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Samba PDC no Debian com Clamwin antivírus

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Academic year: 2021

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Samba PDC no Debian com Clamwin 

antivírus 

Artigo extraído do link http://www.guiadohardware.net/artigos/pdc­debian­clamwin­estacoes/ 

Introdução 

Esse artigo o guiará passo a passo na montagem de um servidor Samba PDC no Debian 3.1 em  modo  texto  e  na  personalização  do  servidor  para  auto  configurar  o  ClamWin  Antivirus  nas  estações,  fazendo  com  que  ele  se  atualize  automaticamente,  efetue  verificações  agendadas  e  informe no e­mail do administrador os virus encontrados. 

O  Samba,  como  todos  já  sabem,  faz  com  que  o  Linux  possa  se  comunicar  com  a  plataforma  Windows através da rede.  Até aí tudo bem, porém, quero apresentar o PDC para quem é novo  na área. 

PDC  ou  Controlador  de  Domínio  Primário,  é  um  servidor  que  gerencia  todos  as  contas  dos  usuários da  rede e controla  o logon dos mesmos nas  estações Windows estipulando  regras de  acesso,  além  de claro,  servir  arquivos.  Com ele  podemos configurar  scripts  de  logon que,  que  são executados toda vez que um usuário se loga, podemos mapear automaticamente unidades  de rede, sincronizar data e hora, entre muitas outras possibilidades. 

Existe ainda a possibilidade de concentrar todos os arquivos de cada usuário no servidor. Desta  forma, não  importa  em  que  estação de  trabalho o  usuário  efetue  logon, ele  sempre  terá  o  seu  desktop  personalizado,  com  os  seus  respectivos  documentos.  Porém  a  nossa  intenção  aqui  é  fazer  justamente o oposto, não  concentrar os  profiles  dos usuários  no  servidor,  tendo  em  vista  que não temos hardware suficiente para isso. 

O ClamWin é um antivírus open source para a plataforma Windows, baseado no Clam,  famoso  antivírus  para  servidores  Unix.  O  ClamWin  é  o  antivirus  para  windows  mais  recomendado  na  minha  opinião, por ser gratuito,  ter atualizações freqüentes e  não  ficar em execução em  tempo  real  (ou  seja,  ele  não  fica  verificando  todos  os  arquivos  que  você  abre,  não  comprometendo  assim o desempenho da estação). 

Por outro lado, é justamente por esse motivo (não ficar ativo continuamente) que ele é criticado.  A solução encontrada é agendar verificações diárias. Aqui na minha rede, o ClamWin inicia uma  varredura completa todo dia no horário de almoço, elimina automaticamente (se possível) o que  encontrou  de  errado e me manda  um  e­mail  informando  se  encontrou  algum  virus  e  o  que fez  com ele. 

Neste  artigo  aprenderemos  a  configurar  um  servidor  PDC  do  zero  e  depois  sincronizar  o  ClamWin em todas as estações, através dos scripts de logon. 

Ainda antes de começarmos, quero destacar que não podemos nos prender a interfaces gráficas  para  configurar  os  serviços  do  Linux,  pois,  quando  a  coisa  apertar,  teremos  que  recorrer  ao  arquivo  de  configuração  em  modo  texto.  Assim,  também  entendemos  melhor  as  regras  e  personalizamos melhor o sistema de acordo com nossas necessidades. Além do mais, interfaces  gráficas consomem recursos da máquina, o que não é nada interessante. 

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Instalação e Configuração do Samba 

Já que o artigo é dedicado ao Debian, vamos utilizar os próprios repositórios da distribuição para  instalar o servidor samba. 

# apt­get install samba 

O  mesmo  comando  serve  para  distribuições  derivadas  como  o  Conectiva  e  Ubuntu.  Se  ainda  preferir,  baixe  o  código  fonte  no  site  oficial  (www.samba.org)  e  compile,  mas  isso  não  será  tratado aqui. Ao término, o samba já estará instalado. Agora vamos configurá­lo 

