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PROCPENAL-4BIM

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Academic year: 2021

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Seminários: TUDO SOBRE PROVAS.

SUMÁRIO

PROCEDIMENTO PENAL ... 2

1. PROCESSO E PROCEDIMENTO ... 2

2. Espécies de procedimentos penais ... 2

2.1. Procedimento comum ... 2

2.2. Procedimento especial ... 2

3. Normas de generalidade plena ... 3

3.1. Formação do processo ... 3

3.2. Suspensão do processo ... 3

4. Decisão que recebe a acusação ... 3

5. Resposta à acusação ... 4

6. Análise da resposta à acusação ... 4

PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO ... 5

1. Disposições legais ... 5

2. Competência para presidir o procedimento comum ordinário ... 5

3. Designação de audiência ... 5

4. Fases do procedimento ... 5

5. Identidade física do juiz ... 5

6. Regra da concentração da produção probatória ... 6

7. Prazo máximo para realização da audiência ... 6

8. Audiência de instrução e julgamento ... 6

8.1. Declaração do ofendido ... 6

8.2. Oitiva de testemunhas ... 6

PROCEDIMENTO SUMÁRIO ... 8

1. Objeto ... 8

2. Previsão legal ... 8

3. Similitude com o procedimento ordinário ... 8

4. Diferenças do procedimento ordinário ... 8

5. Trâmite de infrações para menor potencial ofensivo ... 8

5.1. Em razão da impossibilidade de citação pessoal... 9

5.2. Em razão da complexidade do caso ... 9

PROCEDIMENTO COMUM SUMARÍSSIMO ... 9

1. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO ... 9

2. Fase preliminar ... 9

1.1. Momento policial ... 9

1.2. Audiência preliminar ... 10

3. Do procedimento sumaríssimo ... 11

3.1. Crimes de ação penal pública ... 11

3.2. Crimes de ação penal privada ... 11

4. Audiência de instrução ... 12

5. Suspensão condicional do processo ... 12

TRIBUNAL DO JÚRI ... 12

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PROCEDIMENTO PENAL 1. PROCESSO E PROCEDIMENTO

 Processo em sentido intrínseco = Relação jurídico processual.

 Processo em sentido extrínseco = Procedimento.

O procedimento se exterioriza através de uma série de atos concatenados. O processo se exterioriza pelo procedimento.

O procedimento é previsto em lei para se apurar um fato criminoso e encontrar o seu responsável a fim de puni-lo. Esses atos são subsequentes e reunidos num todo unitário, que é o processo.

2. ESPÉCIES DE PROCEDIMENTOS PENAIS Duas espécies:

 Comum

 Especial

2.1. Procedimento comum Art. 394 CPP.

Art. 394. O procedimento será comum ou especial.

§ 1º O procedimento comum será ordinário, sumário ou sumaríssimo:

I - ordinário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;

II - sumário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;

III - sumaríssimo, para as infrações penais de menor potencial ofensivo, na forma da lei.

§ 2º Aplica-se a todos os processos o procedimento comum, salvo disposições em contrário deste Código ou de lei especial.

§ 3º Nos processos de competência do Tribunal do Júri, o procedimento observará as disposições estabelecidas nos arts. 406 a 497 deste Código.

§ 4º As disposições dos arts. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau, ainda que não regulados neste Código.

§ 5º Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos especial, sumário e sumaríssimo as disposições do procedimento ordinário.

Leva em conta a pena máxima cominada em abstrato na norma penal incriminadora. O procedimento comum pode ser:

Ordinário – Para crimes com pena máxima in abstrato igual ou maior que 4 anos

Sumário – Para crimes com pena máxima in abstrato menor que 4 anos (para pena máxima cominada inferior a 4 anos e superior a 2 anos)

Sumaríssimo – Para crimes de menor potencial ofensivo.

o Lei 9.099/95 (que foi editada para atender o mandamento constitucional disposto no art. 98, I, CF).

o Os crimes de menor potencial ofensivo estão no art. 61 da Lei 9.099/95 (contravenções penais e crimes com penas cominadas abstratamente superior ou igual a 2 anos)

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Geralmente esses procedimentos dizem respeito à matéria. Algumas matérias são especificas e a persecução penal deve-se desenvolver de forma especial. São exemplos de leis que trazem procedimentos especiais, a Lei de drogas e a Lei de falências.

