Boletim
Agrometeorológico
Vol. 2 – n. 11 – Novembro de 2015
BOLETIM AGROMETEOROLÓGICO é uma publicação do Grupo de Estudos em Biometeorologia (GEBIOMET), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Dois Vizinhos - UTFPR-DV, com o intuito de divulgar dados e informações meteorológicas e climáticas e interpretá-los sob o enfoque agrícola, cuja elaboração é realizada por professores e alunos ligados ao GEBIOMET.
Diretor Geral - Campus Dois Vizinhos Alfredo de Gouvêa
Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação Luis Fernando Glasenapp de Menezes
Diretor de Graduação e Educação Profissional Marcelo Marcos Montagner
Diretor de Relações Empresarial e Comunitárias Almir Antonio Gnoatto
Coordenador do Curso de Agronomia Laércio Ricardo Sartor
Comitê Científico
Fabiana Rankrape - Acadêmica do curso de Zootecnia - UTFPR-DV Ariadne Silvia de Farias - MSc. - UTFPR - FB
Frederico Márcio Corrêa Vieira - Dr. - UTFPR-DV
Comitê Editorial
Prof. Frederico Márcio Corrêa Vieira - Dr. - UTFPR-DV Prof. Álvaro Boson de Castro Faria - Dr. - UTFPR-DV Prof. Américo Wagner Júnior - Dr. - UTFPR-DV Prof. Edgar de Souza Vismara - Dr. - UTFPR-DV Profa. Lilian Regina Rothe Mayer - MSc. - UTFPR-DV
Grupo de Estudos em Biometeorologia - GEBIOMET Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
Estrada para Boa Esperança, km 04, Comunidade São Cristóvão Dois Vizinhos - PR - CEP: 85660-000
E-mail: [email protected] www.gebiomet.com.br
Tel: +55 (46) 3536.8417
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Editorial
Neste mês comemoramos 1 ano de divulgação do boletim. Dessa forma, agradecemos a todos os nossos leitores pela colaboração, sugestões e acompanhamento desta importante atividade para nossa região.
O plantio das lavouras de milho e soja está em reta final. Entretanto, o milho está sendo plantado em menor área, que em relação aos outros anos. O fenômeno El Niño atingiu uma condição ainda mais intensa e poderá durar até o verão de 2016. Nota-se a irregularidade das chuvas no período da Primavera.
A edição de novembro/2015 conta com um resumo agrometeorológico mensal (out./2015) para Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, na qual são evidenciados os seguintes elementos: temperatura mínima, média e máxima, precipitação acumulada e precipitação máxima em 24 horas, umidade relativa do ar, evapotranspiração potencial (ETP), velocidade do vento e ocorrência de geadas. Informações de caráter econômico como as cotações agrícolas, com a média do mês de Outubro recebida pelos produtores rurais e de lazer indicando períodos propícios para a pescaria no mês de novembro, além do período da Piracema.
Na Análise do Especialista contamos com a colaboração do Profa. MSc. Ariadne Silvia de Farias (UTFPR - FB) falando sobre Desastres naturais. Por fim, o GEBIOMET divulga os próximos eventos relacionados à agricultura e a pecuária na seção Reuniões & Eventos.
Informações Gerais
As informações contidas neste boletim referentes ao tempo e clima são oriundas do banco de dados da estação meteorológica do INMET instalada na UTFPR - Campus Dois Vizinhos (8° Distrito Meteorológico - DISME). O município está localizado em uma região subtropical úmida cujo clima, segundo a classificação de Köppen, é o Cfa (C - subtropical úmido, com mês mais frio entre 18 e -3ºC; f = sempre úmido, com chuva em todos os meses do ano; a = verão quente, com temperatura do mês mais quente superior a 22ºC) (ALVARES et al., 2013). A precipitação do mês mais seco é acima de 40 mm.
Sobre o GEBIOMET
O GEBIOMET - Grupo de Estudos em Biometeorologia foi criado em 4 de junho de 2013, na UTFPR - Campus Dois Vizinhos, com o propósito de auxiliar o produtor rural com informações agrometeorológicas para tomada de decisão desde o plantio até a venda de seus produtos. Estarão contidas nas edições subsequentes as principais informações sobre as culturas da época, possíveis tempestades, alerta de geadas, entrevistas de personalidades e estudiosos de destaque na área. O grupo é orientado pelo Prof.
