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CÂNCER DE COLO UTERINO
RESIDÊNCIA UNI/MULTIPROFISSIONAL EM ENFERMAGEM Andressa Carneiro França
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PARTE I
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2013
2016
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Epidemiologia
Brasil → Terceira posição em casos novos, principalmente no Norte e Nordeste.
Mundo → Quarta posição.
- Maior incidência e mortalidade em mulheres negras e maior sobrevida em mulheres brancas.
- A maioria dos casos (70%) ocorre em áreas com menor IDH.
- Uma das prioridades da agenda de saúde do país e integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e o Pacto pela vida.
Prevenção: Vacina tetravalente (subtipos 6,11,16 e 18) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos + ajuste de hábitos de vida.
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Quadro 1: Forma farmacêutica, apresentação e composição por dose da vacina HPV quadrivalente.
Fonte: Bula do laboratório/CGPNI/DEVIT/SVS/MS.
Laboratório Produtor Instituto Butantan
Forma farmacêutica Suspensão injetável
Apresentação Frasco-ampola de dose única de 0,5 mL
Via de administração Intramuscular
Indicação de uso Adulto e pediátrico
Contraindicações Hipersensibilidade aos princípios ativos ou a qualquer dos excipientes da vacina. As pessoas que desenvolvem sintomas indicativos de
hipersensibilidade após receber uma dose da vacina papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18
(recombinante) não devem receber outras doses.
Cuidados de armazenamento Conservar em temperatura entre +2ºC e +8ºC e ao abrigo da luz. Não congelar.
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Ano: 2019 Banca: SES-PE Órgão: HUOC-UPE Prova: Residência Enfermagem (Atenção Hospitalar) – Adaptada - Sobre a vacina papiloma vírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante) (HPV), analise as afirmativas abaixo:
I. A vacina é apresentada na forma de suspensão injetável em frasco-ampola unidose de 1,0 mL.
II. É indicada para jovens do sexo feminino de 9 a 13 anos de idade, para a imunização ativa contra o HPV, a fim de prevenir contra câncer do colo do útero.
III. A vacinação consiste na administração de três doses com o seguinte esquema vacinal: zero, 6 e 60 meses (esquema estendido).
IV. Deve ser administrada exclusivamente por via intramuscular.
É CORRETO o que se afirma em A) I e II, apenas.
B) II e III, apenas.
C) II e IV, apenas.
D) I, II, III e IV.
E) IV, apenas.
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Ano: 2019 Banca: SES-PE Órgão: HUOC-UPE Prova: Residência Enfermagem (Atenção Hospitalar) – Adaptada - Sobre a vacina papiloma vírus humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante) (HPV), analise as afirmativas abaixo:
I. A vacina é apresentada na forma de suspensão injetável em frasco-ampola unidose de 1,0 mL.
II. É indicada para jovens do sexo feminino de 9 a 13 anos de idade, para a imunização ativa contra o HPV, a fim de prevenir contra câncer do colo do útero.
III. A vacinação consiste na administração de três doses com o seguinte esquema vacinal: zero, 6 e 60 meses (esquema estendido).
IV. Deve ser administrada exclusivamente por via intramuscular.
É CORRETO o que se afirma em A) I e II, apenas.
B) II e III, apenas.
C) II e IV, apenas.
D) I, II, III e IV.
E) IV, apenas.
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Câncer de colo de útero - Fatores de risco
Andressa Carneiro França
HPV
INÍCIO PRECOCE DE ATIVIDADE SEXUAL MULTIPLICIDADE DE PARCEIROS SEXUAIS TABAGISMO
BAIXA CONDIÇÃO SOCIO-ECONÔMICA IMUNOSSUPRESSÃO
USO PROLONGADO DE CONTRACEPTIVOS ORAIS MULTIPARIDADE**
Subtipos 16 e 18 são responsáveis por 70%
dos casos de câncer O Câncer é um desfecho raro, mesmo
na presença do vírus O Câncer é um desfecho raro, mesmo
na presença do vírus
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Manifestações clínicas
• De início assintomática. Lesões subclínicas visíveis apenas após aplicação de reagentes, como o ácido acético e a solução de Lugol, e por meio de técnicas de magnificação (colposcopia).
• Sangramento vaginal (espontâneo, após o coito ou
esforço), leucorreia e dor pélvica, que podem estar
associados com queixas urinárias ou intestinais nos
casos mais avançados.
