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MANUAL DE PROCEDIMENTOS

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MANUAL

DE

PROCEDIMENTOS

INTERNAMENTO COMPULSIVO

PRESTAÇÃO SOCIAL PARA A INCLUSÃO

REGIME JURÍDICO DO MAIOR ACOMPANHADO

TESTAMENTO VITAL E DIRETIVAS ANTECIPADAS DE VONTADE

COMISSÃO MUNICIPAL DE PESSOAS IDOSAS E OU

DEPENDENTES DE SANTARÉM

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1 FICHA TÉCNICA

Manual de Procedimentos e Boas Práticas

Comissão Municipal de Proteção de Pessoas Idosas e/ou Dependentes de Santarém

Câmara Municipal de Santarém (Coordenação) ACES Lezíria

APPACDM de Santarém

APAV – Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém Associação A FARPA

Associação para o Desenvolvimento Social e Comunitário de Santarém Guarda Nacional Republicana

Hospital Distrital de Santarém

Instituto da Segurança Social, IP – Centro Distrital de Santarém Polícia de Segurança Pública

Santa Casa da Misericórdia de Pernes Tribunal de Santarém

União de Freguesias S. Vicente do Paul e Vale Figueira

Santarém Junho 2020

(3)

2

INDICE

Apresentação

Internamento Compulsivo --- 4

Prestação Social para a Inclusão --- 9

Regime Jurídico do Maior Acompanhado --- 37

(4)

3

APRESENTAÇÃO

O Manual de Procedimentos surge no seguimento do trabalho desenvolvido pela Comissão Municipal de Proteção de Pessoas Idosas e/ou Dependentes de Santarém (CMPPID), de acordo com a legislação vigente. A CMPPID Santarém foi criada em outubro de 2016, tendo já realizado diversas ações e atividades.

Das atividades realizadas que visaram a abordagem de determinadas temáticas no sentido de esclarecer procedimentos e de sensibilizar para a utilização dessas medidas resulta este Manual de Procedimentos e Boas Práticas.

Pretende-se pois, dar a conhecer orientações e procedimentos, de forma clara e sistematizada, que pela sua importância, têm sido alvo de divulgação e análise. Esta primeira versão do manual de procedimentos poderá futuramente vir a incluir novos conteúdos e será revista sempre que se considere necessário atualizar os procedimentos e informação nela incluídos.

Desejamos que seja um instrumento útil de trabalho, para instituições, profissionais, famílias, cuidadores, pessoas singulares e comunidade em geral no sentido de uniformizar formas de atuação, apoiadas em diretivas nacionais, que promovem as melhores praticas na defesa dos direitos das pessoas idosas e ou dependentes e dos seus cuidadores.

(5)

4

INTERNAMENTO COMPULSIVO

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5 COMISSÃO MUNICIPAL DE PESSOAS IDOSAS E OU DEPENDENTES DE

SANTARÉM

VERSÃO 1.0 Workshop realizado

a 15 de junho de 2018 PROCEDIMENTO: Internamento Compulsivo

DESTINATÁRIOS

Profissionais de saúde, profissionais da área social, famílias e comunidade em geral.

OBJETIVOS

● Esclarecer o conceito de Internamento Compulsivo (IC) e a legislação que o enquadra ● Uniformizar procedimentos no desencadear do IC

ENQUADRAMENTO

O IC foi enquadrado pela Lei de Saúde Mental n.º 36/98 (Diário da República n.º 169/1998, Série I-A de 1998-07-24) que no seu artigo 1º estabelece os princípios gerais da política de saúde mental e

regula o internamento compulsivo dos portadores de anomalia psíquica, designadamente das pessoas com doença mental.

No artigo 8º determina como Princípios gerais:

1 – O internamento compulsivo só pode ser determinado quando for a única forma de garantir a submissão a tratamento do internando e finda logo que cessem os fundamentos que lhe deram causa. 2 – O internamento compulsivo só pode ser determinado se for proporcionado ao grau de perigo e ao bem jurídico em causa.

Admite como pressupostos no seu Artigo 12º:

1 – O portador de anomalia psíquica grave que crie, por força dela, uma situação de perigo para bens jurídicos, de relevante valor, próprios ou alheios, de natureza pessoal ou patrimonial, e recuse submeter-se ao necessário tratamento médico pode ser internado em estabelecimento adequado.

(7)

6 2 – Pode ser ainda internado o portador de anomalia psíquica grave que não possua o discernimento necessário para avaliar o sentido e alcance do consentimento, quando a ausência de tratamento deteriore de forma acentuada o seu estado.

O Artigo 13.º define quem tem Legitimidade para requerer o IC:

1 – Tem legitimidade para requerer o internamento compulsivo o representante legal do menor, o acompanhante de maior quando o próprio não possa, pela sentença, exercer direitos pessoais, qualquer pessoa com legitimidade para requerer a instauração do acompanhamento, as autoridades de saúde pública e o Ministério Público.

