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MANUAL DE PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E ENFERMAGEM

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ACES COVA DA BEIRA 2018

MANUAL DE PROCEDIMENTOS

ADMINISTRATIVOS E ENFERMAGEM

(2)

2 ACeS Cova da Beira maio 2018

Elaborado por:

Carlos Manuel Ramos Martins Célia Maria Afonso Almeida Gil

Cristina Margarida Correia Casalta Martins Luís Fernando Santos Pereira

Maria Luísa Dias Gomes Rui Miguel Pereira Correia

MANUAL DE PROCEDIMENTOS

ADMINISTRATIVOS E ENFERMAGEM

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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ACeS – Agrupamento de Centros de Saúde

ACIDI – Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural ACSS – Administração Central do Sistema de Saúde

AND – Andorra

ARSCentro – Administração Regional de Saúde do Centro BIS – Boletim Individual de Saúde

BR – Brasil

CESD – Cartão Europeu de Seguro de Doença

CIPE – Classificação Internacional para as Práticas de Enfermagem CNAI – Centro Nacional de Apoio ao Imigrante

CSP – Cuidados de Saúde Primários CTH – Consulta a Tempo e Horas CV – Cabo Verde

DGS – Direção Geral Da Saúde DR – Diário da República

ECCI – Equipa de Cuidados Continuados Integrados EFR – Entidade Financeira Responsável

EM – Estado Membro

Faq’S – Perguntas frequentes IAS – Indexante de Apoios Sociais

INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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MA – Marrocos

NIF – Número de Identificação Fiscal

NISS – Número de Identificação da Segurança Social PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa PF – Planeamento Familiar

PNV - Programa Nacional de Vacinação PT – Portugal

QUE – Québec

RAC – Registo Administrativo de Contacto RNU –Registo Nacional de Utentes

SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

SIARS – Sistema de monitorização das Administrações Regionais de Saúde SINUS- Sistema Informação Nacional dos Cuidados de Saúde Primários SNS – Sistema Nacional de Saúde

SNS 24 – Serviço Nacional de Saúde 24 TN – Tunísia

UAG – Unidade de Apoio à Gestão

USCP – Unidade de Cuidados de saúde Personalizados VD – Visita Domiciliária

VIH – Vírus da Imunodeficiência Humana

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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ÍNDICE

SIGLAS E ACRÓNIMOS ... 3

ÍNDICE ... 5

ÍNDICE DE FLUXOGRAMAS ... 7

ÍNDICE DE ANEXOS ... 8

1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO ... 9

Designação do projeto: ... 9

Entidade promotora: ... 9

Coordenadores do projeto: ... 9

Beneficiários diretos do projeto: ... 9

OBJETIVO DO PROJETO ... 9

JUSTIFICAÇÃO DO PROJETO ... 9

2. DEFINIÇÃO DE CONCEITOS ... 10

Ato de enfermagem ... 10

Consultas de enfermagem ... 11

Tipos de consultas ... 11

C004 | Consulta de enfermagem sem a presença do utente (indireta) – consulta não presencial – Tipo 1 ... 11

C005 | Consulta de enfermagem com a presença do utente (direta) – consulta presencial – Tipo 2 ... 11

C006 | Consulta de enfermagem de vigilância – subconjunto da consulta presencial – Tipo 2... 11

Ato complementar de diagnóstico... 12

Ato complementar de terapêutica ... 12

Atendimento de urgência ... 12

Consulta de medicina geral e familiar ... 12

Consulta médica ... 12

Consulta de enfermagem no domicilio ... 12

Consulta de enfermagem dirigida a grupos de risco e grupos vulneráveis ... 12

Educação para a Saúde ... 13

Consulta de outros profissionais de saúde ... 13

Inscrição ativa ... 13

Contato ... 14

Tipos de contato ... 14

Regras de inclusão das consultas ... 14

3. BOAS PRÁTICAS PARA O ATENDIMENTO ... 17

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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4. FONTES CONSULTADAS ... 20

5. FLUXOGRAMA DE CONSULTAS ... 21

Consulta de enfermagem ... 21

Consulta de enfermagem – Programas de vigilância ... 22

Consulta de enfermagem – Domicílio ... 23

6. INSCRIÇÕES ... 25

Inscrições a recém-nascidos ... 25

Com certidão de registo ... 25

Sem certidão de registo ... 25

7. MIGRANTES... 26

Consulta de enfermagem para Cidadãos nacionais dos Estados-Membros (EM) da União Europeia (UE), Espaço Económico Europeu (EEE) e Suíça abrangidos pelos regulamentos da UE sobre coordenação dos regimes de segurança social. ... 26

Fluxograma consulta/ato de enfermagem a migrantes ... 28

Consulta de enfermagem para Cidadãos nacionais de países terceiros abrangidos por acordo bilateral celebrado entre Portugal e o país terceiro em causa. ... 29

Fluxograma consulta/ato de enfermagem – migrante ... 31

Consulta de enfermagem para Cidadãos nacionais de países terceiros não abrangidos por acordo bilateral celebrado por Portugal ... 32

Fluxograma consulta/ato de enfermagem à migrantes ...33

Consulta de enfermagem para Cidadãos Nacionais de países terceiros com estatuto de refugiados ou com direito de asilo em Portugal. ... 34

Fluxograma consulta/ato de enfermagem - migrantes ... 35

8. INFORMAÇÃO ADICIONAL ... 36

9. ATRIBUIÇÃO DO ENFERMEIRO DE FAMÍLIA ... 38

ANEXOS……...………..……….34

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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ÍNDICE DE FLUXOGRAMAS

Consulta de enfermagem

Consulta de enfermagem – Programas de vigilância Consulta de enfermagem – Domicílio

Consulta do adolescente

Fluxograma consulta/ato de enfermagem a migrantes (Consulta de enfermagem para

Cidadãos nacionais dos Estados-Membros (EM) da União Europeia (UE), Espaço Económico Europeu (EEE) e Suíça abrangidos pelos regulamentos da UE sobre coordenação dos regimes de segurança social.)

Fluxograma consulta/ato de enfermagem a migrantes (Consulta de enfermagem para Cidadãos nacionais de países terceiros abrangidos por acordo bilateral celebrado entre Portugal e o país terceiro em causa.)

