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II Plano diretor: Embrapa Meio Ambiente: 2000-2003. - Portal Embrapa

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(1)

M in is té rio

^ r d a A g ricultu ra

(2)

República Federativa do Brasil

Presidente

Fernando Henrique Cardoso

Ministério da Agricultura e do Abastecimento

IVlinistro

IVIarcus Vinicius P ratini de IVIoraes

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

D iretor-P residente A lb e rto D uque P ortugal

D iretores-E xecutivos

Eiza A ng ela B attaggia Brito da Cunha D ante D aniel G iacom elli S colari

José R oberto Rodrigues Peres

Embrapa M eio Am biente

Chefe Geral Bernardo van Raij

Chefe A d ju n to de Pesquisa e D esenvolvim ento D e i se M aria Fontana Capalbo

Chefe A d ju n to A d m in is tra tiv o Vander Roberto Bisinoto

Supervisora da Á rea de C om unicação e N egócios - A C N NUce Chaves Gattaz

(3)

E n J^ p a

Empresa Brasileira d» Pesquisa Agropecuária

Ministério da Agricultura e do Abastecimento

// Hano Diretor

Embrapa Meio Aml^ente

2000-2003

Jaguariúna, SP

(4)

Embrapa Meio Ambiente

Rodovia SP 340 - km 127,5 - Tanquinho Velho Caixa Postal 69 13820-000 Jaguariúna, SP Fone: (19) 3867-8750 Fax: (19) 3867-8740 sac@cnpma. embrapa. br

W W W . cnpma. embrapa. br

Revisão: Denise Moraes de OHveira

Normatização: Maria Amélia de Toledo Leme

Produção gráfica: Regina Lúcia Siewert Rodrigues e Franco Ferreira de Moraes

Capa: Franco Ferreira de Moraes

7* edição: V impressão (2000): 5 0 0 exemplares

Exemplares dessa publicação podem ser solicitados à:

Todos os direitos reservados.

A reprodução não autorizada desta publicação,

no todo ou em parte, constirui a violação do Copyright® (Lei n ° 9 .6 1 0 ).

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Centro Nacional de Monitoramento e Avaliação de Impacto Ambiental. II Plano Diretor - Embrapa Meio Ambiente - 2 0 0 0 -2 0 0 3 . Brasília: Embrapa Negócios para Transferência de Tecnologia, 2000. 33p.

1. Agricultura - Pesquisa - Desenvolvimento. 2. Impacto ambiental - Pesquisa - Plano diretor. I. Título.

(5)

Sumário

A p resen tação... ...

7

In tro d u ç ã o...9

Contextua/ização: Visão de fu tu ro... 1 0 A agricultura brasileira... /O As questões ambientais da agricultura... 12

Diagnóstico e gestão ambientais... ...

13

Relações interinstitucionais...

14

Modelo orientador da Embrapa Meio A m biente...

75

Missão, visão e valores... 1 9 M issão... jQ Visão... jQ Valores... jq N eg ó cio... 2 0 M e rc a d o... 2 0 Produtos...

20

C lien tes... 2 0 Parceiros... 2 0 O bjetivo s...2 0 Objetivos técnico-programáticos... 2 / Objetivo global 1... 27 Objetivo global 2... 27 Objetivo global 3... 22

Objetivos de apoio técnico e administrativo... 2 3 Objetivos organizacionais e institucionais... 24

M e ta s... 2 4 Metas técnico-cientificas... 24

Metas administrativas... ... 2 6 Diretrizes estratégicas...

2 7

Pesquisa e desenvolvimento (P & D )... 2 7 Transferência de conhecimento e tecnologia... 28

(6)

Valorização dos recursos hum anos... 29

Modelo institucional e sistema de gestão... 29

Projetos Estruturantes... ... ... ...3 0 Comunicação em meio ambiente e agricultura... 3 0 Negócios tecnológicos na interface agricultura e meio am bie nte... 3 0 Núcleos temáticos na Embrapa Meio A m b ien te... 31

Indicadores ambientais da agricultura ... ... ... 32

Sistema de produção integrada... ... 32

(7)

ApmsentaçSo

O Centro Nacional de Pesquisa de IVIonitoramento e Avaliação de Impacto Am biental - Embrapa IVIeio Ambiente - apresenta o seu // Plano Diretor, como marco orientador de realinhamento estratégico de suas ações, para o período de 2000-2003.

Situada em Jaguariúna, no Estado de São Paulo, a Embrapa IVIeio Am biente vem buscando um constante aperfeiçoamento de suas ações dentro do enfoque de centro temático da Embrapa. As atividades de pesquisa são realizadas em instalações modernas por um quadro de 132 empregados, sendo 5 7 cientistas com alta qualificação. Consciente de que a pesquisa moderna exige interdisciplínaridade e interinstitucionalidade, o Centro adota o princípio de parceria, p o r meio de convênios e contratos no Brasil e de projetos com diversas organizações nacionais e estrangeiras. O seu caráter nacional leva suas ações a todos os pontos do país.

- Criada há 17 anos, a Embrapa IVIeio Ambiente incorporou, ao longo de sua existência, diversas atividades que convergiram para a missão, deste seu // Plano D iretor, de viabilizar soluções que contribuam para o desenvolvimento do agronegócio nacional, por meio de geração, adaptação e divulgação de conhecimento e tecnologia sobre o impacto ambientai das atividades agrícolas. Seus objetivos são identificar, quantificar e qualificar os impactos ambientais do agronegócio, gerar, adaptar e divulgar conhecimento e soluções tecnológicas para a sua sustentabiíidade e contribuir para a gestão ambientai das atividades do agronegócio e outras em expansão no meio rural.

Com o realinhamento de sua missão e de seus objetivos, a Embrapa IVIeio Ambiente, ciente das complexas exigências que a questão ambienta! coloca para o agronegócio e da necessidade de oferecer apoio técnico- científico, espera estar em melhores condições de contribuir para a sustentabiíidade da agricultura brasiíeira. O Centro buscará, dentro das diretrizes de seu H Piano Diretor, em consonância com as diretrizes do ííí Piano Diretor da Embrapa e do Piano Píurianuaí do Governo Federai, contribuir para o aprimoramento da gestão ambienta! do agronegócio, visando, de um íado, à integridade ambientai e, de outro, à competitividade do processo produtivo.

Bernardo van Raij Chefe Gerai da Embrapa IVIeio Ambiente

(8)

Introdução

O Centro Nacional de Pesquisa de Monitoramento e Avaliação de Impacto Am biental - Embrapa Meio Ambiente - tem, desde o início de sua atuação em 1982, evoluído em direção a uma atuação mais abrangente e integrada em questões ambientais. A missão inicial era, em grande parte, orientada para os produtos usados na proteção vegetal, com destaque para os agrotóxicos, como refletia o próprio nome da Uni­ dade - Centro Nacional de Pesquisa de Defensivos Agrícolas. Com a percepção crescente da importância desses produtos na agricultura e dos danos causados à saúde humana e ao equilíbrio biológico nos agroecossistemas, houve mudança no direcionamento das pesquisas, que passaram a dar destaque a métodos alternativos de controle fitossanitário. Delineava-se, naquela ocasião, a vocação para o estudo de questões relativas à interface da agricultura com o meio ambiente, conforme pas­ sou a sinalizar o nome de Centro Nacional de Pesquisa de Defesa da Agricultura. A mudança de orientação fo i profunda, no sentido de dar maior atenção aos efeitos das práticas agrícolas.

