PROCESSO Nº: 02/1540 ARQUIVO: DARN/EIA/01
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E
STUDO DE
I
MPACTE
A
MBIENTAL
PROJECTO DE AMPLIAÇÃO DA PEDREIRA N.º 5612 – MIMOSA
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ÍNDICE GERAL
1 INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS... 3
2 DEFINIÇÃO DA ÁREA ESTUDADA ... 3
3 DEFINIÇÃO E DESCRIÇÃO DO PROJECTO ... 7
4 CARACTERIZAÇÃO DA SITUAÇÃO ACTUAL DO AMBIENTE... 10
5 PRINCIPAIS IMPACTES E MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO... 14
6 PLANO DE MONITORIZAÇÃO AMBIENTAL... 21
7 CONCLUSÃO ... 23
8 ANEXOS... 23
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 - Localização e distâncias das povoações mais próximas à área do projecto ... 6Tabela 2 - Principais acções associadas às várias fases do projecto... 7
Tabela 3 - Síntese dos principais impactes ... 14
Tabela 4 - Síntese das medidas propostas de minimização e potenciação de impactes ... 17
Tabela 5 - Síntese das acções de monitorização propostas ... 22
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 - Localização do concelho onde se insere o projecto, à escala nacional e regional ... 4Figura 2 – Localização da actual e futura área da Pedreira n.º5612-Mimosa, à escala local ... 5
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1 INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS
Este documento, Resumo Não Técnico (RNT), é parte integrante do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Projecto de Ampliação da Pedreira nº5612 “Mimosa”.
O âmbito do EIA foi definido de acordo com a legislação em vigor em termos de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), nomeadamente de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º69/2000, que estabelece o regime jurídico de avaliação de impacte ambiental dos projectos públicos e privados susceptíveis de produzirem efeitos significativos no ambiente.
Por essa via, este Resumo, visa salientar os aspectos mais relevantes do referido Estudo de Impacte Ambiental, sintetizando os impactes positivos e negativos no ambiente do projecto em causa, e servindo de base à consulta pública.
De referir que este EIA é acompanhado por um Plano de Pedreira composto pelo Plano de Lavra e Plano Ambiental de Recuperação Paisagística.
Assim sendo, é de referir que a Pedreira n.º 5612 - Mimosa está actualmente a ser explorada
pela empresa Mota & C.ª, S.A. que, na qualidade de proponente do projecto, adjudicou a
elaboração do presente EIA à empresa Publiambiente – Equipamentos e Serviços para a Protecção do Ambiente, Lda.
Visto que o projecto em estudo consiste na ampliação de uma unidade extractiva (pedreira) já existente há vários anos no local (que se insere inclusive numa área onde existem várias outras unidades similares de média e grande dimensão), constituiu-se desde logo como um dos objectivos principais do EIA, identificar e avaliar os impactes inerentes à prossecução de tal projecto com base na caracterização da situação actual e nas acções associadas à ampliação preconizada.
Consequentemente, pretendeu-se definir e recomendar as medidas necessárias para evitar e minimizar, ou compensar, os impactes negativos resultantes das actividades inevitavelmente associadas a este projecto, potenciando, na medida do possível, os impactes positivos a ele também inerentes.
2 DEFINIÇÃO DA ÁREA ESTUDADA
A Pedreira n.º 5612 - Mimosa, localiza-se no Distrito do Porto, Concelho de Penafiel, Freguesia de Cabeça Santa, mais concretamente no lugar de Fontão de Cima.
Embora a área de implantação do projecto não ultrapasse a escala local - lugar de Fontão de Cima - os limites geográficos considerados no estudo extravasaram esta dimensão, uma vez que a sua avaliação de uma forma integrada e dinâmica tem necessariamente efeitos a escalas superiores.
Nas figuras seguintes apresentam-se as plantas de localização geográfica da Pedreira n.º 5612 - Mimosa e correspondente zona envolvente, a diferentes escalas espaciais:
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Figura 2 – Localização da actual e futura área da Pedreira n.º5612-Mimosa, à escala local
Povoação Quintã Área futura da pedreira Habitações de Bensal Área actual pedreira Povoação de Cabeça Santa Povoação de Fontão de Cima Povoação de Meios Pedreiras Maciço de Rio Moinhos
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Como já referido, existe no local a laborar (devidamente licenciada) uma pedreira com cerca de 3,5ha de área, pretendendo-se, com este projecto, ampliar a sua área total de exploração para 22,1ha, através da aquisição de terrenos confinantes.
Nestes moldes a exploração confinará a Norte com uma área extractiva (onde existem outras pedreiras de grande dimensão), a Sul com áreas florestais e de baldio, a Este com a estrada em terra batida que serve as pedreiras do Maciço de Rio de Moinhos e a Oeste com áreas agrícolas marginais à Ribeira das Lajes. Salienta-se ainda que no limite SW desta exploração se localiza a povoação de Fontão de Cima.
Deve-se salientar que tanto a área de exploração actual, como a ampliação proposta, se enquadram, em termos de ordenamento territorial, em “espaços para indústrias de extracção de granitos”, mais especificamente em “área cativa e de reserva”.
O acesso à pedreira faz-se actualmente através da EN106 que liga Entre-os-Rios a Penafiel. Esta via permite a ligação à EN312 e posteriormente à EM589, a qual, seguindo em direcção a Cabeça Santa possibilita o acesso à área de exploração da pedreira, junto ao lugar de Bensal.
As povoações mais próximas da área do projecto são Bensal1 e Fontão de Cima,
localizando-se ainda na sua envolvente as povoações de Meios, Cabeça Santa, Fontão de Baixo e Quintã, cuja orientação e distância relativa à pedreira se apresentam na tabela seguinte:
Tabela 1 - Localização e distâncias das povoações mais próximas à área do projecto
Povoação Localização relativa à área do projecto povoação à área do projecto (m) Distância aproximada da
Bensal NW 75 Cabeça Santa WSW 1000 Fontão de Cima SSW 125 Fontão de Baixo SSW 1000 Meios SSW 625 Quintã NNE 1125
Face à proximidade de alguns das povoações referenciadas, é de salientar desde já que uma das medidas previstas neste projecto, para minimizar os impactes porventura mais significativos para a qualidade de vida das populações – paisagem, ruído e empoeiramento - é a construção de um talude em terra ao longo do limite da área do projecto, principalmente nas zonas confinantes mais próximas de habitações, reforçado com uma cortina arbórea. Esta medida funcionará como uma barreira natural, em harmonia com o meio biofísico, aos impactes negativos mais significativos resultantes deste tipo de actividade.
