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Disciplina: Fundamentos de Nutrição MICRONUTRIENTES

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(1)

Ministério da Educação

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Câmpus Medianeira

Disciplina: Fundamentos de Nutrição

Profa. Rosana Aparecida da Silva Buzanello

MICRONUTRIENTES

(2)

Vitaminas

hidrossolúveis

Minerais

Vitaminas

lipossolúveis

(3)
(4)

INTRODUÇÃO

Nutrientes minerais

Não são sintetizados pelo organismo humano, o que requer sua

obtenção a partir da alimentação.

Reconhecidos como

essenciais

para a função humana,

mesmo que as necessidades específicas não tenham sido

estabelecidas para alguns deles.

(5)

Nutrientes minerais

MACROMINERAIS: necessidade de

≥ 100 mg/dia.

MICROMINERAIS (ELEMENTOS-TRAÇO): necessidade de < 15

mg/dia.

INTRODUÇÃO

Estudos de pacientes que receberam nutrição parenteral total em longo

prazo: ajudaram a determinar a essencialidade dos elementos ultra

traço, que são necessários em quantidades em microgramas por dia.

(6)

Os minerais representam de 4 a 5% do peso corporal:

Adultos

→ Mulheres: 2,8 kg. Homens: 3,5 kg.

Aproximadamente 50% desse peso é cálcio.

Outros 25% são fósforo

→ fosfatos.

COMPOSIÇÃO MINERAL CORPORAL

(7)

MACROMINERAIS

Presentes no corpo e nos alimentos principalmente no estado

iônico.

 Sódio, potássio e cálcio: formam íons positivos (cátions).

 Outros, como íons negativos (ânions): incluem cloro como um cloreto, enxofre como um sulfato e fósforo como fosfatos.

Presente

como

componentes

de

compostos

orgânicos

(fosfoproteínas, fosfolipídios, metaloenzimas e metaloproteínas, como a hemoglobina).

(8)

Com exceção do ferro heme

→ os minerais normalmente são

absorvidos no estado iônico.

 Os minerais que permanecem ligados às moléculas orgânicas

(quelados) ou que permanecem como complexos inorgânicos após a digestão normalmente não podem ser absorvidos e não são biodisponíveis.

 Contudo, alguns minerais podem ser melhor absorvidos na forma quelada quando são apropriadamente ligados a um aminoácido em uma ligação covalente, como a selenometionina, por exemplo.

(9)

COMPOSIÇÃO MINERAL CORPORAL

Processo natural em que os elementos inorgânicos minerais são transformados em formas orgânicas, facilitando a absorção.

(10)

Após a absorção pelas células epiteliais intestinais

→ cada mineral deve

ser transferido através do citossol e ser transportado através da membrana

basolateral para o sangue:

mecanismo de transporte ativo

.

(11)

Caso o mineral não seja transportado através da membrana basolateral

permanece na célula intestinal ligado às proteínas.

 Se não forem transportados para o sangue, eles são excretados quando as células intestinais morrem e são descartados no lúmen intestinal.

 Os minerais não absorvidos são excretados nas fezes

COMPOSIÇÃO MINERAL CORPORAL

Tais mecanismos podem existir para

proteger o organismo

contra a

toxicidade potencial da

absorção excessiva

.

(12)

Biodisponibilidade:

Representa a absorção de um elemento mineral após a sua ingestão a partir do alimento e antes de seu uso nos tecidos e células.

 Vários fatores podem afetar a biodisponibilidade dos minerais ingeridos.  As interações mineral-mineral podem resultar em absorção

diminuída dos elementos ou reduzir a biodisponibilidade.

(13)

Biodisponibilidade (continuação):

Por exemplo:

o a absorção do zinco é tipicamente reduzida pela suplementação de

ferro não heme;

o a ingestão excessiva de zinco reduz a absorção do cobre;

o e a ingestão excessiva de cálcio pode reduzir a absorção de

manganês, zinco e ferro.

(14)

Biodisponibilidade (continuação):

Inibidores: incluem a ligação de fitatos e oxalatos de cálcio e outros cátions divalentes.

Intensificadores: incluem o ascorbato para o ferro não heme ou a proteína hemoglobina para o ferro.

COMPOSIÇÃO MINERAL CORPORAL

Vegetarianos: tendem a consumir alimentos com quantidades elevadas dos

fatores inibidores, mas eles tipicamente ingerem mais ácido ascórbico, um intensificador.

(15)

Mineral mais abundante no organismo: 1,5 a 2% do peso corporal e

39% de todos os minerais do corpo.

~ 99% do cálcio está nos ossos e dentes.

 O cálcio presente nos dentes, ao contrário do nos ossos, não pode ser mobilizado de volta para o sangue.

O restante (1%) do cálcio está no sangue e nos fluidos extracelulares e dentro das células de todos os tecidos.

(16)

Manutenção dos ossos e dentes.

Funções celulares e extracelulares.

Transmissão nervosa e regulação da função do músculo cardíaco.

Tonicidade dos músculos esqueléticos e controle da irritabilidade

nervosa.

Contratilidade dos músculos lisos.

CÁLCIO

(17)

O cálcio ionizado inicia a formação do coágulo sanguíneo.

