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EBOOK SEMANA 03 EBOOK SEMANA 03

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Dicas para a leitura desse eBook

Dicas para a leitura desse eBook

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 Sumário

 Sumário

Capítulo 01

Capítulo 01

De Qual Orixá é o meu

De Qual Orixá é o meu Exu?Exu?...03...03

Capítulo 02

Capítulo 02

O que é Hierarquia de Umbanda?

O que é Hierarquia de Umbanda?...10...10

Capítulo 03

Capítulo 03

Quem é Oxum Opará?

Quem é Oxum Opará?...14...14

Capítulo 04

Capítulo 04

Quem é Ogum Xoroquê? Quem é Ogum Xoroquê? É Metade Exu?

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 De qual Orixá é o meu Exu?

CAPÍTULO

01

Existe uma “Ciência Divina” que permeia a religião de Umbanda, por meio da qual é possível fazer uma correta interpretação dos no-mes de nossos Exus.

Esta ciência foi sendo revelada por meio da obra de Rubens Sarace-ni. Existe uma grande curiosidade sobre a força e regência na qual nossos Exus trabalham, pois todos estão atuando no campo de um ou mais Orixás.

É importante dizer que não importa qual é o Orixá do médium, seu Caboclo ou sua hora de nascimento; estas informações podem aju-dar, mas não são determinantes para identicar com qual exu este

médium trabalha.

Para preparar este material abaixo, foram consultados os livros: “Li-vro de Exu“, “Orixá Exu“, “Sete Linhas de Umbanda“, “Umbanda Sa-grada“, “Rituais Umbandistas”, “Lendas da Criação“, “Tratado geral de Umbanda“, “Código de Umbanda”, “Doutrina e Teologia de banda“, “Gênese de Umbanda”, “Fundamentos Doutrinários de Um-banda” e “Guardião da Meia Noite“. Todos estes livros são de Rubens Saraceni, Editora Madras.

Para interpretar os nomes, precisamos da chave interpretativa, que é a correta relação entre os elementos dos nomes e seus Orixás correspondentes.

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Por exemplo, se montanhas são de Xangô, Exu Montanha é de Xan-gô e Exu Sete Montanhas é de XanXan-gô trabalhando nas Sete Vibra-ções/Linhas de Umbanda.

Também é preciso conhecer osfatores, verbos e ações  relaciona-dos aos Orixás, como por exemplo: cortar, arrancar, romper, abrir, trancar, girar, virar.

Desta forma, identicamos, por exemplo, a quem pertence o fator “Abrir”, que é de Ogum e que dá origem às linhagens de Abre Ca-minho(Ogum/Ogum), Abre Rio(Ogum/Oxum), Abre Matas(Ogum/  Oxóssi), Abre Tudo(Ogum/Oxalá), Abre Cemitério(Ogum/Obaluayê). Com a identicação do elemento principal, como “pedra” (Oxum) ou “Pedreira” (Iansã), vamos localizando o campo de atuação: Pe -dra Preta(Oxum/Omulu), Pedra de Fogo(Oxum/Xangô), ou Pedreira

das Almas(Iansã e Obaluayê), Pedreira de Ferro(Iansã e Ogum), Pe-dreira de Ouro(Iansã e Oxum).

Por mais que se conheça a chave de um nome, é muito comum a entidade não revelar seu nome por inteiro. Posso saber que traba-lho com Exu Tranca Ruas, um Exu de Ogum, no entanto, ele pode ser um Tranca Ruas das Matas, logo vai voltar-se a Oxóssi, e eu co sem entender, pois, anal, ele é um Exu de Ogum atuando nos cam -pos de Oxóssi.

Todos temos um Exu de Trabalho na força de nosso Orixá de Juntó, umExu Guardião na força de nosso Orixá Ancestral e um

Exu Natural na Força de nosso Orixá de Frente. Ainda assim, não é suciente para identicar o nome de nosso Exu. Sua correta re -velação deve ser feita de forma mediúnica, para depois, então, ser interpretado.