Fluxograma consulta/ato de enfermagem a migrantes (Consulta de enfermagem para Cidadãos nacionais de países terceiros não abrangidos por acordo bilateral celebrado por Portugal)

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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ÍNDICE DE ANEXOS

Anexo 1 – Isenção de taxas moderadoras

Anexo 2 – Dispensa do pagamento de taxas moderadoras

Anexo 3 – Fluxograma resumo das condições de acesso dos cidadãos dos Estados Membros da EU, do Espaço Económico Europeu e da Suíça ao sistema de saúde

Anexo 4 – Fluxograma de resumo das condições de acesso dos cidadãos estrangeiros em situação de estada temporária/residência temporária em Portugal

Anexo 5 – Fluxograma de resumo das situações de acesso destes estrangeiros ao sistema de saúde

Anexo 6 – Fluxograma resumo do acesso a cuidados de saúde por cidadãos estrangeiros ao sistema de saúde

Anexo 7 – Fluxograma resumo do acesso a cuidados de saúde por cidadãos nacionais de pais terceiros abrangidos por acordo bilateral

Anexo 8 – Fluxograma resumo do acesso a cuidados de saúde por cidadãos nacionais de países terceiros não abrangidos por acordo bilateral

Anexo 9 – Fluxograma resumo dos códigos de Identificação da Entidade Financeira Responsável (EFR)

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

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1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

Designação do projeto: Manual de procedimentos de registos administrativos e de enfermagem no SClínico/Sinus

Entidade promotora: ACeS Cova da Beira

Coordenadores do projeto: Direção de Enfermagem/UAG

Beneficiários diretos do projeto: Assistentes técnicos e enfermeiros, utentes e instituição

OBJETIVO DO PROJETO

Uniformizar procedimentos administrativos e de enfermagem no ACeS Cova da Beira.

JUSTIFICAÇÃO DO PROJETO

Após serem identificadas dificuldades de operacionalização nos procedimentos administrativos e de enfermagem no ACeS Cova da Beira surgiu a necessidade de elaborar este manual que tem subjacentes orientações superiores e legislação vigente.

Pretende-se que:

 Todas as unidades funcionais adotem os procedimentos aqui referidos.

 Agilizar processos, diminuir erros, servir de fonte de conhecimentos precisos e exatos e, sobretudo, evitar transmissão incorreta de informação.

 Toda a informação que se segue seja conhecida por todos os profissionais (assistentes técnicos e enfermeiros) e que esteja em local visível e de fácil consulta.

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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2. DEFINIÇÃO DE CONCEITOS

“Os enfermeiros podem proceder a registos no SClínico, classificando-os quanto ao tipo de contato, como (Ato de Enfermagem) ou (consulta de enfermagem). Esta classificação é efetuada quando se cria o contato. Ambos podem estar sujeitos a taxas moderadoras.

No entanto, ambas as atividades de enfermagem (as codificadas como [consultas de enfermagem] ou como [atos de enfermagem]) são [consultas], no sentido em que se estabelece um contato entre profissional de saúde e um utente de onde resulta uma avaliação ou juízo, procedimentos e comunicação. No entanto, quando [termina] o contacto, tem a possibilidade de alterar a classificação para [consulta de enfermagem]. Acresce que na definição e operacionalização do conceito de [consulta] nos interessa garantir o máximo de equidade entre profissionais de enfermagem que trabalham com diferentes aplicações de registo clínico e também nivelar a exigência do tipo de registos requeridos para [consultas médicas] e para [consultas de enfermagem].”

Fonte: BI dos Indicadores, 2016

Ato de enfermagem - preferencialmente usados para registos de atividades de enfermagem que envolvem apenas prescrições, quer por outros técnicos (p.e. injetáveis) quer pelo próprio enfermeiro (p.e. realização de pensos a feridas ou úlceras). Deve ter pelo menos uma "intervenção de enfermagem" ou pelo menos uma "medicação" ou pelo menos uma

"atitude terapêutica"

“Os [Atos de enfermagem] correspondem a registos de procedimentos isolados. Assim, se num determinado dia suceder que o registo de N [Atos de enfermagem] por um determinado profissional a um determinado utente, tal deve originar a contabilização de uma única [Consulta com a presença do utente]. Caso nesse dia tenha ocorrido o registo de uma [consulta de enfermagem] ao mesmo utente, então o(s) [ato(s) de enfermagem] não devem acrescer nenhuma contabilização de [Consulta com a presença do utente].

Isto sucede por exemplo no indicador nº 4, taxa de domicílios enfermagem por 1.000 inscritos, onde o registo de um ou vários [atos de enfermagem] a um utente, no domicílio, deve originar a contabilização de um [domicílio] (caso não ocorra o registo de [consulta de enfermagem] no domicílio).

O [SClínico (Perfil Enfermagem)] não impedem que o enfermeiro classifique um contacto como [ato de enfermagem] e posteriormente proceda a registos estruturados através da classificação CIPE (foco ou diagnóstico e intervenção).”

Fonte: BI Indicadores, 2016

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Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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Consultas de enfermagem - usadas preferencialmente para uma intervenção junto do cliente visando a realização de uma avaliação e diagnóstico, ou estabelecimento de um plano de cuidados ou intervenção de enfermagem (ou procedimento). Devem conter pelo menos dados de avaliação e um novo [diagnóstico de enfermagem] e o registo de pelo menos uma [intervenção de enfermagem]. Em alternativa devem conter pelo menos um [diagnóstico de enfermagem] ativo e pelo menos um novo registo de [intervenção de enfermagem].

Tipos de consultas

C004 | Consulta de enfermagem sem a presença do utente (indireta) – consulta não presencial – Tipo 1

 Registo de um ato ou consulta de enfermagem classificado como não presencial. E contato terminado.

 Registo de uma intervenção de enfermagem ou medicação ou atitude terapêutica.

 Para classificar uma [consulta] ou um [ato de enfermagem] como [sem a presença do utente], é necessário selecionar [telefone] ou [não presencial] ou [carta] ou [e-mail]

em [local da consulta], quando se procede à ativação do contacto.

 Registo possível até 10 dias após abertura de agendamento.

C005 | Consulta de enfermagem com a presença do utente (direta) – consulta presencial – Tipo 2

 Registo de ato/consulta de enfermagem como presencial e terminada.

 Registo de intervenções de enfermagem/medicação ou atitude terapêutica.

 Escolher no local de contato qualquer um dos itens (exclui-se os da consulta não presencial).

 Registo possível até 5 dias após abertura de agendamento.

C006 | Consulta de enfermagem de vigilância – subconjunto da consulta presencial – Tipo 2

 Consulta de enfermagem presencial e terminada.

 Abertura e registo no programa de saúde correspondente.

 Pelo menos um novo registo de diagnóstico ou de uma nova intervenção de enfermagem

 Só são incluídas intervenções de enfermagem, excluída a medicação e atitudes terapêuticas.

 As consultas de enfermagem não podem ser registadas como atos nem como não presencial.

 Os registos podem ser efetuados até 5 dias após a data para a qual a consulta foi agendada.

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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Ato complementar de diagnóstico – exame ou teste que que fornece resultados necessários para o estabelecimento de diagnóstico.

Ato complementar de terapêutica – prestação de cuidados curativos após diagnóstico e prescrição terapêutica.

