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Ambientes virtuais complementando o espaço formal de aprendizagem

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Academic year: 2021

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PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO NAS CIÊNCIAS

ADRIANO GERD LANG

AMBIENTES VIRTUAIS COMPLEMENTANDO O ESPAÇO

FORMAL DE APRENDIZAGEM

Dissertação de Mestrado

Ijuí 2007

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ADRIANO GERD LANG

AMBIENTES VIRTUAIS COMPLEMENTANDO O ESPAÇO

FORMAL DE APRENDIZAGEM

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação nas Ciências como requisito parcial à obtenção do grau de Mestre em Educação nas Ciências.

Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.

Orientador: Prof. Dr. André Souza Lemos.

Ijuí 2007

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AGRADECIMENTOS

Gostaria de agradecer, em primeiro lugar, a minha família, que sempre me fez ver que é preciso buscar força em algum lugar, e lutar. Que é preciso superar a dificuldade e ir mais além.

Agradeço ao meu orientador, prof. Dr. André Souza Lemos, que foi, sem dúvida alguma, peça “importante” na elaboração deste trabalho, principalmente pelo tempo a mim dispensado, pelo “interesse” demonstrado por esta dissertação e acima de tudo por suas “contribuições”, que certa-mente foram fundamentais para o desenvolvimento de determinados pontos. De forma mais geral, gostaria de agradecê-lo por sempre me “estimular” a escolher os caminhos certos, não os mais fá-ceis, aqueles já percorridos, mas sim aqueles que mais teriam a acrescentar, aqueles mais desafiado-res, que me faziam transpor limites.

Agradeço, também, as professoras Maria Cristina Pansera de Araújo e Ruth Marilda Fricke, pela amizade, compreensão, participação nas bancas, sugestões quanto à forma do trabalho e pela indicação de direções para pesquisas futuras sobre o tema.

Um agradecimento muito especial aos colegas e amigos do CEP (Charles, Marcelo, Tia-go, João, Profª Fátima e outros tantos que não me vêm a memória agora, mas cuja participação foi de fundamental importância embora não os tenha nomeado aqui) que contribuíram diretamente e/ou indiretamente nesta trajetória.

Por último, gostaria de agradecer os financiamentos concedidos pela EED por intermédio do Pró-Educ - IECLB, que facilitaram a realização tanto deste trabalho como do curso de mestrado em geral.

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RESUMO

As tecnologias da informação e comunicação, em especial o computador e a internet, significam novos modos de aprender e ensinar em uma sociedade que vai transformando-se, rapida-mente, por conta do desenvolvimento tecnológico. Neste estudo procuramos investigar as potenciali-dades de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA), viabilizado na Internet, como espaço de inte-ração e comunicação, questionando sua efetividade como ambiente de aprendizado, em especial o aprendizado que acontece de forma espontânea. Buscamos nos referenciais teóricos de Grinspun, Moran, Lévy, Vygotsky e outros, recursos que apontam para novos paradigmas nos processos de ensino-aprendizagem, baseados na autonomia, interação, colaboração e cooperação. A pesquisa em-pírica adotou a abordagem qualitativa, com o uso de questionários aos alunos participantes e o con-trole - transparente ao usuário - dos acessos ao AVA, através de ferramentas de suporte e administra-ção. A análise dos dados leva a admitir seriamente o potencial destes espaços como efetivos meios de suporte à educação institucionalizada e à aprendizagem autônoma, como meios auxiliares à edu-cação presencial.

Palavras-chave: AVA, Ambiente Virtual, Autonomia, Autoformação,

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ABSTRACT

The technologies of information and communication, in special the computer and the In-ternet, mean new ways to learn and to teach quickly in a society that is changing due to the technolo-gical development. In this study we investigated the potentialities of a learning management system (LMS), made possible through the Internet, as an interaction and communication space, questioning its effectiveness as a learning environment, in special the learning that takes place spontaneously. We searched the theoretical references of Grinspun, Moran, Lévy, Vygotsky and others for support, re-sources that point to new paradigms in the teaching-learning processes, based on autonomy, interac-tion, contribution and cooperation. The empirical research adopted the qualitative approach, with the use of questionnaires answered by the students participating and the control - transparent to the user - of the accesses to the LMS, through support and administration tools. The analysis of the data leads to seriously admit the potential of these spaces as effective ways of supporting the institutionalized education and the autonomous learning as an auxiliary means to the traditional education.

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SUMÁRIO

SUMÁRIO ... 8

LISTA DE FIGURAS ... 10

LISTA DE GRÁFICOS ... 11

LISTA DE TABELAS ... 12

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS E SÍMBOLOS ... 13

INTRODUÇÃO ... 14 CAPÍTULO 1 ... 18 A PESQUISA ... 18 1.1 OOBJETIVODAPESQUISA ... 18 1.2 AMETODOLOGIA DA PESQUISA ... 19 1.2.1 A abordagem qualitativa ... 19 1.2.2 A pesquisa bibliográfica ... 20 1.2.3 A aplicação do questionário ... 20 1.2.4 O monitoramento do AVA ... 21 1.2.5 A metodologia da análise ... 21 1.2.6 As Limitações da Avaliação ... 22 1.3 O AMBIENTE VIRTUAL... 23

1.3.1 A escolha do ambiente virtual ... 23

1.3.2 O ambiente virtual ... 23

1.3.3 A estrutura do ambiente virtual... 24

1.4 O ESTUDO DE CASO ... 28

1.4.1 O Curso ... 28

1.4.2 A Instituição “Colégio Evangélico Panambi” ... 29

1.4.3 Os Recursos Disponibilizados ... 30

1.5 OSRESULTADOSDAPESQUISA ... 30

1.5.1 Resultados obtidos com o questionário de identificação e avaliação ... 31

1.5.2 Resultados obtidos a partir da monitoração com ferramentas de suporte e administração ... 40

1.5.2.1 Interação a partir do envio e recebimento de e-mails ... 42

1.5.2.2 Interação a partir dos fóruns de discussão ... 46

1.5.2.3 Interação a partir das salas de bate-papo ... 50

CAPÍTULO 2 ... 55

REFERENCIAL TEÓRICO ... 55

2.1 AEDUCAÇÃOPROFISSIONALEATECNOLOGIA ... 55

2.1.1 Introdução ... 55

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2.1.3 Inovações Curriculares: necessidade ou conseqüência? ... 61

2.1.4 A Formação Profissionalizante e a nova LDB ... 63

2.1.5 O Processo de Qualificação e Requalificação Profissional... 65

2.2 AUTOFORMAÇÃO:LIMITESEPOSSIBILIDADES... 67

2.2.1 Introdução ... 68

2.2.2 Autonomia, educação e interação ... 69

2.2.3 Autonomia: princípio da autoformação ... 74

2.2.4 A tecnologia como suporte à autoformação ... 75

2.2.5 Tecnologia na Educação: viabilidade, ganhos e perdas ... 77

CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 80

REFERÊNCIAS ... 83

ANEXOS ... 90

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Tela de acesso ao AVA ... 24

Figura 2 – Visão geral do AVA mostrando as ferramentas, que podem ser visualizadas no quadro à esquerda. ... 25

Figura 3 - Visão da ferramenta webmail. ... 26

Figura 4 – Visão geral da ferramenta apresentando um fórum temático ... 27

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Distribuição dos alunos por faixa etária ... 31

Gráfico 2 - Horas/semana que utiliza o ambiente virtual ... 34

Gráfico 3 – Distribuição dos alunos quanto ao tipo de participante no AVA ... 35

Gráfico 4 – Distribuição dos alunos quanto ao tipo de leitor do fórum de discussão ... 35

Gráfico 5 - Motivos que levam o aluno a participar do fórum de discussão ... 36

Gráfico 6 - Razões que motivam o aluno a participar do fórum de discussão ... 37

Gráfico 7 - Fatores que inibem a participação do aluno no fórum de discussão ... 37

