Ministério da Educação
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus Medianeira
Disciplina: Fundamentos de Nutrição
Profa. Rosana Aparecida da Silva Buzanello
MICRONUTRIENTES
Vitaminas
hidrossolúveis
Minerais
Vitaminas
lipossolúveis
INTRODUÇÃO
Nutrientes minerais
Não são sintetizados pelo organismo humano, o que requer sua
obtenção a partir da alimentação.
Reconhecidos como
essenciais
para a função humana,
mesmo que as necessidades específicas não tenham sido
estabelecidas para alguns deles.
Nutrientes minerais
MACROMINERAIS: necessidade de
≥ 100 mg/dia.
MICROMINERAIS (ELEMENTOS-TRAÇO): necessidade de < 15
mg/dia.
INTRODUÇÃO
Estudos de pacientes que receberam nutrição parenteral total em longo
prazo: ajudaram a determinar a essencialidade dos elementos ultra
traço, que são necessários em quantidades em microgramas por dia.
Os minerais representam de 4 a 5% do peso corporal:
Adultos
→ Mulheres: 2,8 kg. Homens: 3,5 kg.
Aproximadamente 50% desse peso é cálcio.
Outros 25% são fósforo
→ fosfatos.
COMPOSIÇÃO MINERAL CORPORAL
MACROMINERAIS
Presentes no corpo e nos alimentos principalmente no estado
iônico.
Sódio, potássio e cálcio: formam íons positivos (cátions).
Outros, como íons negativos (ânions): incluem cloro como um cloreto, enxofre como um sulfato e fósforo como fosfatos.
Presente
como
componentes
de
compostos
orgânicos
(fosfoproteínas, fosfolipídios, metaloenzimas e metaloproteínas, como a hemoglobina).
Com exceção do ferro heme
→ os minerais normalmente são
absorvidos no estado iônico.
Os minerais que permanecem ligados às moléculas orgânicas
(quelados) ou que permanecem como complexos inorgânicos após a digestão normalmente não podem ser absorvidos e não são biodisponíveis.
Contudo, alguns minerais podem ser melhor absorvidos na forma quelada quando são apropriadamente ligados a um aminoácido em uma ligação covalente, como a selenometionina, por exemplo.
COMPOSIÇÃO MINERAL CORPORAL
Processo natural em que os elementos inorgânicos minerais são transformados em formas orgânicas, facilitando a absorção.
Após a absorção pelas células epiteliais intestinais
→ cada mineral deve
ser transferido através do citossol e ser transportado através da membrana
basolateral para o sangue:
mecanismo de transporte ativo
.
Caso o mineral não seja transportado através da membrana basolateral
→
permanece na célula intestinal ligado às proteínas.
Se não forem transportados para o sangue, eles são excretados quando as células intestinais morrem e são descartados no lúmen intestinal.
Os minerais não absorvidos são excretados nas fezes
COMPOSIÇÃO MINERAL CORPORAL
Tais mecanismos podem existir para
proteger o organismo
contra a
toxicidade potencial da
absorção excessiva
.
Biodisponibilidade:
Representa a absorção de um elemento mineral após a sua ingestão a partir do alimento e antes de seu uso nos tecidos e células.
Vários fatores podem afetar a biodisponibilidade dos minerais ingeridos. As interações mineral-mineral podem resultar em absorção
diminuída dos elementos ou reduzir a biodisponibilidade.
Biodisponibilidade (continuação):
Por exemplo:o a absorção do zinco é tipicamente reduzida pela suplementação de
ferro não heme;
o a ingestão excessiva de zinco reduz a absorção do cobre;
o e a ingestão excessiva de cálcio pode reduzir a absorção de
manganês, zinco e ferro.
Biodisponibilidade (continuação):
Inibidores: incluem a ligação de fitatos e oxalatos de cálcio e outros cátions divalentes.
Intensificadores: incluem o ascorbato para o ferro não heme ou a proteína hemoglobina para o ferro.
COMPOSIÇÃO MINERAL CORPORAL
Vegetarianos: tendem a consumir alimentos com quantidades elevadas dos
fatores inibidores, mas eles tipicamente ingerem mais ácido ascórbico, um intensificador.
Mineral mais abundante no organismo: 1,5 a 2% do peso corporal e
39% de todos os minerais do corpo.
~ 99% do cálcio está nos ossos e dentes.
O cálcio presente nos dentes, ao contrário do nos ossos, não pode ser mobilizado de volta para o sangue.
O restante (1%) do cálcio está no sangue e nos fluidos extracelulares e dentro das células de todos os tecidos.
Manutenção dos ossos e dentes.
Funções celulares e extracelulares.
Transmissão nervosa e regulação da função do músculo cardíaco.
Tonicidade dos músculos esqueléticos e controle da irritabilidade
nervosa.
Contratilidade dos músculos lisos.
CÁLCIO
O cálcio ionizado inicia a formação do coágulo sanguíneo.
