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Relatório Comparativo das Monitorizações
Psicossociais da Central da Valorsul
(1999-2013)
FPCE, Universidade de Lisboa - José M.Palma-Oliveira
Factor Social - Dalila Paulo Antunes; Nuno
Miguel Patrício Marques
Relatório Comparativo das Monitorizações Psicossociais da Valorsul (1999-2013)
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Resumo
Desde 1999 que se realizam anualmente monitorizações psicossociais da CTRSU (central de tratamento de resíduos sólidos urbanos) da Valorsul que visam compreender o modo como a população avalia a instalação e a sua actividade.
Em particular a monitorização psicossocial procura recolher informação relativa a: Conhecimento sobre a Valorsul; Percepção do ruído; Percepção dos fumos e cheiros; Percepção de risco; Identidade da comunidade local; Atitude face à central e Estimativa da distância da residência à instalação. Recolhidos os dados caracteriza-se a avaliação da comunidade face à CTRSU e comparam-se os resultados actuais com os recolhidos em monitorizações anteriores.
Os resultados mais recentes demonstram que a população envolvente tem uma atitude neutra (com tendência para a positividade) em relação à central. A percepção de risco encontra-se abaixo do ponto médio da escala e alguns dos valores mais baixos de incómodo ocorreram recentemente. A identidade social local influencia estas últimas variáveis, pois os níveis mais altos de identidade correspondem a valores inferiores destas percepções. Embora os valores sejam baixos, a zona mais próxima apresenta níveis superiores às zonas mais distantes.
Breve descrição do método
As monitorizações Psicossociais da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da Valorsul ocorrem desde 1999; sendo que durante os primeiros anos decorreram semestralmente, passando posteriormente a uma periocidade anual e desde 2011 que decorrem num regime bianual.
Até à data foram realizadas no total dezanove monitorizações. Até à 10ª monitorização (Janeiro 2004) utilizou-se um painel de 700 sujeitos (usada integralmente no primeiro estudo) a partir da qual foram extraídas subamostras mais pequenas para cada monitorização. A partir da décima primeira monitorização (Dezembro 2004) optou-se por realizar uma amostragem anual aleatória, para colmatar a perda de amostra e repetição de inquiridos.
Na 19ª monitorização foram realizadas algumas alterações à metodologia do estudo, sendo de salientar as seguintes:
• Mantém-se uma amostra de 300 indivíduos, mas focaliza-se a zona de
recolha de dados. Até à 18ª monitorização utiliza-se uma amostragem anual com cerca de 300 inquiridos, dividida em 3 zonas correspondentes às distâncias de até 1 km, entre 1 e 5 km e entre 5 e 10 km da incineradora. Na 19ª considerou-se
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3 apenas as duas zonas mais próximas, isto porque a zona mais distante apresentava consistentemente resultados que indicavam não ser afectada. Esta mudança aumenta a representatividade dos que potencialmente serão mais afectados, pelo que seria de esperar um aumento dos valores de incómodo e de percepção de risco.
• O critério de amostragem foi o de amostragem estratificada, segundo um
modelo probabilístico.
• A entrevista passa a ser realizada através de entrevista porta-a-porta,
abandonando o recurso à entrevista telefónica, usada até à 18ª monitorização.
• O questionário é encurtado, realizando-se uma selecção criteriosa das
questões, mas mantendo a possibilidade de comparação com as avaliações realizadas em anos anteriores.
A seguir descreve-se a evolução dos principais resultados as relações entre as variáveis.
Atitude face à CTRSU
Globalmente, a atitude da população face à CTRSU tem-se mantido acima do valor médio (n=3) mas existem diferenças estatisticamente significativas (F(18, 5763)=5,0488, p=,00000). Os valores mais baixos ocorreram nas primeiras monitorizações (Março 1999, Dezembro 1999) e na sexta monitorização (Janeiro 2002). É possível que o decréscimo de atitude na sexta monitorização esteja
associado ao pico da polémica sobre a co-incineração.Foram ainda registados mais
dois decréscimos, na 14ª (2007) e na 19ª monitorização (2013), embora os
mesmos não sejam estatisticamente significativos. Estas alterações poderão dever-se às greves existentes nesdever-ses mesmos anos e à sua visibilidade nos órgãos de comunicação social (Fig. 1).