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3 DEFINIÇÃO E DESCRIÇÃO DO PROJECTO
A necessidade de ampliação desta pedreira resulta essencialmente da incapacidade técnica de adaptar a exploração existente aos moldes em que se desenvolve actualmente a extracção de inertes. De facto, esta pedreira, de onde outrora se extraía granito que abastecia pequenas unidades industriais de produção de cubos e cantarias localizadas na sua envolvente imediata, foi sendo explorada ao longo dos anos de uma forma artesanal, não intensiva, e sem grandes cuidados técnicos e ambientais.
Como fruto desta exploração desordenada, e tendo em conta o tipo de material extraído veio todo o local a constituir-se como um factor de risco para o ambiente e segurança das pessoas e bens que por ali transitavam, quer pela acumulação de resíduos (inertes, sucatas,…), quer pelas cavidades sem protecção que proliferavam em toda a sua área (inclusive também existentes na área de expansão pretendida).
Com a sua aquisição pelo actual proponente do projecto, foi alterado o seu propósito, destinando-se agora o material extraído à produção de inertes para a construção civil e obras públicas, o que implica desde logo um maior aproveitamento do recurso mineral, pois praticamente todo o produto extraído é valorizável (destinar-se-á a ser transformado em gravilha, rachão e tout-venant de base e de sub-base).
Com a ampliação da actual área de lavra, a área extractiva passará a ser de 15,7ha, a que
correspondem reservas geológicas totais na ordem dos 14.167.000m3. A um ritmo de produção
anual de 250.000.m3/ano de inertes esta exploração terá um tempo de vida útil estimado de
cerca de 57 anos.
As acções que se prevêem com este projecto podem-se agrupar em duas fases distintas mas ao mesmo tempo complementares, a fase de exploração e a de recuperação. A tabela seguinte especifica estas acções:
Tabela 2 - Principais acções associadas às várias fases do projecto
FASES ACÇÕES
Preparação da área de exploração
• Desactivação/Desmantelamento das
instalações industriais existentes, com remoção dos resíduos resultantes;
• Desmatagem;
• Decapagem do solo;
• Remoção e acondicionamento do solo para posterior utilização;
• Implantação/Construção das instalações industriais e de apoio;
FASE DE EXPLORAÇÃO
• Preparação da frente para desmonte
• Desmonte do material (perfuração e carregamento dos furos com explosivos);
• Limpeza da frente desmontada;
• Carregamento do material desmontado e transporte interno; • Britagem dos inertes em várias granulometrias;
• Estoquagem de material;
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FASES ACÇÕES
FASE DE RECUPERAÇÃO
• Criação/reforço da cortina arbóreo-arbustiva nos limites da área de pedreira;
• Desactivação/Desmantelamento das instalações industriais e de apoio, com remoção dos resíduos resultantes;
• Modelação da morfologia do terreno;
• Cobertura com solo vegetal e reflorestação ou recuperação paisagística;
Em termos operativos a exploração desenvolver-se-á do seguinte modo:
O método de exploração preconizado mantém-se similar ao actualmente existente, ou seja, a céu aberto, parte em flanco de encosta e parte em rebaixo.
Antes de se iniciar a exploração propriamente dita (na área de ampliação) efectuar-se-ão as operações de remoção das infraestruturas remanescentes da actividade desenvolvida por anteriores exploradores (telheiros, etc), seguindo-se a desmatagem e decapagem do solo vegetal, que será armazenado em local próprio (nos taludes de protecção já referenciados), para posterior utilização na fase de recuperação paisagística.
Proceder-se-á de seguida ao desmonte com explosivos da massa mineral. A utilização daqueles, saliente-se, revestir-se-á dos maiores cuidados de modo a não afectar a segurança de pessoas e bens.
A exploração avançará então numa única frente, segundo a direcção de NE, aproveitando a topografia natural do terreno, dando origem a bancadas de trabalho com cerca de 15 metros de altura e 5 de largura.
Segue-se a limpeza da bancada com a remoção da rocha desmontada e o seu transporte (por dumper) para a unidade de transformação (britagem) de modo a libertar espaço para a circulação de pessoal e equipamentos, para a realização dos desmontes subsequentes.
O material desmontado é então carregado na unidade de britagem, que será uma unidade nova e de concepção recente
(incorporando já tecnologia de minimização de impactes ambientais – ruído e empoeiramento), que se situará na actual exploração, em local devidamente protegido por barreiras naturais, quer em termos visuais, quer em termos de emanações de ruído e empoeiramento.
Esta unidade funcionará por via seca, dando origem aos produtos inertes utilizados na construção civil e obras públicas, que serão expedidos por camião para os locais de consumo.
No ano cruzeiro do projecto estima-se um movimento de 110 camiões por dia, sendo que actualmente este corresponde a uma média de 80 camiões/dia.
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Proposta de Revestimento
Vegetal
Em anexo, Desenho I – Planta de Exploração (Situação Final) localizam-se as infra-estruturas
instaladas e a instalar na área de projecto, nomeadamente, central de britagem, báscula, escritório, sistema de lavagem de rodados das viaturas, oficinas entre outras.
Para a prossecução dos objectivos de produção, esta exploração laborará entre as 8:30 e 17:30, e empregará permanentemente uma equipa de cerca de 21 trabalhadores, munida maquinaria de transporte e movimentação diversa, constituída por modernos dumpers, pás carregadoras, perfuradora, escavadora e conjunto industrial.
Já no que concerne à fase de recuperação da área sujeita a exploração prevê-se, entre outras acções, a modelação e revegetação de toda a área intervencionada como é devidamente especificado no Plano Ambiental de Recuperação Paisagística.
Estas acções decorrerão de uma forma faseada, quer durante o período de exploração, como após o seu término, nomeadamente:
FASE 1 – Recuperação a curto prazo
Esta fase será de implementação imediata e consistirá principalmente na vedação de toda a área da pedreira e reforço da cortina arbórea existente. Terá como finalidade diminuir o impacte visual imediato e ao mesmo tempo impedir a propagação para o exterior de ruído e poeiras. Será também a fase de implementação da rede de drenagem das águas pluviais em redor de toda a área da pedreira.
FASE 2 – Recuperação segundo o avanço da exploração
Esta recuperação será feita de forma gradual consoante o avanço da exploração, iniciando-se nas áreas entretanto disponibilizadas (onde a exploração esteja terminada), de montante para jusante. Esta será a fase mais longa e que se prolongará durante o período de vida útil da pedreira. Conforme já foi referido, após a cessação da exploração do mineral nas diversas áreas de exploração, estas serão, de imediato tratadas e revegetadas de modo a que a sua integração paisagística e ambiental se processe com a maior celeridade possível.
