EN-3436 Reações Nucleares
Interação da radiação com a matéria
João M L Moreira
Engenharia de Energia
Universidade Federal do ABC
Sumário
Interação dos nêutrons com a
matéria – seção de choque
Interação da radiação gama com a
matéria
Interação de partículas carregadas
com a matéria (alfa e beta)
BC-1205 Reações nucleares João Moreira RN6 Apostila baseada em trabalho de Pedro Carajilescov
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SEÇÕES DE CHOQUE
Quando um nêutron entra no raio de alcance das forças nucleares e é capturado, toda energia cinética que o nêutron possui e mais uma parte de sua massa são transformadas em energia de ligação no novo núcleo. Por colisão, esta energia se propaga para os outros nêutrons e prótons. Desta maneira, o núcleo é excitado. Este estado excitado pode persistir entre 10-12 s até anos. Assim, pode-se pensar na formação de um núcleo composto.
A desexcitação do núcleo pode ocorrer de diversas maneiras. Algumas delas são mencionadas a seguir.
Espalhamento elástico
Um nêutron é emitido e o núcleo retorna ao estado inicial. O nêutron emitido é, provavelmente, outro. O tempo de vida do núcleo composto é da ordem de 10-12 s. Para fins de cálculo em projeto de reatores, este tempo é tão curto que pode-se pensar que o nêutron atingiu o núcleo, transferiu parte de sua quantidade de movimento e energia para o mesmo, e se afastou em uma direção diferente da original.
Este processo é extremamente importante pois é desta maneira que um nêutron de fissão perde sua energia cinética.
Espalhamento inelástico
Um nêutron é emitido, mas o núcleo permanece em um estado excitado, emitindo, posteriormente, um raio . Na escala de tempo do reator, este processo também pode ser considerado instantâneo.
Emissão de partícula com carga
Neste caso, o núcleo composto emite uma partícula carregada (próton, deuteron, partícula ). Em qualquer dos casos, um nêutron é perdido.
Captura do nêutron
O núcleo perde a energia de excitação, emitindo um raio de alta energia. Também, neste caso, um nêutron desaparece.
Reação (n-2n)
Algumas vezes, o núcleo relaxa emitindo 2 nêutrons. Isto pode ocorrer se a energia do nêutron incidente for alta. Do ponto de vista de Física de Reator, este evento tem o mesmo efeito que uma fissão, embora a probabilidade de ocorrer seja muito baixa.
Fissão nuclear
Este fenômeno já foi discutido anteriormente.
1. Definição de seção de choque microscópica e macroscópica
Até o presente, apenas uma discussão qualitativa das interações dos nêutrons com um núcleo foi apresentada. É preciso, entretanto, definir-se números
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que especifiquem a probabilidade que um nêutron, tendo uma certa energia cinética e se movendo em um meio material, irá interagir de uma ou outra maneira.
Para se especificar quantitativamente esta probabilidade, introduz-se o termo
seção de choque nuclear. Esta maneira de se especificar a probabilidade de
interação surge do fato de se imaginar o núcleo como apresentando uma área seccional para um nêutron viajando através do meio.
Assim, considere um pequeno cilindro de área dA e espessura dx, contendo um material puro (U235, por exemplo) e tendo concentração de n átomos/cm3 (para U235 sólido, n 4x1022 átomos/cm3). Considere, agora, um nêutron viajando na direção perpendicular à superfície dA. Assuma que dx é tão pequeno que um núcleo não faça sombra sobre outro, na direção x.
Repetindo-se esta experiência muitas vezes, a probabilidade de que o nêutron irá atingir o núcleo, viajando a distância dx do cilindro, é simplesmente a área seccional total que os núcleos apresentam ao nêutron dividido por dA.
Assumindo a área seccional do núcleo como sendo , tem-se que a probabilidade de interação entre nêutron e núcleo é:
.
dx
n
dA
ndxdA
(III.1)Isto leva a uma situação contraditória, pois sabe-se, através de experiências, que a probabilidade de interação depende da energia cinética do nêutron. Assim sendo, este modelo, se tomado literalmente, iria requerer que os núcleos ajustassem suas dimensões de acordo com a energia do nêutron.
