UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA CATARINA
~ A A
CURSO DE
CIENCIAS
ECONOMICAS
O
PAPEL
DO
EMPREENDEDOR NA ECONOMIA
J0Ã
0
PEDRO
KRUTSCH-NETO
UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA CATARINA
~ A A
CURSO
DE
GRADUAÇAO
EM
CIENCIAS
ECONOMICAS
PAPEL
DO EMPREENDEDOR
NA
ECONOMIA
Monografia
submetida ao Departamento de CiênciasEconômicas
para obtenção de cargahorária na disciplina
CNM
5420
- Monografia
Por: João Pedro Krutsch
Neto
Orientador: Prof*
Ana
Paula BarcellosÁrea
de Pesquisa: DesenvolvimentoEconômico
Palavras-chave:
Empreendedor
_Empreendedorisnixo
Florianópolis, Outubro de 2002.
UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA CATARINA
CURSO
DE
GRADUAÇÃO
EM
CIÊNCIAS
ECONÔMICAS
A
banca examinadora resolveu atribuir a nota _)ao aluno João Pedro KrutschNeto
nadisciplina
CNM
5420
-
Monografia, pela apresentação deste trabalho.Banca
Examinadora:~
Prof'
Ana
aulaB
` C
Pres' te
Pro Cí ro
Ricard‹yÉarbo
a I'Me
bzo `Prof* Adelita Paudine
Membro
AGRADECIMENTOS
À
minha
Tia CarlitaNascimento
(InMemorium),
por ter expressado 0 desejo de Ver formado,quando
eu ainda erauma
criança, por ter plantadouma
sementeque germinou
e cresceu.Á
toda aminha
família, principalmente àminha
mãe, pelo incentivo e apoio emocional.Agradeço imensamente
auma
funcionária daUFSC,
Delvina,em nome
de todos os demaisfuncionários desta magnífica instituição, pela sua atenção e dedicação, pela sua simpatia, e
profissionalismo.
Agradeço
damesma
forma, todos os professoresdo
Curso de CiênciasEconômicas
pelos ensinamentos.Tenho
muito orgulho de ter tido aulacom
cadaum
de vocês, estou concluindo o cursome
sentindo feliz e realizado e isso eudevo
também
a vocês.Um
agradecimento todo especial àminha amiga
e orientadora, Prof'Ana
Paula Barcellos,que
nossos laços de amizade e
companheirismo
se fortaleçam e que continuemos amigos pormuitos e muitos anos.
Te
adoro e muito obrigado!A
minha
irmã`Jussiana pelo carinho, pelo incentivo nas horas dificeis pelo seuamor
e paciência.A
todos os amigos e colegas de curso e a todos aqueles queme
acompanharão
nesses anos deluta,
que
foram testemunhasdo
meu
esforço, eque
direta e indiretamentefizeram
diferençana
minha
vida.DEDICATÓRIA
Dedico
estamonografia
a
um
empreendedor,
uma
pessoa
que
sótem
me
dado
bons
exemplos,
por
teracreditado
eapostado
em
mim, por
terme
socorrido
no
momento
em
que eu mais
precisei.Por
desejar
omeu
sucesso
tantoquanto
eu.Sou
eternamente
grato
pelo inestimávelapoio
moral
e financeiro,sUMÁR1o
Lista de
Quadros
... ..ixResumo
... ..xCAPÍTULO
1-
1NTRoDUÇÃo
... ..o1 1.1. Problemática ... ..O2 1.2 Objetivos ... ..O2 1.2.1 Objetivo Geral ... ..021.2.2 Objetivos Específicos ... ..02
1.3 Metodologia ... ..03
CAPÍTULO
II‹
ABORDAGEN
SCON
CEITUAIS
E
COMPORTAMENTO
EMPREENDEDOR
... ..O4 2.1Empreendedorismo
Conceitos e Caracteristicas ... ..O8 2.2.1As
“Escolas”do
Empreendedorismo
... ..O9 2.2.2A
Escola da “Pessoa Especial” ... ..1O 2.2.3A
Escola das “Características Psicológicas” ... ..11 2.2.4A
Chamada
“Escola Clássica” doEmpreendedorismo
... ._12 2.2.5A
Escolado
Gerenciamento ... ..132.2.6
A
Escola da Liderança ... ..132.2.7
A
Escolado
Intrapreneurshíp ... .. 142.3
O
Modelo
das Característicasdo
Comportamento
do
Empreendedor
... ..152.3.1 Necessidades ... ..16
2.3.2 Valores ... .._16 2.3.3
Conhecimentos
... .. 172.3.4 Habilidades ... ..18
2.3.5 Interação do
Modelo
... ..18CAPÍTULO
III-
BASES
DO EMPREENDEDOR
E
UM
MODELO
DE
DESENVOLVIMENTO
DO EMPREENDEDOR
... ..213.1
Os
Economistas ... ..213.2 Visão Schumpeteriana ... ..23
Destruição Criadora
3.3
A
Importânciado Empreendedor
na Economia..z ... ..3.4 Programas de Desenvolvimento de
Empreendedores
... ..CAPÍTULO
IV -
A
ATUALIDADE
DO
EMPREENDEDORISMO
... ..4.1 Por
Que
Empreender: Necessidadeou
Oportunidade? ... ..4.1.1
A
Percepção da Oportunidade ... ..4.1.2 Capacidade para
Empreender
... ..4.2
As
Condições Estruturais paraEmpreender
... _.4.2.1
Educação
e Treinamento ... ..4.2.2 Pesquisa e Transferência
de
Tecnologia ... ..4.2.3
Normas
Sociais e Culturais ... ..4.3
Mundo
... ..4.3.1 Perfil
do Empreendedor
na Atualidade... ... ..4.4
No
Brasil ... ..4.4.1 Perfil dos
Empreendedores no
Brasil ... ..4.4.2
As
Condições paraEmpreender no
Brasil a Avaliação de EspecialistasCAPÍTULO
v
_
coNcLUsÃo
... .Ç ... ..ANEXOS
... ..Entrevista: Prof° Fernando E. Goutier ... ..
TESTE
I- Descubra
seVocê
éou
Pode
Serum
Empreendedor
... ._TESTE
II~
Descubra seVocê
Tem
Vocação
para serum
Empreendedor...RESUMO
Este trabalho
tem
comovobjetivo analisar o papeldo empreendedor na economia
contemporânea dando
enfoque aocomportamento do
empreendedor.Como
marco
teóricoforam utilizados as concepções teóricas dos comportamentalistas e dos economistas, este
último será
dado
ênfase à teoria Schumpeteriana de desenvolvimento econômico. Iniciandocom
uma
definiçãodo
que seja oempreendedorismo
equem
é o empreendedor; passando paraa visão dos economistas, para o
que
sejaempreendedor
e o seu papel na economia. Seguindo ocaminho
explicativo trilhado por essas teorias, foram estudados temas atuais e opanorama do
empreendedorismo
na atualidade,como
onovo
conceito de empreendedor, o nível deempreendedorismo no
Mundo
eno
Brasil, as dificuldades enfrentadas pelosnovos
empreendedores e as iniciativas de apoio a essa atividade.
