Demonstrações Financeiras
Comil Ônibus S.A.
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 com Relatório dos Auditores Independentes
Comil Ônibus S.A.
Demonstrações financeiras
31 de dezembro de 2013 e 2012Índice
Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras ... 1
Demonstrações financeiras auditadas Balanços patrimoniais ... 3
Demonstrações dos resultados ... 5
Demonstrações dos resultados abrangentes ... 6
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido ... 7
Demonstrações dos fluxos de caixa ... 8
Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras
Aos
Acionistas, Conselheiros e Administradores da
Comil Ônibus S.A.
Erechim – RS
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comil Ônibus S.A.
(“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2013 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das
demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e
adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os
procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas
contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva.
Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras
1. A Companhia possui debêntures que contém cláusulas restritivas (“covenants”) que não foram integralmente atendidas e, conforme evidenciado na nota explicativa nº 13, está atualmente aguardando a formalização da concessão do waiver em relação às penalidades previstas, que incluem a possibilidade da dívida se tornar imediatamente exigível. O montante total das debêntures, em 31 de dezembro de 2013, era de R$113.491 mil, dos quais R$32.425 mil estão apresentados no passivo circulante e R$81.066 mil estão apresentados no passivo não circulante. Entretanto, as práticas contábeis adotadas no Brasil requerem que as dívidas cujas cláusulas restritivas não foram integralmente atendidas sejam apresentadas em sua totalidade no circulante e, desta forma, o passivo circulante está subavaliado e o passivo não circulante está superavaliado em R$81.066 mil.
2. A controlada Comilbus de Mexico S.A. não foi auditada por nós ou por outros auditores independentes. Desta forma, não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre os saldos contábeis desta controlada que, em 31 de dezembro de 2013, apresentava patrimônio líquido negativo no montante de R$10.916 mil e prejuízo do exercício no montante de R$2.103 mil. Consequentemente, não nos foi possível determinar se havia, ou não, necessidade de ajustar esses valores.
Opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas
Em nossa opinião, exceto pelos efeitos do assunto descrito no tópico 1, e pelos possíveis efeitos do assunto descrito no tópico 2 no parágrafo “Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras”, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Comil Ônibus S.A. em 31 de dezembro de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Ênfase
A Companhia efetua vendas regulares para clientes na Argentina. Os processos administrativos e alfandegários que vêm sendo aplicados pelo Governo daquele país para autorizar a entrada de produtos em seu território, tem levado ao atraso na entrega de produtos e, consequentemente, no recebimento das duplicatas correspondentes. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto.
Porto Alegre, 28 de março de 2014.
Comil Ônibus S.A.
Balanços patrimoniais
31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de reais)
Controladora Consolidado Nota 2013 2012 2013 2012
Ativo
Ativo circulante
Caixa e equivalentes de caixa 4 106.373 156.495 106.478 156.522 Aplicações financeiras 5 153.274 122.479 153.274 122.479 Contas a receber de clientes 6 41.507 46.842 45.638 50.497 Estoques 7 99.494 69.941 101.408 71.548 Impostos a recuperar 8 59.339 39.121 60.676 40.248 Operações com derivativos 15 - 356 - 356
Despesas antecipadas 593 643 593 643
Outros créditos 6.548 6.348 6.597 6.387 Total do ativo circulante 467.128 442.225 474.664 448.680 Ativo não circulante
Realizável a longo prazo
Contas a receber de clientes 6/ 9 16.558 14.111 - -
Impostos a recuperar 8 1.247 510 1.247 510 Outros créditos 2.518 872 2.518 872 20.323 15.493 3.765 1.382 Imobilizado 11 133.186 96.096 133.198 96.108 Intangível 12 14.518 7.838 14.550 7.866 Total do ativo não circulante 168.027 119.427 151.513 105.356
Total do ativo 635.155 561.652 626.177 554.036
Controladora Consolidado Nota 2013 2012 2013 2012 Passivo Passivo circulante Fornecedores 131.320 83.059 132.388 83.643 Financiamentos, empréstimos e debêntures 13 54.311 158.109 54.311 158.109 Operações com derivativos 15 795 - 795 - Salários e encargos 13.938 12.071 13.938 12.071 Impostos e contribuições 1.713 1.245 2.406 1.867 Adiantamentos de clientes 14 2.473 2.457 2.660 2.540 Dividendos e juros sobre o capital próprio
a pagar 150 - 150 -
Outras obrigações 20.801 11.483 20.803 11.391 Total do passivo circulante 225.501 268.424 227.451 269.621
Passivo não circulante
Financiamentos, empréstimos e
debêntures 13 327.391 201.279 327.391 201.279 Impostos diferidos 19 5.887 8.230 5.887 8.230 Provisão para litígios 16 1.670 1.874 1.670 1.874 Patrimônio líquido negativo em controlada 10 10.867 8.775 - -
Outras obrigações 12 - - -
Total do passivo não circulante 345.827 220.158 334.948 211.383 Patrimônio líquido 17
Capital social 30.000 30.000 30.000 30.000 Reservas de lucros 9.865 18.582 9.865 18.582 Outros resultados abrangentes 23.962 24.488 23.962 24.488 Participação de não controladores - - (49) (38)
Total do patrimônio líquido 63.827 73.070 63.778 73.032
Total do passivo e patrimônio líquido 635.155 561.652 626.177 554.036
Comil Ônibus S.A.
Demonstrações dos resultados
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto o lucro líquido (prejuízo) por ação)
Controladora Consolidado
Nota 2013 2012 2013 2012
Receita operacional líquida 20 517.654 461.737 518.661 463.177 Custo dos produtos vendidos (440.390) (394.874) (441.110) (396.008)
Lucro bruto 77.264 66.863 77.551 67.169
Receitas (despesas) operacionais:
Vendas (43.461) (34.905) (43.486) (34.924)
Administrativas e gerais (22.743) (22.116) (23.361) (22.786) Resultado de equivalência patrimonial 10 (2.092) (990) - - Outras receitas operacionais, líquidas 480 262 480 262
(67.816) (57.749) (66.367) (57.448) Lucro antes do resultado financeiro 9.448 9.114 11.184 9.721 Resultado financeiro 18 Despesas financeiras (54.542) (33.342) (56.289) (33.953) Receitas financeiras 35.566 25.313 35.566 25.313 (18.976) (8.029) (20.723) (8.640) Lucro (prejuízo) antes dos impostos sobre o lucro (9.528) 1.085 (9.539) 1.081
Imposto de renda e contribuição social 19 2.335 (289) 2.335 (289) Lucro líquido (prejuízo) do exercício (7.193) 796 (7.204) 792 Atribuível aos:
Acionistas controladores (7.193) 796
Acionistas não controladores (11) (4)
Lucro líquido (prejuízo) por ação – R$ (0,14) 0,03
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Demonstrações dos resultados abrangentes
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de reais)
Controladora Consolidado
2013 2012 2013 2012
Lucro líquido (prejuízo) do exercício (7.193) 796 (7.204) 792
Outros resultados abrangentes - - - -
Comil Ônibus S.A.
