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16°

TÍTULO: RELAÇÃO DA PERCEPÇÃO E SATISFAÇÃO DA IMAGEM CORPORAL COM O ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SÍNDROME DE DOWN.

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO

CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE

ÁREA:

SUBÁREA: NUTRIÇÃO

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE FRANCA

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): MARIANA BARBOSA BOIANI

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): FABÍOLA PANSANI MANIGLIA, MARIA GARCIA MANOCHIO-PINA

ORIENTADOR(ES):

COLABORADOR(ES): SERGIO ARTHUR DE OLIVEIRA CAMPOS

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Artigo Original

RELAÇÃO DA PERCEPÇÃO E SATISFAÇÃO DA IMAGEM CORPORAL COM O ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SÍNDROME

DE DOWN.

RELATION OF THE PERCEPTION AND SATISFACTION OF BODY IMAGE WITH THE NUTRITIONAL STATE OF CHILDREN AND ADOLESCENTS WITH DOWN

SYNDROME.

IMAGEM CORPORAL NA SÍNDROME DE DOWN.

Mariana Barbosa Boiani; Marina Garcia Manochio Pina; Fabíola Pansani Maniglia. Universidade de Franca

Mariana Barbosa Boiani

Graduanda do Curso de Nutrição Universidade de Franca Endereço Institucional:

Av. Dr. Armando de Sales Oliveira, 201 - Parque Universitário, Franca - SP, 14404-600

Telefone: 3711-8868

E-mail: [email protected]

Marina Garcia Manochio Pina

Doutora em Ciências pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo-USP. Docente do Curso de Nutrição da Universidade de Franca. Endereço Institucional:

Av. Dr. Armando de Sales Oliveira, 201 - Parque Universitário, Franca - SP, 14404-600

Telefone: 3711-8868

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Fabíola Pansani Maniglia (autora correspondente)

Doutoranda em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – FMRP USP. Docente do Curso de Nutrição da Universidade de Franca.

Endereço Institucional:

Av. Dr. Armando de Sales Oliveira, 201 - Parque Universitário, Franca - SP, 14404-600

Telefone: 3711-8868

E-mail: [email protected]

RESUMO

Objetivo: identificar a percepção e a satisfação da imagem corporal das crianças e adolescentes com Síndrome de Down e associá-las com as características alimentares e antropométricas desta população. Métodos: trata-se de um estudo transversal e observacional com 27 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos de idade, com Síndrome de Down, numa cidade do interior do estado de São Paulo. Foi aplicada a Escala de Figura de Silhuetas e realizada a avaliação nutricional por meio de antropometria, exame de bioimpedância elétrica e avaliação com o diário alimentar. Resultados: foi possível observar que a classificação do peso corporal por idade resultou em: 18,5% de baixo peso, 29,6% de adequação e 51,8% de peso acima do recomendado. A relação da estatura para a idade mostrou que 55,5% dos jovens apresentavam crescimento linear adequado. A média da circunferência da cintura foi de 86,33cm. O exame de bioimpedância elétrica mostrou boa hidratação, massa muscular abaixo do limite mínimo e gordura corporal acima do valor máximo recomendado. O consumo energético dos participantes é inferior às necessidades estimadas calculadas e a ingestão de macronutrientes apresenta-se dentro dos limites de referência. Em relação à percepção da imagem corporal, não houve diferença estatística significativa (p>0,05), já a satisfação com a imagem corporal, indicou uma diferença estatística (p< 0,05) entre o IMC real e o IMC desejado. Ao correlacionar a circunferência da cintura houve uma diferença estatisticamente (p<0,0001). Conclusão: crianças e adolescentes com Síndrome de Down, não estão satisfeitos com a sua imagem corporal, pois eles desejam ter um corpo mais magro e quanto maior a circunferência da cintura maior ele vai se ver. Faz-se necessário mais estudos no intuito de agregar novos valores e conhecimentos sobre

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a percepção e satisfação com a imagem corporal dos indivíduos com Síndrome de Down.

Palavra Chave: Síndrome Down, Avaliação Nutricional, Imagem Corporal, Estado Nutricional.