Em 1991, a Embrapa, ao desencadear o processo de reavaliação institucional, verificou que havia no seu ambiente externo um interesse generalizado pelas questões ambientais da agricultura. Conseqüentemente, com a definição de uma nova missão, alteraram-se o nome e a sigla, passando a denominar-se Centro Nacional de Pesquisa de Monitoramento e Avaliação de Impacto Am biental - CNPMA. O I Piano Diretor da Unida­ de, elaborado segundo a metodologia do Planejamento Estratégico e pu­ blicado em 1993, consubstanciou sua nova missão e a intenção de tor­ nar-se referência no monitoramento e avaliação de impacto ambientai de atividades relacionadas com a agricultura. Em 1998, fo i oficializado o nome síntese de Embrapa Meio Ambiente.

Este II Plano Diretor se propõe a fazer alguns ajustes, tais como o realinhamento da missão, a revisão e o maior detalhamento dos objeti­

vos, com meihor especificação de assuntos, estabelecimento de metas e diretrizes estratégicas mais precisas e a organização de projetos estraté­

__________ 9

(9)

II P L A N O D IR E T O R

gicos compatíveis com as demandas atuais mais enfatizadas pela avalia­ ção do ambiente externo.

A Embrapa Meio Ambiente, ao fazer o realinha-mento estratégico para desenvolver o seu II Plano Diretor, direcionou sua atuação de forma compatível com três realidades conjunturais: (a) o novo Piano Diretor da Embrapa - III PDE; (b) as demandas de pesquisa e desenvolvimento em questões ambientais na agricultura; (c) a capacitação técnico-científica e a infra-estrutura existentes no próprio Centro.

Contextua/ização: Visão de futuro

A Embrapa Meio Ambiente buscou adequar sua missão, seus ob­ jetivos e sua estratégia de ação a um contexto que prioriza cada vez

mais a preocupação com o meio ambiente. A consciência ambiental vem se difundindo na sociedade de forma bastante acentuada nos últimos anos, criando novas e complexas demandas para o processo produtivo agrícola. Ressaíta-se a Agenda 21, um piano de ação global da Organiza­ ção das Nações Unidas e dos países membros, idealizado para alcançar os objetivos do desenvolvimento sustentável. As pressões exercidas so­ bre o meio ambiente pelo aumento populacional e pela expansão de sis­ temas de produção agrícola com alta densidade de insumos químicos, a crescente evidência de que isso contribui para a degradação ambiental e a constatação que as conseqüências da degradação ambiental perpas­ sam os Hmites geográficos e políticos de cada país e os Hmites temporais de cada geração estão levando à consciência mundial de interdependência entre a qualidade ambiental e a qualidade de vida. Como conseqüência, tem aumentado a preocupação com a sustentabílídade da agricultura, definida como a adoção de sistemas agrícolas que conservam ou melho­ ram a base de recursos naturais que mobiliza, que não degradam o meio ambiente e que são economicamente competitivos, socialmente justos e politicam ente respaldados.

A agricultura brasileira

Com a diversidade de sistemas de produção que refletem as di­ mensões continentais do País, a agricultura brasileira é um complexo mosaico de oportunidades e problemas. O uso de tecnologia é extrema­ mente variável, coexistindo uma gama de alternativas tecnológicas, des­ de sistemas de produção tradicionais, até sistemas modernos, que fazem ÍO________

(10)

E M B R A P A M E IO A M B IE N T E

U S O intensivo das tecnologias disponíveis. Em termos de produtividade e de qualidade de produtos, a agricultura brasileira, não obstante o notável progresso realizado nas últimas décadas, tem ainda muito a avançar. A produtividade média é apenas regular para a maior parte das culturas, a produção de grãos está há anos estagnada, as exportações pouco têm evoluído e as importações agrícolas são ainda expressivas para alguns produtos. O contraste entre os agricultores mais tecnifiçados e os que não têm acesso a técnicas modernas de produção continua acentuado e a agricultura familiar vem, muitas vezes, sucumbindo à competição em condições desfavoráveis. A questão ambiental reflete esses extremos. De um lado, o uso intensivo de técnicas modernas pelos produtores mais capitalizados tem resultado na degradação da base de recursos naturais e na poluição ambiental; de outro lado, aqueles produtores sem maiores oportunidades, pela carência de conhecimentos e de capital, pressionam os recursos naturais em busca de sobrevivência.

Nesse contexto, para reduzir os problemas descritos, é necessá­ rio que o agronegócio brasileiro adote os preceitos e os instrumentos de gestão ambiental e se torne comprometido com o uso racional dos recur­ sos naturais, com a preservação da biodiversidade, da diversidade sociocultural e com o incremento da qualidade de vida. O desafio é con­ ciliar esses objetivos com a viabilidade econômica dos empreendimen­ tos. Já passou a época em que a questão ambiental era colocada apenas como uma orientação. Hoje ela se insere em um arcabouço maior de políticas públicas e de pressão da sociedade que indicam a necessidade

de reordenar o processo produtivo.

A competitividade crescente que se espera de uma economia em estágio intermediário, como é o caso da economia brasileira, aponta para um elenco de demandas de pesquisa e desenvolvimento em questões am bientais que estão a exigir, certam ente, m aior e nvolvim en to e posicionamento mais claro da Embrapa Meio Ambiente. Se, de um lado, a legislação precisa estar apta para defender os interesses dos cidadãos quanto á qualidade de vida, de outro, a agricultura deve estar cada vez mais preparada para adequar-se às novas demandas ambientais. A globalização da economia coloca essa problemática em.um âmbito inter­ nacional, em que as questões ambiental e de qualidade de produtos de­ vem ser vistas, não apenas no sentido de atender às exigências domésti­ cas, mas também para adequarem-se ao mercado externo, contrapondo- se às barreiras não-tarifárias.

