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Pontos dados pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro: Sciencias medicas (Do principio nervoso). - Sciencias accessorias (Diversas especies de asphixia consideradas debaixo do ponto de vista medico-legal). - Sciencias cirurgicas (Determinar qual é a m

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Texto

(1)

PONTOS

D A D O SP E L AF A C U L D A D E D E M E D I C I N A D OR I O D E J A N E I R O. « SCIEXCIAS MEDICAS

.

DO BBISiGiPI ® NEBLVOSO .

SCIENCIAS ACCESSORIAS

.

S&PS

<

S&SS 3D31 &

SJPIEnrS

£S&

CONSIDERADAS DEBAIXO DOPONTO DEVISTA MEDICO-LEGAL.

SCIENCIAS CIRÚRGICAS

.

DETERMINAR DIAL É A MELHOR CLASSIFICAÇÃ O MUSCULAR ,

SEAEXISTENTE ÉDEFEITUOSA,EQUAESAS CONDIÇÕES DA HEFORMi

.

[

T H E S E

ApreientadaáFaculdade dc MedicinadoRio de Janeiro,e perante ella suitentada.

em9de Dezembrodc1851 ron

FRANCISCOFERREIRADE SIQUEIRA

DOUTOR EM MEDICINA PELA MESMA FACULDADE Socio honorário da Sociedade Emula ção Philosophie«

Naturalda%illa d« Ma;r( K» od«Janriro) FILHOLEGITIMO DB

LUIZ ANTONIO DE SIQUEIRA,

ll-jI UM-t4<tfiAtcntini»nsUmnlKt|M.Iil«OMiMnrftlrn<oi«<rli«Bprtraoi(U H t H t l.m;)

BE JANEIRO

TÏPOGRAPIIIA UNIVERSAL DE LAEMMERT

Rua dos Inválidos, 01 R 1851

(2)

FACULDADE DE MEDICINA Dll 1110 DE JANEIRO ,

à

DIRECTOR.

Os*.ConsBUtsiao Da

.

JOSÉ MARTINS DACRUZ JOBIM

.

LENTES PROPRIETÁRIOS.

Os Sas.DOCTOBBS : 1

.

»Anno

.

Physica Med ica.

BolaoicaMedica,c Princípios elementaresde Zoologia

.

F.«P.CANDIDO.

F.F.ALLEMXO

. .

)

2

.

®Anno.

Chimica Medica,e Princí pioselementaresde Mineralogia

.

Anatomia geraledescriptira

.

J.V.TORRES HOMEM J

.

M.NUNES GARCIA 3.*Anno

.

J.M.NUNES GARCIA

L.osA

.

P.DACUNIIA,Examinador

. . .

Anatomiageral edescriptira

.

Physiologie

.

4.®Anno.

Pathologie geral e externa

.

Pathologia geraleinterna

.

Pharmacia , Matéria Medica,espccialmentea Brasileira,Therapcutica e Arte deformular.

J.B.DAROSA J.J.DASILVA

)

J.J.DSCARVALHO,Examinador.

5.*Asno.

C

.

B.MONTEIRO,Examinadoi

L.DAC

.

FEIJO’

Operações,Anatomia topographicaeApparelhos

.

Partos,Moléstias dc mulheres pejadascparidas,e de meninosrecem-nascidos

.

s

6.®Anno.

T.G.oosSANTOS,Presidente J

.

M.DAC.JOBIM

Hygiene e Historia de Medicina

.

Medicina Legal

.

HIM**

- —

2.®ao4

.

“ M.F

.

P

.

DBCARVALHO

. .. .

5

.

®aoG.®M.DBV

.

PIMENTEL Clinica externaeAnat

.

Pathologicarespectira

.

Clinica internacAnat

.

Pathologicarespectira

.

LENTES SUBSTITUTOS

.

A.M.DBMIRANDA BCASTRO F

.

G.DAROCHA FREIRE,Examinador

.

A.F

.

MARTINS )

Secçãodas Scicncias accessories. jSecção Medica.

J

SecrSoCirúrgica

.

SECRETARIO.

F

.

FERREIRADBABREU,

Da.LUIZCARLOSDAFONSECA

.

.V

.

It

.

AFaculdadenioapprovenemreprovaasopiniões emittidas nasThesesque lhoslo apresentadas.

(3)

A IE Ü PREZADO PAI

O Sn. LllZ A

.

MOMO DE SIQUEIRA

.

Lischegado omomentode verdescoroados vossos desvelos,empregadosnaminha educação

.

(Juantoosentimentode filialidade tem de nobre,desublime , de divino,euexperimentona maiorintensidade ao traçar estas linhas,quevos consagro comoumtestemunhodeminha eternagratidão.Acoitai pois,meuPai,estecordial testemunho;epraza a Deos possao futuro,queora se meabre,serparavós umapcrennefonte de prazeresemcompensaçãode vossa paternalsollicitude.

AOS MANES

BK ill VIU SEIIIMiE ADOBADA ! l \ l .

Tributo da mais viva dôr eeterna saudade!

Francisco.

*ERT,

(4)

Ä S MIMIAS QllERIDAS IRAI Ä AS

AS SENHORAS

0

.

itlaria Angelica bc Siqueira lieis. D.

<

£milia fui?a be Siqueira

.

E

Provadeamorfraternal.

A S A U M lA S C l i\I lA D A S

AS SENHORAS

D

.

3nna Augusta be Siqueira.

D

.

ittaria Carolina île Jflagalljäes Siqueira

.

D

.

rtlarianna ba fowssca òe 3breu Siqueira

.

COM MUTA ESPECIALIDADE A MINHA COMADRE

3.Sra. D

.

dntonia Puartc Siqueira.

Testemunhode cordialamizadeegratidão.

.:

-

î3>c

=

4 mm $ : m

Signal de estima

« * ® m

eamizade

i . 4 » m

(5)

AO MI ITO DIfiXO PRESIDENTE DESTA THESE

O lLL

.

m# E E\

.

m0SR

.

DR

.

TCEttMASMïœ BC3OÄCTQS

.

Homenagemaosaber eaomérito!

AOMEU MESTRE DE PHILOSOPHE!

O I L L

.

m0S R.

MANOEL FERREIRA DA CRUZ GÜAPY.

