RELATÓRIO FINAL
ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE
6º ANO DO MESTRADO
INTEGRADO EM MEDICINA
2016
NOVA MEDICAL SCHOOL | FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS
UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
DANIEL JOSÉ ALMEIDA PINTO
Nº DE ALUNO: 2010226
ÍNDICE
A. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS ... 3
B. ESTÁGIOS PARCELARES DO ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE ... 4
1. Cirurgia Geral ... 4
2. Medicina Interna ... 4
3. Ginecologia e Obstétrica ... 5
4. Saúde Mental ... 6
5. Medicina Geral e Familiar ... 6
6. Pediatria ... 7
C. OUTROS ESTÁGIOS DO 6º ANO ... 8
1. Unidade Curricular Integradora: Preparação para a Prática Clínica ... 8
2. Unidade Curricular Opcional: Anestesiologia ... 8
D. ELEMENTOS VALORATIVOS ... 8
1. Artigo Científico | Caso Clínico ... 8
2. 1as Jornadas de Ginecologia e Obstetrícia do CHLC_NMS|FCM ... 9
3. Curso de Formação Profissional de Urgências em Neurologia ... 9
4. 1as Jornadas de Internos da ACES Lisboa Norte – Medicina Geral e Familiar ... 9
5. Hipertensão Arterial e Insuficiência Cardíaca – Estado da Arte em 2015 ... 9
6. Estágios Clínicos e Outras Atividades Extracurriculares ... 9
E. REFLEXÃO CRÍTICA ... 10
F. ANEXOS ... 11
Anexo 1. Resumo do Artigo Científico | Caso Clínico ... 11
Anexo 2. Descrição dos Estágios Clínicos e Outras Atividades Extracurriculares ... 12
a) PECLICUF – Cirurgia Geral ... 12
b) CEMEF – Ginecologia e Obstetrícia ... 12
c) Grupo de Teatro Miguel Torga ... 14
d) Voluntariado: Apoio aos Sem Abrigo e Saúde Porta a Porta ... 17
Anexo 3. Outros Certificados de Participação ... 19
a) 1as Jornadas de Ginecologia e Obstetrícia do CHLC_NMS|FCM ... 19
b) Curso de Formação Profissional de Urgências em Neurologia ... 20
c) 1as Jornadas de Internos da ACES Lisboa Norte – Medicina Geral e Familiar ... 21
A. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
O presente relatório tem como objetivo um registo, descrição e avaliação do meu percurso no
Estágio Profissionalizante, inserido no plano curricular do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina
(MIM) da NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas. Tratando-se do último ano da
formação médica pré-graduada, e de transição para o exercício profissional da Medicina, este estágio
tem como objetivos últimos: a consolidação de conhecimentos científicos e capacidades práticas
clínicas básicos adquiridos em anos anteriores, necessários ao exercício autónomo e responsável da
Medicina, nomeadamente análise e solução de problemas clínicos comuns; e ainda a demonstração
de atitudes e comportamentos profissionais a nível pessoal e interpessoal (ex.: comunicação,
honestidade, princípios éticos), indispensáveis para a boa prática médica. Adicionalmente, também
como objetivos pessoais, pretendo: estabelecer maior relação médico-doente aplicando a abordagem
biopsicossocial; desenvolver o raciocínio clínico pela prática clínica, via colheita de história clínica,
prática do exame objetivo, colocação de hipóteses de diagnóstico, pedido e interpretação de exames
complementares e participação na decisão terapêutica; aprimorar gestos técnicos; contactar e rever a
abordagem de grande variabilidade de patologias; identificar e explorar diferentes oportunidades para
adquirir experiência e formação adicional, incluindo em investigação científica, e para uma atualização
constante na arte. O estágio está dividido em várias áreas clínicas (Estágios Parcelares), as quais
atendi num sistema de rotação: Cirurgia Geral, Medicina Interna, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde
Mental, Medicina Geral e Familiar, e Pediatria. Neste sentido, após esta breve introdução e exposição
de objetivos, faço uma breve descrição e análise da minha participação nos mesmos. Apesar de não
integradas no Estágio Profissionalizante, pelo contributo para a continuidade da minha formação
pessoal e profissional, abordarei ainda as Unidades Curriculares Integradora e Opcional. Pelo mesmo
motivo, destaco também atividades extracurriculares realizadas neste ano letivo e restante formação
pré-graduada. Termino o relatório com uma Reflexão Crítica acerca da minha prestação no estágio
profissionalizante, sua importância para a minha formação médica e pessoal, e cumprimento dos
B. ESTÁGIOS PARCELARES DO ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE
1. Cirurgia Geral
O estágio de Cirurgia Geral teve um total de 8 semanas, de 14 de setembro a 6 de novembro de
2015. Fui colocado no Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Beatriz Ângelo, num grupo de três alunos
tutorados pelo Dr. Luís Féria, e sob regência do Prof. Doutor Rui Maio. Na 1ª semana decorreram
teórico-práticas, com temas relevantes para o estágio a iniciar e para formação pessoal e profissional.
