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DISSERTA
^ AO
SECIJAO DE SCIENCIAS UEDICAS . - Caieira ie PatMwa lateral
Aunima At B BBS it
PBOPO § l < 2 QES
SflCftO Wi SCIESGIAS ACOBSSeiliAS . — Caleb dc Pbrmwn . - D . lS Q 01 SAS
SBCfAll HE SCIENCIAS ClltIRflIOAS . — Cawlerra de Auttib desmjttiva . — MEDULLA ESPINHAl
,SECl ’ ft M SCIENCIAS MEDICAS .
('adeira dc PatWwcia iiilcrua . cmim
THESE
APMTADA A
’Faculdade de Hedicina do Bio de Janeiro
EI£ 27 DE SKTOfBRQ DE 11384
E PERANTE ELLA SUSTENTAOA
DJlIHfl
Ditatw cm ncdicioa pcla mesma fwuldade
Xuturnl de Milinternes {S, Jofto d’Kl-Kei)
Fi . lho legitimo de Francisco de Paula e de D . Belarmina Candid
flfV
- v
Typ. dc MIItA NO
r
M . Ydili
*FACULDADE DE MEDICIHA DO RIO DE JANERO
DIRECTOR, Conselheiro Dr
.
Vicente Candido Figueirn de Saboia.
VICK
-
DIRECTOR, Cotiaelheiro Dr. Albino Rodrigues de Alvurenga.SECKETARIQ, Dr
.
Carlos Ferreira de Souza Feminities.
Drs
.
: LEVIES CA rUi:DHATlC08Jorio Martins Teixeira
....
Physica tnedica.
August" Ferreira dos Santos
. . .
Chimica medica e mineralogia.
Joao Joaquim Pizarro
. . . .
RoLanica inedica e fcoologift.
dose Pereira Guimuraes
.
Anatomia descriptive.C
.
ro Barao do Muceio. ... ..
Histologia theorica o pratica.
Domingos Jos4 Freire Junior
.
Chimica organten e biologicu,Joao Baptist* Kossuth Vinelli
..
Physiologictheorica e experimental Jntto Jose da Silva Pathologic goral.Cypriano de Souzi Freitas Anntomm e physiologic pathological. Jofio Damasceuo Peranha da Silva.
.. .
Pathologia niedica.
Pedro Affonso de Carvalho Franco
. .. .
Pathologia cirurgica.
C
.
ro Albino Rodrigues do Alvarenga.
.-
Materia medic* a therapeuLlca eapucinl.
" Ina/„•Luiz da Cuniiu Feijo Junior [Ex.) Obstetricia
.
Claudio Velho da Motta Maia (Ex
.
).. .
Anatomiu topographia t, medicine operator!*experimental
,
apparelhosepequenacirurgiu.Hygiene e historic da medicina
.
Pharmacologia o arLe de formular
.
Medicina legal e toxico login
. {
Clinica inedica de a lulto* .
j
Clinica cirurgica de adultos.
Clime* ophtalmologie*
.
Clinica obstetric* e gynecologic*.
Clinica medic* e eirurgic do manias
.
Clinica de molesting rutmiens e syphiliticus. Clinica psychiatrica
.
LKXTES SLBSTITtlTOS SERVINDII DE ADJUVrOS
.
Anatomiaexperimental,topographicapparelling^, tn".
lieiim^queimoperiloriairnrgia..
Anatomia descriptiva..
Materia inedica e therapeutics espo r*ADJUNTOS
Chimica medics e miuornlogia,
Physics medic*.
Botanic* medica e zoologin
.
Ilistologia theorica e pratica
.
Chimica organic* e biologica
.
Physiologin theorica e experimental
.
Anatomia e physiologia pailiologicas* Pharmacologia earte de formular
.
Medicina legal e toxiC'dogia
.
Hygiene e llistoria da medicina
.
4
Nilnude Andrade *4
Agostinho Jose de Souza Lima
....
*.
G
.
ro.
Foiio Vicente Torres lininem.. ..
Domingos de Almeida Martins Costa G
.
roVireriteCan lido Figneir*deSalmi*Join da Costa Lima v Castro (Ex
.
). . . .
,Hllario s
-
ires do GonvflaErico Marin
.
.o da Gama CoelhoCandido Burnt* Ribeiro (Ex
.
)Joao Pizarro Gabizo
.
Joao Carlos Teixeira Brandao
.
, ,Antonio Cnetano de Almeida
Os* ar A
.
de BuiItoes Ribeiro ( Ex.