Signal deamizadee gratidão do vosso discípulo.

A ILL

.

** EEX.* SUA. l>.

RRIGIDA LEOPOLDIAA DE OLIVEffiA COSTA.

Respeito econsideração.

ST<

^

A. TODOS QS W & m AMIGOS

,

Testemunhode minha amizade.

\ MEMORIA DE MEU AMIGO E COLLEGA

O SR. JOÃO CARLOS VIEGAS TOURINHO

.

Saudosa recordaç&o

.

(6)

Æ

QS

SEEDS 4JKIG0S DE ISiE

Â

ISGM

OS SRS.

JOAQUIM DE OLIVEIRA GARCIA

.

PADRE ANTONIO SILVANO DASCHAGAS RAR ACHO.

Signal de nossanunca interrompida amizade.

2

. CS

1C3

TJZ

ÁlfJLGOZ 3

COH

î

S -

AS

OSSRS. DOUTORES

JOAO RIREIRO DEALMEIDA

.

EUGENIO CARLOS DEPAIVA

.

JOSÉ FIRMING VELLEZ

.

FRANCISCO XAVIER DA VEIGA

.

CARLOS FERREIRA DE SOUZA FERNANDES. MANOEL FRANCISCO POVOAS FERREIRA.

JOSÉ MARIA RODRIGUES REGADAS

.

FRANCISCO DE PAULA MEDEIROS GOMES

.

THOMAZ JOSÉ DA PORCIUNCULA

.

JOSÉ TIIEODORO DA SILVA AZAMRUJA. JOÃO NOGUEIRA PENIDO

.

LUIZ ANTONIO MOREIRA DECARVALHO

.

PEDRO RETIM PAES LEME. LUTZAUGUSTO PINTO

.

CÂNDIDO JOAQUIM CARDOSO

.

PEDRO MARIADA FONSECA

.

Amizadocsympathia.

Aos meus muito particulares Amigos

OS SUS. DOI TOHES

DENTO MARIA DA COSTA

.

LUIZ PIRES GARCIA.

« Q u e le livre lui soil dédié»

«Commele cœ ur luiestvoué.»

(7)

ADVERT

Ê

NCIA .

Muitos e talvez enormes defeitos terá oleitor denotar nestathese,o primeiro trabalho denossapennaquedamos aopublico;masesperamos desuabenignidade quesedignedeattender ás circumstancias em que foi cilaescripta, eparticularmente a desvantagem da posiçãodoautor

.

Afalta detalento e illustração sufliciente parahem tratar asmatérias sobreque ella versa;afalta tambémde habitodeescrtfrcrparaopublico,epor conse

-

guintea timidez e acanhamentoque dahi resulta,comgrande obstáculoá enunciação do pensamento de modoque agrade, accresceuumadesvan

-

tagem, que , ainda na hypothèse de haver no escriptor as maiores habilitações, seria razão bastante para mal desempenhar sua tarefa: queremos fallar da falta da liberdade

.

Pelo regulamento da Escolade Medicina ocandidatonão temaescolha do assumpto sobre que escrevea sua these, masantes ó obrigadoa tratar oque lhedáaEscola emtrcs pontos tiradosásorte.

Isto posto , fòra eilender o bom sensodoleitorodemorarmo

-

nos

insistir na petição de uma desculpaaosdefeitos deste nosso trabalbo : contamos poiscom asua indulgência, certo de que saberá attender á desvantagemde nossaposição

.

em

went

.

9

(8)

= * 3 »

PRIMEIRO PONTO .

SG ïEISî G ï &S BfiE®BG

Ä

g

DO PRINCIPIONERVOSO

.

L'homme connnii tout ,exceptélacause de tout. AZAIS

.

De todosos elementosqueentrãonaconstituição ilocorpohumanoé0

systema nervosoaquelleque , porcausa de sua influencia cm todasas fuucçõesda economiaanimal,temmerecidonos physiologistasoottribuir-

Jheuinasortedepreemineneia sobre todos os outros systemas: e esta opiniãoacha

-

se justificadapeloresultado de estudoscada dia mais pro-

fundos de quesehonraaphysiologianostemposmodernos.

Com efleito,áespecialidadedeorganisação do systema nervosodeveo homem todas as sensações,todos os prazeresedoresphysicas de queé capazporsua natureza;porquantoénoseiodestesystemaquese cxecutão, porpartedoorganismo, as acçõesoccasionnesdelodososphenomenosde consciência.Nelle iguahncntese originão asdiversas manifestações do pensamento ,asdiversas manifestaçõesde lodo0sentimento, de toda a nlíocçâo;n incitaçãoque fazconlrahir

-

sea ílbramuscular,sejadebaixo

daacçãoda vontade,sejaindependentedesta neção,acontractilidadepro-

priamente dita, tomaasua origemnosapparellios deinnervação

.

Ainda

mais;osystemanervoso tem debaixo dc suadependencia assimosomno como avigilia ,os phenomenos respiratórios , considerados debaixo da

.>rT

.

I

(9)

2

relarão de actosmusculares ,os

-

Iacirculaçãoconsideradosnocoração,nas artérias,nasveias , e aténosvasos capillares

.

A caloriíicaçãoanimal absorpção, a secreçãoglandular,atranspiração, a exhalação pulmonar ecutanea,afaculdade dedecomporoalimento paraoconverter emchymo e emchylo,anutrição, osphcnomenosda reproducção, dependem dos agentes de innorvaçãoousercsentcmde sua influencia. Emíiin,éincon-

testávelqueporintermédio dosradiamcntos doscentros nervososé que seeflcctuaa transmissãodosphcnomenossympathicos

.