2 – (…) 3 – (…)

Alterado pelo Artigo 14.º da Lei n.º 49/2018 – Regime do Maior Acompanhado

PROCEDIMENTO

Fonte: Dra Helena Ponte e Sousa, 2018

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7

FLUXOGRAMA

Individuo em situação dos

pressupostos dispostos no

art.º 12 da Lei n.º 36/98

Fazer a denúncia na Saúde Pública (Delegado (a) Saúde) (*1) (*2)

Saúde Pública determina realização das diligências necessárias para ser realizada avaliação clínico-psiquiátrica

Individuo cumpre pressupostos?

Não Sim

Saúde Pública comunica ao Ministério Público para emissão de Mandado de

Condução pelas autoridades competentes

Processo finalizado

Autoridades conduzem o individuo ao serviço de saúde competente para

avaliação clinico-psiquiátrica.

Avaliação confirma pressupostos?

Não Sim

Não há Internamento Internamento

(9)

8

NOTAS:

*1 – Quem pode requerer a medida? – art.º 13º da Lei 36/98 – Legitimidade

*2 – Em impossibilidade de contatar a Saúde Pública, pode comunicar diretamente o Ministério Público que fará então o contato com a Autoridade de Saúde, seguindo o processo toda a sequência habitual.

*3 – O Internamento Compulsivo cessa assim que os pressupostos que lhe deram origem deixem de se verificar e o indivíduo tem alta.

*4 – Na primeira avaliação, antes do internamento, o médico (Psiquiatra) questiona se a pessoa entendeu a explicação e aceita ficar internado, se «Sim», deixa de ser um Internamento Compulsivo passando a verificar-se um Internamento Voluntário, se a resposta for «Não», então mantém-se a medida aplicada.

Siglas:

IC - Internamento Compulsivo

Referências bibliográficas:

Lei de Saúde Mental n.º 36/98 (Diário da República n.º 169/1998, Série I-A de 1998-07-24)

A CMPPID Santarém agradece aos intervenientes deste workshop:

Polícia de Segurança Pública

João Paulo Antunes (Comandante da Esquadra de Santarém)

Unidade de Saúde Pública do ACES Lezíria

Helena Ponte e Sousa (Delegada de Saúde)

Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do HDS

Paula Pinheiro (Médica Psiquiatra)

Cidália Assunção (Técnica Superior de Serviço Social)

Tribunal da Comarca de Santarém

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9

PRESTAÇÃO SOCIAL DE INSERÇÃO

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10 COMISSÃO MUNICIPAL DE PESSOAS IDOSAS E OU

DEPENDENTES

Prestação Social de Inserção

VERSÃO 1.0 Workshop de

Trata-se de uma prestação constituída por três componentes: a Componente Base, o Complemento e a Majoração.

Destinatários

A prestação pode ser requerida por uma das seguintes pessoas:

• Parentes e afins maiores, em linha reta ascendente e em linha colateral, até ao 3.º grau (por exemplo: bisavós, avós, pais, irmãos, filhos, enteados, padrastos, madrastas, sobrinhos, tios), inseridas no agregado familiar do beneficiário, com responsabilidades parentais

• Adotantes, tutores/acompanhantes e pessoas a quem o beneficiário esteja confiado por decisão judicial ou administrativa de entidades ou serviços legalmente competentes para o efeito

• Beneficiário com idade igual ou superior a 16 anos se estiver emancipado • Beneficiário, se tiver idade igual ou superior a 18 anos

• Representante legal do beneficiário

• Pessoa que preste ou se disponha a prestar assistência ao beneficiário, sempre que este se encontre a aguardar nomeação de acompanhante no âmbito do regime de maior acompanhado

•Procurador, se o beneficiário tiver idade igual ou superior a 18 anos

Objetivos

A Componente Base destina-se a compensar os encargos gerais acrescidos que resultam da situação de deficiência, tendo em vista promover a autonomia e inclusão social da pessoa com deficiência.

O Complemento tem como objetivo combater a pobreza das pessoas com deficiência. A Majoração visa compensar encargos específicos resultantes da situação de deficiência.

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11

Enquadramento

Componente Base

A atribuição da Componente Base depende da pessoa com deficiência reunir as seguintes condições:

• Ter residência legal em Portugal

• Ter uma deficiência da qual resulte um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, devidamente certificada.

• Ter uma deficiência da qual resulte um grau de incapacidade igual ou superior a 80%, no caso de ser titular de pensão de invalidez.

Notas:

• Têm direito à prestação as pessoas com 55 ou mais anos de idade desde que:

o comprovadamente, a certificação da deficiência da qual resulte um grau de incapacidade igual ou superior a 60 % tenha sido requerida antes dos 55 anos de idade, ainda que a certificação ocorra posteriormente àquela idade

o a data de início da deficiência com grau de incapacidade igual ou superior a 60% seja anterior aos 55 anos.

• Se a pessoa com deficiência interpuser recurso da avaliação da incapacidade da junta médica requerida antes dos 55 anos, há direito à prestação se o grau de incapacidade que resultar da decisão for igual ou superior a 60%.