ABSTRACT

Objective: to identify the perception and satisfaction of body image of children and

adolescents with Down Syndrome and to associate it with dietary and anthropometric characteristics of this population. Methods: it deals with a cross-sectional and observational study with 27 children and adolescents aged 7 to 18 years old with Down Syndrome, in an interior town in São Paulo state. It was applied the Figure Rating Scale and it was realized the nutritional assessment using anthropometry, electrical impedance analysis and evaluation with a food daily diary. Results: it was possible to observe that the classification of body weight by age showed the following result: 18.5% underweight, 29.6 % of adequacy and 51.8 % above the recommended weight. The ratio of height for age showed that 55.5 % of youth had adequate linear growth. The average waist circumference was 86.33cm. The examination of electrical impedance analysis showed good hydration, muscle mass below the minimum limit and body fat above the recommended maximum. The energy consumption of participants is under the calculated estimated needs and the intake of macronutrients is present with in the reference limits. Regarding the perception of body image, there was no statistically significant difference (p>0.05), while the satisfaction of body image, indicated statistical difference (p<0.05) between the actual BMI and the desired BMI. By correlating the waist circumference was statistically different (p<0.0001). Conclusion: children and adolescents with Down Syndrome are not satisfied with their body image because they wish to have a slimmer body and how bigger the waist circumference is much bigger they will notice them self’s. It is necessary to have further studies in order to add new values and knowledge of the perception and satisfaction with body image of individuals with Down Syndrome.

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INTRODUÇÃO

A Síndrome de Down (SD) foi descoberta em 1866, pelo médico inglês John Langdon Haydon Down e é caracterizada por uma alteração durante a divisão celular do embrião, fazendo com que haja um cromossomo extra ligado ao par 21. Sendo assim, o indivíduo passará a ter 47 cromossomos ao invés de 46 (1)(2)(3).

No Brasil, a incidência da síndrome é de aproximadamente 1:800 nascidos vivos, havendo uma importante relação com a idade materna. Estudiosos afirmam que mulheres com mais de 35 anos têm uma chance maior de terem filhos portadores de SD (1).

As características encontradas em portadores da SD são congênitas e consistem principalmente em: atraso mental; hipotonia muscular; baixa estatura; anomalia cardíaca; perfil achatado; instabilidade atlanto-axial; orelhas pequenas com implantação baixa; olhos com fendas palpebrais oblíquas; língua grande, protusa e sulcada; encurvamento dos quintos dígitos e aumento da distância entre o primeiro e o segundo artelho, além de prega única nas palmas (1).

Algumas dessas características podem levar o portador a apresentar dificuldades de deglutição, repercutindo em comprometimentos na prática alimentar e, consequentemente, no estado nutricional destes indivíduos, uma vez que poderão levar a escolhas alimentares limitadas e monótonas, como também ao desenvolvimento de constipação e refluxo gastresofágico devido à má formação ou hipotonia da musculatura digestiva (4).

Outro achado nutricional encontrado na população com SD é a maior predisposição ao sobrepeso e à obesidade, principalmente em adolescentes e adultos, quando comparado à população sem a síndrome (3). Conforme dados reportados na literatura epidemiológica, cerca de 45% dos homens e 56% das mulheres com SD apresentam excesso de peso ponderal de acordo com a classificação do Índice de Massa Corporal (IMC) (5)(6).

Os fatores associados ao excessivo ganho de peso nesta população são: sedentarismo, menor taxa de metabolismo basal, hipotireoidismo, compulsão alimentar e hábitos alimentares inadequados, uma vez que suas preferências alimentares são alimentos ricos em carboidratos, gorduras e açúcares (6). Em função desta diminuição no gasto energético, recomenda-se uma redução de 10 a 20% do consumo energético em comparação às crianças sem a síndrome. Além

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disso, as crianças com SD apresentam precocidade no início do estirão de crescimento, com uma velocidade reduzida no crescimento linear, que resulta em indivíduos de estatura mais baixa em relação à população geral (3).

Devido a maior predisposição ao aumento de peso e excesso de gordura corporal nas crianças e nos adolescentes com SD, os cuidados em relação à alimentação e ao ganho ponderal devem ser redobrados. Desta maneira, a avaliação da composição corporal ocupa um espaço importante na identificação do risco nutricional, especialmente em populações com SD (7).

