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Comentários sobre o texto Igualdade e desigualdade de gênero no Brasil: um panorama preliminar, 15 anos depois do Cairo, de José Eustáquio

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Academic year: 2021

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Comentários sobre o texto Igualdade e desigualdade de gênero no Brasil: um panorama preliminar, 15 anos depois do Cairo, de José Eustáquio Diniz Alves e Sônia Corrêa

Maria Coleta F. A. de Oliveira

Antes de apontar as questões a mim suscitadas pela leitura do texto Igual-dade e desigualIgual-dade de gênero no Brasil: um panorama preliminar, 15 anos depois do Cairo, gostaria de mencionar alguns preliminares importantes. Pri-meiro, o escopo do trabalho realizado é imenso, cobrindo uma multiplicidade de áreas e dimensões dos gêneros no Brasil nos últimos 15 anos, ainda que tenha como ênfase os cinco anos mais recentes. Uma tarefa como essa representa um enorme desafi o. Mais adiante destaco os temas sobre os quais posso ter alguma contribuição a dar.

Em segundo lugar, os autores não pretendem fazer propriamente uma avaliação dos impactos da Conferência sobre População e Desenvolvimento de 1994. Isso é importante, pois, se assim fosse, advertem aos leitores, teriam que buscar instrumentos mais fi nos que permitissem examinar as relações entre as metas defi nidas e os resultados de medidas de política social adotadas pelo país para perseguir tais metas, o que não foi o caso.

Além disso – e esta é uma preliminar importante – os autores chamam a atenção para o fato de as mudanças em curso no Brasil e no mundo fazerem parte de um contexto mais amplo, não refl etindo apenas o que foi defi nido na Conferência do Cairo. A década de 1990 foi marcada por uma série de confe-rências multilaterais sobre direitos, sendo a mais óbvia a chamada Conferência da Mulher, ocorrida em Beijing em 1995, tendo havido outras, como a Confe-rência sobre Direitos Humanos de Viena, em 1993. O mais importante, porém, é a compreensão dos autores de serem as mudanças observadas e detectadas o resultado de transformações de mais largo prazo, que têm a ver com movimen-tos em curso na sociedade brasileira e enraizados em sua história. No caso do Brasil, especifi camente, já vivíamos antes do Cairo um movimento de expansão no reconhecimento de direitos sociais e individuais. A recuperação democrática após 20 anos de ditadura militar trouxe um crescimento de importância dos movimentos sociais, que desembocaram na Constituição de 1988, a chamada “Constituição Cidadã”. Porém, é bom que se diga que no Brasil, nos anos 1970

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e 1980, o movimento social teve também, direta ou indiretamente, papel impor-tante nos debates do Cairo, pois especialmente o movimento pelo reconheci-mento dos direitos das mulheres operava em articulação internacional. O Brasil assinou, juntamente com outros países, tratados e convenções que incidem sobre as questões de gênero, especifi camente aquelas que dizem respeito às mulheres. O que se avançava do ponto de vista de reivindicações lá fora de certa forma também se avançava aqui.

Uma terceira preliminar tem a ver com a estratégia escolhida para o tra-tamento do tema. A escolha por uma avaliação quantitativa, ou melhor, por um diagnóstico estatístico das tendências observadas nas dez áreas selecionadas traz algumas vantagens, porque permite evidenciar as diferenças no tempo. Porém também traz desvantagens ou difi culdades, pois algumas vezes o dado não fala por si. Aliás, nunca o dado fala por si. Normas, padrões ou construções sociocul-turais permeiam o sentido de associações e correlações e nem sempre as sutile-zas dessas relações podem ser expressas claramente em números, muito menos em dados sociodemográfi cos.

A revisão inclui os seguintes temas: família e domicílios; redução da mortalidade e aumento da esperança de vida; reversão do hiato de gênero na educação; tendências históricas e recentes da população economicamente ativa, segundo características da ocupação e rendimento; a questão do uso do tempo e dos afazeres domésticos; as difi culdades de conciliação entre trabalho produtivo e família; aposentadorias e pensões; autonomia feminina e desigualdades de gênero nos espaços de poder; a presença feminina nos esportes e na mídia; e as questões de violência de gênero e homofobia.