Gráfico 8 - Quanto à contribuição do AVA para o seu aprendizado ... 38

Gráfico 9 - Acessos dos alunos em relação ao total de acessos ao AVA ... 41

Gráfico 10 - Percentual de alunos que acessaram os links disponíveis no AVA ... 42

Gráfico 11 – Distribuição total de mensagens (e-mails) enviadas por semana ... 43

Gráfico 12 – Distribuição do percentual de mensagens de e-mail enviadas por aluno ... 44

Gráfico 13 – Distribuição do endereçamento das mensagens de e-mail ... 45

Gráfico 14 – Distribuição da postagem de mensagens na ferramenta fórum de discussão ... 47

Gráfico 15 – Distribuição da postagem de mensagens no fórum de discussão por categoria ... 47

Gráfico 16 – Distribuição da freqüência de leituras no fórum de discussão ... 48

Gráfico 17 – Relação entre a postagem de mensagens e a leitura das mensagens ... 49

Gráfico 18 – Distribuição das postagens nas sessões de chat ... 52

Gráfico 19 – Postagens de cada participante nas sessões de chat por categoria ... 53

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Formação dos alunos ... 32 Tabela 2 – Funções desempenhadas pelos alunos ... 32 Tabela 3 – Total de acessos às ferramentas do Ambiente Virtual daqueles que responderam ao

questionário ... 40 Tabela 4 – Freqüência de postagens na ferramenta bate-papo ... 51 Tabela 5 – Freqüência de postagens dos participantes das sessões de bate-papo, por categoria... 53

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS E SÍMBOLOS

AVA: Ambiente Virtual de Aprendizagem CEP: Colégio Evangélico Panambi

CTFP: Centro tecnológico e de Formação Profissional DVD: Digital Versatile Disk

EED: Evangelischer Entwicklungsdienst

IECLB: Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional NTICs: Novas Tecnologias de Informação e Comunicação PCNs: Parâmetros Curriculares Nacionais

PNRCC = Postagens não relacionadas com o conteúdo do curso PRCC = Postagens relacionadas com o conteúdo do curso

PRÓ-EDUC: Serviço de Projetos de Desenvolvimento em Educação SGBD: Sistema Gerenciador de Banco de Dados

SQL: Structure Query Language WWW: World Wide Web

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INTRODUÇÃO

A tecnologia é um agente de mudança e grande parte das inovações tecnológicas está provocando mudanças profundas na vida das pessoas. O elemento marcante desse proces-so de mudança é a centralidade na informação e no conhecimento, que vem gerando mudan-ças na capacidade de produzir, interpretar, articular e disseminar conhecimentos e informa-ções. A Internet, as redes e o celular são algumas dessas inovainforma-ções. Estas tecnologias estão começando a provocar mudanças também no panorama educacional, aonde principalmente as redes e a Internet vem influenciando de maneira significativa o modo como as pessoas apren-dem.

O papel da tecnologia, em especial a Internet e os novos meios eletrônicos de inte-ração e comunicação, assim como as suas implicações no processo de ensino e aprendizagem, são hoje, ainda, objetos de prolongada e incisiva discussão. A educação e as tecnologias são dois campos que desde há muito mantêm diálogo, por vezes tenso, por vezes mais interativo. Não é novidade o fato de os intelectuais que pensam a educação estarem debatendo o tema de forma acirrada. Entretanto, existem questões que requerem certa urgência nessas discussões e, entre essas, destacam-se as investigações de como e quando ocorre a aprendizagem nestes novos ambientes bem como quais são os melhores espaços e tecnologias propiciadoras para que esta aprendizagem possa ocorrer.

A integração entre educação, tecnologia e sociedade é uma questão emergente. Com a presença, cada vez mais constante, da tecnologia no dia-a-dia das pessoas torna-se impossível desconsiderá-la. Benakouche afirma que “se existe um consenso a respeito das principais características das sociedades contemporâneas, este se refere à presença cada vez maior da tecnologia da organização das práticas sociais” (1998, p. 2). De fato, a sociedade contemporânea assiste a uma transformação das estruturas institucionais mergulhadas numa crise de legitimidade e um dos desafios do mundo globalizado concentra-se em compreender e construir modelos tecnológicos que permitam uma reestruturação constante da sociedade, compatível com uma possível diminuição das diferenças sociais existentes. Nesse sentido, ao pensarmos a educação como espaço de sociabilização faz-se necessário discutir formas de utilização, de tecnologias no mundo das instituições escolares.

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Uma nova cultura está surgindo: a cultura da virtualidade. Castells, afirma que es-ta nova cultura é fator resules-tante da poderosa influência do novo sistema de interação e comu-nicação, mediado por interesses sociais, políticas governamentais e estratégias de negócio (1999, p.355). Tais fatos têm nos empurrado na direção de uma transformação inédita das relações entre os seres humanos. Essa transformação é perceptível no modo como as pessoas se relacionam, na maneira como vivem e até mesmo no modo como fazem negócios, ou seja, vai desde o saque bancário num caixa eletrônico, passando pelo exercício do voto nas eleições através de urnas eletrônicas, até complicadas operações envolvendo as grandes empresas e bolsas de valores.

Num panorama teórico podemos observar que durante séculos as sociedades hu-manas se valeram da oralidade - pólo de espírito primário - como principal forma de transmis-são e aprendizagem dos saberes culturais. Logo após um período de tempo, a escrita - pólo de espírito secundário - se associou a esta oralidade, trazendo novos modos de conhecimento. Hoje, instala-se um novo pólo comunicacional, a Cibercultura. Esta é considerada como o terceiro pólo do espírito humano, de recepção de conhecimentos: a comunicação informatiza-da, marcada pela interação com as idéias nascidas da coletividade, através de hipertextos, e estabelecidos nos novos suportes informáticos de mediação. (Lévy, 1993).

A educação a distância (EAD) vem sendo cada vez mais impulsionada, constitu-indo-se como uma nova concepção de aprendizado e interatividade traduzida em uma tendên-cia atual em termos de processo educativo. Com essa explosão da educação à distântendên-cia e a grande quantidade de novos espaços de interação e comunicação mediados pelo computador, faz-se importante repensar a educação em novas perspectivas, pois existe uma tendência de que estes espaços sejam cada vez mais utilizados como facilitadores da aprendizagem. O uso de tais tecnologias no processo ensino aprendizagem compreende um processo de transforma-ção no cenário educacional, de amplitudes ainda desconhecidas, que necessita ser analisado e discutido, defendem Nova e Alves (2003).

Muitos têm defendido que a educação a distância é a solução para os problemas de educação no país. Contudo, embora se reconheça que a educação a distância enriquecerá muito os processos de construção do conhecimento, essa nova metodologia vem acompanha-da também de novas e inúmeras contradições e desafios. Por si só, o fato de implantar uma mudança no processo ensino aprendizagem já constitui um desafio, visto que isso se constitui em algo extremamente complexo porque o sujeito do fenômeno depara-se com uma realidade que vai de encontro a seus valores.

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Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem – AVAs - começam a invadir de forma consistente o ambiente educacional, em especial a educação tecnológica. Já que esta tecnolo-gia invade a sala de aula, devem-se buscar novos horizontes e práticas pedagógicas que po-tencializem o aprender neste novo contexto. Entretanto, é necessário aprofundar reflexões a este respeito em seus aspectos pedagógicos, para não limitar muitas vezes o seu emprego a um aspecto minimamente funcional ou instrumental (GRINSPUN, 1999).

Faz-se importante repensar a educação em novas perspectivas, estabelecer ou pes-quisar em que aspectos estas novas tecnologias interferem no processo ensino e aprendiza-gem. Atualmente, as questões que vêm sendo exploradas nas mais diversas linhas de pesquisa dão conta da definição de como tais tecnologias de interação e comunicação e o próprio ensi-no a distância podem efetivar e garantir o sucesso da educação formal. Todavia, o aprendiza-do que acontece de forma espontânea nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem e suas ferra-mentas eletrônicas de interação e comunicação é um tema ainda pouco explorado pela acade-mia e pesquisadores. Embora muitas idéias e convicções existam, permanece ainda em aberto a questão da efetividade em relação ao aprendizado nesses ambientes. Certo, é que a partici-pação ativa ou passiva pode levar a evidentes ganhos de conhecimento.

