MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E
TECNOLÓGICA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTESESCOLA TÉCNICA DE ARTES
PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO
TÉCNICO EM DANÇA – ENSINO SUBSEQUENTE
ÍNDICE I. Identificação do Curso _______________________________________________________ 3 1. Introdução ________________________________________________________________ 4 2. Justificativa e Objetivos _____________________________________________________ 6 2.1 Justificativa ______________________________________________________________ 6 2.1.1 Políticas de Pesquisa __________________________________________________ 11 2.1.2 Políticas de Extensão _________________________________________________ 11 2.2 Objetivos _______________________________________________________________ 12 3. Requisitos e Formas de Acesso _______________________________________________ 13 4. Perfil Profissional de Conclusão ______________________________________________ 14 5. Organização Curricular _____________________________________________________ 16 5.1 Estrutura Geral do Curso ________________________________________________ 16 5.1.1 Área Prática ________________________________________________________ 17 5.1.2 Área Teórica _________________________________________________________ 17 5.1.3 Área Técnica ________________________________________________________ 17 5.2 Desenho Curricular _______________________________________________________ 23 5.2.1 Ordenação Curricular Técnica em Dança __________________________________ 23 5.2.2 Pré-requisito _________________________________________________________ 25 5.2.3 Equivalência ________________________________________________________ 27 6. Critérios de Aproveitamento de Conhecimento e Experiências Anteriores______________ 28 7. Critérios e Procedimentos de Avaliação ________________________________________ 29 7.1 Atividades Complementares ______________________________________________ 32 8. Biblioteca, Instalação e Equipamentos _________________________________________ 33 8.1 Recursos Materiais _____________________________________________________ 34 9. Perfil do Pessoal Docente e Técnico ___________________________________________ 35 9.1 Docentes _______________________________________________________________ 35 9.2 Técnicos Administrativo ___________________________________________________ 36 10. Certificados e Diplomas a Serem Emitidos _____________________________________ 37 11. Demanda Projetada _______________________________________________________ 37 Referências
Anexo I: Ementário
Anexo II: Horário das Disciplinas
TABELA I _________________________________________________________________18 TABELA II _________________________________________________________________19 TABELA III ________________________________________________________________20 TABELA IV ________________________________________________________________24 TABELA V_________________________________________________________________25 TABELA VI________________________________________________________________25 TABELA VII _______________________________________________________________25 TABELA VIII ______________________________________________________________25 TABELA IX________________________________________________________________26 TABELA X ________________________________________________________________35 TABELA XI ________________________________________________________________36 TABELA XII _______________________________________________________________37
I. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
IES Universidade Federal de Alagoas
Unidade de Ensino Escola Técnica de Artes/ICHCA Nome do Curso Curso Técnico em Dança
Modalidade Presencial
Grande Área Artes 80300006
Área Especifica Dança 80304001 Título ofertado Técnico em Dança Portaria de reconhecimento
Turno Noturno
Regime acadêmico Semestral Carga horária total 1.095 horas
Duração mínima 4 semestres letivos (dois anos) Duração máxima 6 semestres letivos (três anos)
Semanas letivas 15 semanas (mínimo) - 17 semanas (máximo) Número de vagas 35
Perfil do egresso Intérprete Criador de Dança Contemporânea
Campo de atuação Companhias de Dança, Coletivos Artísticos, Bandas Fanfarras, Bandas de Forró e Grupos Folclóricos Estilizados
Equipe de Elaboração e Formatação do Projeto
Prof. Dr. Antônio Lopes, Prof. Esp. Reginaldo Oliveira, Profª. Esp. Noemi Loureiro, Profª. Esp. Isabelle Pitta Ramos Rocha, Ms.Thiago José Andrade Nascimento (Técnicos em Assuntos Educacionais)
Pareceristas da Universidade Federal do Pará
Profª. Ms. Daísa Gomes do Rosário, Prof. Dr. Éder Robson Mendes Jastes, Profª. Drª. Eleonora Ferreira Leal, Profª. Ms. Ana Cristina Freire Cardoso.
1. INTRODUÇÃO
A Universidade Federal de Alagoas tem como missão precípua produzir, multiplicar e recriar o saber coletivo em todas as áreas do conhecimento, de forma comprometida com a ética, justiça social, desenvolvimento e bem comum.
São cinquenta e dois anos desde sua fundação em 25 de janeiro de 1961 quando foi assinada a Lei Nº 3.867 pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek, no palácio da Alvorada em Brasília (AZEVEDO, 1982). Nasce a Universidade Federal de Alagoas com a junção das escolas de Medicina, Engenharia, Odontologia e Direito, Economia e Filosofia, fato considerado o mais importante para a história de Alagoas; ela surge sob a pressão estudantil e da sociedade, acreditando-se que, com a federalização, garantiria mais recursos para pesquisas e maior dedicação dos professores (TAVARES; VERÇOSA, 2007).
A instituição UFAL vem se desenvolvendo ano a ano nesses cinquenta e dois anos de fundação; o número de cursos de graduação, pós-graduação, pesquisa, professores, alunos e servidores técnico-administrativos têm aumentado, fazendo que a instituição tenha um dos maiores orçamentos do estado.
Atualmente, a UFAL oferece cursos Técnicos níveis subsequente contemplando Ensino, Extensão e Pesquisa na área de Teatro, Música e Dança, Graduação e áreas que vem crescendo também na Graduação com o oferecimento de cursos lato sensu e programas de Pós-Graduação stricto sensu em nível de Mestrado e Doutorado. Em sua história manteve convênio com diversas Universidades para o oferecimento de Programas de Mestrado Interinstitucional - MINTER. No nível lato sensu o Setor de Artes vem oferecendo Especialização no Ensino da Arte nas especificidades de Teatro, Música, Dança e Artes Visuais desde dezembro de 2008. Em 2012, recente convênio com a Universidade Federal da Bahia foi institucionalizado o MINTER com a Escola Técnica de Artes e o Setor de Artes com os cursos de Graduação nas áreas de Teatro, Música e Dança serão contempladas. Ações que permitem o fortalecimento do Ensino da Pesquisa e da Extensão na formação nesta área, dadas as especificidades do corpo docente e técnicos que atualmente compõe os Cursos de Música, Teatro e Dança da ETA, bem como, o da Graduação e a coerência no conseguimento do Projeto de expansão e fortalecimento da formação e da pesquisa em Artes Cênicas e na Música promovido pela Universidade Federal de Alagoas.
Neste panorama, a produção de conhecimento em suas especificidades se faz intimamente vinculado com o fazer teatral, musical e coreográfico. As pesquisas se multiplicam, docentes são contratados e os cursos de Artes da UFAL (Técnicos e Graduação), constituem seu Programa de Pós-Graduação em Artes, dentro do qual estão as diferentes linguagens artísticas.
Em Maceió, capital do Estado de Alagoas, há um número significativo de escolas privadas de Dança, havendo apenas uma de caráter público, o Centro de Belas Artes-CENARTE fundado em 1982. No entanto, sabemos que esse número não é suficiente para atender a demanda existente, principalmente daquelas pessoas que não têm condições de pagar uma mensalidade. É grande o número de pessoas nas listas de espera por uma vaga no CENARTE. Por outro lado, essas escolas não possuem regimes institucionalizados de ensino que garantam certificação sobre os Cursos realizados e nenhum programa de encaminhamento para os egressos no mercado de trabalho.
A grande demanda existente pode ser confirmada também por meio dos Cursos de Extensão oferecidos pelos Cursos de Artes (Dança, Teatro e Música). Apesar das dificuldades enfrentadas, a exemplo do número insuficiente do corpo docente e as condições de espaços físicos e materiais, existe um esforço para minimizar as expectativas do público, principalmente formado por jovens e adultos da nossa comunidade.
Outro aspecto a ser levado em consideração é que os Cursos oferecidos por estas escolas de Dança, tanto as privadas quanto o CENARTE, limitam-se a ofertas de aulas práticas sobre estilos específicos, principalmente o Balé Clássico.