Se taléainfluencia do svstema nervosonaeconomiaanimal,éevidente quãoimportantesejaoseuestudo:doseuconhecimentodependeasolução ile umgrandenumero dequestõesinteressantesá scienciadohomem , já debaixo doponto devistaphysico,já do moral ; c nestasrelaçõesaarte de curar ohomem,enão menos a deoeducar,seligãopor umanotável dependenciaá physiologia , pois delia recebemosmaispreciososauxilios.

obastaporémsaberoque éo svstemanervosoemsuaconstituição anatómica, não basta mesmo conhecer suas funeções, seu importante ollieiona economia animal: descobrir o segredodesteollicio nismo pelo qualelle seexerce , é um desideratum dos mais dignos do espirito humano; preenchò-loó umtitulodegloria para o sábio , para o interpretedacreação:oestesegredo ,estemysteriöseesforçáo os physio- logistasadescobrir:

ellesindogão qualé o principioaclivo dos nervos. Hypothesessobre hypotheses,tentativasumas apósoutras, experiências contraexperiences,não tem atébojeconseguidoasolução doproblema: entretanto oespirito humano,sempre aclivo,sempre progressivo,obe-

decendo á sua lei,nãodesespera ,emarcha

.

Desta marcha, noque toca áquestão doprincipio nervoso,éque nos vamos occupai

-

nesta partede

nossathese,queasorte nosdesignou.

» a

omeca-

Aimportânciadosnervosna vida derelação,querpara transmiltirao cerebroasimpressões recebidas nos apparelhos sensorios particulares,quer para pôremacção osystcma muscularsubmettido ávontade, tem dado occasiàoa indagar

-

se qual sejaa natureza do principioaclivo dosnervos

.

Noeurso desta indagaçãogrande numero dohypothesestemapparecido

.

(10)

3

nenhuma porém suffioiente á explicaçãodosphenomenos aervosos , nem por conseguinteú soluçãoque scdesejo

.

Assim, l

.

°,tem

-

se consideradoosnervoscomolio;tensos,interpostos aocerebro eáspartes situadasna outraextremidadedoraio, suseeptiveis de vibrar á maneira de uma corda deinstrumento, e de transmitlir , segundoopontode partidadavibração,já asimpressões, júa incitação motriz :

2

.

°, teiu-seditoqueasfibrasdos nervos erãoconlorneadasem espiraes, suseeptiveis de distender

-

seedecncolber

-

se; que formavão pregassuseeptiveisdedesfazer

-

se erenovar

-

secmvirtude de ummovi-

mentoderetracçào:

3

.

°, queotecidodos nervosorarepresentadopor pequenas espheras globulosas,dispostas emserieslineares,que propagavão osimpulsosdavontade e os doscorposexteriores,comoo ar propagaos movimentosquelheimprimeumtimbremetallico:

i.°,tem seaffirmado

que osnervos representáo canaesoutubosaecominodadosá circulaçãodi

-

urnamateria liquida,quescmovia emsentido inverso,segundooimpulso lheeracoromunicado na origem,ounaterminaçãodocordãonervoso:

5

.

°,tem

-

se discutidoparasesuberseesteliquidoeradenaturezaaquosa, albuininosa,sepossuiaqualidadesproprias, osemereciaonome demicro

-

nervoso:

(>.°,tem

-

secinfimquestionado ,seosinterstícios do tecido dos nervos erão ouooccupadosporum lluidosubtil egazoso;se estefluido erade naturezaetliérea; sesedeviacompara

-

loaoaratmospherico,ao calorico,áluz, á eleetricidade, aomagnetismo;seellepossuia umaessencia distinct« ,eseeracom fundamentoqueos pliilosophosantigos tinlião suppostoaexistência deespiritos nervososouaiiimaes

.

1

.

* Contra atheoria queattribue a transmissão das impressões e da incitaçãomuscularaummovimento vibratório,ésufiicienlenotarqueos nervossãomollesemsuasextremidades, nãoisolados,nem tensosemseu trajecto;cquedevendo asvibraçõescommunicar

-

seaos ramoseramús-

culos,impossívelé explicarosmovimentosparciaes

.

2.°Os nervosnãopossuem fibrasconlorneadas,nemsãodobradosno sentidodoseucomprimento; não podem conscquentementeterlugara distensão e oencolhimento suppostos: demais,examinando o que se passaemumnervoquese tem isolado, e emquanto recebe impressões ouobedece áincitação cerebral,o se nota alguma alteraçãoemseu comprimento

.

A hypothèse, portanto , queattribueaacçãodosnervosa umeIVeitodeelaslerio,não offerece probabilidadecm seu favor.

(11)

k

3/ Outro tantoso deve dizer da supposiçáo de que ntransmissãoé devidaa ummovimentooscillatoriodepequenas espheras ,formando canacsnervososumacadèasensivelã menorpercussão

,

á menoiincitação local ;hypothèseestaquefazsuppòrquetaes espherassãolivres no inte

-

rior dostubos,cqueseucontactonunca soffre interrupção

.

Comefleito,

queos nervospossuáoglobulososcillantes,isentos deadherencioscujas relaeões decontiguidade nuncasealterem,nãopassade umasupposiçáo gratuita.

4

.

®A circulaçãodeumliquidonosnervosnãoexplicariaaremittencia dosphenomenosdetransmissão,salvo suppondo queesteliquidooflere

-

cesseperiodosderepouso;nestahypothèseporém,como conceberqueeste liquido, tornadoimmovcl,possarecomeçar seumovimento com a instan

-

taneidade e rapidez que exige a transmissãode uma impressãoou da incitaçãomotriz?

5

.

°Muitasoutrasobjecçõesigualmenteseoppoemáhypothèsedo movi

-

mento circulatório deum sueco nervoso: qualquerqueellefosse estaria sujeito áscondições da materia ponderável; comoporém conciliar-secom estascondiçõesarapidezinstantanea datransmissão?

G.°A hypothèsede um fluidoerainentementesubtil cimponderável temachado grande numero desectários entro osphysiologistasmodernos, c,segundoelles,tal tinidoéaeleclricidade

.

Destanosoccuparemosmais

particularmente

.

Depois quesetornarãoobjectode serio estudooseflfeitos da electricida

-

deporatlrito,easleisdesuapropagação, muitosmedicosacharãoque

.

comparando os nervosaapparelhoselectricos ,tornavãomais precisa sua maneirade conceberaacçãodestesorgãos

.

Masnãofoi , senãodepoisda descobertadogalvanismo, quesechegouapoderfazer uma exactaapre

-

ciação destahypothèseedeoutrasanalogas

.

Entãomuitosphysicos,nota

-

velmente Aldini, Galvnni,Humboldt, suspeitarão c procurarão dos phenomenos galvanicos numa forçaanimal atéentão ignorada:ao contrarioPfafV,Volta eMonro,osattribuiràoaumaelectricidado inteira

-

menteindependentedo concursodosorgãos animaes,osomente excitada pela1em ção dosDicta?scdahumidade

.