Complemento

O Complemento é atribuído à pessoa com direito à Componente Base sempre que:

• tenha idade igual ou superior a 18 anos

• esteja em situação de carência ou insuficiência económica

• não se encontre:

o institucionalizada em equipamento social financiado pelo Estado

o em família de acolhimento

o em situação de prisão preventiva nem a cumprir pena de prisão em estabelecimento prisional. Pode-se requerer o Complemento através do site da Segurança Social Direta.

Acumulação com outros benefícios A prestação pode acumular com:

• Pensões do sistema previdencial, do regime de proteção social convergente e pensões de regimes estrangeiros

• Pensões de viuvez

• Prestações por encargos familiares, exceto com a Bonificação do abono de família para crianças e jovens com deficiência

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12

• Subsídio de educação especial

• Complemento por dependência

• Complemento por cônjuge a cargo

• Rendimento social de inserção

• Prestações substitutivas de rendimentos de trabalho do sistema previdencial

• Prestações de desemprego e de parentalidade do subsistema de solidariedade

• Indemnizações e pensões por acidente de trabalho e doença profissional

• Indemnizações por responsabilidade civil de terceiro

• Subsídio por morte do sistema previdencial

• Pensão de orfandade.

A prestação não pode acumular com:

• Bonificação do abono de família para crianças e jovens com deficiência

Subsídio por assistência de 3.ª pessoa *

• Complemento Solidário para Idosos

• Pensão social de invalidez, do regime especial de proteção na invalidez

• Pensão social de velhice. Se o beneficiário deixar de preencher as condições exigidas para a Prestação social para a inclusão pode apresentar novo requerimento para atribuição da Pensão social de velhice. * De referir que:

▪ Os beneficiários que já são titulares do Subsídio por assistência de 3.ª pessoa quando requerem a PSI, mantêm o direito a esse apoio em acumulação com a PSI;

▪ Os beneficiários que requererem a PSI, que não se encontrem a beneficiar de subsídio por assistência de terceira pessoa e que venham a necessitar de um apoio por dependência só podem requerer o Complemento por Dependência.

Procedimento

Condições de Direito

Período de concessão

A prestação é atribuída a partir do início do mês da apresentação do requerimento, devidamente instruído. Mas, no caso ter sido apresentado o pedido de certificação da deficiência, o início da prestação verifica-se a partir do mês em que o original do atestado médico de incapacidade multiuso for entregue.

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13

O direito à Componente Base suspende, quando se verifique uma das seguintes situações:

• termo da validade do atestado médico de incapacidade multiuso, salvo se apresentar comprovativo de que requereu a reavaliação até 180 dias antes daquela data ou de que se se encontrava impossibilitado por motivos de doença de requerer a reavaliação durante aquele período ou em período posterior • deixar de residir legalmente em Portugal

• ausência de Portugal por período superior a 30 dias/ano, exceto se a ausência for motivada por razões de saúde, estudos ou formação profissional

• não apresentar a informação solicitada pelos serviços da segurança social, relativamente aos seus rendimentos próprios, caso tenha um grau de incapacidade inferior a 80%

• não disponibilizar os elementos comprovativos das condições de atribuição relevantes para a avaliação do direito à manutenção da prestação

• se verifiquem falsas declarações por parte da pessoa com deficiência ou do requerente da prestação. O direito ao Complemento suspende, quando se verifique uma das seguintes situações:

• suspensão da componente base

• não apresentar os elementos comprovativos das condições de atribuição relevantes para a avaliação do direito à manutenção do complemento

• estar em prisão preventiva ou a cumprir pena de prisão em estabelecimento prisional

• estar institucionalizado em equipamento social financiado pelo Estado, ou em família de acolhimento. O titular pode retomar o direito à prestação, se as condições referidas deixarem de se verificar.

Cessação

O direito à Componente Base e ao Complemento cessa quando, relativamente a cada uma, se verifique uma das seguintes situações:

• deixe de se verificar alguma das condições de atribuição, que não dê lugar à suspensão.

• alteração do grau de incapacidade para percentagem inferior a 60% ou 80%, conforme a incapacidade certificada e de acordo com as condições de atribuição

• decorridos 180 dias após o início da suspensão sem que tenha sido suprida ou deixe de se verificar a causa da suspensão

• desistência

• falecimento do beneficiário.

O Complemento, cessa, ainda, quando se verifique a cessação da Componente Base.

Reavaliação

A prestação é reavaliada, pelos serviços da segurança social: • após 12 meses da data do seu início, ou da reavaliação

• quando se verifique a alteração do valor de referência da Componente Base e do Complemento bem como dos limites máximos de acumulação da Componente Base e do Complemento.

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14 É ainda, reavaliada sempre que o beneficiário comunique, aos serviços de segurança social, a alteração:

• do grau de incapacidade

• dos rendimentos do beneficiário

• da composição do agregado familiar

• dos rendimentos do agregado familiar

A reavaliação pode dar origem à alteração do montante, à suspensão ou à cessação da prestação.

