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Enfrentando covid 19 em uma instituição hospitalar privada: relato de experiência / Facing covid 19 in a private hospital instituion: experience report

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Academic year: 2020

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Enfrentando covid 19 em uma instituição hospitalar privada: relato de

experiência

Facing covid 19 in a private hospital instituion: experience report

DOI:10.34117/bjdv6n11-264

Recebimento dos originais: 13/10/2020 Aceitação para publicação: 13/11/2020

Vanessa Renata Molinero de Paula

Mestre em Ortopedia e Traumatologia e Doutoranda em Motricidade Humana, Especialidade Ergonomia pela Universidade de Lisboa

Instituição: Universidade de Rio Verde

Endereço: Fazenda Fontes do Saber, Caixa Postal 104, CEP: 75901-970, Rio Verde - Goiás E-mail: [email protected]

Gustavo Melo de Paula

Mestre em Ortopedia e Traumatologia e Doutorando em Motricidade Humana, Especialidade Ergonomia pela Universidade de Lisboa

Instituição: Universidade de Rio Verde

Endereço: Fazenda Fontes do Saber, Caixa Postal 104, CEP: 75901-970, Rio Verde - Goiás E-mail: [email protected]

Fabrícia Dias Colombano Linares

Mestre em Medicina e Doutoranda em Motricidade Humana, Especialidade Ergonomia pela Universidade de Lisboa

Instituição: Universidade de Lisboa

Endereço: Estrada da Costa, Cruz Quebrada, 1499-002, Dafundo Portugal E-mail: [email protected]

Thaisa Cristina Afonso

: Mestre em Enfermagem e Doutoranda em Enfermagem pela Universidade de Federal de Goiás Instituição: Universidade Federal de Goiás

Endereço: Rua 227, Quadra 68, S/N, Setor Leste Universitário, Goiânia - GO E-mail: [email protected]

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RESUMO

Após o registro oficial da pandemia declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao novo Coronavírus, a demanda por hospitalizações e, particularmente, por leitos de terapia intensiva foi declarada emergencial no Brasil. Assim, diversas iniciativas no intuito de promover a promoção da segurança do paciente, a saúde do trabalhador e melhora da qualidade na assistência à saúde em âmbito mundial têm sido desenvolvidas. Desta forma, este estudo objetivou relatar a implementação de ações para o enfrentamento da pandemia COVID 19 no que tange a garantia da segurança do paciente e da saúde do trabalhador em um hospital privado da cidade de Rio Verde, Goiás. Foram descritas as ações conduzidas por este hospital para o enfrentamento da pandemia COVID 19.

Palavras-chave: saúde do trabalhador, serviços de saúde, covid-19.

ABSTRACT

After the official record of the pandemic declared by the World Health Organization (WHO) due to the new Coronavirus, the demand for hospitalizations and, particularly, for intensive care beds was declared emergency in Brazil. Thus, several initiatives have been developed to promote the promotion of patient safety, worker health and improvement of quality in health care worldwide. Thus, this study aimed to report the implementation of actions to face the pandemic COVID 19 with regard to ensuring patient safety and worker health in a private hospital in the city of Rio Verde, Goiás. The actions carried out by this hospital to cope with the pandemic Covid-19.

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1 INTRODUÇÃO

Após surgir em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China, um novo Coronavírus humano, chamado síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2 (SARS-CoV-2) (Clerkin et al 2020) (Ganatra, Hammond, Nohria, 2020), e também denominado de doença de coronavírus (COVID-19) pela Organização Mundial da Saúde do Brasil, é considerado pandêmico, matando e contaminando milhões de pessoas em todo o mundo.

Após o registro oficial da pandemia declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao novo Coronavírus, a demanda por hospitalizações e, particularmente, por leitos de terapia intensiva foi declarada emergencial no Brasil. Até o dia 16 de agosto de 2020, foram notificados 3.317.096 casos de Covid 19 e a mortalidade de 51 por 100 habitantes. Todas as regiões do país têm casos e óbitos confirmados pelo COVID-19,e na região Centro-Oeste aponta-se para 345.255 casos com mortalidade de 43,9 por 1000 habitantes, sendo o estado de Goiás o segundo maior incidente (Ministério da Saúde, 2020). Uma senhora de 62 anos foi o primeiro caso diagnosticado na cidade de Rio Verde, Goiás, Brasil, no dia 22 de março de 2020 e no início de junho de 2020 a cidade apresentou surto da doença com diagnóstico de 4430 positivos após 3 dias consecutivos de coleta em uma empresa onde foram coletados 8593 exames de RT-PCR (reverse-transcriptase polymerase chain reaction) para coronavírus

Diversas iniciativas no intuito de promover a promoção da segurança e da qualidade na assistência à saúde em âmbito mundial foram desenvolvidas, principalmente diante da Pandemia pelo COVID 19, com envolvimento de todos, desde gestores das instituições até seus colaboradores. Como consequência, a meta de qualidade nos diversos serviços oferecidos à sociedade implica a otimização dos resultados (Oliveira et. al., 2014).