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PARTE II
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COLETA DO MATERIAL PARA EXAME
ECTOCÉRVICE (Esfoliação por meio de espátula de madeira (espátula de Ayre)
ENDOCÉRVICE (Não coletar em gestantes)
Andressa Carneiro França
Preparo: Abstinência só é justificada quando são utilizados preservativos com lubrificante ou espermicidas. Na prática, a presença de espermatozoides não compromete a avaliação microscópica.
Citopatológico
A realização de exames intravaginais, como ultrassonografia, também deve ser evitada nas 48 horas anteriores à coleta, pois é utilizado gel para a introdução do transdutor.
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COLETA DO MATERIAL PARA EXAME
ECTOCÉRVICE (Esfoliação por meio de espátula de madeira (espátula de Ayre)
ENDOCÉRVICE (Não coletar em gestantes)
Andressa Carneiro França
O exame não deve ser feito no período menstrual, pois a presença de sangue pode prejudicar o diagnóstico citopatológico. Deve-se aguardar o quinto dia após o término da menstruação.
Citopatológico
No caso de sangramento vaginal anormal, o exame ginecológico é mandatório e a coleta, se indicada, pode ser realizada.
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Rastreamento: Exame Citopatológico
Andressa Carneiro França
25a, mulheres com atividade
sexual
Após 2 exames negativos, com
intervalo anual
> 64 a, nunca realizaram o
exame
Até os 64 anos
Intervalo entre os exames
Realizar 2 exames com intervalo de 1
a 3 anos
Interrompidos, após 64 a, >
2 negativos consecutivos, nos últimos 5 anos
3 anos
Se ambos forem negativos, são dispensadas
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Resultados de exames citopatológicos
Nomenclatura citológica brasileira
Para entender a nomenclatura atual, você precisa entender a nomenclatura anterior (Richart (1967)).
Afecção progressiva iniciada com transformações intraepiteliais que podem evoluir para um processo invasor num período que varia de 10 a 20 anos.
LIMITE = MEMBRANA BASAL (Se esta for invadida por tumor, saímos da classificação NIC ou in situ para carcinoma invasor)
NIC I Se o desarranjo celular é observado apenas nas camadas mais basais de epitélio estratificado (1/3 proximal da membrana) -> neoplasia intraepitelial cervical I (lesões
de baixo grau)
NIC II NIC III
Se o desarranjo celular é observado nas camadas até 2/3 proximais da membrana basal -> neoplasia intraepitelial cervical grau II (lesões de alto grau)
Se o desarranjo é observado em todas as camadas sem romper a membrana basal ->
Neoplasia intraepitelial cervical grau III (lesões de alto grau)
Lesão Intraepitelial de Baixo grau Lesão Intraepitelial
de Alto grau Lesão Intraepitelial
de Alto grau
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Nomenclatura atual: Nomenclatura Brasileira de laudos de exames citopatológicos
Agrega as alterações citológicas anteriormente classificadas por Richart (1967) e sistema BETHESDA, onde classifica a Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (do inglês Low- Grade Squamous Intraepithelial Lesion – LSIL) as alterações citológicas anteriormente classificadas por Richart (1967) como neoplasia intraepitelial cervical grau 1 (NIC1) e/ou as alterações citológicas decorrentes de infecção por HPV.
Considera que a doença intraepitelial cervical não é um processo contínuo, mas sim um sistema de duas doenças descontínuas, criando o conceito de lesões intraepiteliais de baixo grau (LSIL) e lesões intraepiteliais de alto grau (HSIL).
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Diagnóstico citopatológico Faixa etária Conduta inicial
Células escamosas atípicas de significado
indeterminado
Possivelmente não neoplásicas
< 25 a Repetir em 3 anos
Entre 25 e 29 a Repetir a citologia em 12 meses
> 30a Repetir a citologia em 6 meses Não se podendo afastar
lesão de alto grau Encaminhar para colposcopia
Células glandulares atípicas de significado
indeterminado
Possivelmente não neoplásicas ou não se podendo afastar lesão de
alto grau
Encaminhar para colposcopia
Células atípicas de origem indefinida
Possivelmente não neoplásicas ou não se podendo afastar lesão de
alto grau
Encaminhar para colposcopia Lesão de Baixo Grau
(LSIL) < 25 a Repetir em 3 anos
> 25 a Repetir a citologia em 6 meses Lesão de Alto Grau
(HSIL) Encaminhar para colposcopia
Lesão intraepitelial de alto grau não podendo
excluir microinvasão Encaminhar para colposcopia
Carcinoma escamoso
invasor Encaminhar para colposcopia
Adenocarcinoma in
situ (AIS) ou invasor Encaminhar para colposcopia
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PARTE III
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Negativo para câncer: Se for o primeiro resultado negativo, repetir novo exame preventivo daqui a um ano. Um resultado negativo no ano anterior:
fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
Infecção pelo HPV ou lesão de baixo grau: Repetir o exame em seis meses;
Lesão de alto grau: O médico decidirá a melhor conduta com provável necessidade de complementação diagnóstica (ex: colposcopia);
Amostra insatisfatória: Material acelular ou hipocelular ou com leitura prejudicada (sangue, piócitos, artefatos, etc). Repetir o exame logo que for possível (ideal 6-12 semanas pós correção).