Em 4 semanas de Cirurgia Geral, acompanhei o meu tutor no Bloco Operatório, Internamento,
Consulta Externa e Serviço de Urgência. Participei ativamente em diversas atividades (ex.: 1º e 2º
ajudante em cirurgias), embora condicionado pelo rácio tutor-aluno de 3:1, único ponto negativo.
Passei pelo Serviço de Urgência Médica durante 1 semana, orientado pela Dra. Sofia Corredoura,
onde acompanhei vários profissionais nos vários balcões de atendimento. Como opcional integrada
no estágio, orientado pela Dra. Filipa Duarte, passei por diversas valências do serviço de
Anestesiologia durante 2 semanas – Bloco Operatório de Cirurgia Geral, Ginecologia, ORL e
Psiquiatria, Consulta de Anestesiologia e da Dor –, estágio com grande vertente prática. Todos os
alunos participaram num Mini-Congresso, no qual o meu grupo apresentou o Caso Clínico
“(In)vulgaridades de um Abdómen Distendido”. Este trabalho, sobre uma manifestação rara de um
quisto ovárico, foi declarado vencedor e serviu de mote para a redação de um Artigo Científico (ver
alínea D. 1.). Neste estágio, destaco a boa organização e preocupação na formação dos alunos,
permitindo adquirir uma visão abrangente da especialidade, e fundamentando o trabalho científico.
2. Medicina Interna
O estágio de Medicina Interna teve um total de 8 semanas, de 9 de novembro de 2015 a 15 de
janeiro de 2016. Fui colocado no Hospital de São José, Serviço de Medicina 1.2, que tem como diretor
clínico o Dr. Júlio Almeida, e sob regência do Prof. Doutor Fernando Nolasco. Foi tutorado pela Dra.
Carmen Marques e a maior parte do estágio teve lugar na enfermaria, onde participei na observação,
avaliação, discussão de hipóteses diagnósticas, pedido e interpretação de exames complementares
médicos (ex.: Notas de Alta) e realização de vários gestos técnicos (ex.: gasimetrias). Destaco um
progressivo ganho de autonomia, que me permitiu experienciar o verdadeiro trabalho do internista,
consolidar conhecimentos, treinar raciocínio clínico e praticar a comunicação com doentes e
familiares. No Serviço de Urgência, participei na abordagem do doente com patologia aguda e seu
internamento/encaminhamento, e pude ainda rever indicações, doses e formas de administração de
vários fármacos. Assisti a diversas sessões formativas (ex:: Journal Club, Sessões Clínicas, Casos
Clínicos) e apresentei uma revisão teórica, em grupo, acerca de “Hipertensão Pulmonar”. Integrados
no estágio, tiveram lugar na NOVA Medical School, vários Seminários com temas práticos da Medicina
Interna. Considero este estágio de extrema importância na minha formação, pela transversalidade da
especialidade, variedade de patologias observadas, autonomia adquirida, e sessões formativas úteis.
3. Ginecologia e Obstetrícia
O estágio de Ginecologia e Obstetrícia contou com um total de 4 semanas, de 25 de janeiro de
a 19 de fevereiro de 2016. Fui colocado no polo do Hospital de Dona Estefânia, coordenado pela Dra.
Alice Cabugueira, sob regência da Profª. Doutora Teresa Ventura. Acompanhei a minha tutora, Dra.