Se o beneficiário comunicar as alterações no prazo de 10 dias úteis após a ocorrência das mesmas, os efeitos dessa reavaliação ocorrem no mês seguinte.

Se aquele prazo não for cumprido e a reavaliação determinar um aumento no valor da prestação os efeitos ocorrem no mês seguinte ao da comunicação.

Nas situações em que a reavaliação da situação é determinada pela alteração dos valores de referência da componente base ou dos limites de acumulação, os efeitos ocorrem no mês em que estas alterações se verificam.

Montantes

Componente Base

Beneficiários com idade inferior a 18 anos:

• o valor mensal a receber é de 136,70 € (corresponde a 50% do valor da componente base).

Este valor é acrescido de 35% nas situações em que a pessoa com deficiência se encontre inserida num agregado familiar monoparental

Beneficiários com idade igual ou superior a 18 anos:

O valor máximo mensal é de 273,39€ e depende, de entre outros fatores, do grau de incapacidade e dos rendimentos da pessoa com deficiência

Se:

• não tiver rendimentos, o valor é de 273,39€

• o grau de incapacidade for igual ou superior a 80%, o valor é de 273,39€ • o grau de incapacidade for igual ou superior a 60% e inferior a 80%:

o e se tiver rendimentos que não sejam de trabalho, o valor a receber é o menor dos seguintes: ▪ 273,39€, ou

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▪ a diferença entre o limite mensal (438,22€) e a soma dos rendimentos da pessoa com deficiência mensualizados, com um valor mínimo de zero.

o e se tiver rendimentos de trabalho, o valor a receber é o menor dos seguintes: ▪ 273,39€, ou

▪ a diferença entre o limiar mensal, abaixo indicado, e a soma dos rendimentos da pessoa com deficiência mensualizados, com um valor mínimo de zero.

Limiar mensal: o menor dos seguintes valores: • 762,58€ (12 meses) ou 653,64€ (14 meses)

• 438,22€ + montante mensal dos rendimentos de trabalho.

Beneficiários que recebem a Componente Base, na sequência da conversão do Subsídio Mensal Vitalício, da Pensão Social de Invalidez ou da Pensão Social de Invalidez dos Regimes Transitórios dos Trabalhadores Agrícolas: o valor a pagar é de 273,39€.

Valores do Complemento

O valor máximo mensal do Complemento é de 438,22€ e corresponde à diferença entre o valor do limiar do Complemento e a soma dos rendimentos do agregado familiar.Se a soma dos rendimentos for superior ao limiar do Complemento, o valor deste será zero. Nas situações em que haja mais do que um titular da prestação no mesmo agregado familiar, o valor do Complemento tem como limite máximo 438,22€, majorado numa percentagem de 75% por cada uma.

Pagamento da prestação

O pagamento é efetuado mensalmente a uma das seguintes pessoas:

• Beneficiário, se tiver idade igual ou superior a 16 anos, se estiver emancipado

• Beneficiário, se tiver idade igual ou superior a 18 anos

• Acompanhante no âmbito do regime do maior acompanhado ou representante legal do beneficiário

• Pessoa que preste ou se disponha a prestar assistência ao beneficiário se comprovar que interpôs ação de acompanhante de maior relativamente ao beneficiário

• Pessoa a quem o menor se encontre confiado administrativa ou judicialmente Se o montante mensal da prestação a atribuir for inferior a:

• 5€, o pagamento é efetuado quando os valores mensais acumulados atingirem o valor de 5€

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Fluxograma

Preencher Formulário Mod.PSI1-DGSS,

acompanhado dos documentos nele indicados e entregue pessoalmente ou enviado pelo correio para os serviços de Segurança Social

Serviço Segurança Social Direta (SSD) em www.seg-social.pt. Esta opção tem a

vantagem do requerimento ser tratado mais rapidamente, pelo que, no seu próprio interesse, deve utilizar este meio. Apresentar Requerimento

Documentos obrigatórios:

Atestado de Incapacidade superior ou igual a 60% emitido antes dos 55 anos de idade

Nomeação de representante legal para maiores de 18 anos, com incapacidade para requerer

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17 Legislação

Decreto-lei N.º 136/2019

Procede à terceira fase de

implementação da prestação social para a inclusão, definindo o acesso à medida para crianças e jovens com deficiência

06-12-2019

Decreto-lei N.º 79/2019

Altera os regimes jurídicos do pagamento indevido de prestações, da proteção na eventualidade morte e na de invalidez e velhice do regime geral de segurança social

03-07-2019

Decreto-lei N.º 84/2019

Estabelece as normas de execução

do Orçamento do Estado para 2019 01-07-2019

Portaria N.º 87/2019

Estabelece normas de execução do Decreto-Lei n.º 126-A/2017, de 6 de outubro, que institui a Prestação Social para a Inclusão, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 114/2017

