Arquitetura Empresarial
AGSINF 2015 – USJT
Prof. Sergio Bonato e André Ribeiro
Agenda
1. Alinhamento TI e Negócio
2. Motivação da Arquitetura Empresarial
3. Frameworks de Arquitetura Empresarial
4. O papel do Arquiteto Empresarial
5. Modelos de Maturidade de Arquitetura
Empresarial
Perguntas
Quanto tempo dura um plano estratégico de
uma empresa?
Por quanto tempo um sistema de informação
costuma ser usado em uma empresa?
Como costuma ser feita a definição e a
priorização de projetos de TI?
Respostas
Quanto tempo dura um plano estratégico de
uma empresa?
3 a 5 anos
Por quanto tempo um sistema de informação
costuma ser usado em uma empresa?
10 a
20 anos
Como costuma ser feita a definição e a
priorização de projetos de TI?
Alinhamento TI
Dados Corporativos
Rede Corporativa e Serviços de Infraestrutura
Aplicações
Plataformas
Tecnológicas
Dados
© 2005 MIT Sloan Center for Information Research
A capacidade de uma abordagem tradicional de TI
80% do código usado para integração de
sistemas
Solução
Alinhar o Negócio à TI,
e não a TI ao Negócio
Alicerce de Execução e Capacidades
A Tecnologia de Informação deve criar para as empresas um alicerce
sólido de execução
de seus processos básicos de negócio e criarnovas capacidades
para que a empresa se diferencie da concorrênciaCasos
Washington, D.C.:
1999 - cidadãos reclamavam do péssimo serviço – prefeito definiu único ponto de entrada para solicitações + atendimento garantido + prestação cortês do serviço – investiu em infra (WAN), consolidou servidores, modernizou sistemas – o alicerce de execuçãofez com que o pior fosse, em 2005, eleito melhor site do governo7-Eleven Japan:
alicerce de execução a converteu na 8ª maior varejista do mundo – cada uma das 10 mil lojas administra individualmente seu estoque – rede de 70 mil computadores reunindo dados de cada produto vendido em cada ponto de venda – processos digitalizados permitem que cada loja receba pedidos 3 vezes ao dia – 200 mil funcionários treinados para analisar os dados de vendas do dia anterior todos os diasUPS:
logística - final dos 80 – rastreamento de pacotes – banco de dados único – mecanismo global de telecomunicações – padronização dos processos – regras de padrões arquitetônicos de TI –alicerce sólido de execuçãoque possibilitou a liderança global em logísticaModelo Operacional
É o nível necessário de integração e padronização
dos processos de negócios para oferecer bens e
serviços aos clientes.
•
Integração de processos: permite processamento
generalizado e uma face única para o consumidor,
mas exige uma compreensão comum dos dados
por parte das várias unidades comerciais.
•
Padronização de processos: gera eficiência entre
as unidades comerciais, mas limita a customização
dos serviços.
Arquitetura Empresarial
É a lógica organizacional dos processos de
negócios e da infraestrutura de TI, refletindo os
requisitos de integração e padronização do modelo
operacional.
•
Proporciona uma visão de longo prazo dos
processos, sistemas e tecnologias da empresa, de
modo que os projetos individuais possam formar
capacidades
.
Modelo de Envolvimento de TI
É o sistema de mecanismos de governança que
assegura que os projetos de negócio e de TI
atinjam objetivos tanto locais como da empresa
em geral.
•
Influencia as decisões de projeto, de modo que as
soluções sejam orientadas pela arquitetura
empresarial.
•
Estabelece vínculos entre as decisões de TI e o
nível sênior, como a priorização de projetos e a
formulação de processos para toda empresa.
