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Academic year: 2021

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Sumário

Introdução --- 3

Ambiente Econômico --- 8

Demonstrações Contábeis Balanço Patrimonial Consolidado – Legislação Societária --- 9

Demonstração do Resultado Legislação Societária --- 11

Com Realocações --- 12

I. Margem Financeira Bruta--- 15

II. Margem Financeira Líquida--- 35

III. Margem de Contribuição --- 40

IV. Resultado Comercial --- 42

V. Resultado Operacional --- 50

VI. Lucro Líquido--- 51

VII. Valor Agregado --- 56

VIII. Outras Informações--- 58

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Introdução

A implantação do Programa de Fortalecimento das Instituições Financeiras Federais em 2001 permitiu ao BB apresentar estrutura patrimonial mais sólida e demonstrar sua eficiência operacional com resultados equilibrados, consistentes e crescentes.

Apesar das dificuldades enfrentadas em 2002, o BB foi capaz de obter lucro líquido de R$ 2.028 milhões. Esse resultado é o maior da história recente da Empresa e corresponde a um retorno sobre o patrimônio líquido médio de 22,6% e lucro por lote de mil ações igual a R$ 2,77.

No quarto trimestre o resultado foi de R$ 600 milhões, 80,7% superior ao mesmo período de 2001, totalizando R$ 1.205 milhões no segundo semestre. O patrimônio líquido totalizou R$

9.197 milhões e o índice de Basiléia alcançou 12,2%.

Com base nesse desempenho foi destinada remuneração aos acionistas de R$ 579,5 milhões sob a forma de dividendos, valor 118,4% superior ao montante pago em 2001.

Somente no segundo semestre serão pagos R$ 272,1 milhões, equivalente a R$ 0,37167 por lote de mil ações.

Aperformancedo Banco justifica-se com o cumprimento das metas propostas na estratégia da instituição para 2002, entre elas: fortalecer o vínculo com os clientes, reduzir os níveis de exposição a risco do conglomerado, assegurar relação adequada entre receitas e estrutura de custos, atuar em políticas públicas com adequada remuneração e criar valor para os acionistas.

Fortalecer o vínculo com os clientes

Do ponto de vista mercadológico, a grande mudança foi a separação e a especialização da nossa rede de distribuição para atender de forma diferenciada os clientes, por intermédio da constituição dos pilares Varejo, Atacado e Governo, em continuidade ao programa de segmentação iniciado em 2001. Essa mudança envolveu não só a adequação da rede de distribuição, mas também o ajuste da estrutura de pessoal para esse atendimento especializado.

O Pilar Atacado é focado no mercado de médias e grandes empresas e segmento Corporate.

O Pilar Varejo é dedicado ao atendimento de pessoas físicas e micro e pequenas empresas.

O Pilar Governo, por seu lado, atende os governos federal, estaduais e municipais, aí considerados os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Durante o ano de 2002, foram aperfeiçoados os modelos de relacionamento com os 15,4 milhões de clientes e o destaque foi para as médias e grandes empresas, por meio da consolidação do Pilar Atacado. Para as Micro e Pequenas Empresas (MPE), foi criada área específica no Pilar Varejo, além do incremento no número de gerentes de contas especializados no atendimento a esse público.

Além de lançar produtos específicos para o atendimento às pessoas jurídicas, o BB ampliou a rede de atendimento especializada para médias e grandes empresas. Ao final de 2002, os 16.748 clientes do atacado contavam com 70 agências, sendo que 16 destinadas ao segmento Corporate(empresas com faturamento anual superior a R$ 100 milhões).

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Um bom exemplo da sinergia entre a atuação do Banco no atacado com a vocação de grande instituição de varejo e governos é o fechamento de convênios de folha de pagamento, produto que fideliza o cliente empresarial e expande a base dos seus mais de 14,4 milhões de clientes pessoa física. Durante o ano de 2002, observou-se crescimento de 13% na quantidade de clientes que recebem proventos pelo BB.

Também como parte da estratégia de fortalecer o vínculo com os clientes, o Banco do Brasil implementou, em São Paulo, o laboratório do que será o Call Center centralizado do Conglomerado BB, o qual permitirá que os clientes de todo o País realizem transações bancárias, a partir de 2003.

A estratégia de segmentação dos clientes contribuiu também para a expansão da venda de produtos. O Ourocap, título de capitalização do BB, apresentou faturamento de R$ 1,1 bilhão no exercício, atingindo, em dezembro de 2002, carteira de 2,7 milhões de títulos, crescimento de 19%, consolidando a liderança de mercado em faturamento. Os planos de previdência aberta da Brasilprev e o Seguro Ouro Auto, seguro de automóvel, apresentaram crescimento de 24% e 8%, respectivamente. O Banco do Brasil também manteve a posição de liderança em faturamento de cartões de crédito com R$ 13,5 bilhões, crescimento de 33,3%.

Com o impacto da evolução desfavorável do preço dos títulos públicos federais no valor dos fundos administrados pelo Banco, observou-se, a partir de maio de 2002, migração de recursos dos fundos de investimento para captações de mercado, especialmente depósitos a prazo e poupança.

Essa migração permitiu a manutenção da posição de líder em depósitos totais, encerrando 2002 com R$ 24,3 bilhões em Depósitos à Vista, R$ 26,9 bilhões em Poupança, R$ 42,1 bilhões em Depósitos a Prazo e R$ 3,9 bilhões em Depósitos Interfinanceiros, totalizando R$ 97,2 bilhões, incremento de 32,4% em relação a dezembro de 2001. Além disso, as Captações no Mercado Aberto totalizaram R$ 48,3 bilhões, crescimento de 10,5% em relação ao final do ano anterior.

Mesmo com os impactos da marcação a mercado, a posição do BB na administração de recursos de terceiros, segmento de negócio bastante competitivo, foi de liderança. Os R$ 66,2 bilhões em recursos administrados possibilitaram aumento da participação de mercado de 16,2% em 2001 para 17,4% em dezembro de 2002.

O fortalecimento do vínculo com os clientes possibilitou a expansão de 18,5% nas receitas de prestação de serviços, que totalizaram, no exercício, R$ 4,5 bilhões.