Filomena Sousa, e outros especialistas do polo do Hospital Dona Estefânia e da Maternidade Alfredo
da Costa, num sistema de rotatividade que me permitiu observar e participar em atividades de
Obstetrícia e Ginecologia, nomeadamente Consultas (Medicina Materno-Fetal, Diabetes Gestacional,
Ginecologia, Planeamento Familiar, Medicina da Reprodução e Climatério), Enfermaria (Puerpério,
Medicina Materno-Fetal, e Ginecologia), Bloco Operatório (de Partos e de Ginecologia), Serviço de
Urgência e Exames Médicos (Diagnóstico Pré-Natal, Ecografia Ginecológica, Colposcopia e
Histeroscopia). Observei, assim, um grande número de valências desta especialidade, ponto positivo
do estágio. Como ponto negativo, de referir que a execução de vários procedimentos técnicos (ex.:
exame ginecológico, colpocitologia, participação em atos cirúrgicos no Bloco Operatório), não tiveram
a incidência que desejaria, pela falta de continuidade na tutoria implícita ao sistema rotativo. Saliento,
contudo, o contato mais próximo com a especialidade comparando com o 4º ano de curso, importante
fim, neste estágio atendi a sessões de formação e apresentei um caso clínico sobre HPV e indicações
para o rastreio do cancro do colo do útero, intitulado “E Depois do HPV…o que fazer?”.
4. Saúde Mental
O estágio de Saúde Mental contou com um total de 4 semanas, de 22 de fevereiro a 18 de março
de 2016. Fui colocado no Serviço de Psiquiatria do Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca, que
tem como responsável a Prof. Doutora Teresa Maia Correia, sob regência do Prof. Doutor Miguel
Xavier. No 1º dia de estágio, tiveram lugar vários seminários sobre casos comuns do Serviço de
Urgência, para preparação do jovem médico para a sua abordagem. Na atividade hospitalar (3 dias
por semana), acompanhei o meu tutor, Dr. João Carlos Melo, no Hospital de Dia, onde observei várias
atividades orientadas pela equipa médica e por vários terapeutas (ex.: Grupos de Psicoterapia,
Terapia Ocupacional). Como ponto positivo, mantive uma relação mais próxima com o doente com
perturbação mental e observei múltiplas perturbações e suas variantes em doentes estabilizados,
importante para a desmistificação da especialidade. Mais, foi vantajoso observar as técnicas de
abordagem aos doentes psiquiátricos e a importância dos grupos de interajuda. Pela organização do
estágio, não foi possível uma grande variabilidade nas atividades realizadas. Contudo, atendi ao
Serviço de Urgência, sessões de Eletroconvulsivoterapia e várias sessões formativas. Paralelamente,
participei num projeto de investigação, com o tema “Padrões de Internamento em Psiquiatria da
Infância e Adolescência”, que decorreu nos dias não-hospitalares da semana e permitiu perceber a
importância e dificuldades da tabulação de artigos científicos na construção de um artigo de revisão.
5. Medicina Geral e Familiar
O estágio de Medicina Geral e Familiar contou com um total de 4 semanas, de 28 de março de
a 22 de abril de 2016. Fui colocado na Unidade de Saúde Familiar Alfa Beja, que tem como
responsável o Dr. Luís Coentro, sob regência da Prof. Doutora Isabel Santos. Este é o único estágio
nos cuidados de saúde primários e surge depois de apenas três dias de prática no ano anterior, tendo,
por isso, elevada importância para a minha formação. A escolha do estágio numa localidade muito
necessidades da população portuguesa no que se refere aos cuidados de saúde primários. Durante o
estágio assisti a vários tipos de consulta (Saúde Infantil, Materna, de Adultos, Planeamento Familiar,
Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus e Consulta Aberta) conduzidas pelo meu tutor, Dr. José
Dionísio. Nestas, pude participar ativamente na abordagem ao doente: colheita da história clínica e
exame objetivo dirigidos, registo no “SOAP”, referenciação pelo “Alert”, introdução de resultados e
requisição de exames complementares, e prescrição de fármacos pelo “PEM”. Todo este processo foi
gradual, com progressivamente mais autonomia e aptidões, até me ser permitido orientar sozinho
algumas consultas. Mais, pude fazer visitas domiciliárias. Saliento a perceção da importância do
método centrado na pessoa, que farei por implementar em toda a minha prática clínica. Como ponto
negativo, de referir a curta duração do estágio tendo em conta sua a importância na formação médica.
