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História da Matemática -
História da Matemática
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História da Matemática -
História da Matemática
Isaac Newton – 1642/1727
Isaac Newton – 1642/1727
Ramon Neiva
Ramon Neiva
03/11/2011
03/11/2011
Isaac Newton nasceu na noite de
Natal de 1642 (Algumas fontes indicam
seu nascimento em 4 de janeiro enquanto
outras apresentam a data de 25 de
dezembro. De fato ele nasceu em 25 de
dezembro no calendário juliano, que
corresponde a 4 de janeiro no calendário
gregoriano (o que está em vigor). Embora
o calendário gregoriano tenha entrado em
vigor em 1582, a Inglaterra só passou a
adotá-lo muito depois, e na ocasião do
nascimento de Newton ainda se adotava o
juliano. Alguns autores consideram que
Newton nasceu em 25 de dezembro de
1642 para coincidir com a data da morte
de Galileu e seus admiradores por
considerarem que ele foi um presente de
Especula-se que Newton estudou latim, grego e a Bíblia.
Algumas referências destacam a idéia de que era um aluno
bem mediano, até que uma cena de sua vida mudou isso: uma
briga com um colega de escola (ele levou um chute de um
colega no estômago, e desafiou-o para uma briga depois da
aula. Embora Newton fosse menor e mais franzino, tinha
tamanha garra e determinação que surrou o adversário até
que ele pedisse para parar. Newton ainda o humilhou,
esfregando seu rosto na parede. ) fez com que Newton
decidisse ser o melhor aluno de classe e de todo o prédio
escola.
À medida que progredia nos estudos, foi aperfeiçoando
também seus dotes para desenhar e construir objetos de
madeira
.
Em junho de 1661, apresentou-se no Trinity College. Nessa ocasião, estava com 18
anos, um pouco mais velho que seus colegas. Parece que sua mãe não facilitava as coisas para ele...
Além do currículo oficial da escola, baseado na tradição aristotélica, Newton adquiria
outros livros. Leu obras sobre a filosofia mecânica, leu também história, fonética e sobre as propostas para uma língua filosófica universal. Interessou-se pela
cronologia e profecias bíblicas, e esse interesse perdurou por toda sua vida.
Ele leu o Diálogo de Galileu, leu minuciosamente as obras de Descartes e fez várias
anotações criticando a óptica. Estudou as leis do movimento planetário de Kepler, e muitos, muitos outros livros. Newton estava se apaixonando pela nova filosofia
mecânica. Em um caderno comprado em Cambridge, por volta de 1664, ele anotou “Quaestiones quaedam philosophicae” e sob esse título fez várias anotações, que foram e continuam sendo fonte de estudos para vários historiadores e filósofos da ciência.
Muitos dos desenvolvimentos posteriores de Newton, tanto para a física como para a
matemática, tiveram suas sementes plantadas nessas anotações.
Na primavera de 1665, formou-se bacharel em humanidades. Estava com 22 anos e
Newton e suas descobertas
Newton e suas descobertas
Newton e suas descobertas
Newton e suas descobertas
Em janeiro de 1666 começa a elaborar a
teoria das cores. Ainda neste ano descobre
a relação da proporção inversa ao quadrado
da distância nas órbitas dos planetas;
compara a órbita da Lua com a aceleração
da gravidade na superfície da Terra e
constata que se correspondem.
No início de 1669 constrói o primeiro
telescópio de reflexão, eliminando a
aberração cromática. Em 1671 envia este
telescópio como doação à Royal Society o
que lhe garante o ingresso no ano seguinte.
No final de 1675 envia a Royal Society um
trabalho sobre a “Hipótese da Luz” que
falava sobre a natureza corpuscular da luz.
(Newton x Robert Hooke)
Newton – Teólogo & Profeta
Newton – Teólogo & Profeta
Newton – Teólogo & Profeta
Newton – Teólogo & Profeta
Entre 1672 e 1684 Newton se dedicaria a um tema que até hoje constitui um tabu na comunidade científica – Alquimia e EstudosBíblicos.
Ainda em 1684 inicia a redação dos Principia publicando-os em 5 de julho de 1687.
Em 1689 é eleito pela Universidade de Cambridge representante no Parlamento Constituinte.
30 de novembro de 1703 elege-se presidente da Royal Society.
É sagrado cavaleiro pela rainha Ana em 1705.
20 de março de 1727, após anos de disputa e perseguição a Liebniz e presidindo a Royal Society com mãos de ferro, morre Newton.