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de reais)
Atribuível aos acionistas controladores Reservas de lucros Outros
resultados abrangentes Participação dos acionistas não controladores Capital social Legal Retenção de lucros Lucros acumulados Total Nota Total Saldos em 31 de dezembro de 2011 9.880 1.975 37.262 24.992 - 74.109 (34) 74.075 Integralização de capital com reservas 17 20.120 - (20.120) - - - - -
Realização do custo atribuído - - - (504) 504 - - -
Lucro líquido do exercício - - - - 796 796 (4) 792
Destinação do lucro líquido:
Reserva legal 17 - 40 - - (40) - - -
Juros sobre o capital próprio 17 - - (575) - (1.260) (1.835) - (1.835) Saldos em 31 de dezembro de 2012 30.000 2.015 16.567 24.488 - 73.070 (38) 73.032
Realização do custo atribuído (526) 526 - - -
Prejuízo do exercício - - - - (7.193) (7.193) (11) (7.204)
Absorção de prejuízos com reservas - - (6.667) - 6.667 - - - Juros sobre o capital próprio 17 - - (2.050) - - (2.050) - (2.050) Saldos em 31 de dezembro de 2013 30.000 2.015 7.850 23.962 - 63.827 (49) 63.778
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Demonstrações dos fluxos de caixa
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de reais)
Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012
Fluxo de caixa das atividades operacionais
Resultado antes dos impostos sobre o lucro (9.528) 1.085 (9.539) 1.081 Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas
pelas atividades operacionais:
Depreciação e amortização 7.978 6.802 8.021 6.876 Resultado nas baixas do permanente 937 2.653 937 2.653 Resultado de equivalência patrimonial 2.092 990 - - Provisão para créditos de liquidação duvidosa 2.056 256 2.056 441 Provisão para litígios (204) 577 (204) 577 Juros e atualização monetária sobre empréstimos 26.526 19.217 26.526 19.217
29.857 31.580 27.797 30.845 (Aumento) redução em ativos:
Contas a receber 831 24.393 2.802 25.255
Estoques (29.553) (1.016) (29.860) (958)
Operações com derivativos - (356) - (356) Impostos a recuperar (20.955) (13.587) (21.165) (13.838) Outros ativos (1.846) (3.452) (1.856) (3.446) Aumento (redução) em passivos:
Fornecedores 48.261 27.317 48.745 27.429
Obrigações fiscais e sociais 2.335 (7.652) 2.406 (7.562) Operações com derivativos 1.151 (1.602) 1.151 (1.602) Outros passivos 9.390 (1.527) 9.575 (1.606) Disponibilidades líquidas geradas pelas atividades
operacionais 39471 54.098 39.595 54.161
Fluxo de caixa das atividades de investimentos
Aplicações financeiras (30.795) (78.387) (30.795) (78.387) Aquisições de imobilizado (43.412) (22.224) (43.455) (22.273) Aquisições de intangível (7.857) (3.318) (7.860) (3.325) Caixa líquido utilizado pelas atividades de investimento (82.064) (103.929) (82.110) (103.985) Fluxo de caixa das atividades de financiamento
Empréstimos e financiamentos captados 164.238 162.933 164.238 162.933 Pagamentos de empréstimos e financiamentos (169.867) (65.653) (169.867) (65.653) Pagamento de juros sobre o capital próprio e dividendos (1.900) (3.079) (1.900) (3.079) Caixa líquido gerado nas atividades de financiamentos (7.529) 94.201 (7.529) 94.201 Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa (50.122) 44.370 (50.044) 44.377 Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa - no início do exercício 156.495 112.125 156.522 112.145 Caixa e equivalentes de caixa - no final do exercício 106.373 156.495 106.478 156.522 Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa (50.122) 44.370 (50.044) 44.377 Transações que não envolvem caixa ou equivalentes de
caixa
Custos de empréstimos capitalizados (Nota 11) 1.417 605 1.417 605 Impostos a recuperar sobre ativo imobilizado (Nota 11) - 1.608 - 1.608
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
1. Contexto operacional
A Comil Ônibus S.A. (“Companhia”), é uma sociedade anônima de capital fechado, com sede na cidade de Erechim, Estado do Rio Grande do Sul, e tem como atividade principal a fabricação e comercialização de carrocerias e peças para ônibus, atendendo o mercado interno e externo.
2. Sumário das principais políticas contábeis.
2.1. Base de preparação e apresentação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com observância aos pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
Na preparação destas demonstrações financeiras, a Companhia seguiu as mesmas políticas contábeis e métodos de cálculo tais como foram aplicados nas demonstrações financeiras consolidadas de 31 de dezembro de 2012, sendo que a Companhia adotou todas as normas, revisões de normas e interpretações emitidas pelo CPC que estavam em vigor em 31 de dezembro de 2013.
As demonstrações financeiras foram preparadas utilizando o custo histórico como base de valor, exceto pela valorização de certos ativos e passivos como instrumentos financeiros, os quais são mensurados pelo valor justo.
As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com diversas bases de avaliação utilizadas nas estimativas contábeis. As estimativas contábeis envolvidas na preparação das demonstrações financeiras foram baseadas em fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento da Administração para determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações financeiras. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a seleção de vidas úteis do ativo imobilizado e de sua recuperabilidade nas operações, avaliação dos ativos financeiros pelo valor justo e pelo método de ajuste a valor presente, análise do risco de crédito para determinação da provisão para devedores duvidosos e patrimônio líquido negativo em controlada, assim como da análise dos demais riscos para determinação de outras provisões, inclusive para litígios e garantias.
A conclusão das demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 foi autorizada em reunião de diretoria realizada em 28 de março de 2014.
