100 lugares para Dançar
100 lugares para dançar é uma cartografia dançada e sonhada de três cidades brasileiras: Santos, São Paulo e Rio de Janeiro. É composta por 200 mini-vídeos danças disponíveis no sítio na internet –
http://100lugaresparadancar.org e também é apresentada aqui como
video-instalação.
Trata-se de um estudo de improvisação, no qual a superfície do corpo - feita das roupas, das cores e dos cabelos - contornam a dança que é concebida no instante da sua execução.
É do encontro com as pessoas, prédios, muros, barcos, containers, bares, escadas, águas, ruínas e sonhos que essa dança desvenda a cidade. São detalhes, informações, experiências, memórias e civilidades que comunicam a sensação de morar/dançar em Santos, em seus não-lugares, cheios de danças instantâneas e efêmeras. Lugares onde o corpo (des)especula, vira um espectro, sorve, sucumbe e se dissolve entre a memória do futuro e o risco do passado.
Como artistas encontramos a possibilidade de dar visibilidade a contradição da falta de espaços e possibilidades culturais da cidade, em oposição à pujança econômica e especulativa do mercado. Talvez porque somos estrangeiros, talvez porque ainda há muito que conhecer, talvez porque a dança tem espaços impensáveis. Vamos atrás deles, com a câmera e o corpo na mão.
Histórico do Projeto
Criado em 2011 para a Bienal SESC de Dança de Santos, foi realizado a partir de duas referências principais: os não-lugares de Marc Augé 1 e A Vertigem das Listas, de Umberto Eco 2.
A pesquisa sobre corpo, dança e cidade, ampliou o desejo de trocar com outros criadores, e em 2012 recebemos o Prêmio Funarte Artes de Rua, que possibilitou a realização em 2013 de residencias no Rio de Janeiro e em São Paulo, a partir de trabalhos de artistas que gostaríamos de dialogar: Dani Lima e seu 100 Gestos (RJ) e Cristian Duarte e seu Hot100 (SP).
Essas parcerias funcionaram como bases de pensamento e trocas nas cidades e também realizamos um bate-papo sobre as listas, o desejo de continuar criando e desdobrando projetos artísticos e as possibilidades de vida, quando a criação e a produção andam juntas.
1 AUGÈ, M. Não-‐lugares: introdução a uma antropologia da super-‐modernidade. Campinas: Papirus, 2007.
2 ECO, Umberto. A Vertigem das listas. São Paulo: Record, 2010.
Sobre a video-instalação
100 mini-vídeos projetados ao mesmo tempo, dando a idéia de um “mosaico” dançado. Aleatoriamente, um mini-vídeo é escolhido para ser projetado sozinho.
A vertigem dos muitos lugares e danças, a proximidade com a cidade e a seleção do olhar diante da multiplicidade de estímulos de uma cidade são sensações que queremos mostrar nessa instalação.
Teve sua estréia mundial em outubro de 2013 no projeto especial da Künstlerhaus Mousonturm importante espaço de artes cênicas da cidade de Frankfurt.
A instalação integrou a mostra Tupí or not Tupí como parte da programação paralela da Feira do Livro de Frankfurt, que teve nesse ano o Brasil como país homenageado. Teve sua estréia no Brasil no SESC Pompéia em Janeiro de 2014.
Ficha Técnica
Criação e produção Mini-vídeos Santos
concepção e direção: Marina Guzzo e Vinícius Terra assistente de direção: Renata Fernandes
direção de produção: Quintos
produção executiva: Guilherme Bezerra figurinos: Lia Damasceno e Isadora Gallas
bailarinos: Andreia Yonashiro, Juliana Maia, Renata Fernandes, Conrado Federici, Vinícius Terra e Nina Guzzo.