Mas\ollademonstrouatéáevidencia a natureza electrica do agente, «pieneste caso sedesenvolve:cquando cmtim sedescobrirãophenomenos galvanicosem outros corpos sema cooperaçãodeparlesanimaes,nenhumaduvidarestousobreaopiniãode nos

a causa

(12)

5

Volta.Monro tinha já, em virtude do suasproprias experiências,susten

-

tadoqueofluidogalvanico queexcitaosnervos , éelectrico, diíTeretotal

-

mentoda forca nervosa,enãoobra senãocomoexcitantedesta força ;de sortequeasconvulsões observadasnasexperiencias galvanicassótem sua origem immediate noprincipionervoso, embora tenhãonaelectricidadea occasional.Humboldtconcluiotambém dc muitasexperienciasqueos nervos sãocircumdados deumaatmospheredesensibilidade ,porque,no casode duas pontasnervosasquesenão tocão,oagentegalvanicosaltadeumaa outra,atravessandooespaçoqueassepara;hojeporémsabe

-

sequeestees-

paçoécheiosómente deumvapor aquoso conductor ,eque aquilloquea Humboldt parecera uma atmosphcrasensível,não é maisque uma massa dcvapores,atravézdosquaessepropagaaelectricidade

.

E precisamente nisto mesmo quese mostra adistinceno daelectricidadee doprincipionervoso; porquantooprincipionervoso não obraatravézdeum nervoligado ou cortado;entretanto estenervo continuaa sertão bom conductor da elec- tricidade comodantes,quandoopontodasecçãoouda ligadura se acha comprehendidoentreduasarmaduras.

Posto que esteja hojefóra deduvida queogalvanismonão é umaelec-

tricidadeanimal, algunsmedicosegrandesphysicosnão temcessadode acreditar entrea electiicidade eaforçanervosa umaanalogiaque, hem analysada,vemadesapparecer inteiramente paradarlugara umadiffe- rença dasmaisnotáveis

.

Tema isso dadopincipalmotivo asfalsas inter

-

pretaçõesdasexperiencias deIre edeWilson

.

ExperiênciadeEre :

lire galvanisouocorpo de um supplieiado uma horadepoisda morte

.

Elle pózemcontactocom um conductorinetallico a medullaallongada ,e com ooutroo nervoscialico: depois fez unir os dous conductors porumapilhade270 parese notouoseguinte:« Todos

«osmuseulosdo troncoentrarãoem movimento ,como em umapessoa

«acommettida de umviolentocalafi l ormada acadéa entre onervo

«phrenicoco diaphragma,estemusculo apresentou

contractes

,cada

«vez

'10

.

queacadea erafechada;efazendo passaroconductor em diversas

«direcçõessobreopolo ,notou-se quesobrevinhaosuccessivas agitações, casode umarespiraçãodiíficil:acontracçãododiaphragmae

«aremissão destemovimento determinarãoumaelevaçãoeabaixamento

«alternaliNOSdoventre,como seavida sereanimassenocadaver

.

Os

«eidos da face,tendo sido comprchendidos no circulo da cadca,fizerão

«como no

mus

-

(13)

6

«medonhosmovimentos,quese assemelharão aosqueexcitãoaspaixões

.

» Estas experiencesi como bemnotaMuller,nadatemqueas façadistin- guir das experiences galvanieasmais ordinárias , excepto oteremsido feitas nocorpo humano

.

Comoacausadaagitaçãodaface 6acontracção dos seus musculos , deve

-

se necessariamente determinarespeciesdeca-

rantonhas, todas as vezes quo se excita artificial menteestesmusculos, que aliás podem serpostoscmmovimento por uma irritação mecânica sobre osnervos

.

Aapparcnciadarespiração, quando se fecha periodica-

mente acadèa ,depoisde ternellacomprehendidoodiaphragma,também nada temde admiravel

.

Experiênciade Wilson

.

« Estephysiologiste acreditouque ,cortando

« o nervo do par vagoemummamifero vivo,efazendopassarumacor

-

« rentegalvanicapela extremidade que vaiganharoestomago ,estacor-

« rente contribuo ao complemento da digestão ,comopoderia fazero

<< nervo mesmoemsuaintegridade

.

» Suppondo verdadeiro o facto , seu valor quanto á questãodaanalogiaentreoprincipionervosoeaelectrici

-

dadeé nulle ; elle a nãoprova, pois«pie nocaso dcpraticar

-

se a secção

transversal donervo,aextremidade opposta ao cerebro conserva ainda a propriedadedepreencheraté um certopontosuas funeçõesordinárias, quandosechegaairrita-lo

.

Accresce(pieasexperiências de Wilsonnão são exactas:Muller e Dieckhotfastemrepetido semresultado algumque autorise aconclusãopretendida

.

« Se fosseaelectricidade, diz Muller, oque obranosnervos,nãopo-

« deria ella limitar

-

sea estes,poisqueonevrilemeéhúmido ,easpartes

« circumvizinhaso sãotambém. Tem

-

seadmitlido por hypothèsequeos

« nervos gozãode um poderisolador. Fechner os compara a fiosmetali-

« cosconductores , envoltosemseda.Masonevrilemeéprecisamenteum

« excellente conductor do galvanisme , e os nervos nãosãomelhores

« conductores da electricidade que outras partes animaes húmidas ;

« porquantoacorrentegalvanica nãosegue necessariamentesuasramiíi

-

« cações,como aconteceaoprincipionervoso,pois queesta corrente obra

« comigual facilidadesobre aspartesvizinhas, quando estas lheoftere

-

« cemmais curtocaminho parapassar donervo ao outropolo

.

Emíim,

« uma ligadura applicadaaumtronconervoso obstaapassagemdoprin-

« cipionervoso ,effeitoeste que nãoproduz sobrea correntegalvanica.

« Reconhece

-

seaelectricidade noscorposque aisolão, e nos que a

(14)

« propagão: Inossãoosseus unicoscoracteres

.

Ora ,oprincipio nervoso

« dilTere daelectricidade precisamenle debaixodesta relação

.