No entanto e atendendo à natureza intrínseca da actividade de exploração de pedreiras em profundidade, uma parte significativa destes trabalhos apenas poderão ser realizados após o final dos trabalhos de exploração da pedreira.
FASE 3 – Fase final de recuperação
Durante esta fase serão finalizados os trabalhos de reflorestação e revestimento herbáceo-arbustivo nas zonas da plataforma final de exploração e plataforma de implantação dos anexos de pedreira. Será também a fase de fecho do projecto e de criação de condições de
segurança para o futuro de todo o local afectado pelo projecto (ver anexo Desenho 2 – PARP
– Planta de Recuperação).
O revestimento vegetal final será feito por uma sementeira de mistura herbáceo-arbustiva, recriando uma zona verde que será posteriormente arborizada com espécies autóctones. Através de hidrossementeira cobrir-se-ão as plataformas e taludes finais de recuperação, utilizando-se espécies vegetais típicas da região e adaptadas às condições edafo-climáticas da região do Entre-Douro e Minho. Posteriormente serão plantadas espécies arbóreas como sejam: pinheiro bravo e silvestre (pinus pinaster e pinus silvestris) e o eucalipto (eucaliptus globus).
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4 CARACTERIZAÇÃO DA SITUAÇÃO ACTUAL DO AMBIENTE
A caracterização da situação actual, também designada por situação de referência, foi baseada na análise dos aspectos ou descritores biofísicos e sócio-económicos considerados mais relevantes face às características do projecto e às particularidades da própria área estudada.
Nessa conformidade é de salientar que a área do projecto não é virgem de intervenção humana, dado que tem vindo a ser explorada, já há algumas décadas, por outras empresas, apresentando sinais evidentes de degradação em termos biofísicos.
Aliás a própria Autarquia classifica esta zona, em termos de figura de planeamento, como área de “espaços para indústrias de extracção de granitos”, reconhecendo o seu valor económico e assumindo a actividade historicamente desenvolvida.
A zona de implementação do projecto caracteriza-se por povoamentos concentrados e um elevado número de pequenos lugares. Estes aglomerados dispersos localizam-se preferencialmente nos locais de maior acessibilidade, predominantemente em zonas baixas, estando as zonas de cota mais elevada destinadas ao uso florestal.
A freguesia de Cabeça Santa, à qual pertence a área do projecto, apresentava 2537 habitantes nos censos de 2001, sendo este um quantitativo populacional elevado comparativamente à tendência regional.
Em termos de estrutura etária a região estudada (freguesias do concelho de Penafiel e Marco de Canaveses mais próximas da área do projecto) caracteriza-se genericamente por uma estrutura etária relativamente equilibrada e jovem.
Na freguesia de Cabeça Santa a taxa de desemprego total é de 4,0%, excedendo bastante o das restantes freguesias envolventes ao projecto.
No que concerne às actividades económicas em termos regionais, é notório o elevado peso do sector secundário enquanto empregador de população activa. A expressão deste sector é baseada fundamentalmente no emprego das unidades industriais de extracção e transformação, assim como no sector têxtil.
A um sector terciário de fraca expressão junta-se ainda um mais débil sector primário, que na área em estudo se baseia, essencialmente, nas actividades da agricultura e silvicultura sob a forma de pequena propriedade.
Em termos de acessibilidade, a área de estudo é constituída por uma rede viária com estradas de diversas classificações. Assim, em termos de acessos principais temos (ver também Figura 3):
EN 106 –liga Vizela a Entre-os-Rios, passando por Penafiel e São Vicente; EN 312 –liga a EN 106 à EM 589;
EN 320 – que liga Aguiar de Sousa a Melres
EM 589 – liga a EN 312 à EN 320, passando pelo lugar de Bensal, junto à área do projecto; EM 589-1 – liga a EM 589 à EN 106
EM 1302 – liga o lugar de Souto Maior, em Perozelo, à EM 589 EM 1303 – liga a EN 312 à EM 1304;
EM 1304 – liga a EN 106 à EM 589
EM 1304-1 – liga a EM 1304 à EN 106, passando pelo lugar de Calçada; EM 1305 – liga Meios à EM 589;
EM 1310 – liga Eja à EN 312.
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Figura 3 – Rede viária na zona envolvente da área do projecto
Fonte: Carta Militar de Marco de Canaveses – Folha n.º124 (1/25.000), IGE, 1997
Para além das vias já referidas, que servem a área de estudo a norte e a sul e que serão as vias mais importantes no escoamento dos produtos da exploração, importa assinalar o seguinte acesso:
Estrada em terra batida – estabelece a ligação entre a EM 589 e a área do projecto, numa extensão de aproximadamente 200 m, passando paralelamente ao lugar de Bensal.
No futuro próximo a construção do IC35 será uma alternativa à actual EN 106 entre Penafiel (IP4) e Entre-os-Rios, sendo uma mais valia ao escoamento dos produtos finais da pedreira, e permitindo uma minimização dos impactes nas populações, inerentes à circulação de veículos. Considerando agora a componente biofísica, a área referente ao local em estudo, insere-se nos terrenos graníticos da Zona Centro Ibérica (ZCI), que corresponde a uma das unidades mais importantes do Maciço Hespérico.
É também de salientar que o local em estudo se insere numa zona com grande estabilidade tectónica e risco sísmico reduzido a baixo.
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A hidrogeologia da área é marcada por formações rochosas com uma permeabilidade muito variável.
No local da pedreira, a drenagem das águas resultantes da precipitação é condicionada pelos vários sistemas de fracturas e influenciada pela ausência de uma zona de alteração mais espessa. Implica este facto que, no processo de drenagem, o escoamento superficial poderá sobrepor-se à infiltração. A vulnerabilidade dos aquíferos, na área da pedreira e na sua envolvente mais próxima é, por essa via, moderada.
Relativamente aos recursos hídricos superficiais, a bacia hidrográfica que abrange a área em análise é a bacia do Rio Douro, mais concretamente a sub-bacia do Rio Tâmega.
Na actual pedreira e futura ampliação não são intersectadas quaisquer linhas de água, existindo apenas, na sua vertente Oeste, uma linha de drenagem de carácter permanente - Ribeira das Lajes, que é um afluente do Rio Tâmega.
Em todo o caso e a fim de melhor caracterizar os recursos do local a este nível efectuou-se, no âmbito do EIA, um levantamento hidrogeológico, onde se inventariaram pontos de água subterrânea e superficial em toda a envolvente da área interessada pelo projecto.