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de operações vencidas sobre o total da carteira caiu de 7,4% para 6%, movimento similar ao apresentado pelo percentual de operações vencidas há mais de 60 dias sobre o total da carteira, que diminuiu de 4,4% para 3,3%.

O portfólio de títulos e valores mobiliários do Banco do Brasil totalizou R$ 70,9 bilhões, classificados da seguinte forma: 5,1% disponíveis para negociação, 58,2% disponíveis para venda e 36,3% mantidos até o vencimento. O resultado de títulos e valores mobiliários acumulou R$ 13,9 bilhões, incremento de 150,8%.

Em função do crescimento das fontes de recursos, especialmente depósitos a prazo, observou-se incremento das aplicações interfinanceiras e títulos e valores mobiliários, que cresceram respectivamente 40,8% e 13,6%, com reflexos positivos na liquidez do Banco.

Assegurar relação adequada entre receitas e estrutura de custos

Apesar da adequação ocorrida na estrutura de cargos e salários em decorrência do novo modelo de atendimento, houve um decréscimo de 0,5% nas despesas de pessoal em relação ao ano anterior.

O Banco do Brasil possui a maior rede de atendimento do País, com 9.355 pontos, quantidade 10,5% maior do que a registrada no ano anterior. Das 3.582 agências, 2.978 contam com salas de auto-atendimento, estruturas automatizadas que podem ser utilizadas pelos clientes em horário diferenciado. A expansão da rede explica o crescimento de 14,2%

nas outras despesas administrativas.

Para aliar comodidade ao cliente e baixo custo de operacionalização, o BB investe intensivamente na ampliação dos canais alternativos de atendimento.

Os clientes têm à disposição a maior rede de terminais de auto-atendimento da América Latina. São mais de 33 mil terminais que oferecem vasta oferta de produtos e serviços.

Durante o ano, 77,3% dos saques, 61,2% dos depósitos e 75% das entregas de talões de cheques foram realizados nesses terminais.

Conserva também sua liderança na Internet com mais de 4,8 milhões de clientes habilitados a realizar transações nesse canal. Os clientes pessoa física realizaram 318,4 milhões de transações em 2002, contra 204,5 milhões no mesmo período do ano anterior.

O ano também foi marcado pela expansão da rede de correspondentes bancários. Essa rede agora conta com 38 convênios firmados, totalizando 1.193 pontos de atendimento e 9.014 caixas para recebimento de carnês, tributos e títulos bancários. Durante o ano, essa rede foi responsável pelo recebimento de 14,9 milhões de transações, atingindo a cifra de R$ 1,5 bilhão.

Em 2002 foi criado modelo inédito no mercado financeiro de Correspondente Bancário, a Rede Proprietária, conceito que se aplica a empresas prestadoras de serviços, capazes de realizar as atividades de correspondente bancário. Somente as empresas que participaram do projeto-piloto realizaram 2,1 milhões de transações, totalizando R$ 286,4 milhões.

A principal característica da Rede Proprietária é a mobilidade na instalação dos pontos.

O crescimento das Receitas de Prestação de Serviços (RPS) aliado ao controle das despesas administrativas possibilitou a melhoria do índice de cobertura: a relação entre

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receitas de prestação de serviços sobre despesas de pessoal evoluiu de 67,4% para 80,3%.

A capacidade de cobertura das despesas administrativas totais pelas RPS também cresceu, de 40,6% para 45,6%.

O Índice de Eficiência, que tem como parâmetro a relação entre despesas administrativas e receitas operacionais, passou de 69,2% no ano anterior para 59%.

Atuar em políticas públicas com adequada remuneração

A experiência do Banco do Brasil nesses últimos anos evidencia que é possível atuar como agente de políticas públicas, viabilizando o crédito à atividade exportadora, às pequenas e médias empresas e à atividade rural, sem comprometer a capacidade de geração de lucro e sem ferir o direito dos acionistas minoritários a uma rentabilidade sintonizada com a do mercado.

No que tange ao comércio exterior, o BB manteve sua liderança, com 22% de participação no mercado de câmbio, apesar do contingenciamento da oferta de linhas de crédito externas.

Além disso, repassou aos exportadores, em 2002, 97,5% dos R$ 2,2 bilhões liberados pela União para o Programa de Apoio às Exportações (PROEX), nas modalidades Equalização e Financiamento, volume que propiciou exportações de US$ 5.5 bilhões, equivalentes a 9% do total exportado no ano.

O BB também coloca à disposição das micro e pequenas empresas o BB Giro Rápido, linha de crédito que utiliza recursos próprios e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) para suprir necessidades de capital de giro desse segmento.

O BB Giro Rápido fechou o ano com saldo de R$ 1,5 bilhão, 16,2% superior ao mesmo período do ano anterior, atendendo a 343 mil empresas.

O Banco contratou, utilizando recursos do FAT, 158 mil operações e destinou R$ 1,2 bilhão para os Programas de Geração de Emprego e Renda (PROGER), nas modalidades Urbano e Rural, crescimento de 82,9% e 20% em número de operações, respectivamente. Como principal executor do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) formalizou 646 mil contratos, incremento de 8% em relação a 2001, alcançando valores da ordem de R$ 1,8 bilhão.

Ao amparo desses dois programas são disponibilizadas linhas de crédito voltadas ao atendimento de micro e pequenas empresas, cooperativas, trabalhadores do setor informal da economia e trabalhadores rurais, cujos recursos são internalizados na forma de

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Por meio do instrumento "Equalização de Encargos Financeiros" a União efetua o pagamento do diferencial de juros entre o custo de captação dos recursos, acrescidos dos custos administrativos e tributários, e os encargos cobrados do tomador final do crédito rural, conforme legislação em vigor (Lei no8.427/92 e 9.848/99). Esse instrumento permite ao BB atuar como agente de políticas públicas, preservando o retorno aos acionistas. Em 2002, foram recebidos R$ 531,8 milhões a título de equalização, contra R$ 401,3 milhões no ano anterior.

A ampliação no volume de negócios, na prestação de serviços, na assistência a projetos de investimento e nos créditos estruturados foram os principais objetivos propostos para o agronegócio em 2002. A atuação com as empresas desse segmento também foi reforçada pela formalização de parcerias. Em 2002, foram contratados mais de R$ 3,7 bilhões por meio dos convênios BB Agro, BB Convir e BB Coop, nos mais de 3.000 convênios formalizados, gerando tarifas no valor de R$ 62,7 milhões.