Entretanto, a probabilidade de interação entre nêutron e núcleo é uma grandeza real e possível de ser medida. Desta maneira, a expressão (III.1) pode ser observada por um diferente ponto de vista e, ao invés de ser usada para definir a probabilidade de interação, é utilizada para a definição do termo seção de choque.
Assim, a seção de choque passa a representar uma maneira conveniente de expressar-se a probabilidade de interação e não mais o tamanho do núcleo.
Desta maneira, pode-se ainda definir seções de choque para todos os processos nucleares possíveis (espalhamento, fissão, absorção, etc.)
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dx
E
n
j
j(
)
probabilidade de que uma interação do tipo , com um Isótopo j, ocorrerá quando um nêutron, tendo energiacinética E, atravessar uma distância dx em um meio contendo nj átomos do isótopo j por cm3.
As seções de choque j(E) são usualmente expressas em barn, sendo: 1 barn = 10-24 cm2.
A nomenclatura adotada para os processos é apresentada a seguir:
Símbolo Processo1 s Espalhamento elástico
i Espalhamento inelástico
f Fissão
Captura (e emissão de partículas carregadas)
a Absorção total (soma de fissão, captura e emissão de partículas carregadas, i.é, a=f+.
t Total (soma de todos os processos de interação) Neste ponto, algumas definições são introduzidas:
j(E) número total de nêutrons emitidos por fissão do isótopo j, causada por um nêutron de energia E. ) ( ) (E nj j E j = [cm-1]
seção de choque macroscópica para interação do tipo entre o isótopo j e nêutrons de energia E, no ponto r, onde a densidade atômica do isótopo j é nj(r).
j j j j j E n E E) ( ) ( ) ( = [cm-1] seção de choque macroscópica total para interações do tipo entre o meio material e nêutrons com energia E, no ponto r.
2. Níveis de energia do núcleo composto e ressonâncias na seção de choque
Quando a energia cinética do nêutron e a energia de ligação do nucleon absorvido é próxima de um dos níveis energéticos do núcleo composto, a seção de choque tem uma probabilidade muito grande denominada ressonância. As Figura abaixo mostram a relação entre os níveis de energia do núcleo composto e a seção de choque.
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Formação do núcleo composto e seção de choque total de reação
Diagrama mostrando os níveis de energia do núcleo composto 239U e a seção de choque de captura do 238U
Uma ressonância pode ser representada com precisão pela fórmula de Breit-Wigner 2 0 0 0 ) ( 2 1 1 ) ( E E E E E c c c
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Onde os parâmetros são tabelados (Duderstadt+Hamilton, pag. 26). A Figura abaixo mostra o comportamento típico de uma ressonância
Comportamento da seção de choque de uma ressonância
A seção de choque de espalhamento tem três componentes principais: espalhamento potencial, espalhamento de ressonância e o espalhamento de interferência. O espalhamento potencial é similar ao de bolas de bilhar. O espalhamento de ressonância passa pelo processo de formação do núcleo composto e o de interferência trata da perturbação no espalhamento potencial devido as ressonâncias. O espalhamento potencial, σp, é proporcional a área
oferecida pelo núcleo a um feixe de nêutrons
2 4 ) (Ec R p
Comportamento da seção de choque de espalhamento inelástico - etapa intermediária de núcleo composto
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As figuras abaixo mostram o comportamento geral da seção de choque de espalhamento do 12C e de fissão do 235U.
Seção de choque de espalhamento do 12C
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O comportamento da seção de choque de espalhamento do 12C é o seguinte: 1) Na faixa de energia (1), a energia dos nêutrons é muito baixa e estes estão em
equilíbrio térmico com o meio, isto é, a energia do nêutron é próxima a energia cinética dos núcleos de C devido a vibração da rede cristalina do material. A seção de choque tem um comportamento com 1/ E.
2) Na faixa de energia (2), os nêutrons são difratados pela rede cristalina do C. Os picos estão ligados à estrutura da rede. Nêutrons podem ser usados para estudo de materiais.
3) Na faixa (3), o C apresenta uma seção de choque eminentemente de espalhamento potencial. É constante e é próxima a área transversal do núcleo de C.