Concluiu-se nesse estudo que existem já vários focos poluentes com origem natural e/ou antropogénica, provenientes designadamente de:
Actividade agrícola, tanto a montante como a jusante, derivada do uso de produtos químicos contendo elevados teores de nitratos e cloretos;
Actividade doméstica de Bensal (a Noroeste) e Fontão de Cima (a Sul) com a descarga dos efluentes domésticos no solo sem qualquer tipo de tratamento;
Actividade industrial, sendo de destacar as pedreiras existentes, sobretudo a Este da área do projecto e os telheiros localizados a Oeste.
No que respeita a áreas regulamentares, como já referido, e de acordo com o Plano Director Municipal de Penafiel foi possível verificar que o projecto não se localiza em nenhuma área sensível, antes pelo contrário, localiza-se em área especificamente prevista para a actividade a desenvolver. É de salientar que esta classificação abrange não só a pedreira já existente, licenciada há vários anos, como também a área de ampliação pretendida.
Em termos de vegetação, a existente na área em estudo é caracterizada por uma notória intervenção humana, visível pela substituição progressiva da associação de espécies autóctones por povoamentos de pinheiro bravo e de eucalipto. Nesse sentido o local apresenta já um coberto florestal de reduzido valor genético e ecológico, não estando, por essa via, reunidas as condições necessárias ao desenvolvimento de vegetação com interesse ecológico e/ou paisagístico, nem à vida animal que lhe estaria associada.
No que concerne à qualidade do ambiente no local haverá que distinguir:
Qualidade da Água – Nos estudos efectuados no âmbito do EIA, nomeadamente no inventário hidrogeológico, foi possível concluir que as águas superficiais da envolvente à área do projecto, tanto a montante, como a jusante desta, encontram-se já bastante poluídas pela actividade extractiva que aí se desenvolve, não sendo o panorama significativamente melhor na qualidade das águas subterrâneas, devido à actividade agrícola e ausência de sistema de saneamento básico que sirva as populações na envolvente
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Qualidade do Ar - Um dos principais impactes associados à actividade de uma pedreira é a emissão de elevadas quantidades de partículas sólidas finas (poeiras). Estas são de facto o mais significativo poluente atmosférico resultante deste tipo de exploração, que têm origem em dois tipos de fontes: as fontes de processo (furação, carregamento, britagem, etc) e as fontes fugitivas (circulação de viaturas). O local, como referido, já é caracterizado por esta actividade, sendo notória a dispersão de poeiras (nos meses secos) decorrente da actividade desta e das pedreiras a montante, que por se situarem a uma cota mais elevada, potencialmente causam maior impacte para as populações envolventes.
Ruído Ambiente – O ruído é também um dos aspectos com maior impacte associado à actividade de exploração de inertes. Nos estudos efectuados foi possível constatar que já existem várias fontes sonoras com potencial de incomodidade na área, sendo elas: • A actividade da pedreira constante deste projecto;
• As actividades de extracção e transformação de inertes das pedreiras existentes na envolvente;
• O tráfego rodoviário da EM 589;
• A actividade de uns pequenos estaleiros de transformação da rocha de granito, localizados a Oeste da Pedreira, junto à EM 589.
Na área de estudo verificou-se que os níveis sonoros decrescem de Este para Oeste à medida que aumenta a distância às áreas das pedreiras vizinhas e diminui a altitude;
Vibrações: Também neste caso as vibrações são um aspecto ambiental intimamente ligado à exploração de inertes, mormente ao tipo de exploração em causa. Maioritariamente são causadas pelos rebentamentos originados pelas detonações no desmonte do maçico granítico. Sendo a área caracterizada por explorações deste género é natural que estes impactes já se façam sentir. Nos estudos efectuados concluiu-se que a actividade extractiva já desenvolvida nesta Pedreira, não está a ser geradora de quaisquer vibrações que possam causar danos nas infra-estruturas da vizinhança.
Em termos de paisagem da área em estudo, foi possível constatar que esta se encontra já bastante artificializada, sendo contudo protegida por um estrato florestal pouco denso.
A qualidade visual é na generalidade baixa, decorrente da presença de um coberto florestal dominado por povoamentos de pinheiro e eucalipto.
Finalmente, na zona da Pedreira n.º 5612 - Mimosa (actual e de ampliação) não se detectou qualquer referência histórico-arqueológica.
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5 PRINCIPAIS IMPACTES E MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO
Considerando a tipologia do projecto de ampliação preconizado e com base na análise efectuada admitiu-se que os principais impactes ambientais daí decorrentes serão desencadeados nas acções de preparação e, sobretudo, no decorrer da exploração
propriamente dita (ver Tabela 2 - Principais acções associadas às várias fases do projecto). Verifica-se que é
durante aquela última fase que ocorrem os impactes negativos mais significativos, embora a maioria deles apresente um carácter marcadamente temporário e reversível.