Ambientes Virtuais de Aprendizagem demonstram ser um recurso alternativo para a educação. São inúmeros os cursos criados e difundidos diariamente, no mundo inteiro, utili-zando a Internet como suporte da comunicação pedagógica. Entretanto, esse desenvolvimento por si só não garante qualidade satisfatória e a formação adequada. Nesse sentido, nosso obje-tivo principal com esta pesquisa é procurar definir a efetividade destes espaços em relação ao aprendizado, e se possível, o que pode potencializá-los, a fim de que os espaços de interação e comunicação, mediados pelo computador, sejam considerados espaços de aprendizagem.

Procurando lançar uma luz sobre todas estas questões, exploramos alguns concei-tos importantes na educação, como a necessidade de inserção do sistema educacional no con-texto atual em que vive a sociedade contemporânea, a fim de que não fique à margem dos avanços tecnológicos que permeiam a nossa sociedade, a política educacional brasileira, a partir da promulgação da nova Lei de Diretrizes e Bases (Lei nº 9.394/96), a nova concepção de qualificação profissional, entre outros, através das principais contribuições de estudiosos de educação para este campo do saber. Descrevemos também, de forma sucinta, a auto-aprendizagem ou auto-aprendizagem “individual”, um processo de formação que têm como princi-pal característica colocar o aprendiz como sujeito, autor e condutor do seu processo de forma-ção, apropriaforma-ção, re-elaboração e construção do conhecimento.

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A relevância do estudo, na nossa perspectiva, consiste no fato de que a educação a distância compreende uma modalidade de ensino e aprendizagem, possibilitada pela mediação dos suportes tecnológicos digitais e de rede, tanto em sistemas de ensino presenciais, mistos ou completamente realizada por intermédio da distância física. As novas tecnologias de co-municação e informação têm modificado consideravelmente as possibilidades de interação à distância, disponibilizando a estes modelos educativos técnicas rápidas, seguras e eficientes. Levando-se em consideração os limites e possibilidades da educação à distância, evidencia-se que prevalecem as novas possibilidades, uma vez que esta modalidade de ensino vem sendo cada vez mais impulsionada, ampliando seu campo de atuação. Como a disponibilidade de tempo é sempre relativa, em qualquer circunstância, criam-se expectativas extremamente fa-voráveis à utilização de tal metodologia. As políticas nacionais têm procurado formular um paradigma que oriente as da educação à distância, através da elaboração de normas e leis que regulamentem esta modalidade de ensino. No entanto, muitas questões ainda devem ser res-pondidas.

Em vista disso, este trabalho está dividido da seguinte forma:

No primeiro capítulo, “A Pesquisa” é apresentado um estudo de caso utilizando um ambiente virtual de aprendizagem – AVA para determinar a sua efetividade enquanto es-paço propiciador de aprendizagem.

No segundo capítulo, “Referencial Teórico”, além do debate em torno da comple-xa questão da relação entre a tecnologia e a educação profissional, em especial a educação profissional tecnológica, propomos uma reflexão sobre a auto-aprendizagem ou aprendizagem “individual”, um processo de formação que têm como principal característica colocar o a-prendiz como sujeito, autor e condutor do seu processo de formação, apropriação, re-elaboração e construção do conhecimento, na busca da necessidade de superar suas limitações pessoais e desenvolver sua capacidade de aprender autonomamente, de aprender a aprender, de tornar-se autor e ator do próprio processo de formação.

Nas “Considerações Finais” serão apresentadas algumas conclusões que subtraí-mos dos dados analisados, assim como sugestões para trabalhos futuros.

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CAPÍTULO 1

A PESQUISA

O objetivo deste capítulo é descrever a metodologia da pesquisa e de análise, o objeto de estudo (AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem) e apresentar os resultados da pesquisa, uma experiência, a título de estudo de caso, de um curso básico semi-presencial destinado à (re)qualificação de trabalhadores, onde os alunos dispunham de um ambiente vir-tual de aprendizagem para os momentos não presenciais ou à distância.

Com este intuito, o capítulo inicia apresentando a metodologia da pesquisa e de análise, descrevendo quando ocorreu a pesquisa e quando foi realizada a coleta dos dados, os critérios utilizados para realizar a coleta dos dados e como foi feita a análise dos dados. Em seguida, é apresentada uma descrição do ambiente virtual de aprendizagem utilizado na pes-quisa, com foco principal nos espaços de comunicação, interatividade e interação. Por fim, aparece à análise dos resultados da pesquisa propriamente dita.

1.1 O OBJETIVO DA PESQUISA

A partir do objetivo de propor um mecanismo para a melhoria da qualidade dos cursos oferecidos pelo Colégio Evangélico Panambi e ainda buscar minimizar problemas co-mo repetência, abandono da escola e uma possível formação deficitária dos alunos é que sur-giu a idéia de se desenvolver um projeto cuja finalidade principal é a utilização de recursos do ensino a distância (AVA) para apoiar o ensino presencial.

Nesse sentido este estudo objetiva determinar a efetividade dos ambientes virtuais enquanto espaços propiciadores de aprendizagem, em especial aquela que ocorre de forma espontânea, e uma tentativa de contribuir para tornar o ensino ministrado no Colégio Evangé-lico Panambi mais eficiente e motivador tanto para professores quanto para alunos, estimu-lando estes a desenvolver aptidões como o trabalho em equipe e ao mesmo tempo, iniciativa e

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facilidade para a comunicação, bem como o domínio de técnicas e ferramentas que permitam ao aluno exercitar o trabalho em equipe, sempre objetivando a busca pela autonomia, a qual julgamos dever ser o grande objetivo da escola.

1.2 A METODOLOGIA DA PESQUISA

1.2.1 A abordagem qualitativa

Este trabalho define-se, do ponto de vista metodológico, por uma abordagem de pesquisa qualitativa, que tem como universo investigativo os significados, os motivos, as as-pirações, as crenças, os valores e as ações dos indivíduos.

O método de pesquisa denominado pesquisa qualitativa trata-se de um procedi-mento que não busca generalizar os resultados que alcança no estudo, criando com isso mode-los universais. Conforme Triviños (2001, 83), a pesquisa qualitativa pretende apenas “obter generalidades, idéias predominantes, tendências que aparecem mais definidas entre as pessoas que participaram do estudo...”. Ou seja, o foco da sua atenção é centralizado no específico, no peculiar, buscando mais a compreensão e o significado do que a explicação dos fenômenos estudados ou evidências.

Embora os recursos metodológicos devam ser fundamentalmente qualitativos, isso não significa desconsiderar a contribuição dos estudos quantitativos, na medida em que esses possibilitam uma visão geral do fenômeno em estudo. Dessa forma, apesar de estarmos priori-zando dados de caráter qualitativo, estaremos também fazendo menção a dados quantitativos como forma de ilustrar nosso objeto de estudo. Com essa perspectiva, adotamos como proce-dimentos metodológicos: a pesquisa bibliográfica, a aplicação de questionário aos participan-tes da pesquisa e o monitoramento do ambiente virtual de aprendizagem.

Sobre o delineamento dos procedimentos técnicos, este trabalho utiliza como pro-cedimento o estudo de caso, que segundo Gil (2002) “consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento”. Es-sas especificidades e considerações sobre o estudo de caso orientaram o desenvolvimento dessa pesquisa, permitindo explorar as dimensões do objeto de investigação dentro de sua realidade histórica e social, ou seja, foi possível “investigar o fenômeno no contexto da vida

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real”. Foi possível focar a experiência de alunos e professores com o AVA, considerando-se não apenas a sua quantificação, mas especialmente a sua descrição e compreensão.

1.2.2 A pesquisa bibliográfica

Tendo por objetivo conhecer as diferentes contribuições científicas disponíveis sobre a temática a ser estudada, assim como identificar pesquisas que estão sendo feitas ou o foram no passado, foram realizados estudos a partir de materiais já publicados, sendo estes constituídos principalmente, de livros, artigos de periódicos e materiais disponibilizados na Internet.