Nãnpóde electricidade

.

« poisoprincipio nervoso sera

Aesta demonstração,que consideramos irrefragavel

,

nospudéramos limitar; mas corroboremos ainda a dislincçãoque ella estabelece algumasprovasfornecidospelas qualidades mesmasdoprincipionervoso bojeconhecidas:deMullerastomaremos nuordemseguinte:

1. Quando se arma umnervocom os douapolos,ousefazpassar uma correntegalvanica atravózde sua espessura , o musculo emque elleter

-

mina entra cmconvulsões , não porquoogalvanismeobreatésobre elle , mosporqueacorrente transversaldestelluidoexcitaapotência motriz do nervo, aquoi sómente obra segundoadirecção do seusramos, abso

-

lutamento«la mesma maneiraque se determina convulsões , queimando onervo , cautorisando-o ouferindo

-

o

.

2. Se não óonervomesmooquecominunicacom osdous polos, mas sómente um destes é postoemrelaçãocom elle,cooutrocom omusculo, produz

-

seumacorrentegalvanica , não só atravózdaespessuratio nervo, mas ainda do nervo ao musculo ,entre os douspolos;e então oelíoito é exactamentcsemelhanteaoquoacontecequandosegalvanisaomesmo musculo

.

com

3. Dabi procedeque nãohajaconvulsõesqnando,depoisde se haver contundidoou ligado um nervo , é estoposto em relaçãocom os dous polos acima do ponto contuso ou ligado

.

Aquiogalvonismopassa bem atravóz da espessura do nervo,como noprimeirocaso, mas aforça ner

-

vosacessa de obraratravózdopontocontusoouligado

.

4

.

Entretantoonervo contuso ou ligadoé perfeitamcnleaptoacondu

-

zirogalvanismo,comlanlo sómente quo asarmadurassejão applieudas acima eabaixodoponto lesado : acorrentegalvanica atravessaeste ponto cprovoca convulsões,porqueaporçãosãadonervocomprehendidaentre aferidac omusculosoacha estimulada

.

»Osnervos, aindnquandoseachão inteiramente mortos, continuào bonsconduclores dogalvanismo , ú maneira do todas ns partes

animaestrne húmidas,entretanto quetem perdido aaptidão aprovocar con

-

çõesnosmusculos

.

6

.

Em(lm , os experiences do Muller c de Sticher demonslrão que , quando a iutliicncia viva dos nervos sobre osmusculos se acha desde a ser

(15)

8

longotempoabolida, airritaçãogalvanicadasimples cadèamesma cessa de obrar sobre osmusculosede dar lugaraconvulsões.

Adescoberta do electro

-

magnetismo tem feitoconhecer instrumentos galvanometricos muito sensiveis

.

VavasseureBeraudidizem terobservado queagulhas implantadasnosnervos de um animal vivotornão

-

semagné

-

ticas ,eattrabema limalhadeferro ;mas estasexperienciasforãorepeli-

daspor Muller , eestedeclara quenão apercebeu nasagulhasomenor indicio demagnetismo

.

David publicou em 1830 experiencias cujo resultado seria quefios conductores, implantados emum musculodescoberto ,obrassemsobreo galvanometronomomento cmqueoanimalse movesse

.

Segundo elle,

quandoseintroduz aagulha emumnervoseparadodamedullaespinhal, se sepõeosconductores em communicação com estaagulha, ogalvano-

metrofica emrepouso; e,pelocontrario , todasasvezesquese obra sobre os nervos,quetemficadoem relação com ocentronervoso ,o instrumen

-

to dáindíciosdcclectricidade.J.Muller nunca obteve taesresultados , e Person, empregando osmais convenientes instrumentos , nuncadesco- brioelectricidade nos nervos

.

PrévosteDumas tem imaginadourna theoria electrica do movimento muscular

.

A explicaçãoqueelles dãodaconlracçãodosmusculos basèa

-

se nasupposiçãode que as libras nervosas, que marchão transversal

-

mentesobreosfeixes musculares , seattrahem,eassim encolhem estes feixes. Esta hypothèse,comonota Muller ,émuito pouco provável, pois forçaria a considerarasinnumeras fibras musculares como reduzidas a umpapelpuramentepassivo.Que aelectricidade sejaa causadaattracção mutua dosnervosnosmusculos ,nãopassa deuma supposição

.

Parade

-

monstrar com ogalvanometro a existência de correnteselectricas nos nervos,convém nãoapplicar os fios deste instrumentoaonervo musculoaomesmo tempo; porquantoumacadèadesubstancias hetero

-

geneas,taes como nervo, musculo cmetal, sendo jã sulficienle para

excitaraelectricidade, ogalvanometro descobriria, na cxperiencia de quesetrata,nãoaelectricidade que obranosnervos ,mas sim a queé produzida pelacadèa

.

Em consequência , para quesenão produza elec- tricidadepela uniãodogalvanometro com o nervoeomusculo, é neces

-

sárioapplicarosfios conductoresaum nervo unico , e verse estenervo, cujacommunicação comocerobro temsidorespeitada, determina oseil-

eao

(16)

9

laçóesda agulha magnética,durante os movimentos voluntários: se isto acontecesse ,podcr

-

se

-

hia1er acerteza «leque a innervação partida do

eerebroé umacorrenteelectrica

.

MasPrévost e Dumas confcssâo que, quandoseopera deste modo,não seobservaomenor desvio «laagulha

.

Idlestemexaminadocomogalvanomètre oparvagoem animaessãos, e oplexus seinticoem umtetânico,oaagulha nunca deu o menor indicio deelectricidade

.

Nanecessidadedeexplicarestainsensibilidade do galvanometro, Provost e Dumastentarãooutrahypolhese

.

Suppuzerãonos nervosduas correntes galvanicasque,neutralisando

-

se ,tirão todaapossibilidadede arçãosobre aagulha imantada

.

Compararãoestasduascorrenteshvpotheticasáscor-

renteselectricasquc percorrememsentidos inversososbraços do galvano

-

metro ,e seencontrãonomultiplicadorounasvoltas«losfiosconductores

.

Segundoelles,aagulhaimantada assemelha

-

seaomusculo,que,comoella,

experimentaainllucnciadecorrentesoppostas

.