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O texto acima é do Sacerdote e tutor do estudo Exu – O Guardião da Luz, Alexandre Cumino,  junto dele acompanha-se uma lista de todas as palavras e como elas podem ser interpretadas veja abaixo um trecho:

A

• Abre (Caminho, Rio, Mar, Mata, Tudo…) –Ogum

• Águia Negra – Oxalá e Omulú

• Almas, das. – Obaluayê

B

• Bará – Oxalá

• Brasa – Xangô e Ogum

• Buraco, do. – Omulu

C

• Cachoeira, da. – Oxum

• Cabaça – Nanã

• Capa (Preta, das almas, encruzilhada, …) –Oxalá, Logunan

• Capela –Logunan

• Carranca – Ogum e Oxalá

• Casco – Ogum • Catacumba –Omulu • Cemitério – Obaluayê • Chave –Oxalá • Chicote – Iansã • Chifre –Iansã • Cipó – Oxóssi • Cobra –Oxóssi • Corisco – Iansã • Coroa –Oxalá

• Corrente – Ogum e Oxum

• Corta (fogo, vento, rua) –Ogum

• Cova – Omulu

• Cravo (preto, vermelho…) –Oxóssi

• Cruz –Obaluayê

• Cruzeiro –Obaluayê

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E

• Encruzilhada – Oxalá, Ogum, Obaluayê

• Escudo –Ogum • Espada – Ogum • Estrada –Ogum • Estrela – Oxalá

F

• Faísca –Iansã

• Fagulha – Egunitá, Iansã e Xangô

• Fechadura – Nanã

• Ferro, do. – Ogum

• Ferrolho –Ogum e Oxum

• Ferrabrás – Xangô • Ferradura – Ogum • Figueira – Oxóssi • Fogueira –Egunitá • Fogo – Xangô • Folha – Oxóssi

G

• Galhada – Oxóssi • Ganga –Oxalá • Garra – Oxóssi • Gargalhada – Oxumaré

• Gato (Preto – Omulu) – Oxóssi

• Gira (Mundo, Fogo, Tudo…) – Logunan, Iansã

• Gruta – Oxum

• Guiné –Oxóssi

H

• Hora Grande – Oxalá e Logunan

L

• Labareda –Egunitá

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• Lama – Nanã • Lança – Ogum • Lonan – Ogum • Lucifer – Oxalá • Lodo –Nanã

M

• Maioral –Oxalá

• Mangueira –Oxóssi e Iansã

• Marabô –Oxóssi • Matas – Oxóssi • Meia-Noite –Omulu • Montanha –Xangô • Morcego –Omulu • Morte – Omulu • Mulambo – Omulu • Mar – Iemanjá

O

• Ondas –Iemanjá, Iansã e Oxumaré

• Ouro –Oxum

P

• Pantanal – Oxóssi

• Pantera Negra – Oxóssi e Omulu

• Pedra (preta, de fogo…) – Oxum

• Pemba –Oxalá

• Pena Preta –Oxóssi e Omulu

• Pimenta –Oxóssi e Xangô

• Pinga Fogo –Iemanjá e Xangô

• Pirata –Iemanjá

• Pó, do. – Omulu

• Poeira –Omulu e Iansã

• Porta – Obaluayê

• Porteira –Obaluayê

• Prego – Ogum

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Q

• Quebra (Galho, tudo, porta…) –Ogum

• Quedas –Oxum

R

• Raios –Iansã

• Raiz –Oxóssi e Obá

• Rei – Oxalá

• Relâmpagos –Iansã e Xangô

• Rompe (Rua, Matas, Almas, Ferro…) –Ogum

• Ruas –Ogum

S

• Serra Negra –Logunan, Xangô

• Sombras –Oxalá

T

• Tatá –Obaluayê

• Tata Caveira –Omulu e Obaluayê

• Terra (Preta, Vermelha, Seca…) – Omulu e Obá

• Tira Gira, Teima, Toco –Iemanjá

• Toco (Preto) –Oxóssi e Omulu

• Tranca (Ruas, Cruzes, Matas, Gira, Tudo, Cruzeiro… ) –

Ogum

• Treme Terra – Obá e Omulu

• Trinca (Ferro) – Omulu

• Tronco –Oxóssi

• Tronqueira –Oxóssi e Omulu

• Trovão –Xangô • Tumba – Omulu

V

• Veludo – Oxum • Vento – Iansã • Ventania –Iansã

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Z

• Zé Pelintra é um Mestre do Catimbó que se manifesta na Umbanda na força de Logunan, Oxalá e Ogum. Ainda assim há Zé Pelintra das Matas, da Cachoeira, do Mar e etc.