Há procedimentos que não tem cunho condenatório.

3. NORMAS DE GENERALIDADE PLENA Art. 394, §4º, CPP

As normas dispostas nos artigos 394 ao 397 CPP se aplicam a todos os procedimentos penais. Há exceções (“disposições em contrário”).

3.1. Formação do processo Dá-se com a citação.

Art. 363 CPP.

Art. 363. O processo terá completada a sua formação quando realizada a citação do acusado. I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008).

II - (revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008).

§ 1º Não sendo encontrado o acusado, será procedida a citação por edital. (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008). § 2º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).

§ 3º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).

§ 4º Comparecendo o acusado citado por edital, em qualquer tempo, o processo observará o disposto nos arts. 394 e seguintes deste Código.

3.2. Suspensão do processo Há 3 hipóteses:

 Art. 149 CPP – O sujeito é doente mental.

 Art. 366 CPP – Suspensão do processo quando o acusado é citado por edital e não comparece

(não é revelia!).

 Suspensão condicional do processo – É possível suspender o processo por tempo determinado

se o crime tiver pena mínima cominada em abstrato igual ou menor que 1 (um) ano. O processo ficará suspenso por um período de prova similar a suspensão do “sursis”. Isso não significa reconhecimento de culpa (art. 89 da Lei 9.099/95), mas se aplica a todas as infrações penais, não necessitando que esta seja de menor potencial ofensivo.

4. DECISÃO QUE RECEBE A ACUSAÇÃO STJ, RHC 1.000

A ação precisa ser aceita. Há requisitos para propor a ação penal tais como a prova da materialidade e indícios de autoria, descrição do fato criminoso, justa causa, etc. Se estes requisitos não são preenchidos o juiz pode rejeitar a acusação.

Esta é uma decisão interlocutória simples, que é irrecorrível.

Da decisão que rejeita a acusação cabe recurso em sentido estrito (RESE) - art. 581, I CPP.

CPP, art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou sentença: I - que não receber a denúncia ou a queixa;

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Se a acusação é aceita, o juiz determina a citação do acusado para que ele responda a acusação. 5. RESPOSTA À ACUSAÇÃO

A resposta à acusação deve se dar no prazo de 10 dias, contados a partir da citação (e não da juntada do mandado de citação cumprido aos autos).

Trata-se de um prazo processual, portanto, sua contagem se inicia no dia seguinte (pois exclui o dia do início e inclui o dia do fim).

CPP, arts. 396 e 396-A.

CPP, art. 396. Nos procedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008).

Parágrafo único. No caso de citação por edital, o prazo para a defesa começará a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do defensor constituído. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008).

CPP, art. 396-A. Na resposta, o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário. (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).

A resposta à acusação é a defesa do acusado.

O acusado poderá demonstrar que o fato criminoso aconteceu, mas possui uma excludente de ilicitude, devendo ser absolvido sumariamente.

Arts. 396 e 396-A do CPP.

Na resposta acusação, a peça deverá conter:

 Preliminares

 Defesa de mérito

 Especificação de provas

 Documentos

 Rol de testemunhas

5.1. Preliminares: Pressupostos processuais de existência e validade (nulidades ou irregularidades) do processo.

5.2. Defesa: De mérito.

5.3. Justificações: Excludentes de ilicitude e culpabilidade. Art. 396-A CPP. 5.4. Especificação de provas

5.5. Documentos 5.6. Testemunhas

6. ANÁLISE DA RESPOSTA À ACUSAÇÃO

O juiz deve julgar antecipadamente o mérito quando se convencer que é o caso de acolher uma das teses que impedem o desenvolvimento do processo penal, absolvendo sumariamente o acusado.

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O recurso cabível é o de apelação (pois se trata de decisão definitiva de mérito). Art. 399 CPP  Recebimento

Art. 396 CPP  O juiz já recebeu a acusação no bojo do art. 399, então agora ele recebeu de novo?!?! Seria um 2º recebimento (Scarance).

Interrupção da prescrição  haveria duas?!?!

Entendimento predominante: Não há dois recebimentos, muito menos, duas interrupções de prescrição! O entendimento predominante é que há apenas 1 recebimento. Senão, haveria 2 interrupções da prescrição.

PL em trâmite  PL 4947/2009

Projeto em trâmite tentando corrigir o suposto equívoco legislativo. Esse projeto tenta estabelecer o sistema da lei de drogas, atribuindo como recebimento esse segundo momento.