As
teorias apresentaramboa
capacidade para explicar o
fenômeno do
empreendedorismo.Os
resultadosdo
estudopermitiram validar o
modelo
conceitual apresentado e oferecer informaçõesque
contribuampara a elaboraçao de trabalhos futuros.
CAPÍTULO
1INTRODUÇAO
1.1
-.PROBLEMÁTICA
Na
teoriaeconômica
clássica oempreendedor
surgecomo
agente indispensável para a contínua transformaçao e adaptaçao deuma
economia
modema,
oempreendedor
traduçaolivre para a lingua portuguesa
do
original francês-
enzrepreneur - passou a receber atenção einteresse crescentes na última década, pelo seu papel mobilizador das bases de recursos, de
inovador tecnológico e conseqüentemente, de gerador de riqueza e emprego.
É
da ação destepersonagem
constantemente inovando e transformando, que surgiu oempreendedorismo
como
uma
alternativa quevem
mudando
a percepção e as atitudesem
relação às formas tradicionais de
emprego
e dos meios disponíveis para a geração da renda eaauto-sustentação. _
Estudos recentes
comprovam
que
novas organizaçõesproduzem
postos de trabalho eriqueza
econômica
numa
proporçãobem
superior a de grandes organizações já estabelecidas.A
malha
de inter-relaçõesque
a atividadeempreendedora
cria na dinâmica de crescimento éuma
de
suas conseqüências salutares. 'A
escolha destetema
baseou-se primeiramente nas aspirações pessoaisdo
autor,onde
se
buscou
avaliar a tendênciaeconômica
contemporâneaque
mais vinha ao encontrocom
suaideologia de vida.
Tendo
como
intuito tomar esta pesquisaum
exercício prazeroso, acreditou- se na importância da afinidadedo
tema
a ser pesquisadocom
o próprio pesquisador, paraque
desta maneira, se gereum
melhor rendimento tendoem
vista a auto motivaçao.Neste trabalho, tem-se o intuito de observar a realidade atual
do
empreendedorismo,bem como
promover
otema
dentrodo
curso de Ciências Econômicas, jáque
o assunto é tratado muito superficialmenteou
simplesmente ignoradono
programa das disciplinas,as suas caracteristicas e motivações? qual a importancia
do empreendedor
naeconomia?
Existe variação entre o nível deempreendedorismo
entre os países e, sehavendo
como
está opanorama
/atualdo empreendedorismo no
Brasil?1.2
OBJETIVOS
fl1.2.1 Objetivo Geral
Analisar o nivel da atividade
empreendedora
mundial comparativamentecom
o Brasil.1.2.2 Objetivos Específicos
7
1. Levantar, na literatura especializada, as diferentes abordagens de
empreendedorismo
discutidas pelos estudiososda
área.2. Destacar a importância dos empreendedores na sociedade atual, tendo-se o
empreendedor
como
agente de desenvolvimento econômico.3. Analisar o
fenômeno do empreendedorismo
pelo ótica econômica,dando
ênfase ao lado comportamental
do
empreendedor.1.2
METODOLOGIA
Este Trabalho inicia-se
com
a apresentação dos conceitos teóricos e caracteristicasatribuídas aos empreendedores.
Na
seqüência é apresentada a base deum
modelo
dedesenvolvimento
do empreendedor
bem
como
a importânciado empreendedor na
economia.No
Capítulo IV, tem-se dados atuais sobre oempreendedorismo no
Brasil, contrastandocom
os resultados de outros países participantesdo
projeto - Global EntrepreneurshípMonitor
-GEM
2001,bem como
as percepções e avaliações dos especialistas integrantes do projeto -GEM
2001.,
A
metodologia adotada para a realização da presentemonografia compreende
aobservação de procedimentos
que
podem
ser divididos quatro fases principais:Levou-se
em
consideração as aspirações pessoaisdo
alunobem como
a importânciado
assunto a ser abordado e sua relevância dentro da economia.A
próxima fasecompreende
um
levantamento bibliográfico referente aoempreendedorismo, discutida pelos principais estudiosos desta área.
Os
dados utilizadosforam obtidos através de teses e dissertações, periódicos, revistas especializadas, internet, relatórios e
documentação
interna da Escola deNovos
Empreendedores
- ENE.
A
terceira etapa da pesquisa incluiu a observaçãodo empreendedorismo no
contexto da sociedade contemporânea, atravésdo
diagnósticono
mundo
eno
Brasil, realizado pelo projetoGlobal
Entrepreneurship Monitor.A
última fase foi a reunião das informações coletadas, divididas por tema, paraque
sepossa
compreender
a interação dos assuntos.É
imprescindível salientar que esta éuma
monografia,que
o assunto abordado é muitoamplo
e rico, que se fez necessário a delimitaçãodo
tema
e que questionamentos sobre oque
seja oempreendedorismo surgem
a todo omomento.
4
CAPÍTULO
112.
ABORDAGENS
CONCEITUAIS
E
COMPORTAMENTO
EMPREENDEDOR
De
acordocom
ANDRADE
FILHO
(2000), existem diversas conceituações para oempreendedor. Tais conceitos registram o seu papel
no
momento
históricoem
questão e/ourepresentam os paradigmas
do
ramo
da ciênciaque
o analisa.Na
literatura sobreempreendedorismo
há
uma
notável confusão a respeito da definiçãodo
termo empreendedor.LIMA
(2001), insere o conceito ,deempreendedor
na discussão sobre os problemas dospequenos
negócios, esclareceque
a tradução literaldo
termo entrepreneurem
seu sentidopopular tanto
do
inglês, quantodo
francês, para o português, resulta nadenominação
“empresário” que,
em
portuguêstem
a conotação de “proprietário de empresa”.Porém
osconceitos são diferentes, pois
nem
todo empresário éum
empreendedor
eum
empreendedor
não
é, necessariamente,um
empresário.Na
concepção deFILLION
(1999), pesquisadorestendem
a perceber e definir osempreendedores usando premissas de suas próprias disciplinas, já
que
semelhançasna
percepção
do
que sejaum
empreendedor surgem
a cada disciplina.É
o caso dos-economistasque
associam oempreendedor
com
inovação, enquanto os comportamentalistas, psicólogos,psicanalistas, sociólogos e outros especialistas
do comportamento humano,
se concentram nosaspectos criativoeintuitivo.
A
primeira utilização da palavra empreendedor, que setem
registro, é oriundo da França,
no
séculoXVI
e relaciona o termo aoshomens
envolvidosna
coordenação de operações militares e de grandes obras de arquitetura e engenharia. Nesta
época o conceito
de
empreendedor não
se relacionava à questão da iniciativanem
dapossibilidade de correr riscos.
Segundo
OLIVEIRA
(1995), a relaçãodo empreendedor
com
os processos denegociação, organização de recursos e riscos foi utilizada,
no
século XVIII pelo francêsRichard Cantillon. Tal conceito foi ampliado
no
século seguinte por Jean Baptist Say.empreendedor
àqueleque
converte o conhecimentoem
um
produto comercializável,iniciando inclusive, as discussões sobre agregação de valor.