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.2. Bases de consolidação
As demonstrações financeiras consolidadas incluem as operações da Companhia e de sua controlada Comilbus de Mexico S.A., cuja participação percentual nas datas dos balanços é de 99,57%. Uma controlada é integralmente consolidada a partir da data de aquisição, sendo esta a data na qual a Companhia obtém controle, e continua a ser consolidada até a data em que esse controle deixe de existir. As demonstrações financeiras da controlada são elaboradas para o mesmo período de divulgação que o da Controladora, utilizando políticas contábeis uniformes. Todos os saldos intragrupo, receitas e despesas e ganhos e perdas não realizados, oriundos de transações entre as empresas, são eliminados por completo.
2.3. Reconhecimento de receita
A receita é reconhecida na extensão em que for provável que benefícios econômicos serão gerados para a Companhia e quando possa ser mensurada de forma confiável. A receita é mensurada com base no valor justo da contraprestação recebida, excluindo descontos, abatimentos e impostos ou encargos sobre vendas. A Companhia avalia as transações de receita de acordo com os critérios específicos para determinar se está atuando como agente ou principal e, ao final, concluiu que está atuando como principal em todos os seus contratos de receita. Os critérios específicos, a seguir, devem também ser satisfeitos antes de haver reconhecimento de receita:
Venda de produtos
A receita de venda de produtos é reconhecida quando os riscos e benefícios significativos da propriedade dos produtos forem transferidos ao comprador, o que geralmente ocorre na sua entrega.
Receita de juros
Para todos os instrumentos financeiros avaliados ao custo amortizado e ativos financeiros que rendem juros, classificados como disponíveis para venda, a receita ou despesa financeira é contabilizada utilizando-se a taxa de juros efetiva, que desconta exatamente os pagamentos ou recebimentos futuros estimados de caixa ao longo da vida estimada do instrumento financeiro ou em um período de tempo mais curto, quando aplicável, ao valor contábil líquido do ativo ou passivo financeiro. A receita de juros é incluída na rubrica receita financeira, na demonstração do resultado.
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.4. Conversão de saldos denominados em moeda estrangeira
As demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional da controladora. As transações em moeda estrangeira são inicialmente registradas à taxa de câmbio da moeda funcional em vigor na data da transação. Os ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são reconvertidos à taxa de câmbio da moeda funcional em vigor na data do balanço. Todas as diferenças são registradas na demonstração do resultado do exercício.
2.5. Caixa e equivalentes de caixa
Inclui caixa, saldos em conta movimento, aplicações financeiras resgatáveis no prazo de até 90 dias das datas das transações e com risco insignificante de mudança de seu valor de mercado. As aplicações financeiras incluídas nos equivalentes de caixa, em sua maioria, são classificadas na categoria “ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado”.
2.6. Contas a receber de clientes
As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado, ajustado ao valor presente quando aplicável, incluindo os respectivos impostos diretos de responsabilidade tributária da Companhia. As contas a receber de clientes de mercado externo estão atualizadas conforme divulgado na Nota 2.4.
Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante.
A provisão para devedores duvidosos foi constituída em montante considerado suficiente pela Administração para fazer face às eventuais perdas na realização dos créditos e teve como critério a análise individual dos saldos de clientes com risco de inadimplência.
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.7. Estoques
Os estoques estão avaliados ao custo médio de aquisição ou de produção, que não excede ao seu valor realizável líquido. O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda no curso normal dos negócios, menos os custos estimados de conclusão e os custos estimados necessários para a realização da venda.
Matérias primas - custo de aquisição segundo o custo médio.
Produtos acabados e em elaboração - custo dos materiais diretos e mão de obra e uma parcela proporcional das despesas gerais indiretas de fabricação com base na capacidade operacional normal.
As provisões para estoques de baixa rotatividade ou obsoletos são constituídas quando consideradas necessárias pela Administração.
2.8. Investimentos
O investimento em controlada é avaliado pelo método da equivalência patrimonial, conforme requerido pelo CPC 18, para fins de demonstrações financeiras da controladora. Este investimento é deduzido de provisão para perda por redução ao valor recuperável, quando aplicável.
2.9. Imobilizado
A depreciação é calculada de forma linear ao longo da vida útil do ativo, a taxas que levam em consideração a vida útil estimada dos bens conforme descrito abaixo:
Vida útil média ponderada
Edificações 60 anos
Instalações 22 anos
Máquinas e equipamentos 13 anos
Ferramentas 10 anos
Veículos 14 anos
Móveis e utensílios 10 anos
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.9. Imobilizado--Continuação
Um item de imobilizado é baixado quando vendido ou quando nenhum benefício econômico futuro for esperado do seu uso ou venda. Eventual ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado como sendo a diferença entre o valor líquido da venda e o valor contábil do ativo) são incluídos na demonstração do resultado, no exercício em que o ativo for baixado. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012, a Companhia não verificou a existência de indicadores de que determinados ativos imobilizados poderiam estar acima do valor recuperável, e consequentemente nenhuma provisão para perda de valor recuperável dos ativos imobilizados é necessária.
A vida útil dos ativos e os métodos de depreciação são revistos no encerramento de cada exercício, e ajustados de forma prospectiva, quando for o caso.
2.10. Intangível
Os ativos intangíveis estão representados substancialmente por: softwares, marcas e patentes e por gastos com desenvolvimento de novos produtos.
Os ativos intangíveis adquiridos separadamente são mensurados ao custo no momento do seu reconhecimento inicial. Após o reconhecimento inicial, os ativos intangíveis são apresentados ao custo, menos amortização acumulada e perdas acumuladas e valor recuperável.
Os gastos incorridos no desenvolvimento de projetos (relacionados à fase de projeto e testes de produtos novos ou aperfeiçoados) são reconhecidos como ativos intangíveis quando for provável que os projetos serão bem-sucedidos, considerando-se sua viabilidade comercial e tecnológica, e somente se o custo puder ser mensurado com segurança. Outros gastos de desenvolvimento são reconhecidos como despesas na medida em que são incorridos.
Ativos intangíveis com vida definida são amortizados ao longo da vida útil econômica e avaliados em relação à perda por redução ao valor recuperável sempre que houver indicação de perda de valor econômico do ativo.
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.11. Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros
A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Sendo tais evidências identificadas e o valor contábil líquido exceder o valor recuperável, é constituída provisão para desvalorização ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável.