Modelo Operacional
Arquitetura
Empresarial
Define os requisitos de integração e padronização Iniciativas Estratégicas Iniciativas Estratégicas Iniciativas Estratégicas Iniciativas EstratégicasModelo de Envolvimento da TI
Alicerce de Execução
•Processos centrais de negócios
•Infraestrutura de TI
Estabelece prioridades Aprendizado
e exploração
Define as capacidades centrais Atualiza e desenvolve a arquitetura
Define limites estratégicos
Os 4 Modelos Operacionais
Coordenação
Unificação
Diversificação
Replicação
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Padronização dos processos de negócios
Baixa Alta B ai xa A lt a
© 2005 MIT Sloan Center for Information Research
Coordenação
•
Clientes, produtos ou fornecedores compartilhados
•
Impacto nas transações de outras unidades comerciais
•
Unidades comerciais ou seções operacionalmente
únicas
•
Administração de negócios autônoma
•
Controle do projeto de processos de negócios pelas
unidades comerciais
•
Dados compartilhados sobre clientes / fornecedores /
produtos
•
Processos consensuais para projetar serviços de
infraestrutura de TI; decisões sobre aplicações de TI
tomadas nas unidades comerciais
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Padronização dos processos de negócios
Baixa
A
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Unificação
•
Clientes e fornecedores podem ser locais ou globais
•
Processos de negócios globalmente integrado, muitas
vezes com suporte de sistemas empresariais
•
Unidades comerciais com operações similares ou
sobrepostas
•
Administração centralizada, aplicando, com frequência,
matrizes para as unidades comerciais, os processos ou
as seções
•
Detentores de processos de alto nível projetam
processos padronizados
•
Bancos de dados comandados centralmente
•
Decisões de TI tomadas centralmente
In
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Padronização dos processos de negócios
Alta
A
lt
a
Replicação
•
Poucos ou nenhum cliente compartilhado
•
Transações independentes agregadas em alto nível
•
Unidades comerciais operacionalmente similares
•
Líderes de unidades comerciais autônomas com pouco
poder sobre os processos
•
Controle centralizado (ou federado) sobre o projeto dos
processos de negócios
•
Definições padronizadas de dados, mas dados possuídos
localmente com alguma agregação no nível corporativo
•
Serviços de TI comandados centralmente
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Padronização dos processos de negócios
Alta
B
a
ix
Diversificação
•
Poucos ou nenhum cliente ou fornecedor compartilhado
•
Transações independentes
•
Unidades comerciais operacionalmente únicas
•
Administração autônoma de negócios
•
Controle do projeto de processos de negócio pelas
unidades comerciais
•
Poucos padrões de dados entre unidades comerciais
•
Decisões de TI tomadas, em sua maioria, nas unidade
comerciais
In
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Padronização dos processos de negócios
Baixa
B
a
ix
a
A casa de Sarah Winchester, herdeira da fortuna da fábrica de armas Winchester. Em 1884 ela comprou uma casa ainda em construção e passou a reunir-se toda manhã com o mestre de obras para discutir o trabalho que desejava que fosse feito no dia.
Sem seguir nenhum plano, ela manteve 22 trabalhadores trabalhado o ano todo por 36 anos. A casa tem 3 elevadores, 47 lareiras, salas em torno de salas, escadarias que levam a lugar nenhum e portas levam ao nada. Estima-se que tenha 160 cômodos. Por mais maluca que pareça, a arquitetura da Winchester House foi projetada para atender às necessidades de sua proprietária: confundir os fantasmas dos homens que foram mortos pelas armas Winchester caso eles quisessem persegui-la.
•
É um instrumento que pode ser utilizado para o
desenvolvimento de uma ampla gama de diferentes
arquiteturas.
•
Deveria:
•
descrever um método para projetar um sistema de
informação em termos de um conjunto de blocos de
construção e para mostrar como os blocos de construção
se encaixam.
•
conter um conjunto de ferramentas e fornecer um
vocabulário comum.
•
incluir uma lista de padrões recomendados e produtos
compaMveis que podem ser usados para implementar os
blocos de construção.