Em se tratando da assistência à saúde nos hospitais brasileiros, acredita-se que os eventos adversos são comumente associados ao erro humano individual (Contrin et. al., 2009), porém os erros e suas consequências são consideravelmente maiores, devido à precariedade dos serviços prestados, à falta de dimensionamento adequado de pessoal, à carga horária excessiva, e à má remuneração dos profissionais (Belela, Peterlini e Pedreira, 2010). Incorporação de tecnologias elaboradas têm sido atribuídas também a riscos adicionais na prestação do cuidado (Oliveira et al, 2014).

A Portaria Ministerial 529/2013 que institui o Plano Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), objetiva contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional. Regulamentada pela RDC 36/2013, a qual institui as ações para a segurança do paciente em serviços de saúde, possui foco em promoção de ações voltadas à segurança do paciente em âmbito hospitalar. As ações incluem promoção, execução e monitorização de medidas intra-hospitalares com foco na segurança do paciente. Foi elaborado com a finalidade de identificar

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“situações de risco e descrever as estratégias e ações definidas pelo serviço de saúde para a gestão de risco visando à prevenção e a mitigação dos incidentes, desde a admissão até a transferência, alta ou óbito do paciente no serviço de saúde” (Brasil, 2014).

Oliveira, Junior, Oliveira Camandoni, Sousa, Silva Canteras, Lima e Hiratsuca (2020) conseguiram identificar os principais riscos aos quais os pacientes sob seus cuidados estão expostos (físicos, químicos, assistenciais, clínicos e institucionais), os quais devem ser alvo de atenção. Esta atitude de identificação compartilhada dos riscos pode ser considerada a primeira estratégia para o estabelecimento da cultura de segurança na instituição.

Em relação às condições de trabalho de uma maneira geral, é evidente que estão estritamente relacionadas ao processo de adoecimento do trabalhador de saúde (Trindade et al, 2014). Portanto, o monitoramento da saúde do trabalhador na área da saúde é uma ferramenta indispensável, sendo utilizados para mensurar a exposição aos fatores de risco inerentes à atividade, bem como seus impactos nas instituições e na família Brasil (OPAS, 2008).

Os estudos de Santana, et al (2016), apontaram para a exposição do trabalhador aos diversos tipos, com predomínio para as cargas biológicas, fisiológicas e psíquicas. Elas refletem os processos de trabalho em saúde, cujas atividades são caracterizadas pelo contato próximo com o paciente, exposição a fluídos corporais, manipulação de pesos e por rotinas intensas e desgastantes de trabalho.

Nesse contexto, compreender como os hospitais têm respondido à ameaça inerente ao COVID 19 pode ser útil para o desenvolvimento de estratégias de resposta ao enfrentamento e mitigação da pandemia. Assim, adotando o guia de orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e notas técnicas da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), este estudo objetivou relatar a implementação de ações para o enfrentamento da pandemia covid 19 no que tange a garantia da segurança do paciente e da saúde do trabalhador em um hospital privado da cidade de Rio Verde, Goiás. Assim, este trabalho tem como objetivo descrever a experiência da implementação de ações com enfoque na garantia do atendimento assistencial seguro e de qualidade para todos os envolvidos adotando o guia de orientações da OMS e notas técnicas da ANVISA.

2 METODOLOGIA

Este trabalho foi desenvolvido em um hospital da cidade de Rio Verde, Goiás que presta assistência ao serviço privado de uma operadora de saúde que contempla dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva, trinta e quatro de internação clínica-cirúrgica e maternidade e seis leitos de hospital dia. Vale ressaltar que o hospital não possui pronto atendimento, sendo que a porta de entrada do paciente é regulada por uma central específica ou via consultórios médicos. O perfil epidemiológico é clínico- cirúrgico e são realizadas, em média, 300 cirurgias por mês.

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O corpo clínico é composto pela maioria de médicos cooperados, entre hospitalistas, cirurgiões e intensivistas e apenas 4 não cooperados entre internista e UTI. A equipe multidisciplinar é celetista e o dimensionamento reflete 196 colaboradores nas categorias enfermagem, nutrição, farmácia, fonoaudióloga, psicóloga, atendimento e logística. A fisioterapia é terceirizada e composta por 8 profissionais. O modelo assistencial é baseado nas vertentes da humanização do cuidado e centrado na pessoa.