Laudos – Resumo da Conduta:
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Rastreamento - Situações especiais
Andressa Carneiro França
Gestantes
Atenção: Mesmo risco que não gestantes de apresentarem câncer do colo do útero ou seus precursores.
Recomendação: o rastreamento em gestantes deve seguir as recomendações de periodicidade e faixa etária como para as demais mulheres, sendo que a procura ao serviço de saúde para realização de pré-natal deve sempre ser considerada uma oportunidade para o rastreio (A).
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Pós-menopausa
Atenção: O rastreamento citológico em mulheres na menopausa pode levar a resultados falso-positivos causados pela atrofia secundária ao hipoestrogenismo, gerando ansiedade na paciente e procedi- mentos diagnósticos desnecessários.
Recomendação: mulheres na pós-menopausa devem ser rastreadas de acordo com as orientações para as demais mulheres (A).
Caso necessário, proceder à estrogenização prévia à realização da coleta, conforme sugerido adiante (vide Exame citopatológico normal – Resultado indicando atrofia com inflamação) (B).
Rastreamento - Situações especiais
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Andressa Carneiro França
Histerectomizadas
Atenção: O rastreamento realizado em mulheres sem colo do útero devido à histerectomia por condições benignas apresenta menos de um exame citopatológico alterado por mil exames realizados (USA/NCI, 2011).
Recomendação: mulheres submetidas à histerectomia total por lesões benignas, sem história prévia de diagnóstico ou tratamento de lesões cervicais de alto grau, podem ser excluídas do rastreamento, desde que apresentem exames anteriores normais (D).
Em casos de histerectomia por lesão precursora ou câncer do colo do útero, a mulher deverá ser acompanhada de acordo com a lesão tratada (A).
Rastreamento - Situações especiais
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Andressa Carneiro França
Mulheres sem história de atividade sexual
Atenção: Considerando os conhecimentos atuais em relação ao papel do HPV na carcinogênese do câncer do colo uterino e que a infecção viral ocorre por transmissão sexual, o risco de uma mulher que não tenha iniciado atividade sexual desenvolver essa neoplasia é desprezível.
Recomendação: não há indicação para rastreamento do câncer do colo do útero e seus precursores nesse grupo de mulheres (D).
Rastreamento - Situações especiais
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Andressa Carneiro França
Imunossuprimidas
Atenção: Fatores de risco e resposta imunológica têm sido associados à maior chance de desenvolvimento de NIC. Ex: Mulheres infectadas com (HIV), imunossuprimidas, em tratamentos de câncer e usuárias crônicas de corticosteroides.
Recomendação: o exame citopatológico deve ser realizado neste grupo após o início da atividade sexual com intervalos semestrais no primeiro ano e, se normais, manter seguimento anual enquanto se mantiver o fator de imunossupressão (B).
Mulheres HIV positivas com CD4 abaixo de 200 células/mm3 devem ter priorizada a correção dos níveis de CD4 e, enquanto isso, devem ter o rastreamento citológico a cada seis meses (B).
Rastreamento - Situações especiais
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PARTE IV
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Diagnóstico
Colposcopia;
Citopatológico;
Histopatológico.
Andressa Carneiro França
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COMPONENTE HOSPITALAR - ÊNFASE EM
CANCEROLOGIA - RESIDÊNCIA INTEGRADA EM SAÚDE – RIS-ESP/CE - 2017 - A detecção precoce pode salvar vidas, reduzir a morbidade associada ao curso da doença, e diminuir custos do sistema de saúde, relacionados ao tratamento das doenças (BRASIL, 2013). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a indicação para o rastreamento está restrita aos cânceres:
a) Mama, colo de útero, cólon e reto.
b) Estômago, pele e pulmão.
c) Pulmão, cavidade oral, cólon e reto.
d) Mama, próstata e colo de útero.