Os arquivos de configuração do samba estão no diretório  /etc/samba, podendo variar de acordo  com  a  distro.  O  principal  arquivo  é  o  smb.conf.  Como  base,  abaixo  segue  o  meu  smb.conf  comentado para que você o adapte a sua rede.  No decorrer do arquivo você encontrará referências a usuários e grupos. A manipulação desses  usuários será tratado mais adiante.  Segue o arquivo /etc/samba/smb.conf:  # SERVIDOR SAMBA PDC ­ DEBIAN GNU/LINUX  [global]  # Na sessão Global está definido a forma como o servidor samba irá  funcionar.  # Acompanhe com atenção cada campo.  # No workgroup vai o nome do grupo de trabalho ou Domínio,  # No nosso caso, sendo um PDC, é o nome de Domínio.  workgroup = empresa  # netbios name, o nome do servidor na rede  netbios name = SERVER  # A descrição do servidor para a rede  server string = PDC SERVER LINUX  # Usuário Administrador de Domínio.  # Esses usuários serão administradores do domínio.  # São eles que adicionaram os hosts windows no domínio  # entre outras funções administrativas.  # Pode ser informado vários usuários  # separados por espaços e /ou grupos. No exemplo, usuários  # tiago, darci e o grupo cpd serão os administradores  admin users = tiago darci @cpd  # O PDC é um servidor de data e hora?  # habilitamos essa função e posteriormente faremos os  # computadores da rede sincronizar seu relógio com o servidor  time server = yes

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# No caso de haver mais de um PDC na rede, como, por exemplo, um  # servidor Windows NT, as próximas linhas  # dizem se este servidor é o principal PDC e qual é seu OS LEVEL  # (o valor de concorrências com os outros).  # Deixe assim como está se só houver um PDC na rede.  preferred master = yes  domain master = yes  os level = 100  # O Servidor aceitará Logon dos usuários nas estações  domain logons = yes  local master = yes  # As próximas duas linhas referem­se aos diretórios  # onde seriam armazenados os profiles dos usuários.  # No nosso caso, o servidor não guardará essas informações,  # elas ficaram salvas localmente em cada estação, por isso  # as tags ficam vazias.  logon path =  logon home =  add machine script  = /usr/sbin/useradd ­g machines ­d /dev/null ­s  /bin/false %u  logon script = todos.bat  # Script a ser executado pelos usuários quando fizerem logon.  # Os scripts deverão estar dentro da pasta NETLOGON que  # veremos adiante o seu compartilhando, também devem ser .bat  # para que o windows possa executá­lo.  # Neste caso temos um único script para todos os usuários,  # Você pode definir scripts individuais com o nome do usuário  # ex: tiago.bat. Aqui na configuração coloque:  # logon script = %u.bat  # ou ainda conforme o grupo do usuário  # logon script = %g.bat  security = user  # Security: nível de acesso, pode ser user ou share.  # User, temos um controle de autenticação por usuário, cada  # usuário tem suas permissões de acesso. Já como share,  # temos um compartilhamento simples onde todos acessam  # tudo sem nenhum controle.  # O servidor aceitará usuários sem senha?  # Eu prefiro deixar No  null passwords = no  # Habilita senhas criptografadas, é importante a habilitação  # para compatibilidade com windows 2000 e XP  encrypt passwords = true  # Corrige acentuação dos arquivos compartilhados  unix charset = iso8859­1  display charset = cp850  # IPs ou hostnames dos micros da rede  # importante para a segurança, evita conexões indesejadas.

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# A classe de IPs da minha rede é 10.1.0.0 talvez a sua  # seja 192.168.0.0, mude de acordo. 127. diz respeito  # ao localhost, o próprio servidor.  hosts allow = 10.1.0. 127.  # arquivo de log do samba  log file = /mnt/sda7/logs/samba/log.%m  # tamanho máximo do arquivo de log em KBs  max log size = 10000  # Nível de detalhes do arquivo log  # altere de 1 a 5 e verifique as diferenças  log level = 2  debug level = 2  # Aqui finda a seção homes. Agora em diante vem os  # compartilhamentos e suas configurações:  # O compartilhamento netlogon é obrigatório  # nele ficará os scripts de logon dos usuários.  # Defina o path, especificando onde está a pasta netlogon  # não esqueça de criá­la também depois.  # Estamos definindo abaixo que o compartilhamento não  # será navegável e que será somente leitura.  [NETLOGON]  comment = Servico de logon  path = /mnt/sda7/netlogon  browseable = no  read only = yes  # Criamos abaixo um compartilhamento público para todos  # acessarem livremente e trocarem arquivos. Ele é  # navegável (browseable=yes), arquivos somente leitura  # podem ser apagados (delete readonly=yes), gravável  # (writable), publico (usuários anônimos também acessaram) e  # disponível (available). Em veto files, defini extensões  # de arquivos que não poderão gravadas, afim de evitar  # abusos. Em create mode, está definido que os arquivos  # criados poderão ser alterados por qualquer um, não  # somente pelo dono, exemplo diferente você verá mais abaixo  [publico]  browseable = yes  delete readonly = yes  writable = yes  path = /mnt/sda7/publico  create mode = 0777  available = yes  public = yes  veto files = /*.mp3/*.wma/*.wmv/*.avi/*.mpg/*.wav/  # O compartilhamento abaixo segue a mesma estrutura,  # a diferença é que só os usuários do grupo adm  # poderão acessá­lo.  [administracao]  path = /mnt/sda6/adm  available = yes