Com a criação do Curso de Licenciatura em Dança da UFAL em 2007, a necessidade de criar possibilidades de ampliação do campo dessa formação em Dança tornou-se ainda mais premente, uma vez que o Curso de Licenciatura propõe uma abordagem sobre os processos de ensino-aprendizagem da Dança numa perspectiva contemporânea.
No seu papel de transmitir conhecimentos e fomentar a cultura artística em nosso Estado, os colegiados dos Cursos de Graduação em Dança, Teatro e Música entendem que a UFAL tem a responsabilidade de oferecer cursos que atendam a esta demanda, até a pós-graduação, passando pelo Técnico, tendo em vista o vínculo entre a Escola Técnica de Artes e os referidos Cursos. Diante o exposto a formação do habilitado Técnico de Dança do Curso ofertado pela ETA, contempla técnicas e linguagens contemporâneas permitindo, assim, um caminho ou trajetória entre a Arte e a Universidade, promovendo práticas interdisciplinares de formação do intérprete-criador, saberes que envolvam a linguagem da espetacularidade.
2. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS 2.1 JUSTIFICATIVA
O Brasil, Colônia até a primeira década do século XIX, vivia sob um severo regime de proibições que incluía a restrição desde o livre comércio até a abertura de escolas e universidades. Com a vinda da Família Real Portuguesa, em 1808, as barreiras comerciais e industriais foram caindo e um decreto de 1º de Abril deste ano D. João revogava um alvará de 1795 que proibia a fabricação de qualquer produto no país. Desse modo, para que houvesse indústrias e consequentemente um comércio vigoroso, era necessário que escolas especializadas fossem fundadas, dando o Brasil os primeiros passos para a formação profissional de seus nativos. O ensino profissionalizante no país, antes proibido e improvável, teve o seu início efetivo a partir de 1808 e segundo Gomes (2007, p. 217) “D. João mudou isso ao criar uma
escola superior de Medicina, outra de técnicas agrícolas, um laboratório de estudos e análises químicas e a Academia Real Militar, cujas funções incluíam o ensino de Engenharia Civil e Mineração”.
Ainda sob o reinado de D. João VI, foi fundada a Escola de Belas Artes, depois Academia Imperial de Belas Artes em 1816 e sob o reinado de D. Pedro I, em 1827, foram criadas as faculdades de Olinda e São Paulo e reformuladas as escolas de Medicina em 1830 (SCHWARCZ, 1999). Já sob a Regência, em 1838, foi fundado, sob a inspiração do Instituit
Historique da França, o Instituto Histórico Brasileiro que congregava a elite intelectual do país.
Sob o Reinado de D. Pedro II, em 1861, “foi organizado, por Decreto Real [Imperial], o
‘Instituto Comercial do Rio de Janeiro’, cujos diplomados tinham preferência no preenchimento de cargos públicos das Secretarias de Estado” (Parecer CNE/CEB n. 16/99, in Educação
Profissional e Tecnológica: Legislação Básica, 2005, p. 22). Tanto nas décadas anteriores como posteriores, ainda sob o governo de D. Pedro II, foram criados vários institutos e escolas voltados para o ensino principalmente de menores abandonados com a intenção de depois do aprendizado das primeiras letras, serem encaminhados às oficinas públicas e particulares (Idem, ibidem).
Do período imperial para os primeiros anos do período republicano, mudou a sistemática de assistência aos menores para um ensino voltado para a preparação profissional de operários. Para tal, nos anos 30 do século XX, o Conselho Nacional de Educação apontou para uma reforma educacional que perdurou até os anos 40 e a Constituição de 1937 veio dar um alento e nova luz para as escolas vocacionais e foram tratadas como dever de Estado. Nos anos 50,
permitiu-se a equivalência dos estudos acadêmicos e profissionalizantes o que tornava o ingressante, antes estudante de cursos profissionais, um acadêmico em níveis superiores, contudo a plena equivalência entre os cursos do mesmo nível, “sem necessidade de exames e provas de
conhecimento” (Id., ibid., p. 25) ocorreu quando da criação da primeira Lei de Diretrizes e Bases,
de 1961.
Tendo em mente que após o ensino médio todo ensino se torna educação profissional, a Lei Federal n. 9.394/96 (a atual LDB) confirma o ensino médio como etapa da solidez da educação básica, confirmando ainda, de certa forma, o ensino técnico, tecnológico e sequencial por campo de saber.
Em Alagoas, Estado que ainda carece de maior vigor na área do ensino técnico numa maior amplitude de áreas do conhecimento, a criação da Escola Técnica de Artes aprovada pelo CONSUNI/UFAL, através da resolução 65/2006, de 6 de novembro de 2006, vem saldar um dívida histórica com sua população. Estado também vocacionado para as Artes, Alagoas encravada no nordeste brasileiro, sem muitas promessas para intelectuais e artistas” (LAGES in SOARES, 1999, p. 9) vê na criação da Escola Técnica de Artes/UFAL a possibilidade de reavaliar e tentar reverter esse quadro verdadeiro, mas passível de correção. A Escola Técnica de Artes vem se juntar como parceiro aos cursos de Graduação em Música, Teatro e Dança no sentido de que venha a ser um campo de aprimoramento para os alunos do Estágio Supervisionado Obrigatório da Graduação, segundo seus PPC’s e mediante acordos bilaterais. Por outro lado, o Curso Técnico em Dança estará abrigado sob uma Coordenação única na área da Dança, cumprindo esta Coordenação com seus direitos e deveres contidos no Regimento da Escola Técnica de Artes.
A ETA está conectada a seu tempo, isto é, preocupada com a sociedade e seus ideais de paz, diversidade e liberdade de expressão. É justamente nessa discussão sobre a sociedade e suas novas configurações, que nasce a proposta de criação de um curso no subcampo da Arte Contemporânea. Assim, duas evidências convergem para a justificação da criação de um Curso Técnico de Dança. Aponta-se para a importância da legitimação deste campo de conhecimento. A primeira diz respeito à distância que existe hoje, entre o que se cria em dança – na dança como arte – e o que se faz nos espaços de ensino e aprendizagem de dança. Um reflexo desta distância é a ausência (ou quase) de público em espetáculos de dança contemporânea ou de dança-teatro, em todo o Brasil, embora exista um número significativo de escolas e cursos de dança repletos de alunos. A segunda evidência é a atual produção de conhecimento sobre o corpo que advém da prática de artistas da dança. Esta produção, que é fruto de sua prática de criação artística e que se
dá por meio do próprio corpo, tem provocado reflexões e bases para concepções de CORPO, SUJEITO e ARTE. Também tem problematizado a compreensão de como se dá a expressão pelo corpo e do que são técnicas corporais, contribuindo com o desenvolvimento de teorias epistemológicas da dança. O artista do corpo, o dançarino-ator ou intérprete-criador pode ser compreendido como aquele que se relaciona com o mundo e com a humanidade a partir do movimento; que vê a complexidade das relações entre indivíduos e da configuração da cultura a partir da percepção do movimento do corpo humano.
Este PPC estará atendendo ao novo cenário da Dança que a partir da aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB, prevista no art. 39 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que prevê no II tópico: educação profissional técnico de nível médio (Educação Profissional e Tecnológica – Legislação Básica, 2005, - DECRETO p.5).