___ H

(11)

Il P L A N O D IR E T O R

As questões ambientais da agricultura

Os problemas ambientais relacionados à agricultura são aparente­ mente conhecidos, se vistos de forma isolada. A destruição da cobertura

vegetal, o uso intensivo do solo com emprego de máquinas e a utiliza­ ção, em niveis crescentes, de fertilizantes e agrotóxicos, resultam freqüentemente na degradação das propriedades físicas, químicas e bio­ lógicas do solo, na contaminação dos recursos hídricos e na poluição do ar, além da redução da biodiversidade e de problemas de saúde de traba­ lhadores rurais e de consumidores. Aos impactos ambientais das produ­ ções vegetal e animai somam-se os efeitos de atividades não-agricolas, urbano-industriais e de mineração, produtoras de rejeitos que poluem soío, água, ar e planta. Os problemas ambientais mostram, assim, impor­ tantes interfaces do setor agrícola com outros setores produtivos, além dos problemas de maior alcance, que são a destruição e degradação das áreas frágeis e de preservação permanente. Contudo, o conhecimento científico de tais problemas muitas vezes é superficial, incompleto e iso­ lado. Em tal situação de carência de dados e de conhecimentos, a de­ manda é pelo estudo e a pela sistematização dos assuntos, visando á definição de metodologias e ao desenvolvimento de indicadores ambientais que permitam o diagnóstico, a mitigação e a prevenção de tais proble­ mas.

Sob o ponto de vista mais amplo, a destruição da base de recur­ sos naturais, o comprometimento dos recursos hídricos e a incerteza sobre a contaminação de alimentos são alguns dos fatores fundamentais que têm colocado a sociedade em alerta sobre as atividades agrícolas. O quadro adquire, assim, prioridade social, já que os problemas e suas conseqüências afetam, não apenas os produtores, mas a todos.

A percepção desses problemas leva a questionar se é possível preservar a base de recursos naturais, enquanto os atuais padrões de produção agropecuária de alimentos e matérias-primas continuem a ser irrestritamente aplicados. A compatibilização do processo produtivo com a manutenção da qualidade ambientai não parece ter sido alcançada em grande parte e, para que o seja, é necessário criar e adotar sistemas de produção sustentáveis na concepção mais ampía do termo, envolvendo, portanto, os aspectos ecológicos, econômicos e sociais, isso define as demandas ambientais para aperfeiçoar instrum entos e conhecimentos voltados ao diagnóstico de problemas e á interpretação de alterações Í2________

(12)

E M B R A P A M E IO A M B IE N T E dos agroecossistemas causadas pelo manejo agrícola. Toma-se clara a necessidade de aperfeiçoar indicadores ambientais e desenvolver conhe­ cimentos que permitam racionalizar as técnicas agropecuárias usadas nos processos produtivos vigentes, de forma a garantir a qualidade do ambiente, a viabilidade econômica e o bem estar da humanidade, no presente e no futuro.

Diagnóstico e gestão ambientais

Nas questões ambientais, além dos estudos indispensáveis sobre temas específicos Hgados ao solo, à água, ao ar e á proteção de plantas, vêm evoluindo, em resposta às necessidades de intervenção, as aborda­ gens de caráter abrangente, que permitem diagnosticar os grandes pro­ blemas ambientais e suas interrelações, propondo métodos de gestão para preveni-los ou minimizá-los. Sistemas de produção agroecológicos, considerados como panacéia de grande apelo pela população em geral, não são de uso generalizado e não têm a sua sustentabilidade assegura­ da, em especial na sua dimensão econômica. Destacam-se, entre os ex­ tremos de uma agricultura de uso mínimo de ínsumos químicos e aquela altamente tecnificada, diversas alternativas, denominadas de melhores práticas de manejo, sistemas de produção integrada ou sistemas de ma­ nejo integrado de produção, em que se busca, pela racionalização de uso, minimizar os problemas ambientais do processo de produção e ga­ rantir a qualidade dos produtos.

A grande evolução que vem ocorrendo em todo o mundo, cuja população se torna cada vez mais urbana, vem afetando também a ocu­ pação do meio rural, no qual muitas atividades além daquelas tipicamen­ te agrícolas passam a ser realizadas. Além disso, o meio rural, pelo pre­ domínio na ocupação do espaço, desperta um interesse da população, das autoridades constituídas, dos legisladores, de organizações não-go- vernamentais e de outros segmentos da sociedade, que se preocupam com diversos aspectos que interferem nas atividades do agronegócio. Ressalta-se o conceito de multifuncionalidade em uso recente na Europa, que atribui à agricultura não apenas a função de produzir alimentos, mas também a proteção do meio ambiente e da paisagem, dos recursos natu­ rais, da cultura local e da qualidade de vida, o que justificaria inclusive o subsídio das atividades agrícolas. Nos Estados Unidos, a definição legal de agricultura sustentável é a de um sistema de práticas de produção vegetal e animal de aplicação sítio-específica, que, a longo prazo, satis­ faça as necessidades humanas de alimento e fibras, melhore a qualidade

__________ 13

(13)

// P L A N O D IR E T O R

ambienta! da base de recursos naturais, faça o meihor uso possível de recursos não-renováveis, integre, onde for apropriado, ciclos e controles biológicos naturais, sustente a viabilidade econômica das propriedades agrícolas e melhore a qualidade de vida dos produtores agrícolas e da sociedade como um todo.

Assim, as grande mudanças de cenário que vêm ocorrendo nos últimos anos assinalam para a necessidade de a Embrapa Meio Ambiente desenvolver ações de diagnóstico e de gestão ambientais que ampliem as propostas do I Piano Diretor. Novos procedimentos estão em desen­ volvimento no mundo, com destaque para a gestão ambienta! de empre­ sas dentro dos padrões da série ISO 14000 e da garantia de produtos e processos de produção via certificação ambientai. A tendência ciara é para a busca de "produtos limpos produzidos a partir de processos lim­ p o s " e isso implica a definição e adoção de critérios e procedimentos

ambientalmente aceitáveis.

Há uma preocupação soda! crescente no sentido da preservação dos recursos naturais, o que muitas vezes impHca a interferência em processos produtivos. Contudo, para que essas situações sejam melhor caracterizadas, há necessidade da avaliação e valoração de perdas e ganhos ambientais em agroecossistemas, tendo em vista viabilizar pro­

cessos produtivos com qualidade ambientai.

Do ponto de vista de políticas públicas, a preocupação ambienta! vem se traduzindo, no Brasil, em uma legislação específica, que norteia os diagnósticos ambientais e as atividades agrícolas. A participação da Embrapa Meio Ambiente nesses temas encontra espaço na definição de protocolos e padrões técnicos para formulação e implementação de ins­

trumentos legais, bem como na adaptação e incorporação desses nos processos de produção.

Relações interinstitucionais

ê

Peia natureza de suas atividades, a Embrapa Meio Ambiente, em princípio, pode estabelecer parcerias com um grande número de institui­

ções. Contudo, a avaliação do cenário atual permite caracterizar grupos de instituições com as quais as parcerias são prioritárias.

Dentro da Embrapa, alguns centros temáticos têm objetivos em gera! complementares aos da Embrapa Meio Ambiente, o que aponta para o trabalho conjunto como forma de potencializar as ações de pes­

quisa em questões ambientais. É o caso da Embrapa Solos, Agrobiologia, 14_________

(14)

E M B R A P A M E I O A M B I E N T E M onitoram ento p o r Satélite e Florestas e, no caso específico de controle biológico, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Há amplas possibilidades de parcerias com os demais centros da Embrapa, que tam ­ bém vêm atribuindo ênfase crescente às questões ambientais. Ressal­ tam -se, ainda, as pesquisas com plem entares, em articulação com a Embrapa Suínos e Aves, Gado de Leite e Agroindústria de Alim entos, na análise da segurança am biental ligadas a organismos transgênicos.

