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Academic year: 2021

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Produção de cebola no Norte de Minas, consorciada com alface em

diferentes densidades

Leandro da Silva Santos1; Wagner Ferreira da Mota1; Luan M. S. Donato1; Janiele Cássia B Vieira1 ; Gleika Larisse O. D de Souza1.

1UNIMONTES- Centro de Ciências agrárias, Rua Reinaldo Viana, 2.630, Bico da Pedra, Janaúba, MG,

e-mail: [email protected],[email protected],[email protected],

[email protected], [email protected]

RESUMO

O presente trabalho teve com objetivo avaliar o desempenho da cultura de cebola em função do estabelecimento do consorcio com alface em diferentes densidades populacionais. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados completos com quatro repetições, sendo os tratamentos arranjados em esquema fatorial 4 x 4. Os tratamentos resultaram da combinação de quatro populações de plantas de cebola com quatro de plantas de alface (ambas correspondentes a 100%, 80%, 60% e 40% das populações recomendadas nos cultivos solteiros). As características avaliadas foram: produção total, produção comercial, produção não comercial, produtividade total, produtividade comercial, produtividade não comercial, quantidade de bulbos comerciais e quantidade de bulbos não comerciais. Foi possível concluir que o estabelecimento do consorcio afetou o desempenho agronômico da cebola, e

a alface e de 80% para cebola propiciaram maior produtividade comercial para a cultura da cebola. PALAVRAS-CHAVE: Lactuca sativa L., Allium cepa, população de plantas, densidade e consórcio.

ABSTRACT

Onion yield in the North of Minas Gerais intercropping with lettuce in different densities of planting

Onion of This work aimed at evaluating the agronomic performance of the crop of onion in relation to the establishment of lettuce intercropping at different densities. The experimental design adopted was the complete randomized blocks with four replications, with treatments arranged in a 4 x 4 factorial scheme. The treatments resulted from a combination of four populations of onion plants with four plants of lettuce (both corresponding to 100%, 80%, 60% and 40% of recommended populating in cropping). The evaluated characteristics were: total, commercial

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commercial, non-commercial productivity, amount of commercial and non-commercial bulbs. It was possible to conclude that the intercropping establishment affected the agronomic performance of onion, and that the populations of 60% for the lettuce and

80% for onion provided greater commercial productivity for the onion culture.

KEYWORDS: Lactuca sativa L.,

Allium cepa, plant population, density

and intercropping.

INTRODUÇÃO

A cebola (Allium cepa L.) pertence à família Liliaceae, sendo originária da Ásia Central, é uma espécie bienal, que sob condições normais, produz bulbos no primeiro ano e sementes no segundo ano (Costa et al., 2002). No Brasil, a cebola ocupa o terceiro lugar em relação a sua importância econômica. Em 2006, a produtividade média nacional, de acordo com o IBGE (2006), foi de 20,4 t ha-1. Segundo a FAO (2004), o Brasil é o nono produtor mundial de cebola, e o primeiro lugar da América do Sul, seguido pela Argentina, Colômbia e Peru. Entretanto, as produtividades nacionais obtidas nos últimos anos encontra-se abaixo das alcançadas em outros países como o Chile e Peru, com 47,6 e 28,7 t/ha, respectivamente.

O consórcio de hortaliças tem se mostrado como uma importante alternativa de produção, principalmente para os pequenos produtores que cultivam áreas pequenas, seja no interior ou nos cinturões verdes próximo dos grandes centros urbanos do país buscando um maior aproveitamento da área disponível para o cultivo, desta forma, ele maximiza todos os recursos disponíveis, tais como mão-de-obra, capinas, adubações, aplicações de defensivos entre outros tratos culturais, conseguindo assim um maior lucro (Caetano et al.,1999).

A escolha do sistema de consórcio visa buscar sempre um adicional na colheita. Este lucro é ditado pela introdução da segunda cultura, sem afetar negativamente a produtividade da cultura principal, isto é, aquela que possui ciclo mais longo e a mesma densidade populacional do respectivo monocultivo. Neste sentido, devem ser feitos estudos visando entender melhor as variáveis envolvidas no consorcio (Gliessman, 1990).

