EDU 02019 - Didática e Organização Curricular para Matemática MAT01040 - Laboratório de Prática de Ensino de Matemática I MAT01042 - Laboratório de Prática de Ensino de Matemática II MAT01044 - Laboratório de Prática de Ensino de Matemática III
Professoras Ministrantes: Cristina Bertolucci [email protected] Helena Dória Lucas de Oliveira [email protected] Karin Jelinek [email protected] Horário: 2183/4183 Turmas: A-B-C
Professora Responsável: Helena Dória Lucas de Oliveira 1. SÚMULA
Disciplina teórico-prática, cujo estágio em classes do Ensino Médio oferece experiências de observação, co-participação e docência supervisionadas, integrando atuação e reflexão. Proporciona ao estudante situações que o levem a compreender os fenômenos da sala de aula, planejar e avaliar seu ensino, desenvolver suas habilidades como professor e escolher estratégias mais adequadas ao desenvolvimento cognitivo de seus alunos.
2. OBJETIVOS
• Experimentar exercícios de pensamento, possibilitados pelas dinâmicas da disciplina, movimentando-se nas práticas de leitura e escrita.
• Atualizar e aprofundar conhecimentos em Educação e suas implicações para a prática docente e curricular.
• Retomar os temas/conteúdos trabalhados nas disciplinas já cursadas, articulando-os e reatualizando-os na elaboração do Planejamento Geral da prática de ensino a ser desenvolvida.
• Conhecer e participar do cotidiano, das rotinas, da estrutura e da organização de uma escola, preferencialmente pública.
• Planejar e desenvolver uma Prática de Ensino de 30h/aula na disciplina de Matemática em uma das séries do Ensino Médio.
• Contribuir com seus relatos, observações e críticas nas discussões coletivas, objetivando pensar analiticamente as diferentes práticas que constituem a Educação Matemática.
• Vivenciar as realidades escolares e as práticas propostas na Universidade com postura ética.
3. CONTEÚDOS/TEMAS
• Prática de pesquisa sobre o currículo, a docência, saberes, subjetividades, métodos e verdades pedagógicos.
• Organização curricular: referencial teórico, intenções, seleção de temas/conteúdos, escolha de metodologias e recursos, produção de práticas avaliativas.
4. METODOLOGIA
Levando em consideração o aspecto teórico-prático da disciplina, esta desenvolver-se-á em 4 etapas:
Etapa 1 (aproximadamente TRÊS semanas)
• Aulas expositivas e seminários.
• Leituras individuais e discussões coletivas e orientadas de textos selecionados. • Análises de diferentes práticas pedagógicas, com registros para planejamentos posteriores.
• Orientações gerais para a busca de campo de estágio
Etapa 2 (aproximadamente DUAS semanas)
• Planejamento Geral para realização das observações e docência da Prática de Ensino.
• Observação da turma de estágio durante 10 horas-aula de Matemática ou, se necessário, parte dela complementada com a observação da mesma turma em aulas de outras disciplinas.
• Elaboração de um Relatório descritivo-analítico de observação que deverá constituir-se em material de apoio importante para o Planejamento Geral da Prática de Ensino e do Artigo, práticas avaliativas centrais na disciplina. • Orientações individuais ou em grupo, para a elaboração final do Planejamento
Geral.
Etapa 3 (aproximadamente SETE ou OITO semanas)
• Orientações individuais ou em grupo, para a elaboração, revisão e reformulação do Planejamento Geral e dos planos de aula.
• Experimentação de práticas docentes em sala de aula e no contexto escolar em geral. Tais práticas caracterizam-se por um mínimo de 20h/a de docência em classe e por atividades que envolvam interações entre docente e discentes e discentes entre si. Essas atividades devem ser orientadas, registradas formalmente e avaliadas.
Etapa 4 (aproximadamente TRÊS semanas)
• Relatos descritivos-analíticos das Práticas de Ensino desenvolvidas
• Leituras individuais e discussões coletivas e orientadas de textos selecionados
5. CRONOGRAMA:
Etapa1: 3 a 19/março Estudo dos textos 1 a 6 Etapa 2:
24-março: Ida às escolas para acertos iniciais.
26-março: Prática Avaliativa 1 e agendamento das orientações individuais
2 e 7 de abr: Orientações individuais sobre o Planejamento Geral da Prática de Ensino e sobre as observações.
Estudo do texto 7 Etapa 3:
7/abr a 28/mai – Orientações individuais, previamente agendadas de presença obrigatória.
Estudo do texto 8 Etapa 4:
2 e 9 de jun: Orientações individuais para a elaboração do artigo.