Nessa mesma Unha, existem possibilidades de parcerias com os sistemas estaduais de pesquisa e as universidades. A Embrapa Meio A m ­ biente, peio fato de estar próxima de m uitas das mais destacadas insti­ tuições de pesquisa e ensino superior do Brasil, tem excelentes oportuni­ dades de interações de alto nível com essas organizações. Isso não ex­ clui, porém, a necessidade da busca de cooperação técnica com in s titu i­ ções de outros países, para facilitar a constante atualização sobre os avanços que vêm ocorrendo no mundo na questão ambiental.

Ressaltam-se, no âmbito da agricultura, o relacionamento com o M inistério de A gricultura e Abastecim ento, em especial com a Secretaria da Defesa Agropecuária e a cooperação com as secretarias estaduais de agricultura, através, principalmente, dos órgãos de extensão rural e as­ sistência técnica, encontra boas possibilidades.

Mais diretamente em questões ambientais, é fundam ental a am­ pliação da cooperação com o M inistério do Meio A m biente e, dentro deste, com o in stitu to Brasileiro do Meio Am biente e dos Recursos N atu­ rais Renováveis - ÍBAMA. No âmbito estadual, destaca-se o grande p o ­ tencial de interação com os respectivos órgãos estaduais.

Finalmente, ressalta-se a necessidade de ampliação da interação com a sociedade civií, representada principalm ente p o r empresas e peias diversas ONGs, com grandes possibilidades para ações na Unha de edu­ cação agroambiental. Dessa forma, a participação tradicional dos órgãos de fom ento à pesquisa, como o CNPq, a FINEP, a FAPESP, as FAPs dos demais estados e outros, pode vir a ser complementada com outras al­ ternativas.

Modeto orientador da Embrapa Meio Am tieríte

A Figura 1 situa a atuação da Embrapa Meio Am biente. Parte-se da condição de que há m uitos fatores e ações do agronegócio que con­ tribuem para a degradação do meio ambiente. M uitos desses fatores não

_________ II Ení^^pa

(15)

II P L A N O D IR E T O R

dependem estritam ente das características dos sistemas de produção e das tecnologias utilizadas, mas da sua adequação aos aspectos econô­ micos, sociais e culturais de quem os utiliza, bem como de outras variá­ veis inerentes aos próprios recursos naturais disponíveis.

Com a finalidade de se avaliar o im pacto am bientai de tecnologias e de atividades do agronegócio, deve-se inicialm ente realizar um diag­ nóstico am bienta! que in d u a variáveis ecológicas, econômicas, sociais e culturais, seguido de sua análise e interpretação, que, p o r sua vez, de­ vem p e rm itir a previsão do potência! de risco ambientai. Essas inform a­ ções também podem auxiliar a elaboração do planejamento ambienta! de uma propriedade, bacia h id ro g rá fic a ou região. Com o o b je tiv o de quantificar e qualificar a degradação ambienta! inclui-se a definição de indicadores de qualidade ambientai, os quais funcionam como critérios que dão suporte ao estabelecimento de propostas de medidas de p ro te ­ ção dessa qualidade. Com base nesse processo de avaliação de im pacto ambienta!, podem ser implementadas ações de intervenção e de políticas públicas, bem como a adequação ou geração de tecnologias e práticas de manejo, que tenham como objetivo fina! orientar a gestão da qualida­ de ambienta! no meio rural.

As ações da Embrapa Me/o Ambiente estão direcionadas às etapas de avaíiação de impacto ambienta! das atividades do agronegócio, principal­ mente desenvolvendo e adaptando metodologias que possibilitem a sua execução. Poderão também ser formuladas recomendações para as políti­ cas públicas, assim como tecnologias e práticas de manejo que contribuam para a sustentabiíidade do agronegócio, tendo como enfoque o desenvolvi­ mento local. O monitoramento de todas as ações incluídas no modelo pro­ posto visa a facilitar a análise permanente e a retroalimentação de seus

componentes e de suas respectivas inter-relações.

[6___

(16)
(17)

II P L A N O D IR E T O R

A premissa básica de toda a orientação é o compromisso com a produção sustentável, fundamentado na conservação do meio ambiente sem perder as condições de competitividade econômica e tendo sempre em conta a eqüidade social e a qualidade de vida das gerações presentes e futuras.

O conhecimento e a proposição de soluções para a problemática a m b ie n ta i da a g ricu ltu ra consideram os im pactos relacionados ao agronegócio, sob a seguinte forma:

impactos intrínsecos - efeitos das atividades da agropecuária ou da agroindústria sobre ela mesma, ameaçando a sustentabiíidade do processo produtivo;

impactos extrínsecos - efeitos da agricultura ou da agroindústria que extrapolam sua área de atuação, poluindo, principalmente, alimentos e água, mas também o solo e o ar, além de afetar áreas de proteção ambientai, com prejuízos à sociedade;

impactos externos - efeitos de atividades industriais, urbanas e mineradoras sobre as atividades da agricultura ou da agroindústria. A inter-relação desses impactos é cada vez mais evidente, resul­ tando na necessidade de se tratar a questão ambiental de forma sistêmica, com ações em nível técnico-científico, mas também em nível de políticas públicas, quando os impactos ambientais perpassam os limites aceitá­

veis para os sistemas de produção e seus entornos.

As causas da degradação ambientai relacionadas às atividades agropecuárias são conhecidas: desmatamento, uso inadequado do solo e da água, emprego de agentes químicos, mecanização e monoculturas. Acrescentam-se a isso a desorganização do processo produtivo, as m i­ grações em busca de novas áreas produtivas e o baixo nível educacional da população rural, que não tem acesso a técnicas ambientalmente ade­ quadas, e da população urbana, que muitas vezes não exerce seus direi­ tos de consumidores e cidadãos preocupados com o meio ambiente.

Os efeitos da degradação ambiental são a redução da biodiversidade e a erosão genética, o descontrole de pragas, a compactação, a erosão e a perda de fertilidade do solo, processos de desertificação, a poluição do solo, da água e da atmosfera, assim como a contaminação ambiental por agroquímicos e todos os problemas de saúde pública associados. O esta­ belecimento de causa e efeito nas questões ambientais, embora muito complexo, peia grande interdependência entre os diversos fatores, é não I I _______

(18)

E M B R A P A M E IO A M B IE N T E obstante isso, fundamental. Há necessidade de aperfeiçoamento dos in­ dicadores ambientais, com a hierarquização de importância para diferen­ tes regiões e sistemas de produção, dentro dos ambientes físico, biológi­ co e social.

Missão, visão e vatoms

IVlissão

Viabilizar soluções para o desenvolvimento sustentável do agronegócio, por meio de geração, adaptação e divulgação de conheci­ mento e tecnologia sobre impacto ambiental.