De
acordocom
ANDRADE
FILHO
(2000), atémeados do
séculoXX,
os estudossobre os empreendedores possuíam
uma
forte relaçãocom
sua ação na economia. Esta visão, entretantonão
é a únicaque
deve ser considerada ao analisar-se a questão.Além
das contribuições dos economistas, os sociólogos, psicólogos e estudiosos da administraçãodesenvolveram diversas teorias sobre o tema. Neste capítulo se dará enfoque sobre a parte
conceitual e comportamental do empreendedor, ficando a análise
econômica
para o capítulo seguinte.OLIVEIRA
(1995), atribui a diferença de conceitos deempreendedorismo
às diferentesconcepções
de empreendedor
existentes nas análises dos economistas, psicólogos, sociólogose administradores. Tais concepções,
na
visão dos principais estudiosos da históriado
empreendedorismo, são resumidas
no Quadro
1. 'Quadro
1-
Desenvolvimento
da
Teoriado
Empreendedorismo
edo
Termo
Empreendedor.
PERÍODQ
v1sÃo
soBRE
o
EMPREENDEDOR
E
o
TERMO
E1vrPREENuE1›oRisMo
Idade
M
édia Ator ou pessoa encarregada de gerenciar projetos de grande porte (castelos, catedrais, etc.), Í, sem assumir os riscos do empreendimento.
Século
XVII
Pessoa que fechava unrcontrato com o governo, comum
valor pre-fixado e podena terlucro ou prejuizo de acordo com o seu gerenciamento da empreitada.
1
725
Richard.Cantillon fonnulou uma das primeiras teorias sobre empreendedorismo sendoum
dos precursores do temio “entrepreneur” (empreendedor), relacionando-o a uma pessoa que
realizava transações comerciais, operando sempre coin risco de ganhar ou perder dinheiro.
1797
Beaudeau conceituava o empreendedor com al guém que assume os riscos, planeja,supervisiona, organiza e é proprietária de detenninado empreendimento.
1803
Jean Baptist Say, estimulado pela revolução industrial, separou o conceito do empreendedordo conceito de provedor de capital. Nesta fase da história diversos investigadores (Thomas
Edson, por exemplo) foram financiados por capitalistas, o que estimulou esta separação
conceitual.
1876
Francis Walker diferenciou as pessoas que fonieciam fundos e recebiamum
pagamento1934
Joseph Schumpeter conceituou o empreendedor comoum
inovador que desenvolve novasÍ tecnologiasl.
1961
David McClelland chamou o empreendedor deuma
pessoa com a capacidade de“energizar” e que corre riscos de fonna moderada.
1964
i Peter Drucker conceituou o empreendedor como aquele que maximiza as oportunidades existentes.Albert Shapero define o empreendedor como aquele que tem a iniciativa, organiza
1975
mecanismos sociais e econômicos e aceita os lucros e perdas decorrentes de sua ação.Karl Vésper cita a diferença de visões de empreendedor existentes de acordo com economistas, sicólo os homens de ne ócios e olíticos.
1980
P g g p1983
Gifford Pinchott, cria o termo “Intraempreendedor” que se refere a empreendedores dentroi das organizações.
i
i
1985
Robert Hisrich, diz que empreendedorismo e o processo de criar algo diferente que possua. valor, e exija o tempo e dedicação necessária, que assuma a responsabilidade financeirae
psicológica, correndo os riscos e recebendo os ganhos sociais e satisfações pessoais
decorrentes.
2001
Conceito Global Entrepreneurship Monitor: “Qualquer tentativa de criação deum
novonegócio ou novo empreendimento, como, por exemplo,
uma
atividade autônoma,uma
novaempresa, ou a expansão de
um
empreendimento existente, porum
indivíduo, grupos dez
i
indivíduos ou por empresas já estabelecidas”.
F
OnteíANDRADE
FILHO
(2000, p. 18) e Empreendedorismo no Brasil (2001 p. 6).Cientificamente, o
campo
de estudodo empreendedorismo
é considerado relativamenterecente.
Uma
evidência disso éque
permanecem
muitas dúvidas sobre oque
éempreendedorismo
equem
é o empreendedor.Dependendo
da abordagem,uma
pessoaque
logrou o sustento pelo auto-empregopode não
se encaixarem
algumas definições, assimcomo
aquele indivíduo
que
possuiuma
pequena
empresaque
herdou de seu pai.Ambos
poderiam
ser considerados proprietários
de pequenos
negócios, enão
necessariamente empreendedores.Para
LOGEN
(1997), a existência de indivíduos conhecidoscomo
empreendedores écondição básica para o surgimento de novos empreendimentos. Estes são agentes responsáveis
pelo surgimento e
condução
dos processos de criação de unidades produtivas.Os
empreendedores através de sua ação
inovam
edesenvolvem
o universo empresarialpennitindo,
que
o fluxo e desenvolvimento daeconomia
sejam catalisadas.1
7
Segundo
RÊ
(2000), as contribuições dos empreendedores são fundamentaispara o desenvolvimento
econômico
deum
paísou
regiãote, na atualidade,têm
sidocrescentemente reconhecidas, pois se
tem
dado atenção às pequenas e médias empresas pelasua importância na geraçao de empregos. Por se encontrarem
em
um
mercado
ágil,competitivo e flexível, essas organizações oportunizam a abertura de novos empreendimentos.
Os
empreendedorespodem
ser jovens que concluíram apouco
seus estudos; executivosque
repensaram sua carreira; mulheres que ingressaramno mercado
de trabalho; aposentadosque não querem
apenas se dedicar ao lazer; desempregadosque
buscam
alternativas;herdeiros
que
buscam
uma
opção
diferente daquela daempresa
familiar; e, todosque
vislumbram no
seu próprio negóciouma
opção digna e importante dedesempenhar
seutrabalho, (RÉ, 2000).
De
acordocom
GARTNER
(1998), a definição maiscomum
na literatura contempla ofundador de
um
novo
negócio,ou
o indivíduoque
iniciaum
negócioonde não
havianenhum
similar.
Assim
os adeptos dessa perspectiva consideram a atividade criativacomo
elementofundamental para
compreender o fenômeno do
empreendedorismo. Outros autores aindaenfatizam a identificação e o aproveitamento de oportunidades,
como
o desenvolvimento deum
nicho demercado ou
deuma
estratégia para atenderalguma
necessidade.No
próximo
itemestão expostas as considerações dos comportamentalistas sobre os empreendedores.
2.2
OS
COMPORTAMENTALISTAS
Para os propósitos deste trabalho, os Comportamentalistas referem-se aos psicólogos,
psicanalistas, sociólogos e outros especialistas
do comportamento humano.
Um
dos primeiros autores desse grupo a mostrar interesse pelos empreendedores foiMax
Weber
(1930). Ele identificou o sistema de valorescomo
um
elemento fundamental para a explicaçãodo comportamento
empreendedor. Este autor via os empreendedorescomo
inovadores, pessoas independentes cujo papel
de
liderança nos negócios inferiauma
fonte dePorém, o autor
que
realmente deu início à contribuição das ciênciasdo
comportamento
para oempreendedorismo
foi,David
C. McClelland. Depois dele, os comportamentalistasdominaram
ocampo
do empreendedorismo, até o início dos anos 80.O
seu objetivo era definir o
que
são empreendedores e suas características.De
acordocom
FILION
(1999), as ciênciasdo comportamento
estavam expandindo-serapidamente e havia entre elas
um
consenso maior sobre as metodologias mais válidas econfiáveis
do que
em
qualquer outra disciplina. Essa expansão refletia-sena
pesquisa sobrevários assuntos, incluindo empreendedores. Inúmeras publicações descreveram
uma
série decaracterísticas atribuídas aos empreendedores.