O valor recuperável de um ativo ou de determinada unidade geradora de caixa é definido como sendo o maior entre o valor em uso e o valor líquido de venda.
2.12. Provisões
Geral
Provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) em consequência de um evento passado, é provável que recursos econômicos sejam requeridos para liquidar a obrigação, e uma estimativa confiável do valor da obrigação possa ser feita.
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
A Companhia é parte em diversos processos judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para todas as contingências referentes a processos judiciais para os quais é provável que uma saída de recursos seja feita para liquidar a contingência/ obrigação e uma estimativa razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais.
Provisão para garantias
Referem-se aos gastos estimados com garantias concedidas, revisões técnicas periódicas e campanhas de substituição de peças. A Administração revisa e ajusta periodicamente estas estimativas de acordo com o histórico, projeções e outras informações disponíveis.
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.13. Tributação
Impostos sobre vendas
Receitas, despesas e ativos são reconhecidos líquidos dos impostos sobre vendas exceto: Quando os impostos sobre vendas incorridos na compra de bens ou serviços não for
recuperável junto às autoridades fiscais, hipótese em que o imposto sobre vendas é reconhecido como parte do custo de aquisição do ativo ou do item de despesa, conforme o caso;
Quando os valores a receber e a pagar forem apresentados juntos com o valor dos impostos sobre vendas; e
O valor líquido dos impostos sobre vendas, recuperável ou a pagar, é incluído como componente dos valores a receber ou a pagar no balanço patrimonial.
As receitas de vendas e serviços estão sujeitas aos seguintes impostos e contribuições, pelas seguintes alíquotas básicas:
Controladora e Consolidado Alíquotas
ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços 7% a 17%
IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados 0 % a 25%
COFINS - Contribuição para Seguridade Social 0% a 10,80%
PIS - Programa de Integração Social 0% a 2,30%
ISSQN - Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza 2% a 4%
INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social (*) 1%
IVA - Impostos sobre Valor Adicionado (Consolidado) 16%
(*) Conforme Lei 12.546 relativamente a desoneração da folha de pagamento, este imposto incide sobre as receitas da controladora.
Esses encargos são apresentados como deduções de vendas na demonstração do resultado. Os créditos decorrentes da não cumulatividade do PIS e da COFINS são apresentados deduzindo o custo dos produtos vendidos na demonstração do resultado.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.13. Tributação--Continuação
Imposto de renda e contribuição social - corrente e diferido
A tributação sobre o lucro compreende o imposto de renda (IR) e a contribuição social (CS). O IR é computado sobre o lucro tributável pela alíquota de 15%, acrescido do adicional de 10% para os lucros que excederem R$240 no período de 12 meses, enquanto que a CS é computada pela alíquota de 9% sobre o lucro tributável, reconhecidos pelo regime de competência. Portanto as inclusões ao lucro contábil de despesas, temporariamente não dedutíveis, ou exclusões de receitas, temporariamente não tributáveis, para apuração do lucro tributável corrente geram créditos ou débitos tributários diferidos.
IR e CS correntes relativos a itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido são reconhecidos no patrimônio líquido. A Administração periodicamente avalia a posição fiscal das situações nas quais a regulamentação fiscal requer interpretação e estabelece provisões quando apropriado.
As antecipações em valores possíveis de compensação são demonstradas no ativo circulante ou não circulante, de acordo com a previsão de sua realização.
2.14. Outros benefícios a empregados
Os benefícios concedidos a empregados e administradores da Companhia incluem, em adição a remuneração fixa (salários e contribuições para a seguridade social (INSS), férias, 13º salário), remunerações variáveis como participação nos lucros, bônus, plano de saúde, assistência médica e social. Esses benefícios são registrados no resultado do exercício quando a Companhia tem uma obrigação com base no regime de competência, à medida que são incorridos.
2.15. Lucro líquido por ação
O lucro líquido por ação é calculado com base na quantidade de ações existentes nas datas dos balanços conforme requerido pela legislação societária.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.16. Ajuste a valor presente de ativos e passivos
Os ativos e passivos monetários são ajustados pelo seu valor presente quando o efeito é considerado relevante em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. O cálculo do ajuste a valor presente é efetuado com base em taxa de juros que reflete o prazo e o risco de cada transação. Para as transações a prazo a Companhia utiliza a variação da taxa SELIC, visto que é a taxa de referência utilizada em transações a prazo.
O ajuste a valor presente das contas a receber se dá em contra partida da receita bruta no resultado e a diferença entre o valor presente de uma transação e o valor de face do faturamento é considerado como receita financeira e será apropriado com base no custo amortizado e a taxa efetiva ao longo do prazo de vencimento da transação.
O ajuste a valor presente de compras é registrado nas contas de fornecedores, estoque e custos, e a sua realização tem como contra partida a conta de despesa financeira, pela fruição do prazo de seus fornecedores.
Em 31 de dezembro de 2013 e 2012, não foram identificadas outras transações que fossem consideradas relevantes em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
2.17. Demonstração dos fluxos de caixa
As demonstrações dos fluxos de caixa foram preparadas pelo método indireto e estão apresentadas de acordo com o CPC 03 (R2) - Demonstração dos Fluxos de Caixa, emitido pelo CPC.
2.18. Instrumentos financeiros - reconhecimento inicial e mensuração subsequente
Reconhecimento inicial e mensuração
Os instrumentos financeiros da Companhia são inicialmente registrados ao seu valor justo acrescido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão, exceto no caso de ativos e passivos financeiros classificados na categoria ao valor justo por meio do resultado, onde tais custos são diretamente lançados no resultado do exercício.
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(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.18. Instrumentos financeiros - reconhecimento inicial e mensuração
subsequente--Continuação
Reconhecimento inicial e mensuração--Continuação
Os principais ativos financeiros reconhecidos pela Companhia são: caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes e instrumentos derivativos. Esses ativos foram classificados nas categorias de ativos financeiros a valor justo por meio de resultado e empréstimos e recebíveis.
Os principais passivos financeiros são: contas a pagar a fornecedores e outras contas a pagar, empréstimos e financiamentos e instrumentos financeiros derivativos. Esses passivos foram classificados nas categorias de passivos financeiros a valor justo por meio de resultado e empréstimos e financiamentos.
