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Carcinoma da próstata: diagnóstico e seguimento

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Academic year: 2021

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(1)

CARCINOMA DA PRÓSTATA

DIAGNÓSTICO E SEGUIMENTO

Coimbra, 23 de Fevereiro de 2017

mj frei re .u r ol o gi a @g m ai l .c o m

Maria José Freire

(2)
(3)

• Doença localizada –

assintomático

• Doença localmente avançada –

sintomas locais

LUTS (+ esvaziamento) | hematúria | ins. renal | DE | …

• Doença metastizada

sintomas locais ± sistémicos/constitucionais

Dores ósseas | fraturas patológicas | anemia | fadiga | paraplegia | …

(4)

TOQUE RECTAL

PSA

(5)

TOQUE RECTAL

PSA

Tende a diagnosticar tumores mais avançados

Pode diagnosticar carcinomas da próstata

com valores de PSA insuspeitos – tumor carcinóide, neuroendócrino,

(6)

TOQUE RECTAL

PSA

Utilizada para guiar biópsias prostáticas

(7)

TOQUE RECTAL

PSA

- Diagnostica a doença mais precocemente

- Diminuição da mortalidade por CaP

- Não existe um cut-off de PSA que deve levar a biópsia

- Varia com idade, raça, ITU’s, HBP, manipulação prostática (cistoscopia, biópsia, ressecção, massagem…)

- Valor elevado isolado  repetir PSA

(8)

DIAGNÓSTICO

PRECOCE?

(9)
(10)

• Rastreio em massa/populacional de cancro da próstata não tem, até a data,

suporte científico suficiente que o justifique;

• Maioria das organizações apoia o

rastreio oportunístico

(toque rectal +

PSA)

após discussão com o doente dos potenciais benefícios e efeitos laterais:

• >

10-15 anos esperança média de vida

• 50-70 anos – ponderar em todos

• 45 anos – se raça negra ou história familiar

• < 40 anos - não recomendado

• Valor basal aos 40 anos

(11)
(12)

Suspeita de CaP –

toque rectal + PSA

Confirmação diagnóstico –

histopatologia (biópsia)

(13)
(14)

• RMmp (local)

• TC/RM abdomino-pélvica (loco-regional)

• Cintigrafia Óssea (mtx ósseas)

ESTADIAMENTO

Doença localizada

localmente avançada metastizada

(15)

TRATAMENTO

(16)

• Vigilância Activa

active surveillance ≠ watchful waiting

Reduzir o sobre-tratamento da doença clinicamente insignificante sem comprometer o tratamento curativo

• Ainda sem resultados seguimento a longo prazo • Risco de progressão para doença incurável

Seguimento apertado (PSA cada 3 meses, toque rectal, biópsias repetidas)

(17)

• Vigilância Activa

• Prostatectomia Radical

Aberta Laparoscópica Robótica

PSA

indoseável

(18)

• Vigilância Activa

• Prostatectomia Radical

• Radioterapia

(19)

• Vigilância Activa

• Prostatectomia Radical

• Radioterapia

• Radioterapia Externa

TRATAMENTO

DOENÇA LOCALIZADA

(20)

• Vigilância Activa

• Prostatectomia Radical

• Radioterapia

• Radioterapia Externa

• Braquiterapia

(CaP baixo risco)

Descida progressiva do PSA

(21)

• Vigilância Activa

• Prostatectomia Radical

• Radioterapia

• Radioterapia Externa

• Braquiterapia

(CaP baixo risco)

• Crioterapia e HIFU (investigacional

)

(22)

SEGUIMENTO

(23)

SEGUIMENTO

DOENÇA LOCALIZADA

OBJETIVOS

1) Seguimento clínico

Avaliar complicações do tratamento e resultados funcionais

2) Seguimento analítico

Avaliar resultados oncológicos e detecção de recidiva bioquímica

OBJETIVOS

1) Seguimento clínico

Avaliar complicações do tratamento e resultados funcionais

2) Seguimento analítico

(24)

Quantificação

Avaliação da qualidade de vida Reforço do pavimento pélvico

Exercícios de Kegel

1) Seguimento clínico

(25)

Sling transobturador

IUE ligeira/moderada

Esfíncter Urinário Artificial

IUE moderada/grave Reabilitação Sexual

- IPDE-5

- Prostaglandina E - Prótese peniana

1) Seguimento clínico

(26)

Radioterapia Externa

- endarterite obliterante progressiva

- tecidos hipocelulares, hipovasculares e hipóxicos - ulceração e fibrose da mucosa vesical

Hematúria tardia

 Bexiga de baixa capacidade

 Proctite rádica

1) Seguimento clínico

(27)

SEGUIMENTO

DOENÇA LOCALIZADA

OBJETIVOS

1) Seguimento clínico

Avaliar complicações do tratamento e resultados funcionais

2) Seguimento analítico

(28)

PSA total

Toque Rec tal ( t u m o r e s i n d i f e r e n c i a d o s ) E x a m e s d e i m a g e m ( n ã o p e d i r e m d o e n t e s a s s i n t o m á t i c o s e s e m r e c i d i v a B Q ) P E T - C o l i n a P E T - P S M A

