CENÁ
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CENÁRIO
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O ritmo de crescimento mundial apresentou alguma melhora em setembro, mas permanece fraco. Os governos tentam impulsionar suas economias através de estímulos monetários. Nesse contexto, os bancos centrais dos países desenvolvidos permanecem despejando combustível para tentar acelerar o consumo e a produção.
Todos esses estímulos aumentaram a liquidez mundial nos últimos anos, favorecendo o apetite ao risco e ao endividamento. Assim, a dívida total do G-20 passou do elevado patamar de 205% do PIB em 2008 para o exorbitante nível de 247% do PIB no início desse ano. Esse novo ciclo de alavancagem ocorreu nos governos (de 66% do PIB para 91% do PIB) e nas empresas (de 78% do PIB para 95% do PIB). Importante notar que o patamar de 2008 já era considerado elevado.
Assim, o menor ritmo de expansão da atividade mundial pode não estar associado a uma eventual falta de crédito, já que atingimos o maior nível de endividamento da série histórica. O baixo crescimento deve ser consequência de vários outros fatores, desde o envelhecimento demográfico, problemas de infraestrutura e até a exaustão da produtividade. Nesses casos, atuações adicionais dos bancos centrais beneficiam a atividade apenas no curto prazo e sustentam nossa projeção de desaquecimento mundial ao longo dos
CARTA MENSAL
BNP PARIBAS LONG&SHORT
SETEMBRO/2016
próximos trimestres. A contínua expansão monetária gera apenas uma ilusão temporária enquanto os problemas estruturais não forem resolvidos.
Enquanto a liquidez mundial está abundante, as condições de crédito continuam muito restritivas no Brasil. O atual patamar da taxa de juros mantém o elevado dispêndio dos consumidores e das empresas com pagamento do serviço de dívida passada. Naturalmente, enquanto os agentes precisam utilizar parcela relevante da sua renda para suas obrigações financeiras, a parcela destinada ao consumo e ao investimento é prejudicada. A persistência dessa retração da demanda doméstica tem reduzido a pressão inflacionária e suportado nossa expectativa de necessidade de corte da taxa Selic para 9,50% em 2017. Entendemos que o Banco Central já reúne as condições necessárias para iniciar a flexibilização das condições monetárias em outubro. Em primeiro lugar, os preços de alimentos têm recuado na margem e não há indícios significativos de efeitos secundários sobre outros setores da economia. Em segundo lugar, a desinflação de serviços e preços livres tem ficado cada vez mais evidente. Por fim, a aprovação da PEC 241 (limita o aumento dos gastos do governo pela inflação passada) em primeiro turno na Câmara dos Deputados melhora a perspectiva sobre a política fiscal de médio prazo.
Apesar de restar dúvida se o primeiro corte da taxa Selic ocorrerá em outubro ou novembro, mais importante é a magnitude esperada para o ciclo de redução de juros. A ausência de recuperação da atividade continua deteriorando rapidamente o mercado de trabalho. A retração da massa salarial real permanece pesando negativamente sobre o consumo e, consequentemente, sobre a produção nacional. A queda dos juros beneficiará o processo de desalavancagem do governo, das empresas e das famílias, beneficiando assim a retomada do consumo e do investimento. Ou seja, levando em consideração a defasagem natural da política monetária, teremos o início de uma retomada gradual e consistente da demanda doméstica em meados do próximo ano. Portanto, a aprovação das reformas é condição necessária para redução estrutural da taxa de juros e recuperação gradual e consistente da atividade nacional.