Art. 396 CPP – “autua-la-á” ????

PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO

Procedimento comum ordinário é visto pela dogmática processual penal como o procedimento mais comum de todos, e também, o mais completo. Ele traz todas as possibilidades e, subsidiariamente, ele serve para solucionar eventual lacuna relacionada a outros procedimentos.

1. DISPOSIÇÕES LEGAIS Arts. 394 a 405 CPP

2. COMPETÊNCIA PARA PRESIDIR O PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO É do juiz singular, o juiz penal de 1º grau de jurisdição.

3. DESIGNAÇÃO DE AUDIÊNCIA Cabe ao juiz singular designar dia e hora para realização da audiência.

OBS: Acusado preso: Se houver alguém preso preventivamente, ou preso por outro processo, ele deve ser requisitado. E essa requisição impõe um dever ao poder público (transporte de presos). Também pode ser por videoconferência.

4. FASES DO PROCEDIMENTO

 Postulatória – do oferecimento da acusação até a análise da resposta à acusação

 Instrutória – ocorre na audiência de instrução, até o interrogatório

 Decisória – envolve as alegações finais orais (memoriais) e a própria sentença

5. IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ Art. 399, §2º CPP.

Este princípio vigora atualmente no processo penal brasileiro. O juiz que presidiu a instrução penal deve proferir o julgamento.

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6. REGRA DA CONCENTRAÇÃO DA PRODUÇÃO PROBATÓRIA Art. 400, §1º, CPP

Antes de 2008 o procedimento penal se desenvolvia por diversos atos separados, estanques. O interrogatório era o primeiro ato de instrução, agora é no final.

Após 2008 houve a concentração da atividade probatória. Então, atualmente, preferencialmente os atos são praticados em uma única audiência.

OBS: Complexidade / número de acusados:

Se o caso for muito complexo não é possível articular oralmente acusação ou defesa de forma efetiva, plena.

A fim de assegurar a defesa lei permite ao juiz que determine que as partes apresentem em 5 dias a sua defesa (memoriais).

7. PRAZO MÁXIMO PARA REALIZAÇÃO DA AUDIÊNCIA 60 dias (no procedimento comum).

O prazo diferencia um procedimento do outro

8. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO Abertos os trabalhos, primeiro o juiz colhe as declarações do(s) ofendido(s).

8.1. Declaração do ofendido

Isoladamente as palavras do ofendido são consideradas, em regra, frágeis. Isto porque muitas vezes o ofendido está embasado pela raiva e vingança.

A jurisprudência vem entendendo que os crimes que ocorrem sem testemunhas, tal como os crimes sexuais e crimes contra a honra, a palavra do ofendido vem ganhando mais força.

Nos demais crimes, patrimoniais, o professor acha que também tem que ser assim. A declaração do ofendido é considerada junto do conjunto probatório.

Todas as provas são relativas, e quem dá o seu valor é o juiz. Por isso o 155 diz que o juiz aprecia a prova e dá seu valor de forma livre (livre convencimento motivado).

8.2. Oitiva de testemunhas A testemunha será, preferencialmente, ouvida pessoalmente.

- Ressalva – art. 222 CPP: O CPP faz ressalva para a testemunha que mora em outra comarca, etc. Neste caso a testemunha será ouvida por carta precatória. Mas isso não suspende o curso normal do processo. - Videoconferência: Também é possível ouvir a testemunha por videoconferência.

- Perguntas, indeferimento: Quem pergunta para a testemunha são as partes (exceção: NUCCI – o juiz faz tudo!). Mas mesmo que as partes perguntem diretamente para as testemunhas, o juiz pode indeferir a pergunta, por ser impertinente.

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8.2.1. Testemunhas de acusação

8.2.2. Testemunhas de defesa: São ouvidas depois das testemunhas de acusação, pois é à acusação que cabe o ônus de provar.

OBS: Máximo de testemunhas a serem arroladas: 8 testemunhas para cada parte. 8.3. Esclarecimentos dos peritos: Os peritos esclarecem os quesitos, se necessário para: - MP / querelante - em cota, oferecendo a denúncia em separado.

- Defesa - resposta a acusação 8.4. Acareações:

Se houver contradição entre as testemunhas.