Visão

Ser um centro de referência nacional e internacional em questões relacionadas ao impacto ambiental do agronegócio reconhecido pela:

visão sistêmica dos problemas ambientais;

■ propostas de soluções adequadas ao setor produtivo e à sociedade; ■ compromisso social;

Valores

A Embrapa Meio Ambiente prioriza os valores pertinentes à sua missão:

• Conservação dos recursos naturais - A produção agropecuária

deve ser obtida com o uso minimizado de recursos naturais não- renováveis e com a conservação da biodiversidade.

Qualidade ambiental - As atividades do agronegócio devem ser

avaliadas, de forma a prevenir e remediar a degradação ambientai.

Sustentabilidade - O agronegócio deve ser exercido como ativi­

dade ambientalmente sã, economicamente viável e socialmente justa.

A esses valores acrescentam-se os valores da cultura da Embrapa, conforme detalhados no III PDE: criatividade, eficiência e eficácia, estra­ tégia, ética, foco no clients, liderança, parceria, perspectiva global, rigor científico e trabalho em equipe.

19 EitJ^pa

(19)

Il P L A N O D IR E T O R

Negócio

O negócio da Embrapa Meio Ambiente é pesquisa sobre impactos ambientais do agronegócio.

Mercado

A Embrapa Meio Am biente atua no mercado de conhecimento e tecnologia sobre o impacto ambiental do agronegócio.

Produtos

Os principais produtos da Embrapa Meio Am biente são: novos conhecimentos sobre questões agroecológicas, informações técnico-ci- entíficas organizadas sobre impactos ambientais do agronegócio; educa­ ção ambiental; gestão ambiental; produtos biológicos para controle de pragas e biorremediação e desenvolvimentos destas tecnologias para ni­

chos estratégicos do mercado.

Clientes

Os clientes da Embrapa Meio Ambiente são outros órgãos de pes­ quisa, órgãos de proteção ambiental, outras instituições públicas, agri­ cultores, empresas e organizações não-governamentais.

Parceiros

Os principais parceiros da Embrapa Meio Am biente são as unida­ des da Embrapa e outras instituições do SNPA, ministérios e secretarias, outras organizações de pesquisa e ensino, empresas, organizações não- governamentais e agricultores.

Objetivos

Os objetivos da Embrapa Meio Ambiente levam em consideração sua missão como centro temático, as demandas efetivas e potenciais de seus clientes e parceiros, os objetivos globais da Embrapa e o potencial de seu capital humano.

(20)

E M B R A P A M E IO A M B IE N T E

Objetivos técnico-programáticos

Os objetivos técnico-programáticos indicam tanto as prioridades de ações, para caracterização de problemas ambientais relacionados à agricultura, como aquelas que permitirão viabilizar soluções tecnológicas e sóciorganizacionais para sua sustentabilidade.

Objetivo giobai 1

Identificar, quantificar e qualificar os impactos ambientais do agronegócio.

A s atividades do agronegócio e de outras atividades em expansão no meio rural exercem forte pressão sobre os recursos naturais, com conseqüências variadas sobre os ecossistemas. Há necessidade de ca­ racterizar os impactos ambientais resultantes para orientar ações pre­ ventivas ou mitigadoras. Para isso, deverão ser realizados esforços para:

• desenvolver e adaptar métodos e indicar critérios para a realiza­

ção de diagnósticos ambientais de atividades do agronegócio e de outras atividades em expansão no meio rural;

■ desenvolver e aprimorar a valo ração de recursos ambientais u ti­ lizados pela agropecuária e por ela afetados;

• desenvolver e adaptar instrum entos e conhecim entos para

monitorar e modelar os efeitos de mudanças globais na agricul­ tura ou os gerados por ela;

• desenvolver e caracterizar indicadores am bientais de agro­

ecossistemas;

■ desenvolver e adaptar metodologias de avaliação e análise de risco do uso de agroquímicos e de organismos de controle bioló­ gico na agricultura e no sistema solo-água-planta-atmosfera.

Objetivo global 2

Gerar, adaptar e divulgar conhecimento e soluções tecnológicas para a sustentabilidade do agronegócio.

A busca de alternativas tecnológicas menos agressivas ao meio ambiente é hoje uma das principais exigências que se faz ao agronegócio. Isso passa pelo conhecimento das alternativas disponíveis e pela identifi­ _______ 21

(21)

// P L A N O D IR E T O R

cação das mais indicadas para cada situação. No sentido de contribuir para isso, ações serão desenvolvidas no sentido de:

• desenvolver estratégias para monitorar e melhorar a qualidade

dos recursos solo, água e atmosfera;

• desenvolver novas práticas e tecnologias que promovam o de­

senvolvimento e a conservação da base de recursos naturais, balanceando eficiência produtiva e qualidade ambiental;

■ contribuir para o aprimoramento da proteção de plantas e ani­ mais, através da racionalizacão do uso de a g rotóxicos em interação com técnicas biológicas e de manejo;

■ desenvolver e adaptar instrumentos e conhecimentos para apro­ veitamento agrícola de resíduos urbano-industriais, agrícolas e de mineração, bem como a sua reciclagem, visando à redução da poluição de soío, da água e da atmosfera;

contribuir para a definição de métodos de avaliação de impacto ambientai de organismos transgênicos;

• contribuir para a redução da vulnerabilidade dos produtos vege­

tais exportados a barreiras não-tarifárias decorrentes de proble­ mas ambientais e sanitários.

Objetivo global 3

Contribuir para a gestão ambientai das atividades do agronegócio e de outras em expansão no meio rurai.

Os problemas ambientais em gerai não são simples, apresentando uma inter-relação entre os processos referentes a todas as instâncias da produção agropecuária. Dessa forma, há necessidade de adaptar e de­ senvolver técnicas de gestão ambientai para o agronegócio e outras ati­ vidades em expansão no meio rural. Ressaltam-se ações de valoração, gestão e educação ambientais e, no sentido de desenvolvê-las, serão realizadas esforços para:

■ contribuir para o aperfeiçoamento de instrum entos de gestão ambientai, tais como normas, padrões e certificações;

• avaliar os efeitos ambientais e a sustentabilidade de diferentes

siste m a s de prod u çã o , com ênfase para os denom inados agroecológicos;

22_________ Enf^pa

(22)

E M B R A P A M E IO A M B IE N T E

• contribuir para a definição de políticas públicas direcionadas à

redução de impactos ambientais do agronegócio;

■ realizar atividades de pesquisa, desenvolvimento e transferência de conhecimento na temática da educação agroambiental;

’ contribuir para o desenvolvimento do sistema de produção inte­ grada de outros sistemas de melhores práticas de manejo ou de m anejo integrado da produção que tenham baixo im pacto ambiental, através de ações favoráveis ao meio ambiente e à qua­ lidade dos produtos;

• contribuir para a gestão ambiental de dejetos da produção animal.