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browseable = yes  create mode = 0777  writable = yes  valid users = @adm  # Abaixo temos um compartilhamento com force file mode=700,  # desta maneira os arquivos criados só poderão ser lidos ou  # alterados pelo usuário que os criou.  [bkps]  path = /mnt/sda7/bkps  available = yes  browseable = yes  writeable = yes  force file mode = 700  veto files = /*.mp3/*.wma/*.wmv/*.avi/*.mpg/  # Agora é só ir criando os compartilhamentos que você precisa  # da mesma maneira. Repare que não temos a seção Homes  # comumente vista nos exemplos de smb.conf porque realmente  # não vamos precisar dela. 

Criando Grupos e Usuários 

Agora  já  temos  um  servidor  samba  configurado.  Precisamos  ainda  adicionar  os  grupos  e  os  usuários que especificamos no smb.conf.  Falta  também criar os scripts dos usuários e,  por fim,  adicionar as máquinas windows no domínio. 

Criando grupos: 

# addgroup cpd  # addgroup adm  # addgroup machines  Neste exemplo, criei assim os dois grupos de usuários que utilizei no meu smb.conf. Faça de  acordo com a sua rede. Também foi adicionado o grupo maquinas onde posteriormente  cadastraremos os nomes dos hosts da rede. 

Criando usuários: 

É interessante que os usuários do samba não sejam usuários normais do sistema. Caso  contrário, eles poderão efetuar logon no shell no servidor ou mesmo iniciar uma conexão por  ssh, o que aumentaria as brechas de segurança no servidor e que ainda nem tenham diretório  home.  Para isso, criamos os usuários usando os seguintes comandos:  # useradd ­g cpd ­s /bin/false ­d /dev/null tiago  # smbpasswd ­a tiago  Assim criamos o usuário tiago que é do grupo cpd e não tem acesso shell nem diretório home e,

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em seguida, o cadastramos no samba.  Para alterar a senha de um usuário, use:  # smbpasswd nome_do_usuario  Para excluir um usuário, primeiro o apague do samba, depois do próprio sistema:  # smbpasswd ­x nome  # userdel nome  Além dos usuários precisamos também cadastrar os nomes de todas as máquinas. Se um nome  de máquina não estiver cadastrado, ela não poderá ser incluída no domínio. Neste exemplo, a  máquina a ser incluída será a adm01:  Obs:. Se o script de adição das estações de trabalho não funcionar  corretamente de acordo com a distribuição e a configuração do servidor  SMB deve­se adicionar manualmente os usuários de acordo com as  instruções abaixo:  # useradd ­g machines ­s /bin/false ­d /dev/null adm01$  # passwd ­l adm01$  # smbpasswd ­a ­m adm01  # smbpasswd ­a tiago 