A Cédula de Produto Rural (CPR), avalizada pelo Banco, apresentou crescimento de 25%

em relação ao ano anterior, encerrando 2002 com total de R$ 1,05 bilhão. A modalidade de CPR Financeira foi responsável por 65% dos negócios, sendo grande parte efetuada pelo setor de pecuária.

Avaliação produzida por consultoria externa indicou que o site www.agronegocios-e.com.br é o que apresenta mais soluções para o segmento. Desde o seu lançamento, em julho de 2000, foram realizados cerca de R$ 1 bilhão em negócios. Só em 2002, foram arrematadas mais de 30 mil ofertas no montante de R$ 714,3 milhões.

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Ambiente Econômico

O ano de 2002 foi caracterizado pela volatilidade de importantes variáveis macroeconômicas resultante de um cenário externo ainda adverso e de incertezas inerentes ao ciclo político doméstico. O ceticismo quanto ao ritmo de recuperação da economia americana, aliado aos problemas de governança corporativa naquele país, aumentaram a aversão ao risco dos agentes econômicos. Tais fenômenos implicaram redução nos fluxos de capitais para alguns países emergentes. Além desses eventos, incertezas decorrentes de questões econômicas e político-institucionais em nações latino-americanas e a ameaça de guerra na região do Golfo Pérsico, sobretudo na segunda metade do ano, também fomentaram expectativas negativas.

Internamente, no primeiro semestre, a coexistência de relativa acomodação dos índices inflacionários, cumprimento das metas fiscais e expectativas positivas quanto às metas para a inflação permitiu redução gradual da taxa de juros de curto prazo. Nesse período, a balança comercial iniciou uma trajetória de saldos positivos tendencialmente crescentes, contribuindo de forma relevante para a melhoria das contas externas.

Ao longo da segunda metade do ano, o processo político influenciou a dinâmica dos mercados, ensejando rápida desvalorização cambial com efeitos prejudiciais sobre a espiral inflacionária. Nesse contexto, alicerçado no regime de metas para a inflação, a política monetária foi mais restritiva. A elevação da taxa de juros, adicionada ao movimento cambial ascendente, demandou maior esforço fiscal, via superávit primário, para minimizar os impactos negativos sobre importante indicador de solvência, a razão Dívida Líquida do Setor Público sobre o PIB. Nesse ambiente, construíram-se expectativas negativas que arrefeceram o ritmo da atividade econômica.

Variação (%)

4T01 3T02 4T02 2001 2002

Dólar Ptax Venda -13,1 36,9 -9,3 18,7 52,3

IGPDI Acumulado 2,4 7,2 13,3 10,4 26,4

Comportamento dos Indicadores Econômicos

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Demonstrações Contábeis

Balanço Patrimonial Consolidado Legislação Societária

R$ milhões

Circulante e Realizável a Longo Prazo 160.746 208.866 200.245 -4,1 24,6

Disponibilidades 5.667 11.898 11.582 -2,7 104,4

Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 12.614 17.194 17.764 3,3 40,8 Títulos e Valores Mobiliários 62.464 75.770 70.943 -6,4 13,6 Títulos Disponíveis para Negociação 0 3.710 3.585 -3,4 - Títulos Disponíveis para Venda 0 45.991 41.303 -10,2 - Títulos Mantidos até o Vencimento 0 25.670 25.763 0,4 -

Derivativos 0 400 292 -27,0 -

Relações Interfinanceiras 8.610 18.155 18.178 0,1 111,1

Relações Interdependências 34 340 270 -20,6 694,1

Operações de Crédito 40.225 51.242 51.407 0,3 27,8

Setor Público 3.978 6.755 5.617 -16,8 41,2

Setor Privado 38.432 47.470 48.993 3,2 27,5

(Provisão p. Créditos de Liq. Duvidosa) -2.185 -2.983 -3.202 7,3 46,5 Operações de Arrendamento Mercantil 72 88 62 -29,5 -13,9 Op. de Arr. e Subarrend. a Receber 496 482 438 -9,1 -11,7

(Rendas a Apropriar de Arrend. Mercantil) -407 -373 -361 -3,2 -11,3 (PCLD de Arrendamento Mercantil) -17 -21 -15 -28,6 -11,8

Outros Créditos 30.786 33.920 29.784 -12,2 -3,3

Créditos por Avais e Fianças Honrados 28 28 38 35,7 35,7

Carteira de Câmbio 6.037 14.252 10.161 -28,7 68,3

Rendas a Receber 246 339 299 -11,8 21,5

Negociação e Intermediação de Valores 427 104 17 -83,7 -96,0

Créditos específicos 6.662 421 434 3,1 -93,5

Operações especiais 4 4 5 25,0 25,0

Crédito Tributário 12.206 12.461 11.847 -4,9 -2,9

Demais 5.630 6.677 7.493 12,2 33,1

(Prov. para outros Créd. de Liq. Duvidosa) -453 -365 -508 39,2 12,1

Outros Valores e Bens 509 418 410 -1,9 -19,4

(Prov. para desvalorizações) -247 -202 -200 -1,0 -19,0

Despesas Antecipadas 11 42 44 4,8 300,0

Permanente 4.374 4.546 4.350 -4,3 -0,5

Investimentos 1.141 1.384 970 -29,9 -15,0

Imobilizado de Uso 2.296 2.304 2.539 10,2 10,6

Imobilizado de Arrendamento 666 587 547 -6,8 -17,9

Diferido 272 271 293 8,1 7,7

Total do Ativo 165.120 213.412 204.595 -4,1 23,9

dez/01 set/02 dez/02 s/ set/02 s/ dez/01 Saldos

Ativo Var. %

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Demonstrações Contábeis

Balanço Patrimonial Consolidado Legislação Societária

R$ milhões

Circulante e Exigível a Longo Prazo 156.283 204.910 195.295 -4,7 25,0

Depósitos 73.436 96.238 97.253 1,1 32,4

Depósitos à Vista 18.831 21.391 24.342 13,8 29,3

Depósitos de Poupança 21.242 26.279 26.918 2,4 26,7

Depósitos Interfinanceiros 4.220 5.571 3.876 -30,4 -8,2

Depósitos a Prazo 29.142 42.997 42.117 -2,0 44,5

Captações no Mercado Aberto 43.753 49.650 48.327 -2,7 10,5 Recursos de Aceites e emissão de Títulos 1.161 1.138 1.053 -7,5 -9,3 Obrigações por TVM no exterior 1.160 1.138 1.053 -7,5 -9,2