)Jose Benicio de Abreu
.... . .
1 tJose Maria Teixeirn
Francisco Ribeiro de Mondonca
.
.ArLlmr Fernandes Campos da Paz Lniz Ribeiro do Souza Fontes
....
Heuriqiie Ladislaude Souza Lopes....
Francisco de Castro *
Eduardo Augusta rie Menezes Bernardo Alves Pereira
Carlos Rodrigues de Vascnncellos Ernesto de Freitas Criasiumu.
.
Francisco de Paula Valia lares Pedro Severiano de Mugalhnes
Domingo* ie (T 'VS e Vasemieetlus Pe Iro Paulu de i 'arvaluo
. . ....
Jos* Jn HImm Pereira •lo Souza aria
Clinica inedica de adultos.
#
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>m m a » *« # •1 4*
I
Clinica cirurgica de niellos.
» *44*4 *
I
* i * *
Clinica obstetric* o gynecologic*
.
Clinica medic* e cirurgica de criaacas,
Clinica le molesting cutaueas e syphilitJcas
.
Clinica opliLaliUE>hrgica. Clinic* psychiatric*
.
F * m
Lea L*«.*II ri:i
nmn reprova as opiuioas einiui Las nas theses
M X l f l W
A ’ memoria de men honrado pae
i
Como quasi sempre as palavras sao insuf -
fientissimas para exprimirem o que sente o
cora ^ ao ; aquelles que tiverao urn pae na ver -
dadeira accepgao da palavra , e que se prezao
de ser bom filho reservo a avalia
^ ao da cru -
ciante d 6 r que me abate neste momento ! !
Como e triste chorar - se nos dias quejul -
gavamos serem os mais felizes de nossa vida !!
y . \ m
4
K siincta memoria d « miiiha idolatrada e nofca irma .
i
Zica , choro ate hoje e chorarei sempre a a tua falta .
Ah ! como tenho inveja d
'aquclles que ainda tem a felicidade de possuirem uma
b 6 a irma !! !
*
A ’ Sagrada memoria de meu Avo e
Padrinho
Joao Antonio da Silva Mourao
Dc tninha b 6 a madrinha
D . Maria Francellina d ’ Oliveira Barrstc
DE METIS AVOS
De meus Tios
DE ^ ETJS PARENTES
De meus Coliegas DE MEUS AMIGOS De meu honraao mestre
L LUIZ DALLE
l
h
m
I
A
'MINHA MAE
Candida Moreira
Amor filial .
I
*
1
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M - Yl / lVi
A
'MINHA NOIVA
D . Anna Eugenia de Castro
r
Amor
eternoA
mensInn
ftosDrs . Jc 0 o Sahstiano Kcrcira Mourlo
•Francisco ds Paula Hcreira Morao
A minhas boas cunhadas
5 . paria rtf
(S astro porrira gftourao D . fcolta ( If gwUar porcira pourao
AOS METIS nnSBESSAXniS WUIHDB
AOS MEUS TIOS QUE ME ESTIMAO
writs parmtes amigos
AOS MEUS MESTRES MEUS AMIGOS
Gratidao eterna .
Ao meu illustrado mestre
Dr . Jose Benicio de Abreu
Acccitae
ainsignificance offerta d
’aquelle que admira
enivos o
saber real
^ ado por
umtalento superior e um
caractaillibado .
M . VJI ' AV
I
Aos
MELISpadrinhos
Comm . usstodio ilc JUmmlit paptlraeg
§ ? . fuse pnm Javier
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AOS M E U S A M I G O S
Aos mens particulars amigos
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e a suas Exmas
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OS PE K6TVDQAcs me us colIs gas s con . tsmporanaos mans amigos
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if &mikk & de minim iumiUu
i
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J . \ Zj
'LLu
DISSERTAQAO
SECCIO MCA .
»CADE ! [ IA DE i ' ATflOLOCIA INTERNA
A ^ EURYSMAS DA AORTA
Historico . I leiini
^ - ao . Divisao .