Além de contribuir para a determinação do estado nutricional, a avaliação da composição corporal auxilia na identificação de uma possível não acurácia na percepção da imagem corporal. Imagem corporal é a representação do próprio corpo, a forma como ela é entendida pelo indivíduo. Envolve não só o que é percebido pelos sentidos, mas também pelas ideias e sentimentos referentes ao seu próprio corpo, em grande parte de forma inconsciente. A imagem corporal é uma unidade adquirida, é dinâmica, portanto, alterações corporais provocam mudanças na imagem corporal, e este fenômeno é intenso na adolescência, pois na adolescência o entendimento de que o corpo está se transformando pode ocorrer de forma tranquila ou pode gerar insatisfação. Quando este processo não acontece de forma natural, pode contribuir para que os jovens avaliem a si mesmos de maneira não acurada, estas alterações contribuem para que a imagem corporal também seja reformulada. A Escala de Figuras de Silhuetas é um método desenvolvido e validado para a população brasileira que pode auxiliar na avaliação do grau de satisfação corporal. (8)(9)(10).

Em consideração a propensão e a alterações da composição corporal nos indivíduos com SD, o presente trabalho tem como objetivo identificar a percepção e a satisfação da imagem corporal em crianças e adolescentes portadores da síndrome, associando os resultados com as características alimentares e antropométricas desta população.

MÉTODOS

Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, da Universidade de Franca sob o parecer de número 48022315.1.0000.5495, caracterizando-se como um estudo analítico, com característica transversal e observacional. Os integrantes do estudo foram selecionados a partir de uma relação

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de pacientes portadores de SD, disponibilizada pela diretora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), situada na cidade de Franca – SP. Foram recrutados inicialmente 50 indivíduos com idade entre cinco e dezoito anos, de ambos os sexos, os quais afirmaram sua participação na pesquisa por meio do Termo de Assentimento e seus pais e responsáveis por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

A coleta de dados foi agendada previamente por contato telefônico, no qual eram passadas as instruções necessárias para a realização das medidas antropométricas. Em um segundo momento, os pacientes compareceram à Clínica de Nutrição da Universidade de Franca para a realização das avaliações.

As medidas antropométricas foram compostas por: peso (Balança Líder® P-200M), verificado com os pés paralelos na base da balança, descalço e com roupas leves; estatura, medida em estadiômetro (Sanny®) fixo na parede lisa sem rodapé, com o indivíduo em pé descalço, com os calcanhares juntos, tronco ereto, braços estendidos ao longo do corpo, olhar fixo no horizonte e sem adereços na cabeça; Índice de Massa Corporal – IMC (kg/m²) e circunferência da cintura (CC), a qual foi aferida com uma fita métrica inelástica com escala milimétrica de 0 a 10cm e precisão de 1mm. Utilizou-se as Curvas de Crescimento pôndero-estatural para crianças com SD, publicadas por Cronk et al (2), para a interpretação destas medidas. As porcentagens de massa muscular e gordura corporal foram obtidas pelo exame de bioimpedância elétrica no aparelho (Quantum II®), sendo que todos os participantes estavam devidamente preparados.

Para a identificação da percepção e da satisfação da imagem corporal foi aplicada a Escala de Figura de Silhuetas (9), que é um instrumento desenvolvido e validado para a população brasileira. Esta escala é composta por silhuetas para ambos os sexos, apresentada em cartões plastificados individuais, com 12,5 cm de altura e 6,5 cm de largura. A figura branca centralizada sobre o fundo negro de 10,5 cm de altura por 4,5cm de largura, com variações progressivas na escala de medidas, da figura mais magra para a mais obesa, considerando-se inclusive a relação cintura-quadril. A Escala de Silhuetas utilizada para adultos é composta por 15 figuras com o IMC variando entre 12,5 kg/m² a 47,5 kg/m², com intervalos constantes de 2,5 kg/m². Já as silhuetas de crianças eram compostas por 11 figuras de ambos os sexos, com o IMC das silhuetas variando entre 12 kg/m² a 29 kg/m², com intervalos constantes de 1,7 kg/m².

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A aplicação da Escala de Silhuetas resultou em 2 medidas de identificação da percepção corporal, o IMC atual (como o indivíduo se percebia naquele momento) e o IMC desejado (como gostaria de estar), os quais foram comparados com o IMC real (aferido na avaliação antropométrica). O resultado da comparação do IMC real com o IMC atual é verificado a percepção com a imagem corporal, ao comparar o IMC real e o IMC desejado pode-se verificar a satisfação.