Um comentário geral pode ser feito ao tratamento dado em cada um dos temas selecionados. Um risco óbvio é a tentação de tomar diferenças que apa-rentemente favorecem as mulheres como indicador de melhoria ou de avanços nas relações de gênero. Senti falta de uma explicitação maior do que está por trás das diferenças. Esta lacuna é mais evidente no tratamento das diferenças nas expectativas de vida de homens e mulheres e nos níveis de escolarização masculina e feminina. O aumento na expectativa de vida é revelador das con-dições de saúde que ocasionam a morte. Esta é a razão de ser a expectativa de vida um indicador importante de desenvolvimento humano dos países. O fato de agravos de saúde afetarem mais um ou outro sexo é circunstância reveladora de problemas a serem enfrentados. Sabemos que muitos países apresentam uma

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sobremortalidade masculina, o que dá às mulheres chances de uma vida mais longa do que a dos homens. Contudo, como bem apontam os autores, no Brasil boa parte dessas diferenças se explica pela importância da mortalidade mascu-lina por causas externas em idades jovens. Os autores, no entanto, não fazem referência aos fatores que iluminariam a maior exposição dos homens a circuitos de violência, seja esta interpessoal ou no trânsito das grandes cidades brasileiras. A diferença nos níveis de escolarização feminina mereceria igual atenção. É fato – como asseveram os autores – que a ampliação da escolarização femi-nina em todos os níveis tem raízes estruturais profundas que não podem ser atribuídas à Conferência do Cairo. Porém, é inegável que este avanço constitui ganho importante com impactos positivos e também profundos nas relações de gênero. Se é verdade que os autores consideram a desvantagem na educa-ção para os homens uma questão de gênero, especialmente nas conclusões do trabalho, não há qualquer menção às razões de gênero que colocam meninos e jovens do sexo masculino fora da escola. Ou seja, não se perguntam sobre o papel que têm, nos resultados detectados nos dados, as expectativas sociais que recaem sobre os homens. Há talvez aí certa perversidade no que diz respeito às construções sociais dos sexos, que geram efeitos contraditórios, penalizando ora os homens – com indicadores de desempenho escolar e níveis de escolarização piores –, ora as mulheres, que, apesar de mais escolarizadas, concentram-se em nichos de ocupações ou em posições de menor prestígio e de rendimento mais baixo. A hipótese de que a maior escolaridade feminina resultaria das pressões enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho, ainda muito desigual, é relevante. Segundo esta hipótese, as mulheres teriam que ser mais qualifi cadas para poderem competir com os homens, sendo delas requerido um “a mais” para conseguirem posições mais elevadas. Porém, não podemos deixar de lado os constrangimentos de gênero que incidem sobre adolescentes e jovens do sexo masculino.

Já que mencionamos a questão da participação feminina no mercado de trabalho, vale observar ser este um dos temas mais bem tratados no documento. Os autores chamam a atenção para diversos aspectos, tais como: redução dos diferenciais de rendimentos do trabalho entre homens e mulheres (que ainda persistem); aumento das horas trabalhadas entre as mulheres (ainda que os tra-balhos em tempo parcial sigam sendo mais caracteristicamente femininos); e redução da informalidade no emprego feminino.

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Aqui novamente questões de gênero se destacam: não há como deixar de imputar a estas questões determinados diferenciais observados. Assim, como talvez os homens sejam mais pressionados a ganhar a vida mais cedo do que as mulheres, estas teriam mais folga para prosseguir nos estudos. Os autores chamam a atenção para o fato de que “a maior entrada feminina na PEA tem se dado nas idades entre 20 e 49 anos, período em que a maioria das mulheres já passou pelas experiências de casamento e da maternidade”.

Esta observação se articula com a análise sobre os arranjos familiares, de que tratarei logo adiante. Os autores destacam que crescem as famílias com casais em que o marido e a mulher auferem rendimentos do trabalho. De fato, é preciso não esquecer que, embora sejam hoje cada vez mais frequentes as famílias formadas por casais com duplo rendimento, não é também raro que os rendimentos femininos sejam menores do que os masculinos, mantendo as mulheres numa posição de “provedoras subsidiárias” em relação ao provedor masculino. As diferenças de rendimentos de homens e de mulheres colocam estas últimas em posição desfavorável em circunstâncias de separação conjugal ou de divórcio.

O tema do divórcio é, talvez, a principal lacuna do trabalho. Desde a Lei do Divórcio de 1977, suas taxas têm crescido no Brasil, ainda que não atinjam os níveis de países como a França ou os Estados Unidos. Parte da explicação para este fenômeno pode estar relacionada com as mudanças na condição feminina no país, tais como o aumento na escolarização e na participação das mulheres no mercado de trabalho. Casamentos insatisfatórios são hoje enfrentados pelas mulheres não mais – ou não apenas... – com resignação, mas com iniciativas de ruptura. Os dados do Registro Civil são eloquentes ao revelarem que a maioria das separações e dos divórcios é de iniciativa feminina. Não quero com isso su-gerir que não haja perdas para as mulheres como resultado de rupturas, especial-mente, mas não só, econômicas. Porém, o importante é que o casamento já não representa a única alternativa de vida mais ou menos digna para as mulheres.