Ilistorieo. Os
aneurysmas
da aorta nao foram conhecidosdos medicos
antigos,
e $6 foram mencioQadosdo rneado do
seculo decimo sexto era diante.A,
ndr
£Vesale
foi quem primeiro publicou,era
1557,urn caao du aneurysm a
da aorta, cujo diagnostico, feitodurante
a vida, foi maistarde
confirmado pela autopsia,D’esta dpoca em diaute vio
sendo
olvidadas as noeoes ad-quiridos a
respeitodos aneuryamas
, atequo
Riolan { 1658 ) e Elsuor(1670) negaram a possibitidade da aorta contrahir
semelh
&nte af-
feccio,
*
Mais tarde, grande uumero de factos observados par Lari'
cisit
Adbertiui, Valsalva, Malpighi e outros, vem demonstrar a re-
alidade da existencia dos anenrysmas da aorta, e as nocoes sobre
i
a
molestia torn
am'56 cada vez mais exactas, at6 que apparece Mor-gagni (1761), quen resurn i ado
e
aperfeieoaudoos
trabalhosde
sens antepassados, marcaum
novo periodo parao estudo
dos aneurys-mas
internos .
55 l
2
Poi todavia
no comeco
d1este seculo que os estudos seaper -
feicoaram* e
qua
se comecaratn a ohter nocoes mais completes sobrea aortactasin
. Em
18G± apparece
o trabalho monumental de Scarpae ,
pollco depots, o tie Comsart
,
o de Hodgson,
mas,
foi sobretndodepois da descoberta da auscilltacao por
Laeunec , em
1819,
e dos trnbalhos de Uoillaud,
em1823 ,
que se conlieceu bem o anevi-
ryfima da aorta
,
que, d’esta ep^ca
paraea
, fcem dado logar a taonotavefe
trabalhos.
Entre
os
anetores , que
*em
inna 6pocha mais proxima dendst
se tem occupado d'essa affeccuo,
pfldemos citar Stokes,
Green,
Gendrin
, Bellingham,
Thurnam,
Guthrie, Hope, Siiekelton,
Peacock,
Rokitansky
,
Lebertetc - ,
etc.
Dcflni
^
ao*—
KSoentraremos no
labyrintho dasdiscussoes
quese tem
agitado relativamente a detinlcao de aneurysma,
eacceltaremos
a defiuicati seguiute,
dada pordiversos auctores:
0 aneurysma £ unia dilatacao notavel e limitada da arteria
com on sem r up turn
de suas membratias.
Debaixo do ponto de vista da constituicao do sacco
,
osaneurysm as
t£m sido divididos emaneurysmas
vcrdatkirosDivisao
.
e falsos. Os primeiros sao aquelles em qne ha dilataeao de todas as tunicas arteriaes, e os segundos aquelles em que apenas
—IT
duas d'essas tunicas entram
uma ou
na constituicao do
sacco aueurys -
matico*
U
aneurysma
verdadeiro,
negado por Scarpa, 6 liojeadmit
*tido por quasi todos os auatomo
-
pathologistas.
NTeile as paredes arteriaes sao quasi sempre alteradas. Naose
deve confundir a cilia*tacao simples e physiologica
,
isto 4,
sem aiteracao previa das tunicas arteriaes, com o atieurysma verdadeiro,
exageracSo da dilatacao arterial por alteracao do
Pdde-
se
encontrar sobre aaorta as
diversasvariedades de
aneurysmas falsos
,
que se observant sobre o resto daarvore
arterial.
que nao e mais que a
vaso
.
3
0
aneurysma
cliama-
se mixto-
exlerno quando,
tendo havidodestruicao
das tunicas m4
dia e interna,
a externa sdmente entra 11acoostituicao do
sacco aneurysm
ah0
aneuryama
6 chamadomixto - interno
quando,
a tunica m6diatendo
- se
rompido,
a tunica interna vein constituir osacco ,
fazendo hernia atravez da tunica m4
dia despedacada, N'esta variedade,
atunica externa p
< 5
de ser despedacada,
cm conservada,
e entuo oaneuryama
serdconstituido
pela tunica interna sd,
on conjuncta-
mente com a externa. Admittida por Haller
,
Dubois,
Dupuytrene
JK.
outros
,
esta especie de aneurysmas £ hoje g*eralmente contestada,0 auetirysraa 6 fatso consecutivo quando
,
tendo-
se rompido osacco,
o sangue tem-
se derramado no tecido cellular circuinvisinho, que passa a formar a parede da nova cavidade.
0 aneurysms 6 varicuso ou orierio
-
wioso,
quando existe communicacao entre o sacco aneurysmal e uma
veia contigua.
U
aneurysms
diz~sedissecante
^ quandoo
sangueranne ^
eautre
a tunica externa de am ladu e as tunicas m£diae
interuado outro lado
.