Os íons cálcio servem como cofatores necessários para determinadas

reações enzimáticas:

Conversão

de

protrombina

em

trombina,

que

auxilia

na

polimerização de

fibrinogênio em fibrina

e na etapa final da

formação do coágulo sanguíneo.

CÁLCIO

(18)

Fontes alimentares:

 Leite e produtos derivados, sardinhas, moluscos, ostras, couve em folhas, nabo, mostarda, tofu, vegetais de folhas verde-escuras, grãos de soja.

Recomendações nutricionais:

 Entre 09 e 18 anos: 1.300 mg.  Entre 19 e 50 anos: 1.000 mg.

 Mulheres com idade ≥ 51 anos e adultos > de 70 anos: 1.200 mg.

CÁLCIO

(19)

Absorção, transporte, armazenamento e excreção

Cálcio intercambiável: porção depositada mais recentemente na superfície

óssea que, juntamente com o

cálcio da dieta

, auxilia a manter as

concentrações plasmáticas

dentro de uma faixa de variação definida.

 Quando a dieta fornece uma ingestão adequada de cálcio, é considerada uma

reserva.

Se não houver reservas: cálcio é retirado da substância óssea mais estável, que resultará em deficiência na estrutura óssea (em caso de deficiência prolongada).

Cálcio nos ossos

está em equilíbrio com o

cálcio do sangue

.

CÁLCIO

(20)

Cálcio sérico

 Concentração mantida dentro de uma faixa estreita: 8,8 a 10,8 mg/dL.  Cálcio ionizado: 4,4 a 5,2 mg/dL.

As concentrações séricas de cálcio são maiores no início da vida, diminuem gradualmente durante o decorrer da vida e atingem as menores concentrações com o avanço da idade.

CÁLCIO

(21)

Cálcio sérico

Hormônio da paratireoide (PTH) papel na manutenção do cálcio sérico.

↓ da concentração sanguínea de cálcio: o PTH estimula a transferência

de cálcio permutável do osso para o sangue.

Concomitantemente, PTH promove a reabsorção tubular renal de cálcio e, indiretamente, estimula a absorção intestinal aumentada de cálcio pelo aumento da produção renal de vitamina D.

CÁLCIO

(22)

Absorção, transporte, armazenamento e excreção

Concentração de cálcio sérico baixa:

Transferência de cálcio intercambiável dos ossos para o sangue.

Reabsorção de cálcio que seria excretado na urina.

Maior absorção de cálcio pelo intestino.

CÁLCIO

(23)

Absorção, transporte, armazenamento e excreção

Concentração de cálcio sérico alta:

Inibição da utilização óssea.

Continuação dos processos de excreção renal e fecal.

CÁLCIO

Dietas prontamente proteicas → podem prejudicar a capacidade de o rim

reabsorver cálcio e a excreção excessiva de cálcio na urina pode levar ao desenvolvimento de cálculos renais.

Atividade física extenuante → aumenta as perdas de cálcio, mesmo quando a

(24)

Absorção de cálcio: ocorre em todas as partes do intestino delgado.

Absorção mais rápida (após uma refeição) → duodeno, ↑ ácido (pH < 7).  Restante do intestino → pH alcalino → absorção é mais lenta.

Mas a quantidade de cálcio absorvido é significativamente maior nos segmentos inferiores do intestino delgado, inclusive o íleo.

 Pequenas quantidades de cálcio também podem ser absorvidas no cólon.

CÁLCIO

(25)

Apenas ~30% do cálcio ingerido é absorvido pelos adultos.

 Com o avanço da idade → a retenção óssea de cálcio dos alimentos e suplementos é limitada.

A menos que haja vitamina D suficiente ou que um fármaco que preserve os ossos esteja disponível.

Absorção:

Transporte ativo: funciona em baixas concentrações luminais de íons cálcio.

Transporte passivo: funciona em altas concentrações luminais de íons cálcio.

CÁLCIO

(26)

Mecanismo de absorção ativa

→ controlado por meio da ação da

vitamina D.

Calcitriol (1,25(OH)2D3): aumenta a captação de cálcio pela mucosa intestinal por estimular a produção de proteínas ligadoras de cálcio (calbindinas).

Calbindinas: função de armazenar temporariamente íons cálcio após a

refeição e transportá-los para a membrana basolateral para a etapa final da absorção.

CÁLCIO

(27)

Mecanismo de absorção passivo: independente de vitamina D e

ocorre por toda a extensão do intestino delgado.

 Ingestão de grandes quantidades de cálcio em uma única refeição (p. ex., a partir de um laticínio ou de um suplemento) → grande parte do cálcio é absorvida por essa via passiva.

CÁLCIO

Absorção, transporte, armazenamento e excreção

O mecanismo de transporte ativo é mais importante quando as

ingestões de

cálcio

estão

bem

abaixo

das

recomendações

,

não

atingindo

as

necessidades corporais.

(28)

Fatores que influenciam a biodisponibilidade de cálcio:

Quanto maior a necessidade e menor o fornecimento dietéticomais eficiente é a absorção de cálcio.

A baixa ingestão de vitamina D ou a exposição inadequada à luz solar

reduzem a absorção de cálcio, especialmente nos idosos.