Este estudo tem como base reflexões coletivas associadas à análise de diversos documentos – relatórios, atas de reuniões, registros, boletins epidemiológicos, materiais informativos, compilados de treinamentos, fluxogramas, além das experiências cotidianas de trabalho e das vivências relativas às dificuldades e aos desafios da atuação na área da saúde vivenciada pelos autores, e principalmente de planos de trabalho sobre as ações do serviço de enfrentamento determinadas pelos gestores deste hospital privado no município de Rio Verde, Goiás.

Este hospital realizou planejamento e adaptações em suas rotinas de enfrentamento à pandemia COVID-19 considerando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e nota técnica da ANVISA. Todos os documentos consultados referem-se ao período de abril a julho de 2020 e foram descritos pela equipe de gestão da Instituição Hospitalar.

As ações aqui relatadas, estiveram ancoradas no pressuposto de que as ações para preservação e a garantia da segurança do paciente e do trabalhador está acima de qualquer outra vertente. As intervenções apoiaram-se nas notas técnicas da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que dispõe sobre as obrigações institucionais para garantia do cuidado do profissional de saúde bem como as boas práticas assistenciais no cuidado a doença COVID 19. As notas técnicas bem como outras legislações descrevem a recomendação de mínimas medidas a serem implementadas para a prevenção e o controle da disseminação do novo Coronavírus (SARS-CoV-2) em serviços de saúde.

De um modo geral, os serviços de saúde devem garantir que as políticas e as boas práticas internas sejam implementadas, e em virtude disto, este estudo traz resultados da experiência da implementação de ações com enfoque na garantia do atendimento assistencial seguro e de qualidade para todos os envolvidos com este hospital particular da cidade de Rio Verde - Goiás.

Foram atendidos 75 pacientes que testaram positivamente para COVID 19 na Unidade de saúde no período de Abril a julho de 2020, e destes 20 em tratamento intensivo e 55 em cuidados clínicos de baixa e média complexidade.

O presente estudo foi submetido a apreciação pela Comissão de Ética do Hospital, composto por 6 médicos, com posterior validação pelo presidente da cooperativa médica.

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3 RESULTADOS

Com a realização deste estudo, pode-se observar diversas ações que serão detalhadas a seguir, que foram tomadas por este hospital particular da cidade de Rio Verde- Goiás, com seus respectivos resultados visando a promoção do cuidado seguro aos pacientes com COVID 19.

Em relação à infraestrutura, melhorias foram realizadas para assistir seguramente os pacientes. Além de suspender as cirurgias eletivas e manter apenas as emergenciais com 6 (seis) leitos disponíveis, aumentou-se dez leitos de UTI com a ativação da área física de enfermaria no andar superior e priorizou-se 20 (vinte) leitos clínicos em prol do paciente não crítico SARS-COV no andar térreo. A expansão do número de leitos ocorreu de acordo com a metodologia de coorte, na qual são definidas as equipes que dedicam especificamente as unidades de atendimento ao COVID19.

Do ponto de vista de equipamentos, foram adquiridos mais 6 (seis) ventiladores mecânicos convencionais e 2 (dois) portáteis, bombas de infusão, 2 (dois) aparelhos Optiflow para cateter de alto fluxo nasal, confecção de três tendas e mais 3 máscaras para ventilação não invasiva, uma central de monitoramento de pacientes da UTI, 6 (seis) câmeras de vigilância beira leito.

Neste sentido, também foram realocados computadores, impressoras, televisores e mobiliários e 10 monitores hemodinâmicos, para atender a demanda dos 10 (dez) novos leitos de UTI. Todos aparelhos citados anteriormente foram otimizados de outros setores do hospital, como salas cirúrgicas, recuperação anestésica, centro de esterilização, atendimento, hospital dia e áreas de expansão.

Sobre suprimentos, destacamos a dificuldade no sentido de adquirir materiais e medicamentos médicos hospitalares e EPIs, sendo alguns essenciais para a manutenção da vida e segurança dos nossos colaboradores; devido à escassez no mercado associado aos altos custos praticados pós-pandemia. Neste sentido, foi contratado contingencialmente serviços de costureiras para a confecção de aventais, prol à proteção dos colaboradores assistenciais bem como a contratação de empresa de logística de outro estado para as entregas urgentes de materiais e medicamentos. Também foram reavaliados as marcas que não eram padrões de medicamentos e a necessidade de pagamentos antecipados sem condições de negociação para as compras urgentes.

Em relação ao dimensionamento de pessoas, foram contratados 18 (dezoito) técnicos de enfermagem, 2 (dois) enfermeiros, 8 (oito) médicos para assistência ao paciente crítico, 4 (quatro) fisioterapeutas, 2 (dois) biomédicos e 3 (três) auxiliares de farmácia.