4) Na faixa (4), a energia dos nêutrons permite a formação do núcleo composto. Os picos são referentes às ressonâncias.
5) Na faixa (5), a energia do nêutron é tão elevada que a probabilidade de reação passa a ser cada vez menor.
As ressonâncias do 235U aparecem em energias mais baixas pois núcleos mais pesados apresentam níveis de energia do núcleo composto mais baixas.
A figura abaixo mostra a estrutura geral das seções de choque em função da energia dos nêutrons e tamanho dos núcleos (A).
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3. Moderação de nêutrons por espalhamento elástico
Os nêutrons de alta energia perdem esta energia por colisão com os núcleos do meio.
Considere a colisão:
Defina:
E energia cinética do nêutron antes da colisão E’ energia cinética do nêutron após a colisão ângulo de espalhamento do neutron 0 cos
No caso de espalhamento inelástico, a energia E’ do nêutron espalhado não está rigidamente ligada ao ângulo de espalhamento (ou 0). Para espalhamento
elástico, E, E’ e 0 estão rigidamente ligados.
Dinâmica da colisão elástica de nêutrons
A relação entre 0, E’ e E pode ser obtida por mecânica clássica, através da
aplicação das leis de conservação de energia e quantidade de movimento.
Assuma o núcleo-alvo em repouso, isto é, sistema laboratório de coordenadas (L).
Está se procurando a relação entre 2 2 ' mv , 2 2 mv
e . A maneira mais fácil de se obter esta relação é se tratar o problema no sistema centro de massa (CM).
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9 onde é o ângulo de colisão no sistema CM.
A quantidade de movimento total deve ser zero. Segue: (a) antes da colisão:
0 V M m vc c . (III.4) (b) após a colisão: 0 ' ' mV M vc c . (III.5) Pela conservação de energia:
2 2 2 2 ' 2 1 ' 2 1 2 1 2 1 c c c c MV mv MV mv (III.6) Destas equações, obtém-se:
Vc = V’c e vc = v’c . (III.7)
Relacionando as velocidades do nêutron nos dois sistemas:
vc = v - VCM = v - Vc (III.8)
e, usando-se a equação (III.4), vem:
m M m v Vc , m M M v vc . (III.9) Fazendo-se uma composição dos dois sistemas:
Observe que:
CM
c V
v
v'cos ' cos (III.10) e ' sen sen ' vc v (III.11)
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10 cos ' 2 ' '2 v2c Vc2 vcVc v (III.12) Usando as equações (III.5), (III.7) e (III.9), obtém-se:
2 2 2 cos 2 1 ' v m M m m M m M v (III.13) Definindo-se m M A e observando-se que 2 2 ' ' v v E E , segue: 2 2 ) 1 ( cos 2 1 ' A A A E E (III.14)
Esta relação é, de certa maneira, híbrida. Ela relaciona as energias do nêutron antes e depois da colisão no sistema L, com o ângulo de espalhamento no sistema CM. Pode-se obter, porém, a relação entre e através da expressão:
0 2 cos 2 1 cos 1 cos A A A (III.15) Definindo-se 2 1 1 A A
, a equação (III.14) se reduz a:
cos 2 1 2 1 ' E E (III.16) Esta equação, junto com a equação (III.15), fornece a relação entre E, E’ e 0.
A equação (III.16) permite a obtenção de algumas conclusões:
a) para =0, E’=E não há perda de energia pelo nêutron (ou o núcleo composto emite um nêutron com exatamente a mesma energia do nêutron incidente).
b) para =, correspondendo a uma reversão na direção de viagem do nêutron,
E'
E
é mínima, e este valor é r, isto é, a mínima energia de um nêutron apósuma colisão elástica é:
E E'min .
Assim, a máxima perda de energia devido a uma colisão elástica = = E – E’min = (1 - )E
Como varia de zero, para A=1 (colisão com hidrogênio), até 1, para A grande, quanto mais leve for o núcleo, mais efetivo é o moderador.
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11 Defina c cos.
Observa-se, experimentalmente, que, para um grande núcleo de isótopos, em um grande intervalo de energia dos nêutrons, os nêutrons emitidos num espalhamento elástico, vistos no sistema CM, emergem com igual probabilidade em todas as direções. O espalhamento é dito isotrópico no sistema centro de massa.