6. Pediatria
O estágio de Pediatria teve um total de 4 semanas, de 26 de abril a 20 de maio de 2016. Fui
colocado na Unidade de Infeciologia do Hospital de Dona Estefânia, sob coordenação do Prof. Doutor
Luís Varandas. Maioritariamente, acompanhei a minha tutora, Dra. Catarina Gouveia, na enfermaria,
onde auxiliei na observação e avaliação dos doentes e redigi vários tipos de relatórios médicos (ex.:
Notas de Entrada e de Alta). Adicionalmente, assisti às consultas de Infeciologia, do Viajante e de
Imunoalergologia, podendo contatar com maior número de patologias pediátricas, mais ou menos
comuns, e suas abordagens diagnósticas e terapêuticas. Assisti a aulas teórico-práticas de
Imunoalergologia integradas no estágio, passei pelo Serviço de Urgência e assisti a várias sessões
de formação (Reuniões de Serviço, Sessões Clínicas, Sessões de Infeciologia), o que me permitiu
uma visão mais abrangente da especialidade. Como ponto negativo, não foi possível uma participação
mais ativa nas atividades, como seguimento de doentes da enfermaria e observação autónoma no
Serviço de Urgência. Para tal contribui a quantidade elevada de internos e sobrelotação de alunos de
vários anos curriculares nas Unidades. Elaborei, em grupo, um seminário intitulado “Conjuntivite
Neonatal – Quando Prevenir?”, que consistiu numa revisão teórica e na referência às indicações para
C. OUTROS ESTÁGIOS DO 6º ANO
1. Unidade Curricular Integradora: Preparação para a Prática Clínica
Entre os dias 24 de setembro e 17 de dezembro de 2016, paralelamente aos estágios parcelares
do Estágio Profissionalizante, decorreram, na faculdade, várias sessões multidisciplinares, abordando
sintomas e sinais comummente encontrados na prática clinica (ex.: Dor Torácica, Síncope, Cansaço,
Edemas), com o objetivo de treino do raciocínio clínico e integração de conhecimentos transversais
às várias áreas da Medicina. Para tal, nestas sessões participaram especialidades como a Medicina
Interna, Cardiologia, Pneumologia, Nefrologia, Gastroenterologia, Cirurgia Geral, Medicina Geral e
Familiar e Psiquiatria. Esta Unidade Curricular revelou-se de extrema importância (válida mesmo para
anos anteriores), por estimular o raciocínio clínico, de grande utilidade para o real exercício médico.
2. Unidade Curricular Opcional: Anestesiologia
Entre os dias 23 de maio e 3 de junho de 2016, realizei um estágio clínico opcional no Serviço
de Anestesiologia no Hospital de Santa Marta, sob coordenação da Prof. Doutora Isabel Fragata.
Pretendia uma maior noção da especialidade, para referência futura, complementando a experiência
adquirida anteriormente, pelo que escolhi um serviço com Cirurgias Cardíaca, Torácica e Vascular.
Acompanhando vários especialistas, participei na atividade anestésica nestas cirurgias e ainda em
contexto da Cardiologia Pediátrica e Hemodinâmica. Não experienciei uma grande vertente prática
pela instabilidade de alguns doentes e complexidade cirúrgica. No entanto, pude observar uma área
particular, intensiva e minuciosa, da especialidade. Por esta ser do meu interesse, para a escolha do
Internato é necessária noção de todas as suas vertentes, limitada no MIM por capacidades formativas.
D. ELEMENTOS VALORATIVOS
1. Artigo Científico | Caso Clínico
Após a apresentação do Caso Clínico no Mini-Congresso de Cirurgia, e por convite do Prof.
Doutor Rui Maio, redigimos um artigo intitulado “Aumento rápido do volume abdominal: um caso raro
Ângelo (resumo no ANEXO 1.). Para além da importância implícita de um primeiro trabalho publicado,
pude experienciar as regras particulares da construção e publicação de um artigo científico.
2. 1
asJornadas de Ginecologia e Obstetrícia do CHLC_NMS|FCM
Decorreram no dia 28 de maio de 2016 e consistiram na apresentação por alunos do 6º ano de
trabalhos selecionados no estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia. A minha participação
enquanto espetador foi importante para a revisão de temas pouco abordados na formação
pré-graduada e relevantes para a prática clínica geral (certificado no ANEXO 3.a.).
3. Curso de Formação Profissional de Urgências em Neurologia
Decorreu no dia 25 de setembro de 2015, no Hospital Beatriz Ângelo, contando com a exposição
por Neurologistas de temas gerais relevantes (ex.: cefaleias, perda de conhecimento, vertigem) para
preparação para a sua abordagem em contexto de urgência (certificado no ANEXO 3.b.).
4. 1
asJornadas de Internos ACES Lisboa Norte
–
Medicina Geral e Familiar
Tiveram lugar nos dias 2 e 3 de outubro de 2015 e consistiram na apresentação de temas comuns
da Medicina Geral e Familiar (ex.: risco familiar, contraceção, quedas) numa forma prática. Participei
num workshop de tratamento de feridas, importante na minha formação (certificados no ANEXO 3.c.).