Mensuração subsequente
A mensuração subsequente dos instrumentos financeiros ocorre a cada data do balanço de acordo com a classificação dos instrumentos financeiros nas seguintes categorias de ativos e passivos financeiros: ativo financeiro ou passivo financeiro mensurado pelo valor justo por meio do resultado, investimentos mantidos até o vencimento, empréstimos e recebíveis, empréstimos e financiamentos e ativos financeiros disponíveis para venda.
Os ativos e passivos financeiros da Companhia foram classificados nas seguintes categorias:
Ativos e passivos financeiros a valor justo por meio do resultado
Ativos e passivos financeiros a valor justo por meio do resultado incluem instrumentos financeiros mantidos para negociação e ativos e passivos financeiros designados no reconhecimento inicial a valor justo por meio do resultado. São classificados como mantidos para negociação se forem adquiridos com o objetivo de venda no curto prazo.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.18. Instrumentos financeiros - reconhecimento inicial e mensuração
subsequente--Continuação
Mensuração subsequente--Continuação Empréstimos e recebíveis
Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos, com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. Após a mensuração inicial, esses ativos financeiros são contabilizados ao custo amortizado, utilizando o método de juros efetivos (taxa de juros efetiva), menos perda por redução ao valor recuperável. O custo amortizado é calculado levando em consideração qualquer desconto ou “prêmio” na aquisição e taxas ou custos incorridos. A amortização do método de juros efetivos é incluída na linha de receita financeira na demonstração de resultado. As perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas como despesa financeira no resultado.
Empréstimos e financiamentos
Após o reconhecimento inicial, empréstimos e financiamentos sujeitos a juros são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado, utilizando o método da taxa de juros efetiva. Ganhos e perdas são reconhecidos na demonstração do resultado no momento da baixa dos passivos, bem como durante o processo de amortização pelo método da taxa de juros efetiva.
Instrumentos financeiros derivativos
A Companhia utiliza instrumentos financeiros derivativos, em contratos a termo de moeda para fornecer proteção contra o risco de variação das taxas de câmbio.
Quaisquer ganhos ou perdas resultantes de mudanças no valor justo de derivativos durante o exercício são lançados diretamente na demonstração de resultado.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
2. Sumário das principais políticas contábeis--Continuação
2.19. Arrendamentos Mercantis
Arrendamentos mercantis financeiros que transferem a Companhia basicamente todos os riscos e benefícios relativos à propriedade do item arrendado são capitalizados no início do arrendamento mercantil pelo valor justo do bem arrendado ou, se inferior, pelo valor presente dos pagamentos mínimos de arrendamento mercantil. Sobre os custos são acrescidos, quando aplicável, os custos iniciais diretos incorridos na transação. Os pagamentos de arrendamento mercantil financeiro são alocados a encargos financeiros e reduzidos de passivos de arrendamento mercantis financeiros de forma a obter taxas de juros constantes sobre o saldo remanescente do passivo. Os encargos financeiros são reconhecidos na demonstração do resultado.
Os bens arrendados são depreciados ao longo da sua vida útil. Contudo, quando não houver razoável certeza de que a Companhia obterá a propriedade ao final do prazo do arrendamento mercantil, o ativo é depreciado ao longo da sua vida útil estimada ou no prazo do arrendamento mercantil, dos dois o menor.
Os pagamentos de arrendamento mercantil operacional são reconhecidos como despesa na demonstração do resultado de forma linear ao longo do prazo do arrendamento mercantil.
2.20. Custo de Empréstimos
Custos de empréstimos diretamente relacionados com a aquisição, construção ou produção de um ativo que necessariamente requer um tempo significativo para ser concluído para fins de uso ou venda são capitalizados como parte do custo do correspondente ativo. Todos os demais custos de empréstimos são registrados em despesa no período em que são incorridos. Custos de empréstimo compreendem juros e outros custos incorridos relativos ao empréstimo.
2.21. Moeda Funcional
As demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional da Controladora. Cada controlada da Companhia determina sua própria moeda funcional, e naquelas cujas moedas funcionais são diferentes do real, as demonstrações financeiras são traduzidas para o real na data do fechamento.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
3. Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas
A preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia requer que a Administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na data base das demonstrações financeiras. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas poderia levar a resultados que requeiram um ajuste significativo ao valor contábil do ativo ou passivo afetado em períodos futuros.
Estimativas e premissas
As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na data do balanço, envolvendo risco significativo de causar um ajuste significativo no valor contábil dos ativos e passivos no próximo exercício financeiro, são destacadas a seguir:
Valor justo de instrumentos financeiros
Quando o valor justo de ativos e passivos financeiros apresentados no balanço patrimonial não puder ser obtido de mercados ativos, é determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo o método de fluxo de caixa descontado.
Os dados para esses métodos se baseiam naqueles praticados no mercado, quando possível, contudo, quando isso não for viável, um determinado nível de julgamento é requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui considerações sobre os dados utilizados como, por exemplo, risco de liquidez, risco de crédito e volatilidade. Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam afetar o valor justo apresentado dos instrumentos financeiros.
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
A Companhia reconhece provisão para causas cíveis, tributárias e trabalhistas. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos.
As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais.
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
3. Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas--Continuação
Estimativas e premissas--Continuação Garantias de produtos
De modo geral, as vendas de carrocerias e peças para ônibus são acompanhadas de uma garantia padrão para acessórios, equipamentos e peças fabricados por nós e/ ou nossos fornecedores. A Companhia reconhece a despesa de garantia como despesa, no momento da venda e com base nos montantes estimados dos custos da garantia que se espera incorrer. Essas estimativas são baseadas em diversos fatores, incluindo despesas históricas com garantias e experiência com custos, tipo e duração da cobertura da garantia. Os custos reais da garantia do produto podem ter padrões diferentes da nossa experiência prévia, principalmente quando uma nova família de ônibus inicia seus serviços de receita, o que pode exigir que aumentemos a provisão de garantia do produto. Em geral, o período de garantia é de um ano. Compromisso de arrendamento mercantil
A Companhia contratou arrendamento para a construção e locação de sua nova fábrica no município de Lorena-SP, na modalidade de built to suit. A Companhia determinou, com base em uma avaliação dos termos e condições do contrato, que não assume a totalidade dos riscos e benefícios significativos desta transação. Desta forma, classificou este contrato como arrendamento mercantil operacional.