De acordo com a Lei Federal nº 10.639/03, de 09 de janeiro, essas ações preenchem com possibilidades pedagógicas a história da África e dos afros descendentes no currículo escolar, assim como a criação da Lei 11.645/2003 afro-indígena que estabeleceu a obrigatoriedade desta temática nas Escolas Públicas e Privadas de todos os Estados Brasileiros. Tais ações estão contempladas no Projeto para Implementação do Programa de Ações Afirmativas da Universidade Federal de Alagoas, ainda na gestão da Magnífica Reitora Ana Dayse Rezende Dórea. A Comissão de elaboração do Projeto Pedagógico do Curso de Dança da Escola Técnica de Artes entende que as referidas Ações Afirmativas para Afro-descendentes estendem suas ações instituindo um sistema de cotas para a população afro-descendentes, oriundo de escolas públicas, no preenchimento de vagas relativas aos Cursos Técnicos, a fim de proporcionar ações que viabilizem o acesso e permanência da população negra na UFAL. A oficialização nacional em 2001 da Linguagem Brasileira de Sinais – LIBRAS fortaleceu ainda mais a militância surda na busca pelos seus interesses sociais. Apropriando-se da citação de Veiga Neto (2001, p.113), no artigo A Educação de Surdos na Perspectiva Inclusiva: Um Paradoxo Político Educacional de Daiane Pinheiro, o referido estudioso comenta: “... pode ser o primeiro passo numa ordenação
de ordenamento, pois é preciso a aproximação com o outro para que se dê um primeiro (re) conhecimento, para que se estabeleça algum saber, por menos que seja, acerca desse outro”,
principalmente pelo reconhecimento legal do ensino da língua de sinais – LIBRAS, dos serviços dos professores/tradutores/interpretes. No caso de um candidato na condição surda dentro da lógica patológica, a ETA, deve seguir o que o MEC-SEESP, 2008, cap.VI, pontua: “ Para a
inclusão dos alunos surdos, nas escolas comuns, a educação bilíngue – Língua Portuguesa/LIBRAS, desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o
ensino da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, os serviços de tradutor - interprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da escola. O atendimento educacional especializado é ofertado, tanto na modalidade oral e escrita, quanto na língua de sinais. Devido a diferença lingüística, na medida do possível, o aluno surdo deve estar com outros pares surdos em turmas comuns...”.(DAIANE,
Pinheiro 2011, p.19).
É necessário pensar e construir normas que regulem a educação inclusiva em programas e políticas para os discentes. Nesse aspecto, consideramos o Programa de Ações Afirmativa- PAAF, da Universidade Federal de Alagoas – UFAL pertinentes à constituição ética multicultural de nossa sociedade, assegurando que a expansão programada seja realizada com garantia de qualidade acadêmica, seja na introdução de conteúdos programáticos, tanto prático como teórico, da dialogicidade entre formas diferenciadas de produção de conhecimento, que são a acadêmica e a popular. No entanto a alocação de recursos, flexibilização do currículo e monitoramento e avaliação contínua são alguns dos pontos de atenção e necessários à pratica genuína da educação inclusiva, representando uma oportunidade de melhoria em todo o sistema educacional. Para Rodrigo Hübner Mendes (2011, p.36. Revista TAM nas Nuvens) “a ideia se
baseia na premissa de que projeto pedagógico, pautados não só pela aquisição de conteúdos acadêmicos, mas também pela ampliação da empatia e das competências interpessoais, beneficiam todos os estudantes – sejam quais forem suas particularidades. Essa constatação é um passo fundamental para que a educação inclusiva se consolide definitivamente no Brasil”.
Entendemos que o diálogo entre lógicas diferenciadas de produção cultural e artística, com seus diversos saberes e matrizes étnicas prepara nossos discentes para o manejo de diversas situações no espaço artístico e na sociedade, no sentido de desconstruir valores discriminatórios e eurocêntricos.
Por outro lado ainda, esse projeto surge da necessidade de contemplar o planejamento de expansão dos Cursos da ETA, nessa perspectiva, estabelece o fortalecimento e a qualificação do corpo docente e técnicos, bem como, novos professores passarão a integrar o corpo docente do Curso de Dança, sejam por concurso público ou mesmo àqueles colaboradores mestres e doutores oriundos dos Cursos de Graduação e, consequentemente, novas pesquisas serão incorporadas ao Projeto do Curso Técnico de Dança frente às diretrizes pedagógicas da atualidade, da nova Lei de Diretrizes de Base – LDB e dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, assim como, para que se efetuasse o seu cadastramento no Cadastramento Nacional de Cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio – CNCT .
Aprovado em 11/12/1998, através da Portaria Ministerial nº 99, publicada no Diário Oficial da União no dia 16/12/1998 e incorporado à Escola Técnica de Artes, aprovada pelo CONSUNI através da resolução número 65/2006, de 06 de novembro de 2006.
A Educação Profissional Técnica de nível médio pode ser desenvolvida de três formas: 1- integrada, 2 – concomitante ou 3 – subsequente (ao ensino médio), pois segundo o Inciso III do Parágrafo 1º do Artigo 4º, esta última forma será “ofertada somente a quem já tenha concluído o
ensino médio”. Esta alternativa estava prevista no Decreto nº 2.208/97 como sequencial teve a
sua denominação alterada pelo Decreto nº 5.154/2004 e é esta denominação que este Projeto Pedagógico se debruça.
A forma sequencial, destinada a quem já concluiu o ensino médio
,
tendo em vista as suas peculiaridades explicitadas pelo imediato supra-citado decreto e comentado pelo Parecer CNE/CEB n. 39/2004 tem o sentido de se transformar em habilitação profissional de técnico de nível médio, pois a educação profissional compreende também “etapas que objetivam apenaspropiciar adequadas condições para um melhor proveito nos estudos subsequentes de uma ou de mais habilitações profissionais” (Parecer CNE/CEB n. 16/99).
Atualmente existe uma demanda muito grande para os Cursos da Escola Técnica de Artes e as Licenciaturas ambos com as suas linguagens artísticas – Música, Teatro e Dança.
A necessidade de se planejar, organizar e transformar o Projeto Pedagógico do Curso Técnico de Dança, através de Escola Técnica de Artes, tem como finalidade proporcionar um caráter de processo de ensino-aprendizagem em que o discente passará a conhecer os princípios fundamentais que regem a Dança enquanto linguagem artística produtora de conhecimento, para atuar profissionalmente como intérprete-criador. Desse modo, nosso aluno/interprete/criador precisa de uma formação que o ajude a dar significado às suas numerosas informações e conhecimentos. Vale lembrar que esses sujeitos que vislumbram o curso Técnico de Dança indo ao encontro de si mesmo são – não necessariamente, mas, comumente – indivíduos que no contexto da contemporaneidade estão repletos de informações que lhes chegam numa velocidade cada vez maior.
No sentido de garantir na estruturação do Curso Técnico de Dança o pleno desenvolvimento de conhecimento, saberes e competências profissionais e pessoais requerida pela natureza do trabalho assumido como princípios educacionais, contemplando as necessárias bases conceituais e metodológicas, nos termos de seu Projeto Pedagógico, observando a legislação, ainda dispomos os aspectos abaixo descritos.
2.1.1 POLITICAS DE PESQUISA
O Grupo de Pesquisa em História e Memória e Documentação da Dança e do Teatro
em Alagoas, devidamente registrado no CNPq, sob coordenação do Professor Dr. Antônio
Lopes, o Grupo de Pesquisa do líder Professor Dr. Eduardo Xavier, História Memória e
Documentação da Música em Alagoas, assim como o Grupo de Pesquisa Danças do Brasil sob a
coordenação da Profª. Mestra Paula Caruso, mantém ações desenvolvidas de pesquisa e extensão com os docentes e discentes dos Cursos de Dança, Música e Teatro da Graduação/Licenciatura e dos Cursos Técnicos. Oportunizando os discentes de participarem de programas em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão através do Projeto Integrador de Arte - PROINART, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – PRONATEC, atuando em varias áreas em Cidade como São Miguel dos Campos, Marechal Deodoro, Coruripi, Santa Luzia do Note, Coqueiro Seco, Arapiraca, Rio Largo e outras que venham surgir.
Anualmente é realizada a Mostra Acadêmica do Curso de Licenciatura em Dança – Universidança, na qual os alunos tanto da Graduação como Técnico, têm a oportunidade de assistirem as palestras, participarem de mesas redondas, apresentarem trabalhos acadêmicos de estudo, pesquisa e extensão, participarem do Congresso Acadêmico da Universidade Federal de Alagoas, realizado anualmente, com a apresentação de trabalhos acadêmicos e artísticos e de seminário, seguindo o mesmo perfil da Universidança, da Semana da ETA e a Semana de Educação Somática.
