M
ylAo
DISSERT
A
.QAO
Cadeira
de Pathologia
interna
.
ANBURYSMAS
DA
AORTA
.
P R O P O S I C O E S
Set^
io dg aciencias acceasorias. Seccao d& Ecienoias eirurgicas,Sflucao de scianclas medicas ,
-VALOR DA BQCIMASIA PULMflNAR
.
Do TUATAMENTO DAS FRACTUBAS E\ l’OSTAS.
DlFFERENCA DO SANGUB ARTERIAL E VENfJSO*
'
!
'
I
!
K
S
!
•
;
APHESBNTADA
k
MCllUDK DE
MEDIUM
ltd
RID
DE
JANEIRO
EM 3 DE
SETEMRRO
DE1880
e sustentada no
dia
17
de
Dezembro do
mesmo
anno
fcELO
jjr
.
Jo
#
itrmnuo
|
)
u
;
trif
f
;
i
*
v i T i i u i, HE mws
-
iNPK.
u i sFILHO LEGLTIMU DE
Manoal
Marianne
daCosta
Lamiae
D Csssianna Maria de Jeius
.me
BE
JA
-
HETEO
TYP. D£ J. D. £iE OuvidllU
—
ItUA tlO OUViDOE S* JH*4880
i a
x
/
o
/
^
d
*
'FAGULDADE
DE
MEDICIM
DO
RIO
DE
JANEIRO
?$oc<oooOotoJoGtaooooa*
DiaECTOA
CofrsEfHfcmo
Du
,VTZCGNDB
ns
SANTA
ISABEL
*
VICE
-
ilHlCTOBCONSELHEItlO Da
* BARAO DBTHEBESOPOLIS
*si
:
ntiT\iu(»Dit.
CARLOS
FERREIRA
DKSOUZA
FERNANDES
.
LHNTES CATHEDHATICOS
Os ILLTO. S|'S. DlW.
Cons* F.J*daC. t Hello C&3trd Mascarenhas* Physica oni geral c particulamflnto eui suaaapplicagoesa medlciim,
Conselhfriro Haimal Maria deMoim'y e Vail#* Chimica o miucrulogm.
- ** ** *
^ AmiLomia descriptlviu
FhOIElUU ANNO
EEGUNDO ANNO
'1'i;ir[uiin Montoim CaminhoA
.
,..
Domingos Jose EVelre Junior
Joan Joaquiui da SiIvu
Botanica o zonlogin. Chimfen urgeMUM .
Phyaiologfo* Anadomirt descrJpli v:ir i » * *ri -3 m E r B- if TFRCEIRG ANNO J(HA JoaijiUm da Silva.
Oo]i$elii(![ro BarJ > ctoMueuio
JoSo Jnae da S i l v a (Examinador),. . . Vicente Cmidido Figuoira do Saboia
Pliysiologin,
Aimtumta gerolejmtliologica.
PutUalogta gerulf
Clinlcn extormu
ANNO
Pathologic exLermi. Pa.LIiologin fatonia.
Partes. molestias de nfUllinrua pqjadaa o
partdaa e do rucem
-
mmciJos*Oiloica exlei na.
QUARTO
Antonio Ferreira Franca
Joao Damnsceno
PefanJ
Luis; da Cunha FoJJ'}Junior
in ila SiI vn.
* V V V P fI'
Vicente QftndidO Flgnelrfi le Saboin + *.!
-QU1 NT0 ANNO
Joiio Damasceno P gatilm da ssiva
Claudio Velio da Motto Muia AJIPaUiologia InternaAtomla topographic. !
^
modldim opo-ral.oritl o apparellioa.
A1bInn Rodrigues de Alvaranga President) Materia medica tt therapeutics*
JoftS Vicente Tom
*
HomeEII"- - ¥ P * 4 P« * . Glinicn intern;!. a • +*|. # m m mi4 > SEXTO ANNO llv
^
i' lie i} Historia da iiieclicln&j. . Medicina legal
.
, Piumnucm.
E. . CRuioa interim
.
si
nsnmos
Antonio Corrda do SOUZA CosLa*,..Agostinho Jose dr Souza Lima . .
Con&elhei'ro Exccpitel Correa do*Santos loao Vicente Toma Honitiiit.
! ' '1
a
... *
-
• * a + aBenjamim Franklin Ramil Gal vile
Jono Joaqulm Pizarru
Joao Martins Teixvira...
^
Aogusto FerreiradoaSanbis. , ,
.TosA PereiraGitUnnrilea (EMiinln idnr). Pedro AlTunso do t'rtrvailio PiTtttCO...,.T
Antonio Gaetano do ALnieita
.
.Joiid BaptistaiCoaguth Viiifili[Examinedor) J
Nntio b’erreira do Andrade
Joso Benteeode Abreu*
Ser
^
fto Jo ^ JIL11L LEI?' aei-^ggoria^*iT r r H T I + F , « +» f cI r P
'
.
V m 9
Sdttgundeadeuciaa cirnrgicaa
.
\ J.B . !• ...B B T
Soc?do do Scintillas ^itfdicag.,
+ r <v Tm
*If i i*
***
iitini Lidas nas tbeata
K. 1J.
—
A Fnt'Hldndc ufio VJI neui reprflvaaaOpini'^
sp
h
I
4
w j m
3
* f ( t 4r
+A MEO TIG, PADKINIIO, PROTECTOR E VERDADEIRO AMIGO :
o Him
.
Sr. Ignacio Marianoo da Cosla Lutmue a sua cajjosa a Exnu. Sta
.
1). Maria Mesajas Gomes de Lamm.A MIN1IAS CARAS IRMAS, AS ICXMAS. SENHORAS:
D
.
Idalina Cassiaana de Lamm Vieira.
D. Rachel Cussiamia dn Latina.
D. Gnilhermit]a Ca
^sianiia de Lamm.
D
.
Maria Cossiauna Alvca Xavier.
1L Antonia Cassia non do Lanna e Silva
D
.
Marianna t.'assiamifi Alves Xavier.
A’ MEOS IRMAOS
.
OS ILLMOS, SRS.