Atendimento de urgência - ato de assistência prestado num estabelecimento de saúde, em Unidades de Cuidados de Saúde Primários (CSP) ou Hospitais, em instalações próprias, a um indivíduo com alteração súbita ou agravamento do seu estado de saúde. O utente é referenciado à consulta dos CSP através da linha de Serviço Nacional de Saúde 24 (SNS24) deve ser cativado no sistema de informação Consulta a Tempo e Horas (CTH) pelo assistente técnico. A referenciação para Serviço de Urgência, realizada por uma unidade funcional dos Cuidados de Saúde Primários, deverá ser efetivada no sistema informático ALERT - CTH, que isenta o utente à chegada à unidade hospitalar do SNS (consultar Circular Normativa Conjunta N. 6/2016/DPS/ACSS de 09-03-2016).

Consulta de medicina geral e familiar - consulta médica prestada em unidades de CSP no âmbito da especialidade que, de forma continuada, se ocupa dos problemas de saúde dos indivíduos e das famílias, no contexto da comunidade.

Consulta médica - ato de assistência prestado por um médico a um individuo, podendo consistir em observação clínica, diagnóstico, prescrição terapêutica, aconselhamento ou avaliação da evolução do seu estado de saúde.

Consulta de enfermagem no domicilio – Consulta ou ato realizadas por enfermeiros, no domicílio do utente, de acordo com os critérios previamente definidos pela unidade de saúde.

É sempre uma consulta/ato presencial.

Consulta de enfermagem dirigida a grupos de risco e grupos vulneráveis – consultas de enfermagem que antecedem a consulta médica efetuada em espaço próprio de acordo com o agendado. Podem ser: rastreio de infeções VIH/Sida, hepatites, tuberculose pulmonar e doenças sexualmente transmissíveis, de programas de diagnóstico precoce e de diagnóstico

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Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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neonatal, e no âmbito da profilaxia pré-exposição para o VIH, promovido no âmbito dos programas de prevenção de DGS, (dispensa pelo código 33)

Fonte: Diário da República Iª série, nº 86/2017, 4 de Maio; Portaria nº 153/2017, de 4 de Maio

Educação para a Saúde – Ações de educação/ensino dirigidas a utentes/famílias e/ou comunidades.

Consulta de outros profissionais de saúde - ato de assistência prestado a um individuo, podendo consistir em avaliação, intervenção e ou monitorização.

Inscrição ativa

“Descrição O conceito de [inscrição ativa] é muito relevante na generalidade dos indicadores de contratualização com os CSP, pois os utentes só são contabilizados se tiverem este tipo de inscrição. As inscrições dos utentes nos CSP foram e são registadas nas mais de 300 bases de dados SINUS desde o aparecimento desta aplicação até aos dias de hoje. Com o aparecimento do RNU em 2007, a gestão das inscrições nos CSP passou a ser centralizada, mantendo-se mecanismos de sincronização da informação no sentido RNU > SINUS. No SIM@SNS (inclui SIARS e MIM@UF) a fonte para determinar se um utente possui ou não [inscrição ativa]

depende das métricas, indicadores e processos em análise e da respetiva "data de referência".

Regra geral, a fonte do SIM@SNS foi o SINUS para indicadores, métricas e processos com data de referência igual ou inferior a dezembro de 2016 e passou a ser o RNU desde janeiro de 2017.

REGRAS APLICADAS QUANDO A FONTE É O SINUS: O utente tem [inscrição ativa] se a expressão [A ou B] for verdadeira:

A. Com "Primeira inscrição nos cuidados primários" (código de SINUS 1)

B. "Transferido de inscrição primária" (código de SINUS 2). Nota: O conceito de [inscrição ativa] não inclui "utentes esporádicos" (código de SINUS 3), nem "utentes não frequentadores"

(código de SINUS 9), nem outras formas de inscrição.

REGRAS APLICADAS QUANDO A FONTE É O RNU: O utente tem [inscrição ativa] se a expressão [(A ou B) e C e D] for verdadeira:

A. Com "Primeira inscrição nos cuidados primários" (equivalente ao código de SINUS 1) na data de referência.

B. "Transferido de inscrição primária" (equivalente ao código de SINUS 2) na data de referência.

C. Não está como "não frequentador" na data de referência.

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D. Não está marcado como "óbito" na data de referência, ou a data de óbito, caso exista, é posterior à data de referência.”

Fonte: BI Indicadores, 2016

Contato

“Descrição Um [contacto] é um conceito abstrato constituído por um conjunto de variáveis que caracterizam a componente não clínica de uma consulta. Exemplificam-se algumas dessas variáveis: - Data de agendamento; - Agenda de marcação; - Data de registo do contacto; - Tipo de contacto; - Iniciativa da marcação.”

Fonte: BI Indicadores, 2016

Tipos de contato

Os contactos realizados por médicos, enfermeiros ou outros profissionais de saúde nos CSP são classificados numa das 7 classes seguintes, mutuamente exclusivas entre si:

1 – Presencial e no consultório;

2 – Presencial e no domicílio (primeiro utente);

3 – Presencial e no domicílio (outro utente);

4 – Não presencial para renovação de receituário ou outras solicitações;

5 – Não presencial e realizada por telefone ou telemóvel;

6 – Não presencial e realizada por e-mail;

7 – Não presencial – outros tipos.

Regras de inclusão das consultas

1 – Presencial e no consultório para as situações em que a condição [A e B] é verdadeira:

A. A consulta é realizada nas instalações da unidade de saúde ou serviço;

B. O utente está presente na consulta.

2 – Presencial e no domicílio (primeiro utente) para as situações em que a condição [A e B e (C ou D)] é verdadeira:

A. A consulta é realizada no domicílio do utente;

B. O utente está presente no domicílio;

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C. Nesse dia, essa é a única consulta realizada nesse domicílio, pelo mesmo profissional de saúde;

D. Nesse dia, essa é a primeira de várias consultas que se sucederão, a utentes diferentes do mesmo agregado familiar, realizadas pelo mesmo profissional de saúde, no mesmo domicílio.

3 – Presencial e no domicílio (outro utente) para as situações em que a condição [A e B e C] é verdadeira:

A. A consulta é realizada no domicílio do utente;

B. O utente está presente no domicílio;

C. Nesse dia, essa não é a primeira consulta realizada nesse domicílio pelo mesmo profissional de saúde. Este item deve ser usado para as situações em que com uma única ida a casa, o profissional realiza várias consultas a doentes diferentes.

4 – Não presencial para renovação de receituário ou outras solicitações para as situações em que a condição [A e (B ou C)] é verdadeira:

A. Consulta realizada sem a presença do utente;

B. A consulta decorre de um pedido efetuado pelo utente junto do secretariado da unidade de saúde, independentemente do pedido ter sido feito presencialmente pelo próprio, por interposta pessoa, por telefone, e-mail, portal do utente ou outro canal.

C. A consulta decorre de um pedido efetuado por "interposta pessoa", diretamente ao profissional de saúde e este verifica que o pedido podia ter sido efetuado no secretariado da unidade de saúde. Este item deve ser usado, por exemplo, para os pedidos de renovação de receituário crónico através da secretaria da unidade funcional.