As
maiscomuns
são mostradasno
quadro 2.Quadro
2: Característicasmais
Freqüentes Atribuídas aosEmpreendedores
lnovaçao Otimismo Tolerância a Ambigüidade e a Incerteza
Liderança Orientação para resultados Iniciativa
Riscos Moderados Flexibilidade Capacidade de Aprendizagem
Independência Habilidade para conduzir situações Habilidade na Utilização de recursos
Criatividade Necessidade de Realização Sensibilidade a Outros
Energia Autoconsciência Agressividade
Tenacidade
1
Autoconfiança V Tendência a Confiar nas Pessoas
Ori ginalidade Envolvimento
em
longo prazo Dinheiro como medida de desempenhoFonte: Revista de Administração,
São
Paulo, (1999, n.2, p.O5-28).Até agora
não
foi possível estabelecerum
perfil psicológico absolutamente científicodo
empreendedor. Existem várias razões para isso, entre elas as diferenças nas amostragens.Uma
amostragem
de empreendedoresque
entrouno
mercado há
dois anos atrásnão
dará omesmo
perfilque
outra de empreendedores que se lançaram a20
anos atrás. Treinamento eempregos
anteriores, assimcomo
a religião, valores dacomunidade
educacional e cultura9
Além
disso, cada pesquisador propõe sua definiçãodo que
sejaum
empreendedor. Para uns, ele é aquele
que
criaum
negócioque
cresce. Para os pesquisadoresda escola Schumpeteriana,
um
empreendedor
éalguém que
introduzuma
inovação.Porém
uma
análise mais cuidadosa mostra claramente,quealgumas
amostrascontém
uma
mistura deproprietários-gerentes
de pequenos
negócios, franqueados e auto-empregados. Paramelhor
entendimento
do
assuntoem
questaono próximo
item será apresentado as “Escolas” depensamento
e dos traçosde
personalidade dos empreendedores.2.2.1
As
“Escolas”do
Empreendedorismo
LIMA
(2001), na tentativa de facilitar acompreensão
da base conceitualdo
empreendedorismo, se estabelecem
uma
classificaçãode
seis “escolas” de pensamento, cadaqual
com
um
conjunto próprio de pressupostos subjacentes. Essas “escolas” são categorizadasde acordo
com
o interesseem
focar características pessoais, oportunidades, gestãoou
adaptação organizacional.
Quadro
3. \Quadro
3: Escolasdo
Pensamento
Empreendedor
CATEGQRIA
EscoLA
ÊNFASE
Da
“Pessoa Especial” Biografias; Histórias de sucesso; _ ~ características e atributos Individuais.Avaliaçao
de Características Pessoais
Das Necessidades, Valores e Comportamentos.
Caracteristicas psicológicas
Clássica Criatividade; tomada de decisão; Identificação
Reconhecimento
dede Oportunidades; F undaçao de Negócio.
oportunidades
Reavaliação e Adaptação
Do
intrapreneurship Criatividade; Inovação; Trabalhoem
equipe.Ação
e GerênciaDo
Gerenciamento Conhecimento e Formação TécnicaDa
liderança Liderança; Visão, Motivação.A
seguir será definido brevemente oque
abrange cada escola e suasprincipais características.
2.2.2
A
Escolada
“Pessoa Especial”Para esta escola o mais importante é o
que
caracterizaum
empreendedor
e oque
odistingue dos demais
homens
de negócios.Embora
não
seja fácil enquadrar estehomem
dentro de
uma
única categoria, existem certas característicasque
saocomuns
a todos osempreendedores.
De
acordocom
L]l\/IA (2001), os empreendedoresparecem
preocupadosem
atingirseus próprios objetivos,
gostam
de assumir suas responsabilidades natomada
de decisões,não
apreciando trabalhos repetitivos e rotineiros.
Os
empreendedores criativosque
possuem
uma
grande energia e
um
elevado grau de perseverança e imaginação, aliados à sua vontade denão
assumir riscos
que nao
sejammoderados
e calculados, lhes permite transformar aquiloque
freqüentemente se originou de
uma
idéiafixa
e muito simplesem
algo concreto.Os
empreendedoressabem
também
transmitir seu entusiasmo contagiante a todaempresa.
Tem em
si próprios a capacidade de decidir e, graças a isto, elesconseguem
levarjunto os outros, pois estão
sempre
láonde
existe a ação. Qualquer que seja a forma (sedução,arte de _vencer
ou
carisma) estes empreendedoressabem
efetivamente geriruma
empresa, dando-lhes a força de viver.(LIMA: 2001, p.48).A
questão fundamental é:Os
empreendedores (assimcomo
os lideresou bons
., . _, ¿¿ . ” . ' , .
gerentes), Ja
nascem
assimou
sao fogados pelo ambiente?E comum
encontrar na midiabiografias, histórias e estórias de pessoas notoriamente especiais
que
alcançaram grandesucesso
no
mundo
dos negócios e granjearam prestígioem
função disso. Note-seque
o foconão
é sobre o trabalho duro diário e a perseverança da elite empresarial,mas
sobre cintilantes narrativasde
poder sucesso e riqueza.FILION
(1999), enfatizaque
nesse tipo de narrativa, sugere-se que tais indivíduos sãodotados
de
caracteristicasou
qualidades inatas,sem
as quais essas pessoas seriam iguais aos demais.De
acordocom
este autor, as descrições das “pessoas especiais” freqüentementeenfatizam as características descritas
no
quadro 2.Também
podem
ser relacionadosatributos fisicos, popularidade, sociabilidade, inteligência, conhecimentos, fluência oral,
capacidade diplomática e outros.
z
2.2.3
A
Escola das “Características Psicológícas”Atendendo
fundamentalmente aos pressupostos da psicologia, as pesquisasdo
empreendedorismo
classificadas nessa escola partemdo
princípio que necessidades, tendências, crenças e valores são primariamente determinantesdo
comportamento.É
muitoaceito
que
as pessoas comportam-se muito mais de acordocom
seus valores doque
oscontrariando,
mesmo
considerando as variáveis situacionais.E
De
acordocom
LIMA
(2001), oscomportamentos
são resultados das tentativas desatisfazer necessidades, sejam elas de poder, reconhecimento, realização aceitação
ou
amor.As
premissas básicas sãoque
os empreendedorestêm
valores e atitudes voltados para 0trabalho e a vida que,
em
junçãocom
algumas necessidades dominantes, osimpelem
paraum
determinado tipo
de
comportamento.Nas
pesquisas, sobressai acombinaçao
de valorescomo
honestidade, dever,responsabilidade e
comportamento
ético, tolerância ao risco e necessidade de realização.No
âmbito das necessidades, são mais citadas as de realização.