Frameworks de Arquitetura
O Zoo da Arquitetura Empresarial
• (ZIFA) Zachman Enterprise Architecture Framework
• (TOGAF) The Open Group Architecture Framework
• (E2AF) Extended Enterprise Architecture Framework
• (EAP) Enterprise Architecture Planning
• (FEAF) Federal Enterprise Architecture Framework
• (TEAF) Treasury Enterprise Architecture Framework
• (IAF) Integrated Architecture Framework
• (JTA) Joint Technical Architecture
• (C4ISR) Command, Control, Communications, Computers, Intelligence, Surveillance, and Reconnaissance and DoD (DoDAF) Architecture Framework
• (MoDAF) Ministry of Defense (UK) Architecture Framework
• (NAF v3) Nato Architecture Framework version 3
• (DoD TRM) Department of Defense Technical Reference Model
• (TAFIM) Technical Architecture Framework for Information Management
• (CIMOSA) Computer Integrated Manufacturing Open System Architecture
• (PERA) Purdue Enterprise Reference Architecture
• (SAGA) Standards and Architecture for eGovernment Applications
• European Union-IDABC & European Interoperability Framework
• ISO/IEC 14252 (IEEE Std 1003.0)
• ISO/IEC 42010:2007 (::ANSI/IEEE Std 1471:2000) IEEE Recommended Practice for Architectural Description of Software-Intensive Systems
vigentes em 2004 substituídos
Zachman: Regras
Regra 1:
As ordem das colunas não importa
Regra 2:
Cada coluna tem um modelo básico simples
Regra 3:
O modelo básico de cada coluna é único
Regra 4:
Cada linha representa um ponto de vista distinto
Regra 5:
Cada célula é única
Regra 6:
A combinação de todas as células de uma linha forma uma descrição completa daquele ponto de vista
Iterações de Refinamento da
Arquitetura - TOGAF
Atividades do Arquiteto Empresarial
EA-1: Definir a Estratégia de TI
Definir as regras para a evolução de TI para o futuro e identificar iniciativas estratégicas a serem perseguidas.
EA-2: Modelar as Arquiteturas
Criar modelos dos estados atuais e futuros. Há um conjunto de técnicas, ferramentas e padrões para modelagem.
EA-3: Evoluir o Panorama de TI
Racionalizar aplicativos e otimizar o panorama de aplicações de acordo com critérios preestabelecidos. Evoluir o portfolio de processos e serviços e modelar a próxima versão das várias arquiteturas (negócio, sistemas de informação, tecnologia) são partes desta atividade. SOA pertence a esta atividade como um estilo de alinhamento de negócios e TI.
Atividades do Arquiteto Empresarial
EA-4: Avaliar e Desenvolver Capacidades
Avaliar a maturidade da Arquitetura Empresarial e desenvolver
competências para a prática de EA e para o departamento de TI como um todo. Envolve avaliar a prática de arquitetura e melhorá-la. Também engloba o planejamento estratégico de competências que devem estar presentes no time de arquitetura de modo a capacitá-lo trabalhar com o conjunto futuro de padrões e produtos.
EA-5: Desenvolver e Impor Padrões e Guias
Monitorar a tecnologia e os padrões, escolhendo os corretos, comunicando-os e aplicando comunicando-os meicomunicando-os adequadcomunicando-os para verificar se comunicando-os padrões e comunicando-os guias estão sendo corretamente seguidos.
EA-6: Monitorar o Portfólio de Projetos
Contribuir com a gestão do portfólio de projetos. Significa impulsionar projetos estratégicos de Arquitetura Empresarial, avaliar projetos com respeito a adequação estratégica e a conformidade a padrões e criar pontos de verificação de qualidade por onde os projetos devem passar.
Atividades do Arquiteto Empresarial
EA-7: Liderar e Tutorar Projetos
Arquitetos Empresariais estão geralmente engajados em liderar e tutorar projetos críticos e de alto valor do ponto de vista técnico. Seu envolvimento nestes projetos deve ir além do tradicional papel de conselheiro (ou palpiteiro).
EA-8: Gerenciar os Riscos Envolvidos em TI
Modelos de Arquitetura Empresarial permitem responder perguntas sobre os riscos envolvidos em TI. Qual o impacto nos processos de negócio ou em unidades organizacionais da queda de um servidor? Os Arquitetos
Empresariais geralmente estão envolvidos em questões de planejamento, como tolerância a falhas ou cenários 24/7. Também são responsáveis por guias de segurança e pelo menos dar opinião sobre os acordos de nível de serviço (SLA).