:AnLuuia Mariumio Duarte Lamia. Alloutm Marianou Duaiin Laima.
ChHstovao Man.it)no DuurUt Laima. Manoel Mariaunu Duarte Lamia.
*
Af MIN1IA CUNHADA, A EXMA. SENIIORA :
D. Antonia das Neves Duarte Raima .
A1
MEOS CUNHADOS, OS ILLMS. SRS.:
.
luae Liny Xavier da CostaJono Xavier da CusU
.
r
Miguel Antonio da Silva
.
Francisco de Panin Vieira.
A’ MEO TIO, 0 1 LLM. SR. i
Vcuando Marianne da Costa Laima e a sun osposu a Eima, Sra. D. Antonia das Neves Aives do Laima.
A’ MEO TIO, O ILLM. SR.
:
Vicente Mariauno da CosLa Lamia e a sua Emm. tamiliu
.
i
i A' MEO PADR1NH0, 0 ILLMO
.
Sit.
:Joaquun Vieira de Souaa Itabello e a sua Emilia, iamitia.
A1
MEO TIO, O ILLM
.
SiL:Manoel Vieira do Souza Itabello n a minim 1m n Ema, Sin.
D. Josepha Alves tie Lannn Vieira.
*
i
A* MEO TIO
.
O [LLM. SR.Antonio Dias. Duarte.
A' MEOS TIGS, IRMAOS DE MINHA MAE
.
I
A-
MEO PRIMO.
Cul.
LEGA E S1NCEHO AMIGO:VH
/
A' MEO COLLEGA E PARTICULAR AMIGO i
Dr. Alvaro da Matt* Machado, A1
MEOS PRIMOS, AMIGOS E COLLEGAS ;
Drs. Jose Cupei tino Gonsalves Footes.
Juio Cypriano Carneiro
Angelo’Vieira Martins.
Drs* Francisco Vieira Mai tins
Jose Vieira Martins
Custodio Ferreira Martins
AOS MEOS COLLEGAS E AMtGOS
bra. JosG de Assis Fonseca Vianna. Claudio Alaor Rernhausa de Lima.
AOS DISTILVCIOS COLLEGAS E AMIGOS :
Drs
.
Jose Paulino Rlbeiro Gorgulh oJose Bernardino de Senna
Behniro Gongalves da Silva
Jose de Almeida Vergueirn
Augusta Cezur Octaviano da Cruz
Manoel Jose da Cruz
Ovidio L, de Souza Guimaraes
Fonles.
Drs. Augusto Cesar Ribeirn Alkmim
FidelIs de Azevedo Alves Illidio Salathiel Guard*
Antonio Peieira Gonsalves Leite
Francisco Luiz: do Livramento Coelh »
Joao Antonio Lopes de Figueiredo
Francisco Martins Siqueira i
Munoel Pereira Cardoso
*
A1
MEOS AMIGOS, OS ILLMS. SRfcL:
Jose Soares Valente.
Dr, Joaquim Henriques da Matta.
A' MEOS PR1M0S E AMIGOS, OS ILLMOM
.
SltS.:Jos6 Januario Yioira de Souza Rabello
Manoel Ferreira Martins
Antonio Martins Ferreira da Silva o suas Exinas
.
Dmitins.iV MEO PARENTE E AMTGO, 0 ILLMO
.
E EKM. SR. OR.Leonardo Joso Teixeira da Silva e A sua Exma. famitia.
A* MEO PRIMEIRO MESTRE, U ILLMO
.
SR.
Francisco Jose do Santa Rita.
A’ MEO MESTRE, 0 ILLMO. SR.
Dr. Joao Pedro de Aquino.
»
1
A' MEOS AMIGOS, OS 1LLMOS
.
SRS.: AGapiUto Jose Ribeiro Behring Joan Soares Sampaio.
AO ILLM. SR, COMMENDADOR
Jose Ignacio da Rocha, e n an* Exma. fainilia.
AOS AMIGOS DE MENUA FAMILIA
.
i
t
m
11
*
SECQAO
MEDICA
i *
TrIISTORICO
(MljEsC&NHECmos
dos
anligos
, osaneurysmas
da aorta nao ternsido mencionados seriao do meado do sccuio
decLmo
sexto"
(
3
)^
em diarne.Attribue
-
se a Fernel ( [554
}
P memo de ter sidoo
primciroque chamou a attencao sabre
os
aneurysmas
da
aorta, cuja exis-tence
nao
eramesmo
presumida antes delle ; mas esie authornao rcfere sequer um facto em apoio dc sua opiniao.
Foi Vesale o primciro que
eon
1537
rdatou
um facto deaneurysma
da aorta,diagnosticado
durantea vida
everificado
peta
autopSia depois da morte,Alguns
annos niaistarde
{ J57
§ )Balllou refcrc um caso de
aneurysm
a da aortaabdominal
cm umindivtduo quc aprcsentava
^ ha
muito
tempo,
violentos batimentos11a regiao epigastrica, Desta epoca
em
diante
as nocdesadquiridas
& respeito
dos aneurysmas
vao cahindo emesquecimento
a
pontoi u
que Sclvaticus ( 15g5 ) nem sequer toca de leve nesta questao
,
que Riolan ( i(
558
)chcga
a declarer que a aorta nao podia sersede de
aneurysma
emrazao
daespessura
de suasparedes
,
e queEisner (
1670
) fallando sobrc urn facto de observacao deRiva
,
dizser
isto 11mparadoxo
:—
Deparacioxico
aneurj'smate aortas
*Mas
para os tins do seculo decimo septimo e comteco do de-dmo
oitavo
.
am
grandenumero
de factos observadospor
diversos pathologistas como Lancisi, Alberrini
,Valsalva
,
Malpighi,
etc.,
etc,
,
vem demonstrar a existence dosaneurysmas
da aorta ; alemdisco muitas
particularidades
interessantessao
adquiridas
,
e as nocoes sobrc a molestia tornao-
se cada vez mais exacras ate aepoca
em queapparece Morgagni
com o qual comeca um novoperiodo
para
o estudo dosaneurysmas
da aorta (1760
)>Resumindo os
trabalhos
dos antepassados,
Morgagni estudaa
formacao
dos aneurysmas. as aiterucoes vasculares que I he daoorigem
,
osphenocnenos
consecutivos <t
presenca do tumor e o tra -tamento que Ihes con vem.