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COMPONENTE HOSPITALAR - ÊNFASE EM
CANCEROLOGIA - RESIDÊNCIA INTEGRADA EM SAÚDE – RIS-ESP/CE - 2017 - A detecção precoce pode salvar vidas, reduzir a morbidade associada ao curso da doença, e diminuir custos do sistema de saúde, relacionados ao tratamento das doenças (BRASIL, 2013). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a indicação para o rastreamento está restrita aos cânceres:
a) Mama, colo de útero, cólon e reto.
b) Estômago, pele e pulmão.
c) Pulmão, cavidade oral, cólon e reto.
d) Mama, próstata e colo de útero.
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Ano: 2014 Banca: EBSERH-Comissão de Ensino e Pesquisa Órgão: HC-UFPR Prova: Residência Multiprofissional (Atenção Hospitalar – Enfermagem) – Adaptada - Em relação ao rastreamento do câncer de colo do útero, em mulheres assintomáticas, assinale a alternativa correta.
a) É um exame recomendado a partir do momento em que iniciam a vida sexual.
b) É um exame recomendado para as mulheres sexualmente ativas e deve ser feito anualmente dos 18 anos ao fim da vida.
c) Independentemente da idade de início do exame, este deve ser feito anualmente.
d) A periodicidade do rastreamento varia se a mulher apresenta ou não queixas ginecológicas.
e) É um exame recomendado entre os 25 e 64 anos e, após dois
exames anuais normais, deve ser realizado de 3 em 3 anos.
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Ano: 2014 Banca: EBSERH-Comissão de Ensino e Pesquisa Órgão: HC-UFPR Prova: Residência Multiprofissional (Atenção Hospitalar – Enfermagem) – Adaptada - Em relação ao rastreamento do câncer de colo do útero, em mulheres assintomáticas, assinale a alternativa correta.
a) É um exame recomendado a partir do momento em que iniciam a vida sexual.
b) É um exame recomendado para as mulheres sexualmente ativas e deve ser feito anualmente dos 18 anos ao fim da vida.
c) Independentemente da idade de início do exame, este deve ser feito anualmente.
d) A periodicidade do rastreamento varia se a mulher apresenta ou não queixas ginecológicas.
e) É um exame recomendado entre os 25 e 64 anos e, após dois exames anuais normais, deve ser realizado de 3 em 3 anos.
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Ano: 2017 Prova: Residência Multiprofissional (Atenção Hospitalar – Enfermagem) - No Brasil, o câncer de colo uterino é o quarto mais frequente.
Atingir alta cobertura no rastreamento da população definida como alvo é o componente mais importante para redução da incidência e da mortalidade desse agravo à saúde. Considerando esse assunto, ao realizar a consulta de enfermagem com uma adolescente de 16 anos com ausência de história de atividade sexual e queixa de corrimento vaginal, cabe ao enfermeiro adequada avaliação de coleta de exame citopatológico. No caso descrito:
a) há recomendações conflitantes quanto à coleta de material endocervical em presença de corrimento vaginal.
b) o exame citopatológico deve ser coletado pelo enfermeiro e, se normal, repetido anualmente.
c) o exame citopatológico deve ser coletado pelo enfermeiro e recoletado a cada três anos se os dois primeiros exames anuais forem normais.
d) dois exames citopatológicos devem ser coletados com intervalo de um a três anos; após, anualmente, se os resultados forem normais.
e) não há indicação para rastreamento do câncer de colo do útero e seus precursores nesse grupo de mulheres.
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Ano: 2017 Prova: Residência Multiprofissional (Atenção Hospitalar – Enfermagem) - No Brasil, o câncer de colo uterino é o quarto mais frequente.
Atingir alta cobertura no rastreamento da população definida como alvo é o componente mais importante para redução da incidência e da mortalidade desse agravo à saúde. Considerando esse assunto, ao realizar a consulta de enfermagem com uma adolescente de 16 anos com ausência de história de atividade sexual e queixa de corrimento vaginal, cabe ao enfermeiro adequada avaliação de coleta de exame citopatológico. No caso descrito:
a) há recomendações conflitantes quanto à coleta de material endocervical em presença de corrimento vaginal.
b) o exame citopatológico deve ser coletado pelo enfermeiro e, se normal, repetido anualmente.
c) o exame citopatológico deve ser coletado pelo enfermeiro e recoletado a cada três anos se os dois primeiros exames anuais forem normais.
d) dois exames citopatológicos devem ser coletados com intervalo de um a três anos; após, anualmente, se os resultados forem normais.
e) não há indicação para rastreamento do câncer de colo do útero e seus precursores nesse grupo de mulheres.