Os íons cálcio servem como cofatores necessários para determinadas
reações enzimáticas:
Conversão
de
protrombina
em
trombina,
que
auxilia
na
polimerização de
fibrinogênio em fibrina
e na etapa final da
formação do coágulo sanguíneo.
CÁLCIO
Fontes alimentares:
Leite e produtos derivados, sardinhas, moluscos, ostras, couve em folhas, nabo, mostarda, tofu, vegetais de folhas verde-escuras, grãos de soja.
Recomendações nutricionais:
Entre 09 e 18 anos: 1.300 mg. Entre 19 e 50 anos: 1.000 mg.
Mulheres com idade ≥ 51 anos e adultos > de 70 anos: 1.200 mg.
CÁLCIO
Absorção, transporte, armazenamento e excreção
Cálcio intercambiável: porção depositada mais recentemente na superfície
óssea que, juntamente com o
cálcio da dieta
, auxilia a manter as
concentrações plasmáticas
dentro de uma faixa de variação definida.
Quando a dieta fornece uma ingestão adequada de cálcio, é considerada uma
reserva.
Se não houver reservas: cálcio é retirado da substância óssea mais estável, que resultará em deficiência na estrutura óssea (em caso de deficiência prolongada).
Cálcio nos ossos
está em equilíbrio com o
cálcio do sangue
.
CÁLCIO
Cálcio sérico
Concentração mantida dentro de uma faixa estreita: 8,8 a 10,8 mg/dL. Cálcio ionizado: 4,4 a 5,2 mg/dL.
As concentrações séricas de cálcio são maiores no início da vida, diminuem gradualmente durante o decorrer da vida e atingem as menores concentrações com o avanço da idade.
CÁLCIO
Cálcio sérico
Hormônio da paratireoide (PTH) → papel na manutenção do cálcio sérico.
↓ da concentração sanguínea de cálcio: o PTH estimula a transferência
de cálcio permutável do osso para o sangue.
Concomitantemente, PTH promove a reabsorção tubular renal de cálcio e, indiretamente, estimula a absorção intestinal aumentada de cálcio pelo aumento da produção renal de vitamina D.
CÁLCIO
Absorção, transporte, armazenamento e excreção
Concentração de cálcio sérico baixa:
Transferência de cálcio intercambiável dos ossos para o sangue.
Reabsorção de cálcio que seria excretado na urina.
Maior absorção de cálcio pelo intestino.
CÁLCIO
Absorção, transporte, armazenamento e excreção
Concentração de cálcio sérico alta:
Inibição da utilização óssea.
Continuação dos processos de excreção renal e fecal.
CÁLCIO
Dietas prontamente proteicas → podem prejudicar a capacidade de o rim
reabsorver cálcio e a excreção excessiva de cálcio na urina pode levar ao desenvolvimento de cálculos renais.
Atividade física extenuante → aumenta as perdas de cálcio, mesmo quando a
Absorção de cálcio: ocorre em todas as partes do intestino delgado.
Absorção mais rápida (após uma refeição) → duodeno, ↑ ácido (pH < 7). Restante do intestino → pH alcalino → absorção é mais lenta.
Mas a quantidade de cálcio absorvido é significativamente maior nos segmentos inferiores do intestino delgado, inclusive o íleo.
Pequenas quantidades de cálcio também podem ser absorvidas no cólon.
CÁLCIO
Apenas ~30% do cálcio ingerido é absorvido pelos adultos.
Com o avanço da idade → a retenção óssea de cálcio dos alimentos e suplementos é limitada.
A menos que haja vitamina D suficiente ou que um fármaco que preserve os ossos esteja disponível.
Absorção:
Transporte ativo: funciona em baixas concentrações luminais de íons cálcio.
Transporte passivo: funciona em altas concentrações luminais de íons cálcio.
CÁLCIO
Mecanismo de absorção ativa
→ controlado por meio da ação da
vitamina D.
Calcitriol (1,25(OH)2D3): aumenta a captação de cálcio pela mucosa intestinal por estimular a produção de proteínas ligadoras de cálcio (calbindinas).
Calbindinas: função de armazenar temporariamente íons cálcio após a
refeição e transportá-los para a membrana basolateral para a etapa final da absorção.
CÁLCIO
Mecanismo de absorção passivo: independente de vitamina D e
ocorre por toda a extensão do intestino delgado.
Ingestão de grandes quantidades de cálcio em uma única refeição (p. ex., a partir de um laticínio ou de um suplemento) → grande parte do cálcio é absorvida por essa via passiva.
CÁLCIO
Absorção, transporte, armazenamento e excreção
O mecanismo de transporte ativo é mais importante quando as
ingestões de
cálcio
estão
bem
abaixo
das
recomendações
,
não
atingindo
as
necessidades corporais.
Fatores que influenciam a biodisponibilidade de cálcio:
Quanto maior a necessidade e menor o fornecimento dietético → mais eficiente é a absorção de cálcio.