Relações Interfinanceiras 28 3.605 74 -97,9 164,3

Relações Interdependências 34 340 270 -20,6 694,1

Obrigações por Empréstimos 9.033 14.887 13.432 -9,8 48,7

Empréstimos no Exterior 9.033 14.887 13.432 -9,8 48,7

Obrigações por Rep. Pais – Inst. oficiais 4.663 5.281 5.921 12,1 27,0

Tesouro Nacional 727 886 1.181 33,3 62,4

Bndes 2.230 2.468 2.571 4,2 15,3

Cef 0 0 0 - -

Finame 1.593 1.607 1.787 11,2 12,2

Outras Instituições 112 320 383 19,7 242,0

Obrigações por Repasses do exterior 2 16 2 -87,5 0,0

Instrumentos Fin. Derivativos 0 943 743 -21,2 -

Outras obrigações 23.328 32.362 27.123 -16,2 16,3

Cobrança e Arr. de Trib. e Assemelhados 358 2.667 187 -93,0 -47,8

Cart. de Câmbio 2.238 6.726 4.414 -34,4 97,2

Sociais e estatutárias 240 32 347 984,4 44,6

Fiscais e Previdenciárias 848 1.250 1.190 -4,8 40,3

Negociação e Interm. de Valores 2.123 4.381 3.832 -12,5 80,5 Fundos Financeiros e de desenvolvimento 5.187 1.833 1.776 -3,1 -65,8 dez/01 set/02 dez/02 s/ set/02 s/ dez/01

Saldos

Passivo e Patrimônio Líquido Var. %

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Demonstração do Resultado

Legislação Societária

R$ milhões

Rec. da Intermediação Financeira 4.307 13.530 7.760 80,2 -42,6 19.417 36.727 89,1

Oper. de Crédito 2.679 4.003 3.265 21,9 -18,4 10.625 13.828 30,1

Oper. de Arrend. Mercantil 27 26 25 -7,4 -3,8 109 106 -2,8

Result. de Oper. TVM 1.803 3.811 4.391 143,5 15,2 5.558 13.940 150,8

Result. Instr. Financ. Derivativos 0 -588 -357 - -39,3 - -1.664 -

Result. de Oper. de Câmbio -559 5.679 -428 -23,4 -107,5 2.021 8.282 309,8 Result. das Aplic. Compulsórias 356 599 865 143,0 44,4 1.103 2.234 102,5 Desp. de Intermediação Financeira -2.205 -12.527 -3.988 80,9 -68,2 -14.548 -28.655 97,0 Oper. de Captação no Mercado -2.548 -3.478 -4.166 63,5 19,8 -9.547 -13.617 42,6 Oper. Emp. Cessões e Repasses 841 -8.215 1.033 22,8 -112,6 -3.462 -12.030 247,5

PCLD -497 -834 -855 72,0 2,5 -1.539 -3.009 95,5

Result. Bruto da Intermed. Financeira 2.102 1.002 3.772 79,4 276,4 4.869 8.071 65,8 Outras Rec./Desp. Operacionais -1.551 -101 -2.880 85,7 2.751,5 -3.499 -4.881 39,5

Rec. de Prestação de Serviços 1.039 1.118 1.159 11,5 3,7 3.760 4.454 18,5

Despesas de Pessoal -1.628 -1.410 -1.504 -7,6 6,7 -5.575 -5.548 -0,5

Outras Despesas Administrativas -894 -1.061 -1.197 33,9 12,8 -3.586 -4.097 14,2

Despesas Tributárias -218 -168 -277 27,1 64,9 -686 -820 19,5

Res. Particip. Colig. e Controladas -576 1.832 -516 -10,4 -128,2 1.601 2.304 43,9 Outras Receitas Operacionais 1.382 372 513 -62,9 37,9 4.307 1.679 -61,0 Outras Despesas Operacionais -655 -784 -1.059 61,7 35,1 -3.320 -2.854 -14,0

Result. Operacional 551 902 893 62,1 -1,0 1.370 3.190 132,8

Res. Não-Operacional 9 28 102 1.033,3 264,3 79 171 116,5

Res. Antes da Trib. Sobre o Lucro 560 930 995 77,7 7,0 1.449 3.361 132,0 Imp. de Renda e Contribuição Social -181 -300 -352 94,5 17,3 -301 -1.188 294,7

Participações Estatutárias no Lucro -47 -25 -43 -8,5 72,0 -66 -145 119,7

Lucro Líquido 332 605 600 80,7 -0,8 1.082 2.028 87,4

Var. % Fluxo no Ano Var. % 4T01 3T02 4T02 s 4T01 s 3T02 2001 2002 s 2001

Fluxo no Trimestre

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Demonstração do Resultado

Com realocações

R$ milhões

Receitas da Intermediação Financeira 4.651 15.322 7.282 56,6 -52,5 23.118 39.217 69,6 Operações de Crédito (1) 2.679 4.003 3.265 21,9 -18,4 10.488 13.828 31,8

Operações de Arrendamento Mercantil 27 26 25 -7,4 -3,8 109 106 -2,8

Res. de Operações com Tít. Val. Mobiliários 1.803 3.811 4.391 143,5 15,2 5.558 13.940 150,8

Res. com Instrumentos Financeiros Derivativos 0 -588 -357 - -39,3 - -1.664 -

Resultado de Operações de Câmbio -559 5.679 -428 -23,4 -107,5 2.021 8.282 309,8 Resultado das Aplicações Compulsórias 356 599 865 143,0 44,4 1.103 2.234 102,5 Ganho (Perda) Cambial s/ PL Fin. no Exterior (5) -604 1.736 -535 -11,4 -130,8 1.429 2.174 52,1 Outras Receitas Operacionais (2) (3) 948 56 56 -94,1 0,0 2.409 316 -86,9 Despesas da Intermediação Financeira -1.708 -11.693 -3.133 83,4 -73,2 -13.009 -25.647 97,1 Operações de Captação no Mercado -2.548 -3.478 -4.166 63,5 19,8 -9.547 -13.617 42,6 Op. de Empréstimos, Cessões e Repasses 841 -8.215 1.033 22,8 -112,6 -3.462 -12.030 247,5