5 – Não presencial e realizada por telefone ou telemóvel

Consulta realizada usando como canal de comunicação o "telefone" ou o "telemóvel". Este item não deve ser usado se o único "produto" da consulta for "emissão de receituário crónico"

ou qualquer outro tipo de procedimento que possa ter sido solicitado através do secretariado clínico e, por isso, codificados no item "Não presencial para renovação de receituário ou outras solicitações".

6 – Não presencial e realizada por e-mail

Consulta realizada usando como canal de comunicação o "e-mail". Este item não deve ser usado se o único "produto" da consulta for "emissão de receituário crónico" ou qualquer outro tipo de procedimento que possa ter sido solicitado através do secretariado clínico e, por isso, codificados no item "Não presencial para renovação de receituário ou outras solicitações".

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

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7 – Não presencial – outros tipos

Classificar neste item consultas não presenciais que não sejam passíveis de codificação pelos itens anteriores.

Fonte: BI Indicadores, 2016

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

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3. BOAS PRÁTICAS PARA O ATENDIMENTO Assistentes técnicos

Os assistentes técnicos estão na linha da frente no atendimento aos utentes pois é através deles que é estabelecido o primeiro contato com a unidade de saúde. Para tal foram definidas e aprovadas normas de conduta neste manual, a fim de que todos atuem de forma igual, dizendo as coisas de forma igual.

É da sua responsabilidade:

 Gerir de forma eficaz as agendas médicas, de enfermagem e de outros profissionais de saúde, durante o horário de funcionamento da unidade de saúde de forma presencial ou não presencial.

 Informar e esclarecer os utentes de forma clara, objetiva e cordial usando linguagem adequada ao utente em causa tanto por via: presencial, telefónica e e-mail através das e-agendas.

 Resolver os problemas dos utentes, podendo, se necessário, solicitar a intervenção de outro profissional (Médico, enfermeiro…).

 Cobrar as taxas moderadoras.

Medidas a implementar:

 O agendamento de consultas programadas deverá ser feito da primeira para a última vaga de forma a não sobrar nenhuma vaga.

 Diminuir a proporção de consultas agendadas e não realizadas. (Preferencialmente devia ser enviado SMS ou telefonar aos utentes recordando-lhe a hora da marcação da consulta).

 Quando é necessário proceder à desmarcação de consultas médicas ou de enfermagem é dever do assistente técnico, efetuar de imediato o bloqueio dessa agenda, transferir os utentes para a data mais próxima depois de combinar com o respetivo profissional, e avisar os utentes desta alteração.

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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 No fim do período de consulta dos vários médicos, o secretariado clínico, deve verificar os utentes que não efetuaram o RAC e assinalar na agenda do médico um F (falta).

 No caso do médico ou enfermeiro ter atendido um utente antes de passar pelo assistente técnico (o que preferencialmente nunca deve acontecer), o profissional deve alertar, de imediato, o assistente técnico para que este possa fazer a cobrança da respetiva taxa moderadora.

 Deverão os assistentes técnicos tomar as medidas necessárias a fim de os utentes permanecerem o menos tempo possível na unidade de saúde, não fazendo a marcação e agendamento todos para a mesma hora.

 Embora os utentes sejam os principais responsáveis por manter os seus dados atualizados na Unidade, deve o secretariado clínico no momento do atendimento, completar os dados de identificação do cidadão no RNU, nomeadamente:

o Registo do número de identificação fiscal (NIF);

o Atualização/verificação do número de identificação da segurança social (NISS);

o Registo/atualização dos contatos: e-mail; telefone e ou telemóvel.

Enfermeiros

O enfermeiro deverá conhecer os problemas de saúde dos seus utentes, o meio sociofamiliar e a rede de apoios a quem ele pode recorrer.

Deverá avaliar e intervir no utente, família e/ou comunidade em todas as vertentes de saúde/doença, promovendo a saúde ao longo de todo o ciclo de vida.

É da sua responsabilidade:

 Prestar cuidados de enfermagem a utentes/famílias/comunidades.

 Efetuar registos informáticos, no SClínico e Vacinas, das consultas de enfermagem e atos de enfermagem.

 Realizar visitas domiciliárias sempre que se justificar.

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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 Avaliar o ficheiro de utentes/famílias/comunidades atribuídos ao enfermeiro(a) e dar cumprimento aos indicadores relativos ao mesmo ficheiro.

 Efetuar a gestão de material.

 Supervisionar a higiene e desinfeção das instalações.

 Colaborar na formação pré e pós graduada de enfermeiros.

 Efetuar ações de educação para a saúde e ensinos.

 Efetuar rastreios/vacinação.

 Encaminhar o utente para o assistente técnico, sempre que haja lugar a pagamento de taxa moderadora ou consulta.

Cabe ao:

Serviço de informática colaborar com os diferentes setores profissionais de forma a maximizar a eficácia e eficiência dos serviços prestados.

Unidade Funcional de Saúde: A unidade Funcional de Saúde tem a responsabilidade de disponibilizar aos assistentes técnicos as condições necessárias para procederem aos agendamentos/faturação.

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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4. FONTES CONSULTADAS Circulares

2017

Portaria nº 153/2017 de 4 de Maio – Tempos máximos de resposta garantidos 2016

Circular Normativa n.º. 8/2016/DPS/ACSS de 31.03.2016 - Alteração do regulamento de aplicação de Taxas Moderadoras. Administrações Regionais de Saúde (ARS), Hospitais EPE, SPA e PPP e Unidades Locais de Saúde EPE.

Outros documentos

Acesso a Cuidados de Saúde por Imigrantes. Recomendação do Conselho de Administração da Entidade Reguladora da Saúde, Plano de Atividades para 2015.

Bilhete de Identidade dos Indicadores dos Cuidados de Saúde Primários para o ano de 2017, ACSS, 11 de março de 2017.

Manual de Acolhimento no Acesso ao Sistema de Saúde de Cidadãos Estrangeiros.

PORTUGAL, Ministério da Saúde.

Manual de Normas de Enfermagem – Procedimentos Técnicos (ACSS, 2011).

Faq’s da ACSS

http://www.alegre.ufes.br/manual-do-sistema-de-registro-eletr%C3%B4nico-de- ponto-srep

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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5.

FLUXOGRAMA DE CONSULTAS Consulta de enfermagem

Assistente Técnico

• Proceder ao acolhimento do utente

• Proceder à inscrição inicial ou transferência do utente na base de dados informáticos.

• Confirmar dados do utente no Sinus e RNU.

• Confirmar/inserir e_mail do utente.

• Averiguar junto do utente se é: acidente de trabalho, de viação e ou de seguro pessoal, se confirmado pedir nome da seguradora e nº da apólice.

• Se for a 1ª vez que o utente se dirige à unidade de saúde deverá fazer RAC e marcada consulta de enfermagem.

• Se a consulta estiver enquadrada nas situações de isenção de taxa moderadora, proceder à isenção do utente de acordo com a legislação em vigor.

• Fazer agendamento no SClinico/Marta para o profissional de enfermagem (quando só se efetua agendamento, deverá sempre escolher ato de enfermagem).