N*este caso,ou
o aneurysmaapreseuta -
seapcmas com
mna abertura
,
ou entaomn
seguudo orificio de commuiucacao e situado mais abaixo.
Esta variedade & extremuineiUerara
e se ob-
serva nos
iudividuos
nvancadosem
edade.
Os aneurysmas t&m aiiula sido classificados differentemente,
con
forme o ponto de vista em que tdm sido considerados, Assim,
relativamente a
suu
fdrma,
elles t£m sido dividldos cm sacciform^
fusifortnes, etc
. ;
relativamente isua
etiologia,
em aneurysmas trait-
malicos e espontaneos \
e,
reluti vamente uo tratamento,
em medicose
cirurgicoBf etc
. ,
etc.
SjAUUi
r
Ktioloffia .
Consideradns
debaixo
doponto
de vista etioio^
ico,
osaneu
*rismas podem
ser
divididos, como vimos,
eratrnmnattcos
ecapon -
tanern
.
Os
aneurysmas
trtmttiaticGs sao rarissimos, oque
facilmentese comprehends visto a posic$o que occupn a aorta no org'anismo e a maneira por que
6
ella protegida contra os agentes externos.
todavia
,
factos ha que estabeleceni a sua possibilidade,Mais
commons ,
on antes mnito comnums, principalmente
entre ntis,
sao os aneurysmas espontaneos, e isso depende tantoda variedade e frequeucia dti
snas
cansas,
como da predispo-
sicao da aorta para tal affeccao
,
predisposicuu essa devida acertas condicues especiaes que
ap
resellta a aorta, como varena
osmais adiante* S6 trataremos <
Vestes
ultimos, visto os primeiros serein excessivamente raros e at£ mesmo excepcionaes.As
causas
dos aneurysmal espontaneos dividem-
se era predis-
ponenies e determinants
*
tComo causas predisponentes re
-
Cansas predisponentes.
conhecem
os
auctores todas aqueilas capazes de alterar directa ouAs incrustacdes calcareas
,
e indirectarnente as tunicas arteriaes,degenereseeucias gordtirosaa
,
ou atheromatosas,
sao as causas as communs da aorlectasia.
mais
KFFEITOS MECANICOS DA COLUMNA SAttGUTHEA SOBR15 AS PAREDES
Dt
versos
auctores dao a aorta como a sede a maisDA AORTA
.
VAL / mx -
Nas estatislicas de
Lobstein
frequente das dilatacdes aneurysmaticas
.
e Rokitansky, publicadas
no diccionario
deDechambre
e no livrode clinica de Peter
, vemos
a aorta figurar em primeim iogar.
K’ isso am facto de observacao clinica
,
e que Peter pro*curou
tao belli interpretar, forinulando suas leis.
Com effeito,
base-
ando
-
se no papei m6ramente
physico da endoarteria,
e naaccao que
columna sanguinea exerce sobre ella, Peter formulou quatro leis,
de
ordein mecanica,
a que denominou :— lei
dos diametros,
lei dascurvaturas, lei dos esporoes e lei das violenoias exfcernas.
« Ha mil facto physico
,
diz elle. o
clioque, que ,
nos pontosos mais
diversos (mas constantcmeute
osmesmos
) da canalisacao arte-
rial, e em
condicdes na
apparenciaas
mais variadas,
e na realidade,
todavia, perfeitamente identicas
,
produz a serie das lesoe3, sempre
uni-
formes
,
daendoarterite
chronica. »0 cheque determiuar& lesdes tanto
mais
gravese
profundas,
quanto mais consideravel elle f&r ; ora
,
evidenteiueute isso se da ahi,
onde o liquido em circulacao e auimado de maior movimento,
onde exists em raaior massa
,
e onde d dotado de maior velocidade de impulsao, isto e lias arterias as mais volumosas e mais proxiraas do coracao. A frequencia e a gravidade dus lesoes da endoar-
teria, estarao
na
razao directa do calibre do vaso.
Eis a lei dosa
diametros
.
0 clioque c a lesao correbitiva serao ainda mais considera
-
veis
nos
pontos onde a columna sauguiaea tem de mudar de direc-
cSoM ,
Lei
das curvaturas.
0 clioque
e
a lesao respectiva serao mais notaveisuos pontos
emque
a onda sanguinea vem quebrar se dividindo-
se,
no nivelpor conseguinte da origem de uma collateral
,
ou nos pontos de bi-
furcacoes arteriaes
.
Ahi ha cheque sobre o angulo do esporao e pressao excentrica sobre os lados oppostos da parede visinha.
