UM COPO DE CÓLERA: NARRAÇÃO,
DISCURSO E ESPETÁCULO –
UMA OBRA PÓS-MODERNA
TANIA STURzBECHER DE BARROS, mestre em Estu-dos Literários pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), professora de Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Adventista Paranaense, e docente de Co-municação Empresarial e Metodologia de Pesquisa na Faculdade Adventista Paranaense, [email protected]. SéRGIO FERNANDES DE LIMA, graduado em Letras pelo Unasp e professor de inglês na Tai Po Sam yuk Seconda-ry Scholl Ltda, em Hong Kong, [email protected].
Resumo: Neste artigo, pretendemos fazer uma análise de uma obra considerada moderna: Um copo de cólera, de Raduan Nassar, escrita em 1978. O termo pós-modernidade tem atraído grande número de estudiosos e pesquisadores, que se po-sicionam das mais variadas formas a seu respeito. Como embasamento teórico, busca-remos alguns críticos que enxergam o fenômeno de maneira distinta, como Silviano Santiago, Flora Süssekind e Noé Jitrik. Como todo texto contemporâneo, a novela de Nassar apresenta a minimalização da ação externa se contrapondo ao aumento da ação no plano interno. Isso acontece já na estrutura narrativa do texto, quando o leitor se depara com uma história aparentemente banal da rotina de um dia na vida de um casal. No plano interno temos discussões deveras importantes como a disputa dos gêneros, o engajamento político, a intertextualidade, a fragmentação do indivíduo e a linguagem do espetáculo, o que caracterizaria a obra como pós-moderna.
PalavRas-chave: Pós-moderno, discurso, espetáculo, narrativa
LITERATURA
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UM COPO DE CÓLERA (A CUP Of WRAth): NARRATION, DISCOURSE AND SPEC-TACLE – A POST-MODERN NOVEL
abstRact: The present article is an attempt to analyse a novel considered post-modern: Um copo de cólera (A cup of Wrath), by Raduan Nassar, written in 1978. The term post-modern has attracted a great number of scholars and researchers, all of whom hold different viewpoints regarding its definition. As theoric basis, we will use critics who have expressed different opinions on the topic under focus here, such as Silviano San-tiago, Flora Süssekind and Noé Jitrik. Just like any other contemporary text, Nassar’s novella presents a sharp decrease in the external action as opposed to an increase in action in the internal plan. This happens also in the narrative structure of the text, when the reader comes across a story, apparently banal, of an ordinary couple’s daily routine. In the internal plan we find discussions downrightly important, such as the discussion of gender, political commitment, intertextuality, the fragmentation of the individual and the language of spectacle, which characterises the novel as post-modern.
KeywoRds: Post-modern, discourse, spectacle, narrative
Introdução
Partindo da atual discussão sobre o pós-moderno como sendo uma corrente de pen-samento que atinge não só o campo das artes em geral, mas da história e da sociologia, com um reflexo na teoria e prática políticas do mundo contemporâneo, este debate permeia tam-bém os estudos literários.
O termo “pós-modernidade” tem atraído grande número de estudiosos e pesqui-sadores, que se posiciona das mais variadas formas em relação ao tema. Neste artigo, não se pretende tomar um único ponto de vista crítico, pois é dentro de um contexto de idéias múltiplas que buscaremos construir nossa análise.
Nosso trabalho partirá da análise de um romance, ou mais caracterizadamente, de uma novela de Raduan Nassar, Um copo de cólera, publicada em 1978, a qual foi o segundo e último livro do autor.
Como toda obra contemporânea, a novela de Nassar apresenta desde o seu início algumas peculiaridades que a caracterizam como literatura pós-moderna. Já na estrutura nar-rativa do texto, nota-se que a narração é feita de forma diferenciada das demais, pois o leitor se depara com uma história aparentemente banal, própria do cotidiano da vida de um casal. No entanto, no nível interno, aparecem discussões deveras importantes como a disputa dos gêneros, o engajamento político, a intertextualidade, a fragmentação do indivíduo e a lingua-gem do espetáculo, temáticas abordadas com freqüência nesse tipo de literatura.
No contexto interno, temos uma narrativa quase tradicional, com início, meio e fim. No entanto, a inovação acontece quando percebemos o mesmo título dado ao primeiro ca-pítulo também no último: a chegada. Esse elemento destaca a circularidade, a continuidade da vida do casal.
e ações dos personagens, marcada pela ausência de pontuação. Porém, o texto está organiza-do em diálogos e dividiorganiza-do em capítulos, à saber: “a chegada”, “na cama”, “o levantar”, “no banho”, “o café da manhã”, “o esporro”, “a chegada”.