Nota do autor:esta lista não deve ser veiculada sem a intro-dução, ou fontes de origem e citação. Esse material faz parte do conteúdo doEstudo Exu – O Guardião da Luz.

A lista é bem extensa e segue compreendendo os simbolis-mos e interpretações que podem ser feitos de acordo com o nome do seu Exu a m de se entender qual é o seu possível, campo de atuação. Observe abaixo uma análise interpreta-tiva retirada do livro“Livro de Exu – O mistério Revelado” de Rubens Saraceni.

Exu Sete Catacumbas

Exu = fator vitalizador

Sete =sete irradiações

Catacumba = túmulo

Túmulo =cemitério

Cemitério = Omolu = terra

Omolu =fator paralisador

Fator paralisador =Mistério da Geração

Geração =fator aquático

Fator aquático =Iemanjá

Exu Sete Catacumbas =terra e água

Terra e Água =Obaluaiê

Obaluaiê =evolução e transmutação

Organização de texto e imagem: Júlia Pereira (Blog Umbanda EAD) Conteúdo: Alexandre Cumino e Bibliograa de Rubens Saraceni

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 O que é Hierarquia

 de Umbanda?

CAPÍTULO

02

Ouvimos muito falar sobreHierarquia de Umbanda, mas leito-res, vocês sabem dizer o que elas representam de fato? ou so-bre quem e o que dizem? De início já destacamos que o texto de hoje visa ampliar a compreensão sobre esse termo e como ele se congura no ritual de Umbanda, porém, como bem desta -ca Pai Rodrigo Queiroz no curso Entidades de Umbanda(antigo  Arquétipos na Umbanda) “é preciso entender que a hierarquia da linha, não é tão importante, não quer dizer que não exis-ta essa informação, mas é um pedido do astral para que não  se dê tanto enfoque nisso [..] nós sabemos que não são todos iguais e que também, não estão no mesmo nível hierárquico, mas que níveis estão eles?” 

Hoje então, o Blog Umbanda EAD se propôs a tratar desses ní-veis, graus, linhas de trabalho e falanges (assunto do curso su- pracitado), tentando trazer o entendimento dessa organização hierárquica segundo o estudo da Umbanda Sagrada. Pai Rodrigo continua sua explicação dizendo que o umbandista se relaciona e deve se relacionar sempre, desde Caboclo até Exu, com o mes-mo respeito, reverência e devoção de um à outro.

Níveis e Grau

Quando ouvimos falar que, uma Linha de Trabalho não está no mesmo nível hierárquico  que a outra, estamos percebendo a existência dos7 Níveis de Evolução que formam e caracterizam

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osgraus evolutivos:caboclos, pretos velhos, baianos, exus e etc.Sendo assim, em relação ao nosso plano físico, que é considerado o marco zero dessa escala, existem7 níveis de evolução em ascenção e 7 níveis em queda.

Esse plano é considerado o zero, pois aqui, seres de diver-sos níveis(evolução) e natureza(espécies), se encontram e vivem em uma única realidade, que funciona como uma

“escola reencarcionista” e o que não vai acontecer nos outros. Um espírito que atingiu o nível 1 positivo (ascen-ção) na escala evolutiva citada, já não tem mais a necessi-dade de reencarnar, mas caso isso aconteça, o motivo não será mais a busca por sua ascensão partindo deste ponto, mas sim por alguma outra razão como uma missão, por exemplo. Entretanto, tudo o que ocorrer em sua encar-nação impactará diretamente em seu processo evolutivo, positivamente e negativamente, mas isso é só um

aden-do ao texto. Falaremos sobre ascensão, queda e redenção oportunamente em outro artigo.

“Nós ainda estamos buscando lapidar a nossa alma, ampliar a nossa consciência, ter controle e entendi-mento sobre as nossas emoções e se harmonizar com o universo, com a criação.. Isso leva milênios, são muitas

vidas para acontecer e estamos aprendendo.” 

Pai Rodrigo Queiroz, em Entidades de Umbanda

Podemos entender que:

A Hierarquia de Umbanda se congura por meio dos seus

níveis hierárquicos, que são osníveis vibratórios onde determinado espírito se encontra, numa escala que vai de 0 à 7 no positivo e de 0 à -7 no negativo. Em cada um desses níveis estão assentados determinados graus, por

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exemplo, no nível 4 acredita-se que estejam o grau cabo-clo e preto velho. Mas armando isso, estamos instauran -do a dúvida:o que defne em qual nível cada espírito

estará?