Visão de Newton e Leibniz
O Cálculo Integral era visto
separadamente por Newton e Leibniz:
Newton via o Cálculo como geométrico;
Leibniz o via mais como analítico.
Uma longa e quase sempre inescrupulosa disputa entre Newton e Leibniz sobre
quem havia "criado" o Cálculo. Ambos não pouparam acusações picantes para descrever o outro e os seus feitos e geraram uma discussão acalorada no meio
científico da época sobre quem seria a mais importante autoridade em Cálculo. Em 1675 Leibniz escreve sobre os fundamentos do cálculo integral e diferencial, onde aparece o símbolo de integração,
e Newton – que havia descoberto o cálculo diferencial e integral em 1665 – sabendo as descobertas de Leibniz, manda uma carta a este em 1676. A carta enviada para Leibniz apresentava resultados conseguidos por Newton, no cálculo diferencial, mas nenhuma demonstração era apresentada. Ainda em 1676, Newton escreve uma segunda carta a Leibniz, expondo sua convicção de que Leibniz teria roubado o seu conceito, durante a sua estadia em Londres quando visitou a Royal Society.
Newton estava convicto de que Leibniz o plagiou. Leibniz divulga seu trabalho em
1684, mas ele não esperava que sua atitude despertasse tamanho ódio em seu
adversário inglês.
Em 1703, Newton tornou-se presidente da Royal Society, e valendo-se do cargo
para legislar em causa própria, articulou uma pesada campanha contra o filósofo matemático Alemão.
Em 1711, Leibniz escreve para a Royal Society denominando Newton de desonesto
e requerendo o reconhecimento na descoberta do cálculo diferencial.
Em 1714, Newton entrou em contato com George I, o qual é originário da casa
de Brunswick, e tornou-se rei da Grã-Bretanha. Leibniz ocupava o cargo de
conselheiro e historiador da corte de Brunswick. Newton sabendo desse fato
persuadiu George I a demitir seu adversário do cargo o qual ocupava na corte.
Desempregado, Leibniz entrega-se ao isolamento, e em 1716, falece, sendo
que a única pessoa que comparece a seu enterro é seu ex-secretário.
O rancor de Newton para com Leibniz só termina quando Isaac falece em
1727 aos 84 anos.
Como consequência da infeliz disputa entre Newton e Leibniz, os matemáticos
britânicos ficaram de certa forma alienados dos trabalhos do continente e o
desenvolvimento da Matemática Britânica não conseguiu acompanhar a
rápida evolução da Matemática dos outros países da Europa ao longo do
século XVIII.
Mesmo com a grande campanha promovida por Newton contra Leibniz, a
notação desenvolvida pelo alemão mostra-se mais dinâmica e prevalece até
hoje
A grande questão com que se defrontavam alguns filósofos, no
início da década de 1680, traria Newton de volta à filosofia
mecânica. Motivado por uma visita de Edmond Halley, em
agosto de 1684, com a finalidade de perguntar-lhe sobre a lei da
atração que varia com o inverso do quadrado da distância, ele
retoma seus manuscritos. A resposta enviada a Halley, alguns
meses depois, trazia uma revolução na mecânica celeste.
Durante dois anos e meio, Newton trabalhou obstinadamente
nesse artigo, a pedido de Halley, e ia ampliando suas
conseqüências. Ele estava generalizando a aplicação de sua
dinâmica a uma demonstração sistemática da gravitação
universal, que propunha um novo ideal de ciência. Estava
nascendo o Principia (Princípios Matemáticos da Filosofia
Natural), a obra que seria um marco na história da ciência.
Isaac Newton publicou estas leis em 1687, no seu trabalho de três volumes
intitulado Philosophiae Naturalis Principia Mathematica. As leis explicavam
vários comportamentos relativos ao movimento de objetos físicos e foi um
extenso trabalho no qual ele dedicou-se. A forma original na qual as leis
foram escritas é a seguinte:
Lex I: Corpus omne perseverare in statu suo quiescendi vel movendi
uniformiter in directum, nisi quatenus a viribus impressis cogitur statum
illum mutare.
(Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme
em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por
forças imprimidas sobre ele.)
Lex II: Mutationem motis proportionalem esse vi motrici impressae, etfieri
secundum lineam rectam qua vis illa imprimitur.
(A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida, e é
produzida na direção da linha reta na qual aquela força é imprimida.)