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EMPREENDEDORISMO GINA CELSO MONTEIRO RECEPUTE ROSANY SACARPATI RIGUETTI ADMINISTRAÇÃO GERAL FACULDADE NOVO MILÊNIO

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Academic year: 2021

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EMPREENDEDORISMO

GINA CELSO MONTEIRO RECEPUTE

ROSANY SACARPATI RIGUETTI

ADMINISTRAÇÃO GERAL

FACULDADE NOVO MILÊNIO

RESUMO:

Este artigo tem como objetivo abordar o tema empreendedorismo, suas características, a atuação do Brasil no Global Entrepreneurship Monitor (GEM) que é o maior projeto de pesquisa sobre a atividade empreendedora.

PALAVRAS-CHAVE:

Empreendedor. Persuasão. Visão.

Segundo Dolabela (1999, p. 43) “Empreendedorismo é um neologismo derivado da livre tradução da palavra entrepreneurship e utilizado para designar os estudos relativos ao empreendedor, seu perfil, suas origens, seu sistema de atividades, seu universo de atuação.”

Segundo Schumpeter apud Dornelas (2001, p.37) citado por Cecconollo e Ajzental (2008, p.2),

O empreendedor vive constantemente desafiado a realizar novos empreendimentos ou a renovar e melhorar negócios já existentes. O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela

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introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais.

Segundo Neto (2002, p.9) “Os empreendedores têm idéias ao identificarem as oportunidades. Os empreendedores sociais buscam soluções inovadoras para os problemas sociais existentes e potenciais.”

Segundo Dolabela (1999, p.44) “O empreendedor é alguém capaz de desenvolver uma visão, mas não só. Deve saber persuadir terceiros, sócios, colaboradores, investidores, convencê-los de que sua visão poderá levar todos a uma situação confortável no futuro”.

Os empreendedores criam novas organizações, abrem seus próprios negócios, vão em busca de recursos, tecem novas redes de colaboração e apoio mútuo, investem seu tempo e seus poucos recursos naquilo em que acreditam e acalentam dia-a-dia seus sonhos de transformação. (NETO; FROES, 2002,14)

De acordo com Dolabela (1999, p. 45),

O empreendedor é alguém que acredita que pode colocar a sorte a seu favor, por entender que ela é produto do trabalho duro. Um dos principais atributos do empreendedor é identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em negócio lucrativo. Não é indispensável que ela possua os meios necessários à criação de sua empresa. Mas deve ser capaz de atrair tais recursos, demonstrando o valor de seu projeto e comprovando que tem condições de torná-lo realidade.

Segundo Veiga (2006, p.9) “Ser um empreendedor é uma forma estratégica de contribuir para o crescimento econômico e de se obter sucesso no mercado. É a visão que todo empresário deve ter, e que muitos ainda não possuem ao empreender o seu negócio.”

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Pelas citações acima nota-se que hoje em dia um bom empreendedor é aquele que tem faro para bons negócios, como se fosse uma espécie de sexto-sentido para o sucesso. Ele tem uma visão mais ampla para os negócios, consegue vislumbrar rapidamente aquilo que outros ainda demorarão para imaginar e, além de vislumbrar, articula recursos para a realização.

Todo bom empreendedor não gosta de arriscar-se em vão, onde há um problema ele busca uma oportunidade e recursos para transformá-la em negócio lucrativo. Verifica-se que um empreendedor é alguém que inova e é agente de mudanças, uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões. É alguém que define por si próprio o que vai fazer e em que contexto será feito; é fundamental ter ousadia e dedicação para alavancar o negócio e aprender com as experiências. Conclui-se que análise, planejamento estratégico operacional e capacidade de implementação são elementos essenciais no sucesso de um empreendedor, são pessoas diferenciadas, que possuem motivação singular, apaixonados pelo que fazem, não se contentam em ser mais um na multidão, querem ser reconhecidos, admirados.