Também têm sido realizadas atividades extra-sala de aula como a apreciação de espetáculos de dança em locais específicos de dança e os que aqui se apresentam, incluindo entrevistas com os intérpretes e coreógrafos, apreciação de aulas de dança em academias de dança da cidade de Maceió.
2.1.2 POLITICAS DE EXTENSÃO
As ações de caráter Extensão artístico-cultural apresenta-se como suporte para um trabalho de pesquisa/extensão junto à comunidade, entendemos ser a Universidade uma instituição que deva atuar neste sentido. O desenvolvimento das pesquisas efetuadas pela, Profª. Drª. Nadir Nóbrega e pelo Prof. Dr. Antonio Lopes Neto, na área da Cultura Popular, nos revela a necessidade tão urgente de fomentar a adesão de jovens das comunidades as quais pertencem, haja vista, os grupos tradicionais serem formados essencialmente por idosos. Neste sentido há
importância de reativar o Grupo de Tradições Populares Prof. Théo Brandão, da Universidade Federal de Alagoas, ampliando suas perspectivas de atuação didática e educativa através das aulas/espetáculos. Cabendo aos integrantes (discentes e docentes dos Cursos Técnicos de Dança, Teatro e Música, os Servidores Técnicos e/ou Administrativos, Graduandos e Interessados) deste grupo a função e formação de aliar teorias e práticas da espetacularidade, integrando elencos ou propondo novas produções e produtos artísticos, mas também a capacidade de transformar-se num agente incentivador do desenvolvimento das manifestações das tradições populares do nosso Estado. Outra característica importante, considerando seus aspectos históricos e multidisciplinares de suas linguagens artísticas integrantes dessa arte, como expressão corporal, musicalidade, teatralidade são os Cursos de Capoeira Angola, que vem se configurando como uma manifestação da cultura popular brasileira mais estudada nos últimos anos pelas áreas de conhecimento, como Educação, Dança, Sociologia, Antropologia, História da Música dentre outras. Outros aspectos que merece relevância são as ações desenvolvidas pela Escola Técnica de Artes com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - PRONATEC, ações que veem sendo desenvolvidas nas cidades de Maceió e em outras Cidades do interior do Estado, o Projeto ETA-MOV de Vídeo-Dança, Coordenado pelo Prof. Esp. Jorge Schutze e o Prof. Dr. Antonio Lopes Neto. O Projeto tem por objetivo criar um acervo de imagens da dança no estado de Alagoas, proporcionando aos estudantes, professores, pesquisadores e comunidade em geral a oportunidade de visualizar vídeos e fotos de trabalhos de dança.
Este Projeto propõe à Comunidade ao longo do ano como parte de formação humanística e artística Cursos, Seminários, Palestras, Encontros entre outros.
A Comissão responsável pela elaboração deste Projeto Pedagógico promoveu reuniões, debates, grupos de estudo e reflexões que resultaram na sua formatação com a finalidade de explicitar os conceitos, as políticas e as práticas pedagógicas e artísticas do Curso Técnico de Dança, visa como objetivos:
2.2 OBJETIVOS
Viabilizar o ensino Profissional em nível Técnico na Área de Artes/Dança à comunidade alagoana.
Formar intérprete/criador por meio de uma equilibrada relação entre fundamentação teórica e experiência prática e, da construção artística, com estudos sistemáticos para o
desenvolvimento de modos de produção e de recepção da arte da Dança, considerando primordialmente o caráter híbrido da criação implícita ao próprio campo de formação; Oferecer aos egressos subsídios para a atuação profissional como Técnico em Dança:
Intérprete Criador, propondo situações de aprendizagem significativa que lhes permitam desenvolver competências artísticas, culturais e profissionais para integrar, intervir e atuar na realidade socioeconômica, política e cultural da sociedade contemporânea; Promover processos de produção artística acompanhados de análise crítica, intervindo
qualitativamente na cultura do tempo presente;
Atuar interdisciplinarmente em outras áreas do conhecimento;
Integrar pesquisa e estudos na elaboração e interpretação artística das ideias e emoções; Integrar-se em eventos artísticos da cidade e da região;
Oferecer campo de formação profissional técnica aos estudantes que terminaram o Ensino Médio;
Dar oportunidade de um campo de Estágio Supervisionado para os alunos dos Cursos de Graduação/Licenciatura em Dança, Teatro e Música da UFAL.
3. REQUISITOS E FORMAS DE ACESSO
Para se matricular no Curso Técnico de Dança da ETA/UFAL, como pré-requisito o candidato deverá:
Apresentar comprovação e/ou certificado de conclusão e histórico escolar do Ensino Médio ou comprovar ter prestado o ENEM com fins de certificação de conclusão do ensino médio segundo o art. 38 da LEI nº 9.394/96 respaldado pelas Portarias MEC nº 10 de 20 de maio de 2012 e INEP nº 144 de 24 de maio de 2012.
Apresentar habilidades técnicas necessárias ao ingresso no nível Técnico em Dança através dos testes para ingresso no Curso, de acordo com a oferta de vagas anunciadas em Edital de Seleção de novos alunos publicada em conformidade com a Coordenação do Curso Técnico em Dança e a Direção do Ensino da ETA-UFAL.
A ETA segue as diretrizes firmadas pela UFAL no que tange ao Programa de Ações Afirmativas que se referi ao acesso e permanência de alunos ato declarado negros, pardos, indígenas de que trata a Lei 12.711-2012.
4. PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO
A formação Técnica habilitará o egresso, quando da conclusão de seu curso, trabalhar como interprete/criador. Sendo um profissional da Dança, deverá, ao final do curso estar apto para desenvolver o espírito crítico sobre os processos e criação na área e refletir sobre o seu papel na sociedade. Com sua formação deverá ser capaz de aliar teorias e práticas da Dança, interagindo com os demais dançarinos e coreógrafos com os quais venha a trabalhar em sua atuação profissional. Deverá desenvolver marcado interesse pelos fenômenos sócio-culturais além de demonstrar a intenção em ampliar e atualizar seus conhecimentos no campo da dança e áreas afins, aproximando-se e buscando conexões com outras áreas artísticas como o Teatro, a Música, as Artes Visuais e outras como forma de ampliar seu campo de atuação e as dimensões do seu fazer artístico na perspectiva da contemporaneidade. Buscar interação com os saberes produzidos pela sociedade aproximando-se das manifestações culturais de sua região e do país, tanto no campo das manifestações populares e tradicionais como na chamada cultura erudita. É necessário que esteja preparado para produzir conhecimentos relativos à Dança na área da
performance incorporando e utilizando elementos técnicos e estéticos com autonomia. Deve
possuir o domínio do conhecimento teórico e técnico suficiente para possibilitar e viabilizar a prática da Dança numa perspectiva contemporânea, articulando saberes e traduzindo em gestos e movimentos uma formação plural e multifacetada, onde os princípios técnicos sejam utilizados a serviço da criatividade e da elaboração do diálogo com diferentes estilos e vertentes da Dança.
A definição técnica, estética e ideológica deste perfil baseia-se, sobretudo, no respeito ao direito e aos deveres éticos do dançarino, marcados pela busca constante da emancipação e autonomia de um perfil pessoal de intérprete no território conceitual das artes no mundo contemporâneo.