Elle observacom
razao que os medicosde seu tempo tinham
chegado
nao so a sc convencerem da fre-quencia relativa desca molestia,
como
a estabelecerem o seu diug -nostico em grande numero decasos
.Entreranto
naopossuiam
,
nessa epoca
,
meios
deexploracao
tao exactoscomo
os de que hojedispomos,
e era exclusivamente baseados nos symptomas funccio-mtes que elles formulavam o diagnostico da molestia
.
Em
1804
apparece
Scarpa
,
que publicou um trabalho monu -mental,
no qual trata com mmuciosidade escrupulosa dosaneu
-rysmas em geral c dos da aorta em particular
, tornando
defensoracerrimo da thcoria
que
ellc estende dosaneurysmos
externosaos
internos
.
Pondo-
se em opposicao com Kernel,
que considera todo oaneurysma
como o resultado da dilatacao das tres tunicas arte-riaes
,
Scarpa
pretende provar que os aneurysmas cm geral e em particular os da aorta sao todos falsos e dependentes sempre de altera^
oes das membranas da arteria.Esta
doctrina,
pordemais
11
sc Icvantou
contribuio bastante
para
dar
aoestudo desta moles
-tia
uma exactidao
atealii
desconhecida
,Pouco depois
,
Corvisari ( 1806 ) publicou um trabalho sobreas molestias do
coracao
, no qua! trata> de um modo magistral
,
dos
aneurysmas
da aorta.
Mas
,
nao e senao com Laennec que odiagnostico
dos aneurj'smas, fundado na escuta,
toma a precisaodednitiva
.
Laennec
,
queem
*819
noslegouum
excellent trabalho ana-tomo-
pathologico
e clinicosobre
esta lesao. parece todayia naoter tirado de sua descoberta todo o proveito que ella podia dar
,
applicada
ao diagnosticodos
aneurysmas
da aorta-
Em i8s3Bouillaud
,
segujndo a via que o descobridor da escuta mediataacabava de
abrir,
analysou cdeterminou
os signaesphysi
cos
da
molestia
,
c desde entao tern sido acompanhado por toda novageracao medica
.
Ao mesmo tempo que a parte clinica tomava
esse
desenvol
-vimento.
a
anatomiapathologic
a reeebianovos
impulsos corn asinvestigates dc M
.
Hodgson,Hope
,Cruveilhier
,
Rokitansky,
etc
.
,
cuma nova
especie deaneurysma
—
odissecante
—
era as-signalada por Laennec
.
Mais
tarde surge a nocao deaneurysma
artero-
venoso
appli-cation aorta
.
Thurman em1840
, reunindo todos os factos co-nhecidos
sobre esse assumpto,
demonstrou que esta especie deaneurysma
, observada
quasiexdusiVa
monte nas arterias periphe-ricas
em
consequencia de traumatismo,
podia
se estabeleccr ex-pomaneamente entre a aorta c as diversas cavidades venosas com
que esta se acha em relacao, Dahi
cm
diante
este assumpto ternsido objccto de
profundos
estudos de authored de nomeada,
como
Goupil, Tripier,
Bonnard
, etc,, eos
conhecimentos actuaesaesse
respeito deixam pouco a desejar,
A
anatomia
pathologica e os signaes physicos depois da des-coberta
deLaennec
absorvia
^
1 cada vez mais a attencao dos cliw
v
.
12abandonados
; mas dc novo cites dcspertam a attencaode emi
-nentes
observadores
,
comoStokes
, que discut indo ossignaes
phy
-sic
os
,
esforca-
se
para
daraos
symptoms lunccionaeso
valor
que
se estava
disposto
a contestar cm presenjado aperfeicoamento
que a
exploracao
physjca
tinhaadquirido
.
C entre
os
authores modernos
que tem tratado desseas
-Stimpto
,
mencionarenios A* Luton,
Richer.
Jaccoud,
Gueneau
deMussy
,
Peter, Septours, Niemcyer
,
Salle
, D,Beaumetz
, etc-
,
etc*
Entre
nos,
aonde
estaaffec
^
ao e tao commutn,
poucose
temescrfpto sobre
ella.
Os
trabalhosque
podemosencontrar
,
foram
athese
inaugural doDr
.
Feij6 ( J843
1 hoje Viscondc deSanta
Isa-bel
,
a doDr
, EliziarioGomes
( wS5q ),
a doDr
.
Mendes
Vianna
efinalmente
adoDr
* AngustoBranduo
(1876
),1
Cf
jytf
V
-CAPITTJLO
X
Sem
entrarnios nolabyrintho
das
dis
^
ussoes
que de ordinarioseagitam, quando se trata de detinir o
aneurism
a
* apresentamos,
de accordo com a rrtaioria dos
authored
a
seguinte dcfinicao : oaneurysma
e itmadUat
&gao
notavel
elimitada da
artevia com onson
rnputnrade
suas
m
&mbrands
.A divisao mais natural
e
mais geralmente admittida e a que consists em fazer dos aneurysmas duas classes,scgundo
assuas
causas
,
Sstoen
aneurysmalexpontaneos
e amurysmas traumauti-cos* Estes tiltiinos sendo excess!
vameme raros
, e mesmo excep-donaes na aorta, s<5 trataremos dos primeiros. no correr da disser
-tacaoJ de nossa these
-As
causas
dosaneurysmas
expontaneospodem
sc dividirem
predisponentes
e
occasionaes
,CAUSAS
PREDfePONENTES
:
fc
e
antesdos
vinte
annbs,
osaneurysmas
da aorta augmentam em
frequencia a proporcao que a idadc vac
crescendo
, paraadquirircm
o seu maximo d parttr dos
3
o
annos cmdiante
ate os 55 ou do, edesde que a velhice
comeca
e prngride dies vao setornando
porsua
vez
maisraros
.Nas
estatistteas
dosauthores que
se tern occupado dcsta ma-teria encontramos a prova do que dissemos.