A baixa ingestão de vitamina D ou a exposição inadequada à luz solar
reduzem a absorção de cálcio, especialmente nos idosos.
A lactose intensifica a absorção de cálcio.
CÁLCIO
Fatores que influenciam a biodisponibilidade de cálcio:
Envelhecimento:
Menor eficiência da produção cutânea de vitamina D.
Acloridria: menor acidez gástrica e absorção de cálcio reduzida.
O cálcio é absorvido apenas se estiver presente na forma iônica.
Melhor absorvido no meio ácido: o ácido clorídrico secretado no
estômago aumenta a absorção de cálcio pela diminuição do pH no duodeno proximal.
CÁLCIO
Fatores que influenciam a biodisponibilidade de cálcio:
O cálcio não é absorvido se ele for precipitado por um outro constituinte dietético → oxalato.
O ácido oxálico (oxalato) no ruibarbo, espinafre, acelga → oxalato de cálcio insolúvel no aparelho digestório.
O ácido fítico (fitato) combina-se com o cálcio para formar fitato de cálcio, que também é insolúvel e não pode ser absorvido.
Essas formas de cálcio não absorvidas são excretadas nas fezes.
CÁLCIO
Excreção renal
~ 50% do cálcio ingerido é excretado diariamente na urina.
Quantidade quase equivalente também é secretada no intestino (e junta-se ao cálcio não absorvido nas fezes).
A reabsorção de cálcio a partir dos túbulos renais ocorre pelos mecanismos de transporte similares àqueles do intestino delgado.
A excreção urinária de cálcio varia durante todo o ciclo da vida, mas é frequentemente baixa durante os períodos de rápido crescimento do esqueleto.
CÁLCIO
Excreção renal
Menopausa:
aumento da excreção de cálcio.
Mulheres na pós-menopausa tratadas com estrogênio: menos cálcio é excretado.
Após 65 anos de idade, a excreção do cálcio diminui, relacionada à
absorção intestinal diminuída de cálcio.
CÁLCIO
Desenvolvimento
de
massa
óssea
máxima
→
quantidades
adequadas de cálcio, fósforo, vitamina D e outros nutrientes.
Ingestão de cálcio menor do que a quantidade recomendada
→ PTH
é liberada.
A elevação persistente pode contribuir com a redução da massa óssea.
As ingestões de cálcio e de vitamina D de muitas mulheres idosas são inadequadas: osteoporose.
CÁLCIO
Hipercalcemia
→ alta ingestão de cálcio (> 2.000 mg/dia): exacerbada por
grandes ingestões de vitamina D.
Calcificação excessiva nos tecidos moles, especialmente os rins, e pode ser um risco para a vida.
Interferência na absorção de outros cátions divalentes: ferro, o zinco e o manganês.
O aumento significativo nas concentrações séricas de cálcio pode causar insuficiência cardíaca ou respiratória.
CÁLCIO
Ocupa a segunda posição em abundância nos tecidos humanos,
depois do cálcio.
Cerca de 700 g de fósforo existe em tecidos adultos.
85% está presente no esqueleto e nos dentes na forma de cristais de
fosfato de cálcio.
O restante (15%) está no pool metabolicamente ativo em cada célula do corpo e no compartimento do fluido extracelular.
Cerca de 50% do fosfato inorgânico está presente no soro como
íons
livres
.
Porcentagens
menores
estão
ligadas
a
proteínas
(≈10%) ou
complexadas
(≈ 40%).
Concentração de fósforo sérico inorgânico: mantida pelo
PTH
→ 3 a
4 mg/100 mL nos adultos.
Regulação não tão rigorosa como a concentração de cálcio sérico.
As quantidades relativas de fosfatos inorgânicos e orgânicos na dieta
variam de acordo com o alimento ou suplemento consumido.
Independentemente da forma, a maioria dos fosfatos é absorvida no
estado inorgânico.
O fosfato ligado organicamente é hidrolisado no lúmen do intestino e liberado como fosfato inorgânico (fosfatases pancreáticas ou intestinais).
FÓSFORO
Biodisponibilidade é influenciada por:
pH → meio acido mais proximal do duodeno: manutenção da
solubilidade do fósforo → melhor biodisponibilidade. Fitatos → em alimentos vegetais, associado ao fitato.
Seres humanos não possuem a enzima fitase.
Contudo, as bactérias intestinais possuem a enzima necessária para hidrolisar os fosfatos.
Rápida absorção: pico cerca de 1h após a ingestão.
FÓSFORO
Excreção renal: via primaria de excreção de fósforo.
Sendo o local primário da regulação de fosfato. Os principais determinantes da perda de fósforo urinário são: Ingestão aumentada de fosfato;
Aumento na absorção de fosfato;
Concentração plasmática de fósforo.
FÓSFORO
Como fosfatos, o fósforo participa de várias funções essenciais do
corpo:
O DNA e o RNA são embasados no fosfato.