4-jun: Relato das Práticas de Ensino e do tema sobre o qual está escrevendo. 11-jun: Apresentação e entrega dos artigos
16-jun: recuperação
18-jun: Entrega dos conceitos e encerramento da disciplina Documento a ser exigido para iniciar a Prática de Ensino:
Planejamento Geral da Prática de Ensino Dados de Identificação:
Escola: Diretora: Turma: Sala:
Horário:
Endereço: Telefone: Professora Titular:
Professora Orientadora:
Professora Regente/Professor Regente: Professor/Professora Estagiária:
Parte 1: A ser entregue antes de iniciar o Período de Observação
Intenções: O que quero? (Objetivos) Apresentar um referencial teórico da Educação Matemática que servirá de apoio para a prática de Ensino e demarcará modos de agir e de se posicionar na Escola-Campo de Docência.
Eixos de Observação: Demarcar, a partir dos objetivos, eixos de observação para o Período de Observação, assim como as informações necessárias para o desenvolvimento da Docência.
Cronograma Prévio da Prática de Ensino: Início da Observação e possibilidades de início e fim da Docência.
Parte 2: A ser entregue antes de iniciar o Período de Docência.
Relato descritivo-analítico do Período de Observação: Aqui será necessário definir ou reafirmar os objetivos para a Prática de Docência, e listar os conhecimentos matemáticos a serem trabalhados.
Cronograma da Prática de Docência: É necessário um determinado detalhamento, separando os conteúdos a serem trabalhados por aula e marcando o dia das (se for o caso) Avaliações Escritas.
Planos de aula da Primeira Semana: Nos quais devem constar:
A) Dados de Identificação; B) Título; C) Objetivos; D) Conteúdos/temas; E) procedimentos: descrever detalhamente as atividades a serem desenvolvidas, incluindo tempo de duração (previsão), organização da sala, recursos a serem utilizados e modos de acompanhamento do professor estagiário/professora estagiária; F) avaliação reflexiva da aula anterior (a partir do segundo Plano de Aula) G) referências bibliográficas.
Parte 3: Planos das demais aulas, a ser analisados com uma semana de antecedência.
Orientações ao estagiário
• Os atendimentos individuais com os professores da disciplina, no período destinado às observações e à docência, objetivam a apresentação SEMPRE ANTECIPADA dos planos das aulas para que se possa revisá-lo, reformulá-lo, discutir outras possibilidades, realizar sugestões. Mas, a iniciativa de planejar a aula é do estagiário, ou seja, é preciso ter o plano de aula já elaborado e escrito no mínimo uma semana antes de sua execução. As orientações serão realizadas na FACED. As datas e horários desses atendimentos serão combinados com os alunos.
• Não é permitido ao estagiário dar aula no período de observações e posteriormente no período de docência sem ter discutido o plano de aula com seu orientador e o mesmo ter sido aprovado, sob pena do estágio ser suspenso.
• A freqüência mínima para as atividades propostas na disciplina é de 75%. A freqüência para as atividades referentes ao estágio docente é de 100%, sob pena do estágio ser suspenso.
• Os trabalhos devem ser preferencialmente digitados. Recomenda-se utilizar fonte 11 ou 12 e espaço simples entre parágrafos. Quando não for possível digitá-los, deve-se justificar e os mesmos devem estar escritos de forma legível.
• Os planos das aulas, após terem sido aprovados pelo orientador, deverão ser apresentados para o professor regente da disciplina na escola campo de estágio. Os planos deverão ser rubricados por esse professor ou coordenador pedagógico.
• Situações não previstas devem ser discutidas com os professores orientadores. O contato poderá ser feito pessoalmente ou por e-mail.
• A chamada será realizada no início de cada período. 6. AVALIAÇÃO
A avaliação será realizada por meio das diferentes práticas avaliativas, listadas abaixo, junto com seus respectivos pesos:
Prática Avaliativa 1: Planejamento do Estágio de Docência, planos de aula, suas reformulações e estágio docente (peso 4,5);
Prática Avaliativa 2: Até duas produções escritas em classe (peso 2,0);
Prática Avaliativa 3: Análise reflexiva-teórica de um aspecto relacionado com Educação a ser escolhido de seu Estágio de Docência, em forma de artigo (peso 3,5).
As práticas avaliativas, antes mencionadas, serão examinadas a partir dos seguintes critérios:
Prática Avaliativa 1
• consistência teórica dos conteúdos de matemática para o Ensino Médio;
• organização, adequação, coerência, clareza na elaboração do Planejamento e dos planos das aulas;
• reapresentação de planos de aulas ou outras atividades, nos casos em que forem solicitadas reformulações (alterações, correções) e aprofundamentos;
• freqüência, comprometimento e pontualidade às aulas na Escola-campo de estágio e às atividades relacionadas à elaboração dos planos das aulas;
• pontualidade na entrega dos planos das aulas;
• autonomia e criatividade na elaboração do Planejamento e planos das aulas. Prática avaliativa 2
• consistência teórica dos conteúdos tratados em aula;
• capacidade de problematizar e de pensar analiticamente, incorporando experiências e tramando-as com elementos teóricos devidamente referenciados; • conexões estabelecidas entre o tema tratado, o objetivo, as leituras e as práticas
utilizadas na sua elaboração;
• pertinência das conexões estabelecidas na produção do texto;
• observância da escrita em termos de clareza, encadeamento e argumentação; Prática avaliativa 3
• consistência teórica dos conteúdos tratados em aula;
• capacidade de problematizar e de pensar analiticamente, incorporando experiências e tramando-as com elementos teóricos devidamente referenciados; • conexões estabelecidas entre o tema tratado, os objetivos, as leituras realizadas e
as práticas empíricas efetivadas que instigaram ou apoiaram sua elaboração; • pertinência das conexões estabelecidas na produção do texto;
• freqüência, comprometimento e pontualidade às atividades propostas na disciplina;
• autonomia e criatividade durante as atividades relativas à elaboração do artigo.