Com
efi'
eito, Crisp
,
em urn
quadro
sobre os aneurysmas expontaneoscolleccionad
OSno
espaco
de
62
annos, erepresentando
5o5casos
cm que a tdadee to
mad
a cm
linha de conta, mostra que amaior
frequence desta
Rarissimos
nainfancia
V
14
affeccao
$eda
dos3o aos
5
o annos*Referindo
-
se este quadro aosaneurysmas
cmgcral
,
tcm comtudo toda applica^
aoaos
aneurys
-mas da aorta : assim e
que
,
analysando
-
o
,
cncontramos 272casos
para esses
uItimos,
Jistribuidos do seguinte modoem
rekcao aidade
:
23 abaixode
3oannos
,
140de
3o aos 5o 049
acimados
5
o annos
.
Lebert
,
ein observacoes deaneurysmas
da
aorta,
achouurn
maior
numero
no
periodo de
5o
A60
annos*Entretanto t£m sido observados algurts casos antes dos 20
annos
.
Hodgson citauma
obscrvacao deaneurysma
da aorta emuma menina dc 10 annos* Um outro facto
identico
e refcrido porM
.
Henri Roger na UniaO Mcdieu de 18^
4. O Dr.
Augusto
Bran-dao rranscreve cm
sua
these aobservaeao
de umaneurysma
daaorta thoraxica em um moco de )8 annos de idade.
Si compararmos
afrequencia
desta
affeccao entre a aortathoraxica e a abdominal em
rekcao
a idade,
notaremos que «os
aneurysmas da aorta
thoraxica
fornecem
umcontingente
que cresce scmprc com a idade,
e queos
da
aortaabdominal,
pelo contrario,
tornao-
se
mais raros a medida queos
individuos vao seenvclhecendo* > ( Broca )t
Do que temos dito se pode concluir
,
que os individuos osmais expostos aos
aneurysmas
da aorta sao aquelles que estao naforca da idade c
que
possuemmaior energk muscular
.
Todos os
pathologistas
estaodeaccordo
em que osaneurysmas da aorta sao mais I'requentes
nos
homens
'do quenas
mulheres
*Esta
differenca
nao querdizer
que o sexo trazem
siuma
dis-posiefio
como que innata,
mas
Sim que a maior frcquencia da mo-lestia no
sexo
mascufino
estdligada
ao modo devida
diverso
dohomem
e da mulher.
Os
homens,
entregando-
se mais do que asmulheres aos
excesses
alcooliens,
e estando sujeitos ainda mais doque estas d outras
condifoes
que
alteram
as paredesda
aorta,
a
°
)
l
?
>
{
£
15
.
trabalhos
pesados c £ esforcos violentos, reunem
em si um con -juncto decircumstancias favoraveis
aosaneurysmas
.
Prof
ssdo.
trega
, sao
as queexigem maior esforco muscular eobrigam
oor
-gao central da circulacao d funccionar mais activa e energicamente
que
predispoem mais aosaneurysmas
da aorta.
Como
de outro lado aidea
de profissao esta ligada aos habitosindividuaes
e a certosdesregramentos
,
pode-
se
conclui^
quc cstaomais expostos d molestia aqueltes que tendo uma profissao
pe
-nosaT entregam
-
se aos excessesalcoolicos,
venereos,
etc.
Nestes
cases estao os cavouqueiros
,
oscarregadores,
os remadores,os
carpinteiros1 etc
.
,
aosquaes
tambem podem-
sereunir
os toca -dores de instrumentos de soproT os caiuores cmesmo
osactores.
D’entre
as
profissdes a que o homem seen
-Climas
e ra$as. Fallando dos climas e das racas, Brocai ?
diz que
os
aneurysmas
cm geral e os da aorta em particular saomais frequentes em Inglaterra e na Irlanda do que em todos
os
paizes do mundo
.
Os
Estados
-
Unidos
da America oecupam o se-gundo lugar ; convindo notar, porem
,
que esta molestia e muitoraranos
negros e nos brancos jdacclimados
,
emquantoquee
muito
commum nos emigrantes vindos daquelles paizes.
Nas In -dias Orientaes osaneurysmas
sao
quasisem
excmplo entre osnaturaesdo paiz, ao passo que tem
-
seobservado
atguns
casos nossoldados europeos das tropas das colonias inglczas
.
D’aqui Broca condue
,
que apredisposicao
paraos
aneurys
-mas
naoparece
depender somente do dima e dos habitos,mas
tambem de certas
racas
,m
Nao
sabemos si
e preciso invocor o dima,
o regimenou o
temperamento
para
explicaressa
predominancia na raca anglo-
saxo
-nia.
O abuse do alcool e frequenda dos accidentes gottosospodem offerecer
uma
explicacao plausivclT si se admittir,
comoacreditamos
,
que existcuma
relacao nosologica entreas
manifeS"tacoes da gottae do alcoolismo e a degenerescencia atheromato
f l
i V g
V
V
1
«
O Dr
.
Septours
,fallando
aesse
respeito, diz:
«Nous
trou-vons 1'explication de ce
fait
dansI
’
abus
desliqueurs fortes
etla
frequence
desaccidentes
goutteux chez larace
Anglo-
Saxonne
. »Aqui no Rio de Janeiro os
aaeurysmas
da aortasao
muito_. k
communs
,
segundo attestam asobservacoes
diarias dosclinicos
*O illustrado
lente de clinica medica destaFaculdade
,
oDr
,Tor
-res
-
Homem
,
attribue afrequencia
da ectasia aorticanos habitantes
do Rio de Janeiro ao abuso das
bebidas alcoolicas
,
cujoconsume
aqui nao esta cm relacao
com as
condicoes donosso
clima,D
'entre as diversas4
De
getterescencia
atheromato
-
eatca
rea
,causas
assignaladas
ate aqui nenhuma ha quemais predisponha
aos
aneurysmas
da aorta doque
oatheroma
desuas
paredes,Idadc,
scxo
,
profissao,
racas cclimas
,
etc.