A pesquisa bibliográfica assim como as referências sobre a literatura e pesquisas desenvolvidas sobre o tema desta pesquisa assumiram papel fundamental, possibilitando veri-ficar o estado da arte do conhecimento na temática a ser estudada, como também uma maior e melhor atualização em relação ao objeto de pesquisa.

1.2.3 A aplicação do questionário

O questionário de identificação e avaliação (anexo I), que consiste de uma série de perguntas que o entrevistado deve responder, teve como objetivo obter informações do perfil dos alunos. Este questionário procurou levantar dados sobre o aprendizado que acontece de forma espontânea no Ambiente Virtual de Aprendizagem Learnloop e suas ferramentas ele-trônicas de interação e comunicação. Algumas perguntas buscavam investigar os motivos que possivelmente promovem a participação/interação, e os que eventualmente causam a inibição. A questão de fundamental importância para esta pesquisa foi exatamente a que pede que seja avaliado o espaço como um ambiente de aprendizagem, além de levantar os motivos de por-que o é (ou não).

Nesse sentido optamos por um questionário com 27 questões estruturadas, na sua grande maioria, na forma de múltipla escolha. No questionário, um pequeno texto introdutório explicou o objetivo do questionário e solicitou a colaboração dos entrevistados (alunos). Para fins de validação do questionário foi realizado um pré-teste, aplicando o questionário a dois alunos. Desse pré-teste resultaram algumas alterações na formulação das questões, a fim de tornar as questões mais compreensíveis e claras. Em seguida, o questionário foi endereçado aos alunos, por e-mail, utilizando a ferramenta webmail do AVA.

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1.2.4 O monitoramento do AVA

O monitoramento do ambiente virtual, de forma transparente aos usuários, ocorreu através de ferramentas de suporte e administração, e possibilitou avaliar todos os movimentos dos usuários dentro do Ambiente Virtual de Aprendizagem Learnloop, durante o período da realização do curso. Ainda aconteceu a coleta dos dados on-line, onde os emails, as mensa-gens dos fóruns de discussão e os diálogos das sessões de bate-papo foram armazenados em arquivos eletrônicos para análise num momento posterior.

1.2.5 A metodologia da análise

A análise deste trabalho foi feita a partir dos dados dos questionários respondidos pelos participantes da pesquisa e também dos dados coletados com o monitoramento do am-biente virtual, tanto com informações oriundas das ferramentas de suporte e administração como pelos dados armazenados em arquivos eletrônicos, dados estes decorrentes principal-mente das interações que ocorreram entre os participantes da pesquisa através da troca de e-mails, mensagens postadas nos fóruns de discussão e diálogos das sessões de bate-papo.

Ao relacionar e analisar as respostas dos questionários o objetivo é promover uma leitura da visão do aluno em relação ao aprendizado ocorrido (ou não) com o uso do ambiente virtual. Na análise de algumas perguntas houve a necessidade de adotar alguns critérios. As-sim, para a definição de participante ativo ou eventual, foi adotado como critério o fato de realizarem (ou não) um acesso pelo menos a cada dois dias ou uma mensagem postada pelo menos a cada três dias, em média. Para as questões que buscavam investigar as razões que levam o aluno a fazer parte do fórum de discussão, que o motivam ou inibem a participar do fórum de discussão foi adotado como critério contabilizar 5 pontos para a citação que aparece em primeiro lugar; 4 pontos para a citação que aparece em segundo lugar; 3 pontos para a citação que aparece em terceiro lugar; 2 pontos para a citação que aparece em quarto lugar e 1 ponto para a citação que aparece em quinto lugar e nenhum ponto para a citação que aparece em sexto lugar. Ainda, com relação ao envolvimento e tipo de interação dos alunos relaciona-da com os conteúdos específicos do curso, procedeu-se a caracterização relaciona-da interação através do conteúdo das postagens. Nesse sentido, as postagens foram classificadas em duas categori-as: a) aquelas relacionadas com o conteúdo do curso e b) aquelas não relacionadas com o con-teúdo do curso. Consideraram-se relacionadas com o concon-teúdo do curso, as intervenções

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es-critas com expressões que representam definições de conceitos, identificação ou descrição de problemas, explicações, concordâncias, discordâncias e comentários com determinada posição a respeito do tema em estudo. As não relacionadas são as intervenções escritas, corresponden-tes à interação social entre os membros do grupo, tais como: saudação, comentários relativos a aspectos pessoais dos participantes e assuntos paralelos ao conteúdo do curso ou tema de estudo.

Embora a coleta de dados on-line tenha levado em conta os diferentes espaços de interação disponíveis no ambiente virtual, na análise dos dados coletados, houve uma prefe-rência pelos espaços que apresentam conversação/interação entre os alunos. Essa prefeprefe-rência deu-se pelo fato de que o que interessa neste estudo é a investigação das potencialidades de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA), viabilizado na internet, como espaço de intera-ção e comunicaintera-ção, questionando sua efetividade como ambiente de aprendizado, em especi-al, o aprendizado que acontece de forma espontânea através da conversação/interação com os demais alunos e também com o professor.

1.2.6 As Limitações da Avaliação

As limitações desta avaliação estão relacionadas a fatores como as circunstâncias de uso do ambiente virtual. Sendo nossa intenção principal definir a efetividade destes espa-ços em relação ao aprendizado, e o que pode potencializá-lo, a fim de que os espaespa-ços de inte-ração e comunicação, mediados pelo computador, sejam considerados espaços de aprendiza-gem, as circunstâncias de uso do ambiente virtual não são as mais adequadas para medir de maneira criteriosa o ganho (ou não) na aprendizagem. Neste contexto, é que procuramos a-pontar como objetivo principal da avaliação buscar a opinião dos alunos sobre o potencial pedagógico do ambiente virtual, após um contato considerado razoável com o mesmo.

Assim sendo, as limitações desta dissertação estão também diretamente ligadas às observações subjetivas e intersubjetivas do olhar e do recorte que está sendo feito. É um estu-do de caso, em que os depoimentos registraestu-dos no material selecionaestu-do e as observações pos-teriormente levantadas dependem, pela sua especificidade, das crenças, motivações, sentimen-tos e pensamensentimen-tos da população estudada.

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1.3 O AMBIENTE VIRTUAL

1.3.1 A escolha do ambiente virtual

Várias organizações vêm produzindo e disponibilizando AVAs no ciberespaço, com formatos e custos que variam e se adéquam às necessidades de cada instituição. Assim sendo muitos são os ambientes virtuais de aprendizagem encontrados no ciberespaço. E estes, de maneira geral, agregam interfaces que permitem a produção de conteúdos e canais variados de comunicação além de permitirem também o gerenciamento de banco de dados e controle total das informações circuladas no e pelo ambiente.

Quando da busca na Internet por ambientes virtuais de ensino via web encontrou-se um grande número de programas para esta finalidade. Foram encontrados desde simples ferramentas de treinamento até softwares elaborados de ensino/aprendizagem/autoria. Infe-lizmente, apesar de existirem excelentes ferramentas, tem-se que levar em consideração al-guns fatores que vão além da qualidade: portabilidade, flexibilidade e, principalmente, custo. A descoberta do "LearnLoop Project", desenvolvido pela Escola de Negócios de Gottemburg, Suécia, foi providencial, já que o LearnLoop é originalmente um software livre, gratuito e de código aberto (Open Source), o que significa que pode ser utilizado, copiado e modificado à vontade. Isto implica em duas particularidades importantes: primeiro o software pode ser a-daptado às necessidades da instituição e segundo pode-se programar e aperfeiçoar seu código. Essas especificidades e considerações sobre o ambiente virtual de aprendizagem Learnloop fazem dele uma ferramenta versátil e dinâmica permitindo que os professores e alunos interajam a partir do ambiente web. Ainda, possibilita a “configuração” de uma "classe virtual" cujos membros podem interagir e se comunicar através de ferramentas de comunica-ção síncronas e assíncronas, constituindo o que Lévi chama de uma "cibercomunidade".