Margem Financeira Bruta 2.943 3.629 4.148 40,9 14,3 10.109 13.570 34,2

Provisão p/ Créd. Liquid. Duvidosa (6) (7) (8) -497 -834 -855 72,0 2,5 -2.262 -2.876 27,1

Margem Financeira Líquida 2.446 2.794 3.293 34,6 17,9 7.847 10.694 36,3

Receitas de Prestação de Serviços 1.039 1.118 1.159 11,5 3,7 3.760 4.454 18,5 Despesas Tributárias sobre Faturamento (4) -195 -136 -249 27,7 83,1 -575 -703 22,3

Margem de Contribuição 3.290 3.777 4.203 27,8 11,3 11.032 14.444 30,9

Despesas Administrativas -2.546 -2.503 -2.728 7,1 9,0 -9.271 -9.761 5,3

Despesas de Pessoal -1.628 -1.410 -1.504 -7,6 6,7 -5.575 -5.548 -0,5

Outras Despesas Administrativas -894 -1.061 -1.197 33,9 12,8 -3.586 -4.097 14,2

Outras Despesas Tributárias (4) -23 -33 -27 17,4 -18,2 -111 -117 5,4

Resultado Comercial 744 1.273 1.476 98,4 15,9 1.761 4.683 165,9

Outros Componentes do Resultado -193 -372 -583 202,1 56,7 -306 -1.361 344,8 Outras Receitas Operacionais (2) (9) 411 317 457 11,2 44,2 1.892 1.363 -28,0 Outras Despesas Operacionais (3) (10) -632 -784 -1.059 67,6 35,1 -2.369 -2.854 20,5 Res. de Part. em Coligadas e Controladas (5) 28 96 19 -32,1 -80,2 172 130 -24,4

Resultado Operacional 551 902 893 62,1 -1,0 1.455 3.322 128,3

Resultado não-Operacional 9 28 102 1.033,3 264,3 79 171 116,5

Var. % Fluxo no Ano Var. % 4T01 3T02 4T02 s 4T01 s 3T02 2001 2002 s 2001

Fluxo no Trimestre

(13)

Análise do Resultado Realocado

A seguir, são explicitados os ajustes realizados na Demonstração do Resultado para obtenção da DRE realocada. Esclarecemos que esses ajustes não alteram o resultado final, pois objetivam tão somente dispor, de maneira mais coerente, os itens de despesas e receitas, respeitando a dinâmica do desempenho de uma instituição financeira. Basicamente os ajustes procuraram:

a) permitir que a margem financeira registrada no período reflita efetivamente o ganho de todos os ativos rentáveis, buscando informar ao mercado qual é o spreadobtido pela divisão dessa margem pelo Ativo, exceto o Permanente. Para isso foi necessário:

integrar na Margem Financeira aquelas rendas contabilizadas em Outras Receitas Operacionais, mas com características de intermediação, provenientes de ativos rentáveis registrados no grupamento de Outros Créditos do Balanço;

identificar em item específico dentro da margem financeira o ganho/(perda) cambial, no período, sobre os ativos e passivos financeiros no exterior (PL Financeiro);

manter na margem financeira valores relativos a reajustes cambiais negativos que foram contabilizados em outras receitas e despesas operacionais para evitar inversão de saldo de rubricas cujas naturezas são de intermediação financeira.

b) segregar os impactos de eventos extraordinários, de modo a demonstrar o resultado recorrente do Banco no período.

Receitas da Intermediação Financeira

(1) No ano de 2001, foram transferidos para Itens Extraordinários R$ 137 milhões contabilizados originalmente no item Operações de Crédito, referentes à efetivação de rendas das operações de crédito objeto do Programa de Fortalecimento das Instituições Financeiras Federais.

(2) Realocação de Outras Receitas Operacionais com características de intermediação financeira (2001 – R$ 2.026 milhões; 2002 – R$ 316,3 milhões) para o item Outras Receitas Operacionais dentro da apuração da margem financeira bruta.

Atualização da Dívida do INSS 203 - - 873 -

Rendas de Créditos Específicos 327 12 43 1.007 151

Rendas de Outras Operações 35 44 13 146 166

Total 565 56 56 2.026 317

(3) Realocação, para a Margem Financeira Bruta, de R$ 23 milhões contabilizados, em 2001, como Outras Despesas Operacionais. O valor refere-se a reajuste cambial negativo de ativos e passivos financeiros, que não foi contabilizado nas respectivas contas de Despesas da Intermediação Financeira para evitar inversão do saldo das rubricas contábeis, conforme normas do Banco Central.

R$ milhões

4T01 4T01

Fluxo no Trimestre Fluxo no Ano

4T02 2001 2002

(14)

Despesas Tributárias

(4) Foram realocados para compor a margem de contribuição R$ 195 milhões no 4º trimestre de 2001, R$ 136 milhões no 3º trimestre de 2002, R$ 249 milhões no 4º trimestre de 2002, R$ 575 milhões no ano de 2001 e R$ 703 em 2002, referentes a impostos (Pasep, Cofins, ISSQN) incidentes diretamente sobre o faturamento do Banco.

Resultado de Participações em Coligadas e Controladas

(5) Realocação, para compor a margem financeira, do ganho cambial sobre PL Financeiro (ativos financeiros (-) passivos financeiros no exterior). Esse valor está contabilizado originalmente no item Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (4º trimestre de 2001 – R$ (604) milhões; 3º trimestre de 2002 – R$ 1.736 milhões; 4º trimestre de 2002 – R$ (535) milhões, em 2001 – R$ 1.429 milhões e em 2002 – R$ 2.126 milhões). O ajuste é necessário porque os ativos e passivos, após a consolidação, já não estão mais registrados no permanente e sim nos respectivos itens dentro do ativo e passivo circulante e realizável/exigível a longo prazo. Sem a realocação, o spreadobtido pelos ativos menos o permanente fica indevidamente reduzido.

