada e síntese estatística;  Informação semanal de contratos celebrados com listagem detalhada e síntese estatística. B) Consolidação da intervenção na área internacional e apoio à internacionalização das empresas, designadamente mediante o acompanhamento, no âmbito dos European Internacional Contractors (EIC), da discussão dos dossiers decisivos para o processo de internacionalização da Construção europeia e das empresas portuguesas, particularmente, em África e na América Latina.

No mesmo sentido, continuaram a ser desenvolvidas as seguintes atividades:

 Acompanhamento da internacionalização das empresas do Setor, identificando constrangimentos, oportunidades e propondo soluções para responder às dificuldades concretas dos associados;

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 A interação com as entidades públicas, nomeadamente com a AICEP e com o Ministério da Economia, com a elaboração de exposições dirigidas pela AECOPS ao Ministro da Economia, solicitando, por um lado, uma intervenção para mitigar a crise em alguns mercados internacionais, nomeadamente em Angola, e, por outro, para dinamizar e acelerar o processo de internacionalização das empresas do Setor, a necessidade de medidas extraordinárias de apoio à internacionalização, designadamente, em matéria de seguro de crédito à Construção;  A recolha, tratamento e análise dos resultados do Inquérito Trimestral à Atividade

Internacional, bem como da informação estatística sobre a atividade das empresas portuguesas no exterior (volume de negócios e novos contratos) por regiões e países;

 A divulgação dos “Cadernos da Internacionalização”, com a análise das tendências e números da internacionalização do Setor;

 A divulgação de anúncios de concursos internacionais.

C) Reforço da colaboração e afirmação institucional, designadamente com as seguintes entidades:  Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, com a Integração da AECOPS

na Plataforma Compromisso para o Crescimento Verde em Portugal, uma iniciativa estruturante deste Ministério. Neste âmbito, a Associação participou em todas as reuniões de trabalho e apresentou contributos para a dinamização do setor da Construção no quadro da economia verde, em áreas como a água, resíduos, energia, transportes, mar, cidades e território;

 Câmara Municipal de Lisboa (CML), através da participação e intervenção da AECOPS em seminários e workshops promovidos ou apoiados pela CML, destacando-se a participação da Associação na Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa;

 Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção (PTPC), através da participação no grupo de trabalho da Reabilitação da PTPC, na sessão de apresentação do Caderno de Síntese Tecnológica | Reabilitação de Edifícios e na prestação de contributos a integrar o processo de candidatura ao reconhecimento desta Plataforma enquanto cluster da Construção, Cluster AEC - Arquitetura, Engenharia e Construção;

 AEIP - The European Association of Paritarian Institutions, através de uma apresentação sobre a evolução recente e as perspetivas a curto prazo do setor da Construção português, na reunião desta organização que decorreu em Lisboa, em outubro de 2015;

 Câmara do Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa, com uma apresentação sobre a atividade internacional e exportações de vários segmentos da Construção, no III Forum Económico Portugal-Países Árabes que decorreu em Lisboa, em novembro.

D) Acompanhamento dos dossiers comunitários e do Portugal 2020, tendo a AECOPS acompanhado o processo de lançamento do ciclo de investimentos comunitários que decorrerá até 2020, para que as empresas e o Setor possam usufruir dos fundos europeus.

Neste sentido, em 2015 procedeu-se ao estudo e análise mais aprofundada do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI) e Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), bem como da regulamentação específica referente às regras gerais e às condições de acesso aos fundos comunitários.

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Assim, logo que as autoridades competentes definiram as prioridades de investimento a apoiar pelos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI) no âmbito do Portugal 2020, a DSEM organizou dois workshops sobre os “Fundos Comunitários Portugal 2020 | Oportunidades para empresas da Construção”, um em Lisboa e outro em Faro. Estas ações tiveram como objetivo dar a conhecer aos associados o Sistema de Incentivos que apoia as empresas, as áreas temáticas do Portugal 2020 passíveis de financiamento relacionadas com o setor da Construção, os mecanismos e regras para apresentação de candidaturas aos concursos para obtenção de financiamento, assim como os fatores determinantes de sucesso na formulação de candidaturas. Posteriormente e de modo sistemático, procedeu-se ao acompanhamento e divulgação dos avisos para concursos a financiamento de projetos (modalidade de projeto individual e Vales) no contexto do Portugal 2020. Ainda neste âmbito, foi prestada orientação específica às empresas associadas através de atendimento personalizado e elaboração de respostas escritas. Assegurou-se também a participação da Associação em eventos informativos sobre programas comunitários com interesse para o Setor e atividades da fileira da Construção, de entre os quais se destaca o “Fundo JESSICA Portugal: Balanço e Futuro e o Programa Horizonte 2020”.

3.2.1 Setor de Economia

Ao longo do ano foram desenvolvidas tarefas de informação e análise, com o apuramento do inquérito mensal à atividade junto das empresas, tendo como objetivo acompanhar a evolução da conjuntura, refletindo a opinião dos associados. Esta avaliação foi complementada com a produção de informação referente a concursos públicos, mediante a análise e recolha sistemática da informação estatística disponível sobre a atividade da Construção, bem como da informação mais relevante no que concerne à economia em geral, tendo em vista a disponibilização às empresas associadas e a outras entidades do maior leque possível de informação atualizada sobre o setor da Construção. De referir que a informação estatística produzida e disponibilizada pela AECOPS é explicitamente reconhecida institucionalmente, nomeadamente, pelo Banco de Portugal e pelo INE, servindo de base à generalidade das análises do Setor.

