Projeto
M. EscherProf. Iuri Araújo
Curso de Arquitetura
e Urbanismo - UFAL,
Campus Arapiraca
O projeto arquitetônico é uma proposta de solução para um
problema que surge quando há necessidade de construir e é sempre
uma proposta diante das alternativas imagináveis.
O problema está em não se saber que forma deverá assumir a
construção, a fim de atender satisfatoriamente a requisitos definidos
previamente, por clientes e usuários, em um contexto específico.
O projeto é documentado pela representação dessa proposta,
que deve descrever a forma e prescrever a sua execução, servindo
como instrumento de comunicação.
(SILVA, 2006)
D
E
1.
Uma progressão que evolui a partir de dados do contexto em
direção a uma proposta de solução;
2.
As diferentes fases desse processo são caracterizadas por
semiprodutos, que se diferenciam pelo gradativo incremento do
nível de definição.
3.
Todo projeto arquitetônico implica um partido, que expressa a
identidade da proposta.
4.
A partir da definição do partido, o processo segue como uma
crescente definição da proposta, materializada em semiprodutos
sucessivos.
(SILVA, 2006)
C
A
RA
CTERÍSTICAS
PR OGRAMA ÇÃ O C ONCEPÇÃ O DE SEN V OL VI. PROGRAMA * PARTIDO ESTUDO PRELIMINAR ANTEPROJETO PROJ. EXECUTIVO EMPREENDIMENTO LEVANTAMENTOS VIABILIDADE
(ASBEA, 2000; ABNT NBR 13532, 1995; CAU, 2013)
PR O JET O PR OGRAMA
P
R
ODUÇÃO
(ASBEA, 2000; ABNT NBR 13532, 1995; CAU, 2013) E. PRELIMINAR PROGRAMA ANTEPROJETO ETAPA / SEMIPRODUTO P. LEGAL P. EXECUTIVO AVAL DO CLIENTE GARANTIA DE VALIDADE DESENVOLVIMENTO OBJETIVO
AVAL DO PODER PÚBLICO
PROJETO COMPLETO COMPLEMENTARES COMPATIBILIZADOS
ESPECIFICAÇÃO / ORÇAMENTO / CRONOGRAMA DESENHO DETALHADO
CRITÉRIOS DE DESEMPENHO / DADOS DO CONTEXTO
CONFORTO CAPITAL
RENTABILIDADE LEGISLAÇÃO
SUSTENTABILIDADE SÍTIO
ETC. NECESSIDADE
E. VIABILIDADE GARANTIA DE VIABILIDADE
E. PRELIMINAR PROGRAMA ANTEPROJETO PRODUTO P. COMPLETO ARQUITETO / CLIENTE CLIENTE / ARQUITETO
ARQUITETO / EQ. PROJETO EMISSOR / RECEPTOR
EQ. PROJETO /EQ. CONSTRUÇÃO
APRESENTAÇÃO
DADOS / CRITÉRIOS
DOCUMENTO TÉCNICO FORMATO
DOCUMENTO TÉCNICO
(SILVA, 2006; MENEGOTTO; ARAÚJO, 2000; CAU, 2013)
PARTIDO CONTEXTO
PARTIDO CONTEÚDO
PROPOSTA
VIABILIDADE AVALIAÇÃO CLIENTE / ARQUITETO/ CLIENTE CRITÉRIOS /RELATÓRIO
ETAPAS / REPRESENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO ESBOÇO DESENHO TÉCNICO TÉCNICA DE REPRESENTAÇÃO EM PROJETO EXPOSIÇÃO P/ CLIENTE CONCEPÇÃO COMUNICAÇÃO TÉCNICA FUNÇÃOETAPAS / REPRESENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO
DESENHO TÉCNICO
ESBOÇO (CROQUIS)
Pesquisar esboços de arquitetos e obras famosas. Casa das Canoas - Niemeyer
ETAPAS / REPRESENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO
ESBOÇO (CROQUIS)
DESENHO TÉCNICO Le Corbusier
ETAPAS / REPRESENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO
ESBOÇO (CROQUIS)
ETAPAS / REPRESENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO (PAINEL)
ESBOÇOETAPAS / REPRESENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO (PAINEL)
ESBOÇOETAPAS / REPRESENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO ESBOÇO
Empreendimento
Residência unifamiliar para um casal de médicos, com três filhos, sendo uma
menina de quinze anos de idade, outra de dez anos e um menino um ano.