1.3.2 O ambiente virtual

O Learnloop é um ambiente de aprendizagem virtual e de apoio ao ensino presen-cial via Web. Disponibiliza uma série de ferramentas através das quais o professor insere con-teúdos para a distribuição aos alunos de cada curso, existindo também recursos de comunica-ção que possibilitam o acompanhamento no processo de aprendizagem do aluno permitindo

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um contato constante entre o aluno e o professor, e também entre os alunos. É um ambiente dividido em diferentes áreas, sendo a “área de trabalho” a de maior utilização, pois é a área na qual estão disponibilizadas as principais ferramentas passíveis de utilização durante a realiza-ção do curso. O ambiente suporta, entre outras, as seguintes ferramentas: calendário, fórum de discussão (seqüencial e temático), webmail, chat, revisão, recursos.

1.3.3 A estrutura do ambiente virtual

O acesso ao AVA

O acesso ao ambiente virtual LearnLoop requer autenticação do usuário. Quando acessado, é necessário informar o nome de usuário (identificação pessoal) e a senha e após a verificação o usuário é autorizado a entrar no ambiente. As abas disponíveis são: Início, Meus Recursos, Área de Trabalho, Homepages e Chat. Das abas disponíveis, a aba Chat constitui-se em uma inovação e oferece recursos para comunicação escrita em tempo real.

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A aba Área de Trabalho

Ao abrir a aba Área de Trabalho, o quadro da esquerda exibe os cursos nos quais o aluno está matriculado. Ao clicar no curso desejado, o quadro esquerdo é recarregado apre-sentando os ícones e links para os diversos módulos que compõem o curso. Os módulos são ferramentas criadas para um fim específico. O ambiente suporta os seguintes módulos:

Figura 2 – Visão geral do AVA mostrando as ferramentas, que podem ser visualizadas no quadro à esquerda.

Membros do Curso: este recurso apresenta nome, e-mail e último acesso de cada

um dos alunos matriculados no curso selecionado. É possível enviar e-mail para um aluno em específico ou para todo o grupo de alunos.

Calendário: oferece o recurso de agendamento de atividades.

Apostila Online: este recurso é utilizado para disponibilizar aos alunos de forma

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Atividades: este recurso apresenta as atividades a serem realizadas durante o

cur-so. O gerenciamento é realizado pelo professor através da inserção de novas atividades pro-postas.

Avisos Gerais: recurso utilizado pelo professor para disponibilizar aos alunos

in-formações consideradas relevantes no contexto do curso.

Downloads: recurso que possibilita ao professor anexar e compartilhar arquivos,

incluir e apagar endereços na Internet.

Log de Aulas: recurso utilizado pelo professor para disponibilizar aos alunos

in-formações relacionadas ao andamento do curso e o cumprimento do plano de curso proposto.

WebMail: este recurso permite aos alunos e ao professor administrar uma conta

de e-mail. È uma ferramenta interna ao ambiente, onde todos podem enviar e receber mensa-gens através deste correio, sendo possível enviar mensagem para um destinatário em específi-co ou para todo o grupo de alunos.

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Notas de Aula: recurso utilizado pelo professor para disponibilizar aos alunos

in-formações úteis relacionadas à temática do curso, subsidiando o desenvolvimento das ativida-des propostas.

Fórum Discussão: recurso de comunicação e interação, oferece as opções,

se-qüencial e temático. No fórum sese-qüencial, as contribuições são apresentadas por ordem de postagem. No fórum temático, pode-se escolher, dentro de cada tema, qual a mensagem que se quer responder ou, ao "clicar" no link "adicionar contribuição" pode-se propor um novo assunto.

Figura 4 – Visão geral da ferramenta apresentando um fórum temático

A aba CHAT

Ao abrir a aba Chat, no quadro principal são exibidas as salas de bate-papo cujo acesso é permitido ao participante, e a partir da entrada em uma sala de bate-papo é possível uma conversação escrita em tempo-real entre os participantes do curso (alunos e professor). Os horários de bate-papo com a presença do professor foram marcados antecipadamente na "Agenda".

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Figura 5 - Visão geral da ferramenta Chat durante sessão de bate-papo.

O ambiente virtual de aprendizagem LearnLoop constitui uma ferramenta versátil e dinâmica para implementação do conteúdo dos cursos e para a interação dos alunos de cada curso, criando uma "classe virtual" cujos membros interagem através de ferramentas síncro-nas e assíncrosíncro-nas constituindo o que Lèvi chama de uma "cibercomunidade".

1.4 O ESTUDO DE CASO

1.4.1 O Curso

O estudo de caso escolhido para pesquisa e análise foi o Curso de Qualificação Básica de SQL - Linguagem para Banco de Dados. O curso, realizado de 11 de novembro a 16 de dezembro de 2006 foi desenvolvido na modalidade semi-presencial e promovido pelo Centro de Treinamento e Formação Profissional - CTFP, do Colégio Evangélico Panambi.

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O curso é composto por um módulo teórico com carga horária mínima prevista de 20 horas em regime presencial, tendo como base o material impresso e um ambiente virtual de aprendizagem, denominado CEP On-line, a partir do qual se quer levantar dados sobre o a-prendizado que acontece de forma espontânea nesses ambientes e suas ferramentas eletrônicas de interação e comunicação. O ambiente virtual funciona como meio complementar ao apren-dizado viabilizando a interação e a comunicação entre os participantes do curso nos momen-tos não presenciais ou à distância. Os momenmomen-tos não presenciais não tinham uma carga horá-ria mínima específica.

1.4.2 A Instituição “Colégio Evangélico Panambi”

O Colégio Evangélico Panambi (CEP) faz parte da história da própria cidade. Fundado em 1903, o CEP é fruto do trabalho comunitário dos imigrantes alemães que se ins-talaram na cidade em 1889. O avanço tecnológico alcançado pelas empresas locais dos setores de metal-mecânica e elétrico foi alavancado pelo trabalho do CEP, que oferece desde 1981 cursos técnicos de Mecânica, Eletrotécnica, Segurança no Trabalho, Informática e Mecatrôni-ca.

Os Cursos Profissionalizantes do Colégio Evangélico Panambi são criados para atender a demandas do mercado. Nesse sentido, o Colégio Evangélico Panambi acredita que o conceito de ensino está mudando, isto é, não pode ser mais um monopólio das escolas, mas deve permear toda a sociedade, aí incluída a atividade produtiva. As organizações empregado-ras de todos os tipos, como empresas, agências governamentais e entre outempregado-ras instituições, também precisam se transformar em espaços de aprendizado e ensino. As escolas devem, cada vez mais, trabalhar em parceria com empregadores e suas organizações. “O ensino não será mais aquilo que as escolas fazem. Ele será, cada vez mais, um empreendimento conjunto, no qual as escolas serão parceiras ao invés de monopolistas”, acredita a direção da escola. Tradi-cionalmente, a escola tem sido o lugar onde se aprende, e a empresa o lugar onde se trabalha. Porém, esta distinção entre escola e empresa está mudando. A primeira continua sendo o lugar onde jovens e adultos aprendem, mas a outra também está sendo lugar onde pessoas continu-am aprendendo.

A escola, além da qualificação de recursos humanos para atuarem no mercado, passou a desenvolver projetos de pesquisa de novas tecnologias, pesquisas aplicadas, e

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princi-palmente, novos produtos e processos que são repassados às empresas. A escola dá suporte técnico e tecnológico a pequenas, micro, médias e grandes empresas.