Daniel Saraiva Daniel SaraivaDaniel Saraiva Daniel Saraiva Gestor de estratégias de arbitragem
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RENTABILIDADES
ENTABILIDADES
ENTABILIDADES
ENTABILIDADES
BNP Paribas Long & Short FI Multimercado
BNP Paribas Long & Short FI Multimercado
BNP Paribas Long & Short FI Multimercado
BNP Paribas Long & Short FI Multimercado
EXPOSIÇÕES MÉDIAS
EXPOSIÇÕES MÉDIAS
EXPOSIÇÕES MÉDIAS
EXPOSIÇÕES MÉDIAS AO LONGO DO MÊS
AO LONGO DO MÊS
AO LONGO DO MÊS
AO LONGO DO MÊS
Long and Short
Long and Short
Long and Short
Long and Short
Gross Exposure: 55%
Estratégia de Pares: 5% Estratégia Long & Short: 50%
Rentabilidade Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
2007 (%) - - - 2,01% 4,20% -0,62% -2,29% 0,38% 0,07% 1,07% 4,80% % CDI - - - 246,66% 426,98% - - 40,94% 8,89% 127,71% 76,26% 2008 (%) 0,13% 3,02% -0,08% 1,67% 1,90% 3,47% -0,29% 0,38% 1,14% -0,69% 2,18% 1,44% 15,14% % CDI 14,17% 375,75% - 185,29% 217,21% 362,49% -27,46% 37,76% 104,20% - 217,72% 129,39% 120,89% 2009 (%) 0,75% 2,44% -0,24% 1,72% -0,82% 1,87% 1,38% 0,38% 1,79% 0,79% 2,11% 0,26% 13,08% % CDI 71,31% 283,85% - 204,16% - 245,71% 175,71% 54,99% 257,38% 113,57% 318,64% 35,40% 130,30% 2010 (%) 2,03% 0,51% -0,40% 1,15% -0,32% -0,02% 1,50% 1,12% 1,21% 2,60% 2,13% 1,02% 13,21% % CDI 306,95% 85,86% - 173,35% - - 173,93% 126,27% 143,25% 320,29% 262,49% 109,84% 133,46% 2011 (%) 0,72% 1,15% 0,77% 1,21% 0,53% 1,08% 1,14% 1,07% 0,81% 0,44% -0,11% 0,13% 9,30% % CDI 83,62% 136,27% 84,08% 143,88% 54,37% 113,87% 117,65% 99,35% 85,78% 50,47% - 14,81% 81,05% 2012 (%) 1,24% 0,51% 0,83% 2,08% 1,82% 1,35% 0,85% 0,58% 0,28% 1,88% 1,04% 0,88% 14,18% % CDI 139,67% 68,48% 102,91% 294,29% 247,24% 210,42% 125,18% 84,20% 52,46% 307,89% 190,11% 164,52% 164,15% 2013 (%) 1,16% 1,28% 0,72% 0,66% 1,17% 0,15% 0,61% -0,79% 0,66% 1,00% 1,40% 0,45% 8,78% % CDI 197,35% 264,42% 133,77% 110,47% 200,86% 21,36% 103,25% - 94,04% 124,18% 196,94% 57,20% 109,00% 2014 (%) -0,76% 0,38% 0,21% 1,06% 1,57% 1,23% 0,60% 0,42% 0,93% 1,48% 0,81% 0,47% 8,71% % CDI - 48,30% 28,05% 129,54% 182,28% 150,61% 63,73% 48,71% 103,25% 157,19% 97,08% 48,84% 80,61% 2015 (%) -0,15% 1,79% 1,12% 0,12% 0,76% 1,04% 0,13% 0,82% 0,80% 0,88% 0,62% 1,92% 10,28% % CDI - 218,36% 107,84% 13,13% 77,13% 97,74% 11,00% 74,25% 72,16% 79,59% 58,85% 165,46% 77,71% 2016 (%) 0,20% 1,15% -0,43% 2,06% 1,32% 0,64% 2,41% 1,62% 1,32% 10,73% % CDI 18,54% 115,06% - 195,66% 119,10% 55,05% 217,19% 133,35% 119,36% 103,00%
Rentabilidade
12 meses
24 meses
Fundo (%)
14,56%
25,52%
(%) CDI
103,05%
89,60%
DESTAQUES POSITIVOS
DESTAQUES POSITIVOS
DESTAQUES POSITIVOS
DESTAQUES POSITIVOS
POSIÇÕES
POSIÇÕES
POSIÇÕES
POSIÇÕES LONG
LONG
LONG
LONG
SÃO MARTINHO
SÃO MARTINHO
SÃO MARTINHO
SÃO MARTINHO
Decidimos montar uma posição comprada na ação, por uma conjugação de fatores: temos uma visão positiva para o setor de açúcar e etanol, entendemos que a São Martinho é a empresa mais eficiente do setor e pela ação apresentar uma taxa de retorno implícita muito interessante.