• Solicitar ao utente que aguarde na sala de espera.

Enfermeiro(a)

• Chamar o utente.

• Avaliar a situação do utente.

• Abrir o processo do utente no SClinico, elaborar/atualizar o plano de cuidados e/ou prescrição médica.

• Explicar os procedimentos ao utente.

• Realizar a consulta/ato de enfermagem ao utente.

• Efetuar os registos e fazer, se necessário, as aletrações ao plano de cuidados.

• Programar a próxima consulta/ato de enfermagem, se necessário.

• Encaminhar o utente para o assistente técnico.

Assistente Técnico

• Avaliar no SClinico/Marta se o utente tem taxas moderadoras a pagar.

• Receber o pagamento e imprimir o recibo para entregar ao utente.

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Consulta de enfermagem – Programas de vigilância

Assistente Técnico

• Proceder ao acolhimento do utente.

• Proceder à inscrição inicial ou transferência dos utentes na base de dados informáticos.

• Confirmar dados do utente no Sinus e RNU.

• Confirmar/inserir e-mail do utente.

• Proceder à confirmação da consulta no SINUS a pedido do utente ou representante legal ou a do médico/enfermeiro, com RAC.

• Se for consulta ao abrigo dos programas de PF; Materna; S Infantil/Juvenil ou Diabetes, deixar ficar o S na coluna X do SINUS (só assim vai "cair" no agendamento do médico e do enfermeiro. Se não for no âmbito destas consultas preventivas colocar N.

• Solicitar ao utente que aguarde na sala de espera.

Enfermeiro(a)

• Chamar o utente.

• Avaliar o processo do utente no SClinico, elaborar o processo de enfermagem e preencher mapa de cuidados.

• Explicar os procedimentos ao utente.

• Executar procedimento ao utente.

• Programar a próxima consulta, se necessário.

• Encaminhar o utente para a sala de espera até que o médico o chame. Se necessário efetuar pós-consulta de enfermagem.

• Após consulta o utente deverá ser encaminhado para:

AssistenteTécnico

• Avaliar no SClínico/Marta se o utente ficou isento de taxa moderadora.

• Validar o agendamento da próxima consulta de vigilância ou agendar.

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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Consulta de enfermagem – Domicílio

Iniciativa: Utente/família/prestador

• Após contato com a unidade de saúde o enfermeiro deverá solicitar ao assistente técnico o agendamento da Visita Domicíliaria (VD) no SClínico/Marta.

• No dia agendado o enfermeiro deverá realizar a VD e efetuar os respetivos registos.

• O enfermeiro, quando regressar à unidade de saúde, solicita ao assistente técnico para ativar a consulta.

• Se houver necessidade de continuação de cuidados o enfermeiro solicita o agendamento de VD e realiza-a no dia agendado.

• O enfermeiro quando realizar a mesma, deverá informar o prestador de cuidados para se dirigir ao assistênte técnico a fim de este verificar se a VD originou taxa moderadora.

Iniciativa: Serviço de saúde

• Ao ser agendada uma VD por iniciativa do serviço, o enfermeiro deverá solicitar ao assistênte técnico o seu agendamento.

• O assistente técnico terá de isentar a consulta no âmbito da VD através do código 4 (consulta no domicílio por iniciativa do serviço de saúde)

• No dia agendado o enfermeiro deverá realizar a VD e efetuar os respetivos registos.

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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A Consulta do Adolescente tem horário e equipa definida.

Nota: Nem sempre se enquadra no âmbito de Saúde Reprodutiva e Planeamento Familiar.

Consulta do Adolescente

• O assistente técnico faz o agendamento sempre com o código 25 (Consulta do Adolescente) no SINUS.

Se for adolescente jovem com idade <18 anosdeverá ser efetuado RAC em consulta de vigilância de Saúde Infantil e Juvenil e automaticamente o sistema isenta.

Se for adolescente jovem com idade >= a 18 anosdeverá ser efetuado RAC em consulta de Vigilância de Adultos e isentar com o código 8 (Gabinete de saúde Juvenil) no SINUS.

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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6. INSCRIÇÕES

Inscrições a recém-nascidos Com certidão de registo

A inscrição da criança no âmbito do projeto: ”Nascer Utente” é efetuada de forma automática pela instituição no bloco de partos, na lista de utente do médico de família da mãe e/ou pai, prevalecendo o da mãe, no caso dos pais se encontrarem inscritos em listas diferentes.

Nas situações em que a mãe e/ou pai não se encontrem inscritos em nenhuma lista de utentes de um médico de família, a instituição com bloco de partos onde a criança nasce deve comunicar a “Notícia de Nascimento” ao coordenador da UCSP mais próxima da residência da criança. Este deverá desenvolver os procedimentos necessários para a inscrição da criança numa lista de um médico de família.

O assistente técnico fará a pesquisa pelos dados de identificação para confirmar a existência da criança no RNU. Seguidamente deverá efetivar a inscrição no SINUS.

Sem certidão de registo

Poderão verificar-se situações de crianças sem registo de inscrição no RNU, neste caso:

 Preferencialmente deverão os pais ser encaminhados para o Instituto dos Registos e Notariado (Registo Civil) a fim de obterem a certidão de registo.

 No caso do diagnóstico precoce (teste do pezinho) atendendo a que a sua realização tem de ser efetuada até ao 6º dia, deverá o assistente técnico solicitar o Boletim Individual de Saúde (BIS) da criança e proceder a inscrição esporádica no RNU.

 Após a apresentação da certidão de registo o assistente técnico, deverá proceder no RNU à ativação da inscrição esporádica para definitiva com atribuição de médico de família, no prazo máximo de 60 dias.

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7. MIGRANTES

Consulta de enfermagem para Cidadãos nacionais dos Estados-Membros (EM) da União Europeia (UE), Espaço Económico Europeu (EEE) e Suíça abrangidos pelos regulamentos da UE sobre coordenação dos regimes de segurança social.

COM RESIDÊNCIA PERMANENTE EM PORTUGAL – O cidadão europeu que reside num Estado Membro (EM) diferente daquele onde está segurado tem direito a cuidados de saúde concedidos nos termos da legislação do EM onde fixa residência.

Cidadãos nacionais de outro EM segurados do sistema de segurança social português - Os trabalhadores e respetivos membros da família, a exercer atividade laboral em Portugal, com inscrição no sistema de segurança social português e NISS atribuído, são utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Cidadãos nacionais segurados do sistema de segurança social de outro EM a exercerem atividade em Portugal e Pensionistas que recebem uma pensão de outro EM e respetivos agregados familiares - Adquirem a qualidade de utentes do SNS se forem titulares do Documento Portátil S1 (atestado de direito) validamente emitido pelo EM por cujo sistema de segurança social se encontram abrangidos. Depois de validado no Centro Distrital da Segurança Social, IP a cópia do documento deve ser apresentada no Centro de Saúde, que procede à sua inscrição como utente do SNS ficando registado no RNU como “Migrante Português/Estrangeiro Residente Seg.