Realizou-se a definição de novos fluxos e revisão de todos os processos envolvidos no atendimento a Covid 19. Para essa construção ocorreram reuniões semanais multidisciplinares envolvendo diversos níveis hierárquicos da Instituição para a melhor definição e entendimento de todos os fluxos e processos para atendimento a pandemia. Assim, descreveu-se fluxos assistenciais aos pacientes suspeitos e confirmados de SARS-COV, de gestantes, pacientes pediátricos, cirúrgicos e

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críticos e também os provenientes de livre demanda. Todos os fluxogramas foram verificados pela equipe da qualidade e aprovados pelo Serviço de Controle de Infecção da Assistência à Saúde, segundo Norma ISO 2015. Em detrimento disso, foram realizadas vigilâncias entre os profissionais de saúde visando a garantia do uso correto de EPI’s para a segurança dos mesmos e dos pacientes, seja pelo SESMET (Segurança e medicina do trabalho), SCIRAS (Serviço de controle de infecção relacionada à infecções assistências) e até mesmo pelos próprios colaboradores através de auditorias presenciais.

Neste sentido, foi necessário revisar processos de admissão, transferência e alta de pacientes, permissões de entradas de visitantes e acompanhantes, fluxos internos de resíduos, dispensação de dietas e enxovais, bem como de higienização, limpeza e em caso de óbito. Portanto outros cinco fluxos foram desenvolvidos para que não ocorresse o cruzamentos de pacientes nas áreas hospitalares e podermos fornecer a melhor proteção também aos nossos colaboradores.

Ademais, o novo fluxo contemplado refere-se também ao cuidado do profissional de saúde com higiene pessoal pré e pós atendimento ao paciente na garantia da proteção individual, corroborando com a legislação trabalhista brasileira, por meio da Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde (NR32), que indica a obrigatoriedade de o empregador prover ao trabalhador EPI em quantidade suficiente, que sejam necessários para a execução segura assistencial. Além do fornecimento de EPI´s asseguramos o treinamento contínuo mediante a exposição a agentes biológicos. Foram também institucionalizados o uso de descartáveis para distribuição de alimentos aos profissionais e pacientes nas áreas delimitadas para atendimento ao COVID 19.

Foram necessários a elaboração de outros cinco termos de consentimentos livres esclarecidos específicos para o atendimentos a pandemia e dentre eles um para a autorização de realização de cirurgias nesse período.

Outra ação empreendida foi o desenvolvimento das linhas de cuidado e protocolos assistenciais por se tratar de uma doença mundialmente desconhecida. Quanto aos protocolos clínicos foram elaborados oito novos protocolos institucionais visando a melhor assistência de acordo com as boas práticas preconizadas por trabalhos científicos e normas da ANVISA. Vale ressaltar dentre eles a elaboração dos protocolos para atendimento a gestantes, crianças e para transporte de corpos. Todos foram descritos pela equipe médica hospitalistar, intensivista e infectologista, sendo aprovados pela diretoria técnica e clínica.

No ambiente de UTI para o acompanhamento dos pacientes críticos foram instituídos round diários, inspirado no mnemônico “FASTHUG” (Alimentação, Analgesia, Sedação, Profilaxia tromboembolismo, Elevação da cabeceira do leito, Prevenção de Úlceras de Estresse e Controle de Glicose) com a participação da equipe médica, enfermagem, fisioterapia, psicologia, biomedicina e nutricionista.

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Para acompanhamento da desospitalização dos paciente foram instituídos a rotina de encaminhamento dos paciente no pós alta hospitalar para serviços de atenção integral à saúde (AIS) trazendo assim um cuidado estruturado e seguro considerando a necessidade e experiência do paciente para além da assistência hospitalar.

Observou-se a necessidade de elaboração de cuidados psicológicos para com nossos colaboradores e então foram elaborados canais de comunicação via telefone com psicóloga da instituição e também instituídas reuniões em grupos em local ao ar livre no hospital para tratamento de seus medos e dificuldades, de forma coletiva. Para os pacientes e familiares o cuidado de seu deu por meio do acompanhamento com a psicóloga hospitalar diariamente durante os rounds e também nas rotinas passadas para os familiares.

Para desenvolvermos as competências necessárias para a assistência aos pacientes vítimas de SARS-COV, realizou-se capacitações diuturnamente para com todos os colaboradores, terceiros e médicos nas seguintes temáticas: biossegurança, protocolos assistenciais, fluxogramas, paramentação e desparamentação, manuseio dos equipamentos, uso do sistema gerencial hospitalar. Importante destacar que foi padronizada a vigilância entre os profissionais em momentos de maior exposição, tais como intubação, atendimento a parada cardiorrespiratória, assistência beira leito, pronação e despronação, para assim evitar contaminação.

