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mono patricia

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Academic year: 2021

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(1)FUNDAÇÃO CENTRO DE ANÁLISE, PESQUISA E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR FUCAPI - CESF COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM AGENTE DE INOVAÇÃO E DIFUSÃO TECNOLÓGICA. PATRÍCIA DOS ANJOS BRAGA. DIAGNÓSTICO DA INTRODUÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO AMBIENTE ACADÊMICO: ESTUDO DE CASO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICO NO ESTADO DO AMAZONAS.. MANAUS 2004. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(2) 1. PATRÍCIA DOS ANJOS BRAGA. DIAGNÓSTICO DA INTRODUÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO AMBIENTE ACADÊMICO: ESTUDO DE CASO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICO NO ESTADO DO AMAZONAS.. Trabalho apresentado à Coordenação de Pós-Graduação do Instituto de Ensino Superior FUCAPI - CESF como requisito a especialização lato sensu em Agente de Inovação e Difusão Tecnológica. Orientadora: Cinthia Mendes, MSc.. MANAUS 2004. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(3) 2. SUMÁRIO. LISTA DE FIGURAS .............................................. ......... ............ ............................ LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ............................. ...................................... RESUMO ................................................................ .......... ........................................ ABSTRACT ................................................................................................................. 03 04 05 06. 1. INTRODUÇÃO ........... ....................................................................... .................. 07 1.1 OBJETIVOS ..................................................................................................... 08 1.2 JUSTIFICATIVA .............................................................................................. 08 1.3 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO.................................................................... 09 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................. ......................... 11 2.1 INTRODUÇÃO DE TECNOLOGIA NO AMBIENTE EDUCACIONAL DO BRASIL .......... 11 2.1.1 A Tecnologia no Ensino Superior ..................................... .................... 14 2.2 TECNOLOGIA E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA .............................................. 16 2.2.1 Gestão Tecnológica ............................. ................................................ 19 2.2.2 Tecnologia da Informação ............... .................. ................................. 20 2.3 GESTÃO ESTRATÉGICA .............................................................................. 22 2.3.1 Contextualizando a Gestão Estratégica ............................................... 22 2.3.2 Apresentação da Metodologia SWOT .................................................. 23 3. METODOLOGIA ................................................................................................... 28 3.1 POPULAÇÃO E AMOSTRA ............................................................................ 28 3.2 COLETA DE DADOS....................................................................................... 28 3.3 TRATAMENTO DOS DADOS ........................................................................ 30 3.4 LIMITAÇÕES DO ESTUDO ........................................................................... 31 4. IDENTIFICAÇÃO DAS TECNOLOGIAS EMPREGADAS NA INSTITUIÇÃO ..... 33 4.1 APRESENTAÇÃO DA IES............................................................................... 33 4.2 TECNOLOGIAS IDENTIFICADAS NA IES ..................................................... 39 4.2.1 Tecnologias Aplicadas no Processo Didático ........................................ 40 4.2.2 Tecnologias Aplicadas no Processo Administrativo ............................. 43 5. ANÁLISE SWOT DAS TECNOLOGIAS EMPREGADAS NA IES ....................... 46 6. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 51 6.1 CONCLUSÕES..................................................... ........ ................................ 51 6.2 RECOMENDAÇÕES ............................................ ......................................... 56 REFERÊNCIAS ............................................................ ............................................. 57 ANEXO........................................................................................................................ 58 APÊNDICE ................................................................................................................. 61. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(4) 3. LISTA DE FIGURAS. Figura 1 Formulação da Estratégia SWOT ...................................................... 25. Figura 2 A Matriz SWOT ................................................................................. 26. Figura 3 Equipamentos utilizados no processo didático ................................. 40. Figura 4 Aplicativos utilizados no processo didático ....................................... 42. Figura 5 Equipamentos utilizados no processo administrativo ....................... 43. Figura 6 Aplicativos utilizados no processo administrativo .............................. 44. Figura 7 Quadro SWOT das tecnologias utilizadas na UEA – Ambiente Interno. .............................................................................................. 47 Figura 8 Quadro SWOT das tecnologias utilizadas na UEA – Ambiente Externo................................................................................................ PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com. 48.

(5) 4. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS. C&T. Ciência e Tecnologia. CNPq. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. CPD. Central de Processamento de Dados. EDUCOM. Educação por Computador. FAAP. Fundação Armando Álvares Penteado. IES. Instituição de Ensino Superior. MCT. Ministério da Ciência e Tecnologia. MEC. Ministério da Educação e Cultura. NUTEC. Núcleo de Tecnologia. OCDE. Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. P&D. Pesquisa e Desenvolvimento. PC. Personal Computer (computador pessoal). PROFORMAR Programa de Formação e Valorização de Professores PRONTEL. Programa Nacional de Teleducação. SWOT. Strength, Weakness, Opportunities and Threats (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças). TI. Tecnologia da Informação. UEA. Universidade do Estado do Amazonas. UFAM. Universidade Federal do Amazonas. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(6) 5. RESUMO. Este trabalho tem como objetivo geral realizar um diagnóstico sobre a introdução de novas tecnologias no âmbito da educação acadêmica, caracterizando-se como um trabalho exploratório descritivo, através de um estudo de caso de uma Instituição de Ensino Superior Público do Estado do Amazonas, a Universidade do Estado do Amazonas - UEA. A metodologia SWOT (Strength, Weakness, Opportunities and Threats – forças, fraquezas, oportunidades e ameaças), foi utilizada para orientar a análise dos dados. Esta metodologia tem como pressuposto a análise do ambiente interno e externo da organização, com a finalidade de nortear o processo de tomada de decisões, fornecendo dados para elaboração de ações estratégicas que contribuam para empresa alcançar sua missão. Com base nesta metodologia foram elaborados quadros que representam os pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças relacionadas às tecnologias identificadas na instituição pesquisada. Uma vez que o objetivo do trabalho limitava-se à realização de um diagnóstico sobre a introdução de novas tecnologias no ambiente acadêmico, a última etapa da técnica SWOT, que contempla a validação e definição de um plano de ações para a organização, não foi realizada. A partir dos dados levantados e nos resultados obtidos na matriz SWOT foram elaboradas conclusões que contribuirão para a discussão do tema, bem como um melhor conhecimento sobre a Instituição pesquisada. Por tratar-se de um estudo de caso, é importante destacar que as conclusões obtidas neste trabalho limitam-se à IES alvo da pesquisa, não devendose generalizá-las, ao ambiente do ensino superior público como um todo. Palavras-chave: gestão acadêmica, metodologia SWOT, gestão tecnológica, instituição de ensino superior.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(7) 6. ABSTRACT. The main objective of this research is to accomplish a diagnosis about the introduction of new technologies in the academic education, being characterized as a descriptive exploratory work, through a case of a Institution of Public higher education of the State of Amazonas, the Universidade do Estado do Amazonas UEA. The methodology SWOT (Strength, Weakness, Opportunities and Threats), was used to guide the analysis of the data. This methodology has as presupposition the analysis of the internal and external atmosphere of the organization, with the purpose of helpping the process of taking decisions, supplying data for elaboration of strategic actions that contribute to company to reach its mission. Based on this methodology pictures were elaborated to represent the Strength, Weakness, Opportunities and Threats related to the technologies identified in the researched institution. Once the objective of the work was limited to the accomplishment of a diagnosis about the introduction of new technologies in the academic atmosphere, the last stage of technical SWOT, that contemplates the validation and definition of a plan of actions for the organization, it was not accomplished. Starting from the lifted up data and in the results obtained in the head office SWOT there were elaborated conclusions that will contribute to the discussion of the theme, as well as a better knowledge about the researched Institution. For being a case, it is important to highlight that the conclusions obtained in this work are limited to the research organization, its conclusions must not be generalized to the atmosphere of the public higher education as a whole. Key words: academic administration, administration, higher education institution.. SWOT. methodology,. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com. technological.