Objetivos de apoio técnico e administrativo

Para o cumprimento dos compromissos dos objetivos técnico- programáticos, a Embrapa Meio Ambiente dará ênfase ás seguintes ações:

• implantar um sistema de gestão estratégica por processos, visan­

do á implantação das ações previstas neste Plano Diretor;

• aprimorar o processo de planejamento, avaliação, execução e

acompanhamento de projetos, dentro das diretrizes do Sistema Embrapa de Planejamento;

• compatibilizar a utilização dos talentos humanos e recursos mate­

riais com as necessidades dos projetos;

' desenvolver um sistema de comunicação planejado com base na ne­

cessidade de informações e no direcionamento a clientes e parceiros; ■ aperfeiçoar a área de negócios, em termos de produtos e de me­

canismos de viabilização;

■ promover constantemente a melhoria dos recursos humanos;

■ aprimorar os mecanismos e instrumentos de capacitação, avalia­

ção de desempenho, premiação, promoção e motivação dos re­ cursos humanos;

• adequar a infraestrutura às necessidades institucionais;

■ atualizar equipamentos e métodos de trabalho em toda a Unidade.

___ Ení^^pa

(23)

// P L A N O D IR E T O R

Objetivos organizacionais e institucionais

• aum entar a captação de recursos não-orçamentários para a exe­ cução dos projetos de pesquisa;

• m anter um quadro funciona! adequado às necessidades estraté­

gicas da instituição;

• consolidar a unidade como um centro de referência de pesquisa

e d e s e n v o lv im e n to em q u e stõ e s de im p a c to a m b ie n ta l do agronegócio.

Metas

M etas técnico-científicas

Na busca dos objetivos propostos, a Embrapa Meio A m biente es­ tabeleceu as seguintes m etas a serem atingidas no período de vigência deste II Piano Diretor.

' desenvolver um m étodo para a avaliação am biental de atividades em expansão no meio rural;

' definir critérios e m étodos de valoração de recursos naturais de

interesse das atividades agropecuárias ou p o r elas destruídos, re­ ferentes a 4 ecossistemas brasileiros;

• realizar uma estimativa de emissão de gases de efeito estufa pela

agropecuária;

• definir, caracterizar e padronizar métodos para o uso de 2 0 indi­

cadores de qualidade ambiental na agropecuária;

’ selecionar e validar indicadores de qualidade do solo e água para regiões de alta produção de suínos;

• selecionar e validar indicadores de qualidade de água na região

semi-árida do Nordeste;

• selecionar e validar indicadores de qualidade de solo e água para

fruticultura irrigada no semi-árido do Nordeste;

' elaborar um protocolo para avaliação de risco am biental de agen­ tes de biocontrole candidatos à introdução p o r estudos de casos em três espécies de organismos já introduzidos;

24__________

(24)

E M B R A P A M E IO A M B IE N T E estabelecer a dinâmica de 10 dos principais pesticidas no ambien­ te, para as condições brasileiras;

caracterizar a poluição ambiental com nitrogênio, fósforo e me­ tais pesados causada por fertilizantes minerais e orgânicos na agri­ cultura brasileira;

determinar limites aceitáveis para quatro metais pesados em so­ los tropicais para culturas de folhas, raízes e grãos;

aperfeiçoar, desenvolver e disponibilizar tecnologias que proporcio­ nem uma redução de 20% na quantidade de agrotóxicos em 5 culturas de interesse para pequenos produtores;

colaborar com outras unidades do SNPA com informações que subsidiem sistemas de produção integrada de 10 cadeias produti­ vas em questões relacionadas ao meio ambiente;

introduzir e exportar de forma cooperativa vinte diferentes agen­ tes de controle biológico atendendo à demanda de Instituições de pesquisa oficial ou privada;

conduzir pesquisas de biocontrole clássico, em duas espécies de pragas exóticas, em atendimento às ações desenvolvidas por ou­

tras unidades do SNPA;

desenvolver critérios para o uso ag rico Ia de cinco resíduos prove­ nientes de atividades urbano-industriais, agrícolas e de minera­ ção;

desenvolver tecnologias de produção para quatro pesticidas bioló­ gicos, em parceria com o setor privado e outras unidades do SNPA; validar m étodos de análise rápida de resíduos, para cinco agrotóxicos em frutas tropicais;

desenvolver um sensor biológico para detecção de resíduo de agrotóxicos em frutas;

obter a certificação e o credenciamento do laboratório de análise de resíduos da Embrapa Meio Ambiente para emitir laudos aceitos internacionalmente;

realizar estudos de biodegradação de três agrotóxicos visando a obter tecnologias para biorremediação de soíos contaminados;

estabelecer protocolo para avaliação de risco da soja transgênica, so­ bre três organismos não-alvo, para subsidiar órgãos regulamentadores;

_________ 25

(25)

II P L A N O D IR E T O R

• caracterizar a vulnerabilidade de cinco dos principais produtos de

exportação do agronegócio a barreiras não-tarifárias, relaciona­ das a problemas ambientais e sanitários;

■ organizar e disponibilizar instrumentos de gestão ambiental refe­ rentes ao agronegócio, tais como normas, padrões, certificação e sugestões de novos instrumentos para políticas públicas, em seis publicações técnicas;

• avaliar os impactos ambientais de quatro sistemas de produção

ou de atividades não-agrícolas do meio rural;

• consolidar três diagnósticos agroambientais, tendo como referencial analítico a bacia hidrográfica;

' realizar o diagnóstico da qualidade de água na região semi-árida

do Nordeste;

' avaliar o im pacto ambiental das atividades agrícolas na água sub­ terrâneas dos afloramentos do aqüífero Botucatu;

• desenvolver materiais didáticos para educação agroambiental, abor­

dando fundamentos e atividades aplicadas na interface agricuítu- ra/meio ambiente, na forma de cinco "k its " pedagógicos e quatro publicações de apoio à capacitação de educadores;

• caracterizar, para efeito de gestão ambiental, o sistema de produ­

ção integrada apHcado a uva de mesa, manga, maçã, citros e coco;

■ desenvolver, em colaboração com a Embrapa Suínos e Aves, um modelo de gestão ambientai para dejetos de suínos.

Metas administrativas

• C onstruir um centro de capacitação agroam biental com auditó­

rio, salas de treinamento e instalações para a Área de Comunica­ ção e Negócios.

• C onstruir um laboratório novo para a análise de pesticidas e

química orgânica;

• Completar as instalações do laboratório de quarentena.

’ Reorganizar os laboratórios no espaço Hberado com a constru­ ção do novo laboratório de pesticidas.

26__

(26)

E M B R A P A M E IO A M B IE N T E Reorganizar o uso do espaço no prédio central, após a mudança da Área de Comunicação e Negócios para o prédio novo do nú­ cleo de capacitação agroambiental.

Contratar 5 pesquisadores em nível de mestrado em áreas es­ tratégicas dos Centros, encaminhando-os para treinamento avan­ çado em nível de doutorado.

C o n tra ta r 3 0 em pregados de apoio, in c lu in d o té c n ic o s especializados, para atender diversas áreas do Centro.