Durante estas acções os impactes (negativos e positivos) mais significativos estão directamente relacionados com os seguintes aspectos:
Tabela 3 - Síntese dos principais impactes
DESCRITOR FASE/ACÇÃO IMPACTE
Geologia Exploração/ execução do Pano de Lavra Remoção da formação geológica, em consequência da actividade de exploração;
Exploração/preparação da
área de exploração Alteração do moldado granítico em consequência da remoção da camada superficial e das terraplanagens para alteração/implantação das infra-estruturas;
Exploração/ execução do
Pano de Lavra Alteração da topografia local; Aumento do potencial de erosão; Geomorfologia
Recuperação/
implementação do PARP Enquadramento da topografia com a paisagem local; Exploração/preparação da
área de exploração Alteração da rede de drenagem natural, em consequência da aplicação do Plano de Lavra; Alteração da qualidade da água subterrânea em consequência de derrames acidentais;
Exploração/ execução do
Pano de Lavra Alteração da drenagem do aquífero, em consequência da cota de exploração; Alteração da qualidade da água subterrânea devido a derrames acidentais
Hidrogeologia
Recuperação/
implementação do PARP Alteração da qualidade da água subterrânea; Reposição do nível freático;
Exploração/acções de
preparação Destruição e anulação da aptidão dos solos para o uso florestal; Potenciação de processos erosivos;
Exploração/ execução do
Pano de Lavra Destruição gradual da estrutura e do uso do solo que passa de florestal para industrial; Solo
Recuperação/
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DESCRITOR FASE/ACÇÃO IMPACTE
Exploração/Execução do
Plano de Lavra Alterações no regime hídrico da Ribeiras das Lajes, devido a modificações na taxa de infiltração das águas pluviais;
Recursos Hídricos
superficiais Recuperação/
implementação do PARP Restabelecimento do regime hídrico local, devido à recuperação gradual da capacidade de infiltração da água no solo;
Exploração/decapagem do terreno, desmatagem; movimentação de terras e consequente emissão de poeiras
Remoção total da vegetação existente na área de exploração;
Destruição e/ou perturbação do habitat da fauna Património
Natural
Recuperação/implementação
do PARP Criação de novos habitats para a fauna; Reposição e melhoria do coberto vegetal existente na área do projecto; Exploração/acções de preparação da área de exploração, movimentação de terras, perfuração, desmonte e britagem, transporte interno do material extraído
Alteração da qualidade da água (aumento do teor em sólidos suspensos totais) e /ou contaminação com origem em derrames acidentais de produtos químicos;
Assoreamento das linhas de água superficial, em especial a Ribeira das Lajes
Qualidade do Ambiente - Água
Recuperação/ Revegetação
da área Diminuição da escorrência superficial das águas e consequente cessação do assoreamento das linhas de água;
Alteração da qualidade da água Exploração/ acções de preparação da área de exploração, circulação interna de veículos, perfuração, desmonte, britagem
Alteração da qualidade do ar na área do projecto e na sua envolvente mais próxima, consoante o regime de ventos;
Qualidade do Ambiente – Ar
Recuperação/ Revegetação
da área Alteração da qualidade do ar na área do projecto e sua envolvente Exploração/perfuração dos
furos, desmonte, carregamento, britagem,
expedição do produto final
Acréscimo dos níveis sonoros na área do projecto e sua envolvente;
Acréscimo dos níveis sonoros existentes nas principais vias de circulação dos veículos de transporte dos produtos finais;
Qualidade do Ambiente –
Ruído Recuperação/ plantação e reforço da cortina arbórea no limite da área do projecto Encerramento da actividade de exploração
Atenuação dos níveis sonoros existentes na área do projecto e na sua envolvente;
PROCESSO Nº: 02/1540 ARQUIVO: DARN/EIA/01
EDIÇÃO: F-R02
DATA: JUNHO /03 PÁGINA16 DE 23 TRABALHO: Resumo Não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental do Projecto de Ampliação da Pedreira Nº 5612 - Mimosa
DESCRITOR FASE/ACÇÃO IMPACTE
Qualidade do Ambiente –
vibrações
Exploração/ desmonte Perturbação/ alteração da qualidade de vida das populações de Bensal de Fontão de Cima;
Danos nas infra-estruturas mais próximas da futura área de extracção;
Exploração/actividade de exploração propriamente dita; manutenção de equipamento e maquinaria de apoio à exploração
Acréscimo dos quantitativos de resíduos comparativamente ao montante já produzido com a actual exploração;
Produção novos tipos de resíduos; Derrame acidental de resíduos perigosos; Qualidade do ambiente – Resíduos Industriais Recuperação/encerramento da actividade e recuperação da área
Redução na produção de resíduos;
Eliminação de todos os resíduos existentes à data na área do projecto com o seu encaminhamento para os destinos adequados;
Exploração/ desmatação, destruição e remoção do solo; circulação de pessoas, máquinas e viaturas;
Execução da lavra com consequente alteração radical da forma actual do relevo;
Decréscimo da qualidade visual da área
Paisagem
Recuperação/ modelação, estabilização e revestimento vegetal dos taludes a criar para recuperara as bancadas de desmonte em flanco encosta
Criação de uma forma de relevo mais naturalizada que permita minimizar a ocorrência de fenómenos erosivos;
Acréscimo da qualidade visual da área de intervenção devido ao aumento da variedade e diversidade da vegetação;
Melhoria da integração paisagística da área do projecto na paisagem envolvente;
Sócio-economia
Exploração/ execução do
plano de lavra Criação de novos postos de trabalho para a população ao nível local e regional; Incremento das condições necessárias para a fixação de população nas actuais populações de residência; melhoria da qualidade de vida das populações;
Incremento do crescimento do sector terciário;
Ordenamento do Território
Exploração/execução do plano de lavra; circulação de veículos de transporte de inertes;
Substituição do uso florestal pelo uso industrial inerente à extracção de inertes e implantação de equipamentos e infra-estruturas;
Valorização/rentabilização económica, dada a expansão da área de extracção;
PROCESSO Nº: 02/1540 ARQUIVO: DARN/EIA/01
EDIÇÃO: F-R02
DATA: JUNHO /03 PÁGINA17 DE 23 TRABALHO: Resumo Não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental do Projecto de Ampliação da Pedreira Nº 5612 - Mimosa
DESCRITOR FASE/ACÇÃO IMPACTE
Recuperação/criação de uma floresta com espécies vegetais autóctones;
Criação de um espaço com usos recreativos integrados para usufruto da população;
Revitalização biológica, cénica e económica do espaço afectado;
Considerando a análise efectuada considerou-se que a generalidade dos impactes negativos resultantes da exploração da futura área de ampliação da Pedreira n.º 5612 - Mimosa são passíveis de prevenção, controle e minimização.