Relatório Comparativo das Monitorizações Psicossociais da Valorsul (1999-2013) 4 Monitorização F(18, 5763)=5,0488, p=,00000 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Monitorização 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 A ti tu d e 1
Figura 1 - Atitude face à CTRSU em função da monitorização ZONA F(2, 5777)=156,63, p=0,0000 1 2 3 ZONA 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 A ti tu d e 1
Figura 2 - Atitude face à central segundo a zona
Agrupando os dados de todas as monitorizações constata-se que a atitude é significativamente superior na zona mais distante, adquirindo uma valoração claramente positiva (F(2, 5777)=156,63, p=0,0000) (Fig.2).
Incómodos
A figura 3 representa as diferenças entre os incómodos e a sua evolução ao longo das monitorizações, sendo que nenhuma média ultrapassou o valor médio da escala (que corresponde ao valor 3). A mudança que se destaca é a grande descida do incómodo relativo aos fumos a partir da 13ª monitorização (2006) (Rao R (34,12808)=14,81; p<0,000). De acordo com as informações fornecidas pela Valorsul, parte deste resultado poderá resultar de uma melhoria de procedimentos, nomeadamente, a manutenção dos portões fechados da fossa de descarga. No entanto, tal não é suficiente para justificar esta tendência continuada de descida. Entre a 13ª (2006) e a 16ª monitorização (2009) assistimos a uma obtenção de valores mínimos consecutivas relativos aos fumos e cheiros, sendo que a décima sexta apresenta o valor mais baixo de sempre (Tukey: <0.005). Na 17ª (2010) e 18ª monitorização (2011) existem algumas variações mas continuam a apresentar dos valores mais baixos (Fig. 3).
Assim sendo, como não existiram outras alterações significativas na instalação, considera-se que a diminuição de incómodo foi influenciada por factores externos, que poderão ter sido, por exemplo, alterações noutras fábricas da região.
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5 Antes da mudança mencionada, os dois tipos de incómodo (ruídos e fumos) encontravam-se claramente separados, sendo que, daí em diante os valores andam bastante próximos. É visível que a média do incómodo relativo aos fumos e cheiros foi sempre superior ao incómodo dos ruídos até à 15ª monitorização (2008). A partir da 16ª monitorização (2009) o ruído passa a registar níveis de incómodo superiores aos fumos e cheiros devido a uma grande descida do incómodo associado a estes últimos.
Nos ruídos, embora as variações não sejam grandes, é de salientar a subida de valores na 17ª monitorização (2010), atingindo o valor mais elevado de sempre.
Figura 3 – Evolução dos diferentes tipos de incómodo ao longo das monitorizações
Na 19ª monitorização foi decidido alterar a classificação dos incómodos. Anteriormente era considerada a intensidade e a severidade do incómodo, e em 2013 passou-se a considerar a intensidade e a frequência do incómodo. É possível recriar esta nova classificação desde a 14ª monitorização (Fig. 4), verificando-se a existência de diferenças significativas (F(10,3632)=8,6526, p=,00000) que replicam o mesmo padrão acima descrito. Comparando os dois gráficos (Fig. 3 e Fig.4) verificamos que existe uma grande coincidência entre estas duas medidas (anterior – intensidade e severidade, e actual – intensidade e frequência). Análises
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6 adicionais demonstraram que no caso dos fumos e cheiros não existem mesmo qualquer tipo de diferença estatisticamente significativa.
De sublinhar ainda que na 19ª monitorização passou-se também a analisar os fumos e cheiros em separado. Ainda assim, as comparações com esta separação só serão feitos num futuro em que exista um número suficiente de dados. Até lá utilizaremos a média aritmética destes dois incómodos para efectuar a comparação com os resultados de monitorizações anteriores.
Incómodos por monitorização
Wilks lambda=,95400, F(10, 3632)=8,6526, p=,00000 Fumos e cheiros Ruído 14 15 16 17 18 19 Monitorização 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0
Figura 4 – Evolução dos diferentes tipos de incómodo ao longo das monitorizações (novo cálculo)
Posto isto resta dizer que considerando as alterações efectuadas não faz muito sentido estar a utilizar uma comparação estatística relativamente aos fumos e cheiros entre a 19ª monitorização e as anteriores dado que para além do método de cálculo ser diferente, a amostra e o método de recolha de dados também são diferentes.
Não obstante podemos comentar que, como referimos anteriormente, era esperado que a mudança de amostra sobrecarregando o peso da população mais próxima à CTRSU, deveria aumentar a média de incómodo. Contudo, apesar desta situação se confirmar, o valor da 19ª monitorização não é mais elevado que os valores da 14ª e 15ª monitorizações, que observando a figura 3 percebemos que são valores historicamente baixos.