(8) 7. 1. INTRODUÇÃO. Nas últimas décadas do século XX, a sociedade tem sido testemunha de uma crescente evolução tecnológica, principalmente, com o desenvolvimento da microeletrônica e avanços na área das telecomunicações. Estes eventos resultaram em grandes modificações nos processos produtivos e relações de trabalho e poder, que culminaram no fim da era industrial e deram início a uma nova economia baseada na informação e no conhecimento. Desta forma, as pessoas e organizações depararam-se com mudanças radicais nos paradigmas vigentes e viram-se expostas à uma nova realidade na qual o volume de informações disponível é cada vez maior. Tais mudanças de paradigmas e a crescente necessidade de adaptação das pessoas e organizações à absorção e processamento de informações trouxeram, como conseqüências, variadas modificações nas relações de trabalho e, em virtude disso, o processo educativo também sofreu mudanças, no sentido de adaptar-se às novas necessidades de preparação do indivíduo para o mercado de trabalho e para a vida. Novas tecnologias foram introduzidas em diversos aspectos do cotidiano. No âmbito da educação vários aparatos tecnológicos foram desenvolvidos com o intuito de aproximar o ambiente acadêmico do indivíduo, como exemplo a educação à distância. Inicialmente, essa revolução no ambiente de ensino ocorreu com a utilização do rádio e televisão e, posteriormente, com o surgimento da Internet. Com efeito, essas tecnologias têm forte impacto sobre a estrutura do ensino, que necessita, assim como as demais áreas do conhecimento, acompanhar o acelerado processo de evolução tecnológica. Tais tecnologias, não vieram substituir o conhecimento tradicional. As mesmas são ferramentas que servem de suporte, quando bem aproveitadas, para melhorar o desempenho dos profissionais, fornecendo base para uma atuação mais satisfatória e meios para fazer a informação atingir a um número mais significativo de pessoas. Neste trabalho, apresenta-se uma pesquisa sobre o impacto das novas tecnologias sobre a estrutura do ensino superior público, através de um estudo de caso de uma instituição estadual. Desse segmento, foram identificados dados e realizada a organização dos mesmos. Tais dados foram utilizados para traçar um diagnóstico da instituição, fornecendo subsídios para uma melhor compreensão sobre o uso de novas tecnologias no ambiente acadêmico.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(9) 8. 1.1. OBJETIVOS. O objetivo geral deste trabalho é realizar um diagnóstico sobre a introdução de novas tecnologias no ambiente acadêmico, através de um estudo de caso de uma instituição de ensino superior público do Estado do Amazonas. Em termos específicos, apresentam-se os seguintes objetivos: •. identificar as tecnologias que foram introduzidas na instituição desde o início de suas atividades;. •. investigar como as tecnologias estão sendo empregadas no ambiente do ensino superior público do Estado do Amazonas;. •. estabelecer uma matriz SWOT das tecnologias identificadas como suporte à gestão acadêmica.. 1.2 JUSTIFICATIVA. A introdução de aparatos tecnológicos na vida cotidiana cresceu notoriamente nas últimas décadas. Em todas as áreas de atuação do ser humano foram desenvolvidas tecnologias para tornar possível um maior armazenamento de dados, precisão na execução de tarefas específicas e facilitar a comunicação. No ambiente educacional, especialmente no ensino superior, a introdução de recursos multimídia e a utilização da Internet, como ferramenta para educação à distância e para disponibilização de conteúdos, são alguns exemplos de modificações que ocorreram na forma de ensinar. Desta forma, torna-se relevante analisar como a educação está se adaptando a este processo de evolução tecnológica, fazendo-se necessário estudar que tecnologias foram introduzidas no ambiente do ensino superior público do Estado do Amazonas. A Instituição de Ensino Superior (IES) pública pesquisada iniciou suas atividades em 2001, apresentando uma proposta de ensino inovadora ao oferecer uma grande quantidade de vagas através de vestibular gratuito, além de elevado investimento em tecnologia aplicada no ambiente acadêmico da esfera pública. Por estes aspectos, a instituição pesquisada apresenta-se como um universo que oferece um grande potencial para o estudo do processo de introdução e difusão tecnológica aplicada à educação. E ainda, como contribuição, realiza-se um. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(10) 9. estudo sobre uma instituição local, este, tão escasso e necessário, torna possível uma melhor compreensão sobre a realidade do ensino superior público no Estado do Amazonas. Portanto, sua contribuição teórico-prática está em incentivar a discussão sobre o tema, apresentando uma metodologia para suporte à gestão acadêmica.. 1.3 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO. Considerando-se o tema pesquisado e os objetivos a que o estudo se propõe, o trabalho foi estruturado em seis capítulos, permitindo assim, uma organização seqüencial dos assuntos. Para uma melhor compreensão deste trabalho, apresentase, a seguir, a forma como os temas estão distribuídos em cada capítulo. No primeiro capítulo encontra-se a introdução do trabalho. Neste, apresentase uma visão geral sobre o tema educação e desenvolvimento tecnológico, comentando-se, ainda, sobre a IES sujeito do estudo de caso. Ainda neste capítulo, encontram-se os objetivos e as justificativas do estudo, tornando possível, desta forma, compreender a contribuição de pesquisar o processo de introdução de inovação e difusão tecnológica no âmbito do ensino acadêmico. O segundo capítulo é dedicado à fundamentação teórica. Apresenta-se neste segmento, um histórico sobre a introdução de novas tecnologias na área educacional no Brasil, uma perspectiva sobre a utilização desses recursos no ensino superior, além de conceitos sobre tecnologia, inovação tecnológica, gestão tecnológica e tecnologia da informação que serão necessárias à compreensão do universo do gerenciamento de tecnologias. Ainda neste capítulo, descreve-se os principais aspectos da metodologia SWOT que será referencial para a análise dos pontos fortes e fracos dos recursos tecnológicos da instituição. O terceiro capítulo aborda a metodologia utilizada no estudo. Neste item, apresentam-se os métodos utilizados para a realização de cada etapa da pesquisa, definindo-se a população e amostra, no caso, a instituição de ensino superior público no Estado do Amazonas, descrevendo-se a forma de levantamento de dados, fontes da pesquisa e métodos utilizados para o tratamento e análise dos dados, bem como as limitações do estudo realizado. No decorrer do quarto capítulo apresenta-se a IES pesquisada e relacionamse as tecnologias utilizadas na instituição, classificadas em dois segmentos:. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(11) 10. tecnologias aplicadas no processo didático e tecnologias aplicadas no processo administrativo. Aborda-se ao longo do quinto capítulo, a análise das tecnologias identificadas no capítulo anterior. Com base na metodologia SWOT são relacionados, em uma matriz, os pontos fortes e pontos fracos, e ainda, as oportunidades e ameaças relativas às tecnologias identificadas na IES. O sexto capítulo dedica-se à conclusão, onde apresentam-se os comentários finais acerca do resultado do estudo e as recomendações para trabalhos futuros.