É importante ressaltar a importância do leitor, já que este se percebe sugado para den-tro da enxurrada de pensamentos do protagonista, estreitando a relação do narrador com o leitor, numa espécie de jogo de convencimento. Isso acontece porque o narrador toma um posicionamento autodiegético, que compromete a confiabilidade do discurso e gera certa desconfiança por parte do leitor, que dessa forma, transforma-se num espectador do univer-so privado e subjetivo dos peruniver-sonagens.
Sobre isso, vale ressaltar o que disse Flora süsseKind:
E é nesse lugar especial entre o segredo e a exposição, nesta vitrine que parece se mover a prosa literária brasileira na década de 80 [...] mesmo quando o assunto em questão parece íntimo demais, mesmo aí há visitação pública. [...] Porque é via des-dobramento teatral, via segunda parte que em geral os personagens se relacionam (1993, p. 245).
A narrativa se inicia com a mulher esperando pelo protagonista numa espécie de sítio, um local isolado. Com a chegada do homem, trava-se um diálogo de “surdo e mudo”: “...ela pergunta ‘que que você tem?’ [...] pela insistência da pergunta que respondi ‘você já jantou?’ ‘mais tarde’. Percebe-se que, embora exista uma relação amorosa, no campo do diálogo os dois não se compreendem muito bem. Em todo o texto aparece um conflito de idéias entre o casal, que parece só se relacionar perfeitamente apenas no plano físico, sendo a linguagem corporal a única possível entre eles.
Após o capítulo “o esporro”, trava-se uma guerra verbal e ideológica, ressaltando o que foi dito antes pelo protagonista: eles estão sempre de lado opostos. Entretanto, essa cer-teza é quebrada no último capítulo com a inversão do foco narrativo, que antes era centrado nele e que passa a ser situado nela. Tem-se a aparente impressão de que tudo será diferente, visto que temos um segundo enfoque, mas isso não acontece, pois temos apenas uma con-tinuidade, um recomeço.
Desta forma, a narrativa de Raduan Nassar se entretece num vaivém constante de aparente falta de conexão, rumo a metaficção de posicionamento crítico, tomado a partir do olhar externo para o interno, ou como diz Silviano sAntiAGo é a:
Ficção que existe para falar da incomunicabilidade de experiências: a experiên-cia do narrador e do personagem. A incomunicabilidade, no entanto, se recobre pelo tecido de uma relação, relação esta que se define pelo olhar. Uma ponte, feita de palavras, envolve a experiência muda do olhar e torna possível a narra-tiva (1989, p. 44, 45).
O objetivo principal deste trabalho é mostrar algumas das questões e temáticas abor-dadas pelo pós-modernismo, a fim de perceber a influência destas na sociedade moderna e a compreensão de uma obra literária que exige antes de tudo reflexão crítica. Uma vez que
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aborda aspectos sociais, políticos e por que não, trata principalmente da história de cada um de nós e também da nossa história, enquanto cidadãos pertencentes à mesma pátria.
Disputa dos gêneros, engajamento político e alegoria
O enredo torna-se uma tensão constante a partir da constatação, pelo protagonista, de um buraco na cerca, limite do espaço da narrativa (granja) e que até então só tinha uma pas-sagem e o portão, que permanecia sempre fechado. O tempo (não exatamente determinado) é a época da ditadura militar, fato esse bem significativo para o entendimento da discussão entre uma jornalista engajada e um aparente alienado, “ermitão.” É a partir deste instante que se trava um conflito de idéias entre os dois personagens:
vai repete que não é o ermitão que te imagino (nAssAr: 1992, p. 48).
vá pôr a boca lá na tua imprensa, vá lá pregar lições, denunciar a repressão, ensinar o que é justo e o que é injusto, vá lá derramar a tua gota de enxurrada de palavras; desperdice o papel do teu jornal, mas não mete a fuça nas folhas do meu ligustro (Ibidem).
Este tipo de texto é uma forma alegórica para a ficção falar da realidade vivida sem, contudo, restringir a narrativa a contar vivências, experiências dessa época. Pode-se perceber que a discussão entre os dois personagens se torna mais intensa a partir do momento em que o protagonista se sente invadido.
O rombo na cerca-viva, causado pelas formigas saúvas, representantes de toda ordem social, levam o narrador a ficar irritado. As formigas representam tudo o que o protagonista diz odiar e querer distância: exatamente os valores de um sistema social já estabelecido.
Reacionário e alienado, esse é o protagonista que se quer apresentar (na fala dela), mas paradoxalmente, numa marca neobarroca, é ele que é avesso à ordem, anarquista:
força escrota da autoridade necessariamente fundamenta a “ordem”, palavra por sinal sagaz que incorpora a um só tempo a insuportável voz de comando e o presumível lugar das coisas (...) entenda, pilantra, que toda “ordem” privilegia (Ibid., p. 58). não aceito, pois nem a pocilga que está aí, nem outra “ordem” que se instale (Ibid., p. 59).