Capital
O recurso disponível de R$ 1.000.000,00 (Um milhão de reais). A área
construída máxima é de 650 m², considerando um custo unitário básico de R$
1.500,00/m² (mil e quinhentos reais por metro quadrado).
Necessidade:
Residência unifamiliarEspaços íntimos
Três suítes para os filhos; Suíte master para o casal; Suíte para hóspedes; Sala íntima;
Espaços sociais
Sala de estar;
Sala de jantar com lavabo; Home theater;
Home Office;
Espaços de lazer
Espaço gourmet com churrasqueira e forno a lenha; Piscina adulto/infantil, com raia de natação
Espaços de serviço
Cozinha
Área de Serviço
Dependência de empregados Garagem com quatro vagas
Legislação
Não são permitidos muros na frente do lote, nem nas suas laterais, até o limite de 5 m. Exceto arbustos até 0,50 m de altura (cerca verde);
Os muros restantes deverão ter altura máxima de 1,80 m;
Recuos laterais devem ter no mínimo 1,50 m e a soma dos recuos não deve ser menor que 4 m;
Avanço máximo do beiral sobre o recuo de 0,50 m;
Recuo mínimo frontal de 5,00 m;
Recuo mínimo de Fundos de 3,00 m;
Taxa de Ocupação máxima de 50 %;
Coeficiente de Aproveitamento máximo igual a 1, excluídas as edificações de lazer;
Permeabilidade mínima de 30 %;
Máximo de dois pavimentos;
Altura máxima da edificação de 9,00 m, incluindo caixa d’água.
PROGRAMA
N
Sítio
Lote n° 12 do Condomínio Laguna, em Marechal Deodoro, AL. Área total de 950 m².
Áreas
Área construída máxima 650 m² (incluindo lazer). Área ocupada máxima 475 m² (excluindo lazer). Área permeável mínima 285 m².
Ca
sas
de
a
lt
o
pa
drã
o
Pesquisar projetos de casas:
Bernardes & Jacobsen;
Márcio Koogan;
Ângelo Butti;
Gustavo Penna;
Gerson Castelo Branco;
Rodrigo Faga;
Adequação climática
O lote está na zona bioclimática Z8, com clima quente e úmido. São exigidos para
está zona grandes aberturas, com área mínima de 40% do piso, ventilação cruzada
permanente, proteção solar nas aberturas, refrigeração artificial esporádica no
verão, paredes e cobertura leves e refletoras. As coberturas convencionais (telha
cerâmica, fibrocimento e alumínio) devem ter ático ventilado (a partir de 20 cm).
A
de
quação
cli
má
tica
Zoneamento bioclimático brasileiro,
NBR 15220-3
Principais estratégias para a Z8:
Sombreamento;
Ventilação cruzada permanente; Refrigeração artificial.
A
de
quação
cli
má
tica
Olgyay, 1963Radiação - Maceió-AL / SOL-AR
Geometria alongada no eixo
leste/oeste é importante!
A
de
quação
cli
má
tica
Criar uma
sombra
Princípios
para
projetar em
climas
quentes e
úmidos
(Holanda, 1973)A
de
quação
cli
má
tica
Recuar as
paredes
Princípios
para
projetar em
climas
quentes e
úmidos
(Holanda, 1973)A
de
quação
cli
má
tica
Abrir as
portas
Princípios
para
projetar em
climas
quentes e
úmidos
(Holanda, 1973)A
de
quação
cli
má
tica
Continuar
os espaços
Princípios
para
projetar em
climas
quentes e
úmidos
(Holanda, 1973)A
de
quação
cli
má
tica
Sombreamento de fachadas é importante. Manter os espaços climatizados no centro, circundado por espaços sombreados e ventilação natural.
Princípios de projeto para
reduzir o consumo do
ar-condicionado
Rosa do ventos – Maceió – AL (SOL-AR).
Orientações leste e sudeste correspondem aos ventos dominantes em
em Maceió - AL.