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(12) 11. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Neste capítulo apresenta-se o contexto da introdução de tecnologia no Brasil. A da abordagem dos momentos históricos e políticas mais relevantes que incentivaram a utilização e evolução da tecnologia no âmbito da educação no país, permite uma melhor compreensão do atual panorama de desenvolvimento tecnológico e sua relação com o ensino superior brasileiro.. 2.1 INTRODUÇÃO DE TECNOLOGIA NO AMBIENTE EDUCACIONAL DO BRASIL. Para compreender a relação entre educação e novas tecnologias e seu vínculo histórico-cultural apresenta-se aqui um breve conceito sobre ambas. Segundo Kawamura (1990, p.43): tecnologia compreende um conjunto de conhecimentos científicos avançados aplicados ao processo produtivo, (...) educação compreende o conjunto de instituições, processos formais de elaboração, organização de idéias valores e atitudes.. Através destes conceitos, observa-se que ambas as áreas, a da tecnologia e da educação, dizem respeito ao conhecimento em função da sociedade, sendo relevante, portanto, compreender a relação entre elas. Historicamente, a posse do conhecimento permanece na classe dominante da sociedade, vindo desde o início dos tempos, uma separação entre o saber e o fazer, permanecendo a parte intelectual do trabalho nas classes dominantes e a tarefa a ser executada na classe menos favorecidas. Ainda de acordo com Kawamura (1990), no Brasil, o esforço pela industrialização remonta aos anos trinta, e se consolida após 1964, com o processo de internacionalização do mercado interno, da cultura e da política, principalmente com a chegada das multinacionais, com seus equipamentos e aparelhos sofisticados. Durante esta fase ocorre uma reorientação da economia e surgem as exigências de trabalho com modernos aparatos tecnológicos. A crescente instalação de empresas estrangeiras no país, desde o governo de Jucelino Kubitschek, determinou o predomínio das grandes organizações industriais. A partir de 1964 as políticas continuaram orientadas para a consolidação desta situação, entretanto, o Estado começa a preocupar-se com a necessidade de trabalhadores operadores dos complexos tecnológicos e não geradores de ciência e tecnologia, pois isso já. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(13) 12. existia no pais de origem do capital. O que se queria era atividade de adaptação da tecnologia estrangeira às condições locais. Esta visão fazia parte de uma concepção economicista da educação, onde o homem é considerado como parte do capital. Entre o fim da década de sessenta e início da década de setenta, como descreve Kawamura (1990), o Brasil vivia uma fase de excepcional crescimento econômico conhecida como o Milagre Brasileiro, que teve na indústria a automobilística o seu carro-chefe. Em seis anos de milagre (de 1967 a 1973), a produção de veículos mais que triplicou, subindo de 225 mil para 709 mil unidades. Assistiu-se também à explosão da indústria eletroeletrônica e, com ela, o aumento da produção e do consumo de aparelhos eletrônicos, sobretudo do televisor. No que se referia ao processamento de dados, entretanto, o país era dependente da tecnologia produzida em outros países. Neste cenário, os setores nacionalistas das forças armadas uniram-se às universidades brasileiras para desenvolver tecnologia, motivados, principalmente, pelo interesse do meio acadêmico em pesquisas. Foi nesse contexto que começaram a surgir as primeiras iniciativas de informatização na esfera governamental. De fato, para implementar mudanças significativas em negócios deve-se atuar de forma coordenada sobre as variáveis que influenciam os processos empresariais, a saber: informação, tecnologia, organização, pessoas, materiais e infra-estrutura. Na direção oposta ao processo modernizador, aumentam as contradições sociais, fome, doenças, analfabetismo, etc. Levando à questão sobre a relação entre inserção de tecnologia e o processo de exclusão. Tal discussão começa a ocorrer, pois a automação industrial acaba influenciando na extinção de vários postos de trabalho, levando a um aumento no desemprego no país e aumentando a necessidade de programas de qualificação de mão-de-obra. Além disso, assim como nos dias atuais, os aparatos tecnológicos têm elevado custo e são, em sua maioria, inacessíveis à grande parcela da população. Neste contexto, observa-se a inserção de novas tecnologias e atividades cujo acesso restringe-se a determinadas camadas da população em detrimento de outras, consolidando assim seu papel como fator de exclusão social. Desse modo, Kawamura (1990, p.52 ) afirma: Entender a situação das novas tecnologias na educação, significa observar o modo como estão sendo inseridas no aparato escolar, órgãos. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(14) 13. educacionais e meios formais e informais de educação (...) significa buscar entender os vínculos entre a inserção delas no processo produtivo, o caráter que assumem e suas implicações na sociedade. (...) a ciência e tecnologia hoje assumiram o papel de verdadeiras forças produtivas, sem as quais as quais o crescimento econômico dentro do capitalismo não poderiam ser mantidas (....) ao mesmo tempo que ela proporciona tal crescimento econômico, ela encontra uma nova forma de legitimação.. Ainda no mesmo período, fortes pressões populares levaram ao surgimento de campanhas ligadas à educação popular, momento em que se começou a buscar novas alternativas em face das propostas tradicionais de ensino, a fim de beneficiar grandes camadas da população, neste momento ocorre uma articulação de vários setores da sociedade no sentido de reorientar este processo de modo a amenizar as contradições sociais. O lema do governo agora é “educação para todos”. Meios de comunicação em massa, como a televisão e rádio, se apresentam como alternativas importantes para alcançar esse objetivo. Contudo, Em face da rapidez nas mudanças no processo de trabalho frente às inovações tecnológicas, a qualificação encontra limites estruturais no sistema educacional brasileiro. De acordo com Lima (2003), o PRONTEL (Programa Nacional de Teleeducação) criado em 1972, demonstra que mesmo antes da explosão da era da informática no Brasil, já eram trabalhadas novas tecnologias em benefício da grande massa, desmistificando assim o conceito de que os avanços tecnológicos apenas agravavam o processo de exclusão social. Sua missão era integrar atividades didáticas e educativas empregando rádio televisão e outros meios de comunicação na política nacional de educação. Conforme Nevado (2003) no campo da tecnologia, a década de setenta foi marcada pelas discussões sobre o desenvolvimento da informática - à época conhecida como Processamento de Dados, e o seu caráter estratégico para as empresas, porque eram as empresas que constituíam o principal, senão o único, público consumidor de computadores. Vale lembrar que o computador pessoal (PC) só seria lançado em 1981. Dez anos antes, a expressão micro não correspondia nem ao tamanho de um computador, nem ao seu preço. Ainda de acordo com Nevado (2003) no início da década de oitenta o governo explicita o seu interesse na relação entre novas tecnologias e educação, tendo sido realizado em 1982, o I Seminário de Informática na Educação, promovido pelo MEC (Ministério da Educação e cultura) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A expansão da indústria cultural, a presença de novas. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(15) 14. tecnologias e importação de modelos pedagógicos colocaram nos debates as propostas de tecnologias educacionais. Ainda na década de oitenta, organiza-se a política nacional de informática, onde o uso de computadores foi proposto nas escolas. Foi lançado o EDUCOM (Educação por Computador – Projeto Brasileiro de Informática na Educação). A tecnologia de sala de aula, antes intocável, passou a ser comparada com outras alternativas que foram testadas como substitutos ou complementos do processo de instrução. Neste início de século, a realidade é de grandes mudanças e adaptações. Após a era industrial começa a ocorrer um processo de modificação de paradigmas produtivos e econômicos, era onde a ênfase está na informação, conhecimento, serviços e tecnologias. Segundo Maria Aranha (1996, p.12): (...) é preciso detectar com urgência os sintomas do mundo que emerge, o que não é fácil, considerando que, mergulhados neste turbilhão, nem sempre temos clareza para compreender a mudança (...) no âmbito dos negócios foi desencadeada a globalização da economia, profundas modificações do trabalho e, consequentemente na educação (...) o mundo pós-industrial se distancia da rigidez do Taylorismo/Fordismo, pois as atividades mecânicas e repetitivas vão se tornando função das máquinas, levando à exigência de um trabalhador polivalente, de maior capacidade intelectual e criativa e adaptação rápida às mudanças.. Partindo deste contexto histórico da educação e novas tecnologias no Brasil, é de grande relevância pensar sobre os passos que deverão ser tomados na educação para o terceiro milênio. Torna-se necessária a melhor compreensão das formas utilização da tecnologia, no sentido de utilizá-la para aprimorar a difusão de conhecimento .. 2.1.1 A Tecnologia no Ensino Superior. O crescimento dos conhecimentos científicos e técnicos tornaram-se cada vez mais ágeis, até o meio empresarial vem se preocupando com a qualificação educacional dos seus funcionários, devido a mudanças no contexto sócioeconômico. O conhecimento tem se mostrado uma importante alavanca econômica e de rápida expansão. Assim, para sobrevivência no mercado, as empresas necessitam acompanhar as mudanças, investindo nos recursos humanos, no. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(16) 15. desenvolvimento e capacitação de seu pessoal, utilizando-se para isso, novos mecanismos tecnológicos como ferramentas para educação. Diante destes fatores, especialmente o ensino superior enfrenta desafios ainda maiores que outros setores do ensino, uma vez que cabe a ele a preparação da dos indivíduos para atuarem nas diferentes áreas do conhecimento, além de responsável pela formação da massa intelectual e produção científica do país. A informação tem dominado o mundo e seus processos e a universidade não pode distanciar-se desta realidade. Alguns processos aos que os docentes do ensino superior estavam habituados, muitas vezes tornam-se ultrapassados ou desapareceram. Dentre os avanços tecnológicos mais significativos introduzidos nos últimos anos, destaca-se o desenvolvimento de programas no ensino à distância, online, onde através dos computadores, ocorre uma comunicação do professor com o aluno, as classes virtuais formam cada vez mais alunos no ensino não presencial. De acordo com Papadopoulos (2003, s.p.): A tecnologia já tem um enorme impacto ao permitir a formação de comunidades de pesquisa distribuídas, isto alterará fundamentalmente a educação. Até recentemente, os pesquisadores de Universidades interagiam principalmente com pesquisadores do corpo docente e discente. Certamente, eles freqüentam as conferências para se manterem em contato com seus pares - mas o trabalho diário era realizado dentro da Universidade. No entanto, a Internet permitiu colaborar com pesquisadores que compartilham a mesma opinião em qualquer lugar do mundo. Projetos científicos internacionais de porte ficaram mais fáceis de gerenciar.. O perfil do aluno também muda dentro desta realidade, ao invés do ensino da memorização da informação, os estudantes devem ser ensinados a busca e ao uso devido da mesma. É provável que a Tecnologia da Informação modifique a forma de realizar a pesquisa na universidade, transformando sua forma de organização e financiamento, e também o conteúdo da instrução. Greves, sucateamento de laboratórios, aumento no número de instituições privadas e cursos superiores aquém das condições mínimas de funcionamento, são fatores que resultam no aumento de matrículas no ensino privado três vezes superior ao ensino público. Os poucos recursos que foram destinados para produção de C&T (Ciência e Tecnologia) nas Universidades foram provenientes dos fundos setoriais e estes alocados no MCT (Ministério de Ci6encia e tecnologia). O CNPq, que é subordinado ao MEC, durante a última década, sofreu os maiores cortes de orçamento desde sua fundação.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(17) 16. Segundo Sampaio (2000), no período de 1920 a 1980, as universidades publicas predominam no ensino acadêmico, após esta data, cresce expressivamente a quantidade de instituições de ensino superior privado, fato este que se deve basicamente a dois fatores: a existência da demanda reprimida (os excedentes do sistema público e provenientes do aumento da taxa de conclusão do segundo grau; e a opção do setor público para a criação de universidades que aliassem o ensino à pesquisa,. o que implicou no aumento progressivo do custo do ensino público,. limitando-lhe a expansão e abrindo, ao setor privado a chance de atender à demanda que o Estado não conseguia absorver. De acordo com Tachizawa (2001), as organizações, entre elas as instituições de ensino superior – IES, não podem mais sentir-se excessivamente seguras com as posições e fatias de mercado conquistadas, uma vez que a concorrência pode surgir de forma inesperada a qualquer momento, ou seja, empresas que não são de um mesmo ramo de atividades podem começar a oferecer serviços que indiretamente podem atingir e enfraquecer o seu negócio. Para as IES que estão encarando este tipo de problema, a melhoria da qualidade do processo ensinoaprendizagem e outros fatores como diminuição de custos operacionais representam questões de grande importância para sua sobrevivência. De uma maneira geral, no âmbito do ensino superior público em comparação ao privado, no que diz respeito a adaptação à evolução tecnológica, ainda existem muitos obstáculos a serem vencidos para que se chegue a um patamar ideal. Uma das maiores barreiras existentes é, sem dúvida, a questão política.. 