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UPE - IAUPE - PROCESSO SELETIVO DAS RESIDÊNCIAS MULTIPROFISSIONAIS EM SAÚDE 2019 - Considerando as recomendações da coleta do exame citopatológico do colo do útero diante de situações especiais, assinale a alternativa CORRETA.
A) Em gestantes, aderentes ao programa de rastreamento do câncer de colo uterino, com últimos exames normais, podem ser acompanhadas, de forma segura, com a regular coleta endocervical, durante a gravidez.
B) Em mulheres no climatério e na pós-menopausa, quando o laudo do exame citopatológico mencionar dificuldade diagnóstica decorrente de atrofia, realizar estrogenização. No entanto, este tratamento está absolutamente contraindicado nas mulheres com história de câncer de mama.
C) Mulheres imunossuprimidas, especificamente as HIV positivas com CD4 abaixo de 200 células/mm³, devem ter priorizada a correção dos níveis de CD4 e, enquanto isso, deve ter o rastreamento citológico a cada seis meses.
D) Em resultados com amostra insatisfatória para avaliação, a mulher deve ser orientada a repetir o exame em 6 meses, com correção, quando possível, do problema que motivou o resultado insatisfatório.
E) A presença de ectopia ou eversão no colo uterino de mulheres em fase reprodutiva é uma situação patológica que merece investigação, devendo demandar encaminhamento para avaliação por colposcopia.
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UPE - IAUPE - PROCESSO SELETIVO DAS RESIDÊNCIAS MULTIPROFISSIONAIS EM SAÚDE 2019 - Considerando as recomendações da coleta do exame citopatológico do colo do útero diante de situações especiais, assinale a alternativa CORRETA.
A) Em gestantes, aderentes ao programa de rastreamento do câncer de colo uterino, com últimos exames normais, podem ser acompanhadas, de forma segura, com a regular coleta endocervical, durante a gravidez.
B) Em mulheres no climatério e na pós-menopausa, quando o laudo do exame citopatológico mencionar dificuldade diagnóstica decorrente de atrofia, realizar estrogenização. No entanto, este tratamento está absolutamente contraindicado nas mulheres com história de câncer de mama.
C) Mulheres imunossuprimidas, especificamente as HIV positivas com CD4 abaixo de 200 células/mm³, devem ter priorizada a correção dos níveis de CD4 e, enquanto isso, deve ter o rastreamento citológico a cada seis meses.
D) Em resultados com amostra insatisfatória para avaliação, a mulher deve ser orientada a repetir o exame em 6 meses, com correção, quando possível, do problema que motivou o resultado insatisfatório.
E) A presença de ectopia ou eversão no colo uterino de mulheres em fase reprodutiva é uma situação patológica que merece investigação, devendo demandar encaminhamento para avaliação por colposcopia.
B - “Nas pacientes com história de câncer de mama ou outras contraindicações, o uso de estrogênios deve ser avaliado para cada paciente individualmente. O esquema recomendado pode
ser o mesmo utilizado para as mulheres da população geral, como descrito acima pelo período máximo de 21 dias”
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- Plano de Ações para Enfrentamento de DCNT (2011-2022)
- Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. ABC do câncer: Abordagens básicas para o controle do câncer / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – 6. ed. rev. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2020.
- Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativa 2020 : incidência de câncer no Brasil / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Rio de Janeiro : INCA, 2019.
- Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação Geral de Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. A mulher e o câncer de mama no Brasil. / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Coordenação Geral de Prevenção e Vigilância, Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede – 3. ed. rev. atual. Rio de Janeiro: INCA, 2018. 46 p. : il. color. ISBN 978-85-7318-356-6
- Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. A situação do câncer de mama no Brasil:
síntese de dados dos sistemas de informação. / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Rio de Janeiro: INCA, 2019.
- nstituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Divisão de Comunicação Social. Cuidados após cirurgia de mama com esvaziamento axilar: orientações aos pacientes. / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Divisão de Comunicação Social. – 1. reimp. – Rio de Janeiro: INCA, 2012.
- INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Nomenclatura brasileira para laudos citopatológicos cervicais. 3. ed. Rio de Janeiro: INCA, 2012.
Referências
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- INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Monitoramento das ações de controle dos cânceres do colo do útero e de mama. Informativo Detecção Precoce, Rio de Janeiro, ano 4, n. 1, jan./abr. 2013. Disponível em:
<http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/ informativo_detecca_
precoce_1_2013_4.pdf>.
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Obrigada!
Até a próxima aula!
Você pode me encontrar em:
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