Bom, na escala positiva estarão os espíritos que atingiram cem por cento de sua capacidade de expansão emocional, mental e consciencial dentro dos 7 sentidos da vida preen-chendo todos os “requisitos” que este nível propõe, sendo assim, evoluíram e foram “passando de fase” até chegar ao nível em que estão. Claro que isso não é tão simples assim, mas para que consigamos concretizar uma imagem sobre isso, colocaremos assim.

Em cada uma dessas fases, leia-se níveis, milhares de espí-ritos são direcionados e atraídos por diversas razões, (que também podem ser estudadas mais afnco e que

geralmen-te relacionam-se com os campos de atuação e foco do de- senvolvimento do trabalho) para um grau que o acolherá e possibilitará sua manifestação e comunicação com este plano.

Já na escala negativa temos os níveis de queda, que ao contrário da escala positiva quanto mais o ser emerge nesses níveis mais ele se distancia da evolução. No primei-ro nível dessa escala (-1) encontramos o grau Exu, que é o estágio onde se realocam os espíritos que já passaram por quedas mais densas adentrando-se nos níveis negati-vos, mas se conscientizaram e atualmente estão próximos a passar para o primeiro grau (positivo) na evolução, mas para esse assunto também temos outros caminhos para por em questão, mas de maneira geral é isso que aconte-ce.

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Falanges

Bom, dentro desses graus entendemos asLinhas de Tra-balho de Umbanda, e como dito, inserida nelas há milha-res de espíritos que estão nesse nível e se anizam pelo grau. Mas para organizar todo mundo dentro de seus res-pectivos graus, existem ainda as subdivisões, mais conhe-cidas como: falanges. É nas falanges que vamos encontrar os (afamados) nomes dos guias, como: Caboclo Tupi, Ca-bocla Jandira, Pai João de Angola e etc– cada um deles responde a uma falange.

São também milhares de espíritos que se identicam com cada um desses nomes, ou seja, não existe apenas um Ca-boclo Tupi, mas sim espíritos que usam do simbolismo que o termo os confere, seja para manifestar sua regência ou outros aspectos e que também podemos compreender com um estudo mais aprofundado sobre a interpretação

de cada um desses nomes. Dito isso e de uma maneira geral consideramos que as falanges são os agrupamentos espirituais que se dividem em campos especícos de atu -ação de espíritos de determinado grau.

Sendo assim encontraremos por exemplo, vários Cabo-clos Tupinambás, pois esses são espíritos sustentados pelo Senhor Tupinambá que por sua vez é o criador desta falange, e também um ser ascencionado já em uma esca-la evolutiva(grau) bem maior do que a dos espíritos que se unem em seu agrupamento. Todos os graus, linhas e falanges vão ser regidos por determinados orixás, mas dei-xaremos essa explicação para um próximo texto!

Texto: Júlia Pereira https://umbandaead.blog.br/2017/10/24/grau-linha-de-trabalho-e-falan-ge-o-que-sao-dentro-da-umbanda/

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 Quem é Oxum Opará?

CAPÍTULO

03

Em resposta a uma das seguidoras do blog, iremos falar um pou-co deOxum Opará e como acontece sua representação dentro da Umbanda. Mas, para isso tomaremos primeiramente a questão dos Orixás Originais e Orixás Naturais.

Orixás Originais

Deus não gera os seres em seu íntimo mas, é Ele quem dá sustenta-ção ao universo.

Ou seja, todas as criaturas, classes de seres e espécies visíveis e não visíveis se mantêm pela irradiação divina que vem Dele.

Dentro disso, temos as divindades, que são os Orixás e que equi-valem-se aos tronos de Deus. Os tronos de Deus por sua vez são as

classes das divindades que estão mais próximas do ser humano, pois essas regem a vida e evolução dos seres.

Para cada Trono/Divindade temos então uma qualidade divina, que se manifesta innitamente por meio de seu magnetismo, vibra -ção, irradiação energética, grau hierárquico, pelo seu mental, sua natureza e seus sentidos. Mas, a explicação sobre cada uma dessas manifestações é assunto para um próximo post.