Com a participação dos alunos do Grupo de Artes do Corpo da Unifesp- Campus Baixada Santista.
edição dos vídeos da instalação: Ivan Lemos edição de vídeos para web: Mat Guzzo design web: Clarice Lima
concepção de instalação: Gabriela Canale
apoio: Laboratório de Artes do Corpo - UNIFESP Campus Baixada Santista São Paulo
Direção e concepção: Marina Guzzo Direção de Fotografia: Vinícius Terra
Dança e Jogos Cênicos: Quintos (Conrado Federici, Marina Guzzo, Renata Fernandes e Vinícius Terra)
Pesquisa imagética da cidade: Vinícius Terra e Renata Fernandes Figurinos: Lia Damasceno
Assistente de fotografia: Gabriel Cabral e Lenita Tonon Edição: Mat Guzzo
Produção Executiva: Renata Fernandes Produção local: Guilherme Funari
Apoio: Laboratório Corpo e Arte UNIFESP- Campus Baixada Santista e Associação dos Artistas Santos
Colaboração artística: Cristian Duarte e Lote#2
Financiamento: FUNARTE- Prêmio Artes Cênicas de Rua 2012 Direção de Produção: Marina Guzzo
Participação dos artistas: Aguieska Ribeiro, Alexandre Magno, Aline Bonomin, Bia Evrard , Clarice Lima , Cristian Duarte , Kathyenne de
Carvalho, Leandro Berton, Marilia Merle Tirintan, Nathalia Catharina , Rafaela Camargo, Renato Fagundes, Rodrigo Andreolli, Tatiana Heide
Rio de Janeiro
Direção e concepção: Marina Guzzo Direção de Fotografia: Vinícius Terra
Dança e Jogos Cênicos: Quintos (Conrado Federici, Marina Guzzo, Renata Fernandes e Vinícius Terra)
Pesquisa imagética da cidade: Beatriz Giacomini Cruz Figurinos: Lia Damasceno
Assistente de fotografia: Tatiana Devos Gentile Edição: Mat Guzzo
Site: Clarice Lima
Produção Executiva: Renata Fernandes Produção local: Calixto Neto
Apoio: Centro de Artes da Maré, Cau Fonsesca, Lia Rdrigues Cia. De danças Restaurante ZIssou, Laboratório Corpo e Arte UNIFESP- Campus Baixada Santista e Associação dos Artistas Santos
Colaboração artística: Dani Lima Agradecimento: Lia Rodrigues
Financiamento: FUNARTE- Prêmio Artes Cênicas de Rua 2012 Direção de Produção: Marina Guzzo
Com a participação dos artistas: Alexandre Magno, Beatriz Giacominni Cruz, Calixto Neto, Clara Cavalcante, Dani Lima, Felipe Vian, Gabriela Cordonez, Glaciel Farias, Leonardo Fonseca, Lia Rodrigues, Lindon Shimizu, Luana Bezerra, Luíza Cascon, Thiago de Souza
Marina Guzzo
Bailarina e pesquisadora, docente da UNIFESP, se interessa em dar visibilidade para os modos de
produção da arte e da cultura por meio das práticas corporais. Concentra suas criações na interface das
linguagens artísticas, misturando a dança, a performance e o circo para explorar os limites do corpo
e da subjetividade humana. Vinícius Terra
Vinicius Terra é docente da área de saúde há dez anos e recentemente tem produzido criações multimídia para
expor as suas pesquisas acadêmicas, nas quais pesquisa relações entre corpo, arte e ciência, com
ênfase nas biotecnologias e mapeamentos do corpo. Como jovem artista, concentra suas produções na área
de videodança, instalações e performance. Coordena o Laboratório de Corpo e Arte e colabora com o coletivo
Quintos desde 2010. OS Quintos
Formado pelos artistas-pesquisadores Marina Guzzo, Vinícius Terra, Renata Fernandes e Conrado Federici,
Quintos é um coletivo sem história. Nasce e morre na cidade de Santos e traz a potência do estranhamento
em suas criações. Movido pelas convergências e dissonâncias entre a arte e a ciência, realiza
experimentações com o corpo e o movimento, por meio da dança, do texto, do som e da imagem.
O coletivo faz parte do Laboratório de Corpo e Arte, da Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada
Santista, onde três de seus integrantes são professores. Conta com a colaboração de outros pesquisadores