Os
adeptos dessa linha depensamento
acreditamque
oempreendedor
naopode
ser desenvolvidoem
situaçoes deaprendizagem formal,
em
salas de aula, pois seus valores pessoais e necessidade saoresultados da experiência pessoal, de sua interação
com
pessoas, situações e instituições ao longo da vida.2.2.4
A
Chamada
“Escola Clássica”do
Empreendedorismo.
As
referências pioneiras sobre as pessoas que se destacam das demaisem
funçãode
sua capacidade de detectar e aproveitar oportunidades, os empreendedores
remontam
aoséculo XVIII. Estudiosos da
economia
à época, Jean Baptiste Say e Richard Cantillion entre outros, interessou-se pelacompreensão do
empreendedor
como
elemento propulsordo
sistemaeconômico, relacionando-o
sempre
com
o fator inovaçãoz.Existia, entre alguns deles, a
noção
deque
o desenvolvimentoeconômico
resultava dacriação contínua
de
novos empreendimentos.Uma
das características mais marcantes dessaabordagem
é a distinção entre empreendedores e gerentes.Conforme
mostra o quadro 4.\
Quadro
4:As
diferenças entreEmpreendedores
e GerentesGERENTES
EMÍFREENDEDORES
`Trabalham na eficiência e no uso efetivo dos Estabelecem uma visão e objetivos e identificam os
recursos para atingir metas e objetivos. recursos para toma-la realidade.
A
chave é adaptar-se às mudanças.A
chave é iniciar as mudanças.`
Í
O
padrão de trabalho implica análise racional.O
padrão de trabalho implica imaginação e criatividade.Operam dentro da estiulura de trabalho existente. Definem tarefas e funções que criam uma estrutura de trab alho.
Trabalho centrado
em
processos que considerem o meio. Trabalho centrado na criação de processos resultantes de'
uma visão diferenciada do meio.
Fome;
LIMA
(zooi ).9
De
acordocom
FILION
(1999), os empreendedores eram, portanto, pessoasque
aproveitavam as oportunidades
com
a perspectiva de obterem lucros, assumindo os riscosinerentes.
Confomie expõe
o autor,podem
ser consideradas representantes dessa linhade
pensamento
alguns dos autores pioneirosdo
campo
do
empreendedorismo,como
Adam
Smith, Jean Baptiste Say, Richard cantillon, e J. A. Schumpeter3.
2.2.5
A
Escolado Gerenciamento
Concebe
oempreendedor
como
aquele que organizaou
gereum
negócio, assumindo osriscos
com
o objetivo de lucro.Além
disso, cabe aoempreendedor
prover a empresa dasfunções de direção, supervisão e controle, a
exemplo
das teorias gerenciais.A
escolado
gerenciamento lida
com
aspectos técnicos da gerência, e parece estar baseada na crençaque
2
O
Caráter econômico será aprofundado no capítulo 3. 3
13
empreendedores, desde
que
apresentemalgum
talento,podendo
ser desenvolvidos.Assim, para esta escola,
empreendedorismo
consistenum
conjunto de atividadesprendidas
com
foco nas funções centrais da gerência.O
seu conteúdo é direcionado paramelhorar a capacidade pessoal de gestão, por
meio do
desenvolvimento da orientação racional, analítica edo
sentidode
causa - e - efeito.Desta forma, entende-se
que empreendedorismo pode
ser ensinado,com
o objetivocentral
de
identificar as funções específicas envolvidas efomecer
treinamento paraempreendedores de fato
ou
potenciais. Treinamento nas funções gerenciais pode, e édesejável, pois ajuda a reduzir o
número
de fracassos nos negócios.2.2.6
A
Escolada Liderança
Esta escola
pode
ser consideradacomo
a versãonão
técnica da escolado
gerenciamento. Assim,
um
empreendedor
de sucesso precisa ser, fundamentalmente,um
“gestor de pessoas”
ou
um
líder/mentor efetivo.Cujo
maior papel resideem
motivar, dirigireliderar pessoas.
Nessa
visão, oempreendedor
precisa serum
líder hábil para definiruma
visão sobre oque
é possível, atrair pessoasem
tomo
dessa visão e transforma-laem
realidade.Liderança
empreendedora
envolve maisdo que
traçosou
estilos relacionados às outras pessoas.O
papelpode
serum
ponto focal paramudar
e incultar valores. Esta escola descreveum
lídercomo
um
“arquiteto social”,ou
como
alguém
que é “primordialmenteum
expert napromoção
e proteção de valores”.Tem
sido propostoque
os líderes mais efetivos são aquelesque
podem
criaruma
visão, desenvolvercompromisso
paracom
essa visão e institucionaliza- la.(LIMA,
2001, p.55).2.2.7
A
Escolado
Intrapreneurship.A
Escolado
íntrapreneurshíp,ou
intrapreendedorismo surgiu e desenvolveu-secomo
uma
resposta auma
lacuna de inovação e competitividade nas organizações, qualquerque
sejasua natureza.
A
idéia central éque
os indivíduospodem
agircomo
empreendedores e14
Uma
definiçãoque
demonstra essaabordagem
éque
empreendedores sãoindivíduos
ou
grupos, agindo independentementeou
como
parte deum
sistema,que
criamnovas organizaçoes
ou
promovem
a renovaçaoou
inovaçao dentro de organizaçoes jáexistentes. (SHARl\/IA: 1999). -
Ou
aindasegundo
a definição dePINCHOT
(1985):“Intraempreendedores são alguns dos sonhadores
que fazem
São
aqueles
que
tomam
em
suasmãos
a
responsabilidade de criaralgum
tipode
inovação dentrode
uma
organização.São sempre
aquelesque
descobrem
como
transformaruma
idéiaem
realidade lucrativa. ” 27).O
objetivo é desenvolver nas pessoas a capacidade de estar alerta para asoportunidades,
ou
para a possibilidade de cria-las, oque
éuma
dimensão
essencialda
atividade empreendedora. Essa postura estratégica, se generalizada,pode
criarum
grandepotencial competitivo por
meio do
desenvolvimento das atividades já existentes e adiversificaçao.
Alcançar
um
estado de íntrapreneurshíp envolveuma
estrutura organizacionalconcebida
como
um
conjunto de unidades semi-autônomas, projetadas para criar, distribuir eexpandir serviços, produtos, tecnologias
ou métodos
inovadores.Geniericamente, pode-se dizer que a escola
do
íntrapreneurship possibilita a criação deum
modelo
de trabalhoem
equipe,no
qual as pessoas são estimuladas a trabalhar juntas deforma muito mais intensa
do que
os empreendedores o fazem.Nesse
modelo, as pessoasvão
criar e aproveitar a sinergia para resolver problemas e criar oportunidades
como
um
time.Construir
um
ambiente desse tipo requer habilidade para utilizar as capacidades das pessoasem
tarefasque exigem
contribuiçoes diferentes dosmembros.
2.3
O
Modelo
das Característicasdo
Comportamento
do
Empreendedor.
De
acordocom
LIMA
(2001), considerando as características das pequenas empresas,num
grandenúmero
de casos oempreendedor
é a própria empresa. Parece clara a relação entre15 insucesso
do
empreendimento.Este item parte das premissas básicas das Características Psicológicas,
mas
apenasem
parte. Ocorre
que
omodelo
utilizado,embora
enfatize a importância das necessidades e dosvalores
humanos
como
vetores comportamentais, considera determinantestambém
ashabilidades e o conhecimento.