1.4.3 Os Recursos Disponibilizados

A estrutura prevista para este curso objetivou capacitar pessoas a executar a insta-lação e configuração de um sistema gerenciador de banco de dados (SGBD) bem como com-preender e utilizar ambientes SGBD e a linguagem para manipulação de dados (SQL). Para tanto, foram disponibilizados os seguintes recursos:

1 - Recursos Humanos: profissionais da área de informática que atuam no CTFP e alunos estagiários responsáveis pelos laboratórios;

2 - Acompanhamento dos Alunos: a solução das dúvidas durante a duração do curso poderia ser encaminhada diretamente ao professor em sala de aula durante os encontros presenciais, ou ainda via e-mail, não havendo para os encaminhamentos via e-mail um prazo determinado para resposta. Ainda há a possibilidade de utilização do AVA fazendo uso da ferramenta Fórum de Discussão, onde o aluno poderá “postar” a sua dúvida. Outra possibili-dade é procurar algum professor da área de informática do CTFP ou ainda um dos estagiários responsável pelos laboratórios, para encaminhar a sua dúvida.

3 - Material Impresso: 1 apostila contendo o conteúdo desenvolvido no curso. 4 - Ambiente Virtual de Aprendizagem: uso do AVA como ferramenta comple-mentar ao processo de ensino e como meio de interação e comunicação entre os alunos e o professor e entre os próprios alunos para esclarecimentos de dúvidas e acesso a materiais complementares que visam auxiliar no aprendizado do aluno.

1.5 OS RESULTADOS DA PESQUISA

Os dados apresentados através desta pesquisa dão conta de demonstrar aspectos que envolvem a compreensão cognitiva do aluno diante de um ambiente de aprendizagem com o qual ele não estava habituado. Desse modo, evidencia uma nova maneira de visualizar a resolução diante de um determinado problema e as estratégias para resolvê-lo, bem como aspectos que levam em conta motivação, interesse e sentimento em relação às novas tecnolo-gias.

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A seguir são apresentados e interpretados os dados obtidos com a metodologia descrita anteriormente, constituindo-se na avaliação do ambiente virtual como (ou não) espa-ço de aprendizagem.

Optamos por proceder à interpretação dos dados na medida em que estes vão sen-do apresentasen-dos para tornar mais compreensível à leitura sen-do texto, evitansen-do assim as duplica-ções que poderia implicar uma apresentação, primeiro dos dados e, posteriormente, da sua interpretação. Por outro lado, a interpretação, concomitante com a apresentação dos dados, permite a sua conversão em resultados, haja vista estes constituírem-se em dados analisados, discutidos, assim interpretados por inferência, recorrendo à indução e dedução.

1.5.1 Resultados obtidos com o questionário de identificação e avaliação

De um total de 13 alunos inscritos no curso, tivemos duas desistências, perfazendo um total de 11 alunos que efetivamente participaram do curso. Dos alunos participantes, rece-bemos retorno de nove questionários, o que corresponde a 82% do total de alunos. A distribu-ição de gênero dos que responderam ao questionário mostrou que sete (78%) são homens e dois (22%) são mulheres.

Os alunos em sua maioria estão na fase adulta entre 20 e 40 anos. A média de ida-de dos alunos é ida-de 24,2 anos, sendo que a menor idaida-de entre os que responida-deram ao questio-nário é de 17 anos e a maior é de 37 anos.

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No que se refere à formação dos alunos, pode-se perceber um grande percentual com curso técnico profissionalizante de nível médio já concluído (78%) e superior em curso (45%). Ainda com relação à formação dos alunos, observamos que todos possuem ou estão em formação na área de informática, quer seja em nível médio ou superior. Os seguintes da-dos também foram apurada-dos:

Área de formação Nº de alunos

Técnico profissionalizante de nível médio (em curso) – informática 1

Técnico profissionalizante de nível médio (completo) - 1 em infor-mática e 1 em eletro-técnica

2

Técnico profissionalizante de nível médio (completo) – informática e Superior (em curso) – informática

4

Técnico profissionalizante de nível médio (completo) – mecânica e Superior (incompleto) – informática

1

Superior (completo) – informática 1

Tabela 1 – Formação dos alunos

Constatamos ainda que todos alunos trabalham em paralelo ao desenvolvimento do curso, sendo todos na área de informática, o que parece trazer como vantagem, pelo menos para parte deles, a possibilidade de aplicação imediata dos conhecimentos e habilidades ad-quiridos no curso, ao mundo do trabalho, e ao mesmo tempo, as experiências e problemas profissionais comparecem. Em virtude da especificidade do curso e da formação e atuação profissional dos alunos na área de informática é de se esperar que se obtenha um grande valor nas contribuições, haja visto que também há uma diversidade nas funções que cada um de-sempenha.

Funções desempenhadas Nº de alunos

Suporte técnico 2

Suporte técnico e desenvolvimento de software 1

Professor(a) 1

Administrador de rede e professor(a) 1

Desenvolvimento de software 2

Desenvolvimento de software e professor(a) 2

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Pode-se observar também que, todos os alunos que participaram da pesquisa, en-contram-se inseridos no mercado de trabalho. Este fato deixa transparecer uma tendência de que os alunos de cursos técnicos profissionalizantes se inserem no mercado de trabalho ainda bastante jovens, muitos ainda durante a realização do curso, quer seja por necessidade de au-xiliar no sustento da família, quer seja para subsidiarem seus estudos ou ainda para aperfeiço-ar os conhecimentos teóricos obtidos em sala de aula, na prática vivenciada no dia-a-dia das empresas.

O acesso à Internet não constitui problema para os alunos participantes do curso, já que todos têm acesso doméstico e 56% também a partir do local de trabalho.

Com relação ao conhecimento de Internet antes do início do curso, a pesquisa in-dicou que todos os alunos já possuíam algum conhecimento. Porém, embora todos tenham afirmado ter conhecimentos de Internet, essa porcentagem (100%) não demonstra o efetivo conhecimento que esses alunos possuem a respeito da Internet. Mais da metade dos partici-pantes da pesquisa (67%) declarou ter conhecimento de Internet o suficiente para sentir-se a vontade enquanto que 33% declararam ser iniciante.

No que diz respeito ao domínio de ferramentas e aos conhecimentos prévios para uso das mesmas durante a realização do curso, a pesquisa indicou que o correio eletrônico (e-mail) e o download de arquivos já fazem parte do cotidiano de todos os alunos e que todos eles fazem uso destes com regularidade. O bate-papo (chat) também já faz parte da vivência de 67% dos alunos e o fórum de discussão é utilizado por 56% deles. Os requisitos de acesso relacionados às habilidades dos alunos para o uso das ferramentas se refletiram no desenvol-vimento do curso nos aspectos relacionados ao uso dessas ferramentas de apoio às atividades do curso.

Pelo fato do ambiente virtual ser um complemento às aulas presenciais, procurou-se saber quantas horas/procurou-semana cada aluno despendeu fazendo uso desprocurou-se ambiente virtual co-mo ferramenta complementar ao aprendizado. Embora 45% dos alunos tenham utilizado me-nos de 1 hora/semana, foi possível detectar que todos os alume-nos dedicaram algum tempo de estudo, excetuando-se os encontros presenciais, ao curso, via ambiente virtual.

Os dados apurados em relação a quantidade de horas/semana despendidas pelos alunos, que responderam ao questionário, com o uso do AVA nos levam a inferir que o fato de o aluno trabalhar em paralelo ao desenvolvimento do curso pode estar relacionado ao pou-co tempo empregado pou-com a utilização do ambiente virtual pou-como ferramenta pou-complementar ao aprendizado.

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Gráfico 2 - Horas/semana que utiliza o ambiente virtual

Em resposta à questão que indagava qual o melhor meio para expressar idéias e/ou trocar opiniões, todos os participantes do curso que responderam ao questionário, afirma-ram que é a conversa presencial, sendo que a troca de mensagens em fóruns e e-mails aparece em segundo lugar, seguida dos bate-papos on-line.

Com o objetivo de analisar a interação entre o grupo de alunos no ambiente virtu-al, procurou-se saber a quantidade de interlocutores com os quais mantinham diálogos ou dis-cussões. Em média, os alunos se comunicaram com dois colegas, sendo que um deles afirmou não manter contato com colegas, um aluno afirmou se comunicar com um colega, dois alunos afirmaram comunicar-se com dois colegas, quatro afirmaram se comunicar com três colegas e um com quatro colegas. Ainda com relação à interação com outros alunos, a grande maioria (56%) deles afirmou não se comunicar de forma privada ou particular com os demais colegas de curso, enquanto que três (34%) afirmaram manter conversas privadas com um colega e um aluno (12%) afirmou manter contatos privados com dois colegas.

