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PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

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Academic year: 2022

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PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

PODER DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: significa prerrogativas que são conferidas ao poder público para a sua atuação e proteção do interesse público, do bem-estar coletivo.Para isso são conferidos certos poderes à AP com as seguintes características:

a)instrumentalidade: os poderes da administração são instrumentos pelos quais a AP procura atingir o seu fim, qual seja, a proteção e promoção do interesse público.

b)

c)poder-dever: o administrador tem o dever de utilizar esse poder , não podendo dispor de seu exercício. São os poderes da AP irrenunciáveis.

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limites definidos em lei: os poderes estão condicionados ao disposto em lei, qualquer infração a este regra culminará na responsabilização do agente público.

Os principais poderes elencados pela doutrina são:

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1) PODER VINCULADO OU REGRADO: será exercido pelo agente público quando este estiver diante de uma tipificação objetiva e clara da situação em que deve agir e do único comportamento que poderá tomar.

A lei não permite qualquer margem de liberdade em seu exercício. Não cabe ao administrador fazer apreciações pessoais, subjetivas.

EXEMPLO: concessão de aposentadoria, licença para construir.

O administrador deve utilizar o critério de conveniência (analisa se há interesse público que justifique a produção do ato administrativo) e critério de oportunidade (analisa a partir de qual momento o interesse público em questão deve ser satisfeito).

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2) PODER DISCRICIONÁRIO: consiste naquele em que o agente público tem uma margem de liberdade ditada pela lei para avaliar a situação em que deve agir e/ou para escolher qual o comportamento que poderá tomar.

EXEMPLO: autorização de uso de bem público para que o particular realize um evento.

O administrador deve utilizar o critério de conveniência (analisa se há interesse público que justifique a produção do ato administrativo) e critério de oportunidade (analisa a partir de qual momento o interesse público em questão deve ser satisfeito).

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O QUE EXISTE É MARGEM DE LIBERDADE E NÃO ARBITRARIEDADE. EXEMPLO: uma pena de suspensão em que a lei prevê prazo de 30 a 60 dias e o agente suspende por 90 dias, trata-se de um ato arbitrário e não discricionário.

LIMITES AO EXERCÍCIO DO PODER DISCRICIONÁRIO: a liberdade de atuação corresponde ao limites definidos em lei, caberá ao Judiciário por meio do princípio da razoabilidade e proporcionalidade controlar o exercício desse poder discricionário, declarando a ilegalidade de atuação que viole estes princípios.

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CERTO OU ERRADO?

Os poderes vinculados e discricionários se opõem entre si, quanto à liberdade da autoridade na prática de determinado ato, os hierárquico e disciplinar se equivalem, com relação ao público interno da Administração a que se destinam, enquanto os de polícia e regulamentar podem se opor e/ou se equiparar, em cada caso, quer no tocante a seus destinatários (público interno e/ou externo) como no atinente à liberdade na sua formulação (em tese tais atos tanto podem conter aspectos vinculados e discricionários, como podem se dirigir a público interno e/ou externo da Administração). Incorreta a assertiva, porque o poder de polícia é sempre e necessariamente vinculado, só se dirigindo a público externo.

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ERRADO!

São três as características ou atributos do poder de polícia reconhecidos pela doutrina: discricionariedade (em regra), coercibilidade, auto- executoriedade. Discricionariedade é a regra no poder de polícia, mas a lei pode regular todos os aspectos do exercício do poder de polícia, caso em que a atividade será caracterizada como vinculada.

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3) PODER HIERÁRQUICO: é conferido ao agente público para organizar a estrutura da Administração e fiscalizar a atuação de seus subordinados, e se expressa por meio da distribuição e orientação das funções, na expedição de ordens e na revisão dos atos. É este poder que autoriza a Administração a estabelecer graus de subordinação entre seus órgãos e agentes. Prerrogativas do superior ao subordinado: dar ordens, fiscalizar e delegar.

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CERTO OU ERRADO?

No âmbito do poder hierárquico, insere-se a faculdade de revogar-se atos de órgãos inferiores, considerados inconvenientes, de ofício ou por provocação.

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CORRETO!