25-03-2019

Portaria N.º 20/2019

Portaria que atualiza o valor de referência anual da componente base e do complemento da

prestação social para a inclusão e o limite máximo anual de acumulação da componente base com

rendimentos de trabalho 17-01-2019 Decreto-lei N.º 126-A/2017 versão consolidada

Cria a prestação social para a inclusão, alarga o complemento solidário para idosos aos titulares da pensão de invalidez e promove os ajustamentos necessários noutras prestações sociais

01-10-2018

Portaria N.º 162/2018

Portaria que estabelece normas de execução do Decreto-Lei n.º 126-A/2017, de 6 de outubro, que institui a prestação social para a inclusão, com as alterações

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18 introduzidas pela Lei n.º 114/2017,

de 29 de dezembro

Decreto-lei N.º 33/2018

Estabelece as normas de execução

do Orçamento do Estado para 2018 18-05-2018

Portaria N.º 21/2018

Portaria que procede à atualização anual do valor do indexante dos apoios sociais (IAS)

18-01-2018

Portaria N.º 5/2018

Portaria que estabelece as normas de execução do Decreto-Lei n.º 126-A/2017, de 6 de outubro, que institui a prestação social para a inclusão

15-01-2018

A CMPPID Santarém agradece aos intervenientes deste workshop:

Clara Godinho, Centro Distrital de Santarém, ISS-IP

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REGIME JURÍDICO DO

MAIOR ACOMPANHADO

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38 COMISSÃO MUNICIPAL DE PESSOAS IDOSAS E OU

DEPENDENTES

VERSÃO 1.0 Workshop de 8

de maio e 5 de junho 2019

PROCEDIMENTO: Regime Jurídico do Maior Acompanhado

1.

Destinatários

Profissionais da área social, famílias e comunidade em geral.

2.

Objetivos

Neste documento, procura-se reunir e sistematizar o conjunto de informações relevantes para se obter o acompanhamento de uma pessoa maior de idade que, por qualquer motivo, é incapaz de, por si só, exercer os seus direitos, cumprir os seus deveres ou cuidar dos seus bens.

3.

Enquadramento

O Regime Jurídico do Maior Acompanhado é criado pela Lei nº 49/2018, de 14 de agosto que elimina os institutos da interdição e da inabilitação.

➢ O que significa ser um “maior acompanhado” e quais as suas implicações?

De um modo geral, as pessoas maiores de 18 anos conseguem exercer pessoal e livremente os seus direitos, cumprir as suas obrigações e cuidar do seu património, sem necessitarem da ajuda de outro.

Contudo, há cidadãos que, por um conjunto variado de razões, não conseguem, de um modo consciente e livre, sem apoio ou intervenção de outra pessoa, exercer os seus direitos, cumprir os seus deveres ou cuidar dos seus bens.

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39

O regime do “maior acompanhado” destina-se, precisamente, a estas últimas pessoas e o seu objetivo é preservar a autonomia de que a pessoa ainda dispõe e, dentro do possível, aumentá-la. Nesse sentido, o tribunal, depois de analisar todos os elementos que foram levados ao processo e com o auxílio de informação médica, decide os atos que a pessoa – o acompanhado – pode e deve continuar a praticar livremente e aqueles que, para sua proteção, devem ser praticados por ou com o auxílio de outra pessoa – o acompanhante. Há, porém, certos atos que o acompanhante só poderá praticar depois de obter autorização do tribunal.

Trata-se, pois, de um novo regime jurídico - que tem necessariamente de ser decidido por um juiz – e que vai substituir as atuais interdições e inabilitações.

➢ A partir de quando é possível recorrer a este regime?

Este novo regime entrou em vigor no dia 10 de fevereiro de 2019.

Após a sua entrada em vigor, o regime é aplicável aos processos que já se encontram em tribunal.

➢ Quem pode pedir acompanhamento

A quem se destina o acompanhamento?

O acompanhamento destina-se a todos aqueles que por razões de saúde, deficiência ou fruto do seu comportamento (por exemplo, alcoolismo, toxicodependência, etc.), não podem ou não conseguem, sem apoio, tratar dos assuntos relacionados com a sua vida.

As medidas de acompanhamento apenas podem ser decretadas pelo tribunal e destinam-se a proteger a pessoa, de modo a impedir ou evitar que outros tomem decisões que lhe destinam-sejam prejudiciais ou fiquem à mercê da vontade arbitrária ou abusiva de terceiros.

Este regime tem em conta que a pessoa pode, por exemplo, ter um problema de saúde ou de deficiência que a impede de tratar de assuntos mais complicados, mas é perfeitamente capaz de cuidar do seu dia-a-dia, ou de continuar a votar ou a educar os seus filhos. Ou seja, mesmo que padeça de uma doença muito incapacitante, a sua vontade não tem de ser integralmente substituída pela de outra pessoa.

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40

Esta é a razão pela qual o tribunal, depois de analisar cada caso concreto, decide os atos que podem e não podem ser praticados pela pessoa.

4.