2.2 TECNOLOGIA E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Para melhor compreensão do contexto da evolução tecnológica é importante familiarizar-se com conceitos relacionados a esta temática e que surgirão ao longo do estudo. Segundo Sáenz e García (2002, p.47) Tecnologia é o conjunto de conhecimentos científicos e empíricos, de habilidades, experiências e organização requeridos para produzir, distribuir, comercializar e utilizar bens e serviços. Inclui tanto conhecimentos práticos, físicos, “know how”, métodos e procedimentos produtivos, gerenciais e organizacionais, entre outros.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(18) 17. Os conhecimentos científicos diferem dos tecnológicos por serem mais complexos, surgindo de observações e análises que oferecem conceitos sobre fenômenos. Já os conhecimentos tecnológicos são relativos a procedimentos que permitem o alcance de objetivos práticos. As tecnologias podem ser consideradas como integradas por um conjunto de outras tecnologias, as quais, por sua vez, são tecnologias em si mesmas. A este conjunto se denomina pacote tecnológico. Para Sáenz e García (2002, p.49) pacote tecnológico: “... é um conjunto de tecnologias, integradas ou encadeadas sistematicamente à tecnologia principal, sem as quais a inovação se dificultaria grandemente ou não se produziria.” Este conceito modifica o critério de considerar as tecnologias como produtos isolados, uma nova tecnologia para ser bem empregada tem que inserir-se eficazmente em um conjunto bem mais amplo de tecnologias que já estão em uso na sociedade. As tecnologias são bens perecíveis, após algum tempo ficam obsoletas e desaparecem. Este ciclo ocorre devido a fatores como: diminuição na novidade do produto e aparecimento de novas tecnologias, mudança no preço dos insumos que fazem parte da produção, a restrição do tempo de proteção das patentes, entre outros. Por esta razão toda tecnologia possui um ciclo de vida que invariavelmente chega à crise, com variações é claro no tempo deste ciclo. O. Manual. Frascati. (OCDE. -. Organização. para. a. Cooperação. e. Desenvolvimento Econômico) apud Sáenz e García (2002) considera inovação tecnológica como: A transformação de uma idéia em produto novo ou melhorado que se introduz no mercado, ou em novos sistemas de produção, e em sua difusão, comercialização e utilização. Entende-se também por inovação tecnológica, a melhoria substancial de produtos ou processos já existentes.. A inovação tecnológica afeta um ou vários setores da economia, pois como observado no conceito acima, só se concretiza dentro do mercado, por vezes as mudanças trazidas por ela podem chegar a afetar até a economia como um todo, como foi o caso do advento da informática. A inovação combina necessidades sociais e demandas do mercado como meios científicos e tecnológicos para tentar resolvê-las.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(19) 18. De acordo com Sáenz e García (2002), classificam-se as inovações em: a) Inovações básicas ou radicais: originam mudança histórica no modo de fazer as coisas, baseando-se em um conceito totalmente novo em relação ao que estava vigente, abrindo novos mercados, campos de atividade e comportamento. Exemplo: a substituição das válvulas por transistores nos circuitos eletrônicos. b) Inovações incrementais ou de melhorias: São aquelas que trazem uma melhoria a uma tecnologia já existente. Exemplo: O aperfeiçoamento dos transistores nos circuitos eletrônicos. c) Inovações menores: Apresentam pequenas melhorias em algo já existente, mas não trazem alterações significativas em nível tecnológico. Exemplo: novo design de um produto, mudança na cor e forma de um objeto, formatos organizacionais simples para incrementar serviços já oferecidos. As inovações podem ser classificadas de acordo com a forma como surgiram: a) Empurradas pela ciência (science pushed): geralmente são as radicais, originam-se de novos conhecimentos obtidos em pesquisas, que permitem identificar novas soluções para necessidades existentes, é de caráter ofertista. Geralmente produzem grande saltos qualitativos no patamar tecnológico. b) Puxadas pela demanda: geralmente são as inovações incrementais e as menores, neste caso as inovações surgem de um necessidade social ou produtiva, explícita e vinculada a um demanda que urge por uma solução. Ainda conforme Sáenz e García (2002), as tecnologias podem também ser classificadas segundo a fase ou momento em que são aplicadas: a) Tecnologia de produto: normas e especificações relativas à composição, configuração, propriedades ou desenho mecânico, assim como dos requisitos de qualidade de um bem e serviço; b) Tecnologia de processo: condições, procedimentos e detalhes necessários para combinar insumos e meios básicos para a produção de um bem ou. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(20) 19. serviço; inclui manuais de processos, de planta, de manutenção, de controle de qualidade, balanços de matéria e energia, entre outros; c) Tecnologia de distribuição: normas, procedimentos e especificações sobre condições de embalagem, armazenamento, transporte e comercialização. d) Tecnologia de consumo: instruções sobre forma ou processo de utilização de um bem ou serviço, visando a compatibilidade entre requisitos próprios do produto e os hábitos e tradições dos usuários, entre outros fatores; e) Tecnologia de gerência ou gestão: normas e procedimentos sobre as formas específicas de dirigir uma atividade empresarial, incluindo, entre outros, os processos de inovação tecnológica, o processo de produção, distribuição e comercialização de um bem ou serviço, a organização da força de trabalho e procedimentos administrativos. Através desta classificação é possível identificar e destacar a fase específica em que a tecnologia está sendo aplicada,. 2.2.1 Gestão Tecnológica O termo gestão tecnológica surgiu há vários anos na literatura iberoamericana, suas definições são muito variadas, contudo a palavra gestão tem sido freqüentemente usada como sinônimo de do termo “gerência”, ou seja, ação de direção de processos complexos para o desenvolvimento eficiente dos mesmos. Para este trabalho adotaremos o seguinte conceito de Sáenz e García (2002, p. 120): A Gestão tecnológica é a gerência sistemática de todas as atividades no interior da empresa com relação à geração, aquisição, início da produção, aperfeiçoamento, assimilação e das tecnologias requeridas pela empresa, incluindo a cooperação e alianças com outras instituições; abrange também o desenho, promoção e administração de práticas e ferramentas para captação e produção de informações que permitam melhoria continuada e sistemática da qualidade e produtividade. Em resumo, Gestão tecnológica é a utilização de técnicas gerenciais a fim de que a variável tecnológica seja utilizada no máximo de sua potencialidade como apoio aos objetivos da organização. Em sua teoria e prática. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com. se entrelaçam.