Assim, todas as energias, no intervalo (rE-E) são igualmente prováveis, após a colisão. E dE dE E E fs ) 1 ( ' ' ) ' ( (III.17) Esta situação é ilustrada abaixo.
Decremento logaritmo médio de energia
O decremento logaritmo de energia, após uma colisão, é, por definição: ' ln ln ' ln E E E E
O valor médio deste decremento, para um espalhamento elástico, isotrópico no sistema CM, é:
E E j j j E dE E E ) 1 ( ' ' ln ln (III.18)com dE’ positivo. Resolvendo:
j j j j ln 1 1 (III.19)
Valores de j servem como uma outra medida da capacidade de moderação
de um isótopo j, medida esta que é independente da energia inicial do nêutron espalhado. Eles dão uma idéia do número de colisões necessárias para moderar um nêutron de fissão. Considere o caso:
Eni = energia inicial do nêutron,
Probabilidade do nêutron
ter energia E’, no intervalo
dE’, após a colisão =
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12 Enf = energia final requerida.
O número médio de colisões necessárias para moderação dos nêutrons em um meio de isótopos j é: j f i c En En n ln . (III.20) A tabela abaixo mostra alguns valores de j.
Tabela III.1. Número de colisões elásticas entre 2 MeV e 0,025 eV. Núcleo A Nº de colisões H 1 1,000 18 D 2 0,725 25 Be 9 0,208 86 C 12 0,158 114 U 238 0,005 3467
Observa-se, assim, que a probabilidade de um nêutron escapar de um reator moderado a grafite é maior do que de um moderado a hidrogênio, antes do nêutron se tornar térmico.
Esta é a razão porque um reator moderado a grafite precisa ser feito muito maior do que um moderado a água, seja ela leve ou pesada.
Espalhamento “s-wave” ou onda s seção de choque de espalhamento diferencial
Nós obtivemos a probabilidade de o nêutron emergir de um espalhamento com uma dada energia E’ e também identificamos o quanto de energia o nêutron pode perder um colisões elásticas. Falta saber, ainda, qual é o comportamento da seção de choque de espalhamento em função do ângulo . A observação experimental mostra que para núcleos leves, A < 13 e para as energias de nêutrons inferiores a 10 MeV que são as de interesse em reatores nucleares, a seção de choque de espalhamento potencial é independente de no sistema de centro de massa. Chamamos esse tipo de espalhamento de isotrópico, pois a probabilidade do nêutron emergir em um dado ângulo é igual para qualquer ângulo. Esse tipo de espalhamento é denominado de onda s ou s-wave.
4 ) ( s s (III.21)
Podemos definir então a seção de choque diferencial de espalhamento elástico
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13 E E E E E E E E E s s ' para , 0 ' para , ) 1 ( ) ( ) ' ( (III.22)
A seção de choque acima é dita diferencial porque sua integral é igual a seção de choque de espalhamento total.
) ' ( ) (E dE s E E s
4. Efeito do movimento nuclear
Todos os estudos até aqui consideramos o nêutron em movimento e o núcleo em repouso. Isto é válido para muitas situações encontradas quando a energia do nêutron é muito superior a energia de vibração das moléculas ou a energia térmica, que é da ordem de kT onde k é a constante de Boltzmann e T é a temperatura do meio (kT é da ordem de 1 eV). Contudo quando a energia do nêutron é próxima a kT é necessário considerar o movimento dos núcleos para a determinar corretamente taxas de reação.
Outra situação que requer considerar a movimentação dos núcleos é reação onde envolve ressonâncias. Estas são normalmente muito estreitas tendo larguras bem menores que 1 eV. Assim, qualquer movimento do núcleo afeta a taxa de reação com os nêutrons. Este fenômeno é denominado efeito Doppler pela semelhança com o efeito acústico que ocorre quando há movimento relativo entre a fonte e o receptor do sinal acústico.