Procedimento

➢ Como pedir acompanhamento

Tenho um problema de saúde, de deficiência ou de comportamento e desejo, de acordo com as minhas capacidades, continuar a decidir a minha vida e que a minha vida continue a ser respeitada. O que devo fazer?

O primeiro passo a dar é dirigir-se ao Ministério Público, sedeado no tribunal cível mais próximo da sua residência, ou recorrer aos serviços de um advogado. Se não tiver meios financeiros para pagar os serviços de um advogado pode, junto dos serviços da segurança social, pedir que lhe seja concedida proteção jurídica.

No sítio da internet https://justica.gov.pt/Guias/como-pedir-apoio-judiciario encontra toda a informação necessária para este efeito.

Quando se dirigir ao advogado ou ao Ministério Público deve ter consigo toda a documentação clínica relevante e a informação sobre a identidade da pessoa que escolhe para seu acompanhante.

Tenho de ser eu pessoalmente a requerer o acompanhamento?

Não. O acompanhamento pode ser requerido pelo próprio ou, com autorização deste, pelo respetivo cônjuge, por quem com ele viva em união de facto ou por qualquer parente sucessível (por exemplo pais, filhos, irmãos, tios).

Há ainda situações em que a pessoa, devido a doença ou ao estado de fragilidade em que se encontra, apesar de necessitar de medidas de acompanhamento, não quer ou não aceita pedi-las. Nessas situações, o tribunal pode decidir sem autorização da própria, desde que considere

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41

existir fundamento para não exigir essa autorização ou nos casos em que conclua que a pessoa não está em condições de prestar livre e conscientemente a sua autorização.

O pedido pode sempre ser formulado pelo Ministério Público ou pelo cônjuge, unido de facto ou qualquer parente sucessível. Uma destas pessoas deve dirigir-se ao Ministério Público ou contratar os serviços de um advogado, sendo certo que, se não poder pagar esses serviços, poderá solicitar, junto dos serviços da Segurança Social, a concessão de proteção jurídica.

Que questões são avaliadas pelo juiz ao longo do processo?

Depois do Ministério Público ou do advogado terem proposto a ação – passo obrigatório – será sempre o juiz a decidir se há motivo para o acompanhamento e a indicar quais os direitos e obrigações que a pessoa continua a poder exercer livremente e quais aqueles em que será necessário intervir o acompanhante.

No início do processo, a pessoa é sempre ouvida pelo juiz que também determina a realização de um exame médico (só dispensável em situações muito específicas) destinado a determinar a situação que afeta a pessoa, as suas consequências e os meios de apoio e de tratamento adequados. O juiz, quando dispõe das informações que considera necessárias, profere decisão na qual nomeia o acompanhante e discrimina os atos que o acompanhado pode, ou não, livremente realizar. Na sua decisão, o juiz determina, por exemplo, se o acompanhado pode ou não votar, efetuar testamento, casar, adotar, perfilhar, comprar e vender imóveis, etc.

Esta decisão é definitiva?

Não. A sentença pode ser revista a em qualquer altura - sempre que a evolução do acompanhado o justifique – e tem, obrigatoriamente, de ser revista de cinco em cinco anos.

➢ Como escolher o acompanhante

Quem pode ser indicado como acompanhante?

Pode ser indicada qualquer pessoa maior de idade que se encontre no pleno exercício dos seus direitos. Isto é, não pode ser indicada uma pessoa que, por sua vez, esteja a ser acompanhada.

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42

Pode também ser designado mais do que um acompanhante. Nesse caso, o tribunal determina as funções que devem ser exercidas por cada um deles.

Tenho de ser eu a escolher o acompanhante?

Caso o interessado não escolha o acompanhante, este será designado pelo tribunal e a escolha pode recair num conjunto alargado de pessoas, nomeadamente, no cônjuge, na pessoa com quem vive em união de facto, num dos filhos maiores, nos avós ou mesmo numa pessoa da instituição que frequente ou onde eventualmente se encontre internado.

Quais são as funções do acompanhante?

A função do acompanhante é a de zelar pelo bem-estar e pela recuperação do acompanhado. Por esta razão, o acompanhante deve manter contacto e visitar a pessoa que acompanha1. A principal tarefa do acompanhante será a de ajudar o acompanhado nas situações

em que o tribunal vier a considerar que são necessárias. Uma vez que o grau de intervenção do acompanhante é sempre determinado pelo tribunal, o exercício deste cargo depende de cada situação concreta – nuns casos irá intervir pouco na vida do acompanhado e noutros terá que intervir mais. A título de exemplo, pode ser-lhe atribuída a administração de parte ou da totalidade do património, pode ter de autorizar a prática de ações concretas ou de um determinado conjunto de ações (por exemplo, de todas as compras de valor superior a uma quantia definida). Outros atos, como por exemplo a venda de uma casa ou a decisão de internar o acompanhado, apenas podem ser praticados depois de obter a prévia autorização do tribunal.

Se mudar de ideias sobre o acompanhante que escolhi posso substituí-lo?

Sim. Pode pedir ao tribunal a mudança da pessoa que exerce as funções de acompanhante.

