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Aula 01 - Custo de Capital de Terceiros e Próprio

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Academic year: 2021

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(1)

FINANCIAMENTO

E GOVERNANÇA

CORPORATIVA

(2)

Programa:

Adaptações para o mercado brasileiro

2.

Aula 02 – Custo Médio Ponderado de Capital

Metodologia de Cálculo do CMPC (WACC)

Estudo de Caso: Fundo Gávea compra participação na

Companhia Hering S.A.

3.

Aula 03 – Estrutura de Capital: Modigliani e Miller

Escolha entre capital próprio e de terceiros em mercados

perfeitos

Estrutura de capital em mercados imperfeitos

4.

Aula 04 – Estrutura ótima de capital

Beta alavancado

Escolha entre capital próprio e de terceiros em mercados

imperfeitos

Estudo de Caso: Embraer S.A.

CRONOGRAMA

Aula 01: 09/11 (quinta-feira)Aula 02: 14/11 (terça-feira)Aula 03: 16/11 (quinta-feira)Aula 04: 21/11 (terça-feira)Aula 05: 28/11 (terça-feira)Aula 06: 05/12 (terça-feira)

(3)

Programa:

Adaptações para empresas de capital fechado

6.

Aula 06 – Outras teorias sobre estrutura de

capital

Assimetria de informação e Teoria da Pecking OrderMarket timing

Avaliação da Disciplina Nota da disciplina:

Resolução dos exercícios do material (individual)* 20% Resolução dos casos (duplas)** 20%

Avaliação da Disciplina (duplas) 60%

* Exercícios da lista sem resposta a serem entregues conforme cronograma abaixo. A entrega deve ser em meio físico.

Tema 1: Entrega em 14/11 Tema 2 e 3: Entrega em 21/11 Tema 4: Entrega em 28/11 Tema 5: Entrega em 5/12

**Resolução em sala nas aulas 02 e 04

CRONOGRAMA

Aula 01: 09/11 (quinta-feira)Aula 02: 14/11 (terça-feira)Aula 03: 16/11 (quinta-feira)Aula 04: 21/11 (terça-feira)Aula 05: 28/11 (terça-feira)Aula 06: 05/12 (terça-feira)

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Introdução

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Engenheiro Civil – UFPR

Especialização em Finanças – UNIFAE

Mestre em Administração – PUCPR (área de concentração: finanças) Doutorado Sanduíche na McGill University, Montreal, Canadá

Doutorado em Administração - PUCPR (área concentração: finanças)

ATUAÇÃO PROFISSIONAL

Experiência na gestão financeira em multinacionais e empresas familiares

Professor de finanças da graduação em administração da UFPR e da Universidade Positivo Professor do MBA em finanças da UFPR

Professor do mestrado e doutorado em administração e do mestrado em gestão de cooperativas da PUC-PR

INTERESSES DE PESQUISA

Eficiência do Mercado de Capitais

Modelos de Precificação de Ativos Financeiros Finanças Comportamentais

Finanças Corporativas e sua aplicação no mercado brasileiro

(5)

Introdução

Suponha o seguinte exemplo:

• Você é o dono de uma rede de restaurantes, que vem se mostrando bem-sucedida, obtendo

sucessivos lucros

• Surge no mercado uma oportunidade de negócios ímpar. No entanto, o investimento necessário é

superior aos lucros acumulados da empresa

Além dos lucros acumulados, quais alternativas que você teria para levantar os recursos necessários para o empreendimento?

(6)

Introdução

Ativo Permanente Ativo Circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

Passivo Circulante Capital de Terceiros

Capital Próprio

Como as empresas financiam suas operações?

Qual o custo associado a cada uma destas fontes?

(7)

Introdução

Qual o custo associado a cada uma destas fontes?

• Detentor da dívida: juros sobre o valor emprestado

• Acionista: valorização de suas ações e participação nos lucros da empresa

O custo de cada fonte de capital reflete o retorno esperado pela contra-parte para que esta financie as operações da empresa

(8)

Custo de Capital de Terceiros (Kt)

Empréstimos e Financiamentos

Empréstimos e Financiamentos

Debêntures (títulos de dívida)

Debêntures (títulos de dívida)

CAPITAL DE TERCEIROS

CAPITAL DE TERCEIROS

custo = taxa de juros efetiva cobrada na operação, descontado o IR

Kt = i x (1 – IR)

custo = taxa de juros efetiva cobrada na operação, descontado o IR

Kt = i x (1 – IR)

Por que se deve descontar o IR da taxa efetiva?