Mas , responde

-

se

-

lhes, o

galvanometro reage durante a acção «las correntesoppostas; porque poisnão ha rcacçáocomasduascorrentes«piea hypothèse attribue aos nervos?

Tambémpretendèrãoellesprovar queofogo, quando produz convul

-

sões, influindo sobre osnervos, ofazpelaelectricidade. Para este fim fixarão«lous fiosde platina semelhantesnas extremidades dos conductores

«lo galvanometro, mergulharão um nosmusculos«leuma rãa,epuzerão o outro cnyermclhecido pelo fogo em contacto com os nervos

.

Com

eíFeilo sobrevierãoasconvulsões, caagulha foi declinada; porém duas peças«lemetal,dasquaesumacaquecida,estãono caso«lemctaeshete-

rogéneos,c portantonadaprovaestaexpcriencia

.

Outrotanto acontecea respeito«laexpcriencia que fizerãoparamostrar quoaelectricidadeprocede«laacção dos irritantes chimicos

.

Fixarão em

umdos conductores do galvanometro um pedaço de platina impregnado dechloruretode antimonioou«leacido azotico,e nooutroumfragmento do nervo ,demusculooude eerebro, e virão que,cada vezquese fe-

chavaacadéa , aagulhasollria umadeclinação

.

Ora, neste caso, ainda melhorque nos precedentes, achão-sc estabelecidas pela heterogenei- dade«las substanciasascondições geraes«laexcitaçãodo fluido electrico: segue-sedahiaidentida«lc dosprincípios electricoenervoso?

person repeliotodosos trabalhos feitos como fim de acharesta iden

-

WKRT

.

(17)

10

tidade

.

Receiosodequeogalvanometronãopudesseexactainenteindicar ascorrentesdesenvolvidaspara as contracções , recorreuaoutro instru

-

mento muito sensível assim ús correctes successives,como ás instantâ

-

neas ; nunca deste instrumento obteve resultado que demonstrasse a hypothèse em questão

.

Xotoumaisque,para excitar contracções muscu- lares , não6 preciso queumacorrentegalvanica percorra todoocompri

-

mentodosnervos :queestemesmoefíeito se dá , por pequeno que seja opontodonervo que acorrenteatravessa para ir deum polo aoutro

.

Do queficaexpendido parece-nos bempoder-seconcluir que , durante avida ,etantoquanto ha irritabilidade em um nervo de movimento,este nervo seacha em tal estado , que tudo oque produzuma repentina mu- dança nadisposiçãode suas moléculas , excita acontracçãodo musculo situado em sua extremidadeperipherica, e que as excitaçõeselectricas, chimicas e mecanicas obrão , debaixo desta relação ,domesmo modo.

Nãoprevalece também o argumento de analogia suggerido pela exis

-

tência depeixeselectricos. Estesanimaestemorgãosconstruídosamodo de umapilha galvanica;ora, seaelectricidadefosseoagente dos nervos, não vemos razãopor que nãopudessea naturezadispensar nellesosnppa

-

relhosparticulares

.

«Mas,dirá alguémcom Rolando, ocerebelloé um apparelhoelectro-motor

.

» Quid inde ? Nãose póde bem sustentar que o fluido electrico sómente obre como excitantedo principio nervoso ?

Emconclusão

.

1

.

“ Continua sem demonstração a bypothese que attribue correntes electricas aos nervos,durante qualquer acçãovital.

2.°Oprincipionervoso eaelectricidade apresentão caracteres(pie os diílerençãoessencialmente.

3." Noestado actual da sciencia nãoconhecemospositivamente a natu

-

rezadoprincipionervoso.

(18)

SEGINDO POMO .

iGESStf ë E â S ACMBM 8 QKKA 8 .

Diversas especies de Asphyxia consideradas debaixo do ponto de vista medico- legal .

«Amedicinalegal eajurisprudênciaoosdous olhos da justiça:semambos,cilaomove o passo;semumdélies, ou comambos anuvia

-

dos,cila vacilla,tropeça,enuncasemprejuízo dos direitosdo homem

.

»**

Entendemos pela palavraAsphyxia

,

que, segundo suaetymologiagrega , designaaausência de pulso , asuspensãoprimitivada respiração,capa/, dedeterminarada circulação,econseguinlementea cessação completa dasfuneçoes,eamorte.

Dá-seasphyxia,sempre queo aratmosphericonãopóde chegar aos pulmões,ouquenãopenetracmquantidadesufficiente para lorneceros princípios necessáriospara ahematose

.

Ha portanto asphyxia , quando obstáculos collocadosfóra dasviasaéreas , comprimindo-as, eoppondo

-

se

á sua dilatação ,ou noseuinterior , obstruindo

-

asmaisoumenoscomple

-

tamente,ouainda tendo por sédeasuaespessura ,impedemapassagem

(19)

12

«io arparao interiordas vesículas pulmonares

.

Assim,umaduplaferida penetrante«lopeitocomderramamentode ar napleura,umduploliydro

-

thorax, uma forçamecanica , que ,comprimindoothorax , destruaaacção dos musculos inspiradores, umtumoraneurismal, um phlegmon, um corpo estranhonoesophago, corposdequalquer.naturezaaccidentalmentc introduzidos nos orgãosrespiratórios,odesenvolvimentoenorme ,«piesão

susceptiveisdeadquirirasamygdalas ,oedemadaglotte,polypos Ac

.

,

dão lugar áasphyxia,lia aindaasphyxia, logo queumalesão da medulla espinhal ,dos nervosphrenicos

aparalysia«los orgãos da respiração oudasparedeslhoracieas;outambém

«|uandoo aré muito rarefeito

.

Finalmente,épelaasphyxiaque sobrevem a morte, quandoo indivíduo ésubmergidoemummeio nãorespirável , oudemoradonovacuo

.

Nãosedeve attribuir áasphyxiaomorte, quetem lugar ,quando ,em vezdear respirável ,sãogazes deletereos , que penetrãonas viasrespira

-

tórias.Entretantotem

-

seconfundidoemquasi todososcasosoenvenena-

mentocomaasphyxia

.