Triplicar a captação de recursos externos em relação ao valor efetivamente captado e utilizado em 1998.

Atualizar a publicação da revista Agricultura Sustentável.

Quadruplicar o número de clientes ou usuários com que a Embrapa Meio Ambiente efetivamente mantém relações.

Criar um sistema aperfeiçoado de comunicação interna. Criar um sistema aperfeiçoado de negócios tecnológicos.

Diretrizes estratégicas

A Embrapa Meio Ambiente deverá fortalecer suas ações em ques­ tões ambientais, dando destaque àquelas de maior relevância no cenário nacional. Para tanto, deverá fortalecer a sua inserção na comunidade científica Ugada à agricultura, ao meio ambiente e aos assuntos discipli­ nares em que atua. Em consonância com estas intenções, a Unidade adotará diretrizes visando a ações integradas de pesquisa e desenvolvi­ mento, de transferência de conhecimento e tecnologia e de valorização do capital humano.

Pesquisa e desenvolvimento (P & D)

A Embrapa Meio Ambiente desenvolverá as suas ações de P & D com o foco em demandas e na viabilização de soluções, sejam elas de cunho tecnológico ou de suporte a políticas públicas, mas sem perder de vista a necessidade de gerar novas informações, de caráter científico, sobre as questões ambientais na agricultura. Para tanto, os esforços se­ rão direcionadoa para:

■ adotar mecanismos de levantamento e priorização de demandas sobre questões ambientais na agricultura;

_________ 27

(27)

II P L A N O D IR E T O R

■ desenvolver mecanismos para que as atividades técnico-científicas da Embrapa Meio Am biente estejam em consonância com os avanços científicos mundiais;

• estabelecer e consolidar núcleos temáticos e compor núcleos de

gestão tecnológica em áreas que representam a qualificação do Centro;

’ desenvolver, de forma criteriosa, parcerias cientificas ou de desenvolvimento, priorizando a complementaridade das ações.

Transferência de conhecimento e tecnologia

Para estruturar de maneira mais adequada a transferência de conhecimento e de tecnologia, a Embrapa Meio Ambiente conduzirá, no período de vigência deste Piano Diretor, dois projetos estruturantes: um tratando de comunicação e outro tratando de negócios. A ênfase a esses dois temas decorre da peculiaridade de sua atuação, que requer aperfei­ çoamentos na identificação dos clientes prioritários, de suas necessida­ des e da meíhor maneira de atendê-los. A comunicação empresarial deverá ser orientada, também, á melhoria da interação interna e à potencialização do relacionamento da Unidade com o ambiente externo. Para isso, a Embrapa Meio Ambiente deverá:

’ avaliar e direcionar as informações, através dos diferentes ins­ trum entos e fluxos de comunicação, de modo a estim ular a interação interna da Unidade com o público externo;

’ inovar e modernizar os métodos e instrumentos de comunicação com os diversos segmentos da sociedade;

■ contribuir para a divulgação da identidade visual da Embrapa e

da Unidade como Centro Temático da Empresa;

■ capacitar a Unidade na produção de informação e tecnologias qualificadas, dentro do escopo da missão, voltada para as ex­ pectativas e demandas dos distintos públicos dentro do escopo

do Centro;

■ desenvolver treinamento em educação ambientai na agricultura;

• desenvolver meios para a identificação de novas oportunidades

de negócios.

28____

(28)

E M B R A P A M E IO A M B IE N T E

Valorização dos recursos humanos

Para atingir os objetivos do realinhamento estratégico, a Embrapa Meio Ambiente deverá prom over uma política de adequação dos recur­ sos humanos visando ao melhor aproveitamento das potencialidades in­ dividuais, incorporando novas habilidades, fortalecendo as existentes con­ sideradas estratégicas, renovando, remanejando e atualizando o capitai humano, enfatizando valores importantes para consolidar a Unidade como centro de referência em meio ambiente na agricultura. Para tanto, o Centro deverá:

’ im plem entar ações que contribuam para a melhoria do ciima institucional;

’ valorizar mudanças favoráveis de comportamento, motivação e comprometimento com as prioridades do Centro;

• incentivar o trabalho de equipe e o companheirismo no trabalho; • buscar o meihor aproveitamento da capacitação e talento de cada

funcionário;

• realizar treinamento de pessoal em assuntos de interesse do

Centro.

Modelo institucional e sistema de gestão

A Embrapa Meio Ambiente enquadra-se no modeio institucional da organização a que pertence, seguindo portanto as diretrizes de gestão da Embrapa Sede. Dentro desses parâmetros, o Centro deverá:

’ realizar sua ações de P & D através de projetos, valorizando a liderança e a boa administração;

■ racionalizar as atividades meio, direcionando recursos humanos

para ações definidas em forma de processos;

• fortalecer o espírito de equipe entre equipes de pesquisa e dos

processos de apoio técnico e administrativo;

' compatibilizar e otimizar as metas administrativas e financeiras

com as disponibilidades de recursos;

• adequar a infra-estrutura física da Embrapa Meio Ambiente ás

suas prioridades de pesquisa e desenvolvimento;

(29)

II P L A N O D IR E T O R

• atualizar toda a estrutura laboratorial para a realização de análises

prioritárias às ações do Centro, dentro de condições de padroniza­ ção e confiabilidade dos resultados.

Projetos Bstmturantes

Os projetos estratégicos estruturantes cuidarão de organizar as ativi­ dades de comunicação e negócios, de consolidar núcleos temáticos e três áreas de importância para o Centro - a de indicadores ambientais, de siste­ ma de produção integrada e de gestão ambiental aplicada á agricultura.

Comunicação em meio ambiente e agricultura

A Comunicação, utilizada como meio rápido e eficaz, tem sido amplamente desenvolvida na Unidade, no sentido de agilizar a transfe­ rência de suas tecnologias, serviços e produtos para que possa prestar contas à sociedade dos recursos financeiros nela investidos. Entretanto, com as crescentes demandas da sociedade por soluções nas questões ambientais ligadas à agricultura, é necessário que a Unidade ampHe seus canais de comunicação com os diversos públicos. Assim sendo, será desenvolvido o projeto estruturante de Comunicação, que tem por obje­ tivo desenvolver ações que fortaleçam a interação da Embrapa Meio Ambiente com os públicos interno e externo; ampUem os fluxos de co­ municação; promovam a comunicação mercadológica; transfiram as in­ formações técnicas qualificadas ao público externo; ampliem instrumen­ tos de comunicação para a divulgação das tecnologias, serviços e produ­ tos gerado; e avaliem a satisfação dos clientes com relação á adoção das tecnologias, serviços e produtos ofertados.

Espera-se como resultado ter os fluxos de comunicação interna e externa expandidos, a informação qualificada para atender á demanda de diferentes setores da sociedade e a avaliação dos resultados da satis­ fação dos cHentes avaliada, visando a legitimar as ações e fortalecer o conceito institucional da Unidade.