Para maximizar, reduzir ou mesmo eliminar os impactes inerentes à execução de um projecto desta envergadura, propuseram-se no EIA várias medidas, cuja natureza, fase de implementação e descrição sumária se apresentam na tabela seguinte:
Tabela 4 - Síntese das medidas propostas de minimização e potenciação de impactes
IMPACTE FASE MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO E DE POTENCIAÇÃO DE IMPACTES
Solo, Paisagem, Património Natural
A execução das acções consideradas no Plano de Ambiental de Recuperação Paisagística, devem iniciar-se atempadamente já que a recuperação progressiva e articulada com o Plano de Lavra possibilitará optimizar o processo global de exploração/recuperação da área; Todo o solo decapado (terra vegetal) deverá ser armazenado em áreas limítrofes, como indicado nas Plantas anexas ao Plano de Pedreira, e preservado do pisoteio, de modo a ser reutilizado nas acções de recuperação das bancadas de desmonte em flanco de encosta;
Previamente aos trabalhos de desmatação e de corte de árvores, dever-se-á proceder à delimitação da área de intervenção, com o objectivo de não se proceder a intervenções desnecessárias em áreas exteriores, evitando-se assim a afectação de vegetação que interessa conservar; As operações de desmatação devem ser faseadas consoante as necessidades de abertura de novas frentes de trabalho, de forma a reduzir, tanto quanto possível, a área de solo desnudado minimizando fenómenos erosivos; Recursos hídricos Exploração (Ac ç ões d e Prepara ç ão )
Nos trabalhos de movimentação de terras em especial na vertente W e S da área de pedreira, deverá evitar-se o derrube da vegetação ribeirinha ao longo da Ribeira das Lajes, bem como a sua obstrução com terras resultantes da movimentação dos terrenos;
Todas as águas que drenem para o interior da área da pedreira nunca deverão ser encaminhadas para as linhas de água naturais sem antes passar por um processo de redução do seu teor em sólidos suspensos totais na bacia de decantação projectada para o efeito;
PROCESSO Nº: 02/1540 ARQUIVO: DARN/EIA/01
EDIÇÃO: F-R02
DATA: JUNHO /03 PÁGINA18 DE 23 TRABALHO: Resumo Não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental do Projecto de Ampliação da Pedreira Nº 5612 - Mimosa
IMPACTE FASE MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO E DE POTENCIAÇÃO DE IMPACTES
Património Natural, Paisagem, Qualidade do Ambiente
Deve-se criar e/ou reforçar a cortina vegetal arbóreo-arbustiva autóctone em toda a zona envolvente de pedreira, integrando as áreas a afectar às instalações industriais e demais equipamentos, de modo a minimizar os impactes visuais, sonoros e de poluição atmosférica;
O talude de terra já existente na vertente SW e o que se prevê criar ao longo de todo o limite da área de projecto deverá ser revestido com vegetação herbácea e arbustiva para garantir a sua consolidação e o enquadramento visual na paisagem;
Qualidade do Ambiente
É também recomendável que durante a fase da preparação se proceda à asfaltagem das áreas mais sujeitas ao tráfego dos veículos pesados na zona de apoio à exploração (entre a báscula e o limite da área da pedreira), assim como na via de acesso à pedreira, junto ao Lugar de Bensal, de forma a impedir uma dispersão directa de partículas (poeiras) para a atmosfera;
Esta medida deverá ser coadjuvada com a instalação de um equipamento de lavagem de rodados a colocar imediatamente antes da báscula, para limpeza das rodas dos veículos que acederam à exploração.
Património Cultural
Na eventualidade destas acções porém a descoberto algum vestígio arqueológico, os trabalhos deverão parar de imediato para se proceder a uma intervenção de emergência, se assim se justificar, ou a qualquer outra medida de sua salvaguarda;
Povoamento e Rede Viária Exploração (Ac ç ões d e Prepara ç ão )
O espaço de intervenção deverá ser vedado ao público, de forma a prevenir situações de risco e insegurança, bem como evitar acções que possam comprometer o sucesso de futuras acções de revestimento vegetal, em especial nas encostas dos taludes;
Recursos hídricos, Solo Exploração (Acções d e Exploração)
Como previsto no projecto, recomenda-se a implementação de sistemas de drenagem das águas pluviais, a instalar quer nas cristas e na base dos degraus da zona de exploração, quer na área da unidade de britagem e dos stocks de produto acabado; as águas deverão ser reunidas numa bacia de decantação, para remoção de sólidos em suspensão antes da sua reutilização interna e/ou reposição à linha de água natural;
Dado que as águas decantadas serão parcialmente devolvidas ao domínio hídrico, deverá existir uma manutenção periódica daquela bacia (remoção das lamas sedimentadas e transporte para as bancadas já exploradas, para posterior recuperação), de forma a garantir a eficiência do processo de decantação e a prevenir transbordos de água nos períodos de Inverno que apresentem elevados valores de precipitação;
Será também vital a implementação das medidas que visam o controlo da qualidade da água da Ribeira das Lajes, mais precisamente a montante e a jusante do local de descarga das águas que saem da bacia de decantação, assim como a prossecução do Plano de monitorização da Qualidade da Água;
PROCESSO Nº: 02/1540 ARQUIVO: DARN/EIA/01
EDIÇÃO: F-R02
DATA: JUNHO /03 PÁGINA19 DE 23 TRABALHO: Resumo Não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental do Projecto de Ampliação da Pedreira Nº 5612 - Mimosa
IMPACTE FASE MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO E DE POTENCIAÇÃO DE IMPACTES
Recursos hídricos, Solo Exploração (Acções d e Exploração)
Deverá efectuar-se a manutenção periódica da fossa séptica de recolha de efluentes domésticos e do separador de hidrocarbonetos (que deverá recolher o efluente da lavagem de rodados e pavimentos das oficinas) com a recolha periódica dos seus efluentes e lamas para posterior tratamento em unidades externas devidamente autorizadas; Deverá efectuar-se a manutenção periódica e avaliação do estado de conservação das bacias de retenção existentes para prevenção de eventuais fugas do posto de combustível e da área onde se localizam os recipientes de óleos novos e usados;
Recomenda-se o tratamento e reutilização integral da água utilizada na lavagem dos rodados das viaturas. A reposição de perdas neste sistema deverá integrar (em parte) os efluentes tratados no separador de hidrocarbonetos, oriundos da lavagem dos pavimentos e da plataforma de abastecimento de combustíveis;
Recomenda-se a utilização das águas pluviais previamente armazenadas na bacia de águas limpas instalada a montante do britador primário para as operações industriais (aspersão da central de britagem e dos caminhos internos);
Qualidade do Ambiente,
Solos, Povoamento e Rede Viária
A mudança de óleos das máquinas e equipamentos devem ser realizadas exclusivamente nas instalações das oficinas especificamente construídas para o efeito (pavimento impermeabilizado, com recolha de águas da sua lavagem para um separador de hidrocarbonetos). Estes óleos usados, bem como os restantes resíduos da pedreira deverão, conforme estabelecido no Plano de Pedreira, ser transportados e eliminados por entidades licenciadas e acreditadas;
Património Natural, Paisagem