Durante a contratação de novos profissionais não evidenciou-se resistência na retenção de talentos e sim dificuldades quanto à indisponibilidade de tempo para integração do treinamento institucional e assistencial. Houve a necessidade de retroceder em algumas rotinas pré estabelecidas e sedimentadas tais como checagem beira leito eletronicamente, aplicação correta de protocolo de cirurgia segura, prontuário 100% eletrônico na UTI, já bem estabelecido anteriormente. Ao mesmo tempo encontrou-se vários facilitadores nas equipes, como a não resistência dos colaboradores quando necessário trocas entre setores e horários, podendo destacar inclusive muito envolvimento e empatia por parte de todos envolvidos incluindo a alta gestão.

Apesar da importância de se realizar os treinamentos adequados em todos os turnos, o maior fator dificultador relacionou-se ao tempo para realização planejada das capacitações em detrimento da urgência do aumento da necessidade assistencial, devido a abertura de mais dez leitos de UTI, bem como a substituição de profissionais afastados pela contaminação por SARS COV-19. Ressalta-se que internamente foi necessário o remanejamento de profissionais assistenciais de áreas não críticas para unidades críticas na finalidade de focar os esforços ao cuidado à pandemia.

Ao considerar o risco de contaminação dos profissionais, a aquisição de equipamento para o cuidado de saúde e proteção dos profissionais foi essencial. A Instituição investiu na compra de gorros, face-shields, máscaras comuns e N-95, aventais de gramaturas 30, 40 e 50, macacão Júpiter, além das

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luvas. Ademais, foram adquiridos espelhos móveis no intuito de auxiliar a paramentação e, principalmente, a desparamentação.

Para além disso, foi determinado o fluxograma de atendimento aos colaboradores por COVID-19, em um local dedicado para esse atendimento, onde foram realizadas consultas presenciais e/ou por telemedicina com equipe multidisciplinar e coleta de exames. Cada caso foi compartilhado com o gestor da área e com a alta gestão para definições de melhor plano de cuidado para esse colaborador. Todos colaboradores acometidos pelo SARS-COV foram telemonitorados diariamente para tomada de decisões rápidas, o que observamos ter sido de grande valia.

No que tange à humanização e centralização do cuidado em saúde, apesar de neste hospital, a UTI ser humanizada e que os familiares não puderam acompanhar seus entes dentro dos leitos por estarem contaminados pela COVID 19, foram solicitados fotos, bilhetes de familiares, anseios e preferências dos clientes internados, associados a experiências e contextualização do momento de vida que estavam vivendo antes de ser acometidos pela Covid -19, para sensibilizarmos nossos colaboradores e médicos da grandiosidades daquelas vidas e para que não medissem esforços para tentar salvá-los e também para que todos os familiares e pacientes se sentissem mais acolhidos e respeitados. Na mesma linha de cuidado humanizado todas as altas hospitalares foram recebidas com festividade por toda a equipe e com a disponibilidade de um Banner onde os pacientes ou familiares pudessem deixar seus agradecimentos.

Em relação à comunicação e marketing, ressaltou-se a importância de ter o comunicado acerca do local delimitado e apropriado para a assistência ao COVID 19, para que assim, tanto os profissionais da saúde e apoio fossem alertados aos cuidados adequados para com a pandemia. A criação de adesivos e placas foram relevantes para o despertar consciente dos cuidados de toda a equipe de saúde. Para além disso, a comunicação efetiva para com os familiares das vítimas de COVID 19, foram estabelecidos por meio de boletins presenciais e por ligações telefônicas nas quais foram relatadas a condição clínica do paciente, o planejamento do cuidado e as preferências individuais do mesmo.

Também foi realizado o uso de alertas visuais (cartazes, placas e pôsteres etc.) na entrada dos serviços de saúde e em locais estratégicos (áreas de espera, elevadores, recepção, etc.) com informações sobre: principais sinais e sintomas da COVID-19, área de isolamento, técnica para a higiene das mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica para as mãos a 70%, sobre a higiene respiratória e etiqueta da tosse. Divulgação em mídia social da cooperativa também foram realizadas por meio de orientações médicas aos clientes acerca dos cuidados preventivos da contaminação pelo SARS-COV.