,
sao
condicoes etiolo-gicas predisponemes\ remotas
.
por
assim
dizer,
que
nao
tern umarelafao
immediata
,
directa
,
com a lesao morbida aque
dao ori-gem
7ao
passo
que
a alteracao atheromato-
calcareaaffecta
o tecido organico,
o pontomesmo
Je eleicuo aondemais
lardc se desen-volvera a ectasia
aneurysmal
*Cornil c
Ranvier
,
Rindlleisch
e amaioria
do&auatomo-
pa
-thologistas
de harmonia comWirchou
consideram
oatheroma
como
um
doscfl
’eitos terminaes da inflammacao chronica da en-doarteria
,
e neste sentido tem substituido adenominacao
de athe-roma, assim
chamado
pelosseas
caracteres exteriores,
pelos no-mes
de endoarteritechronica
>deformante
e nodosa.
Segundo elles
,
aendoarterite
chronicapassa
por
dous perio -dos em suaevolufao
natural,
um de hyperplasia Inflatnmatonade formacao uctiva
,
outro deregressao
.
No primeiro
periodo
,
Jnyerplasico,
as
alteracoes se
traduzempor
uma
rumefaccao do tunica interna da arteriasob
aforma de
placas
.
lisas ou asperas erugosas
,
de contornosirregulares
e comuma
espessura
de 2 millimetros mais ou monos.
De
uma cor va-riavel estas placas
sao
geralmeme cinzentas ou cinzenta-
averme
-Ihadas ; a sua
consistencia
,
asvezes
dura, assemelha
a da cartila17
Como diz RindMeisch
,
« parececstabelecido
quc
otecido
conjunctive
*
da tunica interna ca
sede c o ponto de partida deuma proliferacao que da cm
resultado
um augmento quantitativedeste
tecido.
Numerosas
cellulasas
I
amelias,
formandoEsses
focos celltilarcsnovas
sedisseminam
por entreaqui e alii, agglomerates consideraveis,
tornam o ponto de partida e o centro de
novas camadas de lamellas conjunctivas concentricas
,
que se in-terpoem entre as lamellas preexistentes e
afastam
-
nas umas dasoutras
.
Parallelameme
a esta neo-
formacao
j cellular marchauma
neo
-
formacaoequivalente
dasubstancia
fundamental fibrosa »I al e a
endoartcrite
chronica ein seu periodohyperplasico
,
que
representa o
apogeo
do processo.O
segundo periodo e constituido pelaregressao
dos produc-es
inflammatorios
,
sob duasformas
ordidariamentecombinadas
—
degenerescencia
graxa
eincrustacao
calcarca.No maximo da
hyperplasia
os tneios de nutricao das placas,
domesmo
modo que cm outras produccoespathologicas
,
naosao
proporcionaes
ao
tecido que deve scr nutrido.
Dc um lado a tu-nica interna, membrana inerte c
desprovida
de vasosT toma scusprincipios
nutritivos do sanguc que a banha,
de outro lado osrasa
vasorum
chcgamapenas
ate a tunicamedia
, Disto sc segue quc,
quando a endoarteria tornar-
se espessa
,
as
camadas mais ex-ternas e proximas da
tunica
media sao as primeiras a solTrercm afalta dos meios dc nutricao
,
c porcanto c por ellas que tern decomccar o
processo
regressivo.
Nestas circumstancias
as cellulas conjunctivas das camadasprofundas
das
placets
se cnchem dc granulacoesgordurosas
,
c estatransformacao as
invade
pouco a pouco ate quc asplacas
tornam-se
opacas eamarelladas
* 'Os
grupos
de granulacoes,que
tinhum uma formaramificada
das cellulas
primitivas
,
fundem
-
se et
'ormam
umfoco
depequenas
dimensoes ; maistarde
,
novas
cellulas degeneradas reunem entresi e a este
pequeno
fdcopara
constituirem um outro mais desen-volvido
ecaractcristico
—
6 oatheroma
propriamentc
dito*v
*
f
18
Este foco ou abcesso atheromatoso
,
assim tambem chamado,
largo,
poucoprofundo
,
de bordos anfractuosos e com urn burre-lete
pcripherico
,
separado
da correntesanguinea
por
umapellicula
delgada,
apresenta-
sesob o aspecto deuma
pustula.
Interiormenteeile
encerra gordura
,
cristaesde
cholesterina e restos de tecidoconjunctivo
.
Em
consequencia do adelgacamento da membrana que oreveste
,
esob
a inducncia dos actos mecanicos da circulacao,
ofoco
,
muitas vezes,
rompe-
se e oproducto
atheromatoso derra -ma-
se na massa sanguinea,
deixando uma perda de substancia debordos talhados d pique
—
e a tdceragao alhet'omatosa
.
Muira
-ramente ellc deixa
-
se
deromper
-
se : nestecaso
agraxa
e reabsor-vida
,
e forma*se entao urn deposito de saes calcarcos* A ulceracao
pode se cicatrisar e no lugar do foco iica uma
depressao
de umacor acinzentada ou
mesmo
negra,A
incrustacao calcaraa
comeca, como o atheroma,
pelas ca-madas profundas da tunica interna
sclerosa
da.
Emquanto
que na evolucao athcromatosaas
cellulas soffrema transformacao
graxa
,
nestaforma
deregressao
a substancia fun -damental c sede deuma impregnacao
de saes calcareos.
As
granulates calcareas
isoladas a principio,
soldam-
se mais
tarde de maneira a
formarem
placas semi-
transparentes,
friaveis epouco elasticas
,
de forma e cxtcnsao variaveis. muitas vezes nu-merosas
e consideraveispara
convertcrem a crossa da aorta,
porcxemplo
,
em um canal rigido de apparencia ossca. A sua con-fluencia e tal que nao se cncontra um centimetre quadrado da superficie interna da arteria que nao esteja alterada ; neste
caso
ellas deformam a aorta (’ endaaortite deformante ) ou constituem
nodosidades
( endaaortite nodosa ).
Estas
placasas
vezes quebram-
se e sc destacam das paredes do vaso,
cseus fragmentossao
levados pela torrentecirculatoria
para orgaos importantes onde podem provocar embolias mortaes
.