7. RECUPERAÇÃO
1) Prática avaliativa 1 – A elaboração do Planejamento e dos planos de aula e suas
eventuais reformulações ocorrerão no período destinado ao Estágio de Docência. Desta forma, a recuperação referente à essa prática avaliativa consiste de tais reformulações.
2) Prática avaliativa 2 – Essa prática poderá ser recuperada no final do semestre por
meio de uma produção textual que engloba os conceitos tratados em aula durante o semestre. Para tanto, o aluno ou aluna deverá ter freqüência mínima de 75% nas atividades referentes à esta prática. É necessário que, em caso de ausência durante a realização de tal Prática Avaliativa, a mesma seja justificada com documento.
3) Prática avaliativa 3 – A elaboração do Artigo DEVERÁ ser acompanhada da
professora da disciplina durante o período destinado às orientações individuais para que se possa revisá-la, discutir outras possibilidades, realizar sugestões e reformulá-la. Desta forma, a recuperação referente à essa prática avaliativa consiste de tais reformulações. Obs.: o artigo, em sua versão parcial, deverá ser apresentado à professora, conforme Etapa 4 do Cronograma da disciplina, para que o mesmo seja reconsiderado, reformulado e encaminhado em sua versão final. Portanto, não haverá possibilidade de refazer o artigo após a entrega da versão final.
A nota final da disciplina será atribuída através da média ponderada das notas obtidas de zero a dez (0 a 10) em cada uma das práticas avaliativas acima descritas. O conceito final da disciplina consiste da transformação dessa nota de acordo com as seguintes correspondências: os conceitos A, B, C e D correspondem, respectivamente, aos intervalos [9,0; 10,0], [7,5; 9,0), [6,0; 7,5) e [0,0; 6,0).
OBS.: as referências relativas aos conteúdos de Matemática a serem trabalhados no
Ensino Médio e à produção do artigo serão indicadas individualmente, conforme a necessidade e a especificidade do trabalho de cada estagiário.
REFERÊNCIAS OBRIGATÓRIAS:
1. SOARES, Rosângela; SILVA, Rosimeri da S. Juventuda, escola e m+ídia. In: LOURA, GuaciraL; NECKEL, Jane Foucault; GOELLNER; Silvana V. (Orgs.). Corpo, gênero, e sexualidade: Petrópolis: Vozes, 2003, p.82-94.
2. KNIJNIK, Gelsa. Educação Matemática e os problemas “da vida real”. In: CHASSOT, Áttico; OLIVEIRA, Renato J. de (orgs.). Ciência, Ética e Cultura na Educação. São Leopoldo: UNISINOS, 1998. pp.123-134.
3. HALMENSCHLAGER, VERA Lucia da S. Etnomatemática: uma exp no Ensnio Médio. In: KNIJNIK, Gelsa; OLIVEIRA, Cláudio José de: WANDERER, Fernanda (Orgs.). Etnomatemática, currídulo e formação de professores. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2004, p.272-285.
4. WANDERER, Fernanda. Educação de jovens e adultos, produtos da mídia e etnomatemática. In: KNIJNIK, Gelsa; OLIVEIRA, Cláudio José de: WANDERER, Fernanda (Orgs.). Etnomatemática, currídulo e formação de professores. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2004, p. 253-271.
5. SILVA, João Alberto da. Modelos explicativos elaborados por adolescentes e adultos para o cálculo com frações: da percepção ao pensamento operatório. Texto digitado, 2007.
6. SILVA, João Alberto da. As relações entre área e perímetro na geometria plana: o papel dos observáveis e das regulações na construção da explicação. Texto digitado, 2007.
7. MEYER, Dagmar; SOARES, Rosângela. Modos de ver e de se movimentar pelos “caminhos” da pesquisa pós-estruturalista em Educação: o que podemos aprender com – e a partir de - um filme: In: COSTA, MarisaV; BUJES, Maria Isabel E. (Orgs.). Caminhos investigativos III . Rio de Janeiro: DP&a, 2005, p.23-44.
8. SILVA, Tomaz Tadeu da. Parágrafos: estrutura e desenvolvimento. Texto digitado.