5. Hipertensão Arterial e Insuficiência Cardíaca
–
Estado da Arte em 2015
Decorreu no dia 23 de outubro de 2015, tendo sido apresentados temas transversais à Medicina
(ex.: risco cardiovascular, diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial e insuficiência cardíaca)
para atualização e difusão de novas práticas e avanços científicos (certificado no ANEXO 3.d.)
6. Estágios Clínicos e Outras Atividades Extracurriculares
Paralelamente à formação pré-graduada, pude desenvolver atividades úteis para minha
formação pessoal e profissional, com consequente implacabilidade no decorrer do Mestrado Integrado
em Medicina, nomeadamente estágios clínicos nos programas “PECLICUF” e “CEMEF”, atividades
culturais como a participação no Grupo de Teatro Miguel Torga, e atividades de voluntariado.
E. REFLEXÃO CRÍTICA
O presente ano curricular e o Estágio Profissionalizante constituem uma fase de transição para
real prática médica, tendo o objetivo de preparação intelectual e técnica para o efeito. Assim, procurei
retirar dos estágios parcelares o máximo da experiência possível para a aquisição da competência
necessária para a prática clínica futura. Na sua globalidade, este ano, e esses estágios, permitiram o
concretizar de todos os objetivos propostos no início do relatório. Pela primeira vez, pelo conceito
profissionalizante e rácio tutor-aluno 1:1 de alguns estágios, experienciei um trabalho próximo do
autónomo, com consequente sensação de maior responsabilidade e integração nas equipas médicas,
onde procurei aplicar os ensinamentos adquiridos em anos anteriores (ex.: colheita de anamnese,
semiologia, interpretação de exames complementares e gestão terapêutica). Tal foi evidente nos
estágios de Medicina Interna e Medicina Geral e Familiar, onde pude também assegurar uma maior
relação médico-doente. Por outro lado, no geral, pude contactar com uma grande multiplicidade de
patologias. Contudo, em determinados estágios, a minha experiência profissionalizante foi limitada
pelo rácio-tutor (ex.: 3:1 em Cirurgia Geral), pouca intervenção prática (ex.: Ginecologia e Obstetrícia),
impossibilidade de explorar outras valências da especialidade (ex.: Saúde Mental) e excesso de
alunos em alguns serviços (ex.: Pediatria), sendo os principais aspetos negativos a salientar. Apesar
disso, e de sentir a necessidade constante de maior prática e conhecimentos, o balanço é, sem dúvida,
positivo, e todos os estágios permitiram o meu crescimento pessoal e profissional, inclusive por
conseguir adquirir uma noção mais real do funcionamento das instituições de saúde. Gostaria também
de salientar a importância do apoio e valorização do trabalho que me foi dado por parte dos vários
assistentes, quer na prática clínica, quer na investigação científica (ex.: publicação do artigo científico
em Cirurgia Geral e organização das Jornadas de Ginecologia e Obstetrícia), e a oportunidade e
motivação de explorar outras áreas da Medicina de uma forma opcional, bem como de manter
atividades extracurriculares, as quais enriqueceram muito todo este meu percurso no 6º ano e em todo
o MIM. Por fim, agradecer a todos os meus tutores e restantes profissionais de saúde pelo tempo e
F. ANEXOS
Anexo 1
–
Resumo do Artigo Científico | Caso Clínico
Anexo 2
–
Descrição dos Estágios Clínicos e Outras Atividades Extracurriculares
a)
PECLICUF – Cirurgia GeralO designado PECLICUF (Programa de Estágios Clínicos em Hospitais CUF) é uma atividade
desenvolvida pela Associação de Estudantes da NOVA Medical School | Faculdade de Ciências
Médicas em parceria com os Hospitais CUF e permite aos estudantes a participação em estágios
clínicos fora do período letivo. Participei entre os dias 19 e 30 de agosto de 2013, num estágio de
Cirurgia Geral no Hospital CUF Descobertas. Por me encontrar na fase de transição para os anos
clínicos, fui motivado pela curiosidade em ingressar previamente na atividade clínica num rácio
tutor-aluno 1:1. Durante dez dias de estágio, acompanhei o meu tutor, Dr. Correia Neves, em Consulta,
Bloco Operatório (onde participei em 12 cirurgias como 1º e 2º ajudante) e Enfermaria. Para além da
grande componente prática deste estágio, que renovou a minha noção da prática da Medicina (neste
caso, área cirúrgica), pude ainda treinar a redação de um Caso Clínico com o tema “Oclusão Intestinal
em Doente Oncológica”, atividade integrada no Programa.
b) CEMEF – Ginecologia e Obstetrícia
Os CEMEF’s, acrónimo para Curtos de Estágios Médicos em Férias, é uma atividade organizada
pela Associação Nacional de Estudantes de Medicina, e funciona com os mesmos propósitos do
PECLICUF, embora possa decorrer em qualquer instituição de saúde do país, à escolha do estudante.