Custos de desenvolvimento
Custos de desenvolvimento são capitalizados de acordo com a prática contábil descrita na Nota 2.10. A capitalização inicial de custos é baseada no julgamento da Administração de que a viabilidade tecnológica e econômica será confirmada, geralmente quando um projeto de desenvolvimento de produto tenha alcançado um determinado ponto seguindo um modelo estabelecido de gestão de projeto.
Ao determinar os valores a serem capitalizados, a Administração adota premissas sobre a geração futura de caixa esperada do projeto, taxas de desconto a serem aplicadas e o período esperado dos benefícios.
A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores significativamente divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras devido às imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Companhia revisa suas estimativas e premissas pelo menos anualmente.
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
4. Caixa e equivalentes de caixa
Controladora Consolidado 31/12/2013 31/12/2012 31/12/2013 31/12/2012 Disponibilidades 3.568 31.866 3.673 31.893 Aplicações financeiras 102.805 124.629 102.805 124.629 106.373 156.495 106.478 156.522
Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo, sendo que estão representados por saldos em conta corrente e aplicações financeiras em fundos DI.
A Companhia tem políticas de investimentos financeiros que determinam que os investimentos se concentrem em instituições financeiras de primeira linha e são substancialmente remuneradas com base em percentuais da variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
5. Aplicações financeiras
Referem-se a aplicações financeiras em Certificados de Depósitos Bancários (CDB) mantidas em bancos de primeira linha, remuneradas com base em percentuais de variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
6. Contas a receber de clientes
Controladora Consolidado
31/12/2013 31/12/2012 31/12/2013 31/12/2012
No mercado nacional 32.392 28.241 32.392 28.241
No mercado externo 30.170 35.088 18.957 25.847
62.562 63.329 51.349 54.088
(-) Provisão para créditos de liquidação
duvidosa (4.158) (2.102) (5.373) (3.317)
(-) Ajuste a valor presente (338) (274) (338) (274)
Total 58.065 60.953 45.638 50.497
Circulante 41.507 46.842 45.638 50.497
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Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
6. Contas a receber de clientes--Continuação
A movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa está demonstrada a seguir:
Controladora Consolidado
2013 2012 2013 2012
Saldo no início do exercício (2.102) (1.846) (3.317) (2.876)
Adições (2.276) (266) (2.276) (451)
Recuperações/ realizações 220 10 220 10
Saldo no final do exercício (4.158) (2.102) (5.373) (3.317)
Em 31 de dezembro, a análise do vencimento das contas a receber de clientes é a seguinte:
Controladora Consolidado 31/12/2013 31/12/2012 31/12/2013 31/12/2012 A vencer 58.122 49.947 43.594 36.383 Vencidos De 1 a 30 dias 418 4.496 418 4.704 De 31 a 60 dias 596 1.286 596 1.539 De 61 a 90 dias 54 248 54 1.722 De 91 a 180 dias 893 1.678 893 1.836 De 181 a 360 dias 595 2.134 595 2.326 Acima de 360 dias 1.884 3.540 5.199 5.578 62.562 63.329 51.349 54.088
7. Estoques
Controladora Consolidado 31/12/2013 31/12/2012 31/12/2013 31/12/2012 Produtos acabados 13.017 5.996 14.931 6.956 Produtos em elaboração 20.528 18.426 20.528 18.426 Matéria-prima e componentes 65.871 43.340 65.871 43.987 Adiantamentos a fornecedores 1.034 2.421 1.034 2.421(-) Ajuste a valor presente (956) (242) (956) (242)
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8. Impostos a recuperar
Controladora Consolidado 31/12/2013 31/12/2012 31/12/2013 31/12/2012 ICMS (a) 5.171 4.076 5.171 4.076 IPI (c) 1.539 1.207 1.539 1.207 COFINS (b) 30.979 22.216 30.979 22.216 PIS (b) 7.280 5.280 7.280 5.280 Imposto de renda (d) 8.252 3.570 8.252 3.570Contribuição social sobre lucro (d) 1.239 706 1.239 706
IVA (e) - - - 1.127
Outros 6.126 2.576 6.126 2.576
Total 60.586 39.631 61.923 40.758
Circulante 59.339 39.121 60.676 40.248
Não circulante 1.247 510 1.247 510
a) Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS
Referem-se principalmente a créditos oriundos das exportações efetuadas pela Companhia. b) PIS e COFINS
Estes créditos são gerados nas operações comerciais. Tais créditos são parcialmente utilizados na compensação de tributos federais. Do saldo remanescente, são solicitados os ressarcimentos devidos.
c) Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
O saldo compõe-se substancialmente de valores originados das operações mercantis, podendo ser compensados com tributos da mesma natureza.
d) Imposto de renda e contribuição social
Corresponde ao imposto de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras e antecipações no recolhimento de imposto de renda e contribuição social, realizáveis mediante a compensação com impostos e contribuições federais a pagar.
e) Imposto sobre valor adicionado
O saldo é composto por créditos de imposto sobre valor adicionado a recuperar pela controlada Comilbus México.
Comil Ônibus S.A.
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(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
9. Informações sobre partes relacionadas
Os saldos e transações mantidas pela Companhia com sua controlada e demais partes relacionadas são apresentadas a seguir:
Ativo Não Circulante Resultado
Comilbus de México S.A.
Contas a receber
de clientes Venda de produtos
Saldos em 31/12/2013 16.558 356
Saldos em 31/12/2012 14.111 617
Termos e condições de transações com partes relacionadas
As transações de vendas com partes relacionadas referem-se a vendas de mercadorias para abastecimento da Comilbus México S.A. efetuadas a preços normais de mercado. Os saldos em aberto no encerramento do exercício não estão sujeitos a juros. Não houve garantias prestadas em relação a quaisquer contas a receber envolvendo partes relacionadas.
Remuneração do pessoal-chave da Administração
Os montantes referentes a remuneração do pessoal-chave da Administração estão representados por dispêndios com benefícios de curto prazo que totalizam R$2.825 (R$2.591 em 31 de dezembro de 2012). A Companhia não possui remuneração em outras categorias de i) benefícios pós-emprego, ii) benefícios de longo prazo, iii) benefícios de rescisão de contrato de trabalho e iv) remuneração baseada em ações.
10. Investimentos
Comilbus de México S.A.