Vantagem da concentração das provas... se cada uma dissesse numa audiência... então teria que marcar mais audiências ainda para fazer a acareação!!!

E isso demoraria uns meses!!!

Antes era uma audiência para testemunha de defesa e outra para testemunha de acusação. 8.5. Procedimento de reconhecimento de pessoas e coisas

8.6. Interrogatório:

Último ato de instrução, pois é ato de autodefesa, sendo que depois de produzidas várias provas, o acusado sabe do que deverá se defender.

8.7. Requerimento de diligência:

É possível que durante a instrução, em razão dela, as partes precisem requisitar diligências. O juiz interrompe a audiência e determina a realização da diligência.

Após a realização das diligências, as partes terão 5 dias para apresentar memoriais, e o juiz 10 dias para dar a sentença.

Prazos dos juízes – peremptórios (não tem nenhuma conseqüência se ele não cumprir) 8.8. Alegações finais orais:

O próximo passo na audiência é o debate que as partes realizam, com base nas provas produzidas, exteriorizando a síntese acusatória e a defensiva. São as alegações finais orais.

A acusação fala primeiro.

Cada parte tem 20 minutos, prorrogáveis por mais 10.

 Tempo: Se houver mais de um acusado, o tempo contará individualmente.

 Assistente: O assistente de acusação também fala em debates. Ele tem 10 minutos. Neste caso, o juiz dá 10 minutos a mais também para a defesa, respeitando o contraditório, já que o assistente de

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8.9. Memoriais:

Pode acontecer que, ainda que as partes não apresentem requerimentos de diligências, diante da complexidade das provas, do excessivo numero de acusados, etc, que o juiz conceda as partes 15 dias, sucessivamente, para apresentar memoriais.

Após a apresentação dos memoriais o juiz tem 10 dias para proferir a sentença penal. PROCEDIMENTO SUMÁRIO

1. OBJETO

CPP, art. 394 - O procedimento será comum ou especial.

§ 1º - O procedimento comum será ordinário, sumário ou sumaríssimo:

I - ordinário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;

II - sumário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;

III - sumaríssimo, para as infrações penais de menor potencial ofensivo, na forma da lei.

§ 2º - Aplica-se a todos os processos o procedimento comum, salvo disposições em contrário deste Código ou de lei especial.

§ 3º - Nos processos de competência do Tribunal do Júri, o procedimento observará as disposições estabelecidas nos arts. 406 a 497 deste Código.

§ 4º - As disposições dos arts. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau, ainda que não regulados neste Código.

§ 5º - Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos especial, sumário e sumaríssimo as disposições do procedimento ordinário.

No procedimento sumaríssimo tramitam processos de infrações penais de menor potencial ofensivo (pena máxima menor ou igual a 2 anos) – Art. 61 da Lei 9.099/95.

Portanto, não se pode dizer unicamente que o procedimento sumário é competente para o trâmite de processos cuja infração penal possui pena inferior a 4 anos (como está no CPP). O procedimento sumário é competente para o trâmite de infrações cuja pena varia entre 2 e 4 anos.

2. PREVISÃO LEGAL Arts. 531 a 538 CPP

3. SIMILITUDE COM O PROCEDIMENTO ORDINÁRIO

Este procedimento é similar ao procedimento ordinário. Há apenas algumas diferenças. 4. DIFERENÇAS DO PROCEDIMENTO ORDINÁRIO

 Prazo para a realização da audiência (o juiz deve designar audiência de instrução e julgamento

em no máximo 30 dias no sumário, 60 dias no ordinário)

 Número de testemunhas (até 5 no sumário, 8 no ordinário)

5. TRÂMITE DE INFRAÇÕES PARA MENOR POTENCIAL OFENSIVO

Em regra elas tramitam no procedimento sumaríssimo, mas excepcionalmente, é possível processar essas infrações penais no rito sumário.

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5.1. Em razão da impossibilidade de citação pessoal

No procedimento sumaríssimo a citação criminal é feita pessoalmente. Se não for possível citar o acusado pessoalmente, o juiz deverá remeter os autos de informação para o juiz comum, para que proceda a citação por outra forma (citação por hora certa, edital).