A lactose intensifica a absorção de cálcio.

CÁLCIO

(29)

Fatores que influenciam a biodisponibilidade de cálcio:

Envelhecimento:

 Menor eficiência da produção cutânea de vitamina D.

Acloridria: menor acidez gástrica e absorção de cálcio reduzida.

O cálcio é absorvido apenas se estiver presente na forma iônica.

Melhor absorvido no meio ácido: o ácido clorídrico secretado no

estômago aumenta a absorção de cálcio pela diminuição do pH no duodeno proximal.

CÁLCIO

(30)

Fatores que influenciam a biodisponibilidade de cálcio:

 O cálcio não é absorvido se ele for precipitado por um outro constituinte dietético → oxalato.

O ácido oxálico (oxalato) no ruibarbo, espinafre, acelgaoxalato de cálcio insolúvel no aparelho digestório.

 O ácido fítico (fitato) combina-se com o cálcio para formar fitato de cálcio, que também é insolúvel e não pode ser absorvido.

Essas formas de cálcio não absorvidas são excretadas nas fezes.

CÁLCIO

(31)

Excreção renal

~ 50% do cálcio ingerido é excretado diariamente na urina.

 Quantidade quase equivalente também é secretada no intestino (e junta-se ao cálcio não absorvido nas fezes).

A reabsorção de cálcio a partir dos túbulos renais ocorre pelos mecanismos de transporte similares àqueles do intestino delgado.

 A excreção urinária de cálcio varia durante todo o ciclo da vida, mas é frequentemente baixa durante os períodos de rápido crescimento do esqueleto.

CÁLCIO

(32)

Excreção renal

Menopausa:

aumento da excreção de cálcio.

 Mulheres na pós-menopausa tratadas com estrogênio: menos cálcio é excretado.

Após 65 anos de idade, a excreção do cálcio diminui, relacionada à

absorção intestinal diminuída de cálcio.

CÁLCIO

(33)

Desenvolvimento

de

massa

óssea

máxima

quantidades

adequadas de cálcio, fósforo, vitamina D e outros nutrientes.

Ingestão de cálcio menor do que a quantidade recomendada

→ PTH

é liberada.

 A elevação persistente pode contribuir com a redução da massa óssea.

As ingestões de cálcio e de vitamina D de muitas mulheres idosas são inadequadas: osteoporose.

CÁLCIO

(34)

Hipercalcemia

→ alta ingestão de cálcio (> 2.000 mg/dia): exacerbada por

grandes ingestões de vitamina D.

Calcificação excessiva nos tecidos moles, especialmente os rins, e pode ser um risco para a vida.

Interferência na absorção de outros cátions divalentes: ferro, o zinco e o manganês.

O aumento significativo nas concentrações séricas de cálcio pode causar insuficiência cardíaca ou respiratória.

CÁLCIO

(35)

Ocupa a segunda posição em abundância nos tecidos humanos,

depois do cálcio.

Cerca de 700 g de fósforo existe em tecidos adultos.

85% está presente no esqueleto e nos dentes na forma de cristais de

fosfato de cálcio.

O restante (15%) está no pool metabolicamente ativo em cada célula do corpo e no compartimento do fluido extracelular.

(36)

Cerca de 50% do fosfato inorgânico está presente no soro como

íons

livres

.

Porcentagens

menores

estão

ligadas

a

proteínas

(≈10%) ou

complexadas

(≈ 40%).

Concentração de fósforo sérico inorgânico: mantida pelo

PTH

→ 3 a

4 mg/100 mL nos adultos.

 Regulação não tão rigorosa como a concentração de cálcio sérico.

(37)

As quantidades relativas de fosfatos inorgânicos e orgânicos na dieta

variam de acordo com o alimento ou suplemento consumido.

Independentemente da forma, a maioria dos fosfatos é absorvida no

estado inorgânico.

O fosfato ligado organicamente é hidrolisado no lúmen do intestino e liberado como fosfato inorgânico (fosfatases pancreáticas ou intestinais).

FÓSFORO

(38)

Biodisponibilidade é influenciada por:

pH → meio acido mais proximal do duodeno: manutenção da

solubilidade do fósforo → melhor biodisponibilidade.  Fitatos → em alimentos vegetais, associado ao fitato.

Seres humanos não possuem a enzima fitase.

 Contudo, as bactérias intestinais possuem a enzima necessária para hidrolisar os fosfatos.

Rápida absorção: pico cerca de 1h após a ingestão.

FÓSFORO

(39)

Excreção renal: via primaria de excreção de fósforo.

 Sendo o local primário da regulação de fosfato.

 Os principais determinantes da perda de fósforo urinário são:  Ingestão aumentada de fosfato;

Aumento na absorção de fosfato;

Concentração plasmática de fósforo.

FÓSFORO

(40)

Como fosfatos, o fósforo participa de várias funções essenciais do

corpo:

O DNA e o RNA são embasados no fosfato.

A principal forma celular de energia, o ATP, contém ligações de fosfato de alto teor de energia, como o fosfato de creatinina.

Presente nas membranas celulares como fosfolipídios.

 Reações de fosforilação-desfosforilação, controlam etapas na ativação ou desativação de enzimas citossólicas pelas cinases ou fosfatases.