Alcm da regressao atheromatosa ha uma degenerescenda
ioedida dejiyperplasia mftemmatoria. O processes histologico sendo o mcsrrm que no atheroma
,
diverge urn pouco, scgundo^
irchow,, porquc a alteracao comeca das camadas superficiaes daendoarteria e se estcnde do interior para o exterior
,
procedendoregularmente camada por earaada
.
Esta metamorphose seapre
-senta sob o aspecto dc pequenas minchas
ctaramente
circumscrip-tas qae duo as partes
Gompronietudas
uma apparenemrugosa
,
avettudada e opaca
,
dcsentmndof liguras elegantes.
A
alteracfio
arterial nao se itmini somente a tunica interna : amedia, principio imactu
.
solire mais larde uni traballio regressiveque,
segundo
Gornil e Ranvler. consiste na degencrescencia graxadestruicao molecular das fibras
das ceHulas musculares e em uma elasticas.
Muitas vezes o traballio morbido invade a tunica interna
,
desortc quo na endoarterite chronica urn pouco extensa podc
-
sc ob-V
\
servar um periartcrite.Assim pois, na degenerescencia arterial
,
o nisus morbido,
como diz Peter, partindo da tunica interna
,
exerce sua accao des-tructiva sobre todas as membranas da arteria de maneira qne ha
success!vamente cndartarile. mesarteriterperiarterite c finalmentc
pantarterite
.
O conjuncto dessas alteracoes morbidas que temos descripto
,
compromettem a elasticidade e a contractllidade da aorta
,
con^vertendo
-
a,
nos pontes IczadoSj cm um canal inerte c que nao concorre de um modo active para a propulsao do sangue,
c tor-nando suas paredes facilmente dilataveis pela pressao cxcentrica
da columns sanguined
.
Conni iTidu i
’ estudo das
coosas
predisponentes dos aneu-smas d.j aorta 1 s agora de tratar das condicoes etiologicas
,
:eT provocai do ; ; romasia dcsta arteria, sao por isso mesmo co >siderad; L\
fi
as iudirectas de sua dilatacao aneurysmal,Effi' tns necj7tico$ da column sanguinea sobre as paredes
U Raver linha feito
intervir
na etiologia das lesocsas irrUacoes mecanicas « pela dU
-aorta.
in!kmmatorias das artcrias
,
20
-tensao levada alcm dos limitcs proprios ao estado normal dos
orgaos fibrozos », assim como o contacto de uma artcria com
« uma pane
dura
onde cl!a e mais irritada do que sobre umaparte motle *•, quando Virchow veio A considerar como causa de
arterite chronica, as traccoes sobre as arterms, os diversos pomos
sinuosos
de seo trajecto e os lugaresonde
acolumna
sanguinea scbifurca cm urn angulo muito pronunciado.
Entretanto
ningucmdesenvolvco e explicou mclhor estas condicoes do que Peter.
Com effeito. este elinico,
bazeando
-
se nas disposicoes anato^micas da aorta, no papel puramente physico de endarteria e na
acfao que a columna sanguinea excrce sobre esta, deduzio e for
-mulou quatro leis de
ordem
mecanica que denominou—
lei's dosdiametros. das curvaturas* dos espirdes, das riolencias exte
-nores.
O choque sobre as paredes arteriaes determina lesoes tanto
mais rapidas e profundas, quanto mais consideravel die tor. Esse
principio 6 que regula as leis que vamos expor.
Leis dos diametros. (.) choque sera mais intenso nos pontos
cm que a onda sanguinea tiver maior massa de sangue e for dotada
de maior vclocidadc de impulsao, isto c, nas arterias
volumosas
emais proxlmas do coracao. D'onde seguc-se, que a frequcncia e a
gravidade das lesoes da endarteria estao na razao do calibre das
arterias.
Lei das curvaturas,
—
O choque e a lesilo correlativa saotanto mais graves nos pontos cm que a columna sanguinea tem de
formar uma
curva
, isto e, ao nivcl das curvaturas arteriaes.Lei dos espordes.
—
O choque e a lesao respectivaserao
maisconsideraveis nos pontos cm que a artcria apresentar uma bifur
-cacao, onde o sangue dividindo
-
se, produz pressao excentrica sobre os dous lados oppostos da paredc visinhaJsto
6, ao niveldos espordes.
t
Lei das riolencias extertores.
—
As lesoes serao mais intensas nos pontos cm que as traccocs e os cheques exterlores sobre aartcria forem mais consideraveis.
V
21
Esta quarta lei tern pouca applicacao a aorta, visto
como
, pelasituacao quc clla
occupa
nas
duascavidadcs esplanchnicas
estamenos sujeita do que as demals artcrias
aos
cheques exteriores.Formuladas cm
relacao
f - as irritacoes*mecanicas
daendarteria
,
restas Ids tem perfeito cabimento cm
referenda
aosaneurysmas
daaorta*
Com
etVeito, si na endoarterite c o choque queprovoca
ajrritacao da tunica interna,
no
aneurysms
£ apressao
exccntncada columna sanguinca quc
deterniina
a dilatacao dasparedcs
daaorta, pressao c dilatacao que se achao subordinadas ds
mesmas
leis que
os
choque eas
lesoes correlativas.
Destas consideracoes,
queacabamos
dcexpor
,
sc conclueque
a aorta, pda proximidade Jo eoracao, pelo volume
,
pelas curva -turas e bifurcacoes que apresenta,
e de todas as artcrias a maispredisposta
as lesoes deirritacao
mecanica e aosaneurysmas
.
Do
mesmo modo concluimos que scrao mais affectadas aquellas por
-coes cm quc cocxistirem as condicoes acimaapontadas
.
Assimna
estatistica de Rokitansky a ordem de frequencia da endoarterite ea seguinte : aorta ascendente
,
crossa,
aorta abdominal,
aorta tho-raxica ; na dc Lobstein
,
crossa da aorta, aorta emsua
exrremidade
inferior
,
aorta thoraxica,
arteria splenica,
e aorta abdominal.