Dr. Frederico Márcio Corrêa Vieira. A equipe de redatores do boletim é liderada pela acadêmica de Zootecnia, Fabiana Rankrape.
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Resumo Agrometeorológico Mensal (Out./2015)
No mês de outubro/2015, a temperatura média em Dois Vizinhos (DV) foi de 22,6°C, ficando acima da média dos últimos sete anos. A máxima foi de 34,9 °C, 6,7 °C acima da média e a mínima registrada foi de 11,1
°C, 5,3 °C abaixo da média.
Elementos Outubro/2015 (FB)
Outubro/2015 (DV)
Média dos últimos 7 anos (dados de DV)
Variação (DV) Temperatura Média (°C)
21,3 22,6 21,5 + 1,1
Temperatura Máxima (°C)
34,4 34,9 28,2 + 6,7
Temperatura Mínima (°C)
9,4 11,1 16,4 - 5,3
Precipitação Acumulada (mm)
133 145,8 218,3 - 72,5
Precipitação Máxima em 24h (mm)
39,2 63 60,5 + 2,5
Número de dias com Precipitação
12 19 13 + 4
Umidade Relativa do ar (%)
81 76 71 + 5
ETP (mm) 69 83 84 - 1
Número de dias com Geada
- - - -
Número de dias com Granizo
- - - -
Datas com ocorrência de Geada
- - - -
Datas com ocorrência de Granizo
08/10 08/10 - -
Vento (km/h)
3,3 10,7 9,2 + 1,5
5 Quanto à análise do mês em DV, outubro foi um mês com total de precipitação de 145,8 mm, ficando abaixo da média dos últimos sete anos. A precipitação máxima em 24 horas foi de 63 mm no dia 09 de outubro, sendo que de 30 dias o mês apresentou 19 dias com chuva. A evapotranspiração potencial (ETP) foi de 83 mm, 1 mm abaixo da média. A velocidade do vento foi maior que a média dos últimos sete anos, sendo de 10,7 km/h. Esta informação é importante, visto que com o aumento da velocidade do vento aumenta-se o consumo hídrico das plantas devido à elevada evapotranspiração.
A evapotranspiração potencial (ETP) é um valor indicativo da demanda evaporativa de um local, num dado período. A disponibilidade de água depende do balanço entre chuva e evapotranspiração, sendo a última dependente das condições da superfície (tipo de cobertura e solo) e da demanda atmosférica (disponibilidade energética, umidade do ar, velocidade do vento). A disponibilidade hídrica no solo pode ser quantificada pelo balanço hídrico, evidenciando as flutuações temporais de períodos com excedentes e com deficiência, permitindo planejamento das atividades agrícolas e visando minimizar perdas (SENTELHAS;
PEREIRA; ANGELOCCI, 2000).
O fenômeno El Niño em setembro atingiu uma condição ainda mais intensa. A evolução desse aquecimento continuará ganhando força e poderá ser o mais forte dos últimos 50 anos, sendo que as últimas previsões indicaram que o fenômeno pode permanecer até o verão de 2016 (CPTEC, 2015). Os efeitos são facilmente perceptíveis, como o excesso de chuva na região Sul do país e o aumento na temperatura média. A atuação do El Niño é preocupante para a agricultura nos próximos meses, pois o excesso de chuva exige atenção especialmente na primavera.
As lavouras comerciais de milho estão em reta final de plantio, sendo plantada a menor área nessa época, com 437 mil hectares. Anos atrás, o Paraná já chegou a plantar 2,6 milhões de hectares com milho de primeira safra. Com o clima favorável, o plantio da soja avança e a germinação e desenvolvimento são favorecidos pela umidade do solo, após os estragos devido a chuva e geadas que prejudicou o pH dos grãos de trigo (DERAL/SEAB, 2015). Entretanto, a safra paranaense 2014/2015 será a maior da história, porém, este volume poderia ser ainda maior se o trigo não fosse afetado pelas intempéries (AGROLINK, 2015).