Enquanto que ela, militante contra a ditadura como uma possível revolucionária, se posiciona paradoxalmente em defesa da ordem: “entenda, seu delinqüente que toda desor-dem também privilegia, a começar pela força bruta ...” (Ibidesor-dem). E como conclusão da pos-tura incoerente dela:
Traindo-se por sinal, feito um travesti de carnaval, nos grossos pêlos da sua ideologia, ela trombeteava o protesto contra a tortura enquanto era ao mesmo tempo um descara-do algoz descara-do dia-a-dia, igualzinha ao povo, feito à sua imagem, lá nos estádios de futebol, igualzinha ao governo, repressor, que ela sem descanso combatia (Ibid., p. 69).
Os protagonistas, que vivem nesse clima de contradições pós-modernas, são antes de qualquer coisa, anônimos na narrativa. Prova disso é que são caracterizados da maneira tra-dicional, abrindo caminho para uma leitura mais abrangente, uma alegoria da situação vivida por muitas pessoas em uma época de repressão.
O personagem principal é um exemplo de cidadão que se recusa a aceitar as normas impostas pela sociedade, por isso vive isolado e sozinho. Ele se sente um excluído, já não acredita nos valores que sustentam as relações sociais, abomina toda ordem e toda norma imposta. É a militância dela, a atuação da mulher na comunidade e a sua crença em um mun-do melhor que o irrita:
já foi o tempo em que via a convivência como viável, só exigindo deste bem comum, piedosamente, o meu quinhão, já foi o tempo em que consentia com um contrato, deixando muitas coisas de fora sem ceder contudo no que me era vital, já foi o tempo em que reconhecia a existência escandalosa de imagi-nados valores, coluna vertebral de tida ‘ordem’; mas não tive sequer o sopro necessário, e, negado o respiro, me foi imposto o sufoco; é esta consciência que me libera, é ela hoje que me empurra, são outras agora minhas preocu-pações, é hoje outro o meu universo de problemas; num mundo estapafúrdio – definitivamente fora de foco – cedo ou tarde tudo acaba se reduzindo a um ponto de vista, e você, que vive paparicando as ciências humanas, nem suspei-ta que paparica uma piada: impossível ordenar o mundo dos valores, ninguém arruma a casa do capeta; me recuso pois a pensar naquilo em que não mais acredito, seja o amor, a amizade, a família, a igreja, a humanidade; me lixo com tudo isso! Me apavora ainda a existência, mas não tenho medo de ficar sozinho, foi consciente que escolhi o exílio, me bastando hoje o cinismo dos grandes indiferentes (Ibid., p. 55).
O narrador é um homem magoado, frustrado e desiludido. Pode-se depreender que an-tes fora alguém atuante na sociedade, mas que já não acredita em mudanças, por isso o envolvi-mento dela o incomoda: “...já disse que a margem foi um dia meu torenvolvi-mento, a margem agora é a minha graça, rechaçado quando quis participar, o mundo hoje que se estrepe!” (Ibid., p. 59).
Linguagem do espetáculo e fragmentação do indivíduo
Percebe-se também um outro nível em que a narrativa é estruturada, a do espetáculo. Os protagonistas sobem no palco e forjam uma encenação ao longo da trama. Eles são ato-res e têm plena consciência disso, pelo menos é o que o discurso de ambos se faz saber:
Por alguns momentos lá no quarto nós parecíamos dois estranhos que seriam observados por alguém, e este alguém era sempre eu e ela, cabendo aos dois ficar de olho no que ia fazendo (Ibid., p. 12).
e eu, sempre fingindo (Ibid., p. 13).
eu na rusticidade daquele camarim (Ibidem).
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dela, mas sui generis, eu haveria de dar espetáculo sem platéia (Ibid., p. 34). (ela sabia representar bem seu papel) entrou de novo em cena me dizendo (Ibid., p. 38).
fiquei parado (...) um ator sem platéia, sem palco, sem luzes, debaixo de um sol já glorioso e indiferente (Ibid., p. 79).
Dessa forma, o narrador brinca com o espetáculo confundindo o leitor que não sabe se a fala dos personagens é verdadeira ou apenas encenação. O texto dialoga abertamente com o cenário e com a imagem teatral organizada por eles para expor (às claras e para todos) sua fragmentação. É sua subjetividade posta em questão, sintetizada nas palavras de Flora süsseKind:
onde protagonistas e intriga, propositadamente hesitantes, dialogam, críticos, com aquele que narra, dobradiça este também, cujo ombro olha o outro que lhe rasura as certezas, num verdadeiro abismo narrativo-ensaístico; seja na teatralização da lin-guagem do espetáculo, convertendo-se a prosa em vitrine onde se expõem e obser-vam personagens sem fundo, sem privacidade, quase imagens de vídeo num texto espelhado onde se cruzam, fragmentárias, velozes, outras imagens, outros pedaços de prosa igualmente anônimos, igualmente pela metade (1993, p. 240).