Do poder hierárquico decorre a prerrogativa de rever os atos praticados pelos subordinados hierarquicamente. Desta revisão podem resultar algumas espécies de extinção dos atos administrativos. A revogação é a retirada de ato administrativo válido por critérios de conveniência e oportunidade, restando, pois, em faculdade da Administração, de ofício ou por provocação. Já a anulação é feita para atos eivados de vício e deve ocorrer obrigatoriamente.

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4) PODER DISCIPLINAR: conferido ao agente para aplicação de sanções aos demais agentes devido a prática de infração disciplinar funcional. As sanção só poderão ser as administrativas: advertência, suspensão, demissão etc. Ocorre discricionariedade tão-apenas na escolha da pena. A penalidade deve sempre ser motivada e a apuração da falta deve respeitar o contraditório e a ampla defesa.

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CERTO OU ERRADO?

Uma determinada autoridade administrativa, de um certo setor de fiscalização do Estado, ao verificar que o seu subordinado havia sido tolerante com o administrado incurso em infração regulamentar, da sua área de atuação funcional, resolveu avocar o caso e agravar a penalidade aplicada, no uso da sua competência legal, tem este seu procedimento enquadrado no regular exercício dos seus poderes disciplinar e hierárquico.

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CORRETO!

O poder hierárquico fundamenta a avocação de competências cometidas a pessoa em escala inferior da hierarquia de determinado órgão. Já o agravamento da penalidade aplicada é, indubitavelmente, oriunda do poder disciplinar, que permite a aplicação de sanções a agentes públicos e a pessoas particulares (que não sejam agentes públicos) com vínculos jurídicos específicos com a administração pública (por exemplo, concessionários de serviço público).

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5) PODER REGULAMENTAR OU NORMATIVO: em sentido amplo significa o poder conferido ao agente para a expedição de atos normativos gerais e abstratos, trata-se de um poder normativo. Em sentido estrito é o poder que concede autorização ao chefe do Executivo para expedição de decretos, denominado de poder regulamentar. A lei provém do legislativo, o regulamento do executivo; a lei tem posição de supremacia em relação ao regulamento; só a lei pode inovar na ordem jurídica.

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CERTO OU ERRADO?

O exercício do poder regulamentar pode ensejar abusos por parte da Administração, ao eventualmente inovar no ordenamento jurídico e, portanto, descumprir o basilar princípio da legalidade. Ao analisar o tema, Celso Antonio Bandeira de Mello arrola as hipóteses nas quais os regulamentos são compatíveis com a legalidade. Não se enquadra dentro dos regulares propósitos da norma regulamentar dispor sobre o procedimento de operação da Administração nas relações que decorrerão com os administrados quando da execução da lei.

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ERRADO!

Ora, nem sempre a lei poderá em seus pormenores descrever as relações que se travarão nas relações com terceiros. Exemplo, a Lei Estadual 7.000/01 institui o ICMS no Estado do Espírito Santo, mas não explica pormenorizadamente como deve ser o procedimento de um Auditor Fiscal ao adentrar o estabelecimento para fazer uma fiscalização de frente de loja. Incumbirá este papel ao Regulamento, sem, contudo, extrapolar os limites pretendidos pela lei instituídora do tributo.

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6) PODER DE POLÍCIA: é a atividade do estado que consiste em limitar o exercício dos direitos individuais em benefício do interesse coletivo.

EXEMPLO: fiscalização de trânsito, fixação e fiscalização das normas sanitárias para açougue, barulho produzido por casas noturnas.

(provocação: e Igrejas?!)

Quer o poder público evitar que situações sejam efetuadas de maneira perigosa.

EXEMPLO: fazer exame de habilitação para motorista evitar acidentes;

a colocação de extintor de incêndio nos prédios.

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REFLITAM A RESPEITO: As pessoas cedem um pouco de sua liberdade e propriedade em troca de segurança no exercício desses direitos.

O poder de polícia limita, restringe, mas não aniquila, não extingue um direito.

6.1) FUNDAMENTO DO PODER DE POLÍCIA: art. 23, I, da CF/88.

“é competência comum dos entes políticos zelar pela guarda da Constituição , das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público”. Também decorre o seu fundamento do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado.

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POLÍCIA ADMINISTRATIVA 1 Caráter, em geral, preventivo, mas pode ser fiscalizador.