Baixando e Instalando o Clamwin nas Estações 

O Clamwin está disponível no http://www.clamwin.com. Baixe a versão mais recente na seção  downloads e instale normalmente, como é feito com qualquer executável do Windows. Não é  necessário realizar nada diferente durante a instalação. Faça isso em todas as estações.  Primeiramente vamos configurar uma estação apenas, colocar seu arquivo de configuração no  diretório Netlogon do servidor e configurar os scripts para que sincronizem a configuração nas  estações.  Em uma das estações, abra o Clamwin, clique no menu Tools e abra Preferences. Em General  selecione a opção "Remove (Use Carefully)" para que os virus sejam removidos  automaticamente quando encontrados. Em Shedule Scans, clique em Add. (recomendo usar a  opção Daily, para exames diários). Escolha uma hora, a pasta a ser verificada (coloque c:\ para  verificar todo o disco) e a descrição.  Na seção Internet Updates, habilite a caixa Update Virus Database on Logon. Em E­mail Alerts,  habilite Send Email On Virus Detection, em seguida defina:  Mail Server: servidor de envio. smtp.bol.com.br, por exemplo. A porta a ser usada pelo servidor,  25 é a padrão. Nome de usuário do e­mail que mandará a notificação e senha. Você poderá  estar enviando o e­mail de alerta de você para você mesmo, então defina From e To com o  mesmo endereço. Clique em Send Test Email para ver se deu tudo certo.  Terminamos a configuração. Vá agora ao diretório "Documents and  Settings/nome_do_seu_usuario/Dados de Aplicativos/.clamwin/" e copie os dois arquivos para a  pasta netlogon do seu servidor. Tendo em vista que o servidor samba ainda não está em  execução, faça isso usando um pendrive ou disquete.

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O próximo paço é escrever os scripts de logon. 

Escrevendo Scripts de Logon 

No arquivo smb.conf ao invés de definirmos o script logon como sendo %u.bat para que seja  executado um script com o nome do usuário, por exemplo tiago.bat, colocamos todos.bat. A idéia  é a seguinte: em todos.bat colocamos o que todos os usuário irão fazer, por exemplo, sincronizar  o Clamwin e data e mapear o publico como P:, no final do arquivo fazemos uma chamada a um  arquivo individual com o nome do usuário, assim você terá aquilo que todos executam e aquilo  que só um usuário executa. Se não entendeu, entenderá mais abaixo.  Vamos criar o todos.bat. No servidor como root digite:  # vi .../netlogon/todos.bat  Adicione as duas linhas abaixo dentro do arquivo:  net use p: \\server\publico /yes  net time \\server /set /yes  Obs: "server" é o nome do servidor, mude se necessário. Uma linha mapeia o público como p:  outra sincroniza a data e hora.  Agora vamos sincronizar o antivírus. Adicione ao arquivo:  c:  cd %userprofile%\Dados de Aplicativos\.clamwin  del Clamwin.conf  del ScheduledScans  copy \\server\netlogon\Clamwin.conf /y  copy \\server\netlogon\ScheduledScans /y  \\server\netlogon\%username%.bat  O script abre a pasta de configuração do clamwin, deleta supostos arquivos de configuração  atuais e copia do compartilhamento netlogon os dois novos arquivos de configuração. Portanto,  toda vez que um usuário logar em uma máquina o antivirus é automaticamente configurado. Na  última linha, o script chama um arquivo com o nome do usuário.bat dentro de netlogon. Por  exemplo, você pode criar um arquivo chamado tiago.bat e colocar dentro dele o mapeamento de  um compartilhamento específico, assim, somente esse usuário mapeará essa unidade.

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Executando o Samba e adicionando as estações 

Depois de toda a configuração estar pronta, vamos executar o samba:  # /etc/init.d/samba start  Agora podemos começar a incluir as estações Windows no Domínio do Samba. Na estação,  acesse a opção: Propriedades de Meu Computador ­> Identificação de Rede.  Selecione Domínio e digite o nome, no caso EMPRESA, de acordo com o especificado 

no 

smb.conf. Será solicitado nome e senha de administrador de domínio.  Após reiniciar o computador é interessante que você defina a senha de administrador local da  máquina e exclua todas as outras contas locais. No Painel de Controle, Ferramentas  Administrativas, Gerenciamento do Computador, você controla isso, inclusive pode definir quais  usuários do domínio ou grupo terão acesso de administrador na máquina (poderão instalar ou  remover programas, modificar configurações, etc.) os demais, apenas poderão trabalhar na  máquina sem fazer nada de significativo. Pronto, daí em diante, nada de você ficar se  incomodando em formatar máquinas porque os usuários fazem mais do que deviam. Associando  o Samba com um servidor proxy, é tiro e queda.  Esse artigo tem como base o guia Foca Linux e a documentação Oficial do Samba. Os livros do  Morimoto também foram muito úteis. 

Informação importante. 

Existem muitos outros parâmetros que não são abordados neste artigo, porém é sempre válido  fazer uma pesquisa sobre outros parâmetros e funcionalidades da utilização do servidor SMB.

Referências

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