No
intuito de contribuir paraum
melhor entendimento deste processo,LIMA
(2001),propõe
um
modelo
de características detemiinantesdo
comportamento,que
segundo o autor,interagindo entre si,
podem
explicar ocomportamento empreendedor
e,em
princípio,contingenciar o sucesso.
As
características mais importantes são citadas a seguir.Para embasar sua formulação conceitual, a autora parte da premissa
que
0empreendimento
(a empresa) é omeio
pelo qual oempreendedor
busca satisfazer suas necessidades,em
consonânciacom
seus valores,com
uso dos conhecimentos e habilidades,que
são os elementos constitutivosdo
modelo
e são descritos a seguir, talcomo
osconcebe
aautora.
2.3.1 Necessidades.
Surgem
quando
érompido
o equilíbrio internodo
individuo, causandoum
estado detensão, insatisfação e desconforto, influenciando o comportamento.
As
necessidadespodem
ser satisfeitas, frustradas
ou compensadas
(De MORI:
199 8).Em
relação aos empreendedores as necessidades relevantes sao:* Aprovação:
conquistar posição social, respeito, status, prestígio, reconhecimento;
* Independência:
autonomia, iniciativa e organização
em
relação à própria vida;*
Desenvolvimento
Pessoal:desenvolver, testar e aperfeiçoar as capacidades pessoais;
proteção contra os perigos reais e imaginários, fisicos
ou
psicológicos. Auto-preservação;
* Auto-realização: maximizar o próprio potencial, realizar o que se é capaz, vencer desafios.
2.3.2 Valores.
São
definidoscomo
“conjunto de crenças, preferências, aversões, predisposiçõesintemas e julgamentos
que
caracterizam a visãode
mundo
do
indivíduo”(LONGEN,l
997173). Eles constituem o grupo de elementos culturaisque
mais contribui para o desenvolvimentodas características individuais.
EMPINOTT
(1984), sugere a seguinte tipologia:Valores Existenciais: Valores Estáticos; Valores Intelectuais: Valores Morais: Valores Religiosos: 2.3.3
Conhecimentos.
dizem
respeito à vida nos aspectos referentes às dimensõesde
saúde, alimentação, lazer, trabalho, remuneração, economia,etc
são aqueles relacionados
com
a sensibilidade, desde oselementos sensoriais ligados aos cinco sentidos até aspectos
relacionados
com
a arte;são aqueles ligados ao intelecto, à inteligência.
É
através delesque
se processa a leitura da realidade;são os valores relacionados aos princípios,
normas
e padrõesorientadores de conduta na vida
em
sociedade; são os valores relacionados á profissão de fé.Segundo
LONGEM
(1997), são as representaçõesdo que
o indivíduo sabe sobre si e17
ao longo
do
tempo, modificando-sepermanentemente
eprovocando
mudanças
nocomportamento.
Os
conhecimentos pertinentes aocomportamento do empreendedor
são:*
Conhecimento
dos Aspectos Técnicos Relacionados aoNegócio
- é o conhecimento relativoaos atributos dos produtos
ou
serviçosque
a empresa irá oferecerbem como
aos processosrelacionados;
*
Conhecimento
adquirido pormeio
da experiência na área comercial;* Escolaridade - o nível educacional deve ser
minimamente
relacionado às exigênciasdo
empreendimento;
*
Fonnação Complementar
- atividade pennanente paraacompanhar
a complexidade crescentedas exigências
do mercado
eda
sociedade;* Vivências
com
as Situações novas - realização de viagens, mudanças, desenvolvimento denovos
projetosou
produtos.2.3.4 Habilidades.
LONGEN
(1997), define habilidadescomo
sendoum
conjunto de facilidades parautilizar as capacidades e traduzem-se
em
ações realizadas a partirdo
conhecimento.São
adquiridas quando, ao reviver situações similares, o indivíduo incorpora a resposta a
um
método
para emiti-la.Sua
aquisição afeta diretamente o comportamento, e as principaishabilidades relativas ao
empreendedor
são;Identificação
de Novas
Oportunidades - pensar de forma criativa e inovadora. Lograr apercepção de situações, potencialmente e nuances que a maioria das outras pessoas
não
percebe;
Valoração de Oportunidades - habilidade de atribuir valor às oportunidades identificadas;
Comunicaçao
persuasiva¿ habilidade de convencer os outros sobre a pertinência deuma
idéia;Negociação
- habilidade detomar
produtivos relacionamentos interpessoais pertinentes aoempreendimento;
encontrar respostas adequadas para os desafios e obstáculos característicos de
um
empreendimento.
2.3.5 Interação
do
Modelo
Dentro da concepção adotada para o
modelo
das caracteristicasdo
comportamento do
empreendedor, a interação dos elementos se dá tendo as necessidades
como
os motivos, osvalores
como
filtros e os conhecimentos e habilidadescomo
instrumentosdo
comportamento. Assim, simplificadamente,uma
necessidade afeta o estado de equilíbriodo
indivíduo que, aodeterminar os cursos de ação para retomar o equilíbrio, sofre a restrição de seu elenco de
valores, decide e utiliza seus conhecimentos para a ação.
Na
realidade não se trata deum
processo linear, pois os conhecimentos e habilidades jáestão presentes
no
desenvolvimento de alternativas, antes da decisão, e o poder de restriçãodos valores
depende do
tipo de necessidade e da intensidade da tensão por ela gerada.Para os
fins
deste trabalho, a questão relevante é:não
haver dúvidasque
as pessoascomportam-se
muito mais segundo seu sistema de valoresdo que
o contrário.De
acordocom
LIMA
(2001), partindodo
pressupostoque
as basesdo modelo
em
questão estão corretas,considera-se
que
é possível intervirem
alguns desses elementos comportamentais,particularmente nos conhecimentos e habilidades para, de acordo
com
um
diagnóstico integrado a outros elementos organizacionais (cultura, história, contexto), corrigir distorçõesdo comportamento do empreendedor
que afetem a efetividade da empresa.É
importante ressaltarque
do
conjunto de características comportamentais ashabilidades
podem
ser desenvolvidas, o conhecimento e os valorespodem
ser adquiridos.Além
disso, ocomportamento
das pessoas evolui àmedida que
acumulam
experiências eaprendem, notadamente o
do
empreendedor, cujocomportamento
deverá evoluir para adequar-se a cada etapa da evolução
do
seu negócio.De
acordocom
CORRÊA
(2000), a grande maioria das empresasno
início de sua vida são firmas pequenas e que foram fundadas porum
único individuoque
optou pelo auto-emprego.