O que pretendemos hoje é chegar a explicação dos Orixás Naturais e assim relatarmos a existência de Oxum Opará. A cada um desses tronos então identicamos um estágio e um nível de evolução. Por exemplo:Os seres que vivem no nível dos tronos naturais são conscientes e os que vivem no nível dos tronos estrelados são

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hiperconscientes.

E assim acontece, desde os Tronos Fatorais passando por mais nove tipos de Tronos até chegar aos Tronos Universais e isso também é assunto para uma próxima ocasião.

Dentro disso, conseguimos entender que os Orixás “origi-nais” são os senhores do alto, regentes planetários e os Natu-rais são os regentes de dimensões. Se deseja se aprofundar nesse assunto, indicamos o livro Gênese Divina de Umbanda Sagrada, de Pai Rubens Saraceni.

Orixás Naturais

Cada um dos seres serão atraídos por um Orixá/Trono/Divin-dade que lhe atribuirá a qualiOrixá/Trono/Divin-dade original, por exemplo um ser que é atraído pelo trono de Ogum, terá como qualidade original o fator ordenador.

Após isso, ele irá ser atraído por uma segunda onda vibra-tória que irá denir suas qualidades. Sendo assim, temos os

Orixás Originais que regem o fator do ser, e os Orixás Naturais que irão ser o seu qualicativo, distinguindo-o de outros se -res, e como já dito acima essa formação ainda conta com o magnetismo, vibração, irradiação energética, grau hierárqui-co, mental, natureza e seus sentidos para distingui-los como um ser único.

“Ogum Megê é ordenador da Lei, pois na vertical é regido  pela irradiação ordenadora do Orixá Natural Ogum, que

lhe deu sua qualidade Ogum (ordenador).

Mas, na horizontal, cuja corrente eletromagnética quali  -ca sua qualidade original, ele é ordenador nos -campos da evolução e é tido como o Ogum das Passagens (de níveis

vibratórios).” 

Trecho livro Gênese Divina de Umbanda Sag rada

Mas, afnal quem é Oxum Opará?

Sendo assim, depois de toda essa explicação, chegamos a conclusão que Oxum Opará é a representação humanizada de uma das qualidades dos Orixás naturais.

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estudo Teologia de Umbanda, “essas entidades naturais manifestam as qualidades dos Orixás maiores num nível além do que estamos acostumados, sua presença se faz  sentir como a presença viva da divindade por meio da in-tensidade de vibração e energia. Esses seres naturais as- sumem forma humanizada para melhor se fazerem

enten-der”  aponta.

E ele continua explicando que podemos encontrar esses ori-xás naturais atuando em diversos campos, tal como Oxum da Fé, e outras mais popularizadas como Oxum Opará. O sa-cerdote arma também que na Umbanda não há essa tra -dição de dar nomes aos qualicativos dos Orixás e que nor -malmente eles são conhecidos pelo campo de atuação. “O estudo destas combinações é chamado de Ciência Divina e é ele que mostra o entrecruzamento de forças que dá ori- gem a tantas formas e nomes. Veja: Ogum Marinho (Ogum e Yemanjá), Ogum Matinata (Ogum e Oxalá), Ogum Megê (Ogum e Omolu), Ogum Rompe Mato (Ogum e Oxossi), Ogum do Fogo (Ogum e Xangô), etc. Nenhum destes Oguns é o Pai Maior Ogum e sim entidade naturais de Ogum e

cada um tem sua forma humanizada diferente”  relata. Nos cultos de nação, a representação de Oxum Opará não tem um consenso, por isso, para algumas vertentes ela é uma divindade a parte, nascida de Xangô com Obá, já para outras ela se classica como uma qualidade de Oxum. Tem ligação forte com Oyá, o que lhe concede diversos mitos rela-cionados com a Orixá. Possui o abebê(espelho) em uma mão e a adaga(espada)em outra.

Oxum Opará então é a gura da mulher guerreira, intempes -tiva, a fusão das águas dos rios com a ventania, por vezes também é retratada como impiedosa e punitiva. Seus mitos e lendas partem da região de Osogbô e Oyó.

Texto: Júlia Pereira Fonte de Pesquisa: Livro Gênese Divina de Umbanda Sagrada, Pai Rubens Saraceni https://umbandaead.blog.br/2016/03/02/quem-e-oxum-apara/

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 Quem é Ogum Xoroquê?