2 Exercidas pelas autoridades administrativas e polícias.

3 Atua sobre bens, direitos e atividades.

4 Age sobre ilícitos administrativos.

POLÍCIA JUDICIÁRIA

1 Caráter, em geral, repressivo.

2 Exercida pela polícia civil e militar.

3 Atua sobre pessoas.

4 Age sobre ilícitos penais.

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6.2) MEIOS DE ATUAÇÃO DO PODER DE POLÍCIA: O poder de polícia atua por meio de atos concretos, significa que tem um destinatário específico.

EXEMPLO: interdição de restaurante. E também atua por meio de atos gerais, não tendo um destinatário específico.

EXEMPLO: proibição, por portaria ou regulamento, de soltar balão em festa junina; horário para venda de bebidas alcoólicas fixado por decreto.

A manifestação do poder de polícia pode também se dar por meio de atos preventivos, autorizações e licenças as quais a Administração tem a competência de conceder ou não.

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EXEMPLO: ato que proíbe a venda de bebidas alcoólicas após certo horário. Também por atos fiscalizadores, por meio de inspeções,

vistorias e exames realizados pela Administração.

EXEMPLO: fiscalização de peso e medidas. E ainda atos repressivos, como multa, embargo, intervenção de atividade e apreensões.

EXEMPLO: fechamento de estabelecimento por falta de condições de higiene.

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6.3) LIMITES: o poder de polícia deve ser exercido nos limites da lei.

Algumas regrinhas devem ser observadas de forma a não extrapolar tais limites.

Necessidade significa que a AP deve valer da medida para evitar ameaças reais ou prováveis que violem o interesse coletivo.

Proporcionalidade consiste na ponderação entre a proteção ao interesse público e a limitação do direito de liberdade e propriedade individuais.

Eficácia significa que a medida a ser utilizada deve ser a mais adequada. Limites também são todos os direitos fundamentais da CF/88.

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6.4) ATRIBUTOS:

a) Discricionariedade: é a regra para o poder de polícia. Exceções:

polícia administrativa das construções é vinculada.

b) Coercibilidade: as medidas podem ser impostas coativamente ao administrado.

c) Auto-executoriedade: a execução da medida independe de prévia autorização judicial. É exigível por meios indiretos de coação como, por exemplo, aplicação de multa. Executoriedade compele o administrado diretamente mediante coação como, por exemplo, apreensão de mercadorias, interdiçãod e estabelecimento.

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6.5) SANÇÕES DO PODER DE POLÍCIA: as sanções devem ser aplicadas observando o devido processo legal. São tipos de sanções: o fechamento de estabelecimento, a multa, a interdição de atividade, a demolição de construção irregular, a apreensão e destruição de objetos.

Prescreve em 5 anos a ação punitiva da AP, direta e indireta, no exercício do poder de polícia.

7) ABUSO DE PODER: ocorre abuso do poder sempre que os poderes conferidos à Administração forem utilizados com desrespeito à lei, à moral ou com finalidade diversa da prevista em sua criação.

a) por excesso de poder: o agente atua fora dos limites de sua competência administrativa, invadindo competências de outros agentes ou atuando fora da competência que lhe foi delimitada legalmente.

EXEMPLO: presidente da república institui imposto através de decreto.

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b) desvio de poder ou desvio de finalidade: ocorre quando o agente atua no limite de sua competência, mas com finalidade diversa da determinada pela lei. EXEMPLO: desapropriação de imóvel de desafeto político com o fim de prejudica-lo; remoção de ofício de servidor para puni-lo.

Atos praticados com abuso de poder são nulos, devendo ser assim declarados pela AP ou Judiciário.

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CERTO OU ERRADO?

Uma determinada autoridade administrativa, de um certo setor de fiscalização do Estado, ao verificar que o seu subordinado havia sido tolerante com o administrado incurso em infração regulamentar, da sua área de atuação funcional, resolveu avocar o caso e agravar a penalidade aplicada, no uso da sua competência legal, tem este seu procedimento enquadrado no regular exercício dos seus poderes hierárquico e de polícia.

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CORRETO!

Poder hierárquico pela avocação de competência cometida a inferior hierárquico. Poder de polícia por ser relacionar a fiscalização de administrado incurso em infração regulamentar.

Referências

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