FÓSFORO

(41)

DRIs: 700 mg para adultos (RDA).

Fontes: queijos, gema de ovo, leite, carne, aves, cereais de grãos

integrais, dentre outros (presente em grande parte dos alimentos).

FÓSFORO

(42)

A deficiência de fosfato é rara.

 Indivíduos que usam fármacos ligantes de fosfato para doenças renais ou em idosos devido às baixas ingestões em geral → são susceptíveis.

Os sintomas resultam de síntese diminuída de ATP e de outras moléculas de fosfato orgânicos.

Anormalidades neurais, musculares, esqueléticas, hematológicas, renais.

FÓSFORO

(43)

Concentração persistentemente elevada de PTH

→ pode ocorrer depois

do consumo crônico de uma dieta pobre em cálcio e

rica em fósforo

:

Hiperparatireoidismo nutricional secundário.

 Pode resultar em uma redução da massa e da densidade óssea e até em fraturas por fragilidade, devido à reabsorção excessiva.

FÓSFORO

(44)

Segundo cátion intracelular mais abundante no corpo (depois do

potássio).

Corpo humano adulto: contém de 20 a 28 g de magnésio.

60% → encontrado nos ossos (pool permutável e não permutável).

26% → músculos e o restante nos tecidos moles e fluidos corporais.

Concentrações séricas normais: variação de 0,75 a 1,1 mmol/L.

 Plasma: 1/2 livre, 1/3 ligado à albumina, restante complexado com fosfatos, citratos e outros ânions.

(45)

A

homeostase do magnésio

é regulada pela absorção intestinal e

pela excreção renal.

Não há hormônio que controle a taxa sérica de magnésio.

(46)

Eficiência da absorção: de 35 a 45%.

 O magnésio pode ser absorvido por toda a extensão do intestino delgado, mas a maior parte da absorção ocorre no jejuno.

Como outros cátions minerais bivalentes, a entrada do magnésio no

lúmen intestinal ocorre por dois mecanismos:

Processo ativo → facilitado por carreador (↓ concentrações).

Processo passivo → difusão simples (concentrações superiores).

MAGNÉSIO

(47)

A concentração sérica de magnésio é notavelmente constante.

Nas células: magnésio liga-se principalmente às proteínas e aos fosfatos

ricos em energia.

Os

rins

controlam o equilíbrio de

magnésio

, conservando-o de modo

eficiente, particularmente quando a ingestão é baixa.

MAGNÉSIO

(48)

Estabilizar a estrutura do ATP nas reações enzimáticas dependentes

de ATP

: função principal.

Cofator para mais de 300 enzimas (carboidratos, proteínas, lipídios).

Papel no aprendizado e na memória e no aumento da densidade óssea.

Papel na transmissão e na atividade neuromuscular, atuando em

conjunto e contra os efeitos do cálcio, dependendo do sistema envolvido.

Em uma contração muscular normal, o cálcio é um estimulador e o

magnésio, um relaxador.

MAGNÉSIO

(49)

MAGNÉSIO

Fontes e recomendações nutricionais

DRIs: RDA

→ doses de 400 a 420 mg para homens e de 310 a 320 mg para

mulheres (14 a 70 anos, ou mais).

Fontes: cereais de grãos integrais, nozes, tofu, leite, vegetais verdes,

legumes, chocolate.

(50)

Rara: deficiência grave possui sintomas como tremores, espasmos

musculares, alterações de personalidade, anorexia, náusea e vômito.

MAGNÉSIO

Deficiência

Embora o excesso de magnésio possa inibir a calcificação óssea, é

pouco provável que o excesso, proveniente de fontes dietéticas e

suplementos, resulte em toxicidade.

(51)
(52)

O ferro foi reconhecido como um nutriente essencial há mais de um século.

A deficiência nutricional de ferro e a anemia por deficiência de ferro

continuam sendo muito comuns.

Muitos avanços foram feitos no estudo sobre o metabolismo e a

deficiência de ferro, mas ainda persistem as questões sobre os

mecanismos que regulam a sua absorção e balanço.

(53)

O corpo humano adulto contém ferro em duas formas principais:

(1) ferro funcional na

hemoglobina

, na

mioglobina

e em

enzimas

e;

(2)

ferro

armazenado

na

ferritina

,

na

hemossiderina

e

na

transferrina

.

Os homens adultos saudáveis possuem cerca de 3,6 g de ferro corporal

total, enquanto as mulheres possuem cerca de 2,4 g.

(54)

Altamente conservado pelo corpo

→ ~ 90% é recuperado e reutilizado

diariamente, sendo o restante excretado principalmente na bile.

Se o ferro dietético não estiver disponível para cobrir essa lacuna de 10%, ocorre a deficiência de ferro.

Duas preocupações com estado nutricional de ferro predominam:

A incidência da anemia por deficiência de ferro.

O papel da ingestão excessiva de ferro na cardiopatia coronariana e no câncer.

(55)

O ferro dietético existe como:

Ferro heme: hemoglobina, mioglobina e algumas enzimas.

Ferro não heme: alimentos de

origem vegetal, mas também em alguns alimentos de origem animal, enzimas não heme e na ferritina.