As competências profissionais desejadas para o perfil do Técnico em Dança, enquanto interprete criador de dança contemporânea, contemplam o desenvolvimento humano nas dimensões artísticas, culturais, sociais e científicas, destacando-se o desenvolvimento de competências artísticas orientadas pelas pesquisas como princípios pedagógicas, científicas e profissionais, envolvendo o pensamento reflexivo. Entende-se por competência profissional a capacidade de mobilizar, articular e colocar em prática os valores, conhecimentos e habilidades
necessários para o desempenho de atividades requeridas pela natureza do trabalho pedagógico e artístico com o corpo. São as seguintes as competências:
Identificar e aplicar, articuladamente, os conhecimentos básicos da linguagem corporal;
Adequar os conhecimentos desenvolvidos no Curso à sua realidade corporal, encontrando novos modos de multiplicar o conhecimento em sua atuação na condição de interprete/criador;
Integrar estudos e pesquisas como princípios pedagógicos na prática artística;
Incorporar à prática pedagógica e artística do corpo em movimento, o conhecimento das transformações e rupturas conceituais que historicamente se processaram na dança;
Recriar processos, formas, técnicas, materiais e valores estéticos na concepção, interpretação artística, a partir de uma visão crítica da realidade;
Utilizar criticamente diversos materiais na interpretação e na prática;
Utilizar adequadamente métodos, técnicas, conteúdos, recursos e equipamentos específicos à prática profissional;
Conceber, organizar e interpretar diversas modalidades da Dança para a realização de projetos artísticos;
Analisar e aplicar práticas e teorias de produção das diversas culturas artísticas, suas interconexões e seus contextos sócio-culturais;
Analisar e aplicar combinações e reelaborações imaginativas a partir da experiência sensível da vida cotidiana e do conhecimento sobre a natureza, a cultura, a história e seus contextos;
Demonstrar uma base pedagógica e artística corporal consistente que permita assimilar inovações e mudanças na prática do interprete/criador;
Ser consciente e crítico de seu papel social e político, capaz de enfrentar os desafios da sociedade contemporânea nas atividades artísticas e culturais, como também, interagir nas novas redes de informação, com a fundamentação teórica refletida na sua prática do intérprete/criador;
Adotar uma postura investigativa, reflexiva e criativa diante de suas atividades, capaz de produzir conhecimento;
Atuar como Intérprete Criador atualizado capaz de multiplicar e multifacetar conhecimentos, levando a Dança, as mais diferentes fatias da sociedade contemporânea;
Estar preparado para a atividade artística, criativa e compositiva numa perspectiva corporal, com possibilidades de atuar num campo de trabalho com características múltiplas.
Na Educação Profissional Técnica de Nível Médio, a Prática Profissional compreende diferentes situações de vivências, aprendizagem e trabalho, como experiência e atividades específicas definidoras do perfil profissional de conclusão proposta pelo Curso.
5. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR 5.1 ESTRUTURA GERAL DO CURSO
O Curso de Técnico em Dança, oferecido pela Escola Técnica de Artes da UFAL, terá a duração total de dois anos, com a carga horária de 1.095 horas dividida em 4 semestres letivos sequenciais e interdependentes visando a formação técnica, prática e teórica do dançarino para o exercício de sua profissão. A disciplina Construção e Manutenção do Espetáculo, terá sua Carga Horária de 90 horas atrelada ao Laboratório de Montagem Cênica no processo de dar suporte técnico e artístico a esta disciplina (das 90 horas da Construção e Manutenção do Espetáculo, 30 horas serão reservadas para apresentação do espetáculo). Será realizado no último semestre, nas mais variadas formações – solo, duos, trios, grupos – em termo de prática. As disciplinas Laboratório Cênico 1, 2 e 3, serão atreladas no 1º Semestre com a disciplina Danças das Tradições Brasileiras 1; no 2º Semestre, Indumentária e História do Traje e no 3º Semestre com a disciplina Exercício Cênico de Dança 3. Caracterizam-se por um espaço didático e de experimentação do discente orientado pelo Professor qual ministra a disciplina em conexão como citado anteriormente.
O aluno não poderá cursar um módulo sem ter cursado o módulo anterior, observando-se as especificidades das disciplinas com caráter de pré-requisito. Neste caso deverão ser observadas as particularidades relativas à questão de reprovação em disciplinas. O aluno fora do fluxo padrão poderá cursar as disciplinas do semestre seguinte que não possuem pré-requisito e terá 1 (um) ano além do tempo regular do curso para concluí-lo.
A integralização se fará por estudo individual da situação de dependência do aluno em relação às disciplinas em reprovação. Os módulos são ofertados por semestre, seguindo o calendário acadêmico da UFAL.
Não será excluída a possibilidade de criação de seminários, cursos ou oficinas de extensão com projetos específicos que poderão ser desenvolvidos durante parte ou em todo o ano letivo, não necessariamente visando a preparação para o ingresso no Curso Técnico em Dança. Quanto à estrutura didática do Curso Técnico em Dança, esta será composta por três áreas, com a distribuição das disciplinas em cada uma dessas áreas da seguinte forma: o da teoria, o da técnica e o da prática que são trabalhadas contemplando os três aspectos inter-relacionados e indissolúveis:
ÁREA TEÓRICA – É constituída pelas disciplinas História e Estética da Dança, Indumentária e História do Traje e Ética, Legislação e Produção Cultural.
ÁREA TÉCNICA – É constituída pelas disciplinas Consciência Corporal e Exploração do Movimento 1 e 2, Exercícios Técnicos de Dança, 1, 2, 3, Improvisação 1 e 2 e Música e Movimento.
ÁREA PRÁTICA – É constituída pelas disciplinas Composição Coreográfica 1 e 2, Laboratório de Montagem Cênica, Cenografia, Iluminação, Maquiagem e Caracterização, Construção e Manutenção do Espetáculo, Dança das Tradições Brasileira 1 e 2 e Laboratório Cênico 1, 2 e 3.
Quanto ao planejamento global do curso, o objetivo principal é que o egresso passe, ao longo dos quatro semestres do curso, por um processo gradual de conhecimento da Dança enquanto linguagem, de modo que os conhecimentos trabalhados nas disciplinas de formação básica formem o alicerce para as técnicas específicas que serão trabalhadas nos semestres subsequentes. Em cada semestre, cada conteúdo será organizado em termos de favorecer o conhecimento gradual da arte da dança, com objetivos gerais e específicos, consideradas as disciplinas em particular e o conjunto interdisciplinar.
Dessa forma o Projeto Pedagógico do Curso pretende um melhor desenvolvimento do processo de ensino, em cujas sucessivas etapas serão estabelecidos pressupostos para a avaliação das fases de desenvolvimento de cada semestre, desta forma, os Laboratórios Cênicos 1, 2 e 3, atrelados as disciplinas Dança das Tradições Brasileiras 1 no 1º semestre, Indumentária e História do Traje no 2º semestre e Exercício Técnico de Dança 3 no 3º semestre, buscam novos desafios aos discentes nos Exercícios Públicos. Por outro lado, esse sistema de trabalho em colaboração com outras áreas do conhecimento humano, normalmente as artísticas, permitirão
um aprofundamento do estudo organizado tematicamente, tendo como consequência um estreitamento da relação pedagógica entre as disciplinas regulares e as etapas de interpretação nas apresentações públicas como produto final.
No último semestre letivo será dedicado uma carga horária maior para a disciplina Laboratório de Montagem Cênica, devendo o formando apresentar as habilidades explicitadas nos objetivos deste Projeto Pedagógico, sendo esta montagem de um espetáculo, o que vem caracterizar o produto final do repertório estudado durante todo o curso e deve priorizar a apresentação em solo, duo ou grupo do aluno concluinte.
Este Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Dança apresenta, em sua maioria, uma vocação voltada à prática em 76% em todas as disciplinas dispostas ao longo dos quatro semestres regulares.
Em consonância com a Lei 10.639/2003 que institui a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, as disciplinas História e Estética da Dança e as Dança das Tradições Brasileiras 1 e/ou 2 contemplam em seu currículo a temática abordada pela legislação.
Dessa forma o Projeto Pedagógico do Curso pretende um melhor desenvolvimento do processo de ensino, cujas sucessivas etapas serão estabelecidos pressupostos para a avaliação das fases de desenvolvimento de cada semestre, principalmente a partir do segundo, buscando novos desafios por meio da adequação do Projeto Pedagógico aos exercícios cênicos e às necessidades detectadas. Com isso, em determinas disciplinas como Composição Coreográfica 1 e 2 (3º e 4º semestre) e Improvisação 1 e 2 (2º e 3º semestre), a escolha dos temas e motivos passarão a obedecer a critérios específicos que visam estimular o egresso, fazendo-o avançar progressivamente. Por outro lado, esse sistema de trabalho permite um aprofundamento do estudo organizado tematicamente, tendo como consequência um estreitamento da relação pedagógica entre as disciplinas ofertadas.