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Temperatura (Out./2015)
A temperatura média registrada em Francisco Beltrão (FB) e DV foi de 21,3 °C e 22,6 °C, respectivamente. A máxima registrada foi 34,4 °C e 34,9 °C. A mínima registrada foi de 9,4 °C e 11,1 °C (Figura1).
Figura 1 - Temperatura média ao longo do mês de Outubro/2015
Chuvas (Out./2015)
O mês de outubro apresentou em FB e DV 12 e 19 dias com chuva, sendo que a precipitação máxima registrada em 24 horas foi de 39,2 mm e 63 mm, respectivamente (Figura 2).
Figura 2 - Distribuição de chuvas no mês de Outubro/2015 0
5 10 15 20 25 30 35
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
Temperatura (°C)
Dias
Dados DV Dados FB
0 10 20 30 40 50 60 70
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
Precipitação (mm)
Dias
Dados DV Dados FB
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Previsão Climatológica - Novembro/2015
A previsão elaborada pelo INPE/CPTEC para o trimestre de novembro, dezembro de 2015 e janeiro de 2016 (NDJ/2015-2016) indicou para o sudoeste do Paraná a probabilidade de chuvas para a categoria acima do normal (35%) de exceder 600 mm, dentro (40%) de chover entre 500 e 600 mm e abaixo da faixa normal (25%) de chover menos de 500 mm no trimestre. O El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico tropical, e que pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. Os modelos de previsão climática indicam o pleno estabelecimento do fenômeno El Niño, na região equatorial do Oceano Pacífico, até o final do verão 2016, pode continuar influenciando o regime de chuvas no sul do Brasil. Apesar da chuva se concentrar mais na região do Rio Grande do Sul, por conta de bloqueios atmosféricos em mesoescala na região, isto favorece a ocorrência de eventos extremos (tempestades, granizos e saraivas), o que mantém a região do Sudoeste do PR em alerta neste período.
Horta Caseira
O que plantar: Abóbora, abobrinha, alface, batata, batata-doce, berinjela, beterraba, brócolis, cebolinha, cenoura, coentro, couve-chinesa, feijão-vagem, gengibre, jiló, melancia, milho-verde, moranga, mostarda, pepino, pimenta, pimentão, repolho e tomate.
O que colher: alface, cebola, couve-chinesa, espinafre, mandioquinha-salsa, salsa.
Fonte: EMBRAPA.
Frutas da Época
Abacaxi, banana, jabuticaba, maçã, mamão, melão, melancia, nectarina e pêssego.
Fonte: IAC.
Pescaria para o mês de Novembro/2015
Dia Lua Pesca
1 a 2 Cheia Ótima
3 a 10 Minguante Boa 11 a 18 Nova Neutra 19 a 24 Crescente Regular 25 a 30 Cheia Ótima
Fonte: Calendário de Pesca - 2015
ATENÇÃO: Período de Defeso - (Piracema) - Estado do Paraná 01 de novembro a 28 de fevereiro.
Fonte: IAP
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Zoneamento agroclimático
Tabela 1 – Tabela de zoneamento agroclimático, sendo linhas sombreadas as espécies aptas para o período em questão
Cultura
Ciclo
Apto ou Inapto para plantio/semeadura
Época recomendada
Eucalyptus grandis
Perene Apto 01/set. a 30/dez.
Eucalyptus saligna
Perene Apto 01/set. a 30/jan.
Feijão Primeira Safra
Anual Inapto 01/ago. a 10/set.
Feijão Segunda Safra
Anual Inapto 01/jan. a 10/fev.
Feijão Terceira Safra
Anual Inapto 01/fev. a 20/fev.
Laranja
Anual Apto 01/out. a 31/mar.
Milheto
Anual Apto 01/out. a 20/mar.
Milho
Anual Apto 01/set. a 31/dez.
Milho Safrinha
Anual Inapto 01/jan. a 20/fev.
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Cultura
Ciclo
Apto ou Inapto para plantio/semeadura
Época recomendada
Pinus caribaea
Perene Apto 01/set. a 31/mai.
Pinus oocarpa
Perene Apto 01/set. a 31/mai.