Ainda no que diz respeito às famílias, gostaria de chamar mais uma vez a atenção para os riscos de interpretarmos dados insufi cientes. Neste risco es-tamos todos fadados a incorrer, em face da carência de informações de base populacional sobre processos de formação da família e características das rela-ções familiares. Estamos muito longe dos demógrafos canadenses, americanos ou europeus, que contam com levantamentos específi cos sobre esta dimensão

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fundamental da vida social. Especifi camente, é necessário tomar com cautela o indicador do chamado “casal DINC” – duplo rendimento e sem fi lhos – espe-cialmente a imputação a ele de um papel de indicador de retirada da procriação. Parte dos casais com estas características, por serem jovens, ainda não teve os fi -lhos que eventualmente terão. As estimativas se baseiam em um corte transver-sal, incluindo casais em que a mulher não teve fi lhos. Diante do retardamento na idade ao nascimento do primeiro fi lho, nada nos assegura de que parte delas deixe de tê-los no futuro.

O texto trata com destaque os confl itos entre produção e reprodução, que repercutem fortemente concepções e práticas de gênero vigentes na socieda-de brasileira, apesar dos avanços realizados. Estes confl itos são um dos temas centrais do século XXI, em circunstâncias em que passam a predominar famí-lias pequenas, com poucos fi lhos. Os elementos desse confl ito envolvem, de um lado, a questão da participação de homens e de mulheres nos afazeres domés-ticos e, de outro, os resultados das estratégias femininas de conciliação entre trabalho fora de casa e família.

Os autores chamam a atenção para a tendência a uma “masculinização” da participação feminina no mercado de trabalho, usando expressão de Esping-Andersen para o fato de as mulheres manterem-se na PEA – apesar da mater-nidade –, ampliando o número de horas trabalhadas. Enquanto isso, não houve uma “feminização” da participação masculina nos afazeres domésticos. Note-se que, como destacam os autores, é ainda importante o emprego feminino em tempo parcial. Os dados mostram que, no Brasil, enquanto 43% das mulheres têm jornadas de menos de 40 horas, entre os homens esta proporção é de 20%. Masculinização, pero no mucho!

A defasagem é enorme, com as mulheres despendendo em média cerca de três vezes mais horas do que os homens nas tarefas da casa. É interessante que os dados quantitativos mencionados pelos autores relativamente a casais com e sem fi lhos corroboram achados qualitativos, segundo os quais a chegada de fi lhos é quando “o carro pega” e as rodas começam a girar para trás. Mesmo em famílias cujos casais sustentam concepções progressistas de gênero, o nascimen-to de fi lhos parece fazer reverter os avanços ideológicos em relação à disposição masculina em se envolver nos afazeres domésticos.

Creio que são importantes medidas que valorizem a esfera da reprodução. Temo que, ao saudarmos a ampliação da participação econômica das mulheres,

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estejamos colocando uma régua produtivista em nossas avaliações, deixando de lado a possibilidade de construirmos uma sociedade mais fl exível, para as mu-lheres e para os homens. Pode ser uma utopia. Mas a lógica do mercado de tra-balho, especialmente a do emprego, exclui as atividades familiares do cotidiano do empregado ideal, homem ou mulher. Já temos notícia acerca da adoção de jornadas fl exíveis em empresas, mas desconheço a extensão de sua adoção – aqui e no resto do mundo – e o quanto este tipo de arranjo inclui ou não homens em seu público-alvo. Esta questão tem sido objeto de discussão em outros países, onde a política social avançou do ponto de vista de normas amigáveis à vida fa-miliar. As políticas envolvem, de um lado, benefícios de afastamento temporário do trabalho por parte de pais e mães quando do nascimento de fi lhos e, de outro, a provisão de alternativas de cuidado infantil.

Porém, os desafi os do gênero vão além das políticas sociais. Em alguns casos, apesar do avanço na legislação, obstáculos persistem no que diz respeito ao uso pelos homens dos benefícios previstos, como os regimes de trabalho que visam promover o envolvimento paterno na criação dos fi lhos. Isto porque a lógica do mercado penaliza quem faz uso destes benefícios, na forma, por exem-plo, de impactos negativos na progressão na carreira.