FERRO

(56)

FERRO

Absorção, transporte, armazenamento

Absorção do ferro heme

 Atravessa as células absortivas intestinais após a digestão.

 Citossol: remoção enzimática do ferro ferroso (Fe2+) do complexo ferroporfirina.

Os íons ferro livres combinam-se imediatamente com a apoferritina para formar ferritina (etapa similar ao ferro não-heme).

Ferritina: proteína transportadora de ferro da borda em escova para a

(57)

FERRO

Absorção, transporte, armazenamento

Absorção do ferro heme

 Íons ferro são levados para o sangue por um mecanismo de transporte ativo (mesmo mecanismo para o ferro heme e não heme).

O ferro heme representa apenas 5 a 10% do ferro dietético em uma dieta

mista, mas a absorção pode ser de até 25%, comparada com apenas 5%

(58)

Absorção do ferro não heme:

Digestão a partir das fontes vegetais

→ forma solúvel: duodeno e jejuno.

O ácido das secreções gástricas

intensifica a solubilidade

e a

alteração do ferro para o estado iônico

– seja como ferro férrico (Fe

3+

)

ou ferroso (Fe

+2

)

– dentro do conteúdo do lúmen intestinal.

O ferro no estado ferroso (Fe+2) é preferível para a etapa inicial da absorção.

FERRO

(59)

Absorção do ferro não heme:

Transportador de metal bivalente 1 (DMT1): transportador de ferro da

borda em escova, transporta o

ferro ferroso (Fe

2+

)

.

O ferro iônico pode ser reduzido pela redutase férrica (enzima da borda em escova) para a absorção.

FERRO

(60)

FERRO

Absorção, transporte,

armazenamento e

excreção

Figura: Absorção intestinal de ferro e fontes de não heme por uma célula absorvedora intestinal, ou enterócito.

(61)

Aumento das secreções pancreáticas e duodenais, com

aumento do

pH do conteúdo para 7,0

→ ponto em que a maior parte do ferro férrico

(Fe

3+

) é precipitado (a menos que esteja quelado).

Entretanto, o ferro ferroso (Fe

2+

) é significativamente mais solúvel em pH

7,0

permanecendo disponível para a absorção no restante do intestino

delgado

.

FERRO

(62)

Fatores que afetam a absorção intestinal do ferro:

Ácido ascórbico → o estimulador mais potente da absorção de ferro:

Reduz o ferro férrico em ferroso e forma um quelato com ferro que permanece solúvel em pH alcalino na parte inferior do intestino delgado.

Açúcares e aminoácidos que contêm enxofre: podem intensificar a entrada de ferro pela formação de quelatos com o ferro iônico.

Proteínas de origem animal oriundas da carne bovina, suína, cordeiro,

fígado, peixes e aves: intensificam a absorção fator proteico.

FERRO

(63)

Fatores que afetam a absorção intestinal do ferro:

Alimentos com alto conteúdo de fitato possuem baixa biodisponibilidade de ferro.

Oxalatos podem inibir a absorção.

Os taninos (polifenóis) presentes no chá também reduzem a absorção do ferro não heme.

A presença de quantidade adequada de cálcio ajuda a remover o fosfato, o oxalato e o fitato, que poderiam de outro modo combinar-se com o ferro e

inibir a sua absorção.

FERRO

(64)

Armazenamento:

 200 a 1500 mg de ferro são armazenados no corpo:

Ferritina e hemossiderina: 30% no fígado, 30% na medula óssea e o restante no baço e nos músculos.

 Até 50 mg/dia podem ser mobilizados do estoque de ferro:

Dos quais 20 mg são utilizados na síntese de hemoglobina.

Quantidade de ferritina circulante no sangue está fortemente associada aos estoques totais de ferro no organismo → tornando uma

medida valiosa para a avaliação do estado nutricional de ferro.

FERRO

(65)

Excreção Intestinal:

O ferro é perdido do corpo apenas por meio de sangramento e, em quantidades muito pequenas, por meio da excreção fecal, da

transpiração e da esfoliação normal da pele e do cabelo.

 O restante vem da bile e de outras células esfoliadas do epitélio GI.  Quase nenhuma quantidade de ferro é excretada na urina.

 A perda diária de ferro é de aproximadamente 1 mg para os homens e um pouco menos para as mulheres que não estão menstruando.

FERRO

(66)

As funções do ferro relacionam-se com a sua capacidade de participar

das reações de oxidação e redução.

Quimicamente, o ferro é um elemento altamente reativo, que pode interagir com o oxigênio para formar intermediários com o potencial de

danificar as membranas celulares ou de degradar o DNA.

O ferro deve estar firmemente ligado às proteínas para prevenir esses

efeitos oxidativos potencialmente destrutivos.

FERRO

(67)

O ferro apresenta metabolismo complexo:

Atuando na função dos glóbulos vermelhos, na atividade da mioglobina e

nos papéis de várias enzimas heme e não heme.

Envolvido na imunidade e no desempenho cognitivo, o que ressalta a importância de prevenir a anemia por deficiência de ferro em todo o mundo.

 A hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos é sintetizada nas células imaturas da medula óssea.

 A mioglobina é também uma proteína que contém heme e que atua como um

reservatório de oxigênio dentro do músculo.