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A cultura da alface é uma boa alternativa para o consorcio com a cebola, pois possui um porte pequeno e ciclo curto. Uma dos fatores que afetam o rendimento da produção é a densidade de plantio adotada, que deve ser trabalhada no sentido de alcançar a população mais adequada possível, buscando maximizar o potencial produtivo da cultura. Assim, Mascarenhas et al. (1993) afirmam que a baixa qualidade e produtividade da cebola são atribuídas à densidade de plantio inadequada. Sendo assim, o estudo da densidade de plantas se torna relevante na busca de maiores produções com tal cultura.

Este trabalho objetivou-se em avaliar o efeito de diferentes densidades de plantas de cebola e alface em consorcio na produção de cebola.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido na Horta de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, Campus de Janaúba-MG. Essa região se encontra inserida no semi-árido brasileiro, tendo o município as coordenadas de 15°47'18" de latitude Sul e 43°18'18" de longitude oeste, com altitude de 515 metros e clima Aw segundo a classificação de Köppen (Jacomine et al., 1979). A precipitação média anual é de 740 mm, dos quais 85% ocorrem entre os meses de novembro e março, com média de temperaturas mínimas e máximas de 19,5 e 32°C respectivamente (Souto, 2001). O solo onde foi instalado o experimento é um solo do tipo Neossolo Flúvico.

Antes da instalação do experimento foram retiradas amostras de solo da área experimental a 20 cm (centímetros) de profundidade. Posteriormente houve preparo do solo, com aração e gradagem e levantamento dos canteiros com 30 cm de altura e largura de 1 metro. A adubação foi feita de acordo com a interpretação da análise de solo que indicaram os seguintes resultados: pH(CaCl2)= 6.4; P resina=55.9mg dm-3 ; matéria orgânica=2,6g dm-3. Os valores de H+AL; Ca; Mg expressos em cmol dm-3 foram: 1,3; 4,3 e 1,0 e os de K; B; Cu; Fe; Mn; e Zn respectivamente expressos em mg dm-3 de 128; 0,3; 1,8; 49,1; 30,6 e 6,7. A análise física indicou 71; 20 e 9 de areia, argila e silte, respectivamente.

O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados completos com quatro repetições, sendo os tratamentos arranjados em esquema fatorial 4 x 4. Os

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Rapids TBR) 40%(20x50), 60%(20x30), 80%(20x 25) e 100%(20x20) da população recomendada no cultivo solteiro, com quatro populações de plantas de cebola (Texas Early Grano 502) 40%(20x12), 60%(20x8), 80%(20x6) e 100%(20x5),da população recomendada no cultivo solteiro. Os níveis populacionais recomendados no cultivo solteiro são 250.000 plantas.ha-1 para a alface (Silva, 1999) e 1000000 plantas.ha-1 para a cebola. Sem levar em consideração os 30% de área de trânsito, composta de corredores e estradas. Para as características de produtividade das culturas, foram realizadas correções para 70% da área total plantada.

Cada parcela no sistema consorciado foi constituída por cinco fileiras de cebola e quatro fileiras de alface. As parcelas apresentaram largura de 1,00 m e 2,00 m de comprimento, com área total de 2,00 m2. Para a avaliação da cebola e da alface foram consideradas as três e duas fileiras centrais, respectivamente. Desprezando-se ainda a primeira e a última planta em cada linha, assim a área útil foi de 0,96 m2 para a cebola e de 0,64 m2 para a alface. Desta forma, cada bloco foi um canteiro com 1,00 m de largura por 16 m de comprimento, desconsiderando os espaços entre parcelas.

Em cada parcela experimental foi fixado o espaçamento entre linhas, variando o espaçamento entre plantas dentro da linha em função das populações a serem estudadas. Desta forma o espaçamento de plantio, bem como o número total de plantas na área, variou de acordo com cada nível populacional em cada combinação entre as populações de alface e cebola.

Posteriormente os bulbos foram separados e pesados em suas respectivas classes: comercial (diâmetro acima de 35 mm); não comercial (diâmetro inferior a 35 mm) e refugos (bulbos com algum defeito). As variáveis analisadas foram as seguintes para cebola: 1 - Produção total em t.ha-1(soma das produções comerciais e não comerciais); 2 - Produção comercial em t.ha-1 (peso de bulbos com diâmetro superior a 35 mm); 3 - Produção não comercial em t.ha-1 (peso de bulbos com diâmetro inferior a 33 mm). Os dados foram interpretados por meio de análise de variância e de regressão. Os modelos dos fatores quantitativos foram escolhidos com base na significância dos coeficientes de regressão utilizando-se o teste de t de Student ao nível de 5% de probabilidade.