5.2. Em razão da complexidade do caso

A complexidade do caso também pode levar à remessa dos autos para o juízo comum. A Lei n. 9.099/95 tem como finalidade evitar a condenação desnecessária, através dos JECrims. O processo já atinge o

status dignitatis. Entretanto, quando o caso é muito sério e necessita de uma melhor apuração dos

elementos do crime, ele pode ser encaminhado ao Juízo Comum para trâmite no procedimento sumário. A complexidade do caso pode ser evidenciada através do termo circunstanciado.

PROCEDIMENTO COMUM SUMARÍSSIMO Introdução

Bem jurídico constitucional Mandados de criminalização

Há bens jurídicos penais (valores específicos que a sociedade elegeu como de fundamental importância) que não afetam diretamente ou de forma contundente a sociedade, não ahvendo razão para punição excessiva destes crimes considerados de menor importância.

Neste sentido editou-se a Lei n. 9.099/95, que regula de forma diferenciada os crimes de menor potencial ofensivo.

1. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO

Lei n. 9.099/95, art. 60 - O Juizado Especial Criminal, provido por juízes togados ou togados e leigos, tem

competência para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e continência.

Parágrafo único - Na reunião de processos, perante o juízo comum ou o tribunal do júri, decorrentes da

aplicação das regras de conexão e continência, observar-se-ão os institutos da transação penal e da composição dos danos civis.

Lei n. 9.099/95, art. 61 - Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos

desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa.

Sãos crimes de menor potencial ofensivo:

 As contravenções penais

 Os crimes cuja pena máxima em abstrato seja igual ou inferior a 2 anos

2. FASE PRELIMINAR

A primeira fase da persecução penal (fase preliminar) possui 2 momentos:

 Momento policial

 Audiência preliminar

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Se alguém pratica infração penal de menor potencial ofensivo, e essa pessoa for presa em flagrante, na delegacia será lavrado o termo circunstanciado e não o auto de prisão em flagrante. A pessoa se compromete a comparecer perante o JECrim, para participar da audiência preliminar.

1.2. Audiência preliminar

Sua finalidade é evitar a instauração do processo penal. Trata-se de medida despenalizante, medida que evita um processo sem custo-benefício algum, e mais do que isso, evita a própria aplicação da pena. Tenta-se a composição civil dos danos.

1.2.1. Composição civil dos danos

Comparecendo na audiência preliminar o autor do fato criminoso e a vítima, é possível compor civilmente o dano.

1.2.1.1. Sujeitos:

Para tanto, é necessária a presença dos seguintes sujeitos:

 suposto autor do fato

 vítima (ofendido)

 responsável civil (do suposto autor do fato), se for o caso

 juiz

1.2.1.2. Ação penal:

O MP não intervém, pois a composição civil só é possível para as ações penais privadas e públicas condicionadas a representação. Por isso, ainda não há interesse do Estado em intervir nesta relação. 1.2.1.3. Representação:

Não havendo a composição civil entre as partes, o ofendido pode fazer uma representação oral, que será reduzida a termo.

Se o ofendido não fizer representação na audiência preliminar, não perde seu direito de representação, pois o ofendido possui prazo decadencial de 6 meses para a representação.

1.2.2. Transação penal 1.2.2.1. Sujeitos:

Exige a presença dos seguintes sujeitos:

 suposto autor do fato

 ofendido (vítima)

 MP

 Juiz

1.2.2.2. Ação penal:

É possível realizar transação apenas na ação penal pública. Se for incondicionada, não temos a composição dos danos civis na audiência preliminar. Remete-se diretamente para a proposta de transação.

Se for condicionada, o MP também pode oferecer essa proposta. 1.2.2.3. Natureza:

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Não tem natureza de pena, é medida despenalizante, que evita a aplicação desnecessária de pena.

Ademais, não pode ser pena porque “não há pena sem processo”. Esta é a posição do professor. Alguns

defendem que tem natureza de pena, de forma “sui generis”.

Pode consistir na prestação de serviço social (como cuidar de creche, pagar cestas básicas, etc). 1.2.2.4. Efeitos:

Apesar de ser chamada de pena pela Lei n. 9.099/95, a transação não gera reincidência, pois não são aplicados os efeitos deste instituto.

O único efeito é a impossibilidade de ser dado novo benefício no prazo de 5 anos. 1.2.2.5. Anotações criminais:

Apenas anotação judicial, para se afastar possível benefício dessa medida no prazo de 5 anos. 1.2.2.6. Realização da proposta:

O promotor só deve fazer a proposta se não for o caso de arquivamento, ou seja, se houver justa causa para a propositura da ação penal.