Soja
Anual Apto 01/out. a 31/dez.
Trigo
Anual Inapto 21/mai. a 30/jun.
Uva
Perene Apto 01/jul. a 31/dez.
Aveia
Anual Inapto 30/mai. a 20/jul.
Fonte: AGRITEMPO e MAPA.
O período indicado é calculado de maneira que o plantio ou a semeadura feita naquela data tenha 80% de chance de ter sucesso, evitando perdas por eventos climáticos extremos (seca, geada, chuva na colheita), em função da estação do ano (verão, outono, inverno, primavera).
Eucalyptus grandis é uma arvore que pode atingir até 75 m de altura. A altitude varia desde o nível do mar até 600 m, a temperatura máxima varia entre 24 e 30° C e a mínima 3 a 8° C. É a principal fonte de matéria prima para celulose e papel (IPEF).
O Eucaluptus saligna é uma árvore que pode atingir de 30 a 55 m de altura. Clima quente e úmido.
com temperaturas máxima no entre 24 e 33° C e a mínima entre -2 e 8° C. A madeira pode ser utilizada para laminação até carvão. E tem alta capacidade de regeneração por rebrote das cepas (IPEF).
Entre os fatores que contribuem para a produtividade do milho estão a disponibilidade de água e radiação solar. A fase mais crítica da cultura é a deficiência hídrica na fase de enchimento de grãos. A
10 precipitação pluvial deve ser acima de 500 mm durante o ciclo e a temperatura média diária acima de 19° C (MAPA).
O Pinus caribaea é uma das espécies de pinus mais exploradas para produção de madeira, além de ter potencial para produção de resina. A espécie se adapta bem às diferentes condições edafoclimáticas, principalmente em solos de baixa fertilidade (EMBRAPA, 2011).
O Pinus oocarpa é encontrada em várias condições climáticas, com precipitação de 500 a 2500 mm.
Sua madeira apresenta conteúdo elevado de celulose e também potencial resinífero (EMBRAPA, 2011).
O tempo e o clima exercem grande influência na cultura da videira, delimitando sua adaptabilidade em diferentes regiões. Sendo os elementos climáticos que mais influenciam o crescimento e desenvolvimento da videira são: radiação solar, temperatura do ar, geada, chuva, granizo, umidade relativa e vento (MAPA).
As plantas cítricas, como a laranja, apresentam ciclo de desenvolvimento entre seis a dezesseis meses. Sendo que as condições hídricas e de temperatura são os principais fatores climáticos que influenciam. A demanda hídrica anual situa-se entre 600 e 1300 mm, onde a deficiência hídrica durante o florescimento provocam quedas de flores e consequentemente redução da produção (MAPA).
O milheto é uma gramínea anual de clima tropical, de hábito ereto e de porte alto. É uma planta rústica com grande resistência à seca. Apresenta excelente valor nutritivo e boa digestibilidade. Os fatores climáticos que influenciam o desenvolvimento, a produção e produtividade da cultura são: a temperatura, o fotoperíodo e a precipitação pluviométrica (MAPA).
Os elementos climáticos que influenciam na produção da soja são a precipitação pluvial, temperatura do ar e fotoperíodo. A disponibilidade de água é importante principalmente na germinação/emergência e floração/enchimento dos grãos. Para a prevenção e controle da ferrugem asiática devem ser observadas as determinações ao vazio sanitário, estabelecidas pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná (MAPA).
INFORMATIVO SEAB/DERAL
- Francisco Beltrão: O plantio da soja retornou após a chuva e já ultrapassou os 92% da área plantada. Produtores de uva estão preocupados, devido à ocorrência de chuva com granizo, pois diversos parreirais estão com produção prejudicada.
- Pato Branco: A colheita de trigo avançou, mas com rendimento e qualidade prejudicadas pelo clima adverso. A colheita da cevada também iniciou com rendimento 25% abaixo do esperado e qualidade ruim.
O plantio da soja avança com a boa umidade no solo que é favorável para a germinação e desenvolvimento inicial.