Porém
o que vai determinar se eles sãoou não
empreendedores, é a sua motivação.19
O
primeiro - motivo é a alta taxa dedesemprego que
dificulta os indivíduos aencontrarem
um
emprego
e provocauma
redução nos salários. Nessas circunstâncias, o auto-emprego
seria a única altemativa disponível.O
segundo
- está associado a questões moraisou
éticasdo
indivíduo, quepode
negar- se a abrirmão
do
controle sobre seu trabalho por considerar essa perda de controlecomo
ofensiva e desonrosa.O
terceiro - diz respeito a outras preferênciasdo
indivíduo, seja-o querer trabalharapenas parte
do
tempo,ou
por considerar seu trabalho apenasum
hobby.O
quarto - eum
dos mais importantes são o casoem
que
o indivíduo opta pelo auto-emprego
porque acreditaque
elecomo
«empregadonão
teria liberdade o suficiente para explorar todos os seus talentos,ou
talvez porque seriaremunerado
inadequadamente. Elemesmo
se consideraum
empreendedor
com
informações privilegiadas capaz de se sobressairpelo seu próprio esforço.
Além
destas quatro motivações distintas a animar o ímpeto paraempreender
éacrescentada a
que no
momento
está sendo considerada a mais importante pelos especialistas eestudiosos da área
do empreendedorismo
é aquelaonde
o indivíduo criauma
empresa para exploraruma
oportunidade de negócio percebida.As
oportunidades para a iniciativaempreendedora,
bem
como
o potencial para empreender, são avaliados pormeio
de doisfatores: Oportunidade
que
em
si, avalia a existência de condições propícias deempreendimentos
na região e a percepção destas por parteda
população; e, CapacidadeEmpreendedora
avalia a motivação das pessoas para iniciaruma
empresa e o respectivodomínio de competências necessárias para iniciativas empreendedoras. Estes motivos serao
20
CAPÍTULQ
1113-
EMPREENDEDORISMQ
E
A
ECONOMIA
3.1
Os
Economistas
Uma
primeira ressalva é feita àquelesque
acham
que oempreendedorismo
surgiu só das ciências econômicas.De
acordocom
FILLION,
os dois primeiros autoresnonnalmente
identificadoscomo
pioneirosno
campo
- Cantillon (1755) e Say (1803, 1815; 1816; 1839), revelaque
eles estavam interessados na criação de novos empreendimentos, desenvolvimentoe gerenciamento de negócios. Cantillon era basicamente
um
banqueiroque
hoje poderia ser descritocomo
um
capitalista de risco. Seus escritos revelamum
'homem
em
buscade
oportunidades de negócios, preocupado
com
o gerenciamento inteligente de seus negócios eaobtenção de rendimentos otimizados pelo capital investido.
Jean-Baptiste Say foi o
segundo
autor a demonstrar interesse pelos empreendedores.Considerava o desenvolvimento
econômico
como
resultado da criação denovos
empreendimentos
e ansiava pela expansão da revolução industrial Inglesa até a França.Say
era consideradoum
economista, porque naqueletempo
(até a segundametade do
séculoXX)
as ciências gerenciais
não
existiam.Conseqüentemente
qualquerum
que
tivesse interesseem
organizações
ou
falasse sobre criação e distribuição de riquezas estava fadado a ser classificadocomo
economista.Cantillon e Say consideravam os empreendedores
como
pessoas que corriam riscos,basicamente porque investiam seu próprio dinheiro.
Na
visão de Cantillon, os empreendedorescompravam
matéria-prima, por certo preço,com
o objetivo de processa-la e revendê-la porum
preço ainda
não
definido.Os
empreendedores eram, portanto, pessoas que aproveitavam asoportunidades
com
a perspectiva de obterem lucros,assumindo
os riscos inerentes. Say fazia distinção entre empreendedores e capitalistas e entre os lucros de cada, um.Ao
fazê-lo,associou os empreendedores à inovaçao e via os
como
os agentes da mudança. Ele próprio era21
concepção
moderna do
termo.Como
Say foi o primeiro a lançar os alicerces dessecampo
de estudo, é considerado por muitoscomo
o paido
empreendedorismo. (Filion, 1998). Entretanto, foiSchumpeter
(1997),quem
realmente lançou ocampo
do
empreendedorismo, associando-o claramente à inovação:
“A essência
do empreendedorismo
estána percepção
eno
aproveitamento das
novas
oportunidadesno
âmbito dos negóciossempre
tema
vercom
criaruma
nova
forma
de uso dos recursos nacionais,em
que
eles sejam locados de seuemprego
tradicional e sujeitos anovas
combinações
” (p. 85).Schumpeter
(1997),não
só associou os empreendedores à inovação,mas também
mostrou a importância dos empreendedores na explicação
do
desenvolvimento econômico.Segundo
FILION
(1998), os economistas estão primordialmente interessadosna
compreensão do
papeldo empreendedor
como
motor do
sistema econômico.A
partir desseponto de vista, os economistas
vêem
os empreendedorescomo
detectores de oportunidades denegócios, criadores
de
empreendimentos e aquelesque
correm riscos são aquelesque tem
opapel
de
informar omercado
a respeito denovos
elementos.De
acordocom
o autor,Schumpeter não
foi o único a associar oempreendedorismo
com
inovação e cita Clark (1899),Higgins (1959),
Baumol
(1968), Schloss (1968), Leibenstein (1978) e a maioria doseconomistas
que
tinham interesseem
empreendedorismo
ofizeram
depois dele.Este autor cita ainda
que
foi Knight (1921),quem
mostrouque
os empreendedoresassumiam
riscos por causado
estadode
incertezano
qual trabalhavam eque
eleseram
recompensados
de acordocom
os lucros obtidoscom
as atividadesque
iniciavam.Os
empreendedores são citadosem
economia,mas
aparecem
muito pouco, às vezesnem
aparecem, nosmodelos
clássicos de desenvolvimento econômico.Os
economistasinteressados pelos empreendedores estão
normalmente
àmargem. Se
a visãode
empreendedorismo
nas principais correntes depensamento
tivesse de ser resumida,provavelmente se aceitaria o ponto de vista de
Baumol
(1993) que propôs duas categorias deempreendedores: os empreendedores organizadores de negócios e os empreendedores
22
tipo descrito por Schumpeter.De
acordocom
FILION
(1998),uma
das críticasque
é dirigida aos economistas é, elesnão
são capazes de criaruma
ciênciado comportamento
dos empreendedores.A
recusa doseconomistas
em
aceitarmodelos
não-quantificáveis demonstra claramente os limites dessaciência para o empreendedorismo.
Na
verdade, isso foi oque
acabou levando o universodo
empreendedorismo
a voltar-se para os comportamentalistas,em
busca deum
conhecimentomais profixndo
do comportamento do
empreendedor.No
próximo
item será dada ênfase àvisao Schumpeteriana de desenvolvimento.
3.2
v1sÃo
scHU1viPETERrANA.