A principal forma celular de energia, o ATP, contém ligações de fosfato de alto teor de energia, como o fosfato de creatinina.
Presente nas membranas celulares como fosfolipídios.
Reações de fosforilação-desfosforilação, controlam etapas na ativação ou desativação de enzimas citossólicas pelas cinases ou fosfatases.
FÓSFORO
DRIs: 700 mg para adultos (RDA).
Fontes: queijos, gema de ovo, leite, carne, aves, cereais de grãos
integrais, dentre outros (presente em grande parte dos alimentos).
FÓSFORO
A deficiência de fosfato é rara.
Indivíduos que usam fármacos ligantes de fosfato para doenças renais ou em idosos devido às baixas ingestões em geral → são susceptíveis.
Os sintomas resultam de síntese diminuída de ATP e de outras moléculas de fosfato orgânicos.
Anormalidades neurais, musculares, esqueléticas, hematológicas, renais.
FÓSFORO
Concentração persistentemente elevada de PTH
→ pode ocorrer depois
do consumo crônico de uma dieta pobre em cálcio e
rica em fósforo
:
Hiperparatireoidismo nutricional secundário.
Pode resultar em uma redução da massa e da densidade óssea e até em fraturas por fragilidade, devido à reabsorção excessiva.
FÓSFORO
Segundo cátion intracelular mais abundante no corpo (depois do
potássio).
Corpo humano adulto: contém de 20 a 28 g de magnésio.
60% → encontrado nos ossos (pool permutável e não permutável).
26% → músculos e o restante nos tecidos moles e fluidos corporais.
Concentrações séricas normais: variação de 0,75 a 1,1 mmol/L.
Plasma: 1/2 livre, 1/3 ligado à albumina, restante complexado com fosfatos, citratos e outros ânions.
A
homeostase do magnésio
é regulada pela absorção intestinal e
pela excreção renal.
Não há hormônio que controle a taxa sérica de magnésio.
Eficiência da absorção: de 35 a 45%.
O magnésio pode ser absorvido por toda a extensão do intestino delgado, mas a maior parte da absorção ocorre no jejuno.
Como outros cátions minerais bivalentes, a entrada do magnésio no
lúmen intestinal ocorre por dois mecanismos:
Processo ativo → facilitado por carreador (↓ concentrações).
Processo passivo → difusão simples (concentrações superiores).
MAGNÉSIO
A concentração sérica de magnésio é notavelmente constante.
Nas células: magnésio liga-se principalmente às proteínas e aos fosfatos
ricos em energia.
Os
rins
controlam o equilíbrio de
magnésio
, conservando-o de modo
eficiente, particularmente quando a ingestão é baixa.
MAGNÉSIO
Estabilizar a estrutura do ATP nas reações enzimáticas dependentes
de ATP
: função principal.
Cofator para mais de 300 enzimas (carboidratos, proteínas, lipídios).
Papel no aprendizado e na memória e no aumento da densidade óssea.
Papel na transmissão e na atividade neuromuscular, atuando em
conjunto e contra os efeitos do cálcio, dependendo do sistema envolvido.
Em uma contração muscular normal, o cálcio é um estimulador e omagnésio, um relaxador.
MAGNÉSIO
MAGNÉSIO
Fontes e recomendações nutricionais
DRIs: RDA
→ doses de 400 a 420 mg para homens e de 310 a 320 mg para
mulheres (14 a 70 anos, ou mais).
Fontes: cereais de grãos integrais, nozes, tofu, leite, vegetais verdes,
legumes, chocolate.
Rara: deficiência grave possui sintomas como tremores, espasmos
musculares, alterações de personalidade, anorexia, náusea e vômito.
MAGNÉSIO
Deficiência
Embora o excesso de magnésio possa inibir a calcificação óssea, é
pouco provável que o excesso, proveniente de fontes dietéticas e
suplementos, resulte em toxicidade.
O ferro foi reconhecido como um nutriente essencial há mais de um século.
A deficiência nutricional de ferro e a anemia por deficiência de ferro
continuam sendo muito comuns.
Muitos avanços foram feitos no estudo sobre o metabolismo e a
deficiência de ferro, mas ainda persistem as questões sobre os
mecanismos que regulam a sua absorção e balanço.
O corpo humano adulto contém ferro em duas formas principais:
(1) ferro funcional na
hemoglobina
, na
mioglobina
e em
enzimas
e;
(2)
ferro
armazenado
na
ferritina
,
na
hemossiderina
e
na
transferrina
.
Os homens adultos saudáveis possuem cerca de 3,6 g de ferro corporal
total, enquanto as mulheres possuem cerca de 2,4 g.
Altamente conservado pelo corpo
→ ~ 90% é recuperado e reutilizado
diariamente, sendo o restante excretado principalmente na bile.