Verifica-se que o empreendedor é aquele que apresenta determinadas habilidades e competência para criar, abrir e gerir um negócio, gerando resultados positivos. O empreendedorismo é essencial para a geração de riquezas dentro de um país, promovendo o crescimento econômico e melhorando as condições de vida da população. É também um fator importantíssimo na geração de empregos e renda.

De acordo com Dolabela (1999, p.68),

Algumas características do empreendedor de sucesso aparecem na maior parte das pesquisas. Mas o estágio de conhecimento em que estamos nesta área não nos permite estabelecer relações de causa e efeito, ou seja, determina com certeza se uma pessoa vai ou não ser bem sucedida como empreendedora, mesmo que tenha características encontradas nos empreendedores de sucesso. Por outro lado, sem tais características, sabe-se que a pessoa dificilmente poderá alcançar êxito.Presume-se que, uma pessoa tem características e aptidões mias comumente encontradas em empreendedores de sucesso, terá melhores condições para empreender.

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Segundo Dornelas (2001, p.30) “O empreendedor de sucesso possui características extras, além dos atributos do administrador, e alguns atributos pessoais que, somados a características sociológicas e ambientais, permitem o nascimento de uma nova empresa.”

A teoria de MacClleland (1972) “É fundamentada na motivação psicológica, e resultou em um dos poucos instrumentos de coleta de dados que mensura as caracterísitcas comportamentais dos empreendedores. Ele dividiu os comportamentos empreendedores em três conjuntos: realização, Planejamento e Poder.”

Verifica-se que no conjunto de realização fala-se da busca de oportunidades e iniciativa ou seja, buscar novas idéias, enxergar solução em um problema, ter iniciativa de fazer algo novo; na persistência enfrentando todo tipo de obstáculo, mudando estratégias para se alcançar um objetivo sem nunca desistir; correr riscos calculados enfrentando riscos e desafios respondendo por eles e sem colocar tudo a perder; exigência de qualidade e eficiência buscando sempre o melhor, superar expectativas de prazos e padrões, reduzindo tempo e custos pois nunca estão satisfeitos com o que fazem querem sempre mais; e comprometimento em terminar o que está fazendo da melhora maneira para satisfazer seus clientes, esta é a honra dos empreendedores.

Nota-se que no conjunto de realização se expressam os valores que fundamentam as atitudes do empreendedor,na busca de informações sobre seus clientes, fornecedores e concorrentes, interagindo com o mercado, pois a informação é a base de toda atividade; estabelecendo metas sendo de curto ou longo prazo, pois registram tudo o que querem fazer, pois é muito importante; planejamento e monitoramento sistemático é dividir tarefas, revisar seus planos, considerando erros e acertos, manter registros financeiros e utilizar tudo isso para a tomada de decisões, o planejamento é o mapa dos empreendedores, mas difícil de ser executado pois exige concentração.

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Observa-se que no conjunto de poder é fundamental para a realização do projeto, utilizar estratégias para influenciar os outros, manter relações comerciais, ter contato com muitas pessoas, para identificar nessas pessoas informações para multiplicar sua base de ação e realização; independência e autoconfiança, ser otimista, acreditar que tudo sempre vai dar certo, pois acreditar naquilo que fazemos faz com que se realize da melhor maneira.

Concebido em 1999, o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), é o maior projeto de pesquisa sobre a atividade empreendedora, cobrindo mais de 60 países consorciados com indiscutível representatividade em termos econômicos (aproximadamente 95% do PIB mundial) e demográficos (mais de dois terços da população mundial).

No Brasil o projeto GEM completou em 2008 nove anos de edição ininterrupta, constituindo-se um valioso acervo de informações que revelam detalhes sobre o comportamento do empreendedor brasileiro. A cada ano a metodologia da pesquisa se aperfeiçoa e a cada ano um novo olhar para o fenômeno empreendedor é trazido para o relatório. Dois novos temas foram incorporados às análises tradicionais realizadas pela pesquisa GEM no Brasil: o intraempreendedorismo e a absorção da inovação e da tecnologia pela população.