Estrangeiro” no campo “Tipo de utente”. A faturação é feita ao EM segurador.

Cidadãos não ativos nacionais de outros EM - A qualidade de utente do SNS depende da condição de residência em Portugal, devendo apresentar na unidade de saúde da área de residência o certificado de registo de residência em território nacional obtido junto da Câmara Municipal. A inscrição no Registo Nacional de Utentes (RNU) é feita como ‘Migrante Estrangeiro Residente Seg. Portugal’ no campo ‘Tipo de utente’.

COM ESTADA/RESIDÊNCIA TEMPORÁRIA EM PORTUGAL – A faturação é sempre realizada ao EM devedor.

Cidadãos de outros EM que se encontrem em estada em Portugal (turistas, estudantes não residentes, trabalhadores destacados ou pessoas noutra situação

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Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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de estada temporária) - Acesso ao sistema de saúde através do Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) ou do Certificado Provisório de Substituição do CESD (CPS).

Garante o acesso aos cuidados de saúde clinicamente necessários no contexto do aparecimento de um episódio súbito de doença, de modo a evitar que a pessoa seja obrigada a regressar prematuramente ao seu país para receber os cuidados requeridos.

Trabalhadores de outro estado membro, destacados não residentes – um trabalhador destacado é uma pessoa que normalmente está empregada num estado, mas, é enviado temporariamente para outro estado a fim de aí trabalhar para a sua empresa.

O período máximo de destacamento são 2 anos.

Este trabalhador tem direito a cuidados de saúde no estado para onde foi destacado, tendo acesso às mesmas condições dos cidadãos nacionais, através do cartão europeu de seguro de doença ou certificado provisório de substituição.

Cidadãos segurados de outro EM que se deslocam a Portugal com o objetivo de receberem um tratamento previamente autorizado (Documento Portátil S2) – uma pessoa segurada que viaje por sua iniciativa para outro estado membro com o objetivo de receber cuidados de saúde programados, deve solicitar autorização prévia à instituição competente daquele estado membro, sendo que cabe à referida instituição do cidadão a emissão do documento portátil S2.

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Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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Assistente Técnico

• Solicitar documento de identificação (passaporte, cartão de identidade em vigor no seu país de origem).

• Confirmar validade dos documentos apresentados.

• Efetivar registo no RNU com a identificação do utente certificando-se da correta introdução da nacionalidade, da morada e dos meios de contacto, bem como da entidade financeira responsável.

• Utilizar o código referente ao fluxo para a identificação da Entidade Financeira Responsável (EFR).

• Se o utente já está inscrito no RNU, confirmar, sempre, possíveis alterações de dados.

• Proceder à confirmação da consulta/ato de enfermagem no SClínico sempre a pedido do utente/

representante legal ou a pedido médico ou do enfermeiro(a).

• Se a consulta solicitada estiver enquadrada nas situações de isenção de taxa moderadora o assisntente técnico procede à isenção do utente através do código adequado.

• Solicitar ao utente que aguarde na sala de espera.

Enfermeiro(a)

• Chamar o utente.

• Avaliar a situação do utente.

• Abrir o processo do utente no SClinico, elaborar/atualizar o plano de cuidados e/ou prescrição médica.

• Explicar os procedimentos ao utente.

• Realizar a consulta/ato de enfermagem ao utente.

• Efetuar os registos e fazer, se necessário, as aletrações ao plano de cuidados.

• Programar a próxima consulta/ato de enfermagem, se necessário.

• Preencher o documento de atendimento a migrantes "ConvençõesInternacionais (Mod.006A/DRCSS)

• Encaminhar o utente para o assistente técnico.

Assistente Técnico

• Avaliar no SClinico/marta e no SINUS as taxas moderadoras a pagar.

• Receber o pagamento e imprimir o recibo para entregar ao utente.

• Anexar cópia do cartão europeu de seguro de doença(CESD) ao documento Convenções Internacionais (Mod.006A/DRCSS) devidamente preenchido, remetendo mensalmente para a UAG do ACeS.CB, para posterior envio aos serviços da ARSCentro.

Fluxograma consulta/ato de enfermagem a migrantes

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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Consulta de enfermagem para Cidadãos nacionais de países terceiros abrangidos por acordo bilateral celebrado entre Portugal e o país terceiro em causa.

Convenções Internacionais celebradas por Portugal com Países Terceiros no domínio da Segurança Social - Trabalhadores e respetivos membros da família, a exercer atividade laboral em Portugal, com inscrição no sistema de segurança social português, portanto com NISS atribuído, são utentes do SNS.

Os cidadãos abrangidos pelo sistema de segurança social de um país com o qual Portugal tenha celebrado um acordo de segurança social que abranja a proteção na doença e maternidade no quadro do sistema de saúde português podem aceder a cuidados de saúde desde que apresentem o respetivo atestado de direito, nas situações de permanência (acesso aos cuidados de saúde no âmbito do SNS) ou residência (inscrição como utentes do SNS) em território nacional.

Acordos de Cooperação no Domínio da Saúde celebrados entre Portugal e os PALOP - Asseguram a prestação de cuidados de saúde no SNS que o país de origem não tem capacidade técnica para prestar. Os pedidos de assistência médica carecem de aprovação pela Junta Médica Nacional ou Autoridade de Saúde competente dos PALOP, rececionados e validados pela DGS.

As convenções internacionais de Segurança Social celebradas por Portugal que abrangem a proteção na doença e maternidade são as seguintes:

o Convenção sobre Segurança Social entre Portugal e Andorra e respetivo Acordo Administrativo (Decreto nº 12/90, de 05 de maio, publicado no DR nº 100, de 02.05, I Série

o Acordo sobre Segurança Social ou Seguridade Social entre Portugal e Brasil e respetivo Ajuste Administrativo (Decreto nº 67/94, de 27.08, publicado no DR nº 198, de 27.08, I Série A; Resolução da Assembleia da República nº 6/2009, de 09 de janeiro, publicada no DR nº 40, de 26.02, I Série)

o Convenção sobre Segurança Social entre Portugal e Cabo Verde e Acordo Administrativo (Decreto nº 2/2005, de 4 de Fevereiro, publicado no DR nº 25, de 04.02, I Série A)

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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o Ajuste e Ajuste Complementar, ambos em matéria de segurança social, entre Portugal e o Québec, no âmbito do Acordo sobre segurança social, entre Portugal e o Canadá. (Decreto nº 34/81, de 05 de março, publicado no DR nº 53, de 05 de março, I Série; Decreto nº 61/91, de 05 de Dezembro, publicado no DR nº 280, de 05.12, I Série A).