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4 DISCUSSÃO

Em virtude deste momento de pandemia, a busca por implementar ações que visam assistência segura aos colaboradores e pacientes possibilitou mudanças na estrutura e nos processos de trabalho, bem como na tomada de decisão assertiva. Muitas mudanças são necessárias quando enfrentamos o que não conhecemos e no nosso entendimento o maior ganho foi no engajamento de todos os setores para um bem maior, a preservação da vida.

A maior dificuldade encontrada na instituição estudada, foi na área de suprimentos devido a escassez gerada pela pandemia atrelada aos custos altamente elevados dos materiais e medicamentos, pois o mundo inteiro estava utilizando dos mesmos insumos. Percebeu-se momentos semelhantes a leilões diários, pagamentos antecipados e valores exorbitantes.

Esse desabastecimento de medicamentos foi considerado um problema de saúde pública nos estudos de Chaves, Chaves, Vianna e Oliveira (2019) que de acordo com estes autores, essa escassez vem atingindo os sistemas e afeta diretamente o cuidado em saúde, tendo consequências importantes para a qualidade de vida das populações.

Segundo estudos de diversos países, tem-se registrado o desabastecimento dos EPIs (Wang, Zhou, Liu; 2020) sendo vital o planejamento logístico para garantir a entrega de materiais e medicamentos em tempo hábil (CDC 2020). Desta forma, para obter o sucesso nas aquisições foi de grande importância o entendimento dos profissionais da área administrativa, que estes eram essenciais para a manutenção da vida e também para uma assistência de segura e de qualidade. Neste aspecto, definir ação contingencial por meio da contratação de empresa de confecção e de logística bem como o acompanhamento do estoque, testar novas marcas e realizar parcerias com outros fornecedores, possibilitaram a disponibilidade de itens para a garantia do cuidado seguro.

A realocação de equipamentos de suporte à vida e o enfoque dos suprimentos e medicamentos para a resposta ao COVID-19 utilizados no hospital estudado cumpriu recomendações da OPAS (OPAS, 2020).

A expansão de leitos teve por finalidade a assistência isolada aos pacientes por Covid 19, por uma equipe exclusiva ao atendimento crítico, bem como aumentar a capacidade instalada para assistência à pandemia, devido a escassez de leitos na nossa cidade. A falta de leitos hospitalares para assistência durante a pandemia é presente em nível mundial sendo uma das recomendações da OPAS (2020) aumentar o espaço físico disponível para acomodar os pacientes que precisam de cuidados médico e apoiar a resposta do hospital ao COVID-19 (OPAS, 2020).

Neste sentido, corroborando com as orientações da OPAS e ANVISA, foi mandatório a suspensão de todos os procedimentos e cirurgias eletivas, a conversão de leitos privados para enfermarias com capacidade de dois leitos, e a ativação de outros espaços dos hospitais, como

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realizamos no Hospital Dia, para internações de outras comorbidades que não sejam COVID . A criação de coorte para Covid foi essencial para a prevenção do contágio do SARS/COV.

Para manejo clínico e ágil dos pacientes e as teleconsultas executadas permitiram diagnóstico e tratamento do paciente de forma segura e eficaz conforme recomendado pela OPAS (2020).

A contratação de 27 novos colaboradores de urgência em caráter temporário se baseou em estudos de outras instituições hospitalares (Araújo, Bohomol e Teixeira, 2020; Laselva, 2020).

As realocações internas da equipe de enfermagem foram necessárias tanto em detrimento do afastamento de profissionais quanto o aproveitamento da mão de obra interna corroborando com estudo de Laselva (2020) e Araújo, Bohomol e Teixeira (2020). A suspensão de toda a atividade cirúrgica possibilitou a reestruturação do hospital devido a disponibilidade de profissionais de enfermagem para atuar no enfrentamento ao Covid igualmente a outras instituições (Domingos, Guedes e Neves, 2020; Ventura-Silva et al., 2020).

Considerando o processo de admissão de novos colaboradores, não foi possível realizar as integrações que antes eram realizadas, tais como integração dos setores, integração das rotinas já pré-estabelecidas, treinamentos dos protocolos institucionais, sendo também necessário as áreas assistenciais retroceder em rotinas já pré estabelecidas e sedimentadas. Nesse momento contamos com a experiência individual de cada colaborador e realizamos ajustes individuais em cada rotina com facilitadores como responsável técnico médico da UTI, coordenadores médicos dos setores hospitalares, médicos plantonistas, supervisoras e líderes dos setores de enfermagem e farmácia.

Destaca-se que foram realizadas capacitações em serviço com enfoque na higiene das mãos, paramentação e desparamentação, intubação para paciente Covid dentre outros. Assim, dentro das possibilidades, a força de trabalho dos profissionais capacitados foi estratégia promissora no desempenho das funções, competências na promoção da qualidade do cuidado à saúde (Souza e Rossit, 2020).