Se o ferro dietético não estiver disponível para cobrir essa lacuna de 10%, ocorre a deficiência de ferro.
Duas preocupações com estado nutricional de ferro predominam:
A incidência da anemia por deficiência de ferro. O papel da ingestão excessiva de ferro na cardiopatia coronariana e no câncer.
O ferro dietético existe como:
Ferro heme: hemoglobina, mioglobina e algumas enzimas.
Ferro não heme: alimentos de
origem vegetal, mas também em alguns alimentos de origem animal, enzimas não heme e na ferritina.
FERRO
FERRO
Absorção, transporte, armazenamento
Absorção do ferro heme
Atravessa as células absortivas intestinais após a digestão.
Citossol: remoção enzimática do ferro ferroso (Fe2+) do complexo ferroporfirina.
Os íons ferro livres combinam-se imediatamente com a apoferritina para formar ferritina (etapa similar ao ferro não-heme).
Ferritina: proteína transportadora de ferro da borda em escova para a
FERRO
Absorção, transporte, armazenamento
Absorção do ferro heme
Íons ferro são levados para o sangue por um mecanismo de transporte ativo (mesmo mecanismo para o ferro heme e não heme).
O ferro heme representa apenas 5 a 10% do ferro dietético em uma dieta
mista, mas a absorção pode ser de até 25%, comparada com apenas 5%
Absorção do ferro não heme:
Digestão a partir das fontes vegetais
→ forma solúvel: duodeno e jejuno.
O ácido das secreções gástricas
intensifica a solubilidade
e a
alteração do ferro para o estado iônico
– seja como ferro férrico (Fe
3+)
ou ferroso (Fe
+2)
– dentro do conteúdo do lúmen intestinal.
O ferro no estado ferroso (Fe+2) é preferível para a etapa inicial da absorção.
FERRO
Absorção do ferro não heme:
Transportador de metal bivalente 1 (DMT1): transportador de ferro da
borda em escova, transporta o
ferro ferroso (Fe
2+)
.
O ferro iônico pode ser reduzido pela redutase férrica (enzima da borda em escova) para a absorção.
FERRO
FERRO
Absorção, transporte,
armazenamento e
excreção
Figura: Absorção intestinal de ferro e fontes de não heme por uma célula absorvedora intestinal, ou enterócito.
Aumento das secreções pancreáticas e duodenais, com
aumento do
pH do conteúdo para 7,0
→ ponto em que a maior parte do ferro férrico
(Fe
3+) é precipitado (a menos que esteja quelado).
Entretanto, o ferro ferroso (Fe
2+) é significativamente mais solúvel em pH
7,0
permanecendo disponível para a absorção no restante do intestino
delgado
.
FERRO
Fatores que afetam a absorção intestinal do ferro:
Ácido ascórbico → o estimulador mais potente da absorção de ferro:
Reduz o ferro férrico em ferroso e forma um quelato com ferro que permanece solúvel em pH alcalino na parte inferior do intestino delgado.
Açúcares e aminoácidos que contêm enxofre: podem intensificar a entrada de ferro pela formação de quelatos com o ferro iônico.
Proteínas de origem animal oriundas da carne bovina, suína, cordeiro,
fígado, peixes e aves: intensificam a absorção → fator proteico.
FERRO
Fatores que afetam a absorção intestinal do ferro:
Alimentos com alto conteúdo de fitato → possuem baixa biodisponibilidade de ferro.
Oxalatos podem inibir a absorção.
Os taninos (polifenóis) presentes no chá também reduzem a absorção do ferro não heme.
A presença de quantidade adequada de cálcio ajuda a remover o fosfato, o oxalato e o fitato, que poderiam de outro modo combinar-se com o ferro e
inibir a sua absorção.
FERRO
Armazenamento:
200 a 1500 mg de ferro são armazenados no corpo:
Ferritina e hemossiderina: 30% no fígado, 30% na medula óssea e o restante no baço e nos músculos.
Até 50 mg/dia podem ser mobilizados do estoque de ferro:
Dos quais 20 mg são utilizados na síntese de hemoglobina.
Quantidade de ferritina circulante no sangue está fortemente associada aos estoques totais de ferro no organismo → tornando uma
medida valiosa para a avaliação do estado nutricional de ferro.
FERRO
Excreção Intestinal:
O ferro é perdido do corpo apenas por meio de sangramento e, em quantidades muito pequenas, por meio da excreção fecal, da
transpiração e da esfoliação normal da pele e do cabelo.
O restante vem da bile e de outras células esfoliadas do epitélio GI. Quase nenhuma quantidade de ferro é excretada na urina.
A perda diária de ferro é de aproximadamente 1 mg para os homens e um pouco menos para as mulheres que não estão menstruando.
FERRO
As funções do ferro relacionam-se com a sua capacidade de participar
das reações de oxidação e redução.
Quimicamente, o ferro é um elemento altamente reativo, que pode interagir com o oxigênio para formar intermediários com o potencial de
danificar as membranas celulares ou de degradar o DNA.