FERRO

(68)

DRIs: 8 mg para homens e 18 mg para mulheres (após a

menopausa, 8 mg) (RDA).

Fontes:

FERRO

Fontes e recomendações nutricionais

• Feijão cozido, 1 xícara: 8,2 mg

• Espinafre cozido, 1 xícara: 6,43 mg • Bife de fígado, 100 g: 5,23 mg

• Casca de batata, 1 xícara: 4,08 mg • Camarão, 100 g: 1,3 mg.

(69)

A deficiência de ferro,

precursora da anemia por deficiência de ferro,

ou anemia ferropriva

, é a mais comum de todas as doenças carenciais.

Os efeitos prejudiciais em crianças persistem por muitos anos.

Por exemplo, foram observados prejuízos no desempenho escolar, na

competência sensório-motora, na atenção, no aprendizado e na memória

em crianças com anemia.

FERRO

(70)

Excesso de ferro:

Balanço do ferro é determinado pela absorção → regulada para evitar o acúmulo no organismo e pelas perdas fisiológicas → não existe um mecanismo ativo de excreção de ferro.

 Qualquer alteração desse equilíbrio pode acarretar deficiência ou sobrecarga do metal no organismo.

Hemocromatose hereditária: gene que favorece a absorção excessiva de ferro, se o ferro estiver disponível na dieta.

Aumento dos riscos associados para doença cardíaca e câncer.

FERRO

Toxicidade

(71)

Presente abundantemente no organismo (2 a 3 g)

→ 2º lugar entre os

elementos-traço

, seguido do ferro.

Concentrações mais elevadas: no fígado, no pâncreas, nos rins, nos

ossos e nos músculos.

Maior parte encontrada em massa livre de gordura: compartimentos

intracelulares.

 Ligado a proteínas e pequena fração iônica em equilíbrio.

ZINCO

A forma mais prontamente disponível de zinco é encontrada na carne de animais, em particular nas carnes vermelhas e nas aves.

(72)

ZINCO

Absorção, transporte e armazenamento

Íons zinco

→ geralmente ligados a aminoácidos ou à peptídeos no lúmen

e os

íons são liberados

na borda em escova para absorção.

Absorção: ligação dos íons zinco à metalotioneína e outras proteínas dentro do citossol da célula absortiva.

Metalotioneína → carrega o zinco para a borda basolateral para a etapa de saída da célula absortiva para o sangue.

Etapa de saída: transporte ativo, pois a concentração sanguínea de zinco é

significativamente maior do que a concentração citossólica do íon.

Mecanismos ativos ou passivos

(73)

ZINCO

Absorção, transporte e armazenamento

Fatores que afetam a absorção:

Conteúdo de zinco da dieta e presença de interferentes como os fitatos.

Proteína de soja: rica em fitatos, o que pode reduzir a absorção de zinco.

 Processo, germinação, moagem e adição de fitase aos alimentos pode

aumentar a biodisponibilidade do zinco.

Dieta rica em proteínas: promove a absorção de zinco pela formação de

quelatos de zinco-aminoácidos que apresentam o zinco em uma forma mais absorvível.

(74)

ZINCO

Absorção, transporte e armazenamento

Fatores que afetam a absorção:

Beta-caroteno → forma um complexo com o zinco, mantendo-o solúvel no

lúmen intestinal, de modo a evitar os efeitos inibitórios dos fitatos.

Efeito sinérgico: concentrações adequadas de zinco contribuem para o estado nutricional equilibrado em relação à vitamina A.

Cobre e cádmio → competem pela mesma proteína carreadora: reduzem a absorção de zinco.

As altas ingestões de cálcio ou ferro reduzem a absorção e o balanço de zinco.

(75)

ZINCO

Absorção, transporte e armazenamento

Transporte no sangue

→ albumina é a principal transportadora de zinco

no plasma.

Excreção intestinal

(76)

ZINCO

Funções

Em associação com 300 enzimas diferentes (metaloenzimas) → metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas e na síntese de degradação de ácidos nucleicos.

Atua em proteínas de cromatina envolvidas na transcrição e na replicação

(DNA e RNA).

Protege contra a doença degenerativa

macular relacionada à idade.

Mácula: área especializada no centro da retina responsável pela visão nítida

(77)

ZINCO

(78)

ZINCO

Deficiência

Baixa estatura.

Hipogonadismo: alterações na produção de hormônios sexuais masculinos

e femininos, que podem afetar a reprodução.

Anemia leve.

Toxicidade

Casos de intoxicação por zinco são raros.

 Sinais de toxicidade incluem vômito, náusea, diarreia, febre, apatia e podem ocorrer após a ingestão de 4 a 8 g de zinco.

(79)

COBRE

Micronutriente

essencial

e constituinte normal do sangue.

Funções relacionadas aos tecidos: aumento do interesse no cobre.

Concentrações são mais elevadas no fígado, no cérebro, no coração e nos

rins.

As investigações recentes aumentaram a compreensão dos

papéis

fisiológicos

, da

homeostase

e das

necessidades de cobre

por todo o

ciclo da vida.

(80)

COBRE

Absorção, transporte, armazenamento e excreção

Absorção

→ intestino delgado.