Para
os aneurysmas
a ordem defrequencia
e mais ou mcnosa
mesma
,Nas estatisticas
dequasi
todos ospathologistas
a sue-cessao c quasi sempre a seguinte : crossa. comprehendo a
porcao
vertical ou a
horizontal
, aorta abdominal,
aorta thoraxica*A maioria dos authores considcram o alcoo
-Alcoolismo
.
lisrno chronico como uma das
principaes
condicSes etiologicas dadegeneresccncia atheromatosa das artcrias
.
Lanceraux
, cm mais de 3oo autopsias praticadasem cadaveresde
individuos
que seemregavam
ao abuso das bebidas esptrituosas,
encontrou placas gordurozas da aorta
.
G
.
deMussy
refere
quc,
em 25casos
deindividuos
dadosaos
excessos
alcoolicos
.
notou em todos a atheromasia arterial,
eV
*22
d’onde die conclue
a
precocidadeda fesao
produzidapelo alcool
emrela
^
ao aque
e provocada por outrascausas
.Como ja vimos, o Dr*
Torres Homem
acredita
muitona
infiuencia do alcool ; tanto assim que elle
attribuc
afrequencia
dos
aneqrysmas
aorticos
noshabitantes desta
capitalgcrado
que
fazem
destas bebidas.SI
quasitodos
os patbologistas estao dc accordo ncstc pontodc vista
,
alguns
tem opinioesdiversas
a respeito da accao nocivado alcool*
O
alcool produz aatheromasia arterial
por uma accao topicairritante
sobre aendarteria
,
como
queremuns
?
oncm
conse
^ quencia de uma acfao toxica,
de utn envenenamento geral maisou menos
rapido do organismo,
como
querem outros ?O
alcool,introduzido
no organismo pela via gastrica,
percorre
um
longo
caminho parachegar
a aorta,
depois
de ter passadoprimeiro pela arteria pulmonar e pelos pulmoes
,
aondc
grandeparte
delle desapparece,
de sorte que so uma pequena quantidadeeni contacto com a superiicie interna da aorta e que ini produzir
as
lesoes
rcspectivas.
Mas
,
nesse caso,
lesoes analogas e mais accentuadas deviamser
encontradas naarteria
pulmonar,
isto c,
na porcao do systema cir-culatorio,
aonde
osangue
contem maiorquantidade
de
alcool, cujaaccao topica seria
mais
energicu ahi do que na aorta* Entretantoe justamente o conlrario que se observa ;
as
akera^
oes daqucllaarteria sao rarissimas nos individuos
dados
ao alcool,
e
quando
existem se
caracterizam
apenas
por manchasatheromatosas
muiinsignificantes
,
ao
passo
que na aorta ellassao
abundantes
e pro-nundadas
.
Alem
dessas consideracSes
acresce mais,
que
osangue
,
atra~
vessando rapidamente os grossos vasos
,
nao teria o contacto suffi-cientementc prolongado para exerccr sua accao topica irritativa sobre a membra na interna da arteria.
Do que temos dito nao se segue, que negamos a possibilidade
ou
a
realidadeda
accao
topica do alcool,
apenas quereinosdizer
-23
que o contacto sobre
a
endarteria c tao rapido e asua
quantidadee tao pequena
,
que parece nao ser este o unico modo pelo qual oalcool actua
,
provocando as alteracoes das arterias, Nao 6 menosverdade
,
entretanto,
que as lesoes consecutivasao
alcoolismo saomais precoces
,
profundas e accentuadas do que as que resultamda influencia de outras
causas
.
Pensamos
como Peterque
nao e tanto ao alcool que vai irritar a membrana interna da arteria,
como ao alcoolismo que arrasta adegradacao
geral do organismo, que
se deve attribuir aatheromasia
arterial.
Os
nossos
orgaos resistem tantomenos
as
influences
morbt-genicas que os alteram em
sua
nutricao quanto menor e a suavitalidade
,
e esta e tanto menor quanto menos rica e a suavascularizacaoj
.
Ora
a endoarteria representa um grao inferior na ordem jerarchica dos tecidos, quer pelasua
estructuraquer
pela auzenciaabsoluta de
vasos
,
e como o alcoolismo chronico produz a degra -dacao geral da nutricao,
os tecidosmenos
vivos,
como
aquella membrana,
rezistirao menos esta dccadenda doque
aquelles que occuparem um lugar superior da jerarchia histologica.
Esta deca-dcncia organica sc traduz nas arterias pela degenerescencia
atheromatosa
de suas tunicas ou melhor de sua endarteria.
Segundo este modo de ver « a accao do alcoolismo sobre as
arterias e complexa ; ella e antes geral do que local, indirecta
mais do que directa ; produz a decadencia
do
organismo,
antesde degradar tal orgao ; emfim modifica a
vitalidade
geral doser
,
antes de ter alterado sua endarteria
.
» (Peter
)Velhice
.
—
A iniiuencia da velhice sobre o desenvolvimentodo atheroma arterial e tao poderosa,
que
muitos medicos fazemdesta regressao uma modalidade senil do apparelho vascular
,
eque Bichat
chegou
a dizer que: * sobre JOindividluos
se enc071-tram ao menos 7 que apresentam incrustaqoes calcareas alem dos
60 annos. »
24
Si £
verdade
queo
atheroma constitueurna modalidade
send,
nao
emenos
certoque
ellepode
existir antes da velhice.
Parece
que a alteracao das arterias sendorao
commum nestaidade
,
tambemo
deviaser
oaneurysma
que e sua consequencia ;no
emtamo,
como vimos,
csta lesao torna-
se maisrara
a pro -porcao que a velhice progride.
O
modo de vida e opouco
emprego
de
esforcos
nesta idadepodem bem
explicar urn tal contraste.
Todos
osobservadores
assignalam
a fre-Rheumatismo
,quencia
,
a generalisacao e oapparecimento
prematuro do athe-roma
arterial norheumatismo
.Em 140 doentes
que
tinham tido manifestacoes rheumaticas,
Guenau
deMussy observou
aendoarterite chronica
,
bem confir -mada 68 vezes,
isto c,
quasi
na metade dos doentes.