Na GEM 2008 o Brasil ocupou a décima terceira posição no ranking mundial de empreendedorismo. A Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) brasileira foi de 12%, o que significa que de cada 100 brasileiros em idade adulta (18 a 64 anos) 12 realizavam alguma atividade empreendedora até o momento da pesquisa. Essa taxa está relativamente próxima da média histórica brasileira, que é de 12,72.

O Brasil continua com uma TEA superior à média dos países observados pela pesquisa GEM, que foi de 10,48%. Ao analisar a média histórica do Brasil em relação à média dos demais países participantes da pesquisa GEM, a TEA média brasileira de 2001 a 2008 é de 12,72%, contra uma TEA média de apenas 7,25%. Isso reforça que o Brasil é

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um país de alta capacidade empreendedora e que na média entre 2001 e 2008 o brasileiro é 75,6% mais empreendedor que os outros.

A economia brasileira apresentou ao longo dos últimos oito anos, estabilidade macroeconômica, o que se propaga para todo o sistema econômico produtivo brasileiro, devido a participação dos empreendimentos nascentes no empreendedorismo brasileiro. No período de 2001 a 2008, observou-se uma inversão na proporção entre os empreendedores nascentes com relação aos empreendedores novos. Em 2001, o Brasil tinha 65% de empreendedores nascentes para 35% de empreendedores novos, e em 2008 tem 24% de empreendedores nascentes para 76% de empreendedores novos. Nesse sentido, a atividade empreendedora demonstra um aumento do tempo de duração que auxilia significativamente o conjunto da economia tanto do ponto de vista da atividade como do da renda.

O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial em termos de participação de jovens empreendedores (25%), sendo superado somente pelo Irã (29%) e pela Jamaica (28%). Observa-se que, nos países selecionados, tanto os da América Latina como os do BRIS se destacam pela forte participação do jovem no empreendedorismo, mas com participações inferiores à do Brasil. Por outro lado o Brasil possui um dos menores índices de participação do adulto de meia-idade (55-64 anos) no empreendedorismo (3%), colocando-se na quadragésima posição entre os 42 países analisados.

No ranking da taxa de descontinuidade, o Brasil ocupou a vigésima terceira posição em 2008, contrastando com a nona colocação obtida em 2007.-

Nota-se que o Brasil está cada vez maior o número de empreendedores, e com isso o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) tem feito de tudo para que essa pesquisa ganhe maior reconhecimento de empresas tanto públicas quanto privadas. A cada ano a metodologia da pesquisa se aperfeiçoa e um novo olhar para o fenômeno empreendedor é trazido para o relatório. Em 2008 o Brasil ocupou a décima terceira

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posição no ranking mundial de empreendedorismo pelo GEM , com isso o Brasil continua com uma TEA (Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial) superior à média dos países observados pela pesquisa, conclui-se que nosso país tem alta capacidade empreendedora .

Observa-se que nos últimos 8 anos nossa economia vem apresentando estabilidade econômica, e essa melhora é constatada pela participação dos empreendedores nascentes no empreendedorismo brasileiro.

REFERÊNCIAS

DOLABELA, Fernando. Oficina do Empreendedor, São Paulo: Cultura Editores Associados, 1999.

NETO, Francisco P. de Melo; FROES, César. Empreendedorismo Social: A transição para a Sociedade Sustentável. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.

CECCONELLO, Antônio Renato e AJZENTAL Alberto. A construção do plano de negócio, São Paulo: Editora Saraiva, 2008.

VEIGA, Carolina. Espírito Santo Empreendedor, Vitória: Sebrae-ES; Findes, 2006.

MACCLELLAND, D.C. A sociedade competitiva: realização e progresso social. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1972.

GEM Global Entrepreneuship Monitor Empreendedorismo no Brasil, Relatório Executivo, 2008.

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