31/12/2013 31/12/2012
Patrimônio líquido negativo (10.916) (8.814)
Prejuízo do exercício (2.103) (995)
Percentual de participação (%) 99,57% 99,57%
Valor patrimonial – saldos iniciais (8.775) (7.785)
Resultado de equivalência patrimonial (2.092) (990)
Patrimônio líquido negativo em controlada (10.867) (8.775)
O investimento na controlada Comilbus de Mexico, S.A. foi avaliado pelo método de equivalência patrimonial até o limite em que os prejuízos apurados absorveram a totalidade do capital e outras reservas dessa controlada, ou seja, até o limite em que seu patrimônio líquido permaneceu nulo. A partir deste momento a Companhia passou a registrar uma provisão para patrimônio líquido negativo na extensão em que tenha incorrido em obrigações legais ou construtivas de fazer pagamentos em nome de sua controlada.
Comil Ônibus S.A.
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11. Imobilizado
Controladora
Terrenos Edificações Veículos
Máquinas e equipamentos Equipamentos de computação Instalações e benfeitorias Outros Obras em andamento Total Custo Saldos em 31/12/2011 19.591 26.610 3.699 52.492 2.106 6.510 1.656 3.284 115.948 Adições - 146 324 812 209 - 470 20.868 22.829 Baixas (1.105) (171) (273) (734) (151) (318) (23) (374) (3.149) Transferências - 3.525 - 5.287 - 1.881 - (12.301) (1.608) Saldos em 31/12/2012 18.486 30.110 3.750 57.857 2.164 8.073 2.103 11.477 134.021 Adições - - 215 188 3 - - 44.422 44.829 Baixas - - (451) (1.051) (10) (46) (20) - (1.578) Transferências - 155 - 32.428 304 782 2.158 (35.827) - Saldos em 31/12/2013 18.486 30.265 3.514 89.423 2.462 8.809 4.240 20.073 177.292 Depreciação Saldos em 31/12/2011 - (3.464) (2.075) (23.870) (1.638) (1.056) (720) - (32.823) Adições - (479) (194) (4.135) (91) (531) (167) - (5.597) Baixas - 2 65 284 116 22 7 - 496 Saldos em 31/12/2012 - (3.941) (2.204) (27.721) (1.613) (1.565) (880) - (37.924) Adições - (553) (188) (5.065) (108) (686) (202) - (6.802) Baixas - - 239 390 4 3 3 - 641 Saldos em 31/12/2013 - (4.494) (2.153) (32.395) (1.717) (2.249) (1.079) - (44.086) Valor residual Saldo em 31/12/2012 18.486 26.170 1.546 30.136 551 6.508 1.223 11.477 96.096 Saldo em 31/12/2013 18.486 25.771 1.361 57.027 745 6.561 3.161 20.073 133.186
Comil Ônibus S.A.
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(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
11. Imobilizado--Continuação
Consolidado
Terrenos Edificações Veículos
Máquinas e equipamentos Equipamentos de computação Instalações e benfeitorias Outros Obras em andamento Total Custo Saldos em 31/12/2011 19.591 26.610 3.699 52.492 2.106 6.510 1.889 3.284 116.181 Adições - 146 324 812 209 - 519 20.868 22.878 Baixas (1.105) (171) (273) (734) (151) (318) (23) (374) (3.149) Transferências - 3.525 - 5.287 - 1.881 - (12.301) (1.608) Saldos em 31/12/2012 18.486 30.110 3.750 57.857 2.164 8.073 2.385 11.477 134.302 Adições - - 215 188 3 - 44 44.422 44.872 Baixas - - (451) (1.051) (10) (46) (20) - (1.578) Transferências - 155 - 32.428 304 782 2.158 (35.827) - Saldos em 31/12/2013 18.486 30.265 3.514 89.422 2.461 8.809 4.567 20.072 177.596 Depreciação Saldos em 31/12/2011 - (3.464) (2.075) (23.870) (1.638) (1.056) (916) - (33.019) Adições - (479) (194) (4.135) (91) (531) (241) - (5.671) Baixas - 2 65 284 116 22 7 - 496 Saldos em 31/12/2012 - (3.941) (2.204) (27.721) (1.613) (1.565) (1.150) - (38.194) Adições - (553) (188) (5.065) (108) (686) (245) - (6.845) Baixas - - 239 390 4 4 4 - 641 Saldos em 31/12/2013 - (4.494) (2.153) (32.396) (1.717) (2.247) (1.391) - (44.398) Valor residual Saldos em 31/12/2012 18.486 26.170 1.546 30.136 551 6.508 1.235 11.477 96.108 Saldos em 31/12/2013 18.486 25.771 1.361 57.026 744 6.562 3.176 20.072 133.198
Levando em consideração a relevância do ativo imobilizado em relação às demonstrações financeiras como um todo, a Companhia e sua controlada avaliaram a vida útil-econômica desses ativos e concluíram que não existem ajustes ou mudanças relevantes a serem reconhecidos em 31 de dezembro de 2013.
O valor dos custos de empréstimos capitalizados durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 foi de R$1.417 (em 2012 R$605).
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
12. Intangível
Os detalhes dos intangíveis e da movimentação dos saldos desse grupo estão apresentados a seguir: Controladora Consolidado Custos de desenvolvimento Patentes e licenças Total Custos de desenvolvimento Patentes e licenças Total Custo Saldos em 31/12/2011 3.872 7.287 11.159 3.872 7.393 11.266 Adições 2.979 339 3.318 2.979 346 3.324 Saldos em 31/12/2012 6.851 7.626 14.477 6.851 7.739 14.590 Adições 7.617 239 7.857 7.617 243 7.860 Saldos em 31/12/2013 14.468 7.866 22.334 14.468 7.982 22.450 Amortização Saldos em 31/12/2011 (506) (4.928) (5.434) (506) (5.013) (5.519) Adições (457) (748) (1.205) (457) (748) (1.205) Saldos em 31/12/2012 (963) (5.676) (6.639) (963) (5.761) (6.724) Adições (456) (720) (1.176) (456) (720) (1.176) Saldos em 31/12/2013 (1.419) (6.396) (7.815) (1.419) (6.481) (7.900) Valor residual Saldos em 31/12/2012 5.888 1.950 7.838 5.888 1.978 7.866 Saldos em 31/12/2013 13.049 1.469 14.518 13.050 1.501 14.550
Representam gastos com aquisição de licenças de softwares e gastos com desenvolvimento de novos produtos, os quais são amortizados pelo prazo de cinco e quatro anos, respectivamente. Os custos de pesquisa e desenvolvimento reconhecidos como despesa na demonstração do resultado em 31 de dezembro de 2013 totalizaram R$1.617 (R$859 em 2012).