Itens Extraordinários

(6) No 2º trimestre de 2002, em função de revisão da carteira de crédito, as provisões para risco de crédito foram reforçadas em R$ 132 milhões.

(7) No ano de 2001, em função de revisão da carteira de crédito, as provisões para risco de crédito foram reforçadas em R$ 244 milhões.

(8) No ano de 2001, foram realocados R$ 967 milhões referentes à reversão de provisão das operações de crédito objeto do Programa de Fortalecimento das Instituições Financeiras Federais.

(9) No ano de 2001, foram realocados R$ 6 milhões de Outras Receitas Operacionais para Itens Extraordinários relativos à reversão da provisão contabilizada em dezembro de 2000.

Essa provisão foi constituída conforme item 3 do fato relevante de 19 de dezembro de 2000 e referia-se a 50% da contribuição patronal que passou a ser feita à Previ desde a implantação da paridade em 16 de dezembro de 2000. O Banco decidiu reverter a provisão, em junho de 2001, por entender que a decisão do Diretor Fiscal, de 06 de abril de 2001,

(15)

A Margem Financeira Bruta do ano de 2002 totalizou R$ 13.570 milhões, montante 34,2%

superior ao verificado no ano anterior. No ano de 2002, o Banco apresentou composição patrimonial estável. Do lado das aplicações, os Ativos Rentáveis mantiveram sua participação (de 78,7% em dez/2001 para 78,9% em dez/2002). As fontes de recursos também não registraram mudanças significativas no mix. Os Passivos Onerosos responderam por 71,8% dos passivos totais, contra 71,2% em dezembro de 2001.

Os Ativos Totais evoluíram 23,9%, o que contribuiu significativamente para o incremento na Margem Financeira Bruta.

Evolução da Composição Patrimonial - %

R$ milhões

Receitas da Intermediação Financeira 4.651 15.322 7.282 56,6 -52,5 23.118 39.217 69,6

Operações de Crédito 2.679 4.003 3.265 21,9 -18,4 10.488 13.828 31,8

Operações de Arrendamento Mercantil 27 26 25 -7,4 -3,8 109 106 -2,8

Res. de Operações com Tít. Val. Mobiliários 1.803 3.811 4.391 143,5 15,2 5.558 13.940 150,8 Res. com Instrumentos Financeiros Derivativos 0 -588 -357 - -39,3 - -1.664 - Resultado de Operações de Câmbio -559 5.679 -428 -23,4 -107,5 2.021 8.282 309,8 Resultado das Aplicações Compulsórias 356 599 865 143,0 44,4 1.103 2.234 102,5 Ganho (Perda) Cambial sobre PL Fin. no Exterior -604 1.736 -535 -11,4 -130,8 1.429 2.174 52,1

Outras Receitas Operacionais 948 56 56 -94,1 0,0 2.409 316 -86,9

Despesas da Intermediação Financeira -1.708 -11.693 -3.133 83,4 -73,2 -13.009 -25.647 97,1 Operações de Captação no Mercado -2.548 -3.478 -4.166 63,5 19,8 -9.547 -13.617 42,6 Op. de Empréstimos, Cessões e Repasses 841 -8.215 1.033 22,8 -112,6 -3.462 -12.030 247,5

Margem Financeira Bruta 2.943 3.629 4.148 40,9 14,3 10.109 13.570 34,2

Var. % Fluxo no Ano Var. % 4T01 3T02 4T02 s 4T01 s 3T02 2001 2002 s 2001

Fluxo no Trimestre

I. MARGEM FINANCEIRA BRUTA

Incremento na Margem Financeira Bruta

(16)

A tabela abaixo evidencia a formação do spreada partir da evolução da Margem Financeira Bruta e do volume de Ativos (-) Permanente.

Análise de Volume e Taxa

R$ milhões

Se o volume médio de Ativos (-) Permanente de 2002 fosse aplicado à taxa de spread do ano anterior o Banco teria registrado incremento de R$ 2.494 milhões na Margem Financeira Bruta. Por outro lado, mantendo-se o volume de Ativos (-) Permanente de 2001 e utilizando- se o spread do ano encerrado, observa-se incremento de R$ 775 milhões na Margem. A combinação do crescimento de taxa e de volume gera contribuição extra de R$ 191 milhões à Margem.

O gráfico abaixo denota que o incremento de R$ 3.461 milhões na Margem Financeira deu- se predominantemente por meio da expansão do volume de aplicações.

Análise de Volume e Taxa

2001 2002 Var. abs. Comp. % Ativos (-) Permanente 145.370 181.237 35.867

Spread* 6,95393% 7,48736% 0,53343%

MFB com Volume de 2002 e taxa de 2001 12.603 2.494 72,07 MFB com Volume de 2001 e taxa de 2002 10.884 775 22,41

Interseção volume e taxa 191 5,53

Margem Financeira Bruta 10.109 13.570 3.461 100,00

* Margem Financeira Bruta/Ativos (-) Permanente

Análise de Volume e Taxa

(17)

A análise do gráfico abaixo revela crescimento na diferença entre os Ativos de Liquidez e os Passivos de Liquidez. De dezembro de 2001 ao final do ano de 2002, R$ 11.749 milhões foram adicionados à liquidez do Banco.

Ativos de Liquidez (-) Passivos de Liquidez *

R$ milhões

O incremento nas Disponibilidades é em grande parte explicado pela incidência de variação cambial sobre disponibilidades no exterior. Se o saldo de Disponibilidades em Moeda Estrangeira do final do ano passado fosse corrigido pela desvalorização de 52,3% do real frente ao dólar americano ocorrida em 2002, seria identificado um aumento de R$ 3.015 milhões nesse item.

O saldo de Aplicações Interfinanceiras e Títulos e Valores Mobiliários (exceto vinculados ao Bacen) apresentou evolução de R$ 10.366 milhões, dos quais R$ 4,0 bilhões referem-se ao recebimento da última tranche de títulos vinculados ao programa de securitização de dívidas rurais (fev/2002) e R$ 4.574 milhões foram provenientes do aumento do saldo das Captações no Mercado Aberto.