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7 Quanto aos ruídos, podemos afirmar que existiu uma ligeira diminuição, pois verificou-se um fenómeno exactamente contrário ao esperado devido à alteração da amostra. No entanto, mesmo com a alteração de cálculo, encontramos um valor baixo e coincidente com os valores que este incómodo tem apresentado (à volta do nível 2).
A observação da figura 5 ajuda-nos a caracterizar melhor a descida de incómodo relativo aos fumos e cheiros, pois embora se verifique um decréscimo em qualquer das zonas, este é mais visível na zona intermédia a partir da 11ª monitorização (Dezembro 2004).
Incómodos fumos e cheiros por zona e monitorização F(34, 6367)=4,0364, p=,00000 Zona 1 Zona 2 Zona 3 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Monitorização 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 In có mo d o f u mo s e ch e iros
Figura 5 – Evolução do incómodo relativo aos fumos e cheiros ao longo das monitorizações e por zona
Na figura 6 replicamos a análise tendo em conta as últimas 6 monitorizações incluindo a 19ª monitorização de acordo com o novo cálculo e não encontramos diferenças significativas, se bem que é necessário ter em conta as reservas anteriormente expressadas.
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Incómodo fumos e cheiros por monitorização F(9, 1802)=1,8041, p=,06290 Zona 1 Zona 2 Zona 3 14 15 16 17 18 19 Monitorização 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 In có mod o f u mo s e ch ei ro s
Figura 6 – Evolução do incómodo relativo aos fumos e cheiros ao longo das monitorizações e por zona
A figura 7, representa as variações dos incómodos tendo em conta a nova fórmula de cálculo nas últimas seis monitorizações. Verifica-se que nos fumos e cheiros, os valores decrescem significativamente com a distância, o que indicia que a CTRSU tem alguma influência na percepção dos residentes, principalmente na zona mais próxima. No que concerne ao ruído, não existem diferenças estatisticamente significativas entre as três zonas, pelo que aparentemente a influência da CTRSU é mínima.
Se compararmos com a figura 8 que representa a análise que incluí todas as monitorizações até à 18ª, verificamos que a figura 7 torna clara as alterações das últimas monitorizações, com a queda do incómodo por fumos e cheiros, principalmente nas zonas mais distantes, o que faz com que nessas zonas o incómodo dos ruídos (que é semelhante entre as três zonas) seja superior que o dos fumos. Na figura 8, devido aos resultados das monitorizações mais antigas, o decréscimo do incómodo dos fumos e cheiros com a distância é menos acentuado e está sempre acima do incómodo dos ruídos.
Convém acrescentar que, em nenhum dos casos, o incómodo é superior ao ponto médio (que corresponde ao valor 3) da escala.
Relatório Comparativo das Monitorizações Psicossociais da Valorsul (1999-2013) 9 Zona Wilks lambda=,95258, F(4, 3638)=22,363, p=0,0000 Fumos e cheiros Ruído 1 2 3 ZONA 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0
Figura 7 - Efeito da zona nos diferentes incómodos (dados da monit. 14 à 19)
Figura 8 - Efeito da zona nos diferentes incómodos (dados da monit. 1 à 18)
Verifica-se também que os indivíduos com uma maior identidade local apresentam valores mais baixos de incómodo. O efeito é mais claro quando incluímos mais monitorizações (Rao R (8,10634)=43,76;p<0,000) mas também é significativo tendo em conta apenas as cinco últimas (F(8, 2982)=7,79, p=,00000) (Fig. 9 e 10). Identidade Wilks lambda=,95949, F(8, 2982)=7,7874, p=,00000 Fumos e cheiros Ruído 1 2 3 4 5 Identidade 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0
Figura 9 - Efeito da zona nas diferentes incomodidades (dados da monit. 14 à 19)
Figura 10 - Relação entre a identidade local e o incómodo (dados da monit. 1 à 18)
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Percepção de risco face à CTRSU
As monitorizações psicossociais incluem uma medida de percepção de ameaça (afectação pessoal que o risco assume) e outra de percepção de risco (numa dimensão de medo do risco). Nos últimos comparativos tem sido utilizada a percepção de ameaça, mas devido às alterações no questionário, neste momento faz mais sentido utilizar a percepção de risco. Acresce que é possível calcular a mesma para todas as monitorizações desde o início.
Embora os resultados variem entre as diferentes zonas e monitorizações (F(34, 5505)=3,0949, p=,00000), actualmente a central tende a ser percebida como pouco ameaçadora pois desde a 14ª monitorização (2007) que não é atingido o valor médio da escala (que corresponde ao valor 3) (Fig. 11).