Avaliamos que o mercado de açúcar continuará a apresentar um quadro de oferta insuficiente perante o crescimento da demanda por algumas safras. Esse cenário deverá manter pressionados os preços internacionais do açúcar. Enquanto a demanda mundial por açúcar apresenta um crescimento de 1,5% a 2% ao ano, a oferta global foi bastante afetada pelos impactos climáticos do El Niño e pela falta de investimentos em expansão da capacidade de produção na região Centro-Sul do Brasil.
Como as usinas brasileiras apresentam um crônico problema de elevado endividamento, não há crescimento da capacidade de produção por falta de recursos. O Brasil, além de ser o maior produtor de açúcar, é o maior exportador da commodity, respondendo por quase a metade das exportações de açúcar do mundo. Os efeitos do El Niño também contribuíram para restringir a produção do país.
Diante desse quadro de baixo crescimento da oferta e de estoques reduzidos, a perspectiva é que o preço do açúcar permaneça elevado.
O etanol também contribuirá de maneira positiva para o resultado operacional das empresas. Embora a demanda por etanol hidratado esteja recuando em 2016, após o robusto crescimento de dois dígitos de 2015, como as usinas concentram sua moagem de cana para a produção de açúcar, há escassez de etanol, o que pressiona o preço do combustível.
Enfim, acreditamos que a São Martinho gerará elevados fluxos de caixa nos próximos anos. Além disso, acreditamos que a ação embute uma taxa de retorno atrativa, mesmo quando utilizamos premissas conservadoras para os preços do açúcar e do etanol.
LOJAS
LOJAS
LOJAS
LOJAS SABESP
SABESP
SABESP
SABESP
Montamos uma posição comprada em Sabesp por observar que a ação apresentava uma boa relação de risco-retorno.
Avaliamos que a revisão tarifária que a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) conduzirá em 2017 será positiva para a empresa e mudará seu resultado operacional de patamar. A Arsesp já indicou que incluirá na base de ativos da empresa os investimentos emergenciais realizados para aumentar a captação durante a crise hídrica e que considerará investimentos realizados no passado pela companhia, que não foram incorporados na base.
Outra variável relevante é o WACC regulatório que será estabelecido pela Arsesp. A Sabesp, como todo monopólio natural, obtém a sua remuneração através do retorno regulatório sobre a base de ativos. Portanto, quanto maior o WACC, maior o retorno da Sabesp. Diante do aumento do custo de capital das empresas, maior restrição de crédito por parte dos bancos e menor participação das entidades de fomento
Os volumes de água e de coleta da empresa têm se recuperado e caminham para os patamares observados antes da crise hídrica.
Outro fator que contribui com a rentabilidade da empresa é a apreciação cambial, pois parte relevante de seu endividamento é indexado a moedas estrangeiras.
Por último, avaliamos que os investimentos realizados recentemente pela empresa não só aumentaram sua captação, como aumentaram sua capacidade de armazenamento dos reservatórios. Apenas em um cenário bem mais drástico de seca do que o observado em 2014 haveria algum risco de restrição de captação. Avaliamos que a ação da Sabesp ainda apresenta uma taxa interna de retorno favorável e, por isso, ainda mantemos a posição comprada.
CCR
CCR
CCR
CCR
Após subir muito em julho por conta de um movimento técnico, as ações da Taesa apresentaram uma queda relevante em agosto e voltaram a recuar em setembro. Em setembro, conseguimos novamente obter um retorno positivo na posição vendida em Taesa.
Decidimos montar a posição vendida em Taesa ainda em julho, pois entendíamos que no preço de venda a ação embutia uma taxa de retorno muito baixa. Quando decidimos vender, a Taesa estava precificando uma taxa de retorno consideravelmente inferior à taxa implícita nos títulos públicos, o que não fazia sentido em nossa opinião.
A Taesa já embutia um cenário bastante positivo, que levava em conta a necessidade de crescimento através de novos projetos. Como avaliávamos que existia uma assimetria favorável na venda da ação, pois apenas poucos cenários justificavam seu preço de mercado, decidimos utilizar a Taesa como financiamento para outras operações na ponta comprada.
Outro aspecto que parecia benéfica à posição vendida foi o anúncio de venda de participação dos seus controladores, Cemig e FIP Coliseu. O montante em conjunto, colocado à venda pelos controladores, representa 18% do total de units emitidos pela empresa.
Continuamos com a posição vendida, por conta do valuation caro e da potencial pressão de venda causada pela oferta secundária de Cemig e do FIP Coliseu.