Os dois primeiros semestres do curso são considerados de formação básica. Ao final do 4º semestre terá como resultante uma montagem coreográfica nas mais diversas formações, solos, duos, trios, etc, na maior parte das disciplinas da área prática e técnica.
ÁREA TEÓRICA TABELA I
Na disciplina História e Estética da Dança pretende-se que o discente conheça e entenda o contexto histórico da Dança Cênica Teatral no Ocidente, Antiguidade, Idade Média,
Renascença. O surgimento do Balé Clássico, Moderno até seus desdobramentos na contemporaneidade contemplando a Dança no Brasil e em Alagoas. Serão analisados os contextos históricos e sociais de cada um dos períodos e das correntes artísticas da Dança, inter-relacionando técnicas e estéticas numa perspectiva contextualizada que contemple as conexões entre arte, cultura e sociedade.
Na disciplina Indumentária e História do Traje serão abordadas as características das indumentárias e dos trajes apresentados em diferentes períodos da construção da dança cênica teatral no ocidente, buscando desvendar as relações entre o traje e a indumentária na construção de sentidos e significados na obra de Dança, relacionado aos aspectos técnicos e estéticos envolvidos. Além de diversos processos de criação de figurino, suas diretrizes e concepções; tratamento de matérias e aprimoramento da técnica de concepção.
Na disciplina Ética, Legislação e Produção Cultural, serão estudadas as atividades relativas à profissão em Arte.
5.1.3 ÁREA TÉCNICA TABELA II
Na disciplina Consciência Corporal e Exploração do Movimento 1 serão abordadas noções de anatomia funcional através do reconhecimento das estruturas e sistemas que constituem o corpo humano, enfocando o sistema ósseo como base de sustentação e organização do movimento, exploração criativa do movimento a partir de temas relacionados à própria estrutura do corpo como as possibilidades de movimentos das articulações, movimentos liderados por partes específicas do corpo, movimentos sucessivos e simultâneos, simétricos e assimétricos entre outros temas.
Na disciplina Consciência Corporal e Exploração do Movimento 2 serão aprofundados os estudos desenvolvidos na disciplina Consciência Corporal e Exploração do Movimento 1, enfocando a exploração criativa do movimento em relação ao espaço. Serão abordados temas como os níveis espaciais, projeção espacial, progressões espaciais, tensões espaciais e formas. Na disciplina Exercícios Técnicos de Dança 1 serão abordados os exercícios que trabalhem força, flexibilidade e alongamentos direcionados à preparação corporal do dançarino.
Na disciplina Exercícios Técnicos de Dança 2 serão trabalhados as noções de eixo, postura, equilíbrios, giros e saltos por meio da complexidade dos exercícios de barra e centro, assim como dos usos das diagonais, a revisão da estrutura dos códigos do balé e noção de
aplicabilidade dos seus princípios fundamentais em outras técnicas e estilos de dança.
Na disciplina Exercícios Técnicos de Dança 3 serão abordados os princípios básicos das técnicas da Dança Moderna, enfatizando o uso do chão e a relação com a força da gravidade, por meio do princípio de queda e recuperação, o uso da respiração, tendo o centro do corpo como eixo móvel e propulsor do movimento.
Na disciplina Improvisação 1 serão trabalhados a exploração do espaço, peso e tempo através de técnicas e métodos de improvisação. Além de exercícios individuais e em grupo de percepção. Criação de movimentos.
Na disciplina Improvisação 2 serão aprofundados os conceitos e conteúdos trabalhados na disciplina Improvisação 1, explorando e evidenciando os princípios básicos da técnica de Contato Improvisação tais como: cooperação, peso, economia de esforço, alavancas e improvisação, bem como sua contextualização histórica.
Na disciplina Música e Movimento serão abordados os elementos estruturantes da linguagem musical localizando as especificidades de diferentes culturas por meio da apreciação/audição de diferentes composições musicais identificando o ritmo, a melodia e a harmonia.
5.1.1 ÁREA PRÁTICA: TABELA III
Na disciplina Composição Coreográfica 1 serão desenvolvidas noções básicas sobre os processos e métodos de composição coreográficas identificando os componentes da Dança: dançarino, movimento, som e espaço geral e as possibilidades de estabelecer relações entre eles, para construção de sentidos em uma obra de dança. Será exercitada a composição de sequências coreográficas simples.
Na disciplina Composição Coreográfica 2 serão aprofundados os conceitos, métodos, técnicas e conteúdos trabalhados na disciplina Composição Coreográfica 1, exercitando-se a prática de composições coreográficas com maior grau de complexidade na relação entre os componentes da dança, através do exercício de composição em grupo, a partir do desenvolvimento de movimentos isolados (individual) em estruturas montadas para a criação coreográfica.
Na disciplina Laboratório de Montagem Cênica serão colocados em prática os conhecimentos trabalhados nas disciplinas técnicas e práticas de todo o Curso, de modo articulado, compreendendo todas as etapas, recursos e meios utilizados na montagem de um
espetáculo de Dança. Poderão ser explorados diferentes espaços como palcos e espaços urbanos.
Na disciplina Cenografia será realizada a execução do espaço cenográfico para a realização do Laboratório de Montagem Cênica, estando interligado ao desenvolvimento de ambas as disciplinas, Composição Coreográfica 2 e Laboratório de Montagem Cênica.
A disciplina Construção e Manutenção do Espetáculo no 4º Semestre do Curso encontra-se atrelada ao processo de construção artística da produção coreográfica do Laboratório de Montagem Cênica, juntamente com dez apresentações do espetáculo, caracterizando sua manutenção.
Na disciplina Iluminação será apresentado referencial sobre a utilização da Iluminação na Dança Cênica, e na prática do aluno através de execuções de planos de iluminação para sequencias coreográficas.
Na disciplina Maquiagem e Caracterização serão apresentadas técnicas de maquiagem com a caracterização de uma personagem para uma montagem cênica.
Na disciplina Dança das Tradições Brasileiras 1 será apresentado estudo teórico e prático das danças Tradicionais Brasileiras, procurando uma identificação de análise dos conceitos básicos do corpo e o movimento em determinados contextos e sua concepção de totalidade de uso de atividades que engloba o corpo de forma criativa em diferentes relações de tempo, espaço, forma e energia. Vivenciando diversos momentos históricos e diferentes culturas – ritos de passagem, festas e danças.
Na disciplina Dança das Tradições Brasileiras 2 será apresentado estudo teórico e prático das danças Tradicionais Brasileiras, procurando uma identificação de análise dos conceitos básicos do corpo e o movimento em determinados contextos e sua concepção de totalidade de uso de atividades que engloba o corpo de forma criativa em diferentes relações de tempo, espaço, forma e energia. Vivenciando diversos momentos históricos e diferentes culturas – ritos de passagem, festas e danças.
Na disciplina Laboratório Cênico 1 será trabalhado os conhecimentos adquiridos na disciplina Dança das Tradições Brasileiras 1, e colocado em práticas como exercício público. Na disciplina Laboratório Cênico 2 será colocada em práticas como exercício público os conhecimentos adquiridos na disciplina Indumentária e História do Traje..
Na disciplina Laboratório Cênico 3 será colocado em prática e como exercício público as conexões e a inter-relação propostas pela disciplina Exercício Técnico de Dança 3.
profissão em Arte.