Leidos expordes
.
Nos logares em
que
as traccoese os
choques sobreo vaso
M . V 2 - / U 6
7
forem mais considersveis como
,
por esemplo, na articulaqao femuro-
tibial, ahi as lesoes
serao
maisconsideraveis .
Lei das violences externas.
A quarts lei tern
pouca
applicacao b aorta,
a qual,
visto a posicao quo occupa nas cavidades splanchnicas,
esta menos su-
jeita violencias externas do que grande numero de arterias
.
As leis de Peter, fornmladas
relativamente as
irritacoesAme -
cauicas da
endoarteria
, tem comtudo applicacao aos aneurysmala aorta o
vaso
que apresenta as condicdes maisuecessarias
para o desenvolvimento deum aneurysma .
taes como proximidade docoracao, grande volume,
curvatura e esporoes,
Jiao devemos admirar uos de vel-
a figurar em primeiro logar, tan to nas estatisticas de Lobstein e de Rokitansky como nas dos demaisauctores .
Si e
EDADB
. OSaneurysmas
, em geral, muito raros antes dos vintean
nos, comquanto uma ou outra observaeao estabeleca a sua possibilidade.
Os cases de aortectasia, que se apresentam abaixo d’essa edade, podem ser considerados como uma verdadeira raridadeclinics .
Crisp
,
em uma estatistica,
onde se vdm colleccionadas 225observances
de aneurysmas da aorta,
cita sdmente uma em um in-
dividuo que
apenas
contava 16 annos.
Hodgson refere
-
nos um caso de aneurysma da aorta emuma meuina de 10 annos
.
Um facto semelhante foi citado,como
ex-
tremamente raro, por Henri Roger
,
na Uniao-
Medica de 1864.
Tra-
tava
-
se de uma crianca de 10 annos affectada de umaneurysma
daaorta toraxica
.
Entre nds ,
oDr .
AugustoBrandao
cita, emsua
these inau-
gural
,
umcaso
deaortectasia
na porcao toraxica, em
ummoco
de18
annos apenas .
A frequencla dos aneurysmas
cresce
parallelameute a edade e e a partir dos 30 annos ate os 60 que adquire u sen maxima *' J . VtyU & v
s
*
As
^
statistical apresetitad&a pelos anctores, quet
&m tratado d’essaquestao, v£
m pravar
averdade do
quaavancamos
; assim e qua Lebert, am 50 casus de aortectasia, achou queraaior
uumero devezes a aorta era atfectada dos 50 aos 65 aim
os
.Crisp, em 551 casos de aneurysni&
s
espontaueos, collection liados no espago de 6£ amuis, eonde
aedade
e tomad
aem
linba de conta, mostraque
amaior frequencia d
’essa atfecgao edos
50aos
50 aunos.Verdade 4
que esse quadro refersse
aos auetirysmas em geralcomtudo
, si analysamos us cases em que a dilatacao seda
para o lado da aorta, veremos que a conclusao de Crisp e fcambem applieavel a aortectasia.
Na velhice,
onde
as degeuerecentias arteriaes sao tao com- mons, onde o atheroma tem. sidecon
aiderado
regra gersti por tan Usmedicos, taes
como
Ilichat e outros,parece
que asd
:laUgoes aneu-
rysmaticas deverjam tornar-se mats frequenter; entretautc & o con- trario
qne
tem logar, porquanto e a partirdos
50 auuos que os aneurysmas da aorta vfio se tomaudo mais raros. Si alteudermosao modo de vida e au pequeno emprego de esforcos n'esta
edade
,acharemos
explicagaos
&tisfactona
para semelhaute contraste*I$EXO, liesulta das estatisideas dos auctores, que o homem e mais
veaes
acconnnettido deaneurysmas
do que amulber
. Isso,portin, nao
qner
diaerque
elle traga em si uma predisposicao,como
que innata, mas siru que elle expde-se mais do que amother
as diversas
causa
®productoras da
molestia. Com etfeito, attendsudo-seao
modo
de vida hygienicodo
liomem, k s snas profissdes e aos excesses diverson a que se eutrega, facilmeute se comprebendera arazao por que este 5 mais sujeito a couliahir inu aueurysma ,
- 1
Certas
profissoes
iufluem podeiosamente no des-ertvolvlinento dos
aneurysm
as da aorta,
e eutre ellas as que exigem maior esforeo muscular e obrigam o coraeao a functional*actividade
e emsrgia. Bi
considar&rmos
PHOFISSSES
.