 É metade Exu?

CAPÍTULO

04

Ogum Xoroquê nos Cultos de Nação

Na tradição oral presente nas religiões de matriz africana e com mais anco nos Cultos de Nação, Ogum é mencionado nos mitos como irmão de Exu e a proximidade desses dois Orixás nessas cul-turas é tão grande que por vezes as suas representações confun-dem-se.

Para o doutor em sociologia e especialista em estudos de religiões afro-brasileiras Reginaldo Prandi, Ogum é o Deus do ferro, da guer-ra e da tecnologia, no seu livro Os Candomblés do Bguer-rasil Pguer-randi des-creve as qualidades do Orixá como Ogunjá, Mejê, Onirê, Alacorô, Aiacá, Oromina e ainda Xoroquê que segundo o autor é um Ogum

que é metade Exu.

A Dr. Patricia Globo que também é Ekedi do Ilê Axé Iemojá Orukoré Ogum nos explica isso dizendo que no Candomblé é comum a pes-soa dizer“eu sou de Ogum Xoroquê” e isso não quer dizer que ele seja lho de outro Orixá que não seja Ogum, mas sim que Xoroquê é uma qualidade, um caminho ou uma especicidade diferente desse Orixá.

“Ogum Xoroquê é aquele que é muito próximo de Exu é o Ogum que se aproxima mais de Exu. E da onde vem isso? Dos mitos, das histórias, da tradição do Candomblé e signica o conceito de qualidade, de avatar dos Orixás. Quase todos os Orixás tem

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a sua qualidade e as suas especicidades, isso dá uma característica quase única para a divindade.” 

Patricia Globo em estudo Tradição do Candomblé – Umbanda EAD

Ela explica também que no transe (dança)ele é muito pareci-do com os outros Oguns e algo que o diferencia é a possível presença do Ogó, instrumento em formato fálico elemento símbolo do Orixá Exu Africano e característico da manifesta-ção do Xoroquê.

No Candomblé a questão do Orixá que rege sua cabeça é algo extremamente importante, é de acordo com a liação de cada lho de santo que os outros membros do Ilê irão se relacionar com ele, por isso a informação sobre as particu-laridades de cada Orixá são imensamente relevantes para o povo de santo.

“Ela vai dizer que é de Oxum Apará, então você vai saber que é a Oxum que tem uma história com Iansã, que vai usar rosa, não vai usar tanto o amarelo que é a cor

prin-cipal de Oxum, mas vai usar rosa, pode usar metais ver-melhos ao invés de dourados. Esse então é o conceito de qualidade, de avatar dos Orixás, que é muito importante

dentro do Candomblé.” 

Dr. Patricia Globo

Patricia também esclarece que Ogum Xoroquê é muito queri-do nos Canqueri-domblés e que ele seria um Ogum“mais bravo”

ou intempestivo.

No angola: Incôssi, Incossimucumbi e Roximucumbi; no Jeje: Gun.Sincretiza-do com Santo Antônio e São Jorge, é saudado com o grito Ogunhê Patacori! Os Candomblés de São Paulo, p. 127.

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Exu o mal, o pecado; Ogum, a guerra, as lutas e vias de fato; Xaponã,a peste a varíola, etc., são supostos a residir ou reu-nir-se em encruzilhadas das ruas, estradas ou caminhos, de onde se espalham, dispersaram ou irradiam em todos os sen-tidos. Os Africanos no Brasil, Nina Rodrigues.

 A origem na África

A dualidade de Ogum Xoroquê surge anterior ao Candomblé, onde no continente africano existia a crença em dois tipos de deuses os Irun Imole e os Igbá Imole, sendo o primeiro Deuses do céu e o segundo Deuses da terra. Segundo a cren-ça Olodumarê teria escolhido Ogum para fazer a guarda e a comunicação entre essas classes de Deuses.

Ogum que era considerado um Omodê Okunrin ou Descen-dente Masculino dos Orixás Dudu (Orixás negros), contou com a criação de uma terceira categoria de Orixá, os Imole Exú, à eles caria a função de protetores de cidades como

Lalu, Akessan, Alaketu, Baralakossô e ainda seriam eles os guardiões e servidores dos Orixás Omodê Okunrin e Obirin. A partir disso o culto à Ogum(Omodê Okunrin)estaria ligado ao dos Guardiões Imole Exú, sendo o Imole Exu Sorokê um guardião de Ogum, se mesclando de tal forma que passou a ser entendido como um Orixá Meji ou Duplo, metade Ogum e metade Exu Xoroquê.