A ampliação da exploração deverá ser efectuada de uma forma gradual, de modo a que as áreas onde a exploração cesse definitivamente, possam ser recuperados de imediato e, em simultâneo, com a abertura de novas frentes de trabalho;
Recomenda-se a criação de uma cortina herbácea e arbustiva ao longo de todos os taludes em particular o já existente na vertente W, visto ser o mais visível da EM589;
Povoamento e Rede Viária Exploração (Acções d e Exploração)
Conforme previsto, deverá proceder-se à sinalização, alargamento e pavimentação com betuminoso, e manutenção do acesso a utilizar pelos camiões de transporte dos inertes, que liga o limite da área da pedreira à EM589, junto ao lugar de Bensal;
O acesso à EM589 deverá ser melhorado, através da suavização da curva de acesso a esta via (afastando-a em consonância da habitação existente no local). Recursos Hídricos, Qualidade do Ar Exploração (Ac ç ões d e Exploração)
Recomenda-se a utilização de máquinas de furação (utilizadas para a elaboração de furos para carregamento com explosivos) equipadas com captadores de poeiras;
Recomenda-se o humedecimento, por aspersão controlada de água, dos vários locais em que possam ocorrer maiores probabilidades de emissões de poeiras atmosféricas, nomeadamente: os caminhos de circulação internos, os locais de produção (instalação de britagem), e de stock dos produtos acabados, durante os períodos do ano mais secos;
PROCESSO Nº: 02/1540 ARQUIVO: DARN/EIA/01
EDIÇÃO: F-R02
DATA: JUNHO /03 PÁGINA20 DE 23 TRABALHO: Resumo Não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental do Projecto de Ampliação da Pedreira Nº 5612 - Mimosa
IMPACTE FASE MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO E DE POTENCIAÇÃO DE IMPACTES
Na central de britagem deverão ser instalados aspersores de água junto aos pontos de queda de material e aos crivos;
Recomenda-se a lavagem de rodados dos veículos que saem da pedreira, de forma a não promover a deposição de partículas que possam ser ressuspensas, nem servir de vector de dispersão de partículas para fora do recinto da mesma;
Qualidade do Ar
Recomenda-se a asfaltagem e melhoramento do sistema de drenagem do caminho que ligará a báscula à EM 589, bem como alguns dos caminhos internos mais utilizados, de modo a minimizar a taxa de emissão de partículas;
Recomenda-se que a operação de transporte do produto final, que pode ser alvo de arrastamento pelo vento, se realize em veículos pesados de caixa fechada ou cobertos por lona pesada, de forma a evitar ou reduzir, na medida do possível, a emissão e dispersão de material particulado para a atmosfera com eventual deposição nas áreas adjacentes;
Aliás, todo o equipamento utilizado na exploração deverá respeitar integralmente as normas e especificações técnicas estabelecidas (directiva máquinas), sendo recomendável a realização de uma cuidada manutenção a todos os veículos e maquinaria mecânica, a par da instalação de dispositivos para a redução das emissões de poluentes atmosféricos, caso venham a ser necessários;
Será também vital a implementação das medidas que visam a redução de emissões para a atmosfera, já contempladas no Plano de Pedreira, assim como a prossecução do Plano de monitorização de poeiras e gases, que terá como objectivo a verificação da eficácia das medidas de minimização; Ruído, Vibrações Exploração (Acções d e Exploração
Recomenda-se que os trabalhos da pedreira decorram exclusivamente em período diurno para evitar incómodos para a população envolvente; Dever-se-á dar continuidade à construção do talude ao longo do limite da área de pedreira, bem como o aproveitamento da topografia natural do terreno para confinar as unidades industriais, essencialmente a britagem;
A programação das detonações deverá efectuar-se, de forma a conciliar a sua execução aos períodos do dia em que envolvam menor afectação dos indivíduos residentes nas proximidades. Considera-se que o horário actual, coincidente com o período de paragem para almoço é o ideal para o efeito. Por outro lado as pessoas residentes nas proximidades deverão ser previamente informadas da necessidade e dos objectivos inerentes à realização das detonações assim como da sua periodicidade;
Recomenda-se a manutenção periódica de todo o equipamento (móvel e fixo), em especial do da unidade de britagem, bem como o controlo das suas emissões sonoras; caso se venha a verificar necessário deverá proceder-se à insonorização do equipamento (total ou parcial); No decorrer da exploração deverá ser implementado um programa de monitorização do ruído ambiente junto às zonas de ocupação residencial identificadas;
PROCESSO Nº: 02/1540 ARQUIVO: DARN/EIA/01
EDIÇÃO: F-R02
DATA: JUNHO /03 PÁGINA21 DE 23 TRABALHO: Resumo Não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental do Projecto de Ampliação da Pedreira Nº 5612 - Mimosa
IMPACTE FASE MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO E DE POTENCIAÇÃO DE IMPACTES
Da mesma forma recomenda-se que seja implementado um plano de monitorização das vibrações.
Paisagem, Qualidade do Ambiente,
Povoamento e Rede Viária
Recomenda-se a escolha criteriosa dos circuitos internos de acesso à frente de trabalho e para transporte dos materiais, de forma a reduzir ao máximo a área afectada pela actividade; da mesma forma devem restringir-se as áreas a afectar à área de manobra necessária para os trabalhos de transporte e restantes trabalhos de recuperação, às áreas previamente definidas no plano;
A circulação dos veículos pesados em termos de trajectos, acomodação dos materiais transportados e efeitos sobre o estado de conservação das vias deverá ser controlada;
Em suma, dever-se-á cumprir integralmente os normativos legais relativos à actividade, de modo a prevenir níveis excessivos de ruído, empoeiramento, eventuais acidentes com queda de materiais nas estradas de acesso e a degradação física das mesmas;
Paisagem, Património Natural Qualidade do Ambiente, Afectação da população Recuperação
Devem-se implementar medidas que acelerem o desenvolvimento da vegetação, acompanhando a sua evolução e realizando as correcções e rectificações necessárias e sua posterior manutenção;
Deve-se vedar as áreas que vão sendo recuperadas, para protecção do coberto vegetal a instalar;
Devem-se suavizar os taludes finais das áreas exploradas, de forma a evitar a ocorrência de processos erosivos acelerados.
Recomenda-se que sejam efectuados os respectivos boleamentos de crista e suavização da base. O boleamento poderá ser feito com ripagem do perfil da crista do talude, e com o material resultante desta ripagem poder-se-á suavizar o perfil da base do talude. A suavização topográfica final deverá ser feita por meio de uma cobertura de terra vegetal local, retida e armazenada, e que foi resultante dos trabalhos primários de decapagem do solo na fase de preparação e/ou com terra vegetal de empréstimo (caso aquela não seja suficiente);
Recomenda-se a monitorização periódica do comportamento dos taludes resultantes da recuperação das bancadas em flanco de encosta, de forma a controlar os processos erosivos e garantir a sua estabilidade.
Finalmente e no sentido de potenciar impactes positivos, nomeadamente em termos sócio-económicos recomenda-se que seja dada preferência à mão-de-obra oriunda da região, em especial das freguesias mais próximas da pedreira.