Variação da Liquidez

R$ milhões

Crescimento da Liquidez

(18)

Além dos fatores citados, o aumento da liquidez no balanço do Banco justifica-se pelo forte crescimento das demais captações de mercado. A partir de maio de 2002 observou-se migração de recursos dos fundos de investimento para captações de mercado, como Poupança e Depósitos a Prazo. Como o cenário macroeconômico apresenta-se restritivo à expansão do crédito, os novos recursos foram canalizados principalmente para Aplicações Interfinanceiras e Títulos e Valores Mobiliários.

dez/01 mar/02 jun/02 set/02 dez/02 Ativos de Liquidez 74.364 73.439 72.245 95.653 90.343

Disponibilidades 5.667 5.961 7.353 11.898 11.279

Aplicações Interfinanceiras 12.614 9.562 4.875 17.194 17.764

TVM 56.083 57.916 60.017 66.560 61.300

Passivos de Liquidez 47.973 43.795 42.673 55.221 52.203 Depósitos Interfinanceiros 4.220 4.454 5.165 5.571 3.876 Captações no Mercado Aberto 43.753 39.341 37.508 49.650 48.327

As Operações de Crédito também beneficiaram-se com a entrada de recursos no Banco.

Embora tenham apresentado crescimento absoluto menor, aumentaram sua participação no ativo de 24,4% em dezembro de 2001 para 25,2% em dezembro de 2002.

dez/01 comp.% set/02 comp.% dez/02 comp.%

Ativos de Liquidez 74.364 45,0 95.653 44,8 90.343 44,2

Op. Crédito 40.298 24,4 51.330 24,1 51.470 25,2

Demais Ativos 50.458 30,6 66.430 31,1 62.782 30,7

Ativos Totais 165.120 100,0 213.412 100,0 204.595 100,0

Evolução da Liquidez

Saldos de final de período em R$ milhões

Análise dos Ativos

Saldos de final de período em R$ milhões

(19)

Análise das Aplicações

O incremento observado na taxa de aplicação na comparação entre o exercício de 2002 e o de 2001 é justificado pelo comportamento dos indicadores econômicos. O aumento da taxa Selic foi responsável por reajuste de taxa nos produtos de crédito e por maior rendimento do portfólio de títulos. A desvalorização do real em relação ao dólar teve efeitos principalmente na correção das disponibilidades em moeda estrangeira e nos títulos indexados ao câmbio.

Taxa de Aplicação 4T01 3T02 4T02 2001 2002

Ativos – Permanente 155.128 189.979 207.918 145.370 181.237 Rec. Intermediação Financeira 4.651 15.322 7.282 23.118 39.217 Rec. Intermed. Financ./(Ativos-Permanente) % 3,0 8,1 3,5 15,9 21,6 Rec. Intermed. Financ./(Ativos-Permanente) – anualizado % 12,5 36,4 14,8 15,9 21,6

No ano de 2002, o Banco do Brasil apresentou saldo médio de Disponibilidades em Moeda Estrangeira de R$ 6.509 milhões, contra R$ 2.827 no ano anterior. Esse crescimento está relacionado à desvalorização de 52,3% do real e ao crescimento de operações de câmbio.

As receitas de correção cambial incidentes sobre essas disponibilidades totalizaram R$ 4.023 milhões.

É importante salientar que o Banco do Brasil tem como política de Gestão de Riscos operar com exposição cambial quase nula. O efeito da oscilação do câmbio nesse item específico do resultado é anulado pela variação cambial incidente nas obrigações em moeda estrangeira do Banco. O item Despesas com Obrigações por Empréstimos, Repasses e Banqueiros no Exterior, por exemplo, totalizou R$ 10.693 milhões em 2002, contra R$ 2.554 milhões em 2001.

Saldos médios em R$ milhões

4T01 3T02 4T02 2001 2002 Disponibilidades em Moeda Estrangeira 3.840 7.339 8.544 2.827 6.509 Rendas com Disponibilidades em Moeda Estrangeira -342 3.120 -291 1.201 4.023

Taxa Anualizada - % -31,10 312,44 -12,95 42,47 61,80

Saldos médios em R$ milhões

Aumento da Taxa de Aplicação

Disponibilidades em Moeda Estrangeira

(20)

No ano de 2002, o Resultado de Títulos e Valores Mobiliários totalizou R$ 13.940 milhões, valor 121,2% superior ao registrado em 2001. Evolução explicada pelo crescimento do volume médio de Títulos e Valores Mobiliários e aplicações interfinanceiras (conforme explicado no item Crescimento da Liquidez) e pela melhoria na taxa de aplicação.

O aumento na taxa de aplicação em Títulos e Valores Mobiliários está relacionado ao comportamento dos principais indexadores macroeconômicos. A taxa Selic, principal indexador da carteira de Títulos e Aplicações Interfinanceiras do Banco, foi de uma variação de 17,2% no ano de 2001 para 19,2% no ano de 2002. O IGP-M e o dólar também apresentaram oscilação positiva, variando de 10,4% para 25,3% e de 18,7% para 52,3%, respectivamente.

O Banco do Brasil possui a maior carteira de Títulos e Valores Mobiliários entre os bancos do País, com participação de 21,2% no sistema bancário (set/02). Conforme demonstrado no gráfico abaixo, esta carteira tem apresentado encurtamento dos prazos. Em dezembro de 2001, o percentual de títulos com prazo acima de 360 dias era de 87,6%, participação que diminuiu para 76,3% ao final de dezembro de 2002.

Composição da Carteira de Títulos por Prazo (em dias)

4T01 3T02 4T02 2001 2002

Títulos e Valores Mobiliários 58.214 76.026 84.371 51.927 73.121 Res. Títulos e Valores Mobiliários s/Hedge* 1.241 3.811 4.391 6.301 13.940

Taxa Anualizada - % 8,80 21,61 22,50 12,13 19,06

Saldos médios em R$ milhões

* Até dezembro de 2001, o resultado com instrumentos financeiros derivativos era contabilizado no item Res. com Títulos e Valores Mobiliários.

Carteira de Títulos

(21)

Analisando os títulos com vencimento acima de 10 anos, houve decréscimo na sua participação sobre o total da carteira. Ao final de dezembro de 2002, esses títulos respondiam por 3,0% da carteira, contra 22,6% em junho de 2002.