O ferro deve estar firmemente ligado às proteínas para prevenir esses
efeitos oxidativos potencialmente destrutivos.
FERRO
O ferro apresenta metabolismo complexo:
Atuando na função dos glóbulos vermelhos, na atividade da mioglobina e
nos papéis de várias enzimas heme e não heme.
Envolvido na imunidade e no desempenho cognitivo, o que ressalta a importância de prevenir a anemia por deficiência de ferro em todo o mundo.
A hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos é sintetizada nas células imaturas da medula óssea.
A mioglobina é também uma proteína que contém heme e que atua como um
reservatório de oxigênio dentro do músculo.
FERRO
DRIs: 8 mg para homens e 18 mg para mulheres (após a
menopausa, 8 mg) (RDA).
Fontes:
FERRO
Fontes e recomendações nutricionais
• Feijão cozido, 1 xícara: 8,2 mg
• Espinafre cozido, 1 xícara: 6,43 mg • Bife de fígado, 100 g: 5,23 mg
• Casca de batata, 1 xícara: 4,08 mg • Camarão, 100 g: 1,3 mg.
A deficiência de ferro,
precursora da anemia por deficiência de ferro,
ou anemia ferropriva
, é a mais comum de todas as doenças carenciais.
Os efeitos prejudiciais em crianças persistem por muitos anos.
Por exemplo, foram observados prejuízos no desempenho escolar, na
competência sensório-motora, na atenção, no aprendizado e na memória
em crianças com anemia.
FERRO
Excesso de ferro:
Balanço do ferro é determinado pela absorção → regulada para evitar o acúmulo no organismo e pelas perdas fisiológicas → não existe um mecanismo ativo de excreção de ferro.
Qualquer alteração desse equilíbrio pode acarretar deficiência ou sobrecarga do metal no organismo.
Hemocromatose hereditária: gene que favorece a absorção excessiva de ferro, se o ferro estiver disponível na dieta.
Aumento dos riscos associados para doença cardíaca e câncer.
FERRO
Toxicidade
Presente abundantemente no organismo (2 a 3 g)
→ 2º lugar entre os
elementos-traço
, seguido do ferro.
Concentrações mais elevadas: no fígado, no pâncreas, nos rins, nos
ossos e nos músculos.
Maior parte encontrada em massa livre de gordura: compartimentos
intracelulares.
Ligado a proteínas e pequena fração iônica em equilíbrio.
ZINCO
A forma mais prontamente disponível de zinco é encontrada na carne de animais, em particular nas carnes vermelhas e nas aves.
ZINCO
Absorção, transporte e armazenamento
Íons zinco
→ geralmente ligados a aminoácidos ou à peptídeos no lúmen
e os
íons são liberados
na borda em escova para absorção.
Absorção: ligação dos íons zinco à metalotioneína e outras proteínas dentro do citossol da célula absortiva.
Metalotioneína → carrega o zinco para a borda basolateral para a etapa de saída da célula absortiva para o sangue.
Etapa de saída: transporte ativo, pois a concentração sanguínea de zinco é
significativamente maior do que a concentração citossólica do íon.
Mecanismos ativos ou passivos
ZINCO
Absorção, transporte e armazenamento
Fatores que afetam a absorção:
Conteúdo de zinco da dieta e presença de interferentes como os fitatos.
Proteína de soja: rica em fitatos, o que pode reduzir a absorção de zinco.
Processo, germinação, moagem e adição de fitase aos alimentos pode
aumentar a biodisponibilidade do zinco.
Dieta rica em proteínas: promove a absorção de zinco pela formação de
quelatos de zinco-aminoácidos que apresentam o zinco em uma forma mais absorvível.
ZINCO
Absorção, transporte e armazenamento
Fatores que afetam a absorção:
Beta-caroteno → forma um complexo com o zinco, mantendo-o solúvel no
lúmen intestinal, de modo a evitar os efeitos inibitórios dos fitatos.
Efeito sinérgico: concentrações adequadas de zinco contribuem para o estado nutricional equilibrado em relação à vitamina A.
Cobre e cádmio → competem pela mesma proteína carreadora: reduzem a absorção de zinco.
As altas ingestões de cálcio ou ferro reduzem a absorção e o balanço de zinco.
ZINCO
Absorção, transporte e armazenamento
Transporte no sangue
→ albumina é a principal transportadora de zinco
no plasma.
Excreção intestinal
ZINCO
Funções
Em associação com 300 enzimas diferentes (metaloenzimas) → metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas e na síntese de degradação de ácidos nucleicos.
Atua em proteínas de cromatina envolvidas na transcrição e na replicação
(DNA e RNA).
Protege contra a doença degenerativa
macular relacionada à idade.
Mácula: área especializada no centro da retina responsável pela visão nítida
ZINCO
ZINCO
Deficiência
Baixa estatura.