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43

As funções exercidas pelo acompanhante são pagas?

Não, essas funções são exercidas gratuitamente podendo apenas o acompanhante ser reembolsado de despesas que tenha efetuado, sendo certo que o acompanhante está obrigado a prestar contas ao tribunal.

É possível a quem não sofre de qualquer problema de saúde, de deficiência ou comportamental, tomar alguma medida destinada a prevenir uma eventual necessidade de acompanhamento?

Sim. Qualquer pessoa maior de idade pode, prevenindo uma eventual necessidade de acompanhamento, efetuar, num cartório notarial, um contrato – denominado mandato – no qual confere a outra pessoa poderes (os que entender) para agir em seu nome na hipótese de, no futuro precisar dessa ajuda por não poder ou não conseguir agir sozinho. Esse mandato pode ser revogado (dado sem efeito) a qualquer momento. Este contrato não se destina a substituir um futuro acompanhamento, mas é tido em conta no caso de aquele vir a ser decretado, podendo vir a ser aproveitado pelo tribunal, no todo ou em parte. De igual modo, a vontade ali expressa pela pessoa será tida em conta pelo tribunal no que respeita a quem deve exercer as funções de acompanhante.

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FLUXOGRAMA

Pedido de Acompanhamento (pelo próprio ou, com autorização deste, o cônjuge ou com quem ele viva em união de facto

ou por qualquer parente sucessível)

Ministério Público sediado no Tribunal Cível Apoio de Advogado Apoio Judiciário da Segurança Social

Situações em que a pessoa, apesar de necessitar de medidas de acompanhamento, não quer ou não

aceita pedi-las

Juiz decide se há motivo para o acompanhamento Não Sim Nomeia acompanhante e discrimina os atos que o acompanhado pode, ou não, livremente realizar.

Decisão revista obrigatoriamente de 5 em 5 anos e sempre que a

evolução do acompanhado o justifique

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Referências Bibliográficas:

Lei nº 49/2018, de 14 de agosto

A CMPPID Santarém agradece aos intervenientes nos workshops:

Laura Santos de Simas e Carla Ribeiro, Juízes de Direito do Juízo Local Cível do Tribunal da Comarca de

Santarém

Célia Rosado, Procuradora da República do Juízo Central Cível e do Juízo Local Cível do Tribunal da

Comarca de Santarém

Ramiro de Matos, Advogado, Presidente da Delegação de Santarém da Ordem dos Advogados

Inês Ferreira, Médica Psiquiatra, Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do HDS, EPE

Paula Pinheiro, Psiquiatra e Diretora do Serviço de Psiquiatria do HDS, EPE

Elsa Henriques, Psicóloga Clínica no HDS, EPE

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TESTAMENTO VITAL E

DIRETIVAS ANTECIPADAS DE

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57 COMISSÃO MUNICIPAL DE PESSOAS IDOSAS E OU DEPENDENTES VERSÃO 1.0

Workshop de 27 de setembro de 2019 PROCEDIMENTO: TESTAMENTO VITAL (TV) E DIRETIVAS ANTECIPADAS DE

VONTADE (DAV)

DESTINATÁRIOS

Colaboradores de instituições da área social e da saúde e comunidade em geral.

OBJETIVOS

• Divulgar orientações e normativos legais

• Uniformizar procedimentos na divulgação e orientação para o registo de DAV, sob a forma de TV

• Incentivar ao registo de DAV, sob a forma de TV

ENQUADRAMENTO

A diretiva antecipada de vontade (DAV) em matéria de cuidados de saúde, designadamente sob a forma de testamento vital (TV), é o documento unilateral e livremente revogável a qualquer momento pelo próprio, no qual uma pessoa maior de idade e capaz, que não se encontre interdita ou inabilitada por anomalia psíquica, manifesta antecipadamente a sua vontade consciente, livre e esclarecida, no que concerne aos cuidados de saúde que deseja receber, ou não deseja receber, no caso de, por qualquer razão, se encontrar incapaz de expressar a sua vontade pessoal e autonomamente. Pode ser feita por cidadãos nacionais, estrangeiros e apátridas residentes em Portugal e redigida em língua estrangeira desde que acompanhada por tradução certificada. Lei n.º

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Para formalizar o registo do TV, a pessoa pode aceder ao Portal do Utente do SNS, descarregar o formulário com o modelo de DAV, proposto pela Portaria n.º 104/2014 (anexo 1) preencher e entregar no ACES da sua área de residência. Desta forma, o TV será registado num sistema informático da saúde, o Registo Nacional do Testamento Vital (RENTEV).

O uso do modelo constante do Portal da pessoa é recomendado, no entanto não é obrigatório. Se a DAV for entregue em mão nos balcões RENTEV, a assinatura da pessoa pode ser feita nos serviços de entrega, na presença do funcionário RENTEV ou ser reconhecida pelo Notário, no caso de ser remetida pelo correio.