6 PLANO DE MONITORIZAÇÃO AMBIENTAL
Com a prossecução do projecto encontra-se subjacente o cumprimento de um Plano de Monitorização Ambiental, que no caso em apreço terá os seguintes objectivos:
• Avaliar e confirmar o impacte da exploração da pedreira sobre os parâmetros monitorizados, tanto em função das previsões efectuadas no EIA, como no cumprimento da legislação em vigor;
PROCESSO Nº: 02/1540 ARQUIVO: DARN/EIA/01
EDIÇÃO: F-R02
DATA: JUNHO /03 PÁGINA22 DE 23 TRABALHO: Resumo Não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental do Projecto de Ampliação da Pedreira Nº 5612 - Mimosa
• Verificar a eficiência das medidas de minimização de impactes adoptadas;
• Avaliar a eventual necessidade de aplicação de novas medidas de minimização relativamente a alguns aspectos ambientais (caso as preconizadas inicialmente não sejam suficientes);
Na tabela seguinte apresenta-se uma breve descrição das principais acções de monitorização propostas:
Tabela 5 - Síntese das acções de monitorização propostas
PLANO DE MONITORIZAÇÃO
DESCRITORES
METODOLOGIA LOCALIZAÇÃO DOS PONTOS DE MONITORIZAÇÃO PERIODICIDADE
Q UA LIDA DE DO A
R A metodologia constante na Norma
Portuguesa NP-2266 (requisitos mínimos a que deve obedecer as colheitas de ar por filtração para recolha de partículas sólidas e líquidas) e NP-1796 (estabelece os valores limite de exposição para substâncias nocivas existentes no ar dos locais de trabalho) Nos locais caracterizados na Situação de Referência (junto a habitações de Bensal e Fontão de Cima) Semestral, mas sujeita a confirmação face aos resultados obtidos com o arranque do projecto; R UÍ DO A MB IE N
TE A metodologia constante na Norma
Portuguesa NP-1730 (Descrição e Medição de Ruído Ambiente), e atendendo ao Regime Legal de Poluição Sonora definido pelo Decreto-Lei n.º292/2000 de 14 de Novembro. Nos locais caracterizados na Situação de Referência (junto a habitações de Bensal e Fontão de Cima)
Anual, mas sujeita a confirmação face aos resultados obtidos com o arranque do projecto; V IBRA ÇÕ ES
A metodologia constante na Norma Portuguesa NP-2074 (Avaliação da Influência em Construções, de vibrações provocadas por explosões ou solicitações similares);
Nos locais caracterizados na
situação de referência, ou num local de referência, ou seja junto
ao edifício administrativo, sendo necessário construir uma plataforma de betão armado; Com a periodicidade de ocorrência das pegas, e sempre que existam solicitações; Q UA LI D A DE DA Á
GUA Recolha de amostras pontuais e análise dos parâmetros pH, condutividade,
cloretos e sólidos suspensos totais, de acordo com os métodos analíticos definidos no Decreto-Lei n.º236/98 de 01/08;
Em dois dos pontos caracterizados na Situação de Referência, localizados na linha de água – Ribeira da Lajes, um a montante e o outro a jusante da área da pedreira;
Semestralmente e durante todo o tempo de vida útil da pedreira
PROCESSO Nº: 02/1540 ARQUIVO: DARN/EIA/01
EDIÇÃO: F-R02
DATA: JUNHO /03 PÁGINA23 DE 23 TRABALHO: Resumo Não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental do Projecto de Ampliação da Pedreira Nº 5612 - Mimosa
7 CONCLUSÃO
Em síntese, os estudos efectuados no âmbito deste Estudo de Impacte Ambiental permitiram concluir que os impactes negativos que o projecto de ampliação da pedreira n.º 5612 - Mimosa possam induzir não possuem uma gravidade ou natureza que desaconselhem a sua concretização, pois nesses casos existem projectadas medidas concretas que, quando adoptadas, promoverão a sua eficaz minimização.
A eficácia destas medidas será mesmo controlada através de um Plano de Monitorização Ambiental, o que permitirá eventuais ajustes ao longo do período de vida do projecto.
Como nota final será de referir que a não concretização deste projecto não significa a eliminação total dos impactes negativos identificados, pois existem outras unidades extractivas na sua área de influência cuja laboração ainda se manterá por muitos anos.
No sentido oposto, a situação é diversa, pois a ausência de realização deste projecto implica desde logo a não concretização de todos os impactes positivos identificados.
8 ANEXOS
• Desenho 1 – Planta de Exploração (Situação Final) • Desenho 2 – PARP – Planta de Recuperação.
__________________________ O Coordenador do Estudo
-11500-X 16230 0 -Y -11700-X 16240 0 -Y -11600-X 16250 0 -Y 16260 0 -Y Ruína 16270 0 -Y 16280 0 -Y -11400-X -11300-X -11200-X -11100-X -11500-X Cruzeiro (C . Santa) 16290 0 -Y 16300 0 -Y 16310 0 -Y 16320 0 -Y 16330 0 -Y -11700-X -11600-X O E S Peroselo -11400-X -11300-X -11200-X N -11100-X
EMPREITEIROS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS
16240 0 -Y 16250 0 -Y 16260 0 -Y 16270 0 -Y 16280 0 -Y 16290 0 -Y 16300 0 -Y 16310 0 -Y 16320 0 -Y -10900-X -11000-X 16330 0 -Y 2 3 16 17 20 21 22 23 24 27 28 29 30 31 1 PERFIL 3 PERFIL 4 PE RF IL 1 P E R F IL 2 CENTRAL DE BRITAGEM 31 0.00 29 5.00 28 0.00 26 5.00 25 0.00 23 5.00 22 0.00 19 0.00 17 5.00 16 0.00 14 5.00 RAMPA 145.00 BACIA DE DECANTAÇÃO 2 60 .0 0
-11500-X 162300 -Y -11700-X 162400 -Y -11600-X 162500 -Y 162600 -Y Ruína 162700 -Y 162800 -Y -11400-X -11300-X -11200-X -11100-X -11500-X Cruzeiro (C. San ta) 162900 -Y 163000 -Y 163100 -Y 163200 -Y 163300 -Y -11700-X -11600-X O E S P eroselo -11400-X -11300-X -11200-X N -11100-X
EMPREITEIROS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS
162400 -Y 162500 -Y 162600 -Y 162700 -Y 162800 -Y 162900 -Y 163000 -Y 163100 -Y 163200 -Y -10900-X -11000-X 163300 -Y 2 3 16 17 20 21 22 23 24 27 28 29 30 31 1 PERFIL 3 PERFIL 4 PE RF IL 1 P E R F IL 2 RAMPA 2 60 .0 0 15 18 19 4 56 7 8 9 10 11 12 13 14 26 25 27 0.00 280.00 145.00 145.50 31 0.00 29 5.00 28 0.00 26 5.00 25 0.00 23 5.00 22 0.00 19 0.00 17 5.00 16 0.00 14 5.00 20 5.00 265.5280.50295.50310.50 0 25 0.50 23 5.50 22 0.50 19 0.50 17 5.50 16 0.50 14 5.50 20 5.50