Hipogonadismo: alterações na produção de hormônios sexuais masculinos
e femininos, que podem afetar a reprodução.
Anemia leve.
Toxicidade
Casos de intoxicação por zinco são raros.
Sinais de toxicidade incluem vômito, náusea, diarreia, febre, apatia e podem ocorrer após a ingestão de 4 a 8 g de zinco.
COBRE
Micronutriente
essencial
e constituinte normal do sangue.
Funções relacionadas aos tecidos: aumento do interesse no cobre.
Concentrações são mais elevadas no fígado, no cérebro, no coração e nos
rins.
As investigações recentes aumentaram a compreensão dos
papéis
fisiológicos
, da
homeostase
e das
necessidades de cobre
por todo o
ciclo da vida.
COBRE
Absorção, transporte, armazenamento e excreção
Absorção
→ intestino delgado.
Competição entre os íons cobre e outros cátions bivalentes em cada etapa.
Dentro das células absortivas intestinais
→ íons cobre estão ligados à
metalotioneína
→ maior afinidade do que ao zinco ou a outros íons.
A ingestão de fibra e fitato podem inibir levemente a absorção de cobre.
Cobre não existe como um íon livre no corpo: albumina (transporte no
plasma).
COBRE
Absorção, transporte, armazenamento e excreção
No fígado
→ cobre liga-se à
metalotioneína
.
Excreção: secretado do fígado como um componente da bile, sua
principal via de excreção
.
COBRE
Funções
Cofator essencial para várias enzimas críticas ao metabolismo
→ os
sintomas da sua deficiência são atribuídos às
falhas das enzimas
.
Produção de energia mitocondrial: por meio do envolvimento das
proteínas de transporte de elétrons e que contêm cobre.
Como parte das enzimas que contem cobre: protege contra os
oxidantes
e os radicais livres
e promove a
síntese de melanina
e de
Fontes e
recomendações
nutricionais
COBRE
Deficiência
Anemia, redução da contagem de células de defesa e anormalidades
esqueléticas como a desmineralização.
Despigmentação da pele e do cabelo e formação de elastina defeituosa.
A falha na eritropoiese (processo de produção de eritrócitos).
Os níveis diminuídos de cobre no plasma desenvolvem-se em
pacientes com doenças de má absorção, como a
doença celíaca
, por
exemplo.
COBRE
Toxicidade
A toxicidade do cobre a partir do consumo de alimentos é considerada
impossível.
Qualquer doença hepática crônica que interfira na excreção da bile pode
contribuir para a retenção do cobre.
A cirrose biliar primária e a obstrução mecânica dos ductos da bile contribuem para um aumento progressivo da concentração de cobre do fígado.
IODO
Implementação de iodo no sal de cozinha:
eliminação da deficiência de
iodo
.
O corpo contém de 20 a 30 mg de iodo:
Destes, mais de 75% encontra-se na glândula tireoide e o restante distribuído por todo o corpo, sobretudo na glândula mamária lactante, na mucosa gástrica e no sangue.
IODO
O iodo é absorvido facilmente como iodeto.
Na circulação,
o iodo é encontrado livremente e ligado à proteína
,
sendo o iodeto ligado à forma predominante.
A excreção dá-se primariamente por meio da urina, mas pequenas
quantidades são encontradas nas fezes como resultado da secreção biliar.
IODO
O
iodo
dietético
é
necessário
para
a
síntese
de
hormônios
tireoidianos
.
O iodo é armazenado na glândula tireoide, na qual é utilizado na síntese de
tri-iodotironina (T3) e na tiroxina (T4) → ação no uso e armazenamento de
energia.
A captação dos íons iodo pelas células da tireoide pode ser inibida pelos
bociogênicos (substâncias que são encontradas naturalmente nos alimentos).
Couve, farelo de soja, farelo de algodão, amendoim, gergelim, mandioca, batatas-doces, algas.
Inativados pelo tratamento térmico.
IODO
IODO
IODO
As
ingestões
muito
baixas
de
iodo
estão
associadas
ao
desenvolvimento
de
bócio
endêmico ou simples, que é um aumento do
volume da glândula tireoide.
Deficiência
Cretinismo
em
lactentes
(quadriplegia,
surdo-mudez,
disartria,
baixa
estatura, hipotireoidismo).
Retardo moderado na maturação intelectual ou neuromotora: variações
menos graves da deficiência.
IODO
Apesar de as ingestões de iodo terem uma grande margem de segurança,
os limite superiores toleráveis (ULs) foram estabelecidos.
Adultos: UL de 1.100 mcg/dia.
Crianças pequenas: UL de 200 a 300 mcg/dia.
Em alguns casos, o bócio se desenvolve lentamente como consequência da
ingestão elevada de iodo, acima das necessidades fisiológicas, em longo
prazo.
SELÊNIO
Início dos estudos pelas
características tóxicas
→ envenenamento,
grave problema em regiões em que o solo contém grande concentração do
mineral.