Competição entre os íons cobre e outros cátions bivalentes em cada etapa.

Dentro das células absortivas intestinais

→ íons cobre estão ligados à

metalotioneína

→ maior afinidade do que ao zinco ou a outros íons.

A ingestão de fibra e fitato podem inibir levemente a absorção de cobre.

Cobre não existe como um íon livre no corpo: albumina (transporte no

plasma).

(81)

COBRE

Absorção, transporte, armazenamento e excreção

No fígado

→ cobre liga-se à

metalotioneína

.

Excreção: secretado do fígado como um componente da bile, sua

principal via de excreção

.

(82)

COBRE

Funções

Cofator essencial para várias enzimas críticas ao metabolismo

→ os

sintomas da sua deficiência são atribuídos às

falhas das enzimas

.

Produção de energia mitocondrial: por meio do envolvimento das

proteínas de transporte de elétrons e que contêm cobre.

Como parte das enzimas que contem cobre: protege contra os

oxidantes

e os radicais livres

e promove a

síntese de melanina

e de

(83)

Fontes e

recomendações

nutricionais

(84)

COBRE

Deficiência

Anemia, redução da contagem de células de defesa e anormalidades

esqueléticas como a desmineralização.

Despigmentação da pele e do cabelo e formação de elastina defeituosa.

A falha na eritropoiese (processo de produção de eritrócitos).

Os níveis diminuídos de cobre no plasma desenvolvem-se em

pacientes com doenças de má absorção, como a

doença celíaca

, por

exemplo.

(85)

COBRE

Toxicidade

A toxicidade do cobre a partir do consumo de alimentos é considerada

impossível.

Qualquer doença hepática crônica que interfira na excreção da bile pode

contribuir para a retenção do cobre.

 A cirrose biliar primária e a obstrução mecânica dos ductos da bile contribuem para um aumento progressivo da concentração de cobre do fígado.

(86)
(87)

IODO

Implementação de iodo no sal de cozinha:

eliminação da deficiência de

iodo

.

O corpo contém de 20 a 30 mg de iodo:

Destes, mais de 75% encontra-se na glândula tireoide e o restante distribuído por todo o corpo, sobretudo na glândula mamária lactante, na mucosa gástrica e no sangue.

(88)

IODO

O iodo é absorvido facilmente como iodeto.

Na circulação,

o iodo é encontrado livremente e ligado à proteína

,

sendo o iodeto ligado à forma predominante.

A excreção dá-se primariamente por meio da urina, mas pequenas

quantidades são encontradas nas fezes como resultado da secreção biliar.

(89)

IODO

O

iodo

dietético

é

necessário

para

a

síntese

de

hormônios

tireoidianos

.

O iodo é armazenado na glândula tireoide, na qual é utilizado na síntese de

tri-iodotironina (T3) e na tiroxina (T4) → ação no uso e armazenamento de

energia.

 A captação dos íons iodo pelas células da tireoide pode ser inibida pelos

bociogênicos (substâncias que são encontradas naturalmente nos alimentos).

 Couve, farelo de soja, farelo de algodão, amendoim, gergelim, mandioca, batatas-doces, algas.

Inativados pelo tratamento térmico.

(90)

IODO

(91)

IODO

(92)

IODO

As

ingestões

muito

baixas

de

iodo

estão

associadas

ao

desenvolvimento

de

bócio

endêmico ou simples, que é um aumento do

volume da glândula tireoide.

Deficiência

Cretinismo

em

lactentes

(quadriplegia,

surdo-mudez,

disartria,

baixa

estatura, hipotireoidismo).

Retardo moderado na maturação intelectual ou neuromotora: variações

menos graves da deficiência.

(93)

IODO

Apesar de as ingestões de iodo terem uma grande margem de segurança,

os limite superiores toleráveis (ULs) foram estabelecidos.

Adultos: UL de 1.100 mcg/dia.

Crianças pequenas: UL de 200 a 300 mcg/dia.

Em alguns casos, o bócio se desenvolve lentamente como consequência da

ingestão elevada de iodo, acima das necessidades fisiológicas, em longo

prazo.

(94)

SELÊNIO

Início dos estudos pelas

características tóxicas

→ envenenamento,

grave problema em regiões em que o solo contém grande concentração do

mineral.

Variação estreita da ingestão dietética para o selênio → abaixo da qual a deficiência ocorre e acima da qual a toxicidade se desenvolve.

Ingestão dietética de aproximadamente 40 mcg/dia

→ necessária para

manter a glutationa peroxidase, uma enzima que contém selênio.

(95)

SELÊNIO

Absorção do selênio

→ ocorre no

segmento superior do intestino

delgado

, é mais eficiente sob condições de deficiência.

Transporte: inicialmente ligado à albumina e, após, à globulina

α2.

As reservas corporais de selênio estão na forma de

selenometionina

(que depende da ingestão alimentar e não das necessidades orgânicas do

metal) e no fígado, na forma de

glutationa peroxidase

.

(96)

SELÊNIO

Capacidade antioxidante:

Desenvolvida principalmente pela glutationa peroxidase.

Participação na conversão do T4 para T3.

Proteção contra a ação nociva de metais pesados.

Redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis.

Função neurológica e estabilidade genômica.

Aumento da resistência do sistema imunológico.

(97)

SELÊNIO

Fontes e

recomendações

nutricionais

(98)

SELÊNIO

Fontes e

recomendações

nutricionais

(99)

SELÊNIO

Casos raros:

Pacientes com alguns tipos de câncer têm

baixas concentrações

séricas de selênio:

Associada à falha da glutationa peroxidase em varrer os radicais

livres de forma eficiente.

Pacientes com cirrose possuem

baixas concentrações plasmáticas

de selênio

, o que pode predispô-los ao câncer.

(100)

SELÊNIO

Alterações cutâneas e ungueais (abaixo das unhas das mãos e dos pés),

cárie dental.

Anormalidades GI e neurológicas.

Ingestões em excesso podem ser

mutagênicas

ou

genotóxicas

, um

ponto importante para observar em gestantes.

(101)

CROMO

O cromo potencializa a ação da insulina e

influencia o metabolismo de

carboidratos, lipídios e proteínas

.

 Relação entre o cromo e a atividade da insulina não foi completamente elucidado.

Controle da diabetes mellitus tipo 2.

Pode ter um efeito benéfico nos níveis dos triglicérides séricos.

Suplementação de cromo sozinha ou combinada com as vitaminas C e E

minimiza o estresse oxidante.

(102)

CROMO

Alto conteúdo: levedo de cerveja, ostras, fígado e batatas.

 Concentrações médias: frutos do mar, grãos integrais, queijos, frango, carnes e farelos.

 Refinação do trigo: remove o cromo juntamente com o germe e o farelo; Refinação do açúcar: fraciona o cromo nas porções de melaço.

(103)

CROMO

Resulta em resistência à insulina e algumas anormalidades lipídicas que

podem ser

melhoradas pela suplementação de cromo

.

Alguns estudos epidemiológicos sugerem baixas concentrações teciduais de

cromo em pacientes com diabetes.

Deficiência

A toxicidade do cromo a partir do alimento não foi relatada.

Cromo encontrado nos alimentos não tem efeito tóxico (Cromo III).

(104)

Sódio e cloro: principal cátion e principal ânion do fluido extracelular.

 Essenciais para manutenção do equilíbrio hídrico e eletrolítico do organismo.

 Responsáveis pela transmissão de impulsos nervosos, contração muscular e transporte ativo de moléculas através das membranas celulares.

A ingestão de sódio exerce grande influência na perda óssea.

Cálcio e sódio compartilham do mesmo sistema de transporte no túbulo renal proximal elevada ingestão de sal resulta em maior absorção de sódio e, consequentemente, maior perda de cálcio.

(105)

Sódio e cloro:

 AI para sódio: 1,2 a 1,5 g/dia para adultos. AI para cloro: 2 mg/dia para adultos.

Preocupação → elevado consumo de sal por diferentes populações: 10 a 12 g/dia.

Consumo de sal > 6 g/dia (2,4 g de sódio) = causa importante da hipertensão arterial.

(106)

Potássio: presente nas frutas, legumes e verduras.

 Cátion de maior concentração intracelular, mantido dentro da célula pelo potencial de membrana, dependente de ATP.

Assim como o sódio e o cloro, é um eletrólito responsável pela manutenção

do equilíbrio hidroeletrolítico e pelo impulso nervoso, pela contração muscular e pelo funcionamento cardíaco.

 Enzimas dependentes, como piruvatoquinase, indispensável no metabolismo de carboidratos.

(107)

Potássio:

Deficiência (hipocalemia) é rara: perdas associadas a vômitos e diarreia, sem

a devida reposição, podem desencadear a deficiência.

Hipercalemia: ocorre pela presença de nefropatias e na incapacidade de

excreção.

 Alimentos ricos em potássio: beterraba, batata-doce, espinafre, abacate (>195mg).

 AI para adultos: 4700 mg/dia.

Efeito no aumento da excreção de sódio, prevenindo a hipertensão arterial sistêmica.

(108)

 FISBERG et al. Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes. Força-tarefa Alimentos Fortificados e Suplementos. Comitê de Nutrição. ILSI Brasil, 2008. Disponível em: http://ilsi.org/brasil/wp-content/uploads/sites/9/2016/05/03-Ferro.pdf

 FOOD INGREDIENTS. Dossiê: os minerais na alimentação. Food Ingredients Brasil, n. 4, 2008. Disponível em: http://www.revista-fi.com/materias/52.pdf

 KRAUSE, Marie V.; MAHAN, L. Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 13. ed. São Paulo, SP: Elsevier, 2013. 1227 p. ISBN 978-85-352-7220-8.

 NELSON, David L.; COX, Michael M.; LEHNINGER, Albert L. Princípios de bioquímica de Lehninger. 6. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2014. xxx, 1298 p. ISBN 9788582710722.

 OLIVEIRA, Ana F.; ROMAN, Janesca A. Nutrição para tecnologia e engenharia de alimentos. 1 ed. Curitiba, PR: Editora CRV, 2013. 190 p. ISBN 978-85-8042-605-2.

 Figuras: Google imagens https://www.google.com/imghp?hl=pt-pt

REFERÊNCIAS

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