Mito Ogum Xoroquê

O culto de Ogum Xoroquê está ligado também ao fogo, ao trovão e a forças ligadas à Xangô, sendo que uma de suas lendas contam sobre o dia em que Ogum ao voltar de uma caçada e não encontrar vinho de palma, cou extremamente irritado o que o fez decidir subir no alto de uma montanha e se cortar cruelmente, gritando e cobrindo-se de sangue e fogo.

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fatos históricos, existem para revelar arquétipos, perl  psicológicos, histórias de vida dentre outros aspectos.” 

Pai Alexandre Cumino em Teologia de Umbanda – Jornada

Vestindo-se de mariwo esse Ogum, agora chamado de Ogum Xoroquê saiu em jornada, guerreando, lutando, invadindo e conquistando. Por essa característica a população acredita-va que Ogum teria se transformado em Exu. “Toda vez que  Xoroquê se zanga ele sai para o mundo para guerrear e descontar sua ira chegando até a ser considerado um Exu e quando retorna a Ire volta a sua característica de Ogum  guerreiro e vitorioso Rei de Ire” – Mito Yorubá.

Na Umbanda quem é Ogum Xoroquê?

Quando Pai Rubens Saraceni coloca na introdução do seu livro Orixás Ancestrais a seguinte mensagem “que todos aprendam com seus ensinamentos, mas que ninguém ne- gue a eles os créditos devidos pois, tenho certeza, eles abri-ram para o plano material as chaves da compreensão de

alguns dos mistérios de Deus. Mestres da Luz, sejam sem- pre abençoados, pois deram à religião umbandista e a

to-das as outras, chaves inimaginato-das!”.

Ele deixa claro à quem devemos nos lembrar quando assun-tos como este, tratado a seguir, foram aberassun-tos e explicados aos irmãos de Umbanda. Segundo a Ciência Divina, cada di-mensão, realidade, universo e etc são regidos por determi-nadas Divindades que fazem parte e também determinam a natureza de vida que ui ali.

Essas divindades são hierarquizadas e além disso, ainda te-mos a compreensão que os seres, vivem cada um em um es-tágio da vida na escala evolutiva. Enm, este não é o assunto de hoje, mas para entender Ogum Xoroquê precisamos sa-ber as diferenças entre Orixás regentes de Tronos dos Orixás Naturais.

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Entrecruzamento

Os padrões vibratórios das naturezas dos seres sempre esta-rão ligados aos Orixás Maiores(individualizações de Deus ou regentes de Tronos)e é a partir da imantação dessas divinda-des que também se formam as hierarquias divinas dos Seres Naturais. Pai Alexandre Cumino explica que esses seres ma-nifestam as qualidades dos Orixás Maiores em um nível mui-to maior do que nós vivenciamos em nossas vidas, são seres puros nesses mistérios e por isso não vivem em um misto de irradiações como nós vivemos nesse contexto terreno.

“Da mesma forma que nós temos ancestralidade nos Orixás, da mesma maneira que as falanges de entidades humanas se agrupam sob a imantação de um Orixá, isso ocorre entre os Seres Encantados e com os Seres Naturais,  porém na dimensão em que vivem se relacionam apenas

com uma regência.” 

Pai Rodrigo Queiroz em Entidades de Umbanda

Entretanto há o entrecruzamento de magnetismos, cada um dos seres serão atraídos(verticalmente)por um Orixá/Trono que lhe atribuirá a qualidade original, por exemplo um ser que é atraído pelo Trono de Ogum, terá como qualidade ori-ginal o fator ordenador. Após isso, ele irá ser atraído (ou atin -gido horizontalmente) por uma segunda onda vibratória que irá denir sua função.

“Dentro de uma mesma natureza encontraremos Seres Naturais atuando em campos diversos, nos quais iden-ticamos uma Oxum da Fé, outra do Conhecimento, da  Justiça, da Lei… algumas tem nomes conhecidos como é

o caso de Oxum Apará, no entanto não há uma tradição na Umbanda com relação a diversidade de nomes quali 

-cativos dos Orixás.” 

