COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM
Entidade autárquica, vinculada ao governo através do Ministério da Fazenda. O presidente e seus diretores são escolhidos diretamente pelo Presidente da República.
Órgão normativo voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valores mobiliários;
Títulos e Valores Mobiliários: ações, debêntures, bônus de subscrição, e opções de compra e venda de mercadorias.
Objetivos da CVM:
Estimular investimentos no mercado acionário;
Assegurar o funcionamento das Bolsas de Valores;
Proteger os titulares contra a emissão fraudulenta, manipulação de preços e outros atos ilegais;
Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação dos títulos emitidos pelas sociedades anônimas de capital aberto;
Fortalecer o Mercado de Ações.
Comentário: A CVM é o BACEN do mercado mobiliário (ações, debêntures, fundos de investimento entre outros)
RELAÇÃO CVM, BACEN E CLIENTES
COPOM
Criado em Junho de 1996;
Junho de 1999 o Brasil passou a adotar as “Metas de Inflação” (definida pelo C.M.N)
Índice utilizado na meta: IPCA
É composto atualmente é diretoria colegiada do BACEN – (7 Diretores + 1 Diretor Presidente)
É o Copom quem define a taxa de juros “Selic – Meta” e também a existência ou não do Viés.
Uma vez definido o viés, compete ao presidente do BACEN a tarefa de executar
Reunião em dois dias (terças e quartas), Sendo o primeiro dia reservado para apresentação de dados e discussões e no segundo dia acontece a votação e definição da taxa de juros.
PROTEGE FISCALIZA
PROTEGE FISCALIZA
Calendário de reuniões (8 vezes ao ano) divulgado em até o fim de Outubro, podendo reunir- se extraordinariamente, desde que convocado pelo Presidente do Banco Central.
Divulgação da ATA de reunião em 6 dias úteis em português e 7 em Inglês;
Caso a Inflação (medida pelo IPCA) ultrapasse a meta estipulada pelo C.M.N (somado o intervalo de tolerância), o Presidente do Banco Central deve explicar os motivos do não cumprimento da meta através de uma Carta Aberta ao Ministro da Fazenda;
BANCO DE CÂMBIO
Os bancos de câmbio são instituições financeiras autorizadas a realizar, sem restrições, operações de câmbio e operações de crédito vinculadas às de câmbio, como financiamentos à exportação e importação e adiantamentos sobre contratos de câmbio.
IMPORTANTE: Os Bancos de Câmbio podem receber depósitos em contas sem remuneração, não movimentáveis por cheque ou por meio eletrônico pelo titular, cujos recursos sejam destinados à realização das operações acima citadas.
Na denominação dessas instituições deve constar a expressão "Banco de Câmbio"
COMPANHIAS HIPOTECÁRIAS
As companhias hipotecárias são instituições financeiras constituídas sob a forma de sociedade anônima, que
OBJETIVO: conceder financiamentos destinados à produção, reforma ou comercialização de imóveis residenciais ou comerciais aos quais não se aplicam as normas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). S
Principais operações passivas são:
letras hipotecárias
debêntures
empréstimos e financiamentos no País e no Exterior.
Suas principais operações ativas são:
financiamentos imobiliários residenciais ou comerciais
aquisição de créditos hipotecários
refinanciamentos de créditos hipotecários
repasses de recursos para financiamentos imobiliários.
Tais entidades têm como operações especiais a administração de créditos hipotecários de terceiros e de fundos de investimento imobiliário
IMPORTANTE: As companhias hipotecárias estão autorizadas a captarem recursos através da emissão de debêntures, mesmo estas sendo considerada Instituição Financeira e não ser necessáriamente constituida como S.A Aberta.
AGÊNCIAS DE FOMENTO
Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima de capital fechado e estar sob o controle de Unidade da Federação, sendo que cada Unidade só pode constituir uma agência
OBJETIVO: concessão de financiamento de capital fixo e de giro associado a projetos na Unidade da Federação onde tenham sede.
Tais entidades têm status de instituição financeira, mas não podem captar recursos junto ao público, recorrer ao redesconto, ter conta de reserva no Banco Central, contratar depósitos interfinanceiros na qualidade de depositante ou de depositária e nem ter participação societária em outras instituições financeiras.
De sua denominação social deve constar a expressão "Agência de Fomento" acrescida da indicação da Unidade da Federação Controladora.
As agências de fomento devem constituir e manter, permanentemente, fundo de liquidez equivalente, no mínimo, a 10% do valor de suas obrigações, a ser integralmente aplicado em títulos públicos federais.
RESSEGURADORES
Resseguradores - Entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas, que têm por objeto exclusivo a realização de operações de resseguro e retrocessão. O Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) é empresa resseguradora vinculada ao Ministério da Fazenda
CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO - CCB
Título de crédito emitido por pessoa física ou jurídica em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, credora original da CCB, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade.
A instituição credora deve integrar o SFN - Sistema Financeiro Nacional, sendo admitida a emissão da Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior, desde que a obrigação esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiros.
A Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior pode ser emitida em moeda estrangeira.
Pode ser emitida com ou sem garantia, real ou fidejussória, especificada no corpo do título.
Como funciona a emissão:
1. A Cédula é estruturada com todas as garantias reais e/ou fidejussórias estabelecidas.
2. A Cédula é emitida a favor a Instituição registradora com as garantias constituídas na própria cédula.
3. Após a emissão a Instituição Colocadora atua para distribuir as cédulas junto a investidores do Mercado Financeiro ou do Mercado de Capitais.
4. O pagamento dos investidores pela cédula é repassado para o emissor.
5. O emissor se responsabiliza pelo pagamento da amortização e pelo resgate da cédula junto aos investidores conforme o estabelecido na própria cédula.
As garantias são utilizadas como um reforço de crédito para os investidores. Há casos em que as garantias geram um fluxo de caixa que é utilizado para o pagamento da amortização e resgate das cédulas.
AUTORREGULAÇÃO BANCÁRIA
A Febraban, cumprindo a sua vocação de representar o setor bancário e de fortalecer a sua relação com a sociedade, liderou, em conjunto com os maiores bancos do país, a criação do sistema brasileiro de auto-regulação bancária.
A auto-regulação possibilitará aos bancos, em conjunto com a sociedade, harmonizar o sistema bancário, suplementando as normas e os mecanismos de controle já existentes
A plena concorrência é essencial para a manutenção dos direitos do consumidor. Assim, a Febraban desenvolveu a auto-regulação como um sistema voluntário, focado na sadia concorrência do mercado, na elevação de padrões e no aumento da transparência em benefício dos consumidores.
As normas da auto-regulação NÃO se sobrepıem, mas se harmonizam a legislação vigente.
Podem solicitar a participação no Sistema de Auto-Regulação Bancária os bancos mútiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, caixas econômicas, cooperativas de crédito ou sociedades de crédito, financiamento e investimento, desde que associados à Febraban.
As Signatárias deverão observar os seguintes princípios gerais:
Ética e legalidade
Respeito ao Consumidor
Comunicação Eficiente
Melhoria Continua