As DAV, registadas no RENTEV têm a validade de cinco anos, a contar desde a sua assinatura, podendo ser alteradas a qualquer momento pelos titulares. O registo é gratuito.

Para além da manifestação de vontade sobre os cuidados de saúde que a pessoa deseja receber, ou não deseja receber, o documento da DAV pode ainda servir (simultaneamente ou como opção única) para nomeação de um Procurador de Cuidados de Saúde (PCS), que passa a ter poderes representativos para decidir sobre os cuidados de saúde, quando o outorgante, se encontre incapaz de expressar a sua vontade pessoal e autonomamente.

Em caso de conflito entre as disposições formuladas no documento de DAV e a vontade do PCS, prevalece a vontade do outorgante expressa no TV.

O PCS deve ser uma pessoa da confiança da pessoa, podendo ser um familiar ou outro.

Não podem ser PCS:

✓ Funcionários RENTEV;

✓ Funcionários do Cartório Notarial (com intervenção nas DAV);

✓ Proprietários e Gestores de unidades que administram ou prestam cuidados de saúde (a menos que haja relação familiar com a pessoa);

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A Lei antecipa, que em caso de urgência ou de perigo imediato para a vida do paciente, a equipa responsável pela prestação de cuidados de saúde não tem o dever de ter em consideração as DAV, nomeadamente, no caso de o acesso às mesmas poder implicar uma demora que agrave, previsivelmente, os riscos para a vida ou a saúde do outorgante.

A pessoa pode, através do Portal do Utente, verificar se o seu Testamento Vital está correto, ativo, dentro do prazo, acompanhando todos os acessos feitos pela equipa de saúde.

PROCEDIMENTO

Embora com enquadramento e responsabilidade diferentes, tanto os profissionais de saúde, como os da área social e a própria sociedade, devem reconhecer a das DAV como garantia dos direitos fundamentais à vida digna e à liberdade.

Permitem antecipar o exercício da autonomia pessoal, mediante projeção da vontade, relativa aos cuidados de saúde e fim de vida, para situações nas quais a pessoa não poderá exercê-la

diretamente.

Uma vez que as DAV constituem quanto ao seu conteúdo orientações relativas à prestação de cuidados de saúde, compete naturalmente aos profissionais de saúde, assegurar da existência de documento de DAV e ou PCS registados no RENTEV, e atuar em conformidade com o disposto, conforme a esfera de competências de cada um.

Mas para que este exercício livre de autodeterminação se verifique, as pessoas devem receber informação adequada sobre o uso deste direito, circuitos e forma de aceder a toda a informação que entenderem necessária para tomar as suas decisões.

É neste sentido que se recomenda aos profissionais das instituições que apoiam pessoas idosas e ou dependentes, que aproveitem todas as oportunidades para transmitir informação acerca dos seus direitos, nomeadamente sob a forma de campanhas informativas de divulgação e incentivo ao registo do Testamento Vital.

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FLUXOGRAMA

Obtém formulário na página da DGS Em https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-2013/rentev-formulario-pdf.aspx

Preenche formulário e entrega no GABINETE DO UTENTE do Agrupamento

de Centros de Saúde (ACES) da sua área de residência

Assina documento no local Entrega

presencial pelo próprio?

O Presidente do Conselho Clinico do ACES valida informação clínica

Registo no RENTEV Pessoa maior de idade e capaz, que não se encontre interdita ou inabilitada por anomalia

psíquica, que solicita ou está recetiva ao registo de DAV, ou nomeação de PCS sob a

forma de TV

Colaborador esclarece duvidas e entrega

folheto (anexo 1)

Colaborador pode entregar formulário (anexo 2) ou apoio

ao descarregamento do mesmo da pagina da net

No Concelho lho de santarém – ECES LEZIRIA

Assinatura reconhecida pelo Notário

Esta validação tem como objetivo garantir que não existem inconsistências nos

documentos que impeçam o cumprimento das vontades descritas no

mesmo

A pessoa tem acesso ao seu TV através do PORTAL DO UTENTE

O profissional de saúde tem acesso ao TV do utente que Assiste através do

PORTAL DO PROFISSIONAL

Não

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Anexo 1- FOLHETO DAV

ANEXO 2 –FORMULÁRIO - DIRETIVA ANTECIPADA DE VONTADE (DAV)

Siglas:

ACES – Agrupamento de Centros de Saúde TV – Testamento Vital

DAV – Directivas Antecipadas de Vontade RENTEV – Registo Nacional do Testamento Vital PCS – Procurador de Cuidados de saúde

Referências bibliográficas:

Lei n.º 25/2012 de 16 de julho Portaria n.º104/2014 de 15 Maio

Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. (2014). RENTEV – Registo Nacional do Testamento Vital. Circular Informativa nº 05/2014, Lisboa.

https://www.ers.pt/pages/566

A CMPPID Santarém agradece aos intervenientes deste workshop:

António Folgado, Médico – Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos

Rui Nunes, Professor Catedrático, Faculdade de Medicina do Porto e Associação Portuguesa de Bioética

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