Depots
de apresentar estes dados numcricos,
o autorisado clinico exprime-
se dcste modo : u La part deI
’arthritisme
et du rhumatisme dansTetiologie de Parterite ne parait plus entendue que ne bindiquent
les chiflres
que je vicns dc citer.
Je n'ait fait entrer dansces
rele-v&
que
le$malades
presentant des manifestations gouttcuses ourhumatismales
incontestees
.
»De facto
,
quando
se consideraum pouco no
papel importanteque o rhcumatismo goza na etiologia das
molestias
do coracao,
de queas
arterias constituem
urnanncxo
,
nao sepode
pdr cm du-vida
as
relacoespathogenicas
desta diathese com as lesoes athcro-matosas das arterias
.
Para que
orhcumatismo provoquc
odesenvolvimento
daen
-doartrite nao e precise que elle se tenha
manifestado
por
ataquesanteriores
-
basta que o individuo se exponha as suascausas
ou que contenha cm si ogermem
dadiathese
.
Do mesmo
modo
que esta,
agotta
c o arlhristismopredis
-poem
is
arteriasi sotfrerem lesoes analogas.
Sjyhilis
.
—
Aindanao
csta bemaveriguado
si asyphilis
pro-voca o
aneurysma
por intermediario daatheromasia
; entretanto grandenumcro
de clinicos,
como G.
dcMussy
,
Peter,
Jaccoud e25
com dies o Dr
.
Torres-
Homem.pensam que
ella,como
o alcoo-lismOn
,
pdde alterar as paredes das arteHas*Sem
aceatuarem uni juizobem
decisiveT
estesobservadores
estao dispostos a acreditar que a
syphilis
,
provocando
uma cache-xia
geral, modifies,
por
isto tnesmo,
a nutricao dasparedes
arte-riaes
,
cujoselementos vfim
asoffirer
adegeneresceocia gordurosa
.
Falla ndo d esse
res
petto,
G
< deMossy
Jiz ; «Sans
avoir recuellitin
noinbre
suffisant des failspour
asseoir ma conviction, je suisporter a croire qu
elle
pentprovoquer
oufov
©riser
le
$alterations
atheromateuses des arteres, >
A
intoxicacao
saturniuaexerce
uma
inlluencia mais ou memos poderosa na produccao do atheroma da aorta, A respeitodellaT
os clinicos
pensam
como arespeito
da syphilis.
Sao
estasas causas
predisprmentes doaneurysma
da aorta,citadas por todos os authored
Os
esforcosprolong
ados
e os movi-mentos
via
lentos
sao ascondicSes
mais poderozas,
e
que maisfrequentemente
occasionam osaneurysmas
da
aorta.
Km geral
,
estascircumstancias
se acham ligadas ao modode
vida a que o
individuo
so entrega, e,como
vimos*sao as
prolis-soes que exigem o
emprege
de muiores esforcosque
maiscom
-mumenre dao higar as ectasiasaortfcas
.
Assim,
Morgagni dizter
en
contrado maiornumero
deaneurysmas
nos carreios. co~clieiros
,
etc*Os
casos que temosobservado
na enfermaria dcclinica medica tern sido
sempre
de tndividuos deprofissSes
pe
-nosasT como
os
cavouqueiros,
os
carregadores
,
etc*, etc*CAUSAS
OCCASIONAL*k
da aorta
Como esforcos
que podem occasional’ aneurysmaconsideram
-
so tambem o-
vomitos
viokntos
.
osaccesses
de tossec os cslorcos da respiracao na asthma, e sobretudu «>s v&
nereos
*As emocoes violentas tern
sido
igualmenteinvocadas
comocausa
occasional
da
dllatacao
aortica
.
Rindte
, cirurguioda
prisiiode
Brixion,refere
duas
observafdes
deaneurysma
da aorta,
que.
2
$
5
v
•>
<
51
tiveram
comeco
no momento emque
as
duas infclizes ouviram.
pronunciarsua
sentenca.
Estes factos
,
como observaLuton
,
nao podem ser aceitossenao
com grande reserva ; mas sem ser-
se taxado decredulidade
,
p6de
-
se acreditar que as emocoes vivas,
accelerando bruscamente a circulacao,
saocapazes
,
senao
dedeterminar
a formacaode urn
tumor
aneurysmal
,
aomenos
de fazer progredir a marcha e odesenvolvimento
de urnaneurysma
preexistente.Sob estas
mesmas
considcracoes pode-seadmittir
a influenciaocnastonal da
hyperiropkia
docoracao
.
As
quedas
ouchoques
sobre uinaregiao
do tronco mais oumenos proxima do trajecto da aorta podem,
segundo
algunsauthores
,
provocar a ruptura de uma dasmembranas
arteriaes e dar origem a umaneurysma
,Exceptuando
-
se
estasultimas
,
em todas as demais circums-tances
,
sobretudo nosesforcos
prolongados
e violentos,
a pressaosanguinea
da aorta se acliagrandemente
augmentada
,
quer peloexagero
da forca impulsiva docoracao
,
quer
peiacompressao
dos capillaresconsecutiva
a contrac^
ao geral dosmusculos
, Destcestado de augmento da pressao resulta a ectasia das tunicas da
aorta
.
Mas
cstc augmentopor
siso
nao esuffiriente
para
talefTeito ; e precise
que as
paredes da aorta se achemenfraquecidas
pelas alteracoes de que temos fallado
.
No estado norma! existc perfeito equilibrio entre a resistencia das
paredes
e a pressao sanguinea,
de sorte quea
aorta nao pode dilatar-
se sem que oua
resistencia tenha diminuido ouque
a pressao se tenha augmentado.
Ora as
diversas condicoes etiolo-gicas que temos estudado chegam
,
de um modo geral,
ti dous termos finaes—
alteracao das paredes da aorta com perda dcelasticidude e
contractilidade
,
isto e,
diminuicao
daresistencia
,
e augmento da pressao sanguinea no interior do vaso.Assim pois as cousas
convergem
todas para realizarem condicoes exigidas para a dilatacao aneurysmal da*