o Convenção sobre Segurança Social entre Portugal e Marrocos e respetivo Acordo Administrativo (Decreto nº 27/99, de 23 de julho, publicado no DR nº 170, de 23.06, publicado na I Série A)

o Convenção sobre Segurança Social entre Portugal e a Tunísia e respetivo Acordo Administrativo. (Resolução da Assembleia da República nº 29/2009, de 05 de Fevereiro, publicada no DR nº 175, de 17.04, I Série; Aviso nº 96.2010, publicado no DR nº 122, de 25.06, I Série

o Convenção sobre Segurança Social entre Portugal e o Reino Unido da Grã- Bretanha e Irlanda do Norte, adiante Reino Unido, no tocante às Ilhas do Canal (Jersey; Guernsey; Alderney; Herm; Jethou e Man) (Decreto nº 16/79, de 30 de dezembro, publicado no DR nº 38, de 30.12, I Série)

Tenha em atenção os seguintes procedimentos no momento de acesso destes cidadãos estrageiros ao sistema de saúde:

 Andorra: AND/PT 3 (estada) e AND/P 4 a6 (residência)

 Brasil: PT/BR 13 (estada e residência)

 Cabo Verde: CV/P6 (estada) e CV/PT 7 a 9 (residência)

 Québec: QUE/POR 4 (estada e residência)

 Marrocos: MA/PT 4 (estada) e MA/PT 5 e 6 (residência)

 Tunísia: TN/PT 6 (estada) e TN/PT 5, 7 E 8 (residência)

Acesso ao sistema de saúde ao abrigo de outras convenções ou acordos de cooperação celebradas pelo Estado Português (Ensino e Formação Profissional) - Os cidadãos serão titulares dos direitos de assistência médica e medicamentosa nas mesmas condições que o Estado português presta aos seus nacionais.

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Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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Assistente Técnico

• Solicitar documento de identificação (passaporte, cartão de identidade em vigor no seu país de origem).

• Confirmar validade dos documentos apresentados.

• Efetivar registo no RNU com a identificação do utente certificando-se da correta introdução da nacionalidade, da morada e dos meios de contacto, bem como da entidade financeira responsável.

• Utilizar o código referente ao fluxo para a identificação da Entidade Financeira Responsável (EFR).

• Se o utente já está inscrito no RNU, confirmar, sempre, possíveis alterações de dados.

• Proceder à confirmação da consulta/ato de enfermagem no SClínico sempre a pedido do utente/

representante legal ou a pedido médico ou do enfermeiro(a).

• Se a consulta solicitada estiver enquadrada nas situações de isenção de taxa moderadora o assisntente técnico procede à isenção do utente através do código adequado.

• Solicitar ao utente que aguarde na sala de espera.

Enfermeiro(a)

• Chamar o utente.

• Avaliar a situação do utente.

• Abrir o processo do utente no SClinico, elaborar/atualizar o plano de cuidados e/ou prescrição médica.

• Explicar os procedimentos ao utente.

• Realizar a consulta/ato de enfermagem ao utente.

• Efetuar os registos e fazer, se necessário, as aletrações ao plano de cuidados.

• Programar a próxima consulta/ato de enfermagem, se necessário.

• Preencher o documento de atendimento a migrantes "Convenções Internacionais Mod. 006A/DRCSS.

• Encaminhar o utente para o assistente técnico.

Assistente Técnico

• Avaliar no SClinico/marta e no SINUS as taxas moderadoras a pagar.

• Receber o pagamento e imprimir o recibo para entregar ao utente.

• Anexar cópia do cartão europeu de seguro de doença(CESD) ao documento Convenções Internacionais .

Fluxogramaconsulta/ato de enfermagem – migrantes

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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Consulta de enfermagem para Cidadãos nacionais de países terceiros não abrangidos por acordo bilateral celebrado por Portugal

Cidadãos nacionais de países terceiros com autorização de residência em Portugal - A inscrição no SNS depende da apresentação, nos serviços de saúde da área de residência, do título de autorização de residência no território nacional, emitido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. A faturação é considerada encargo do SNS a não ser que o cidadão apresente documento a terceiro pagador (Termo de Responsabilidade ou Seguro de Saúde).

Cidadãos estrangeiros que não sejam titulares de autorização de residência - Devem ser cobradas as despesas efetuadas, excetuando a prestação de cuidados de saúde em situações que ponham em perigo a saúde pública, mediante a apresentação de atestado de residência, emitido pela Junta de Freguesia da área de residência, de que se encontram a residir em Portugal há mais de noventa dias. Situações que podem colocar em perigo a saúde pública: Cuidados de saúde urgentes e vitais; Doenças transmissíveis que representem perigo ou ameaça para a saúde pública (ex. tuberculose ou sida);

Cuidados no âmbito da saúde materno-infantil e saúde reprodutiva, nomeadamente acesso a consultas de planeamento familiar, interrupção voluntária da gravidez, acompanhamento e vigilância da mulher durante a gravidez, parto e puerpério e cuidados de saúde prestados aos recém-nascidos; Cuidados de saúde a menores que se encontram a residir em Portugal, nos termos definidos no Decreto-Lei no 67/2004, de 25 de março; vacinação, conforme o Programa Nacional de Vacinação (PNV) em vigor;

cidadãos em situação de exclusão social ou em situação de carência económica de acordo com o comprovativo a emitir pelas entidades competentes.

Cidadãos nacionais de países terceiros que visitam Portugal em situação de estada temporária ou visita turística - O cidadão estrangeiro deverá apresentar documento comprovativo do seguro de saúde válido e, caso não o faça, deverá ser informado que terá que suportar o pagamento integral dos cuidados.

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Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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Assistente Técnico

• Pedir um documento de identificação do cidadão.

• Se Cidadãos estrangeiros de países terceiros com autorização residência em Portugal - Autorização residência emitido pelo SEF proceder à inscrição do cidadão no RNU, com a atribuição de número de utente do SNS e disponibiliza o respetivo comprovativo a este novo utente do Serviço Nacional de Saúde.

• Com a inscrição do cidadão estrangeiro no SNS o mesmo passa a ter acesso ao sistema de saúde, em igualdade de tratamento que os utentes nacionais.

• Para a prescrição de medicamentos e meios complementares de diagnóstico o utente deverá ser identificado com o n.º de utente que lhe foi atribuído.

• No caso de Cidadãos estrangeiros de países terceiros em situação irregular - Atestado de residência emitido pela Junta de Freguesia - a) Atestado de residência. Deverá informar-se o cidadão sobre a necessidade de proceder à regularização da sua situação recorrendo ao Centro Nacional de Apoio à Imigração (CNAI).

• Deverá ser comunicada a situação ao CNAI de Lisboa, Porto ou Faro ou ao CLAII mais próximo, utilizando o modelo de informação em anexo. Os contatos atualizados poderão ser obtidos através do endereço www.acidi.gov.pt/es- imigrante. Na inscrição do interessado deve identifica-lo ao abrigo do subsistema “Despacho n.º 25 360/2001”

• Se Estrangeiro menor residente em Portugal em situação irregular - Documento comprovativo de registo no ACIDI

• Proceder à confirmação da consulta no SINUS com o registo administrativo de contacto (RAC) e se for ato confirmar no SClínico/Marta, a pedido do utente ou legal representante ou a pedido médico ou de enfermeiro.