Com o intuito de apurar o nível de participação e envolvimento dos alunos no am-biente virtual e suas ferramentas de comunicação e interação procurou-se saber como cada um dos alunos se julgava em relação à participação no AVA, ativo ou eventual. Na análise dos questionários respondidos 56% dos alunos se consideraram participantes eventuais enquanto que 44% ativos.

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Estes dados refletem os percentuais apurados com os alunos nos registros do am-biente virtual, onde 45% dos usuários que acessaram o amam-biente virtual o fizeram com média igual ou superior a um acesso a cada dois dias e 34% dos alunos enviaram ao menos uma mensagem no intervalo de três dias.

Gráfico 3 – Distribuição dos alunos quanto ao tipo de participante no AVA

Ainda com relação ao nível de envolvimento e participação procurou-se saber, também, como os alunos julgavam especificamente a ferramenta fórum de discussão no que diz respeito à leitura das mensagens postadas.

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A proporção entre os alunos que se julgaram leitores assíduos e eventuais, segun-do as respostas ao questionário, foi de 45% assíduos, 22% eventuais e 33% que raramente liam as mensagens postadas na ferramenta fórum de discussão.

Dentre as razões que levam o aluno a fazer parte do fórum de discussão, nosso le-vantamento apontou a seguinte distribuição.

Gráfico 5 - Motivos que levam o aluno a participar do fórum de discussão

Dentre os motivos destacados como “outros”, podemos destacar aprendizado ex-tra-curso (temas que originalmente não estavam no plano de ensino do curso), ajudar os cole-gas respondendo aos seus questionamentos e ainda testar os próprios conhecimentos relativos aos assuntos do curso através das dúvidas apontadas pelos colegas.

Dentre as razões que motivam a participação dos alunos através da postagem de mensagens nos fóruns de discussão, nosso levantamento mostra a distribuição expressa no gráfico 6.

Um aspecto curioso apontado por este gráfico é o grande percentual de motiva-ções ligadas à sensação de que se pode contribuir para o aprendizado dos colegas. Isso é dese-jável, e pode ser explicado pelo fato de que muitos alunos procuraram os fóruns de discussão para postar questionamentos referentes dúvidas que tinham em relação a determinados assun-tos trabalhados no curso ou dúvidas e problemas que ocorriam no próprio ambiente de

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traba-lho do aluno. No item “outros” destacamos a colaboração e ajuda aos colegas auxiliando-os na solução de suas dúvidas.

Gráfico 6 - Razões que motivam o aluno a participar do fórum de discussão

Como motivos que inibem a participação dos alunos nos fóruns de discussão, te-mos a seguinte distribuição:

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Dentre os motivos apontados como “outros”, ressaltse a timidez e o fato de o a-luno não se achar em condições de ajudar os demais colegas.

Buscou-se também conhecer as opiniões dos alunos em relação à contribuição do AVA na compreensão dos conteúdos e no aprendizado durante a realização do curso. A maio-ria (67%) assinalou a opção “Bom” para a questão relativa ao auxílio do AVA em relação à compreensão dos conteúdos e ao aprendizado, 11% respondeu “ótimo” e 22% responderam “Regular”. A análise dos dados nos leva a afirmar que, de maneira geral, os alunos conside-ram que um ambiente virtual pode contribuir para a qualidade da sua aprendizagem, melho-rando as suas competências, dinamizando a comunicação com os colegas e com o professor desenvolvendo a capacidade de diálogo e o espírito de cooperação e trabalho em equipe. Essa distribuição pode ser melhor observada no gráfico 8:

Gráfico 8 - Quanto à contribuição do AVA para o seu aprendizado

Optou-se ainda, pela avaliação do curso de forma livre, permitindo que o aluno descrevesse os aspectos positivos e negativos, assim como as limitações e dificuldades encon-tradas na aprendizagem durante a realização do curso e avaliá-lo como sendo (ou não) um espaço de aprendizagem. A análise destas variáveis foi feita através do agrupamento de res-postas similares.

De uma maneira geral, o principal ponto negativo relacionado ao curso refere-se ao pouco tempo para execução das tarefas e estudo do material, uma vez que a maioria dos

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alunos é profissional atuando no mercado de trabalho, tendo, portanto, outras atividades diá-rias.

Entre os pontos positivos, ressalta-se a vantagem de estudar com professores qua-lificados sem sair de casa, na hora que se quer. Também foi ressaltada a atenção dada pelos professores, e, a possibilidade de integrar teoria e prática.

É um espaço de aprendizagem para 100% dos alunos respondentes. Fizemos um mapeamento das respostas quanto a justificativa de ser um espaço de aprendizagem, que pode ser sintetizado em:

• Permite o aprendizado contínuo;

• Oferece facilidades para tirar as dúvidas;

• Permite o exercício da ajuda mútua entre os colegas; • Abriga discussões instigantes e interessantes;

• Possibilita a aprendizagem com os outros;

• Participantes (alunos e professores) possuem vivência teórica e prática; • Facilita a troca de informações entre os colegas;

• Permite a interação com os colegas fora do ambiente de sala de aula.

Podemos destacar que as afirmações não estão relacionadas somente com a apren-dizagem, mas também com o desenvolvimento de habilidades sociais, como o respeito às di-ferenças existentes entre os membros do grupo de alunos, a habilidade de saber ouvir o outro e também a habilidade de negociação, ou seja, aspectos próprios e inerentes à interação social. Nesse sentido, a relação entre a colaboração e os aspectos sociais envolvidos comprova a perspectiva histórico-cultural proposta por Vygostsky, de que a aprendizagem se dá pelo pro-cesso de apropriação e transformação de conhecimentos que ocorre na atividade mediada, na relação com os outros, daí a importância da interação social.

Ainda com relação às respostas apresentadas pelos alunos, embora enfatizem be-nefícios do ambiente virtual, não sentimos uma ênfase correspondente nas respostas por eles apresentadas. Este quadro pode ser creditado ao fato de ser esta a primeira experiência em ambiente virtual de todo o grupo de alunos e também pela existência de encontros presenciais semanais, do qual o ambiente virtual é um complemento. De qualquer modo, não podemos desprezar as respostas, uma vez que apontam para a confirmação e corroboração do espaço como sendo útil para o aprendizado, donde podemos concluir que o ambiente virtual

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mostrou-se um efetivo meio de ensino-aprendizagem atendendo às expectativas e necessidades dos alunos.

1.5.2 Resultados obtidos a partir da monitoração com ferramentas de suporte e admi-nistração

Na análise dos dados, podemos notar que todos os alunos que efetivamente reali-zaram o curso participaram fazendo uso do AVA, ao menos algumas vezes durante o período de realização do curso. A lu n o s C a le n d á ri o A p o st il a O n -l in e L o g s d e A u la A vi so s G e ra is N o ta s d e A u la A ti vi d a d es W eb M a il F ó ru m d e D is cu ss ã o C h a t (s a la d e b a te -p a p o ) T O T A L % d e A ce ss o s N ú m er o d e d ia s A ce ss a d o s Professor 14 48 9 8 7 19 109 37 6 257 31,80 31 A1 1 8 5 6 7 10 57 24 8 126 15,60 20 A2 0 1 0 0 0 6 5 18 0 30 3,71 10 A3 2 12 3 7 8 5 58 29 6 130 16,08 18 A4 3 6 1 4 4 9 20 13 5 65 8,05 14 A5 4 2 0 0 0 4 2 0 0 12 1,48 8 A6 0 5 0 0 0 6 4 6 0 21 2,60 9 A7 6 7 1 2 2 3 15 31 3 70 8,67 14 A8 0 1 0 0 1 2 12 20 0 36 4,46 17 A9 0 3 0 0 3 7 6 42 0 61 7,55 22 TOTAL 30 93 19 27 32 71 288 220 28 808 100,00 % por Ferramenta 3,71 11,50 2,36 3,35 3,96 8,78 35,65 27,22 3,47 100,00

Tabela 3 – Total de acessos às ferramentas do Ambiente Virtual daqueles que responderam ao questionário

No ambiente virtual estavam disponibilizados vários links para os alunos, a partir dos quais os mesmos podiam consultar o “calendário” e acompanhar o planejamento das au-las, o conteúdo teórico – “apostila online”, acompanhar o andamento do curso através dos “logs de aula” e dos “avisos gerais”, acessar o material complementar – “notas de aula” bem como as atividades práticas programadas – “atividades”, interagir com os colegas através das

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ferramentas de interação e comunicação – e-mail (“webmail”), grupos de discussão (“fórum de discussão”) e salas de bate-papo (“chat”).