Se não houver justa causa o promotor deverá propor o arquivamento ou determinar a realização de novas diligências para que a opinio delicti seja formada.

1.2.2.7. Aceitação da proposta:

A aceitação da proposta não gera presunção de culpa do suposto autor. Para ele perder sua condição de inocente é necessário que haja o devido processo legal através da persecução penal, com sentença transitada em julgado. Por isso, mais uma vez não podemos dizer que ela tem natureza de pena. 1.2.2.8. Homologação do acordo pelo juiz e recurso deste ato:

O juiz homologa o acordo, se aceito pelo suposto autor do fato.

Cabe recurso de apelação desta decisão. Isso porque o sujeito, às vezes, aceita um acordo que não era o desejado, então pode recorrer. Ou então, pode haver um vício no acordo.

3. DO PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO 3.1. Crimes de ação penal pública

Denúncia: Oral, feita pelo MP. Não acontecendo a transação penal, o MP oferece a denúncia oral. Exame de corpo de delito: Quando a infração for de menor potencial ofensivo, é possível dispensar o exame de corpo de delito, aceitando o boletim médico ou outro documento que demonstra lesão. Art. 158 CPP.

3.2. Crimes de ação penal privada Queixa: Oral.

Citação: Se o sujeito estiver presente na audiência preliminar, é feita pessoalmente. Se ausente, por mandado.

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4. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO Reposta: Responde na audiência à acusação.

Juízo de admissibilidade e recuso: No procedimento sumaríssimo, se o juiz rejeitar a acusação

(denúncia/queixa), cabe recurso de apelação (art. 82 da Lei n. 9.099/95). No procedimento comum

ordinário, se o juiz rejeitar a acusação (denúncia/queixa), cabe recurso em sentido estrito – RESE (art. 581, I, CPP).

Oitivas: Recebendo a acusação, o juiz passa a ouvir vítima, testemunhas (primeiro acusação, depois defesa). Por fim, é realizado o interrogatório. Depois do interrogatório, passa-se aos debates orais e a prolação de sentença.

Interrogatório Debates Sentença

5. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO

No art. 89 da L. 9.099/95 está prevista a hipótese de suspensão condicional do processo.

Essa suspensão, assim como a transação penal, e composição civil dos danos também é uma medida despenalizante.

Art. 89 - Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do Código Penal).

§ 1º - Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor, na presença do Juiz, este, recebendo a denúncia, poderá suspender o processo, submetendo o acusado a período de prova, sob as seguintes condições: I - reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo;

II - proibição de freqüentar determinados lugares;

III - proibição de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorização do Juiz

IV - comparecimento pessoal e obrigatório a juízo, mensalmente, para informar e justificar suas atividades.

§ 2º - O Juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do acusado.

§ 3º - A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a ser processado por outro crime ou não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano.

§ 4º - A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado, no curso do prazo, por contravenção, ou descumprir qualquer outra condição imposta.

§ 5º - Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a punibilidade. § 6º - Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo.

§ 7º - Se o acusado não aceitar a proposta prevista neste artigo, o processo prosseguirá em seus ulteriores termos.

O MP pode pedir a suspensão condicional do processo se preenchidos os requisitos necessários. Com isso, há proibição de ausentar-se da comarca, comparecimento perante o juízo mensalmente, proibição de comparecer em certos locais, etc.

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Competência para julgar os crimes dolosos contra a vida

 Homicídio

 Instigação, auxílio ao suicídio

 Aborto

 Infanticídio

CF, art. 5º, XXVIII

Competência constitucional

A competência do tribunal do júri pode ser ampliada por lei ... Espécies normativas que podem criar crimes: Lei ordinária.

As espécies normativas superiores possuem quórum de aprovação maior.

No rito ordinário, quando o acusado é citado é para apresentar a resposta à acusação. Audiência de instrução.

Quem é ouvido em primeiro lugar é a vítima, se possível.

Depois testemunhas de acusação. As testemunhas foram arroladas na denúncia.

Depois as testemunhas de defesa são ouvidas, que foram arroladas na resposta a acusação.

Se o advogado perdeu o prazo para arrolar as testemunhas de defesa ... art. 209 do CPP. Em nome do princípio da verdade real.

Art. 209. O juiz, quando julgar necessário, poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas partes.