Escolhi realizar um estágio de Ginecologia e Obstetrícia no Centro Hospitalar Cova da Beira no
período entre os dias 28 de julho e 8 de agosto de 2014, no sentido de complementar o estágio clínico
do 4º ano de curso. A escolha do serviço recaiu no interesse em conhecer a realidade hospitalar no
interior do país. Neste estágio, sempre com um rácio tutor-aluno de 1:1, acompanhei vários
especialistas em múltiplas valências da especialidade, como Consultas de Medicina Materno-Fetal,
Serviço de Urgência, Diagnóstico Pré-Natal.
c) Grupo de Teatro Miguel Torga
O Grupo de Teatro Miguel Torga é um grupo cultural sediado nas instalações da NOVA Medical
School. A minha participação acompanhou toda a formação pré-graduada nesta faculdade, como
membro ativo desde setembro de 2010 até novembro de 2015, e membro inativo desde então. Neste
período participei como ator, produtor, assistente de encenação e membro da equipa técnica num total
de 9 espetáculos teatrais principais, alguns dos quais apresentados em festivais nacionais, entre
várias produções menores (ex.: entretenimento em festas, teatro interativo, vídeos), apresentadas em
colaboração com instituições sociais (ex.: Grupos de Ação Social, Santa Casa da Misericórdia, Junta
de Freguesia da Pena) e outras em contexto académico. Pude também participar em workshops
dirigidos ao controlo da voz, expressão corporal e técnicas de construção de personagem. No período
entre setembro de 2012 e junho de 2015 assumi funções na Direção e, portanto, como responsável
pela organização das atividades do Grupo e pela Gestão Eletrotécnica e pela Comunicação Externa,
o que engloba a produção do material publicitário, gestão dos recursos eletrotécnicos usados em
espetáculos e tecnologias de informação e comunicação disponíveis.
No presente ano curricular, saliento a participação no projeto “Ainda Sabes o que é Ser
Adolescente?”, um espetáculo de teatro interativo produzido em parceria com a Associação de
Estudantes da NOVA Medical School e com a Unidade W+ da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa,
dirigido à formação do público para o ultrapassar de barreiras na relação entre o médico e o doente
adolescente com problemas sociais e económicos.
Destaco a minha participação no Grupo de Teatro Miguel Torga como uma grande mais-valia na
minha formação pessoal e profissional, na medida em que todo o processo de organização,
construção e apresentação de um espetáculo, para além das sessões de formação e voluntariado,
concederam capacidades comunicativas, de trabalho de equipa e de expressão de criatividade, muito
necessárias para a prática clínica, contudo pouco exploradas ao longo do Mestrado Integrado em
Medicina.
d) Voluntariado: Apoio aos Sem Abrigo e Saúde Porta a Porta
Ao longo da minha passagem na faculdade, também procurei realizar atividades que me
permitissem contatar e conviver com pessoas de diferentes estratos etários e socioeconómicos, de
forma a alargar a minha perspetiva da população portuguesa e potenciar o auxílio médico e
interpessoal que me for possível dar enquanto profissional de saúde. Não foram muitas atividades,
mas ainda assim, através da Associação de Estudantes da NOVA Medical School, participei nos
projetos “Apoio aos Sem Abrigo da Área Metropolitana de Lisboa”, no dia 7 de novembro de 2011, e
“Saúde Porta a Porta”, entre fevereiro e junho de 2013. Neste último, visitei semanalmente uma
senhora de 70 anos, cuidadora de uma filha de 31 anos com paralisia cerebral espástica. Nesta fase,
pude apreender a importância das visitas domiciliárias para o apoio material e moral de pessoas e
famílias isoladas e dependentes. Esta noção foi complementada no estágio parcelar de Medicina Geral
e Familiar decorrido este ano, com as visitas domiciliárias em contexto médico que realizei, papel de