V
e
ntilação
c
ru
zada
(BITTENCOURT; CÂNDIDO, 2010)
1. Aberturas horizontais, as maiores possíveis, opostas (barlavento / entrada e sotavento / saída), iguais e orientadas para os ventos dominantes;2. Deve-se preferir Incidência de 45° a 0°;
3. Pilotis, a partir de 1 m do chão melhora a ventilação.
V
e
ntilação
c
ru
zada
(BITTENCOURT; CÂNDIDO, 2010)
1. Aberturas horizontais, as maiores possíveis, opostas (barlavento / entrada e sotavento / saída), iguais e orientadas para os ventos dominantes;2. Deve-se preferir Incidência de 45° a 0°;
3. Pilotis, a partir de 1 m do chão melhora a ventilação.
V
e
ntilação
c
ru
zada
(BITTENCOURT; CÂNDIDO, 2010)
d
3 ¾ d
2 d
A
B
C
B > A+C
Captadores de vento. Laboratório UFAL, projeto Leonardo Bittencourt. Fonte Bittencourt e Cândido (2010).
Captadores de vento. Hospital da Rede Sara Kubtschek. Fonte Bittencourt e Cândido (2010).
Ventilação cruzada
A
dequ
ação
clim
á
tica
GUZ Architects – Fish House - http://www.archdaily.com.br/br/01-37063/casa-fish-guz-architects/fish-house_guzarchitect_1278687193-second-floor-plan/
A
dequ
ação
clim
á
tica
GUZ Architects – Fish House - http://www.archdaily.com.br/br/01-37063/casa-fish-guz-architects/fish-house_guzarchitect_1278687193-second-floor-plan/
A
dequ
ação
clim
á
tica
GUZ Architects – Fish House - http://www.archdaily.com.br/br/01-37063/casa-fish-guz-architects/fish-house_guzarchitect_1278687193-second-floor-plan/
A
dequ
ação
clim
á
tica
A
dequação
clim
át
ica
GUZ Architects Tangga ResidenceSombreamento Amplo
Sombrear com exagero, sem preocupações com otimização e superdimensionamento. Para Maceió, ângulo vertical frontal mínimo de 30° (1,5xh), é uma boa opção.
Bernardes & Jacobsen
1,5 x h
h
30°
Ângulos frontais de 30° (1,5x) no perímetro. Ideal para fachadas sem aberturas para iluminação nas orientações sul, norte e leste.A
dequação
clim
át
Sombreamento
Amplo
Camarim Arquitetos1,5 x h
h
30°
A
dequação
clim
át
ica
Oliveira & Maranhão
1,5 x h
h
30°
A
dequação
clim
át
Sombreamento
Amplo
Pergulados são uma boa opção para o lado oeste.
Rino Levi
Protejem as fachadas poentes do sol, captam luz natural e são
aberturas de saída, para a ventilação.
Sombreamento
Amplo
Rino Levi
Sombrear com exagero, sem preocupações com otimização e superdimensionamento.
Sombreamento
Amplo
Bittencourt
Sombrear com exagero, sem preocupações com otimização e superdimensionamento.
Sombreamento
Amplo
Pergulados são uma boa opção para o lado oeste.
Sombreamento
Amplo
Pergulados são uma boa opção para o lado oeste.
Décio Tozzi
D
D
D
Colmeia
Sombreamento
Restrito
Ângulos máximos para sombreamento ,entre 8h e 15h, em Maceió – AL.
N S E W SW SE NW NE
Sombrear , com a mínima obstrução da visão do céu das aberturas, buscando
dimensões otimizadas. Ideal para aberturas de capitação da luz natural.
azF FRONTAL LATERAL LATERAL
N N 40° E 30° W 30° x1,25 x1,72 x1,72 NE NE 30° SE 40° NW 40° x1,72 x1,25 x1,25 E E 30° N 45° S 65° x1,72 x1,00 x0,47 SE SE 40° SW 70° NE 30° x1,25 x0,36 x1,72 S S 60° W 30° E 35° x0,58 x1,72 x1,43 NW NW 25° SW 35° NE 45° x1,9 x1,4 x1 SW SW 35° SE 40° NW 70° x1,4 x1,2 x0,35