Paródia, pastiche, intertextualidade, ou ainda, uma espécie de carnavalização se faz presente na obra em várias referências que vão desde a Bíblia, passando por Aristóteles e seu “mundo das idéias” (Ibid., p.77), chegando ao complexo de culpa, o que nos lembra um pouco da teoria freudiana e recomeçando tudo novamente, numa eterna circularidade.
Em nenhum momento da narrativa os personagens discutem a sua relação, aparen-temente baseada no contato físico. A discussão entre eles começa a partir da constatação da destruição da cerca-viva pelas formigas, lembrando-nos do que diz Noé jitriK sobre o
romance contemporâneo:
duas ou mais personagens põem-se a falar a partir de uma circunstância qualquer, geralmente irrelevante, e quase de repente, em lugar de examinar suas relações, ou de realizar a clássica confidência ou de urdir uma nova situação, fixam os limites, alcances e repercussões de questões filosóficas, às vezes árduas (1979, p. 240).
Os personagens formam a sua identidade por intermédio do discurso do outro. As crenças e ideologias de cada um são colocadas em evidência e questionadas a todo instante pelo interlocutor. O olhar do outro é importante, pois é por intermédio dele que o indivíduo constrói a sua própria identidade. É o discurso que leva à desconstrução dos seres e também ao rompimento amoroso no penúltimo capítulo. Quem domina a discussão é o protagonista, é ele que está em destaque e é o detentor do discurso. No entanto, quando a mulher vai em-bora e o narrador se sente sozinho, percebe que só consegue existir por intermédio dela:
e ali, no meio daquela quebradeira, de mãos vazias, sem ter onde me apoiar, não tendo a meu alcance nem mesmo a muleta de uma frase feita, eu só sei que de re-pente me larguei feito um fardo, acabei literalmente prostrado ali no pátio, a cara
enfiada entre as mãos, os olhos formigando, me sacudindo inteiro numa tremenda explosão de soluços (eram gemidos roucos que eu puxava lá do fundo) (Ibid., p. 81).
Após a saída da mulher, o protagonista se vê novamente sozinho e já não precisa de máscaras. O espetáculo acabou, está só novamente e é então que ele se mostra frágil, deixan-do claro que o que mais rejeita é o que na verdade mais deseja: amor, família, etc.
Quando a mulher retorna, no último capítulo, junta simbolicamente os fragmentos dele, devolvendo-lhe a identidade perdida. Agora é ela que detém o poder, não por meio do discurso, mas por suas ações:
até que desloquei entre aqueles fragmentos e atravessei a peça toda, e só fui cruzar o corredor pra eu alcançar a porta ali do quarto, boiando vagamente à luz duma vela: deitado de lado, a cabeça quase tocando os joelhos recolhidos, ele dormia, não era a primeira vez que ele fingia esse sono de menino, e nem seria a primeira vez que me prestaria aos seus caprichos, pois fui tomada de por uma virulenta vertigem de ternura, tão súbita e insuspeitada, que eu mal continha o ímpeto de me abrir inteira e prematura pra receber de volta aquele enorme feto (Ibid., p. 85).
O que fica de toda essa discussão e análise é que a construção do processo narrativo por Raduan Nassar não está só na estrutura da narrativa ou na sua representação, mas em algo de mais difícil apreensão que é a arte de narrar. O autor nos coloca frente a frente com nós mes-mos e também com o nosso passado histórico, nos fazendo não apenas ler o que está escrito, fazermos uma reflexão crítica do nosso passado e que reflete, sem dúvida, no nosso presente. Um copo de cólera apresenta ainda um registro lingüístico excepcional, fazendo com que esta nar-rativa se torne “uma obra singular da literatura brasileira”, “um clássico dos nossos tempos”.
Referências bibliográficas
HUTCHEON, Linda. Poética do Pós-modernismo. Rio de Janeiro: Imago, 1991.
JAMESON, Fredric. Pós-modernismo: a lógica do capitalismo tardio. 2ª. edição. São Paulo: Ática, 1997.
JITRIK, Noé. “Destruição e formas narrativas”. In MORENO, César Fernández (ed.) América Latina em sua literatura. São Paulo: Perspectiva, 1979.
NASSAR, Raduan. Um copo de cólera. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
SANTIAGO, Silviano. “O narrador pós-moderno”. In: Nas malhas da letra. São Paulo: Companhia das
Letras, 1989.
SüSSEKIND, Flora. “Ficção 80 – dobradiças e vitrines”. In: Papéis colados. Rio de Janeiro: UFRJ, 1993.
__________. Literatura e vida literária. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992.