Conforme o Ministério da Saúde (2020) torna-se imprescindível a padronização de fluxos para a assistência ao paciente suspeito ou confirmados com a Covid-19. A determinação de oito novos protocolos institucionais visam a melhor assistência de acordo com a boas práticas preconizadas por trabalhos científicos e normas da ANVISA.

Em relação a revisão dos fluxos de atendimento a paciente do nosso hospital que passaram por revisões e sobre os outros cinco que foram desenvolvidos para não termos cruzamentos de pacientes nas áreas hospitalares entendemos que forneceram melhor proteção para nossos clientes e aos nossos colaboradores. Com estratégias específicas e contingenciais, os países estão enfrentando a pandemia com o uso da tecnologia (Ferreira, 2020). Assim, implementar novos processos e revisar os atuais adaptando ao momento da pandemia foi determinante para o sucesso das ações e em conformidade

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com o que preconiza Ministério da saúde e ANVISA corroborando com estudos internacionais (Lotfi, Hamblin e Rezaei 2020; Griffin et al., 2020).

De acordo com Rosenbluth et al (2020), é fundamental a padronização do cuidado baseado em evidências, considerando a pandemia como fator primordial para eventos adversos, ponderando o desfecho positivo em relação aos empíricos, ressaltando a importância do uso do fluxograma para solução de problemas e assistência psicológica.

Devido a possibilidade de risco aumentado de ocorrência de eventos adversos e não conformidades pela fragilidade da doença e com esse novo modo de cuidar que a assistência ao SARS-COV requer e as dificuldades que tivemos quanto a treinamentos prévios e capacitação, contamos com o apoio da equipe da qualidade e do núcleo de segurança do paciente diariamente juntamente com o Round na UTI, e na assistência na enfermaria e centro cirúrgico para levantamentos destes dados qualitativos do serviço.

A atuação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) no momento em que as equipes estavam extremamente voltadas para o atendimento assistencial, foi de grande importância para a instituição, pois promoveu oportunidades de melhoria de práticas assistenciais, notificações de eventos adversos e não conformidades, além do maior entendimento sobre as reais atribuições do mesmo (Cardoso, Silva e Jardim, 2020).

Paralelamente aos cuidados psicológicos e assistenciais dos colaboradores contamos com o apoio da equipe corporativa de desenvolvimento junto às equipes envolvidas no atendimento a pacientes contaminados promovendo ações de incentivo e valorização do ser e do profissional que estava se dedicando ao nosso serviço, nos ajudando assim a vencer o medo e nossas barreiras pessoais. Essa ação permitiu o reconhecimento e alinhamento das equipes envolvidas na pandemia (Araújo, Bohomol e Teixeira, 2020; Oliveira et al., 2020) no intuito de proteger o bem estar psicológico e saúde mental dos profissionais de saúde envolvidos no cuidado com COVID-19 (Chen et al., 2020).

Em relação a educação dos profissionais é relevante ressaltar a necessidade de treinamentos em todos os turnos, principalmente aos profissionais que lidarão diretamente com os pacientes com COVID-19, pois possibilita o domínio e segurança na execução do cuidado, como elucidados nos estudos de Rodrigues e Silva (2020), Simiao et. al. (2020) e OMS (2019).

Estudo de Ventura-Silva et al (2020) e Rodrigues e Silva (2020) descrevem a importância da formação e integração de novos profissionais para a execução das práticas baseadas em evidência para trabalharem com a pandemia. No entanto neste estudo, evidenciou-se como fator dificultador, a escassez de tempo por parte dos profissionais para realização planejada prévia das capacitações em detrimento da urgência do aumento da necessidade assistencial, devido a abertura de mais dez leitos de UTI, bem como a substituição de profissionais afastados pela contaminação por SARS-COV-19.

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Estes achados corroboram com os de Laselva (2020), que verificou a criticidade em treinar a equipe na atuação em uma pandemia, considerando desafiador não apenas para profissionais recém-contratados, mas também para os demais e implica em constante supervisão.

Na referida instituição todos os EPIs foram validados pelo SESMET (Segurança e medicina do trabalho) que também realizaram vigilâncias entre os profissionais de saúde visando a garantia do uso correto de EPI’s para a segurança dos mesmos e dos pacientes, seja pelo SCIRAS (Serviço de controle de infecção relacionada a Infecções assistências) ou por profissionais, com realização de alertas pessoais e notificações para as lideranças, o que nos auxiliaram a não disseminação alastrada entre os colaboradores da instituição.