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RESULTADO E DISCUSSÃO

O número de bulbos comerciais elevou com o aumento das densidades de alface e cebola, atingindo valores máximos com população de cebola de 87,4% e 66,8% para populações de alface. Posteriormente houve redução desses valores provavelmente em função da competição entre plantas por água, luz e nutrientes, elevando mais significativamente o número de bulbos não comerciais. Pois, o mesmo elevou linearmente com aumento da densidade de cebola (Figura 1 A). Entretanto, o incremento da densidade de alface reduziu esse número até a população de alface 72,4%, com posterior elevação até 100% de alface (Figura 1 B).

Reghin et al. (2004) verificaram, em trabalhos realizados em Ponta Grossa-PR, que o rendimento total de bulbos de cebola foi aumentado de acordo com o incremento na densidade de plantas, porém com redução do tamanho dos bulbos. Rumpel & Felczynski (2000) também verificaram que a produção de bulbos graúdos é gradativamente decrescente com o aumento da população de plantas. Resende & Costa (2005) também verificaram redução linear na produção de bulbos não comerciais com o aumento do espaçamento entre plantas.

A produção total aumentou linearmente com o aumento da densidade da cebola (Figura 2 A). Porém com o aumento da densidade de alface houve elevação até 65,2%, com posterior decréscimo da produção (Figura 2 B). A produção comercial elevou com o aumento das densidades de alface e cebola, atingindo valores máximos de 81,2% e 59,5%, respectivamente, com posterior redução. A produção não comercial de cebola só sofreu interferência das populações dela própria, aumentando linearmente em função do aumento na densidade de plantas.

A produtividade total aumentou linearmente com a população de cebola (Figura 3 A). Entretanto, o incremento da população de alface elevou a produtividade até 65,4%, havendo posterior queda até a população de 100% de alface (Figura 3 B). Já a produtividade comercial reagiu igualmente à produção, ou seja, a produtividade comercial da cebola elevou com o incremento das densidades de alface e cebola atingindo os valores máximos nas populações de 81,5% para cebola e 59,5% para alface. A produtividade não comercial aumentou linearmente com o incremento da densidade da cebola.

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Como observado no número de bulbos, as reduções de produção e produtividade comercial, a partir das populações que apresentaram produção máxima, ocorreram devido a maior competição por água, luz e nutrientes. A produção e produtividade total elevaram linearmente, mesmo após a produção máxima comercial observada, em função da elevação do número de bulbos não comerciais. Verifica-se então que em condições de cultivo consorciado o espaçamento utilizado no cultivo convencional solteiro de cebola, ou seja, 20 x 5cm (população de 100% de cebola), e de alface (20 x 20cm – 100% de alface), não são recomendados para o cultivo de cebola consorciada. As populações comerciais que geraram maiores produtividade comerciais de cebola, obtidas no presente trabalho foram 80% (81,5%) para alface e 60% (59,5%) para cebola. Trabalho realizado com a cultura da Alface cv. Vera relatara, diferentemente do presente trabalho, teve o máximo rendimento com 100% de densidade entre linhas e entre as plantas (Lima et al., 2004).

Os resultados indicaram influencia do espaçamento sobre o rendimento agronômico da cebola, tendo uma maior interferência das populações de alface sobre a cebola. Conclui-se ainda que o consorcio da alface com a cebola aumenta a produção da cebola, Conclui-sendo a população de alface de 60% e de cebola de 80% que apresentaram melhor resultado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

CAETANO LC; FERREIRA JL; ARAÚJO ML. 1999. Produtividade de cenoura alface em sistema de consorciação. Horticultura Brasileira 17: 143-146.

COSTA ND; LEITE DL; SANTOS CAF; CANDEIA JA; VIDIGAL SM. 2002. Cultivares de cebola. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 23, n. 218, p. 20-27. FAO. 2004 Agricultural production, primary crops. Disponível em: <http://www.fao.org> . Acesso em: 4 de abril de 2011.

GLIESSMAN SR. 1990. Researching the Ecological Basis for Sustainable Agriculture. Agroecology: Researching the Ecological Basis for Sustainable Agriculture. 3-10. p.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2006. Produção agrícola.

Pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas. Disponível em: <http://www.sidra.ibge.gov.br> . Acesso em: 2 abril de 2011. JACOMINE PKT. 1979. Levantamento exploratório-reconhecimento de solos do Norte de Minas Gerais. EMBRAPA-SUDENE, 408p.