Na disciplina Laboratório de Montagem Cênica, no 4º Semestre, os alunos deverão apresentar um produto enquanto uma montagem cênica com configurações em dança, com vários aprofundamentos possíveis: situados na prática artística da dança, na área de composição e coreografia e na interseção da dança como linguagem produtora de conhecimento. O trabalho de montagem deverá ser compartilhado na relação professor-aluno-professor, a fim de fazer apresentar na prática os aprendizados obtidos durante todo o curso, afirmando assim, a autonomia criativa do interprete criador e a capacidade emancipatória do mesmo. Os procedimentos artísticos, estéticos e críticos devem ser construídos numa via de mão dupla na relação horizontal professor-aluno-professor, indicando possibilidades de cooperação na criação artística, haja visto que o compartilhamento de ações torna-se necessário e atualizado ao pensamento da Dança Contemporânea.
Construção e Manutenção do Espetáculo do 4º Semestre está atrelada ao Laboratório de Montagem Cênica e obedecerá o seguinte critério de caráter permanente no processo de desenvolvimento da disciplina Laboratório de Montagem Cênica. Sua Carga Horária de 90 horas, serão distribuídas das seguintes formas: 60 horas vinculadas ao processo de criação e produção do espetáculo diluídos na disciplina Laboratório de Montagem Cênica e mais 30 horas, referente a dez apresentações de caráter da manutenção do espetáculo. Neste processo, o professor estará analisando e avaliando o desempenho do aluno frente a criação, produção e manutenção do espetáculo.
Os egressos deverão participar como artistas criadores em trabalhos coreográficos individuais ou coletivos inseridos na disciplina. A realização de projetos externos à sala de aula serão avaliados pelo professor da disciplina.
O professor responsável pela Construção e Manutenção do Espetáculo, lançará nota individual para cada aluno durante o processo.
O Curso propiciará a participação dos alunos em atividades consideradas de importância para a formação profissional do aluno: eventos importantes que estejam ocorrendo na cidade, promovendo mais uma forma de intercâmbio do aluno com a formação profissional; a realização de intercâmbios entre as turmas pode criar um universo de observação e análise crítica.
O aluno formado pelo Curso de Licenciatura em Dança da UFAL ou o que estiver cursando poderá solicitar convalidação das disciplinas teóricas já aprovadas de acordo
com os Critérios de aproveitamento de conhecimentos experiências anteriores. Para tal, deverá apresentar a solicitação de aproveitamento e o histórico do seu curso de graduação à Diretoria da Escola Técnica de Artes que avaliará casa por caso.
Outras regulamentações serão definidas pelo Colegiado específico.
Ao propor um currículo Técnico em Dança, cuja concepção e foco evidenciam a formação do Intérprete Criador, colocamos um eixo que possibilite a reflexão crítica no entorno da problemática ou dos territórios de saberes que envolvem a linguagem da espetacularidade, como a Dança, a Música, as Artes Visuais e, mais verticalmente, na tradição e evolução do corpo, das vozes artísticas.
A Dança é uma linguagem cênica em construção. Propomos, então, um currículo em construção. Um currículo pensado de maneira que não apresente dicotomias entre ensino-pesquisa, ensino-extensão, teoria-prática. A proposta é que, em cada disciplina, o professor não se restrinja aos conteúdos, mas que promova um processo investigativo de modo a construir e ampliar aquele campo de conhecimento, trabalhando dentro de uma abordagem metodológica que promova o diálogo. Do mesmo modo que a Dança já reflete a interdisciplinaridade, este Projeto também aponta para a necessidade desta atitude pedagógica e a relação com a diferença, criada no dia-a-dia das aulas, através de pontes entre práxis e metodologias de outras artes e ciências.
Nesse sentido, os elementos disciplinares são convergentes e configuram-se em uma estrutura composta de saberes múltiplos que garantem o aprofundamento do caráter inter e transdisciplinar, na construção de uma epistemologia da Dança. Contudo, a Dança passa a ser entendida como uma linguagem que produz conhecimento, enquanto arte capaz de nos fazer conhecer o mundo através do movimento dançado. Torna-se necessário caminhar no território da dança preenchido por uma defesa irrestrita na epistemologia da dança.
O Projeto Pedagógico do Curso Técnico em Dança apresenta uma feição eminentemente prática, haja vista que 76% do conteúdo das disciplinas ofertadas obrigatoriamente possui esse viés prático.
5.2 DESENHO CURRICULAR
TABELA IV 1o
SEMESTRE
DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H
Formação Prática Cenografia 20% 80% 30 h
Dança das Tradições Brasileiras 1
20% 80% 30 h
Laboratório Cênico I 10% 90% 30h
Formação Teórica História e Estética da Dança 90% 10% 45 h Formação
Técnica
Consciência Corporal e Exploração do Movimento1
10% 90% 60 h
Exercício Técnico de Dança 1 10% 90% 60 h
Música e Movimento 10% 90% 45 h
C.H. Total no Semestre 25% 75% 300h 2o
SEMESTRE
DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H
Formação Prática Composição Coreográfica 1 20% 80% 45 h Dança das Tradições Brasileiras
2
20% 80% 30 h
Iluminação 20% 80% 30 h
Laboratório Cênico II 10% 90% 30h
Formação Teórica Indumentária e História do Traje 90% 10% 30h Formação
Técnica
Consciência Corporal e Exploração do Movimento 2
10% 90% 60h
Exercício Técnico de Dança 2 10% 90% 60h C. H. Total no Semestre 25% 75% 285 h 3o
SEMESTRE
DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H
Formação Prática Composição Coreográfica 2 20% 80% 45h Maquiagem e Caracterização 20% 80% 30 h
Laboratório Cênico III 10% 90% 30h
Formação Teórica Ética, Legislação e Produção Cultural
90% 10% 45 h
Formação Técnica
Exercício Técnico de Dança 3 10% 90% 60h
Improvisação1 10% 90% 45h
C. H. Total no Semestre 26% 74% 255 4o
SEMESTRE
DIMENSÕES DISCIPLINAS %t %p C H
Formação Prática Laboratório de Montagem Cênica 20% 80% 120h Construção e Manutenção do Espetáculo 20% 80% 90h FormaçãoTécnica Improvisação 2 10% 90% 45h C. H. Total no Semestre 17% 83% 255 h
CARGA HORÁRIA TOTAL 1.095h
OBS: % t= percentual teórico. % p = percentual prático.
TABELA V
PERCENTUAIS DOS CONTEÚDOS DAS DISCIPLINAS AO LONGO DOS SEMESTRES
% TEÓRICO % PRÁTICO
1º SEMESTRE 25% 75%
2º SEMESTRE 25% 75%
3º SEMESTRE 26% 74%
4º SEMESTRE 17% 83%
PERCENTUAL TOTAL NO CURSO 24% 76%
TABELA VI DIMENSÕES ÁREA TEÓRICA 120h ÁREA TÉCNICA 435h ÁREA PRÁTICA 540h TOTAL 1.095h TABELA VII
CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO
1o SEMESTRE 300 h
2o SEMESTRE 285 h
3º SEMESTRE 255h
4o SEMESTRE 255 h
TOTAL 1.095 h
CARGA HORÁRIA DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES
80 h
CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO 1.175 h
A Tabela acima apresenta o ordenamento do Projeto Pedagógico do Curso Técnico de Dança, por área especifica e em Carga Horária crescente.
5.2.2 Pré-requisito
A organização e a disposição das disciplinas com Pré-requisitos serão ofertadas obedecendo a um planejamento quanto ao encontro do 1º e do 3º semestre e do 2º e do 4º semestre ou em Cursos de Ferias ou Curso Verão, para que o egresso não tenha prejuízo no decorrer do semestre seguinte. Não ocorrendo choque com as outras disciplinas O discente não poderá cursar os módulos seguintes de acordo com a TABELA IV.