(9)

Custo de Capital de Terceiros (Kt)

Exemplo: Uma empresa contratou um empréstimo de $ 4 milhões a um juro de 10% a.a. Supondo

que seu LAJIR foi de $ 1,5 milhões, simule qual seria o LL com e sem o empréstimo:

Com Alavancagem Sem Alavancagem

LAJIR 1.500 1.500 Juros -400 0 LAIR 1.100 1.500 IR (34%) -374 -510 LL 726 990 Diminuição no LAIR: $ 400 Diminuição no LL: $ 264 ÷ 4.000 = 10%

Custo real da dívida = 400 – 136 = 264 = 400 – 400 x 34% = 400 x (1 – IR) = juros x (1 – IR) ÷ 4.000 = 6,60%

Diferença: $ 136

Custo Real da dívida para os acionistas

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Custo de Capital de Terceiros (Kt)

(11)

Custo de Capital de Terceiros (Kt)

(12)

Custo de Capital Próprio (Kp)

Principais modelos teóricos para a determinação de Kp:

Modelo 1: Modelo de Avaliação de Crescimento Constante (Gordon)

Modelo 2: CAPM

(13)

Custo de Capital Próprio (Kp)

Modelo 1: Modelo de Avaliação de Crescimento Constante (Gordon)

Baseia-se na premissa de que o valor de uma ação é determinado pelo valor presente de todos os dividendos futuros.

Exemplo:

Uma empresa pretende pagar um dividendo de $ 2,50 por ação, e espera que os dividendos cresçam à taxa de 10% . Sua ação ordinária está cotada a $ 50. Qual será seu custo de capital próprio pelo modelo de Gordon?

Kp = $ 2,50/$ 50 + 0,10 = 15,00%

Onde:

D1: Próximo dividendo esperado da ação P: Preço da ação

g: Taxa de crescimento dos dividendos

K

p

= D

1

/ P + g

(14)

Custo de Capital Próprio (Kp)

Uma história....

João possui aplicações em títulos de renda fixa. Atualmente, sua carteira de

investimentos rende uma média de 7% a.a.

Seu cunhado convidou-o para ser sócio capitalista de uma start-up que ele está

montando.

Qual o retorno mínimo que João deve esperar receber da empresa para que o

negócio valha a pena?

7%???

Não! Pois ele está correndo maior risco.

Logo, sua expectativa deve ser de 7% + um

prêmio pelo risco

(15)

Custo de Capital Próprio (Kp)

• O mesmo raciocínio aplicamos ao mercado de capitais.

• Um investidor, ao tornar-se sócio de uma empresa (acionista), espera receber como retorno a taxa

livre de risco + um prêmio por esse risco:

Retorno Esperado = Rf + Prêmio pelo Risco

• Como precificar esse prêmio?

Em 1964 Willian Sharpe propõe um modelo de precificação baseando-se apenas

na sensibilidade de um ativo em relação ao risco sistêmico

• Assim, quanto mais sensível o ativo for às variações do mercado, maior será o retorno exigido pelo acionista.

• Essa “sensibilidade” é parametrizada pelo beta:

(16)
(17)
(18)

Custo de Capital Próprio (Kp)

Para ações pertencentes a um mesmo mercado, teremos que Rf e Rm serão

idênticos

Logo, o fator de risco de cada ativo será dimensionado pelo seu beta

O beta mede a variação que o ativo sofre em função de variações no mercado

Ele é obtido a partir do ângulo da reta de regressão entre as variações do ativo e

as variações do mercado

Kp = Ri = Rf + b x (Rm – Rf)

Onde:

Ri: Retorno esperado do ativo Rf: Retorno da taxa livre de risco Rm: Retorno médio do mercado b: beta do ativo (carteira)

(19)

Adaptações para o mercado brasileiro

Para o mercado brasileiro, o CAPM é utilizado em duas versões.

Para empresas com operações no mercado doméstico em sua maioria:

Ri = R

selic/CDI

+ b x (R

ibovespa

– R

selic/CDI

)

Ri = R

T-Bonds 10 anos

+ b x (R

mercado EUA

– R

T-Bonds 10 anos

) + Risco-Brasil

ou

Prêmio pelo risco de mercado: 5% (aprox.)

Equity Risk Premium: 6,5% (aprox.)

(20)

Custo de Capital Próprio(Kp)

Referências

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