2) Seguimento analítico

(29)

PROSTATECTOMIA

RADICAL

PSA indos eá ve l

( 0 , 0 1 - 0 , 0 6 n g / m L )

PSA 0,2ng/ mL

RADIOTERAPI A EXTERNA

BRAQUITERAPI A

PSA desce progres s i va me n t e até

um v al or bas al ( nadi r )

PSA > 2ng/ mL do nadir

2) Seguimento analítico

(30)

TRATAMENTO

DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA

METASTIZADA / CPRC

(31)

TRATAMENTO DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA

TRATAMENTO DOENÇA METASTIZADA / CPRC

• Radioterapia + hormonoterapia • Hormonoterapia

• Prostatectomia Radical

• Hormonoterapia

• Análogos LHRH / Orquidectomia bilateral • Anti-androgénios

• Abiraterona / Enzalutamida • Estrogéneos

• QT

• Docetaxel / Cabazitaxel

Terapêutica dirigida ao osso

Ra-223

• Bifosfonatos / denosumab

(32)

LH ACTH

REGRESSÃO DO TUMOR

Testosterona Análogo LHRH Orquidectomia Androgénios suprarrenais

Hormonoterapia

Alívio sintomático

Atrasa a progressão da doença Previne complicações

TRATAMENTO

DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA /

(33)

SEGUIMENTO

DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA

METASTIZADA / CPRC

(34)

OBJETIVOS

1) Seguimento clínico

Avaliar a resposta e efeitos laterais do tratamento (HT, QT…)

Avaliação da progressão da doença

2) Seguimento analítico

3) Seguimento imagiológico

SEGUIMENTO

DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA /

(35)

OBJETIVOS

1) Seguimento clínico

Avaliar a resposta e efeitos laterais do tratamento (HT, QT…)

Avaliação da progressão da doença

2) Seguimento analítico

3) Seguimento imagiológico

SEGUIMENTO

DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA /

(36)

1) Seguimento clínico

(37)

1) Seguimento clínico

Avaliar a resposta e efeitos laterais do tratamento

Perda de peso

Exercício físico

Cessação tabágica

(38)

1) Seguimento clínico

Avaliação da progressão da doença

INVASÃO APARELHO URINÁRIO ALTO

- Nefrostomias percutâneas - Vigilância HEMATÚRIA OBSTRUÇÃO INFRAVESICAL - RTU-Próstata - Algaliação crónica

DOR ÓSSEA INICIAL

- Castração - Analgésicos

DOR ÓSSEA SECUNDÁRIA

Excluir

- Fracturas patológicas - Compressão medular

(39)

OBJETIVOS

1) Seguimento clínico

Avaliar a resposta e efeitos laterais do tratamento (HT, QT…)

Avaliação da progressão da doença

2) Seguimento analítico

3) Seguimento imagiológico

SEGUIMENTO

DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA /

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PSA total

(bom marcador da resposta ao tratamento e progressão da doença) Testosterona (avaliação dos níveis de castração)

Hemoglobina (fadiga, hematúria)

Creatinina (retenção urinária? / obstrução uretérica bilateral?);

Provas de função hepática (hepatotoxicidade da HT? metástases?);

F. Alcalina (metastização óssea e osteoporose).

Glicose, HbA1c

(41)

OBJETIVOS

1) Seguimento clínico

Avaliar a resposta e efeitos laterais do tratamento (HT, QT…)

Avaliação da progressão da doença

2) Seguimento analítico

3) Seguimento imagiológico

SEGUIMENTO

DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA /

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Assintomático PSA total estável

Doente castrado, com sintomas ósseos e PSA total em progressão ou se consideramos alterar tratamento

Suspeita de progressão da doença

Não pedir exames de imagem

Cintigrafia óssea

Eco/TC/Cintigrafia óssea

(baseado nos sintomas)

Quando o seguimento clinico ou bioquímico sugerem progressão.

3) Seguimento imagiológico

(43)

Take Home Messages

• DIAGNÓSTICO: toque rectal + PSA. A maioria das organizações apoia o rastreio oportunístico.

• SEGUIMENTO DOENÇA LOCALIZADA (após tratamento com intuito curativo):

• Avaliação da resposta ao tratamento e gestão de complicações. • PSA total

• PSA > 0.2ng/mL após PR deve ser referenciado.

• PSA > 2ng/mL acima do valor basal após RT deve ser referenciado.

• SEGUIMENTO DOENÇA METASTIZADA

• Avaliação da resposta ao tratamento e efeitos laterais da hormonoterapia; • Identificação de sintomas/sinais de progressão da doença;

• PSA total (resposta ao tratamento e progressão da doença); • Exames de imagem se progressão da doença;

(44)

@sutr.chuc

OBRIGADA PELA VOSSA ATENÇÃO!

mj frei re .u r ol o gi a @g m ai l .c o m @SUTR_NESU

Referências

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