Se umanimalsuccumbe , logo«piedemisturacom oaratmosphericoellerespiraumapequena porçãode hydrogenio phospho

-

retado,acausa desuamortenãoócertamenteaasphyxia,porquantooar introduzido nosorgãos respiratórioscontinha o oxygenioco azotoem quantidadee nasproporçõesconvenientespara alimentar a respiração; porémum venenogazosotemaomesmo tempo sido absorvido,edeter-

minadoamorte

.

0mesmoacontecerá , quando forohydrogenioarseniado, nproloxydodeazoto, oacido carbonieoAc.,que tiversidorespiradocom

«>ar.Seporém, em lugar desermisturadoscom o ar,estesgazesforem respiradospuros,o«piemuito raras vezes poderá acontecer,então haverá aomesmo tempoasphyxiae envenenamento.Aesta variedadedeaspliv-

xia tem

-

sedado o nome depositiva,lia outrosgazes, taescomooazoto, ohydrogenio,Ac

.

, « pieoparecemgozar dealguma propriedadedele-

tereo: estes,misturadosempequenaquantidade comoaratmospherico,

não causarãoaccidentes alguns,ese,quandosãorespirados puros,ouquasi puros , sobrevemaasphyxia ,óunicamente porquesãoimpróprios paraa respiração:a morte édevida, nãoásua presença, masá ausênciad o a r atmospherico

.

E a asphyxia negativa dealguns autores, e a gazosadc outros

.

De todasestasespecies de asphyxiaqueacabamosdeindicar ,sótrata

-

dos do oitavopar,temdeterminado ou

(20)

13

remos das que se achãocomprchendidasdebaixodopontodevistamedico- legal.Assimoccupar-nos

-

hemosein primeirolugarda submersão,depois

da cstrangulaçãoesuspensão.Antes porémdeentrarmosnoseu estudo,

exporemos resumidamenteoqueseobservanosaspbyxiadosem geral. Phcnomrnos gemesdaasphyxia.

Oprimeiroeffeitodetodaaespeciede

asphyxiaó aperturbaçãoda respiração quesemanifesta pelosbocejos, pelospandiculações, pelosesforçosda tosse, porumestadodeagoniae deoppressão. Depoissobrevém umpeso de cabeça,vertigens,umafraqueza nos membros , um enfraquecimentodasfaculdades intellectuaes, uma anciedade precordial;oindivíduo cabe emsyncope

.

Apezarda diminuição darespiração,acirculaçãopersiste;afaceé vultuosa,sua pelleseinjecta, depois torna-severmelha

quece,earespiraçãocessa inteiramente

.

Asuperficiedocorpoapresenta manchasvermelhas maisoumenosnumerosas,mais ou menoscarregadas.

Opulsodesapparececmtotalidade ,eparadistinguirocorpo deum cada-

versórestaa presença de calùrea ausência darigidez cadavérica. Lesões cadavéricas.

Seaasphyxiase terminapela morte,eisoestado

emquese encontrãoosorgãos:osolhossão brilhantesesalientes ,ostegu-

mentos apresentãoordinariamente manchas decôrrosacea, ou de um vermelho maisou menosvivo, segundo quearegiãoemqueseobserva recebe maisou menos vasoscapillares.Para não confundirestacórparti-

culareestasmanchascom a lividez cadavérica, releva notar-seque as primeirasseachãopor todasas parles ,sobretudo nas maiselevadas«lo corpo ,entretanto« piealividez,que é devida ástase dosangue ,eásua descidaparaaspartes declives ,sóseencontra naspartesinferiores,ena- quellas quepodemser comprimidasoucontundidasnasdiversasposições emqueestivercollocadoocadaver duranteoseuresfriamento;de mais estaélimitada aotecido mucosodapelle,eaquellas temsua séde em todaaespessura«lo derma,sãouma verdadeira injecçãodoscapillares

.

\a caixa craneana os vasosvenosos eseiossãoengorgilados: a sub

-

stanciacerebralapresenta pontosinjectados;asmembranasserosas pouco engorgitadas;podendovariavelmenteocontrarioterlugar : assimsendo raphiaa morte,aconteceoprimeirocaso ,esendodemoradaosegundo

.

Amucosadolaryngé,da epiglolle e«Ia trachéa-arteriaé rubra; superficie seencontra umamatériaespumosa esanguinolenta

.

Ospuh sãomuito Volumosose apresentãò

-

seengorgilados;suacór é violacca ou

HEBT

.

mesmoviolacca :emfimopulsoseenfra-

ou

na sua noes

&

(21)

ill

:fazendo

-

se-lheincisões,

-

so o seuparenchymadeumvermelho

negra

azulado , e delle correr um sangue espesso e negro. 0volume destes orgãosvariaconforme ogenerodeasphyxia: se , porexemplo,ella teve obstáculo mecânico ú entrada do ar , elles nãosedeprimem porcausaum

quandose abre o thorax ; eçntáoctal oseu tamanho , que cobremoperi- cárdio ,c , chegandoa romper o incdiastino ,seus bordos cavalgàoum sobre ooutro:nestecasoellesnãocrepitão,e não tem muitosangueeu»

parenchyma

.

Quandoaasphyxia tem lugar por laltade arno meio ambiente , os pulmõespodem deprimir

-

se,enãocrepitar

.

olianeste

casoengorgitamento sangu í neo ,porquealentidão da causa permitteque estesorgãos sedesembaracem do sangue, que vai quasi todo para o systema vascular

.

Asoutras vísceras ,oligado ,obaço, os rins,oestomago,apre- sentãoestacòrazulada ,esta pletora venosa

.

0 lado direito do coração, bemcomo asveias cavas,é distendido por um sanguenegro, muitas vezes espesso ,c rarasvezescoogulavel ; pelo contrario,ascavidadesesquerdase asveiaspulmonares,comtodoo systema arterial, são vasios ou contém pequenaquantidadede sangue

.

Osangueé fluidoenegro,emcontacto porém comoar torna

-

se vermelho, ealgumas vezes coagulavel : existe sempre em maior quantidade nas veias do quenasartérias

.