Este é um assunto que demanda mais refl exão e pesquisa. É verdade que as políticas sociais têm muito a contribuir no que diz respeito à provisão de cuida-dos com a infância. Os autores chamam corretamente a atenção, a meu ver, para o fato de, no Brasil, a conciliação entre trabalho e família ter pouca legitimidade social e política. O trabalho de Esping-Andersen para o mundo desenvolvido, citado pelos autores, mostra com clareza que, nas sociedades em que as alterna-tivas de cuidado pelo Estado e pelo mercado existem em grande proporção, a participação das mulheres em empregos/trabalhos em tempo integral aumenta. Recentemente, o adiamento do início das aulas em razão da gripe suína colocou na mídia brasileira novamente o drama das trabalhadoras de todos os níveis sociais para equacionar o cuidado de seus fi lhos e poderem trabalhar. Digo no-vamente porque, depois da grande repercussão dos movimentos por creches nos anos 1980, este assunto tem recebido muito pouco destaque, ainda que fi gure entre as metas não atingidas de governos municipais por todo o país.

As questões de violência de gênero e homofobia são outros dois dos temas centrais abordados no trabalho. No que diz respeito à violência contra a mulher, talvez seja esta uma das áreas em que avanços notáveis podem ser apontados. A

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revelação da importância dada ao assunto pela sociedade, documentada em pes-quisas de opinião e endossada pelos holofotes da mídia, expressa a legitimação dos esforços do movimento social e do poder público, desde a criação das dele-gacias especializadas até a Lei Maria da Penha. Estudos qualitativos são ainda necessários para que fi quem mais claras as difi culdades de implementação de certas medidas e a lentidão na adoção de programas preventivos da violência no âmbito doméstico. Há estudos que apontam para a complexidade envolvendo a violência de gênero no âmbito doméstico, especialmente os relacionados às di-nâmicas familiares em seus aspectos de gênero. Creio que este tópico merece um esforço de revisão, pois não há consenso no que diz respeito ao enfrentamento da questão. Além disso, a violência de gênero não se restringe ao espaço da casa, sendo necessário tornar mais visível aquela praticada nos espaços institucionais. O trabalho aborda a necessidade de atenção para o tema da população carcerá-ria feminina, mas ainda não sabemos quais secarcerá-riam as questões a atacar, diante de um panorama que todos conhecemos de absoluta precariedade do sistema carcerário no país.

A homofobia é um tema que tem ganhado visibilidade. Mas seguramente a distância entre esta visibilidade e o grau de preconceito é grande, como suge-rem os resultados das pesquisas mencionadas no texto. Creio ser este um tema fundamental do ponto de vista de iniciativas públicas, pois as informações de pesquisa sugerem haver “um preconceito em expressar o preconceito” em temas de preferência ou opção sexual, sugerindo que os índices de preconceito sejam de fato maiores do que os revelados.

Para fi nalizar, gostaria de fazer duas observações. Em primeiro lugar, o texto resume a atuação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Na verdade, resume o escopo de atuação desta secretaria em nível de Ministério. Com todos os problemas e difi culdades, a existência da SPM é um avanço do ponto de vista de um caminho em direção à legitimação política das questões de gênero. Avaliações acerca do que foi possível concretizar a partir da existência desta secretaria é um tema que talvez pudesse ser retomado na discussão. Porém, em face do tamanho da agenda defi nida, com 11 importantes eixos de atuação, é desde logo difícil avançar signifi cativamente em todos eles. Haveria uma con-cepção estratégica ainda por ser defi nida?

Em segundo lugar, o texto originalmente apresentado foi muito feliz ao resumir as questões relativas às mudanças no conceito de gênero, apontando

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o risco de substituirmos um “essencialismo sexual” por um “essencialismo de gênero”. Em sua versão fi nal, os autores se estendem no argumento de que é pre-ciso superar a concepção binária do gênero, que supõe uma heterossexualidade normativa. O argumento central está calcado na concepção universal de direitos, da qual não se pode afastar qualquer disciplina, muito menos uma disciplina que, como a demografi a, lida com o social. Incorporar esta mudança para dar conta da multiplicidade na dinâmica social é ainda um desafi o na sociologia e na antropologia. Maior ainda é este desafi o para os demógrafos. Entre nós, a reprodução é central, está no centro da dinâmica populacional. O conceito bi-nário – apesar da heterogeneidade e pluralidade dos recortes de gênero – acaba por ser de mais fácil apropriação pelos demógrafos, porque diz respeito ao par reprodutivo. Estou de acordo com o argumento sustentado pelos autores, mas tenho dúvidas sobre a ideia de que sexo e gênero seriam conceitos intercambi-áveis, simplesmente porque ambos são sujeitos a construções socioculturais e histórias, como já foi tratado por diversos autores. Este tema será objeto de um seminário específi co, promovido pela Abep e previsto para outubro de 2009. Teremos um amplo espaço para debatê-lo!

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Referências

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