com
maisque
a essaspro
tissues se' Jiv w
9
ligam, as
vezes
, habitos noeivos, taes como os excesses alcoolicos,venereos e outros, veremos
qua
os Endividuos u’essas condicbes estarao por ceido muito predispostos a molestia de Hodgson.Os parpinteiras, cavouqueiros, trabalhadores, cocheiros, rema-
dores
, etc-
,aI 6 m
de empregarem grande esforco moscular etraba
- lharem coni os membros tlioraxieos, hahitualmentese
entregama
diversos excesses e
principalmente
ao abuso do alcool, portanto estes,mais
do
queqaaesquer
outros. seriio predispostos as dilatacoes aneu-rysmaticas da aorta.
0 tilcoolisino constitUP, Lima causa poderosa da molestia de Hodgson. Eutre ribs
,
Q abuso das bebidas alcoolicas£ muito general isado, e o Con-selheiro Dr.
Torres
Homem altribue aessa causa
a fre^
uenciadas lesbes
da aorlano
Rio de Janeiro,Piz
esfe illustrado professor,que
o uso immoderadodas
bebidas espirituosas consists, uao tao sdmeute ua embriaguez
,
mas na qnanlidade detnasiada de alcool que mn individuoabsorve
, rela* tivarnente is exigencias do dima em qoe vive. Entre n6s, nos hospitals, e muito coiumum encontrarem-se homens que nos dizemnao abusarem dos liqnidos alcoolicos, s6 pelo facta de nunca se terem embriagado.
P &
ra dos ho.spiin.es , homens, alias respeitaveis, pelu mesrna razao dizem nao fazerein uso immoderado dos espiTitos, embora consumani diariameiiteuma
garrafa de viuho do Porto emcada
releis
&o , alfim do
cognac e cerveja que habitualrnente ingeremem boras detenninadas do dia. Kntretanto, aquelles que nSo se
embriagando, quanda se iniciam nos prazeres de Baccho, v&o se habituando ao vicio gradual e progressivamente, chegando no fim
de certu tempo a ingerir doses aiiis graudes de bebidas forte- monte idcoolisadas, sau
justamente
osque
*
maisque quaesquer
outros, sao victimas das lesdes viscomes iuhereutes a iutoxicacao alcoolica chronica
.
Bern dilTerente da intoxicacao aguda,
onde
as modifkacoes A.LCOOLISMO*5o 2
vrxuwi v
10
*
irapressas ao organismo sao passageiras
,
como acausa
que as de-
terminou
,
t nao deixam n'elle o menor^
estjgio desua
existencia,
u alcoolismo chronico
.
liuo so deixa-
lhe indeleveis os signaes de sua penriciosidade.
cotnopass
a de paesa filhosT
constituindo uma das grandereausas
da degradarao moral* physica e intellectual da es-
pecie humana
.
0 alcoolismo chronico
produifi , ua
membrauainterna da aorta,
as mesiuas modificuebes
que
succedem &endoaortite chronica , mo -
dificacdes
que ,
compromettendo a elasUcidade e a contractilidade da tunica media da aorta tornam estevasa mtiito
predisposto a soffrer os elfeitos malertcos daaccao
deuma
qualquer causacapaz
de de-
termitar ninn dilatacan aneurysmaiiea.
A aorta do alcoolista assemelha
-
se em mnitos pontes k doveJlio. Peter, em
sen
tratado de olaiica medica, diz E al
/alchoolisrae
chroniqne n'est rieti
autre
chose,an
reality, q ’ une
vieillesse prema-
ture .
»« 0 abuse das bebidas aicoolicas* refere o professor
T .
Homem,pjfbduz no
system
a arterial,
com particularidade 11a grossa
avteriaaorta
,
a.smesmas
altenirdes anatomicasque
avelhice
naturalmente determina* »Caxalis disse : «
Lon
a Tage de sesarteres
Em dinicaessa
proposicao 6 uma grande verdade
,
e £ applicavel aobretudo ac al-
coolista* enjas arterias* atheromasiadas em consequencia do alcool,
tornanvifo,
aos
olhos do medico*mats
velho realmente do que urn outro de egiial edade.Baseados em inntimeras autopsias praticadas em alcoolicos
,
quasi todos os pathologistas estao accordes em cousiderar o alcoolis
-
rno chronico como urna das principaes condicoes etiologicas das de
-
gen eresceucias afcheromatosas da aorta* Nao
acontece
omesmot
porenuna maneira par