Variação estreita da ingestão dietética para o selênio → abaixo da qual a deficiência ocorre e acima da qual a toxicidade se desenvolve.
Ingestão dietética de aproximadamente 40 mcg/dia
→ necessária para
manter a glutationa peroxidase, uma enzima que contém selênio.
SELÊNIO
Absorção do selênio
→ ocorre no
segmento superior do intestino
delgado
, é mais eficiente sob condições de deficiência.
Transporte: inicialmente ligado à albumina e, após, à globulina
α2.
As reservas corporais de selênio estão na forma de
selenometionina
(que depende da ingestão alimentar e não das necessidades orgânicas do
metal) e no fígado, na forma de
glutationa peroxidase
.
SELÊNIO
Capacidade antioxidante:
Desenvolvida principalmente pela glutationa peroxidase.
Participação na conversão do T4 para T3.
Proteção contra a ação nociva de metais pesados.
Redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis.
Função neurológica e estabilidade genômica.
Aumento da resistência do sistema imunológico.
SELÊNIO
Fontes e
recomendações
nutricionais
SELÊNIO
Fontes e
recomendações
nutricionais
SELÊNIO
Casos raros:
Pacientes com alguns tipos de câncer têm
baixas concentrações
séricas de selênio:
Associada à falha da glutationa peroxidase em varrer os radicais
livres de forma eficiente.
Pacientes com cirrose possuem
baixas concentrações plasmáticas
de selênio
, o que pode predispô-los ao câncer.
SELÊNIO
Alterações cutâneas e ungueais (abaixo das unhas das mãos e dos pés),
cárie dental.
Anormalidades GI e neurológicas.
Ingestões em excesso podem ser
mutagênicas
ou
genotóxicas
, um
ponto importante para observar em gestantes.
CROMO
O cromo potencializa a ação da insulina e
influencia o metabolismo de
carboidratos, lipídios e proteínas
.
Relação entre o cromo e a atividade da insulina não foi completamente elucidado.
Controle da diabetes mellitus tipo 2.
Pode ter um efeito benéfico nos níveis dos triglicérides séricos.
Suplementação de cromo sozinha ou combinada com as vitaminas C e E
minimiza o estresse oxidante.
CROMO
Alto conteúdo: levedo de cerveja, ostras, fígado e batatas.
Concentrações médias: frutos do mar, grãos integrais, queijos, frango, carnes e farelos.
Refinação do trigo: remove o cromo juntamente com o germe e o farelo; Refinação do açúcar: fraciona o cromo nas porções de melaço.
CROMO
Resulta em resistência à insulina e algumas anormalidades lipídicas que
podem ser
melhoradas pela suplementação de cromo
.
Alguns estudos epidemiológicos sugerem baixas concentrações teciduais de
cromo em pacientes com diabetes.
Deficiência
A toxicidade do cromo a partir do alimento não foi relatada.
Cromo encontrado nos alimentos não tem efeito tóxico (Cromo III).
Sódio e cloro: principal cátion e principal ânion do fluido extracelular.
Essenciais para manutenção do equilíbrio hídrico e eletrolítico do organismo.
Responsáveis pela transmissão de impulsos nervosos, contração muscular e transporte ativo de moléculas através das membranas celulares.
A ingestão de sódio exerce grande influência na perda óssea.
Cálcio e sódio compartilham do mesmo sistema de transporte no túbulo renal proximal → elevada ingestão de sal resulta em maior absorção de sódio e, consequentemente, maior perda de cálcio.
Sódio e cloro:
AI para sódio: 1,2 a 1,5 g/dia para adultos. AI para cloro: 2 mg/dia para adultos.
Preocupação → elevado consumo de sal por diferentes populações: 10 a 12 g/dia.
Consumo de sal > 6 g/dia (2,4 g de sódio) = causa importante da hipertensão arterial.
Potássio: presente nas frutas, legumes e verduras.
Cátion de maior concentração intracelular, mantido dentro da célula pelo potencial de membrana, dependente de ATP.
Assim como o sódio e o cloro, é um eletrólito responsável pela manutenção
do equilíbrio hidroeletrolítico e pelo impulso nervoso, pela contração muscular e pelo funcionamento cardíaco.
Enzimas dependentes, como piruvatoquinase, indispensável no metabolismo de carboidratos.
Potássio:
Deficiência (hipocalemia) é rara: perdas associadas a vômitos e diarreia, sem
a devida reposição, podem desencadear a deficiência.
Hipercalemia: ocorre pela presença de nefropatias e na incapacidade de
excreção.
Alimentos ricos em potássio: beterraba, batata-doce, espinafre, abacate (>195mg).
AI para adultos: 4700 mg/dia.
Efeito no aumento da excreção de sódio, prevenindo a hipertensão arterial sistêmica.
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Figuras: Google imagens https://www.google.com/imghp?hl=pt-pt