Negócios tecnológicos na interface agricultura e meio

ambiente

No cenário de mudanças que se desenha nessa fase de transição de milênios, as questões ambientais consolidam-se na maioria das socie­

_______

(30)

E M B R A P A M E IO A M B IE N T E dades, dos governos e das instituições. No Brasil e na Embrapa, essa tendência não é diferente. O trato das questões ambientais das ativida­ des relacionadas à agricultura é percebido como uma grande oportunida­ de institucional e de negócios, no fortalecimento das relações com a sociedade brasileira e na criação de condições de sustentabilidade da Empresa. A Embrapa Meio Ambiente, pela sua missão institucional, pela qualificação de seus pesquisadores e pela sua localização privilegiada, deve ser o centro propulsor dessas novas relações. Faz-se necessário, no entanto, que essa oportunidade seja efetivamente traduzida em ações de negócios com os diferentes segmentos da sociedade, inclusive gerando resultados financeiros para a Empresa.

Assim, o projeto tem como objetivos identificar demandas para definição de prioridades dos projetos; desenvolver mecanismos para iden­ tificação de clientes potenciais e oportunidades para realização de negó­ cios tecnológicos; transferir tecnologias, serviços e produtos acabados; ampHar as parcerias externas e apHcar métodos que avaliem a qualidade das tecnologias, produtos e serviços que serão ofertados.

O resultado esperado é a identificação de um conjunto de oportu­ nidades de negócios, sua efetiva realização e a avaliação da adoção das tecnologias, serviços e produtos, garantindo o cumprimento da missão da Unidade.

Núcleos temáticos na Embrapa Meio Ambiente

Cada vez mais exige-se da pesquisa agropecuária uma postura de envolvimento mais próximo com os clientes, na busca de soluções para o agronegócio. Essas soluções, em geral, não são simples e requerem uma boa capacidade de articulação e de gestão tecnológica, tanto no diagnóstico de problemas, como no desenvolvimento de pesquisa cientí­ fica e no equacionamento de soluções adequadas a cada caso. isso exi­ ge equipes de pesquisa bem engrenadas, capazes de atuar com desen­ voltura em todo os espectro de pesquisa e desenvolvimento. Certamen­ te, há necessidade de instrumentos organizacionais adequados para esse tipo de com portam ento no trabalho, que exige visão tem ática mais abrangente, integradora de equipes e disciplinas.

O objetivo deste projeto é a criação e a consolidação de Núcleos Temáticos na Embrapa Meio Ambiente, visando à integração de esforços em torno de alguns temas de grande importância, buscando uma melhor caracterização da identidade e capacitação técnico-científica da Unidade.

_______ I I Ení^pa

(31)

U P L A N O D IR E T O R

No fina! do projeto, espera-se ter implantados os Núcleos Temáticos na Embrapa Meio Ambiente, como estruturas de caráter informal, sem base física estabelecida, mas com clara definição de área e modo de atuação, de exigências mínimas para sua existência, das atividades que irão realizar, de responsabilidades para diferentes atividades e do relaci­ onamento com o sistema de gestão de projetos do SEP.

Indicadores ambientais da agricultura

A pesquisa vem concentrando esforços para produzir resultados que permitam operacionalizar a gestão ambiental ou ainda as políticas públicas visando ao desenvolvimento sustentável. Nesse aspecto, uma das áreas de m aior importância é a da caracterização de indicadores ambientais, também conhecidos como indicadores de sustentabilidade ou indicadores de qualidade ambiental, para aplicação sob diferentes condições. No Brasil, o assunto assume importância pela falta de organi­ zação dos diferentes indicadores, em geral com informações dispersas e mal definidas.

Com este projeto, pretende-se caracterizar e definir as condições de uso, nos d ife re n te s agroecossitem as do Brasil, de indicadores ambientais.

No final do projeto, espera-se ter um conjunto de indicadores bem descritos em termos de significado científico, determinação, interpreta­ ção e condições de uso em trabalhos de diagnóstico ambiental, que ser­ virá como um dos instrumentos básico para a atuação da Unidade.

Sistema de produção integrada

A preocupação com a sustentabilidade do agronegócio e a per­ cepção do grande efeito degradador que a atividade tem sobre o meio ambiente tem levado á busca de um modelo que concilie as característi­ cas de p ro d u tiv id a d e e re n ta b ilid a d e com as c a ra c te rís tic a s de sustentabilidade ambientai. O sistema de produção integrada pode ser encarado como uma combinação das melhores práticas de manejo, tais como rotação de culturas, controle biológico, adubação orgânica e mine­ ral, integradas com o uso de tecnologias modernas adequadas, isso en­ volve aspectos de proteção de plantas e uso de agrotóxicos, manejo de soío e água e outras práticas, cujo impacto ambiental é minimizado atra­ vés do adequado controle das aplicações e do monitoramento dos efei­ tos sobre o meio ambiente.

32_________

(32)

E M B R A P A M E IO A M B IE N T E Com este projeto, pretende-se contribuir para a organização do sistema de produção integrada aplicado a diferentes culturas, visando à agricultura brasileira, definindo critérios e métodos para a sua utilização no processo produtivo.

No final do projeto, espera-se ter definidas as diretrizes de aplica­ ção do sistema de produção integrada em diferentes condições de pro­ dução, ressaltando os aspectos de importância para o meio ambiente.

Gestão ambienta! aplicada à agricultura

Gerir significa fundamentalmente tomar decisões face à uma dada escassez e/ou fins alternativos almejados. Em quaisquer situações tor­ nam-se essenciais o acesso, o trato e a interpretação de informações. No caso de gestão ambiental de atividades relacionadas à agricultura, que envolvem a administração de sistemas vivos sob um enfoque holistico- ecológico, esse acervo de informações necessárias é muito mais amplo e requer ainda uma percepção, a mais completa possível, de todo o con­ teúdo do cenário de mudanças na sociedade. A adequada percepção de questões, como o próprio conceito de mudanças, modelos de desenvol­ vimento, sociedade em rede, novo rural, gestão empresarial e perspecti­ vas, problemas e prioridades do impacto agroambiental, é essencial para a gestão ambientai do agronegócio.

O objetivo maior da gestão ambientai apHcada à agricultura é o de desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e m anter uma política ambiental agrícola. A consecução desse objetivo se faz através da definição de uma estrutura organizacional, das atividades de planeja­ mento com a definição de responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos.

Espera-se que com a implantação deste projeto, se internalize na Embrapa Meio Ambiente e no sistema Embrapa como um todo um siste­ ma de gestão ambiental voltado a viabilizar soluções para as questões am bientais das atividades relacionadas à agricultura. Deverão ser equacionadas as condições necessárias para o atendimento da avaliação ambientai estratégica, para o caso de políticas, pianos e programas de caráter amplo, bem como da avaliação de impacto ambiental em proje­ tos e da gestão ambientai propriamente dita.

____ 33

(33)

EnJ^pi

Meio Ambiente

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO

GOVERNOU

f e d e r a l

B

T r a b a lh a n d o e m t o d o o B r a s il

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