(21) 20. conhecimentos provenientes de várias áreas como ciências econômicas, engenharia e marketing entre outros. A gestão tecnológica compreende um conjunto de decisões que envolvem: Prospectiva Tecnológica, Direção Estratégica, Gestão de Projetos de P & D (Pesquisa e Desenvolvimento), Estudos de mercado e de viabilidade técnica e econômica, Transferência de tecnologia, Desenho Industrial, Propriedade Intelectual, Desenvolvimento de recursos humanos, Normalização, metrologia e garantia da qualidade, Negociação e comercialização de tecnologia e Serviços aos clientes. A inovação tecnológica tem seu ponto forte dentro da empresa, a gestão destas inovações assumem aspectos como: •. Planejamento tecnológico: Análise de pontos fortes e fracos, análise da concorrência, monitoramento tecnológico e do contexto, elaboração de programas de trabalhos.. •. Organização, equipes e integração do pessoal: Definição, alcance, missão e linhas de ação, delineamento de responsabilidades, Plano de negócios, plano de recursos humanos, motivação do pessoal.. •. Aquisição e Transferência de tecnologias: Conhecimento e avaliação de mercados tecnológicos, negociação com fornecedores.. A competitividade é determinada em grande medida, pela capacidade de inovação da empresa e, em decorrência, pela qualidade da gestão que é realizada. Essa capacidade materializa- se em três elementos fundamentais: a qualidade de seus produtos, a qualidade de serviços de comercialização e serviços pós-vendas e preços. Vários aspectos destes fatores podem ser potencializados através de um eficiente gerenciamento de informações dentro de uma organização, uma das ferramentas fundamentais dentro deste processo atualmente é a Tecnologia da Informação (TI). 2.2.2 Tecnologia da Informação. A sociedade tem utilizado as novas tecnologias em larga escala, em todos os níveis, causando mudanças profundas na comunidade. Estas mudanças têm, por um. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(22) 21. lado, proporcionado facilidades e progressos, principalmente no que tange às novas tecnologias de informação. Segundo Baker (1985, s.p.), "a Tecnologia da Informação é o conjunto de recursos. não. humanos. dedicados. ao. armazenamento,. processamento. e. comunicação da informação e a maneira como esses recursos estão organizados num sistema capaz de executar um conjunto de tarefas". A TI não se restringe a equipamentos (hardware), programas (software) e comunicação de dados. Existem tecnologias relativas ao planejamento de informática, ao desenvolvimento de sistemas, ao suporte ao software, aos processos de produção e operação, ao suporte de hardware. De acordo com Ortolani (1995, s.p.): cada organização, pública ou privada, possui um público-alvo para o qual atua produzindo bens ou serviços. No caso de empresas, este público é o consumidor, enquanto que para a organização pública, o público-alvo, em sua instância final, é o cidadão. O recurso administrado em ambos os casos é a informação.. O uso da TI pelo setor privado tem como objetivo alcançar o máximo de benefícios dessa tecnologia de forma a obter vantagem competitiva em relação aos concorrentes. A TI se torna, portanto, uma ferramenta que vem a contribuir na eficácia organizacional, internamente à empresa, e na competitividade, no ambiente externo da organização. Se para a organização pública não é vital o ganho de competitividade, qual a importância da TI nessas organizações? A melhoria dos serviços prestados, isto significa que, além de melhorias no ambiente interno da organização, pelo aumento da eficácia organizacional (agilização de processos, da estrutura, da comunicação e a eliminação da burocracia), o uso estratégico da TI e a administração dos recursos de informática pode (e deve) melhorar o atendimento da população e os serviços prestados ao cidadão. Ainda citando Ortolani (1995) quando uma organização, pública ou privada, não consegue desempenhar adequadamente sua missão, surgem forças externas (concorrentes, no caso da organização privada; outras entidades - públicas, privadas ou governamentais, no caso da organização pública) que assumem seu papel (fatia. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(23) 22. de mercado para o setor privado ou competência para o setor público) levando-a à extinção (falência, na iniciativa privada ou deterioração, na área pública). Se o Estado deixa de executar de forma eficaz seu papel, surgem grupos organizados que proverão à população suas necessidades, passando a exercer um forte domínio sobre a mesma, influenciando-a conforme seus interesses. Portanto, a gestão da TI na administração pública deve vislumbrar não apenas o contexto interno da organização que visa obter a eficácia organizacional, mas principalmente o ambiente externo, que diferencia os serviços prestados ao cidadão, contribuindo para uma atuação eficaz do poder público na área de atuação de sua competência.. 2.3 GESTÃO ESTRATÉGICA A Gestão estratégica procura evidenciar, dentro de uma organização, os diferenciais que ela possui em relação às empresas semelhantes. A gestão estratégica procura fornecer uma direção estratégica, ou seja, estabelecer valores a partir das questões como objetivos da empresa e iniciativas e esforços que devem ser concentrados para atingí-los. 2.3.1 Contextualizando a Gestão Estratégica. Segundo Estevão (2001, s.p.): A gestão estratégica é, assim, apesar da dificuldade de encontrar uma definição universalmente aceita, um processo global que visa a eficácia, integrando o planeamento estratégico (mais preocupado com a eficiência) e outros sistemas de gestão, responsabilizando ao mesmo tempo todos os gestores de linha pelo desenvolvimento e implementação estratégica; ela é um processo contínuo de decisão que determina a performance da organização, tendo em conta as oportunidades e ameaças com que esta se confronta no seu próprio ambiente mas também as forças e fraquezas da própria organização.. Segundo Tachizawa (2001) entende-se por gestão estratégica um processo contínuo, através do qual uma organização norteia a elaboração de sua missão, objetivos e metas, e seleciona as melhores formas para atingir tais objetivos em determinado período de tempo, esse processo deve ser flexível e adaptar-se de forma constante às necessidades que venham a surgir ao longo da vida da empresa.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(24) 23. Ainda de acordo com Tachizawa (2001), a gestão estratégica apresenta um conjunto de características que a distinguem de outros processos (como o de planejamento estratégico, que é um dos seus componentes essenciais) dentre os quais destacam-se as seguintes: •. é um processo integral; implica a orquestração de todos os recursos da organização para a obtenção de vantagens competitivas;. •. é contínua e iterativa, isto é, consiste de uma série de etapas que são repetidas de modo cíclico, exigindo um reajustamento contínuo;. •. propicia um enquadramento que orienta a condução de outras fases da gestão (tais como a fase do orçamento, avaliação de recursos, elaboração de programas, entre outros);. •. valoriza a flexibilidade e a criatividade, mantendo uma articulação interna mais débil de todos os componentes e processos organizacionais;. •. é difícil de realizar, dado exigir que a organização, em vez de aguardar o desenrolar dos acontecimentos ou das crises, corra o risco de escolher alternativas;. •. ambiciona. construir. o. futuro. da. organização,. trabalhando. numa. perspectiva de longo prazo. A Gestão Estratégica é, portanto, um gerenciamento de diversos aspectos organizacionais, entre eles, recursos, processos, planejamento e controle, com o intuito de contribuir no processo decisório das ações da empresa A Gestão Estratégica age através da observação do ambiente interno e externo da organização, identificando seus pontos fortes e fracos (ambiente interno), e ameaças e oportunidades (ambiente externo) que possam servir de base para um planejamento. 