Disciplinas Pré-requisitos Consciência Corporal e Exploração do
Movimento 2
Consciência Corporal e Exploração do Movimento 1
Composição Coreográfica 2 Composição Coreográfica 1 Exercícios Técnicos de Dança 3 Exercícios Técnicos de Dança 2 Exercícios Técnicos de Dança 2 Exercícios Técnicos de Dança 1
Improvisação 2 Improvisação 1
Dança das Tradições Brasileiras 2 Dança das Tradições Brasileiras 1
5.2.3 Equivalência TABELA IX
CÓD DISCIPLINA CH CÓD DISCIPLINA CH
Cenografia 30 CTD-014 Cenografia 30
Danças das Tradições Brasileiras 1
30 --- --- --- Danças das Tradições
Brasileiras 2 30 --- --- --- História e Estética da Dança 45 CTD-004 História e Estética da Dança 45 Consciência Corporal e Exploração do Movimento 1 60 CTD-001 Consciência Corporal e Exploração do Movimento 1 45 Consciência Corporal e Exploração do Movimento 2 60 CTD-006 Consciência Corporal e Exploração do Movimento 2 45 Exercício Técnico de Dança 1 60 CTD-002 Exercício Técnico de Dança 1 45 Exercício Técnico de Dança 2 60 CTD-007 Exercício Técnico de Dança 2 45 Exercício Técnico de Dança 3 60 CTD-012 Exercício Técnico de Dança 3 45 Composição Coreográfica 1 45 CTD-010 Composição Coreográfica 1 45 Composição Coreográfica 2 45 CTD-013 Composição Coreográfica 2 45 Iluminação 30 --- --- ---- Indumentária e História do Traje 30 CTD-009 Indumentária e História do Traje 30 Maquiagem e Caracterização 30 --- --- ---- Ética, Legislação e Produção Cultural 45 --- Ética, Legislação e Produção 30
Coreográfica Improvisação 1 45 CTD-011 Improvisação 1 45 Improvisação 2 45 CTD-016 Improvisação 2 45 Laboratório de Montagem Cênica 120 CTD-017 Laboratório de Montagem Cênica 140 Construção e Manutenção do Espetáculo 90 --- --- --- Laboratório Cênico 1 30 --- --- --- Laboratório Cênico 2 30 --- --- --- Labaratório Cênico 3 30 --- --- --- CTD-003 Música 1 45 CTD-008 Música 2 45 CTD-015 Estágio Supervisionado 1 30 CTD-018 Estágio Supervisionado 2 45
O PPC do Curso de Técnico em Dança pretende que a teoria/prática, favoreça a formação integrada do profissional desejado. A fundamentação teórica alicerça uma práxis não apenas pré-existente adquirida na educação não formal, contudo substancia o conhecimento formal de dançarinos de bandas musicais, de companhias de dança, de grupos de quadrilhas, entre outros. A prática será uma qualificação profissional assim como aprimoramento para aqueles egressos com pouca vivência em dança. Para estes, a práxis em dança será a aquisição de novos conhecimentos e desenvolvimento das suas habilidades artísticas.
Essa proposta não adota um único método ideal de ensino, ao contrário, admite que no processo de ensino e aprendizagem, há múltiplas maneiras de contribuir com os alunos na construção do conhecimento. Tal concepção não deve ser confundida com ausência metodológica no processo de ensino e aprendizagem. Faz-se referência aqui à construção de estratégias didáticas variadas, que conjugam diversas formas de intervenção pedagógica com as necessidades dos alunos e do grupo. Ao assumir a valorização de múltiplas formas de ensinar, este Projeto Pedagógico rompe com o tradicional confronto entre métodos de ensino: de um lado os centrados no aluno e de outro os centrados no professor, chamados tradicionais.
Na sociedade contemporânea, novos saberes estão sendo produzidos de uma maneira cada vez mais veloz e demanda um novo tipo de profissional, preparado para lidar com novas linguagens, capaz de responder com flexibilidade e rapidez a novos ritmos e processos. Isso pressupõe uma formação baseada no pensamento crítico e na criatividade. Tal concepção rejeita a fragmentação do conhecimento disciplinar, para adotar um desenho curricular que possa
dialogar com as diversas disciplinas e áreas de conhecimento, que seja interdisciplinar e transdisciplinar. Essa nova realidade exige que se formem técnicos de modo a capacitá-los para a aquisição e o desenvolvimento permanente de novas competências.
6. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIENCIAS ANTERIORES
Será considerado apto a ingressar no Curso Técnico em Dança, todo aquele que submeteu ao Edital publicado pela ETA/PROGRAD/UFAL. Uma vez aprovado, o candidato que apresentar histórico, certificado ou currículo de Cursos de Danças com carga horária igual ou superior àquela exigida para o Curso de Técnico em Dança, terá avaliada a dispensa de disciplinas compatíveis, uma vez que cursadas nos últimos cinco anos as disciplinas da Área Teórica (História e Estética da Dança, Indumentária e História do Traje, Cultura Brasileira, e Ética, Legislação e Produção Cultural), assim como em parte das disciplinas da Área Prática (Cenografia, Iluminação, Maquiagem e Caracterização e Danças das Tradições Brasileiras). Regra que não atende as disciplinas da Área Técnica. A dispensa de disciplina poderá ser solicitada por meio de equivalência/aproveitamento de estudo ou através de teste de proficiência. Para o aproveitamento de conhecimento e experiências anteriores, a ETA seguirá os seguintes critérios de aproveitamento:
Os candidatos com experiência na área poderão ser dispensados da(s) disciplina(s) total, ou parcialmente de disciplinas ou da carga horária total do curso, após análise do histórico escolar, currículo ou experiências adquiridas. No entanto há de se observar o que regula a Lei 9.394/1996 no seu Artigo 41— e confirmada pelo mesmo Artigo da Lei 11.741/2008 — que diz que “o conhecimento adquirido na educação profissional e
tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser objeto de avaliação, reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos.”
Os candidatos com experiência na área poderão ser dispensados da(s) disciplina(s) em até 30% da carga horária total do curso, após análise do histórico escolar ou currículo, atendo as disciplinas da Área Teórica e parte das disciplinas da Área Prática.
Será aprovado na(s) disciplina(s) requerida(s) para aproveitamento de conhecimento e experiências anteriores o candidato que obtiver média 7,0 (sete inteiros), na sua documentação apresentada (Histórico Escolar, Certificados ou Cursos);
Dispensado da(s) disciplina(s) por haver comprovado o seu conhecimento e/ou experiência e aprovado enquanto egresso podendo adiantar o curso.
No critério de avaliação de saberes, todos os trâmites legais para a concessão de Certificado serão seguidos dentro da legislação.
7. CRITERIOS E PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO
A avaliação deverá levar em conta - além da assiduidade, do empenho do exercício da criatividade, da sociabilidade e do desenvolvimento intelectual – o desempenho global do aluno/a no módulo como um todo e no trabalho final de criação e desempenho de papéis e seu trabalho como interprete.
Propomos um sistema de duas notas por disciplina com o mínimo de 7 (sete) pontos-nota, a média a ser alcançada pelo aluno para aprovação imediata na disciplina.
O aluno terá direito a revisão de nota recorrendo no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas após a publicação da mesma, através de requerimento ao Colegiado do Curso, que julgará o caso, cabendo ao colegiado se necessário, convocar o Conselho da Escola Técnica de Artes para deliberação.
A verificação de aprendizagem compreenderá a freqüência e aproveitamento nos estudos, os quais deverão ser atingidos conjuntamente. Será obrigatória a freqüência às atividades correspondentes a cada disciplina, ficando nela reprovado o aluno que não comparecer, no mínimo, a 75% (setenta e cinco por cento) das mesmas. A avaliação do rendimento escolar será feita através de:
a) Avaliação bimestral (AB) será em número de 2 (dois) por semestre; b) Prova de reavaliação semestral;
c) Prova final (PF), quando for o caso.
Avaliação Bimestral (AB)
A nota de cada bimestre AB será o resultado de mais de um instrumento de avaliação, envolvendo provas escritas e/ou práticas, além de outras opções como: provas orais, seminários, projetos, etc., a critério do professor.
Em cada bimestre, o aluno que tiver perdido um ou mais dos instrumentos de avaliação previstos terá sua nota na AB específica através da média calculada do total dos pontos obtidos pelo número de avaliações programadas e efetivada pela disciplina.