Ameaça por zona e monitorização F(34, 5505)=3,0949, p=,00000 Zona 1 Zona 2 Zona 3 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Monitorização 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 Perce p çã o d e ri sco
Figura 11 - Percepção de risco da central segundo a zona
Ao longo do tempo assistimos a uma evolução que se replica nas diferentes zonas, sendo que os altos e baixos são bastante semelhantes entre zonas. A zona mais distante apresenta tendencialmente os valores mais baixos, o que é estatisticamente confirmado (Tukey unequal n HSD: <0.005).
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11 A principal alteração encontra-se na zona intermédia, devido a um decréscimo de valores da nona monitorização (Agosto 2003) em diante. Os resultados têm-se mantido baixos, tendo sido atingido o valor mais reduzido na décima sexta monitorização (2009). Posteriormente existiu um ligeiro aumento, mas os resultados continuam a ser baixos. A redução da percepção de risco na zona 2 fez com que deixasse de apresentar resultados semelhantes à zona 1 (Fig. 11). Esta redução acompanha a descida do incómodo relativo aos fumos (Fig. 5), o que evidencia que estas duas variáveis estão correlacionadas.
A zona mais próxima é a que possui a maior percepção de risco desde a 12ª monitorização. No entanto apresenta valores abaixo da média desde 2007 (14ª monitorização). O seu valor menos elevado também se registou em 2009 (16ª monitorização), e embora tenha existido um ligeiro aumento após essa data, os últimos valores continuam a ser dos mais baixos que já foram registados.
A figura 12 (que agrupa os resultados de todas as monitorizações) revela que os indivíduos que mais se identificam com o local de residência sentem um menor risco, (F(4,4649)=27,954, p=0,0000). Identidade F(4, 4649)=27,954, p=0,0000 1 2 3 4 5 Identidade 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 Perce p çã o d e ri sco
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Conclusões
A monitorização psicossocial da central da Valorsul tem vindo a demonstrar uma série de resultados que poderemos resumir da seguinte forma:
1. Actualmente existe um grau de incómodo que em média é reduzido. Os inquiridos tendem a sentir-se pouco incomodados por uma série de estímulos ambientais como o ruído ou a poluição atmosférica. De salientar que o incómodo devido à poluição atmosférica, decresceu quando em comparação com os resultados anteriores a 2004, principalmente na zona intermédia. Como não existiram alterações na Valorsul que justifiquem na totalidade esta descida, as causas principais poderão ser exteriores. No entanto, os resultados demonstram que o incómodo percebido devido à poluição atmosférica é mais elevado nas zonas mais próximas da central.
2. A avaliação é tanto mais negativa quanto menor for a ligação ao local, quer nos incómodos, quer na percepção de risco. Este último dado coloca a avaliação do meio ambiente directamente relacionada com a identidade social local (i.e., quanto mais ligado, positiva e emocionalmente, menor incómodo percebido). O que comprova que a relação de um fenómeno físico com a sua percepção é mediada por outras variáveis.
3. Actualmente a central está associada a uma baixa percepção de risco, pois desde a 14ª monitorização (2007) que não é atingido o valor médio da escala. Ao longo do tempo existe uma tendência de descida, especialmente nas zonas mais afastadas. Comparando entre zonas, actualmente, é a zona mais próxima que apresenta os valores mais elevados.
4. A atitude em relação à CTRSU tem-se apresentado relativamente estável com valores neutros, com uma tendência para a positividade, estando sempre acima do ponto médio (n=3). Na zona mais afastada a atitude é claramente positiva. Os resultados mais baixos verificaram-se nas primeiras monitorizações (Março de 1999 e Dezembro de 1999) e também na 6ª monitorização (Janeiro de 2002 - possivelmente devido à questão da co-incineração). Existiram mais dois decréscimos, embora não sejam estatisticamente significativos, na 14ª (2007) e na 19ª monitorização (2013), sendo que em ambos os anos se registaram
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13 greves dos colaboradores cujos efeitos foram amplamente noticiados na comunicação social, o que talvez possa estar na origem destas alterações.
Os resultados das monitorizações psicossociais indicam que, aparentemente não existem impactes significativos e generalizados na população, pois a média dos níveis de incómodo e de percepção de risco são baixos e alguns dos valores mais baixos ocorreram recentemente.
Embora os resultados sejam bons, a atitude perante a Valorsul pode ser melhorada através de novas intervenções junto das populações geograficamente mais próximas.