Diferentes Níveis de Arquitetos
Arquitetura Empresarial
Pontos de Vista da Arq. Empresarial
Arquitetura de Aplicações Planejamento da Direção dos Negócios
Projetista Arquiteto de Solução Estratégico Contextual Conceitual Lógico Implementação Físico Mais Abstrato Mais
Modelo de Maturidade
Silos de Negócio Tecnologia Padronizada Núcleo Otimizado Modularidade de Negócio Soluções de Negócio Otimizadas por Localidade Padrões de Tecnologia paraToda Organização Padronizados para Processos / Dados Toda Organização Interfaces Padronizadas e Componentes de Negócio Valor Estratégico para o Negócio % de empresas pesquisadas
Requisitos por Estágio de Maturidade
Silos de Negócio Tecnologia Padronizada
Núcleo Otimizado Modularidade de Negócio
Capacidade de TI Aplicações locais de TI Plataformas técnicas comuns Processos ou dados compartilhados por toda empresa Módulos acopláveis de processos comerciais Objetivos de negócios ROI de iniciativas de negócios locais Custos de TI reduzidos
Custo e qualidade das operações de negócios Rapidez para comercializar; agilidade estratégica A prioridade de custeio Aplicações individuais Serviços infraestruturais compartilhados Aplicações da empresa Componentes de processos de negócios reutilizáveis Principal capacidade administrativa Gestão de mudanças por meio de tecnologia Projeto e atualização de padrões; custeio de serviços comuns Definição e mensuração de processos centrais Administração de processos de negócios reutilizáveis Quem define as aplicações Líderes de negócio locais Líderes de unidades comerciais e de TI Alta administração e líderes de processos Líderes de TI, de negócios e da indústria Questões chave da governança de TI Mensurar e comunicar valor Estabelecer responsabilidades locais/regionais/glo bais Alinhar as prioridades dos projetos com os objetivos da arquitetura Definir, atribuir e custear módulos de negócios Implicações estratégicas Otimização local/setorial
Eficiência da TI Eficiência operacional dos negócios
Maturidade de EA
e
Investimentos de TI
Implicações Estratégicas de TI
Otimização Local/Funcional Eficiência de TI Otimização de Processos Escolhas EstratégicasMaturidade da Arquitetura
Silos de Negócio Tecnologia Padronizada Núcleo Otimizado Modularidade de Negócio P e rc e n tu a l d e I n ve st im e n to Sistemas Corporativos Aplicações Locais Infraestrutura Compartilhada Dados Compartilhados nr. de empresas pesquisadas
Baseado em pesquisa com 103 empresas; 3 não informaram sua maturidade da arquitetura.
Por onde começar?
Estratégia
•
Modelos de Estratégia
Corporativa, Michael Porter
•
Teoria da Firma, Prahalad
•
A Estratégia do Oceano Azul
•
Balanced Scorecard
Gestão de Processos
•
BPMN
•
IDEF0
•
Metodologias de Melhoria de
Procesos
Sistemas de Informação
•
Modelagem de Dados
•
UML
Tecnologia
•
Conhecimentos de Servidores
•
Conhecimentos de Redes
Gestão de Projetos
•
PMBOK
•
Gestão de Stakeholders
Certificações
•
TOGAF
Fontes Consultadas
ROSS, J.W.; WEILL, P.; ROBERTSON, D.C. Arquitetura de TI como estratégia empresarial. São Paulo: M.Books, 2008. 184p.
BENTE, S; BOMBOSCH, U; LANGADE, S. Collaborative Enterprise Architecture. San Francisco: Morgan Kaufman, 2012. 310p.
BLANTON, C.E.; ALTMAN, R. The Distinction Between Enterprise Architecture and Application
Architecture Makes a Difference to Business Outcomes. Gartner Group, 2014.
BELOQUIM, A; Arquiteto, Profissão do Futuro: Por onde começar?. Disponível em
http://blog.gnosisbr.com.br/sobre/serie-arquiteto-profissao-do-futuro/por-onde-comecar. Acessado em 10/08/2014.
THE OPEN GROUP; Togaf 9.1. Disponível para download de cópia de avaliação por 90 dias em