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LIMA AA; MIRANDA EG; CAMPOS LZO; CUZNATO JÚNIOR WH; MELO SC; CAMARGO MS. 2004. Competição das cultivares de alface Vera e Verônica em dois espaçamentos. Horticultura Brasileira 22(2): 314-316.

MASCARENHAS MHT. 1993. Cebola. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 14, n. 163, p. 69-73.

REGHIN MY; OTTO RF; JACOBY CFS; OLINIK JR; OLIVEIRA RP. 2004. Efeito da densidade de plantas no rendimento de bulbos com diferentes cultivares de cebola. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE OLERICULTURA, 44. Anais... Campo Grande: CD ROM.

RESENDE GM; COSTA ND. 2005. Produtividade e armazenamento de cebola cv. Alfa Tropical cultivada em diferentes espaçamentos. Horticultura Brasileira 23: 1010-1014. RUMPEL J; FELCZYNSKI K. 2000. Effect of plant density on yield and bulb size of direct sown onions. Acta Horticulturae, Bari, v. 533, p. 179-186.

SILVA AB. 1999 Ambientes e uso agrícola do Município de Camocim de São Félix (PE). Viçosa: UFV, 201p. (Tese doutorado).

SOUTO RF; RODRIGUES MG; MENEGUCCI JLP. 1998. Situação da bananicultura no Norte de Minas Gerais. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO SOBRE BANANICULTURA, 4. Anais...Campo Grande: [s.n.]. p. 29-53.

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0 0,5 1 1,5 2 2,5 40 60 80 100 Populações de cebola P ro d u ç ã o d a c e b o la *P.T. *P.T C. *P.T N.C. Y = 0,9970+0,0109X R2 = 0,9516 Y = -0,2065 + 0,0422X-0,00026X2 R2= 0,9715 Y = 0,0278+0,006168X R2 = 0,8645 1 6 11 16 21 26 31 36 41 40 60 80 100 Populações de cebola N ú m e ro d e b u lb o s *N.B.C *N.B.N.C Y = -5,7812+0,9265X-0,0053X2 R2 = 0,9878 Y = 1,7875+0,2762X R2 = 0,9492 1 6 11 16 21 26 31 36 40 60 80 100 Populações de alface N ´m e ro d e b u lb o s *N.B.C. *N.B.N.C. Y = -4,6312+1,1753X-0,0088X2 R2 = 0,8777 Y = 37,0375-0,4925X+0,0034X2 R2 = 0,9367

Figura 1 – Numero de bulbos comerciais e não comerciais em função das populações de cebola e alface. (Number of commercial and non-commercial bulbs in function of the onion and lettuce populations.).

*NBC = Número de Bulbos Comerciais; *NBNC = Número de Bulbos Não Comerciais.

1 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 1,9 2 40 60 80 100 Populações de alface P ro d u ç ã o d e c e b o la *P.T. *P.T. C. Y = 0,8279+ 0,0339X-0,00026X2 R2 = 0,8661 Y = -2,6442+1,0633X0,5 -0,0689X R2 = 0,7459

Figuras 2 – Produções comerciais e não comerciais em função das populações de cebola e alface. (Commercial and non-commercial productions in function of the onion and lettuce populations.).

*P.T. = Produção Total; P.Total Comercial; *P.T.C. = Produção Total Comercial; *P.T.N.C. = Produção Total Não Comercial.

B B A

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1 6 11 16 21 26 40 60 80 100 Populações de cebola P ro d u ti v id a d e d a c e b o la *P.T. *P.T C. *P.T N.C. Y = 10,3854+0,1145*X R2 = 0,9516 Y = -2,1510+0,4399X-0,0027X2 R2 = 0,9715 y = 0,2903+0,0642X R2 = 0,8645 1 6 11 16 21 26 40 60 80 100 Populações de alface P ro d u ti v id a d e d a c e b o la *P.T. *P.T. C. y = 8,6243+0,3531X-0,0027X2 R2 = 0,8600 y = -27,544+11,0762X0,5-0,7180X R2 = 0,7459

Figura 3 – Produtividade de bulbos comerciais e não comerciais em função das populações de cebola e alface. (Productivity of commercial and non-commercial bulbs in function of the onion and lettuce populations.).

*P.T = Produtividade Total; *P.T.C = Produtividade Total Comercial; *P.T.N.C = Produtividade Total Não Comercial.

B A

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