Foi utilizado como método de exclusão um teste construído nesta pesquisa com uma imagem colorida e quatro sombras diferentes, sendo apenas uma correspondente à imagem colorida. A criança que não conseguisse identificar a sombra correspondente à imagem colorida era excluída da pesquisa. Neste momento do estudo 8 indivíduos foram excluídos por não conseguirem identificar a imagem colorida com a respectiva sombra, e desta forma, eles poderiam não conseguir entender a relação da imagem da Escala de Figura de Silhuetas com a sua própria imagem corporal.

Em seguida as mães foram questionadas sobre alguns dados relacionados à saúde de seus filhos e também foi entregue o diário alimentar para as mesmas preencherem em casa durante três dias, sendo dois entre segunda e sexta-feira e um entre sábado e domingo. Os diários alimentares foram recolhidos após uma semana, e seus dados foram calculados por meio do programa Diet Pro 8i (11). Para avaliação do gasto energético foi calculado o Estimated Energy Requirement (EER) (12) para crianças saudáveis sem a síndrome, a fim de avaliar se o consumo calórico ingerido correspondia às necessidades energéticas.

Ao final do estudo todos os dados foram analisados estatisticamente para a caracterização da amostra. As variáveis numéricas foram descritas em relação aos parâmetros estatísticos de média aritmética, mediana, desvio padrão e coeficiente de variação e para definir a natureza paramétrica ou não-paramétrica dos testes de significância, foram submetidos ao teste de normalidade de D’Agostino & Pearson. O nível de significância para as estatísticas de comparação foi pré-fixado em 5% (p<0,05).

RESULTADOS

Dos 35 indivíduos portadores de SD que iniciaram o estudo, oito foram excluídos pelo teste da imagem colorida com a sua respectiva sombra, restando 27 participantes ao final do estudo.

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A média de idade dos participantes foi de 14,19 ± 3,66 anos e as porcentagens das principais doenças associadas foram: 70,4% de hipotireoidismo, 51,8% de refluxo gastroesofágico, 44,4% de doenças cardíacas, 7,4% de hipercolesterolemia e 3,7% de diabetes mellitus.

Com relação à avaliação antropométrica, a média de peso corporal dos participantes do estudo foi de 60,96 ± 27,63 kg. A estatura média correspondeu a 1,43 ± 0,18 m e o IMC médio foi 28,39 ± 9,48 kg/m². De acordo com a classificação de peso para a idade da Curva de Cronk et al. (2), foi observado que 18,51% dos participantes estavam com baixo peso para idade, 29,62% estavam com o peso adequado para a idade, e 51,85% se encontravam acima do peso recomendado para idade. A classificação da estatura para a idade mostrou que 55,5% dos jovens apresentavam crescimento linear adequado, e 37% dos participantes estavam com a estatura acima do esperado para a idade.

A média de circunferência da cintura dos participantes foi de 86,33 ± 21,48 centímetros, indicando acumulo de gordura abdominal e maior predisposição a doenças cardiovasculares.

As demais características descritivas e antropométricas da amostra encontram-se resumidas na (Tabela 1).

Tabela 1. Características descritivas da população (n=27), Franca (SP), 2016

Sexo N % Feminino 15 55,5 Masculino 12 44,5 Idade 7 a 12 anos 6 22,3 13 a 18 anos 21 77,7 Peso/Idade ≤ P5 (Baixo Peso) 5 18,51

P25 – P75 (Adequado para Idade) 8 29,62 ≥ P95 (Acima do Peso para Idade) 14 51,85 Estatura/Idade

≤ P5 (Baixo para Idade) 2 7,5

P25 – P75 (Adequado para idade) 15 55,5

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A estimativa da composição corporal dos integrantes do estudo, realizada por meio do exame de bioimpedância elétrica, está ilustrada no (Gráfico 1). Observa-se que a porcentagem média de água corporal está entre os limites de referência mínimo e máximo, sugerindo que a população estudada se encontra bem hidratada. A média de porcentagem de massa muscular está abaixo do limite mínimo e a gordura corporal está acima do valor máximo recomendado.

Gráfico 1. Valores médios estimados da composição corporal (n=27), Franca (SP), 2016.