Segundo Gallasch et. al., 2020, concordante com nosso estudo a garantia de acesso a equipamentos de proteção individual, e os treinamento dos profissionais de saúde para o uso correto das barreiras à exposição ao COVID 19 , requer ajustes constantes na organização dos fluxos operacionais dos serviços de saúde, bem como vigilância constante entre os profissionais de saúde. Outro aspecto importante foi sensibilizar diuturnamente as equipes prol ao uso adequado e racionalizado do EPI para garantir o seu uso adequado e otimizado, como descrito no contexto internacional (Sedes et al., 2020; Soares et. al., 2020; Renjun et. al. 2020) e em cumprimento a Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde (NRº 32).

Acerca dos colaboradores que adoeceram por COVID -19, estes foram avaliados e acompanhados por equipe multidisciplinar, sendo oferecido a cada um o suporte necessário para o enfrentamento a pandemia. Seguindo as recomendações do Centers for Disease Control and Prevention Interim U.S. (2020), CDC (2020) e Renjun, Ziyun e Xiwu (2020) para o enfrentamento pelos profissionais envolvidos da pandemia de grande proporção é necessário uma robusta estrutura hospitalar que possibilite a tomada de decisões rápidas e adequadas para o controle e propagação do vírus e a proteção adequada do profissional que encontra-se na criticidade assistencial.

Ressalta-se a importância das comunicações internas sobre a delimitação do local direcionado para a assistência ao COVID 19, com a finalidade de alertar as vias de acesso da equipe e pacientes no período da pandemia. A criação de adesivos e placas foram relevantes para o despertar consciente dos cuidados de toda a equipe de saúde. Segundo ANAHP, a Associação Nacional de Hospitais Privados, a comunicação é estratégica e prioritária ao permitir a sensação de pertencimento, compromisso, espírito de equipe e motivação (ANAHP, 2020).

Para além disso, a comunicação efetiva para com os familiares das vítimas de COVID 19, implicou no desafio de encontrar ferramentas para se comunicar de forma oportuna e segura (Sonis et. al., 2020; Baugh 2020 e Oliveira et. al., 2020).

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Em relação ao desenvolvimento das linhas de cuidado e protocolo assistencial, e por se tratar de uma doença mundialmente desconhecida, foram necessários a criação de novas linhas de cuidado e protocolos, como os embasados nos estudo de Lotfi, Hamblin e Rezaei (2020), Griffin, Karas, Ivascu e Lief (2020) e Rada et al (2020).

Por fim, todas as ações empreendidas no referido hospital, visou a execução de um planejamento de resposta à COVID-19 em prol a minimizar a transmissão, prover cuidado otimizado aos pacientes; e manejar o impacto da epidemia, conforme proposto também pelos estudo de Who (2020).

5 CONCLUSÃO

Diante ao que foi exposto até aqui, revela-se o esforço de uma equipe multiprofissional na mudança de processos de trabalho bem como na implementação de novas estratégias para o combate ao novo coronavírus. Destacamos a relevância do envolvimento da alta gestão no planejamento e tomada de decisão bem como o engajamento de toda a equipe hospitalar na redefinição de processos e execução das boas práticas de maneira ágil e assertiva para prevenir a contaminação bem como promover tratamento adequado e seguro aos pacientes.

Outro aspecto importante analisado neste estudo, foi o estabelecimento de canais de comunicação e apoio psicológico para a equipe que permitiu o cuidado para com os profissionais de saúde impactando no êxito das ações e minimização de desfechos negativos.

A atuação do Núcleo de Segurança do Paciente também foi de fundamental relevância no enfrentamento da COVID-19 ao fomentar e acompanhar a execução de protocolos institucionais em prol a assistência segura.

O planejamento organizacional no combate à COVID-19 foi fundamental para assegurar a gestão dos recursos humanos otimizando a sua eficiência, eficácia e produtividade. Entretanto, a atenção aos impactos de uma pandemia nas finanças hospitalar ficou concentrada na gestão financeira gerando fragilidades atuais e futuras no que tange a sustentabilidade da instituição.

A pandemia vivenciada leva a uma percepção da importância da atuação na garantia do cuidado seguro aos pacientes e profissionais de saúde com suspeita ou confirmados para COVID-19. O cenário pandêmico acentuou os mais diversos riscos e problemas enfrentados diariamente pelos trabalhadores, entretanto, o compromisso com o cuidado biopsicossocial dos pacientes, familiares e comunidade sempre se mantém independentemente da situação vivenciada.

Assim, recomenda-se às instituições hospitalares a determinação de comitês de crise para garantir eficiência nos processos institucionais e se preparar para o pior cenário como também realizar

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constantemente a atualização técnico científica. Além disso, o compartilhamento de informações de instituições a nível mundial pode auxiliar e inspirar os profissionais de saúde a novas experiências .

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