De igual modo, foram elaborados e divulgados junto dos associados os seguintes documentos:  Análise anual de evolução do setor da Construção em 2014 e perspetivas de evolução para

2015;

 Análise do Orçamento do Estado para 2015;

 Circular sobre a Estratégia Nacional para a Habitação;

 Circular sobre taxa das rendas condicionadas aplicável aos contratos de arrendamento para fim habitacional, celebrados em regime de renda condicionada.

Foi ainda prestado apoio a solicitações internas, designadamente do Departamento de Comunicação da AECOPS, na preparação de respostas à comunicação social em matéria de economia e mercados de obras públicas, obras particulares, internacionalização e mercados externos.

O Setor de Economia assegurou ainda a elaboração de tomadas de posição da FEPICOP sobre temas relevantes para o setor da Construção, designadamente sobre a evolução do investimento público e

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dos fundos comunitários, bem como de notas mensais de conjuntura, distribuídas aos órgãos de comunicação social, à Administração Pública e a um conjunto vasto de entidades relacionadas com o Setor, a par de estimativas de evolução passada e previsões de evolução para 2015 do setor da Construção.

Como tem acontecido ao longo dos últimos anos, o Setor de Economia colaborou com os serviços do IVA na elaboração do Relatório Anual do IVA, através da disponibilização de informação estatística relevante sobre a evolução do Setor da Construção.

No âmbito da FIEC, foram elaborados os seguintes documentos:

 Relatório anual sobre a situação do setor da Construção em Portugal, tendo sido também garantida a representação da FEPICOP no grupo de trabalho “Eco-Statistics”;

 Relatório de ponto situação do Setor e intervenção no grupo de trabalho da FIEC ECO-STAT Meeting que teve lugar em outubro de 2015, em Bruxelas;

 Acompanhamento do dossier da economia circular e da reciclagem dos resíduos da Construção no âmbito da FIEC.

O Setor de Economia participou ainda na rede EUROCONSTRUCT, tendo elaborado dois relatórios, participado na preparação e divulgação das próprias conferências, tendo divulgado as respetivas conclusões pelos sócios da AECOPS.

3.2.2 Setor de Mercados

A internacionalização das empresas de construção tem vindo a consolidar-se, ainda que a conjuntura de algumas economias emergentes em África e na América Latina se tenha revelado menos favorável. O ano de 2015 ficou marcado pelo forte clima de ameaças internacionais que condicionam a atividade externa, mas as construtoras revelaram-se resilientes, tanto pela via da procura de novas oportunidades e reorientação geográfica de destino, como pela aposta e reforço da competitividade. Prosseguir a consolidação do processo de internacionalização continuou a ser vital para a construção e cooperação, sendo que o associativismo empresarial desempenha um papel relevante no apoio às empresas, designadamente, identificando oportunidades e tendências, explorando novos instrumentos de financiamento, abrindo espaços e criando condições mais favoráveis para as empresas junto dos decisores da política económica.

Em 2015 deu-se continuidade ao relacionamento com os EIC – European International Contractors, que se traduziu:

 No acompanhamento de três dossiers estratégicos para a internacionalização, nomeadamente:

 A estratégia europeia de intervenção em África e os seus reflexos na Construção;  Os novos instrumentos de financiamento de infraestruturas e as suas implicações na

internacionalização;

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 Na difusão de informação divulgada por este organismo, garantindo a participação das empresas portuguesas no acompanhamento das questões tratadas a nível europeu;

 No acompanhamento dos mecanismos de financiamento das Multilaterais Financeiras;

 Na recolha e tratamento de dados das empresas relativos ao volume de negócios e celebração de novos contratos no estrangeiro, para elaboração das estatísticas anuais publicadas pelos EIC. Esta informação serviu de base a uma análise aprofundada sobre a atividade internacional das construtoras portuguesas e europeias no exterior, o que permitiu determinar o posicionamento das empresas portuguesas no contexto das suas congéneres europeias, dando a conhecer a posição de destaque das empresas nacionais em África e na América Central e do Sul.

Deste modo, em 2015 foi possível enriquecer os “Cadernos da Internacionalização”, publicação que enquadra os temas, as dinâmicas e os números fundamentais no domínio da internacionalização, com a análise comparativa do Setor nacional e europeu.

O Setor de Mercados continuou ainda a prestar informações aos associados em questões na área da internacionalização e mercados externos, procedendo à divulgação regular de concursos internacionais, bem como de missões diplomáticas e empresariais, participando em vários eventos dedicados à apresentação de mercados externos e em reuniões com empresas e entidades para o tratamento de questões ligadas a processos de internacionalização. Entre as iniciativas mais relevantes do ano destacam-se:

 A divulgação trimestral de uma análise da conjuntura dos mercados internacionais com base no apuramento dos resultados do inquérito à atividade;

 A recolha, tratamento e divulgação da informação estatística sobre a atividade das empresas portuguesas no exterior (volume de negócios e novos contratos) por regiões e países;  Uma análise anual com as tendências e os números da internacionalização das empresas de

construção portuguesas e europeias em 2014;

 A divulgação de anúncios de concursos internacionais;

 O acompanhamento ativo dos concursos internacionais no âmbito das redes transeuropeias de transportes;

 O apoio aos sócios.

De referir também que o Setor de Mercados participou em várias reuniões e eventos, de projetos de investimento em mercados externos, com destaque para os seguintes: Portugal Exportador 2015; evento de Matchmaking promovido pela Embaixada da Roménia e pela Enterprise Europe Network / IAPMEI; sessões de apresentação de oportunidades de negócio e financiamento das Multilaterais Financeiras, nomeadamente, o Seminário “How to do business with the United Nations - UN Procurement”, organizado pela AICEP- Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e pelo GPEARI - Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais, do Ministério das Finanças.

Referências

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