Theoriada asphyxia

. —

Trèssãoasprincipaes theoriesquetemapparecido paraaexplicaçãodos phenomenosdaasphyxia :ade Haller,adeGoodwin eadeBichat.ConformeHaller,a staseda circulação temprimitivamente lugar nos pulmões ;elle consideraasuspensãoda respiraçãocomo deter

-

minando umacompressãono tecido pulmonar , em virtude da qual os respectivosvasos,tornando

-

sesinuosos, nãodeixàomaisatravessarosangue. Entãoas cavidades direitasdocoração, os troncos venosos,

systema capillarseengorgitão; as cavidades esquerdaseasartérias conti-

nuãoa obrarsobreoliquido que ellascontém,atéque

No sentirdeGoodwin,osangue arterialó oexcitantenecessário da traeçãodas cavidades esquerdas do coração; a hematose pulmonar tendomaislugar por falta de renovaçãodoar, estascavidadestornão

-

se

inertes, e dahientão resulta uma seu

asveias eo seesvaziem

.

con

-

,nao stase dacirculação no coração, e por consequência nos pulmões

.

Atheoria de Bichat éamais seguida pelosmodernos

.

Segundoeste sabio

physiologista,a morte temlugar ,nãoporqueacirculaçãoparce osorgãos cessemdereceber sangue, como queriãoHallereGoodwin, mas porquo

(22)

15

estesorgãos recebem , em vez de sangue vivificante, um sangue que

onãoé , em vezdesanguoarterial ,queó oestimulodavida,um sangue que pelo contrario óiraproprioparaesta vida

.

Assimo sangue e neste venoso,

privado dooxygenio, privadodahematose ,continua venoso, estado chega aocoraçãoesquerdo;este, conformesuasfuneções, nutre

-

se

com elle, e demaiso envia a todo o organismo, inclusive o mesmo pulmão, que lhoenviou assim; essesanguenasuapassagem pelo systema capillar geralsobre-carrega-so de tudo o que noestado physiologico o tornavade arterialemvenoso;porahifaça-soidéadoestado,emquedepois deseucurso volta elleaocoração:esteorgãopois se entorpece,suasfune

-

çõesseexercem mal

.

Ao mesmo tempo que o 6angue nãovivificado se distribuenosorgãospelaaorta,estaartéria o envia aocerebro; dahias cephalalgias, aperturbaçãodasideas ,aperdade conhecimento

.

O cerebro pela acçáonervosaque exerce sobreo coração, reage porsua vezcontra esseorgão, e apressaa sua paralysia:iníluenciundo

-

se reciprocamente estes phenomenos

.

e a cada momento em maisalto grão, um profundo estadodo mal seapoderado organismo ,eavida,abandonando as suas principaesposições,ondeé tão violentamenteatacada , vai refugiar-senas partesremotas,ondepor algum tempo tentaresistiráscausasdeletereas queaameação;aindaalgum calorahi persiste ,até que, apertadadetodos oslados, ellacede, e vencida abandona esse outroratheatro de seu§ movimentos

.

DA SUBMERSÃO

.

CAPITULO I

.

Apalavra

Submersão

tomadaemsuaverdadeiraaccepçãoomente

denotaaacçãodemergulharumcorpo emumliquido;osmedicos porém designãocomellaoestudodos phenomenos physiologicosepathologicos, quesemanifeslãoquandoumanimalderespiraçãoaéreaé mergulhado emummeioliquidoqueinterceptetodaacommunicação entreseusorgãos respiratórios e a atmosphera

.

Phenomenosda submersão,e osdiversosmodos, scfjundo osquaesamorle sobrevém

.

Poucosinstantes depois de submergido,esforços voluntários,

(23)

IG

omovimentosdesconcertadosde todos osmembrosfazemsurgiroinfelizá flòrdaagua,oliquidovai-seintroduzindo pelabocca,econductosaéreos:

nesteponto extrema atllicçãopesa sobre o desgraçado ,eoliquido,inter

-

postonasviasaéreas,impedeo livreingressodo ar, começando deste momento ospbenomenosdaasphyxia,ou, emlinguagempathologiea, seus svmptomas

.

Necessidadeimperiosaderespirar,quemostrahaverdifficul

-

dade de exercer-se esta das mais importantes funeções «lo organismo, obriga-oagrandesesforçosinspiratorios;cada vez«jue sua cabeça surge acimadaagua elleprocurarespirar,porémcomoaraspiraoliquido,que

osuflbea;succédéprolongadaexpiração, cmque sabe aguaear ; sobre

-

vindo logo grandes anciedades e tosse violenta, causada pelairritação

« juenolarvngeproduzo liquido:anecessidade de respirareosesforços para consegui-lovão crescendoá medidaque oar se torna insufliciente paraahematose;cephalalgia, peso de cabeçaeperturbaçãodasfaculdades intellectuaesatacão o individu«): finalmente , «piando mais não póde

«onservar-senasuperficiedaagua,precipita

-

seaofundo,omlcpor algum

lempo luta, continuamlo os esforçospara respirar,avista se lhe escurece, ellefaz movimentos convulsivos , sente grande susurro nos ouvidos, suas forçasvãoseesgotando ,e nãopodcmlomais lutar,dcsfallece quasi oucompletamenteasphyxiado.

Emalguns casosoindividuonomomento«lecaliirnaaguaé susccptivel

«lesotfrerumaemoção, umterror,umsobrcsaltotal, que liqueprivado detodas as suas facul«la«les, seja acommetlido de umasvncope ;entãoo seucorpovai ao fundo daaguasem executaralgummovimento,eoindi

-

viduo p«xlesuccumbirnesteestado

.

Amortesobrevém porsyncope porasphyxia

.

Póde ainda acontecerque,na occasiãoda quéda,aimpressão do frio e osesforços « pie o individuo faz para lutar contra determinem umacongestãocerebral,umaapoplexia,tanto mais seellefór pletorico; «pietambémseja accommetido «lo uma eommocào cerebral,

quando ao cahir soflra alguma violenta pancada sobre a cabeça; e «pie estachegueatéadeterminarafracturados ossos«Io craneo.Einfim,muitas vezesamorte dosafoga«losédevidaa umestado mixto, em queasfuneções dos pulmões,do cerebro e «lo coraçãosão suspensasquasi ao mesmo tempo

.

Assimpois,umimmergidopóde succumbir adifferentesgenerös

,

1emorte: á asphyxia ,Úsyncope , á apoplexia,ácommoção cerebral,oua to«las ao mesmotempo

.

,enao o perigo

Referências

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