Ao observarmos a tabela 3 podemos verificar que as ferramentas mais acessadas no ambiente virtual foram webmail e fórum de discussão, respectivamente com 35,65% e 27,22%, representando 62,87% dos acessos às ferramentas do ambiente virtual, enquanto que a ferramenta menos acessada foi “Logs de Aula” com 2,36% dos acessos.

Observa-se ainda que os acessos às ferramentas de interação e comunicação (webmail, fórum de discussão e bate-papo) correspondem a 66,34% do total de acessos reali-zados pelos alunos, enquanto que as demais ferramentas juntas correspondem a 33,66% dos acessos, ou seja, as ferramentas de interação e comunicação juntas representam quase 2/3 do total de acessos ao conjunto total de ferramentas disponíveis no ambiente virtual.

Gráfico 9 - Acessos dos alunos em relação ao total de acessos ao AVA

No que diz respeito à quantidade de alunos que acessaram cada um dos links dis-poníveis para acesso no ambiente virtual, pode-se observar que webmail, apostila online e atividades foram acessados por todos os alunos que realizaram o curso. Os tópicos do fórum de discussão foram acessados por quase 90% dos alunos, as notas de aula por 67% deles, o calendário por mais de 50%, enquanto que os logs de aula, os avisos gerais e o bate-papo fo-ram acessados por 45%.

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Gráfico 10 - Percentual de alunos que acessaram os links disponíveis no AVA

Como espaço de discussão e interação, o grupo contou com “fóruns de discussão”, envio e recebimento de e-mails (webmail) e sala de bate-papo (chat). A quantificação dos acessos aos links disponibilizados permitiu verificar que o conteúdo disponibilizado no AVA foi relevante aos alunos, complementando os encontros presenciais, uma vez que todos os respondentes acessaram o ambiente virtual e 45% (4) acessaram pelo menos uma vez todos os links disponíveis para acesso no ambiente virtual. Ainda, a análise dos acessos revelou que os alunos, de forma geral, se adaptaram a nova filosofia implantada e ao ambiente virtual e suas ferramentas, em especial as ferramentas de comunicação projetadas para facilitar tanto o de-senvolvimento de atividades baseadas na construção do conhecimento como também ativida-des cooperativas possibilitando uma maior interação, objetivando maior troca de idéias, dúvi-das, sugestões, reclamações e reflexões.

Vamos apresentar em seguida alguns dados demonstrativos da interação que ocor-reu entre o grupo no decorrer das semanas em que o curso foi realizado, abordando cada fer-ramenta em separado.

1.5.2.1 Interação a partir do envio e recebimento de e-mails

A ferramenta webmail, como pode ser observado no gráfico 11 foi a mais acessa-da, isto talvez decorra do fato dos alunos já estarem familiarizados com os e-mails convencio-nais. Possivelmente o que levou a essa ferramenta ser a de uso mais freqüente advêm de seus

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propósitos bastante abrangentes, tais como: discussão de dúvidas, comentários, avisos gerais, entre outros.

Ao analisarmos o fluxo semanal de mensagens enviadas pelos participantes per-cebe-se que da primeira para a segunda semana do curso houve um crescimento do número de mensagens enviadas, enquanto que a partir da segunda até a penúltima semana do curso ob-serva-se uma diminuição gradativa no número de mensagens enviadas, voltando a crescer na última semana.

É muito provável que a empolgação e a novidade levaram os participantes, no iní-cio, a enviar mensagens (muitas delas volumosas) em grande quantidade. A posterior diminu-ição no envio de mensagens se justifica na medida em que, com o passar do tempo e a experi-ência, estes fatores se abrandam e o volume de mensagens enviadas tende a diminuir.

Gráfico 11 – Distribuição total de mensagens (e-mails) enviadas por semana

No geral, foram enviadas, em média, 48 mensagens por semana, perfazendo uma média diária de 6,86. Desse total de mensagens, podemos apurar que 62% das mensagens foram enviadas pelos alunos e 38% delas pelo professor.

A partir das observações retiradas do gráfico 11 podemos verificar que, individu-almente, o professor é quem mais enviou mensagens, o que pode lhe estar conferindo certa função de organização, instrução e articulação entre as redes de relacionamento formadas no grupo de alunos. Isto também poderia ocorrer no presencial, mas a quantidade de intervenções

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seria menor, pois todos os alunos estariam juntos num mesmo espaço físico e poderiam ser observados e atendidos num mesmo espaço de tempo.

Por outro lado, como a comunicação é essencialmente escrita, existe uma grande necessidade de redigir mensagens com bastante clareza e detalhamento. O aluno deve ser ca-paz de descrever claramente suas dúvidas e opiniões e o professor precisa explicitar também com bastante clareza, ou seja, é preciso ser claro nas suas exposições para não gerar dúvidas e nova troca de mensagens. Talvez esse grande volume de mensagens possa estar associado à falta de clareza nas exposições tanto por parte dos alunos quando expõe suas dúvidas ao pro-fessor, quanto por parte deste, quanto na tentativa de responder ao questionamento dos alunos. Para esclarecer uma dúvida de um aluno, é possível que várias mensagens tenham sido troca-das.

Do total de mensagens enviadas pelo professor pode-se apurar que, mais da meta-de (52,30%) ocorreram nas duas primeiras semanas do curso. Um dos motivos pometa-de ter sido a ansiedade na comunicação. Os alunos ficam ansiosos para receber um retorno a cada nova mensagem enviada. E, o professor, acredita ser necessário responder a todos os alunos ime-diatamente para esclarecer qualquer dúvida.

Das mensagens enviadas pelos alunos, constatou-se que, em média, foram envia-das 29,84 mensagens por semana ou ainda 4,27 mensagens por dia. Embora tenhamos apura-do que toapura-dos os alunos em algum momento da realização apura-do curso tenham participaapura-do envi-ando mensagens, constatamos que 2 (22%) escreveram 65% do total de mensagens (gráfico 11).

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Este comportamento indica uma tendência natural dos fatos, que está em confor-midade com o comportamento “presencial” das pessoas, em quaisquer ambientes em que são instigadas a interagir, ou seja, está em conformidade com as características pessoais de cada aluno. A cultura do “presencial” esta ainda muito arraigada em cada um dos alunos. No ensi-no tradicional em sala de aula, independentemente do número de aluensi-nos, as interações entre aluno e professor são mínimas, ou seja, alguns poucos alunos dominam as interações e os de-mais permanecem relativamente passivos. Como essa libertação vai ocorrendo de forma gra-dual, o formato tradicional de ensino pode ter condicionado os alunos a serem passivos.

Identificamos, na análise do desenvolvimento do curso, um processo de evolução por parte dos alunos, no que diz respeito à utilização do ambiente virtual e suas ferramentas de interação e comunicação. Se, inicialmente, a quase totalidade das mensagens foi endereça-da ao professor, no seguimento endereça-da experiência observa-se, de forma graendereça-dativa, uma descentra-lização da figura do professor, o qual passa a ser visto como mais um participante do grupo, com uma função diferenciada, mas que não é o único detentor do conhecimento, nem das re-gras que definem o tipo de interação do grupo de alunos. As mensagens passam a ser endere-çadas a todo o grupo de alunos e, algumas delas, são endereendere-çadas especialmente, em resposta a algum dos colegas em particular.

Referências

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