2.3.2 Apresentação da Metodologia SWOT. A análise SWOT é uma metodologia utilizada na formulação da estratégia competitiva da empresa, onde são identificados, fornecendo informações para posterior análise, os seguintes itens (Porter, 1989):. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(25) 24. S – Strength (Pontos Fortes): Fatos, recursos, ou outros fatores do ambiente interno, que podem significar uma vantagem da organização em relação aos concorrentes e/ou um diferencial no cumprimento de sua missão. W – Weakness (Pontos Fracos): Deficiências ou limitações que podem restringir o desempenho da organização, identificados no ambiente interno. O – Opportunities (Oportunidades): Fatos ou situações do ambiente externo, que a organização pode vir a explorar com sucesso. T – Threats (Ameaças): Situações do ambiente externo com potencial de impedir o sucesso da organização. Segundo Tarapanoff (2001), a técnica SWOT insere-se no campo de análise de ambientes (interno e externo). Neste tipo de análise os pontos fortes e pontos fracos dizem respeito ao ambiente interno da empresa, enquanto as oportunidades e ameaças tratam do ambiente externo da mesma. No ambiente interno procura-se identificar aspectos positivos como recursos ou capacidades que a organização pode usar efetivamente para alcançar seus objetivos, competências distintas, também são investigadas situações negativas que possam vir a inibir o bom desempenho da empresa, como falta de habilidade dos funcionários e equipamentos obsoletos. Na análise do ambiente externo são analisados os aspectos positivos e negativos que possam influenciar o desenvolvimento da organização, como tendências de mercado, legislações restritivas, novas tecnologias ou concorrentes. A técnica SWOT (..) É comumente empregada em processos de planejamento estratégico, para avaliação do posicionamento da organização e de sua capacidade de competição. Contribui para a estratégia competitiva da organização. Técnicas de monitoramento e de verificação dos ambientes interno e externo, são essenciais para a análise e planejamento empresariais, contribuindo para a diversificação das oportunidades de melhorias a serem estudadas, bem como por tomadas de decisões quanto a produtos e serviços. (Tarapanoff, 2001, p.209). A metodologia SWOT tem por objetivo a busca de estratégias inovadoras de atuação, gerar subsídios para que se explore de forma eficaz as oportunidades e minimizar as ameaças através da utilização dos pontos fortes da organização e da correção dos pontos fracos existentes. A matriz SWOT faz a identificação do diferencial competitivo das organizações, fornecendo informações necessárias que. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(26) 25. permitem uma consistente avaliação do ambiente interno e dos impactos do ambiente externo, coerente com os recursos disponíveis. A análise de ambiente serve, ainda para ajudar a uniformizar o entendimento sobre questões-chave para a organização – uma padronização de diversas formas de perceber e entender as variáveis ambientais. Esse tipo de técnica pode ser considerada uma espécie de filtro, por meio da qual a informação ambiental deve chegar ao processo decisório da organização. A análise SWOT, devidamente aplicada, fornece as informações necessárias e permite uma consistente avaliação do ambiente interno e dos impactos do ambiente externo, coerente com os recursos disponíveis. De acordo com Tarapanoff (2001), a análise SWOT é aplicada em estágios preliminares do processo decisório, normalmente como uma etapa – análise de ambiente – dentro do planejamento estratégico da organização (conforme figura 01). Dessa forma, é recomendável o uso da técnica SWOT após a definição da missão da organização, a análise SWOT pode ser feita por indivíduos ou por equipes.. Pontos forte e fracos (ambiente interno). Oportunidades e ameaças (ambiente externo). Estratégia Figura 1: Formulação da estratégia SWOT. Fonte: adaptado de Silveira apud Tarapanoff, 2001.. Tarapanoff (2001) expõe que a análise SWOT é composta basicamente por três etapas, através das quais são obtidos três produtos. A primeira etapa consiste em relacionar em uma lista, os pontos fortes e pontos fracos relativos ao ambiente interno da organização, além das oportunidades e ameaças provenientes do ambiente externo da mesma, a composição desta listagem, primeiro produto da análise, pode ser realizada através de técnicas como o brainstorming, questionários e entrevistas.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(27) 26. A Segunda fase da técnica SWOT consiste em classificar a listagem obtida na etapa anterior, ordenando os fatores estabelecidos, do mais importante para o menos importante, esta classificação deve ser realizada considerando-se o cumprimento dos objetivos da organização. Como resultado desta segunda fase, pode-se obter uma visualização clara dos aspectos que provocam maior impacto no potencial de ação da empresa, além de identificar quais são os fatores, provenientes do ambiente externo que exercem maior pressão sobre a mesma. A terceira etapa é construir e validar uma matriz, relacionando os diversos fatores levantados, para identificação de aspectos críticos e de situações que exijam uma atenção especial. Oportunidades Oportunidade 1 Oportunidade “n” Pontos fortes (A) (A) Pontos fracos (C) (C). Ameaças Ameaça 1 (B) (D). Ameaça “n” (B) (D). Figura 2: A Matriz SWOT Fonte: Silveira apud Tarapanoff, 2001. Adaptado de Ansoff, 1993.. Construída e validada, a matriz SWOT será utilizada para definição da estratégia organizacional, que deve levar em conta não apenas a posição atual dos fatores, mas as expectativas de alteração, a partir dos esforços da organização ou de cenários alternativos aplicados ao ambiente. Ainda de acordo com Tarapanoff (2001), com relação à figura 02: Os fatores indicados como A devem ser estudados para verificação de sua capacidade de sustentação ao longo do período futuro de alcance do planejamento. Fatores indicados como B devem contribuir no controle das ameaças, e devem Ter asseguradas e fortalecidas suas condições de operacionalidade. Fatores classificados como C podem comprometer o aproveitamento de oportunidades, o que torna necessário definir um plano de correção ou eliminação desses fatores, de acordo com as oportunidades priorizadas pela organização. Já os fatores do tipo D requerem estudos específicos para determinar o risco envolvido de acordo com grau de vulnerabilidade imposto pelas ameaças.. As estratégias a serem definidas devem considerar os parâmetros da instituição que norteiam o desenvolvimento da ação organizacional. Desta forma, os resultados da análise SWOT, juntamente com a missão e a visão determinadas para a empresa, devem contribuir para a elaboração de uma estratégia capaz de. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(28) 27. perceber as variações do ambiente interno e externo da empresa, que podem vir a comprometer a instituição no objetivo de concretizar a sua missão. Percebe-se, portanto, que um ponto importante a ser destacado, é que a análise não deve ser realizada sem considerar a missão da instituição. Além, disso, todos os setores da empresa, devem traçar seus objetivos em consonância com esta missão.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(29) 28. 3. METODOLOGIA. Neste capítulo apresenta-se a definição do universo pesquisado, os métodos que foram utilizados para a obtenção e tratamento dos dados e as limitações do estudo.. 3.1 POPULAÇÃO E AMOSTRA. Neste trabalho, para a realização do objetivo proposto que é fazer um diagnóstico da introdução de novas tecnologias no âmbito do ensino superior público, concentrou-se a pesquisa em uma única instituição, caracterizando-se assim um estudo de caso. A Instituição de ensino superior escolhida foi a Universidade Estadual do Amazonas – UEA,. que iniciou suas atividades em 2001, apresentando como. diferencial o grande investimento em tecnologia aplicada à área da educação superior. Esta instituição trabalha atualmente com uma unidade central em Manaus e outras duas nos municípios de Itacoatiara, Tefé e Parintins.. 