O plantio do feijão está em reta final, porém o excesso de umidade está ocasionando doenças fúngicas e bacterianas, prejudicando o bom desenvolvimento da cultura. Na cultura do milho o plantio está praticamente finalizado, os produtores estão realizando os tratos culturais, limpeza e aplicações nitrogenadas.
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Cotações Agrícolas - Média de Outubro/2015
Produtos Preço
Boi gordo
145,27 - R$/arroba Frango vivo
Suíno Raça/Comum
2,56 - R$/kg
3,68/3,14– R$/kg Milho
Soja
Trigo
Eucalipto (toras*)
Pinus (toras*)
Leite
24,37 - R$/60kg
69,98 - R$/60kg
36,37- R$/60kg
90,00 - R$/ m3
110,00 - R$/m3
0,99 - R$/litro
Fonte: Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná;
*Obs.: Diâmetro maior que 35 cm;
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Análise do especialista
Convidado do mês: Profa. MSc. Ariadne Silvia de Farias (UTFPR - FB)
Bacharelado e licenciatura em Geografia (UNIOESTE), Mestrado (UNIOESTE), Professora do Curso de Engenharia Ambiental da UTFPR-FB.
E-mail: [email protected]
TEMA: DESASTRES NATURAIS
Alerta sobre o uso das previsões climáticas
Os dados apresentados no Boletim Agrometeorológico são retirados da estação automática localizada na UTFPR Campus Dois Vizinhos e são de total responsabilidade do INMET. As previsões são retiradas do site do CPTEC/INPE (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos/Instituto Nacional de Meteorologia) e são de sua total responsabilidade. O uso destas informações é de exclusividade agrícola e regional, sendo de total responsabilidade do usuário qualquer tomada de decisão fora do escopo deste boletim.
Geralmente, o termo desastre natural está associado a terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas e eventos climáticos extremos (tempestades, tornados, ciclones e furacões). No entanto, os desastres naturais contemplam também processos e fenômenos locais tais como deslizamentos, inundações, alagamentos, estiagens e erosão, que podem ocorrer naturalmente ou induzidos pelo homem. Quando os eventos extremos atingem áreas ou regiões habitadas, causando-lhe danos, passam a se chamar desastres naturais. O Glossário de Defesa Civil define desastre como o “resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem, sobre um ecossistema (vulnerável), causando danos humanos, materiais e/ou ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais”. Sua intensidade é estimada a partir da interação entre a amplitude do evento extremo e o grau de vulnerabilidade do sistema receptor afetado (Castro,1998). Este é um tema cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, independentemente de residirem ou não em áreas de risco. É importante considerar que, além da intensidade dos fenômenos naturais, o acelerado processo de urbanização nas últimas décadas levou ao crescimento das cidades, muitas vezes em áreas impróprias à ocupação, aumentando significativamente os índices de vulnerabilidade e exposição ao perigo e ao risco de desastres. Já nas áreas rurais, os eventos climáticos extremos são responsáveis por danos significativos na agricultura e também compromete a criação de animais. Um estudo apresentado pela FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, durante a Conferência Mundial da ONU para a Redução do Risco de Catástrofes (Sendai - Japão, março de 2015), alerta que quase um quarto dos danos causados por desastres naturais nos países em desenvolvimento recaem sobre o setor agrícola. De acordo com a ONU (2015), as comunidades rurais pobres são as que sofrem estes impactos e perdas.
No entanto, no período 2003-2013, apenas 4,5% da assistência humanitária foi destinada à agricultura após os desastres.
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Reuniões & Eventos
I Congresso de Zootecnia de Precisão Data: 19 e 20 de Novembro de 2015
Local: Florianópolis - SC.
Informações: http://www.zootecniaprecisao.com.br/inscricao
IX Congresso Brasileiro de Turismo Rural Data: 17 a 20 de novembro de 2015
Local: Joinville - SC.
Informações: http://www.univille.edu.br/pt-BR/a-univille/proreitorias/proex/eventos-univille/eventos-acontecendo/-IX- CBTR/SubmissaoIXCBTR/703450
XIII Seminário Nacional Milho Safrinha Data: 24 a 26 de novembro de 2015
Local: Maringá - PR.
Informações: http://www.seminariomilhosafrinha2015.com.br/inscricao