Com relação aos dados alimentares, a energia média ingerida pelos participantes foi de 1683 ± 572,8 calorias e a ingestão média dos macronutrientes correspondeu a 53,5 ± 5,7% de carboidrato, 19,4 ± 4,4% de proteína e 27,1 ± 5,7% de lipídio. As necessidades energéticas calculadas pela fórmula do EER (12) resultaram em média de 1931 ± 716,50 calorias e o teste T pareado acusou que a média de calorias consumidas se apresentava significativamente inferior à média de calorias recomendadas para indivíduos da mesma faixa etária, conforme o sexo (p=0,0399). O consumo médio de carboidratos, lipídios e proteínas se encontravam dentro dos limites de referência das Dietary Reference Intakes (DRIs) (13), considerando um intervalo de confiança de 95%.

Na (Tabela 2 e 3), pode-se observar que tanto no grupo geral quanto no grupo estratificado em gêneros, o valor do IMC real foi superior ao do IMC atual,

57 77,03 22,96 52,22 77,55 16,44 62,03 83,55 22,44 Á G U A M A S S A M U S C U L A R G O R D U R A

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embora não significativo estatísticamente, indicando que os indivíduos pesquisados estão acurados com relação à percepção da imagem corporal.

Quanto à satisfação com a imagem corporal, observou-se que o IMC atual foi superior ao IMC desejado, havendo diferença estatisticamente significativa em ambos os gêneros e no grupo em geral (p< 0,05), indicando uma não acurácia em relação à satisfação com a imagem corporal.

Ao relacionar o IMC real com o IMC desejado pode-se observar que no grupo geral e nas participantes do sexo feminino houve uma diferença significativa (p< 0,05), indicando que estes indivíduos desejam ser menores do que são.

Correlacionou-se também o IMC real com o IMC atual e o IMC desejado, tanto no grupo geral quanto separado por sexo. Houve uma diferença estatisticamente significativa, no sexo feminino (p<0,0001) no masculino (p= 0,0060) e no grupo pesquisado em geral (p< 0,0001). Ao correlacionar a imagem corporal com a CC, houve uma correlação significativa (p< 0,0001) com o IMC real e o IMC atual, indicando que quanto maior a CC maior será o IMC aferido, e maior ele vai se ver.

Tabela 2. Valores dos IMC (kg/m²) real, atual e desejado da população do estudo (n=27), Franca (SP), 2016.

IMC R IMC A IMC D

Média ± DP Mediana CV Média ± DP Mediana CV Média ± DP Mediana CV

Geral 28,4 ± 9,5 27,9 33,4 33,3 ± 10,5 32,5 31,6 18,5 ± 6,2 17,5 33,5 Feminino 27,6 ± 9,8 25,6 35,4 32,3 ± 9,8 32,5 30,2 16,8 ± 5,4 15 32,3 Masculino 29,3 ± 9,4 31,2 32,1 34,6 ± 11,7 40 33,9 20,5 ± 6,7 19,4 32,4 IMC R = Índice de Massa Corporal Real; IMC A = Índice de Massa Corporal Atual; IMC D = Índice de Massa Corporal Desejado; DP= Desvio Padrão; CV = Coeficiente de variação; * significativo.

Tabela 3. Percepção e satisfação corporal, segundo comparações entre o IMC (kg/m²) real e os

correspondentes às figuras de silhuetas escolhidas (n=27), Franca (SP), 2016.

IMC R X IMC A X IMC D IMC R X IMC A IMC R X IMC D IMC A X IMC D

Geral p < 0,0001* IMC R < IMC A p > 0,05 IMC R > IMC D p < 0,05* IMC A > IMC D p < 0,05 * Feminino p < 0,0001* IMC R < IMC A p > 0,05 IMC R > IMC D p < 0,05* IMC A > IMC D p < 0,05 * Masculino p = 0,0060* IMC R < IMC A IMC R > IMC D IMC A > IMC D

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p > 0,05 p > 0,05 p < 0,05 *

CONCLUSÃO

No presente estudo pode-se concluir que em relação à percepção com a imagem corporal eles estão acurados, diferentemente da satisfação com valores significativos (p<0,05). A medida da CC é um fator que pode estar associado a insatisfação com a imagem corporal (p<0,0001) pois, quanto maior a CC maior ele se vê. O estado nutricional também pode influenciar, pois, quanto maior o IMC real, menor ele vai desejar ser.

Faz-se necessários outros estudos no intuito de agregar novos valores e conhecimentos sobre a percepção e satisfação com a imagem corporal de indivíduos com Síndrome de Down.

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Referências

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