3.2 COLETA DE DADOS. A metodologia aplicada para o desenvolvimento do estudo foi um conjunto de busca por informações já existentes sobre o tema proposto e estudo de campo, através de visitas e entrevistas na IES estudada, onde foram coletados dados específicos sobre a instituição e onde foram feitas observações práticas sobre a realidade da mesma. As fontes de dados foram de ordem primárias e secundárias: •. Fontes primárias: entrevistas semi-estruturadas (roteiro em anexo) para levantamento,e complementação de dados não contidos no material fornecido pela instituição.. •. Fontes secundárias: documentos, relatórios, impressos de divulgação e cd roms. A instituição cedeu alguns documentos e relatórios que continham. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(30) 29. estatísticas, números e informações gerais sobre a universidade, bem como material impresso utilizado para divulgação de onde foram extraídos mais dados sobre o histórico da mesma. Além disso foram disponibilizados dois cd roms com mais material sobre a instiuição. A coleta de dados para a pesquisa foi realizada, primeiramente, através de levantamento de bibliografia. Nesta fase foram consultados temas relacionados ao estudo para a devida fundamentação teórica. A pesquisa bibliográfica justifica-se pela necessidade do pesquisador em aprofundar e amadurecer conceitos e demais aspectos sobre o assunto a ser pesquisado em estudos já realizados por outros autores. Além da biblioteca também foram consultados sites como o do MEC, Capes e UEA, onde estavam disponibilizadas informações de relevância para o estudo. Ainda na etapa de levantamento de dados, foi realizada em abril de 2003 uma visita à unidade central da IES foco do estudo, no Edifício Professor Samuel Benchimol, situado em Manaus, onde foram fornecidos materiais impressos e em meio multimídia que continham histórico e notícias sobre a mesma. Outras duas visitas foram realizadas ao local onde foi possível conhecer a estrutura da instituição, viabilizando levantamento dos recursos tecnológicos empregados e levantamento fotográfico. Durante as visitais foi fornecido material com informações sobre as outras unidades de Manaus, além de Parintins e Tefé, através de meio eletrônico. Posteriormente, foi realizada uma entrevista, de caráter semi-estruturado, com o coordenador geral da CPD (Central de Processamento de Dados), Sr. Ademar Teixeira, com a finalidade específica de levantar informações sobre as dificuldades encontradas no processo de introdução das novas tecnologias na Universidade e demais dados que não constavam no material fornecido pela instituição. O fato da etapa de entrevista ter se limitado à um funcionário justifica-se por: a) a escolha do sujeito da entrevista deve-se ao fato de que a presente pesquisa concentra-se no estudo da variável tecnológica da instituição, e todos os fatores relacionados a este aspecto, como a aquisição das tecnologias, sua implantação, dentre outros, são geridos pela CPD.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(31) 30. b) este departamento possui reduzido número de funcionários, que trabalham em diferentes turnos, tornando inviável a consulta a cada um deles. c) com exceção do coordenador geral, a atuação dos demais integrantes deste departamento limita-se ao monitoramento e à manutenção dos equipamento, não sendo interessante, portanto, para os fins propostos neste estudo, concentrar a entrevista nestes funcionários. Outro aspecto para a escolha do sujeito da entrevista foi o fato da entrevista estar voltada principalmente a colher dados que não estavam disponíveis nos documentos impressos, especialmente o aspecto da adaptação do fator humano à introdução de novas tecnologias na instituição. O coordenador geral da CPD tem, entre outras atribuições, a responsabilidade de atender aos funcionários no sentido de prepará-los para a utilização dos aparatos tecnológicos, gerenciando os cursos, detectando as deficiências dos mesmos e recolhendo as sugestões das pessoas. Durante a entrevista foram feitos questionamentos sobre que tipo de preparação e treinamento recebem os funcionários, para tornarem-se aptos para lidarem com as inovações implantadas na instituição, como foi a receptividade dos funcionários, se todos os equipamentos implantados na fundação são realmente utilizados, qual a previsão para implantação de outros tipos de equipamentos, qual a maior reclamação dos funcionários e alunos em relação às tecnologias utilizadas na UEA e que tipo de manutenção é feita nos recursos tecnológicos adotados na instituição. É importante destacar, novamente, que a entrevista possuía caráter semi-estruturado, ou seja, um roteiro de perguntas foi considerado apenas com o objetivo de direcionar a consulta aos pontos mais relevantes para a pesquisa, por esta razão, foram considerados todos os comentários realizados pelo coordenador durante a entrevista, mesmo que estes, não correspondessem a respostas para perguntas originalmente incluídas no roteiro.. 3.3 TRATAMENTO DOS DADOS Os dados levantados durante a fase anterior, ou seja, o levantamento das tecnologias utilizadas na IES estudada foram classificadas em dois segmentos:. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(32) 31. tecnolgias aplicadas no processo didático e tecnologias aplicadas no processo administrativo. Tal classificação foi adaptada de classificações de tecnologias que são apresentadas no decorrer da fundamentação teórica. Descreve-se também as funções e de que forma são utilizadas cada uma dessas tecnologias. A análise de dados foi realizada com base na metodologia SWOT e suas etapas, os dados foram, primeiramente, enumerados em uma lista onde descreveuse os pontos fortes e pontos fracos das tecnologias identificadas da instituição, estes fatores relacionam-se ao ambiente interno da organização. Ainda nesta listagem, foram enumeradas as ameaças e oportunidades relativas à utilização de tais tecnologias, itens que dizem respeito a fatores externos à organização. Após a elaboração desta lista, seguiu-se a estruturação de um quadro onde os elementos dispostos na lista foram classificados em ordem de importância, permitindo assim, formar um diagnóstico sobre as tecnologias adotadas na IES e fornecendo base para posterior reflexão, sobre as ações mais importantes a serem consideradas para maior aproveitamento dos pontos fortes e oportunidades e redução dos pontos fracos e ameaças.. 3.4 LIMITAÇÕES DO ESTUDO. O presente estudo sofreu diversas limitações, dentre elas: •. Limitações de amostras: Por se tratar de um estudo de caso, as reflexões e conclusões originadas somente dizem respeito ao caso específico em questão, não podem ser extendidos ao universo maior que se relaciona ao problema, sendo para isso necessárias pesquisas em outras amostras, ou, seja, as conclusões não podem ser generalizadas.. •. Tamanho da amostra: Reduzido número de pessoas entrevistadas. A entrevista foi concentrada no coordenador geral da CPD. Alguns funcionários deste setor e do NUTEC (Núcleo de tecnologia), responsáveis pela introdução e manutenção dos aspectos tecnológicos da universidade, foram consultados, apenas para recolher material informativo, como impressos.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

(33) 32. O estudo vem contribuir para reflexões sobre a introdução de novas tecnologias no ensino superior público, especialmente, por tratar-se de um caso referente ao Estado do Amazonas, onde ainda existem poucas referências sobre o tema.. PDF created with FinePrint pdfFactory Pro trial version www.pdffactory.com.

Referências

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