Para determinar corretamente este efeito é necessário considerar a velocidade relativa nêutron-núcleo na frequência de interação
)N σ(v V V
v (III-23) onde N é o número total de núcleos e V é a velocidade do núcleo. Ocorre que os núcleos estão em movimento e tem uma distribuição de velocidade M(V) tal que
M V dV
N ( )
Então a frequência de interação é dada por
( ) ( ) ) v ( vN dVv V v V M V . (III.24) Para se obter a taxa de interação corretamente é necessário calcular a integral.BC-1205 Reações nucleares João Moreira RN6 Apostila baseada em trabalho de Pedro Carajilescov
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A seção de choque de interação é então dada por
( ) ( ) v 1 ) v ( ) ( dVv V v V M V N E . (III.25)O comportamento da seção de choque em função da energia ou de sua velocidade é dada pela Eq. III.25. Em muitas situações diferentes podemos desprezar a velocidade V dos núcleos, mas em princípio a integral deve ser sempre realizada. A equação acima também mostra também porque ocorre o comportamento 1/v da seção de choque em várias situações.
4.1. Ressonâncias e o efeito Doppler
No caso das ressonâncias o movimento dos nêutrons causa um alargamento efetivo delas devido mais nêutrons podem interagir com o núcleo devido ao movimento deste. Substituindo a fórmula de Breit-Wigner na Eq. III.25 podemos obter a seção de choque de captura efetiva da ressonância. Como M(V) depende da temperatura, a seção de choque passa a depender da temperatura.
Sumário
Núcleo composto e ressonâncias
Espalhamento potencial
Comportamento das seções de choque
em função da energia
Seção de choque do U e Pu em
função da energia
Seções de choque – reações
Formação do núcleo
composto
Níveis de energia do núcleo
composto – ressonâncias
Fórmula de Breit-Wigner – Single level
– tratamento das ressonâncias
Detalhes nos livros textos
Cada ressonância é descrita por
parâmetros destas equações
Efeito Doppler – alargamento das ressonâncias
devido ao aumento da temperatura
Espalhamento potencial
Espalhamento caracterizado por
choques como bolas de bilhar
Quase não varia com a energia do
nêutron
Importante para a moderação dos
nêutrons
Espalhamento elástico – seção de
choque diferencial
Espalhamento elástico
Quando o nêutron espalha de forma
elástica com um núcleo, este recua
devido ao choque, e o nêutron
emerge com uma energia menor e
em outra direção
Esta reação é importante para a
Colisão elástica
Conservação de
momento e
energia cinética
Colisão elástica
O parâmetro de colisão é característico
de cada isótopo alvo
Letargia
Letargia é definida como
u = ln(E/E
0
)
A medida que o nêutron perde energia, ele
ganha letargia
A ganho de letargia médio por colisão é
Parâmetros de colisão elástica
para alguns núcleos importantes
Um
espalhamento
por H permite o
nêutron perder
muita energia.
Núcleos pesados
permitem o
nêutron perder
pouca energia!
Bibliotecas de dados nucleares
faixas de energia e reações
Comportamento da seção de
choque do
12
C
1 – comportamento 1/v para baixas energias
2 – interação com modos de vibração do composto
3 – espalhamento potencial – proporcional a área
Comportamento da seção de
choque do
12
C
4 – reações de ressonância – núcleo composto
Seção de choque de fissão de
nuclídeos pesados não físseis
Seção de choque de fissão em
função da energia
Seção de choque
em b
Seção de choque de fissão do
235
U
em função da energia
Seção de choque em função da
energia
Seção de choque de absorção de
baixa energia
Seção de choque de absorção
térmica (baixa energia)
Seção de choque
do hidrogênio
Distribuição de energia dos nêutrons em
reatores rápido e térmico
Seções de choque média para 3 faixas
de energia
INTERAÇÃO DA RADIAÇÃO COM A
MATÉRIA E CALOR DE DECAIMENTO
P R O F . J O Ã O M O R E I R A B A S E A D O N O S L I V R O S : 1 . J . R . L A M A R S H E A N T H O N Y B A R A T T A , I N T R O D U C T I O N T O N U C L E A R E N G I N E E R I N G 2 . J . J . D U D E R S T A D T E L . J . H A M I L T O N , N U C L E A R R E A C T O R A N A L Y S I S