Pai Alexandre Cumino em Teologia de Umbanda – Jornada

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no-mes já dão uma pista do seus qualitativos como Ogum Bei-ra-Mar, Ogum Megê, Oxum Apará, Iansã do Bale, Ogum Xoro-quê.. apresentam-se na maioria das vezes nessa forma mais

“humanizada” pois com isso, se fazem entender mais facil-mente por nós e ainda apresentam simbolismos presentes no mistério pelo qual atuam.

“O estudo destas combinações é chamado de Ciência Divi-na e é ele que mostra o entrecruzamento de forças que dá origem a tantas formas e nomes. Nenhum destes Oguns é o Pai Maior Ogum e sim entidades naturais de Ogum, cada um tem sua forma humanizada diferente. Todos eles têm a mesma natureza direcionada para campos de atuação di-ferentes.” 

Pai Alexandre Cumino em Teologia de Umbanda – Jornada

E para entender a diferença entre os Caboclos de Ogum, Ca-boclos de Ogum Xoroquê, Oguns Xoroquês, Exus Xoroquês e etc manifestado no terreiro para um Orixá Natural Ogum Xoroquê, Cumino pontua “simples, Caboclos incorporam e dão consultas, Orixás incorporam e executam toda uma ri-tualística sem pronunciar nenhuma palavra e quando

mui-to dizem, falam apenas o seu nome“.

Por isso, um médium pode incorporar Ogum Xoroquê e de-pois descobrir que este é um espírito humano Caboclo de Ogum Xoroquê e por isso ele se manifesta com as mesmas características de uma entidade, que como colocado por Cumino se difere da manifestação do Orixá/Ser Natural. Para saber mais leia também: QUEM SÃO OS ORIXÁS QUE IN-CORPORAM NA UMBANDA?

Portanto de uma forma interpretativa na Umbanda – que aceita a Ciência Divina e dá suporte para a compreensão desse acontecimento na religião – Ogum Xoroquê é um ser natural de Ogum e sendo assim tem como natureza o Trono Ordenador da Lei, mas que atua na força e no mis-tério do Orixá Exu.

Não entendemos que esse seja um ser que é metade Exu e metade Ogum, mas sim, que ele tenha em sua essência es-sas duas composições energéticas, sendo a primeira sua

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na-tureza e a segunda sua atuação. Assim como acontece com as demais falanges de espíritos humanos, como por exemplo Caboclo das 7 Encruzilhadas (Caboclo = grau hierárquico 7 Encruzilhada – mistérios de Oxalá, Ogum, Obaluayê).

Manifestação de Ogum Xoroquê

Aos médiuns que trabalham com a manifestação de Ogum Xoroquê é comum o relato de uma manifestação intensa, vibrante, com dança e giro frenéticos e também de energia mais densa, característica da inuência energética do misté -rio de Exu.

É também comum a manifestação de Xoroquê nos dias de trabalhos mais pesados, em que os atendimentos irão de-mandar mais fortemente do corte de magias e do encami-nhamento de energias negativas acumuladas e cultivadas pelo próprio consulente. Entretanto, não é um consenso que isso aconteça somente nesses casos, pois, o médium que tra-balha com Ogum Xoroquê, naturalmente irá manifestar esse Orixá nas chamadas de Orixá.

Ogum Xoroquê já esteve na África, vive no Candomblé, na

Quimbanda e é presença forte nos terreiros de Umbanda. Deixe seu comentário sobre sua relação com essa força!

Salve Nossos Guardiões da Lei! Salve Ogum Xoroquê! Exu Xoroquê! Caboclos Xoroquê!!

Texto: Júlia Pereira Entrevista: Dr. Prof. e Ekedi da Casa das Águas, Patricia Globo Consultoria: Pai Rodrigo Queiroz Imagem página 17: Magia do Axé Fontes de Pesquisa: • Teologia de Umbanda – Jornada, com Alexandre Cumino • Gênese Divina de Umbanda Sagrada, Rubens Saraceni, Ed. Madras. • Deus, Deuses e Divindades, Alexandre Cumino, Ed. Madras • Estudo Tradição do Candomblé – Umbanda EAD • Os Candomblés do Brasil, Reginaldo Prandi • Os Africanos no Brasil, Nina Rodrigues https://umbandaead.blog.br/2017/10/18/quem-e-ogum-xoroque-exu/

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