DESTAQUES NEGATIVOS
DESTAQUES NEGATIVOS
DESTAQUES NEGATIVOS
DESTAQUES NEGATIVOS
OPÇÕES DE PETROBRAS E BANCO DO BRASIL
OPÇÕES DE PETROBRAS E BANCO DO BRASIL
OPÇÕES DE PETROBRAS E BANCO DO BRASIL
OPÇÕES DE PETROBRAS E BANCO DO BRASIL
Nos meses de julho e agosto compramos Banco do Brasil e Petrobras via derivativos (travas de alta). Nesta estratégia, nos posicionamos para um movimento de alta relevante desses ativos com uma perda máxima limitada. O risco-retorno era atrativo dada a alta volatilidade de ambas as ações. Essas posições se mostraram acertadas nos últimos meses. No mês de setembro, data do vencimento da estratégia, o risco-retorno continuava atrativo e a volatilidade continuava a nosso favor. No entanto, as ações não apresentaram boa performance até a data do vencimento e acabamos perdendo o prêmio que colocamos as opções. Não foi um valor grande que colocamos de prêmio a risco, mas como não tivemos nenhuma perda relevante no mês, essas operações acabaram sendo as maiores perdas.
PRINCIPAIS ALOCA
PRINCIPAIS ALOCA
PRINCIPAIS ALOCA
PRINCIPAIS ALOCAÇÕES PARA O PRÓXIMO MÊS
ÇÕES PARA O PRÓXIMO MÊS
ÇÕES PARA O PRÓXIMO MÊS
ÇÕES PARA O PRÓXIMO MÊS
Para o mês de outubro, as principais alocações setoriais na ponta compradora são nos setores de açúcar, celulose, petróleo, alimentos, bancos, serviços financeiros e elétrico. Por outro lado, na ponta vendida, os setores de bens de capital, varejo, consumo e shopping.
Fundo de
Investimento Data Início
Horário Limite
Regime de
Cotas Aplicação Resgate Valores Mínimos (R$) TAXAS Observações Ratings
Tratamento Tributário Perseguido
Conversão Carência Conversã
o
Liquidação Financeira
Aplicação
Inicial Movimentação Saldo Administração Performance Saída
LONG AND SHORT (a)04/06/2007 15:30 Fechamento D0 não há D+14 D+15 5.000 5.000 não há 2.00% a.a. 20% s/ 100% CDI sim* (II, III, IV) não há Longo Prazo
Público Alvo: Investidores em Geral
Taxa de Administração:
É apropriada diariamente sobre o valor da cota sendo paga mensalmente até o 5º dia útil subsequente ao vencimento; Taxa de Performance:
É apropriada diariamente sendo paga semestralmente no último dia útil dos meses de dezembro e junho ou no resgate total ou parcial das cotas, o que ocorrer primeiro;
Taxa de Entrada:
Nenhum fundo mencionado possui taxa de entrada; (a) Taxa de Saída:
BNP Paribas Long and Short e Equity Hedge: Caso o cotista solicite, de forma expressa, o resgate com conversão das cotas em D+0/ Liquidação das cotas D+1, será cobrada uma taxa de saída de 5% sobre o valor total resgatado. Esta taxa será descontada no dia da efetivação do resgate e revertida ao patrimônio líquido do fundo.
(b) BNP Paribas Premium: Compreende a taxa de administração do FIC (0.50%a.a.) + taxas dos FIs investidos
Utilização de Derivativos:
I – Este fundo utiliza estratégias que podem resultar em significativas perdas patrimoniais para seus cotistas; ou II – Este fundo utiliza estratégias que podem resultar em significativas perdas patrimoniais para seus cotistas, podendo inclusive acarretar perdas superiores ao capital aplicado e a consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do fundo.
Ativos negociados no exterior:
(III) Este fundo está autorizado a realizar aplicações em ativos financeiros no exterior.
Concentração de emissores:
(IV) Este fundo pode estar exposto a significativa concentração em ativos de Renda Variável de poucos emissores, com os riscos daí decorrentes.
Tratamento Tributário Perseguido:
Com exceção do Credit, Diamante, Esmeralda, IMA-B5 e BNP Paribas Spin, não há garantia de que os fundos mencionados acima terão tratamento tributário para fundos de Longo Prazo.
DISCLAIMER DISCLAIMER DISCLAIMER DISCLAIMER
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