• Se a consulta solicitada estiver enquadrada nas situações de isenção de taxa moderadora o administrativo procede à isenção do utente através do código correspondente.

• Solicitar ao utente que aguarde na sala de espera.

Enfermeiro(a)

• Chamar o utente.

• Avaliar a situação do utente.

• Abrir o processo do utente no SClinico, elaborar/atualizar o plano de cuidados e/ou prescrição médica.

• Explicar os procedimentos ao utente.

• Realizar a consulta/ato de enfermagem ao utente.

• Efetuar os registos e fazer, se necessário, as aletrações ao plano de cuidados.

• Programar a próxima consulta/ato de enfermagem, se necessário.

• Encaminhar o utente para o assistente técnico.

Assistente Técnico

Fluxograma consulta/ato de enfermagem à migrantes

Avaliar no SClinico/marta e no SINUS as taxas moderadoras a pagar.

Receber o pagamento e imprimir o recibo para entregar ao utente.

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Manual de Procedimentos Administrativos e de Enfermagem

Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

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Consulta de enfermagem para Cidadãos Nacionais de países terceiros com estatuto de refugiados ou com direito de asilo em Portugal.

É reconhecido aos requerentes de asilo ou de proteção subsidiária e respetivos membros da família o acesso ao SNS, mediante declaração comprovativa do pedido de asilo.

Têm acesso gratuito ao sistema de saúde para efeitos de cuidados de urgência, incluindo diagnóstico e terapêutica, e de CSP, bem como assistência medicamentosa, a prestar pelos serviços de saúde da sua área de residência.

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Elaborado em: Maio 2018 Revisto em: Junho 2018 Aprovado em: Junho 2018

35

Fluxograma consulta/ato de enfermagem - migrantes

Assistente Técnico

• Solicitar documento de identificação do cidadão estrangeiro (passaporte, cartão de identidade em vigor no seu país de origem), bem como comprovativo de estatuto de asilo/refugiado.

• Abrir uma ficha de identificação para o cidadão certificando-se da correta introdução da nacionalidade, da morada e dos meios de contacto.

• Se este cidadão já possuir uma ficha, confirmar sempre possíveis alterações nos dados, com especial atenção para a morada e meios de contacto.

•Deverá ser utilizado o código referente ao Fluxo para a identificação da Entidade Financeira Responsável (EFR).

• Proceder à confirmação da consulta no SINUS com o registo administrativo de contacto (RAC) e se for ato confirma no SClínico, a pedido do utente ou legal representante ou a pedido médico ou de enfermeiro.

• Solicitar ao utente que aguarde na sala de espera.

Enfermeiro(a)

• Chamar o utente.

• Avaliar a situação do utente.

• Abrir o processo do utente no SClinico, elaborar/atualizar o plano de cuidados e/ou prescrição médica.

• Explicar os procedimentos ao utente.

• Realizar a consulta/ato de enfermagem ao utente.

• Efetuar os registos e fazer, se necessário, as aletrações ao plano de cuidados.

• Programar a próxima consulta/ato de enfermagem, se necessário.

• Encaminhar o utente para o assistente técnico.

Assistente Técnico

• Proceder ao RAC no SINUS de acordo com a situação correspondente.

• Os requerentes de asilo e refugiados e respectivos cônjuges ou equiparados e descendentes estão isentos do pagamento de taxas moderadoras, mediante apresentação de declaração comprovativa de pedido de asilo ou de autorização de residência provisória válidas, sempre que recorram aos serviços de saúde.

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8. INFORMAÇÃO ADICIONAL

Entrega da informação clínica proveniente de Hospitais no âmbito de alta e a pedido de informação formulado pelo utente:

O profissional de saúde (médico, enfº ou outro) lê o relatório e avalia a necessidade de marcação de consulta presencial ao utente. Se considerar essencial a marcação da consulta deverá fazer o agendamento sendo para o médico o prazo máximo de 10 dias úteis.

O médico poderá considerar que é suficiente o agendamento não presencial, porém deverá efetuar sempre, o registo da informação no processo do utente.

Se essa informação clínica ficar na unidade de saúde a mesma deve ser arquivada no processo clínico do utente.

Emissão de certificado de incapacidade para assistência à família em que o membro da família está inscrito noutra unidade de saúde:

Estes certificados são emitidos pelo médico de família do utente que irá beneficiar de assistência. Assim, a unidade de saúde deverá efetuar uma inscrição de consulta esporádica do utente/familiar a quem vai ser emitido o certificado.

Importa ainda esclarecer que, nada impede que o médico de família do utente que vai prestar assistência, não possa emitir o certificado ao seu utente.

Inscrição de utentes em ficheiros clínicos que não estejam completos

Após orientações do Coordenador da unidade de saúde, ou até mesmo do Diretor Executivo, compete aos assistentes técnicos inscrever os utentes nos ficheiros médicos, sem qualquer autorização prévia do médico.

O utente quando vem marcar consulta ou pedir renovação da medicação, não tem com ele nenhum documento com o número do SNS: Os assistentes técnicos não deverão efetuar qualquer procedimento administrativo sem a ausência do número de utente, pois poderá ocorrer erros na marcação de consulta ou na emissão de receituário por haver a possibilidade de trocar o nome do utente.

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Domicílios Médicos, Enfermagem e de outros profissionais de saúde em lares, em Centros de Dia e ECCI

Em lares e Centros de Dia segundo os ofícios circulares n.º626 e 627 de 22/01/2018 No caso da UCSP e considerando que o lar e outros locais semelhantes são a residência do utente deverá o mesmo, beneficiar dos mesmos cuidados de saúde ao domicílio por parte do seu médico de família sempre que se justifique, à semelhança dos domicílios na sua habitação e sendo efetuado um RAC no local de contacto “Domicílio”.

No que respeita aos cuidados de enfermagem, por força da Portaria n.º 67/2012, de 21 de março e da Portaria n.º 1368/2017, de18 outubro, não está contemplada a possibilidade de cuidados de enfermagem em lares, o mesmo se aplicando aos cuidados a utentes em Centro de Dia.

Em ECCI

No âmbito da Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI)da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), deverá ser efetuado a pedido do profissional de saúde a ativação da respetiva consulta (RAC) devendo a mesma ser isentada com o código correspondente.

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9. ATRIBUIÇÃO DO ENFERMEIRO DE FAMÍLIA

Todos os utentes com inscrição ativa na unidade de saúde, deverão ter atribuído o enfermeiro de família.

Assim os assistentes técnicos deverão sempre que fazem o agendamento de um utente, verificar se tem enfermeiro de família atribuído. Caso não tenha ou esteja mal atribuído deverá proceder a sua atribuição ou correção.

Para demonstrar como este processo é realizado, a Drª Conceição Saraiva (ARSCentro) elaborou a seguinte explicação:

Pesquisar utente (por nome; NOP; SNS…)

Após pesquisa efetuada, clicar em ver informação:

Referências

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