De
acordocom
SCHUMPETER4
(1984),numa
linha conceitual próxima a de JeanBaptist Say, o
empreendedor
é designadocomo
alguém que
faz novas *combinações deelementos, introduzindo
novos
produtosou
processos, identificando novosmercados
deexportação
ou
fontes de suprimento, criando novos tipos de organizações Ressaltando oimportante papel
do empreendedor
como
geradorde
ciclosde
desenvolvimento foiSchumpeter
também
o principal autor a relaciona-locom
a inovação.Para
SCHUMÍPETER
(1994), oempreendedor
éuma
pessoa que realiza novascombinações que
podem
assumir a forma de novos produtos, processos, mercados, formasorganizacionais
ou
fontes de suprimentos. 'Schumpeter
(1997), da destaque ao empreendedor;“
...Na vida econômica,...O sucesso
depende
da
intuição,da
capacidade
de
ver as coisas deuma
maneira
que posteriormente se constata ser verdadeira,mesmo
que no
momento
issonão possa
ser comprovado, ede se perceber ofato essencial, deixando de lado o perfiictório,
mesmo
que
não
sepossa
demonstrar os princípios que nortearama ação
Cp. 85).Em
outrapassagem
o autor deixa claraem
sua descrição a relação entre inovação, a criação de novosmercados
e açãodo
empreendedor:4
23
Ӄ, contudo, o produtor que, via
de
regra, inicia amudança
econômica, e os consumidores, se necessario, são
por
“ele ” educados; eles são,por
assim dizer, ensinadosa
desejarnovas
coisas,ou
coisas que diferem dealguma
forma
daquelesque
têmo
hábito deconsumir”
(p. 65).Daí pode-se entender
como
a “destmição criadora”,ou
seja, a substituição de antigosprodutos e hábitos de consumir por novos, foi
um
passoque Schumpeter
avançou rapidamenteao descrever o processo do desenvolvimento econômico. (Costa,1997, p.10).
O
empresário descobre novas maneiras de expandir a produção e de reduzir custos.Novos
produtos e bens já conhecidoscom
menor
preço encontrarãosempre
uma
demanda
adicional.
As
empresas dinâmicas, impulsionadas por empresários ousados, criammercado
aoaumentar a produçao e ao reduzir os gastos
com
insumos, máquinas, equipamentos ecom
pessoal produtivo e administrativo.
Para
SCHUMPETER
(1997), desenvolvimentoeconômico
define-secomo
“uma
mudança
espontânea e descontínuanos
canais de/luxo,uma
perturbaçãodo
equilíbrio,que
altera e deslocapara sempre
0 estadode
equilíbrio previamente existenteSegundo
ELLIOT
(1988), o desenvolvimentoeconômico
deriva de novascombinações
dos fatores de produção e de
mudanças
revolucionárias e irreversíveis da função de produçãoagregada.
Sua compreensão
implica o conhecimento de taismudanças
ecomo
elas ocorrem.De
acordocom
SOUZA
(1999), o desenvolvimento não deriva de variaçõesinfinitesimais,
mas
demudanças
revolucionárias,que
alteram deuma
vez por todas a situaçãoanterior,
como
foi o caso,no
séculoXIX,
das ferrovias substituindo as diligências,ou do
carvão
coque
e damáquina
a vapor deslocando o carvão vegetal e a energia hidráulica.Nos
três autores acima, pode-se vislumbrar a necessidade deum
agente para idealizarerealizar as mudanças, elas não ocorrem sozinhas, daí a importância
do
empreendedor.3.2.1 Destruição
Criadora
Primeiro,
no
mundo
não
concorrencial, as novascombinações
significam destruição de24
porém
nem
sempre
as novascombinações
usam
fatores ociosos. Para sobreviver, asatividades
não
inovadoras precisam lançarmão
de
fatores desocupados,menos
produtivos.Concluindo o desenvolvimento consiste
no emprego
diferente dos recursos disponíveis,independentemente
do
ritmo de seu crescimento.A
medida que
novas combinaçõessurgem de
modo
irreversível e descontínuo,há
desenvolvimento.
As
novascombinações
de meios produtivos precisam ser descontínuas esignificativas para gerar desequilíbrios
no
sentido ascensional.Como
exemplos
de inovações,Schumpeter
destaca:* a introdução de
um
novo
produto;* a descoberta de
um
novo método
de produção;* a abertura
de
um
novo mercado
de trabalho,no
paísou no
exterior; * a descoberta deuma
nova
fonte de oferta de matéria-prima;*
uma
nova
organização de qualquer indústria,como
novo
monopólio,ou
fragmentação de
uma
posição de monopólio.A
geração de lucro puro estimulanovos
investimentos,
dando
margem
ao surgimentode
novas fontes de lucro.Na
bibliografia consultada está implícita a presença deum
comandante,um
agente capaz de realizar
com
eficiência as novas combinações. Esse agente, «o empresário inovador, reúne cientistas, técnicos e capitais para obter novas combinações.O
mundo
em
que
vive esse empresário,não
sendo de concorrência perfeita,mas
formado
por oligopólios, possibilita a obtençãode
lucro puro. Outro fator é,mesmo
na
presençade
oligopólios, osfundos de reserva das empresas
nem
sempre
são suficientes para financiar as novascombinações
e o empresário precisa recorrer ao crédito, fornecido pelo capitalista.Os
fundosde reserva são gastos,
em
grande parte, na reposiçãodo
fluxo
circular.De
acordocom
POSSAS
(1987), o empresário équem
adota novascombinações
produtivas. Citando
que
“Na
verdade, o empresário é definido por sua função - a de pôrem
prática inovações,podendo
acumular outras funções econômicas enquanto indivíduo”. (p. 68)De
acordocom SHUMÇPETER
(1997), o empresário éum
líder,um
homem
de25 Schumpeter, “o empresário
nunca
é aquele que corre o risco”, o risco é assumidopor
quem
concede o crédito. (p_106)O
meio
sócio-culturalpode
fazer oposição ao empresário; superar as adversidades-
originarias, sobretudo dos grupos
ameaçados
pelas inovações-
requeruma
condutaequilibrada.
A
característica fundamentaldo
empresário é ade
“liderançanão
ade
propriedade, isto é, de capacidade de previsão e iniciativa enão
da posse de capital”.De
outra parte, a funçãodo
empresárionão
é descobrir novas combinações,mas
adotá-las; enquanto as inovações não forem postas
em
prática,permanecem
economicamente
irrelevantes. Para a adoção de inovações rentáveis, o empresário necessita manifestar sua
liderança
em
relação ao banqueiro, a fim de obter financiamento. Tal liderança reflete-setambém
em
direção dos demais produtores,que
o imitam, adotando inovações.Para SCI-IUl\/[PETER (1997), a iniciativa individual
do
empresáriopode
ser estimulada pelo apoio oficial, contudo o empresário de sucesso geralmente éum
homem
de iniciativa,um
individualista e auto-suficiente,
mas
que
busca sustentaçãoem
todas as frentes.O
empresário, nessas condições, apresenta-setambém como
um
novo-rico,um
egocêntrico e racional, cujofim
é o lucro e não oconsumo.
Ainda
sob estamesma
ótica,SOUZA
(1999), afirmaque
a satisfação do empresário resideno
desejo de acumular por acumular.O
comportamento do
empresário jamais se caracteriza pelo tipo hedonista.Sua
conduta pauta-seno
sentidodo
sucesso, da conquista deum
lugar de destaque social,mas
predominando sempre
a racionalidade. Suas decisõessaem
da rotina e os riscos mostram-se maiores
do que
aqueles provenientes das decisõesdo
fluxo
circular.
Nesse
sentido, o empresário apresenta-secomo
“o mais racional e o mais egoísta detodos” (Schumpeter, 1997, p.1 10). Tanto o banqueiro,
como
o capitalista, feitiliza oempresário,