§ 1º Se ao juiz parecer conveniente, serão ouvidas as pessoas a que as testemunhas se referirem.

§ 2º Não será computada como testemunha a pessoa que nada souber que interesse à decisão da causa.

Princípio da presunção de inocência = a pessoa só será considerada culpada após o transito em julgado da sentença condenatória.

Pronúncia:

Sentença que leva o réu ao julgamento pelo tribunal do júri. O tribunal do júri tem 2 fases:

1ª – Sumário de culpa 2ª – Juízo da causa

A primeira fase vai da denúncia até a pronúncia. Esta fase é igual ao rito ordinário.

 Denúncia

 Recebimento da denúncia

 Citação do réu para resposta a acusação

 Audiência de instrução

 Sentença

Existe queixa no tribunal do júri: Quando for ação penal privada subsidiária da pública. A ação penal privada subsidiária da pública ocorre quando o MP for omisso e não oferece a denúncia no prazo legal.

O prazo da denúncia é 5 dias se o réu estiver preso, e 15 dias se o réu estiver solto. É a metade do prazo

para terminar o IP. Queixa – ofendido Denúncia – MP

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Audiência do júri:

O réu é ouvido por último na audiência do júri, em nome do princípio do contraditório e da ampla defesa.

Isso é melhor para o réu, porque ele toma conhecimento da defesa para depois falar.

O único efeito da revelia no processo penal é que continua o processo sem a presença do réu, mas não se presumem verdadeiros os fatos alegados pela parte contrária.

Decisão de pronúncia:

1) Impronúncia – decisão que não leva o réu a julgamento pelo júri

o Se houver a impronúncia há o arquivamento da ação penal o Pode haver o desarquivamento se surgirem novas provas o Impronuncia não julga o mérito

2) Absolvição sumária

o Quando existe prova manifesta de causa excludente de ilicitude (há fato típico, mas não antijurídico)

- Excludentes de ilicitude: estado de necessidade, estrito cumprimento do dever legal, exercício legal de direito, legítima defesa

- Crime é fato típico, antijurídico (culpável e punível)

o Há julgamento do mérito 3) Desclassificação

o Mudança da classificação jurídica

o Se houver a desclassificação do crime doloso contra a vida para um outro tipo de crime, que não é competência do júri, então ocorre a desclassificação

o O juiz da pronúncia não é competente para julgar o crime de outra classificação o O processo deve ser enviado ao juiz competente

o Se houver crime de júri e outro conexo o juiz do júri pode julgar o crime conexo. Se houver a desclassificação o juiz do júri não pode julgar ambos os crimes.

4) Pronúncia

o Chama-se pronúncia porque o juiz do júri não pode julgar, quem julgará é o Conselho de Sentença

o Tem que ter indícios suficientes de autoria e prova da materialidade

o Após a pronúncia, os jurados podem desclassificar. Desclassificação na 2ª fase. Os jurados não podem julgar porque eles são incompetentes (não é crime doloso contra a vida).

Requisitos para a denúncia:

 Indícios de materialidade e autoria

o Pode haver prova destes indícios de forma indireta.  Justa causa

Se houver dúvida quanto a denúncia ou não – in dubio pro societate Se houver dúvida quanto à condenação do réu – in dubio pro reo

Conexão: Outros crimes podem ir a júri por conexão. Ex: ocultação de cadáver, lesões corporais, etc. Composição do tribunal do júri:

- 1 juiz singular

- 25 jurados – O conselho de sentença é formado por 7 jurados PRISÃO E LIBERDADE OU LIBERDADE E PRISÃO?

(15)

Introdução CF/88 Regra Exceção

1 – Decretação de prisão pela autoridade policial Prazo

Apresentação pelo juiz 2 – Das espécies medidas cautelares 2.1. Prisão preventiva

Descumprimento de condições

Crimes com pena máxima – sup. 4 anos Reincidente

Violência doméstica Dúvida quanto identidade Vedação Motivação Excepcionalidade 2.2. Prisão temporária – L. 7.960/89 2.3. Prisão domiciliar Maior 80 Doença grave Gestante

Manutenção de menor de 6 anos/deficiente 3 – Outras medidas cautelares

Comparecimento em juízo Proibição de acesso Proibição de contato

Proibição de ausentar-se da comarca Recolhimento domiciliar

Suspensão do exercício - função pública Internação provisória

Monitoração eletrônica Fiança

Referências

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