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
13. Financiamentos, empréstimos e debêntures
As operações de empréstimos e financiamentos podem ser assim resumidas:
Taxa de juros
Controladora e Consolidado
Indexador média - a.a Vencimento 31/12/2013 31/12/2012
Moeda nacional: Capital de giro: Exim BNDES - 5,0% 15/03/16 a 15/07/16 164.115 - Exim BNDES - 4,5% 15/08/11 a 15/07/13 - 61.417 Exim BNDES - 9,0% 15/05/13 a 15/07/13 - 85.682 Exim BNDES - 8,0% 15/08/15 71.009 71.039 FINEP - 4,0% a 11,0% 15/11/15 a 15/10/18 10.375 12.398 Vendor 1.227 5.709 Imobilizado: Finame TJLP 2,5% a 11,7% 15/03/11 a 15/11/23 13.584 6.674 Finimp - 5,4% a 6,3% 30/12/13 12/07/17 7.901 4.385 Debêntures: CDI 130% 27/01/14 a 27/07/17 113.491 112.084 381.702 359.388 Circulante 54.311 158.109 Não circulante 327.391 201.279
As parcelas de longo prazo têm o seguinte cronograma de pagamento:
31/12/2013 Ano de vencimento: 2015 141.392 2016 143.595 2017 33.487 2018 até 2023 8.917 327.391
Os financiamentos e empréstimos estão garantidos por avais dos controladores no valor de R$356.517 (R$316.940 em 2012), aval e alienação fiduciária no valor de R$13.585 (R$24.341 em 2012), aval e hipoteca no valor de R$2.890 (R$4.529 em 2012) e aval e carta fiança no valor de R$ 7.485 em 2013 (R$ 7.869 em 2012).
Para mitigar os riscos de liquidez e a otimização do custo médio ponderado de capital, a Companhia monitora permanentemente os níveis de endividamento de acordo com os padrões de mercado.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
13. Financiamentos, empréstimos e debêntures--Continuação
Debêntures
Em 27 de julho de 2012, a Companhia emitiu 11.000 debêntures no montante total de R$ 110.000. As debêntures são denominadas em reais, não são conversíveis em ações, com juros variáveis a um percentual de 130% da taxa CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro). A amortização do principal ocorrerá semestralmente a partir de janeiro de 2014 e os juros serão pagos semestralmente a partir de janeiro de 2013.
Como forma de monitoramento da situação financeira da Companhia pelos debenturistas, são utilizados determinados covenants financeiros. Seguem abaixo breves descrições dos referidos covenants financeiros:
i. Dívida financeira líquida/ EBITDA - O índice contratual indica que está relação nos últimos 12 meses deve ser inferior a 3,2 vezes. Em 31/12/2013 este índice era de 6,3 vezes;
ii. EBITDA/ Despesa financeira líquida - O índice contratual indica que está relação nos últimos 12 meses deve ser superior a 2,7 vezes. Em 31/12/2013 este índice era de 0,9 vezes;
iii. Ativo circulante/ Passivo circulante - O índice contratual indica que está relação deve ser superior a 1,3 vezes. Em 31/12/2013 este índice era de 2,1 vezes;
iv. Dívida financeira líquida/ Patrimônio líquido - O índice contratual indica que está relação deve ser igual ou inferior a 2,0 vezes. Em 31/12/2013 este índice era de 1,9 vezes.
Todos os covenants descritos acima são calculados com base nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia. A penalidade prevista em contrato em caso do não cumprimento destes é a possibilidade de declaração de default pelos credores e o vencimento antecipado dos contratos.
Conforme evidenciado acima, a Companhia não atingiu dois dos índices financeiros em 31 de dezembro de 2013. Posteriormente ao encerramento do exercício, a Companhia enviou proposta aos debenturistas de restabelecimento temporário dos covenants financeiros, que deverá ser formalizada em Assembleia Geral de Debenturistas (AGD) em data ser definida, motivo pelo qual a parcela de longo prazo das debêntures não foi reclassificada para o passivo não circulante.
Comil Ônibus S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras--Continuação 31 de dezembro de 2013 e 2012
(Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma)
14. Adiantamentos de clientes
Controladora Consolidado 31/12/2013 31/12/2012 31/12/2013 31/12/2012 Clientes nacionais 1.612 1.262 1.612 1.262 Clientes internacionais 862 1.195 1.048 1.278 2.473 2.457 2.660 2.540Os adiantamentos de clientes referem-se basicamente aos montantes antecipados pelos clientes para garantir os contratos de venda e assegurar a produção de carrocerias pela Companhia.
15. Operações com derivativos
Substancialmente representados por contratos a termo de moeda - NDFs (Non Deliverable Fowards) contratados com objetivo de proteção a riscos de moedas estrangeiras.
Os valores de referência (notional) dos contratos em aberto em 31 de dezembro de 2013 totalizavam USD 13.650 mil (USD 16.860 mil em 2012). O valor justo destes contratos totaliza R$795 a pagar em 31 de dezembro de 2013 (R$356 a receber em 2012).
Em 31 de dezembro de 2013 o montante registrado na demonstração do resultado da Companhia decorrente de operações dessa natureza totalizou despesa de R$6.305 (despesa de R$1.634 em 2012), tendo sido registrada à rubrica de despesas financeiras.
16. Provisão para litígios
A Companhia é parte em processos judiciais e administrativos perante vários tribunais e órgãos governamentais, oriundos no curso normal das operações, os quais envolvem questões tributárias, trabalhistas e cíveis. A perda estimada foi provisionada no passivo não circulante, com base na opinião de seus assessores jurídicos para os casos em que o desembolso financeiro é provável.
O quadro a seguir demonstra, em 31 de dezembro, os valores estimados do risco contingente (perda), conforme opinião de nossos assessores jurídicos:
Natureza do risco
Controladora e Consolidado
2013 2012 2013 2012
Provável Possível Provável Possível Depósito judicial
Cível 316 1.119 10 276 - -
Trabalhista 1.354 5.463 1.864 4.593 434 236