Saldo Part. % Saldo Part. % Saldo Part. % Saldo Part. % Saldo Part. % jun/02 12.698 19,3 31.296 47,6 6.864 10,4 14.874 22,6 65.732 100 set/02 18.387 25,4 33.022 45,7 6.039 8,4 14.823 20,5 72.271 100 dez/02 15.449 22,8 41.375 61,0 8.933 13,2 2.052 3,0 67.809 100

Desde a implementação das medidas do Programa de Fortalecimento das Instituições Financeiras Federais, a carteira de operações de crédito do BB tem apresentado configuração mais competitiva. O direcionamento estratégico do Banco mostrou-se mais evidente na predominância de operações Comerciais e de Varejo. Ao final de dezembro de 2002, essas carteiras respondiam por 50,4% das operações de crédito do BB no país. No ano de 2002, especialmente após setembro (início da safra 2002-2003), o crédito relacionado ao agronegócio apresentou significativa evolução, aumentando sua participação no total de operações de 28,4% em 2001 para 31,9% em 2002.

Mix das Operações de Crédito - %

O aumento da taxa de aplicação em Operações de Crédito e Leasing ocorreu, fundamentalmente, em função do aumento da taxa Selic, benchmarkdo custo de crédito no mercado bancário, e da variação cambial incidente em algumas operações comerciais.

4T01 3T02 4T02 2001 2002

Operações de Crédito + Leasing 43.681 51.755 54.381 41.696 49.642 Rec. Operações de Crédito + Leasing 2.376 3.867 3.088 9.705 13.212

Taxa Anualizada - % 23,60 33,40 24,73 23,28 26,61

Saldos médios em R$ milhões R$ milhões Até 1 ano 1 a 5 anos 5 a 10 anos Acima de 10 anos Total

Operações de Crédito

(22)

No início deste ano as operações de crédito foram reclassificadas de acordo com os parâmetros da nova atuação mercadológica do Banco. Entre as mudanças, destaca-se a transferência das operações de BB Giro Rápido da carteira Comercial para a carteira de Varejo.

Durante o ano de 2002, o Banco do Brasil promoveu a expansão de 11,0% nas suas operações de crédito de Varejo, encerrando o exercício com saldo de R$ 12.569 milhões.

Operações de Varejo

R$ bilhões

O CDC, principal produto de Varejo do BB, encerrou o ano de 2002 com saldo de R$ 6.736 milhões, evolução de 5,0% em relação a dezembro de 2001, respondendo por 53,6% das operações dessa carteira. Esse produto possui risco de crédito pulverizado, o valor médio do contrato de CDC é R$ 1.398. A cada abertura de conta corrente, o sistema de credit scoring do BB calcula o limite das diversas modalidades do CDC para o cliente por meio da conjugação de informações de renda, patrimônio, profissão, entre outros. Além do risco pulverizado, o produto apresenta baixo custo de operacionalização, pois pode ser contratado pela Internet e pelos Terminais de Auto-Atendimento.

Em junho de 2002, o Banco do Brasil disponibilizou uma nova linha de CDC voltada à antecipação do décimo terceiro salário para clientes recebedores de proventos no BB. Em dezembro de 2002, essa modalidade já contava com 26.914 contratos que totalizavam

Operações de Crédito:

Varejo

(23)

Ao final de dezembro de 2002, o crédito baseado em recebíveis era responsável por 45,5%

do total de operações comerciais. Essas operações apresentaram evolução de 24,7%, encerrando o período com saldo de R$ 6.374 milhões. Para os clientes, as operações com recebíveis representam excelente alternativa de financiamento de capital de giro, com a comodidade de poderem ser realizadas diretamente da empresa. O Banco do Brasil tem privilegiado o crescimento dos recebíveis, operações autoliquidáveis, devido à natureza de risco reduzido e de curto prazo.

O Desconto de Cheques é o principal produto de crédito baseado em recebíveis. Durante o ano de 2002 o saldo dessa linha de crédito aumentou 12,8%, totalizando R$ 2.635 milhões.

O gráfico abaixo denota elevação na taxa de aplicação dos produtos de crédito de Varejo.

Taxa anualizada de aplicação no Varejo - %

As operações Comerciais do Banco do Brasil encerraram o exercício de 2002 com saldo de R$ 14.012 milhões, crescimento de 20,6% em relação a dezembro de 2001.

Operações Comerciais

R$ bilhões

Operações de Crédito:

Comercial

(24)

O BB Vendor, outra opção de recebíveis, proporciona ao cliente a oportunidade de alavancar vendas com obtenção imediata de recursos a partir do oferecimento de maior prazo aos compradores. Esse produto encerrou o exercício com saldo de R$ 1.912 milhões, crescimento de 49,9%.

A Conta Garantida, linha de crédito rotativo movimentada por intermédio de transferências para conta corrente por solicitação do cliente, possibilita obtenção de recursos de forma simples e rápida. Esse produto é destinado a médias e grandes empresas. A estratégia de atuação do BB no pilar atacado possibilitou o incremento de 19,9% nessas operações.

As demais operações de capital de giro apresentaram evolução de 49,6%. Movimento justificado pelo incremento em duas modalidades de crédito:

- 74,0% de crescimento nas operações de capital de giro com recursos captados no exterior – evolução explicada pela variação cambial no período. Essas operações totalizaram R$ 776 milhões em dezembro de 2002;

- 54,2% de crescimento nas operações de BB Giro – opção de financiamento de capital de giro mediante abertura de crédito fixo voltada para médias e grandes empresas. Essas operações totalizaram R$ 786 milhões em dezembro de 2002.

O gráfico abaixo ilustra a evolução das taxas de aplicação da carteira comercial. O ano de 2002 apresentou taxas mais altas em função do aumento da taxa Selic e da variação cambial incidente em algumas operações comerciais.

Taxa anualizada de aplicação no Crédito Comercial - %

(25)

A carteira de crédito de agronegócios do BB finalizou o ano de 2002 com saldo de R$ 16.803 milhões contra R$ 11.708 milhões registrados em 2001 aumento de 43,5%.

Destacam-se nesta carteira as linhas de crédito destinadas ao custeio e à comercialização, as quais participavam, em dezembro de 2002, com 49,5% do total da carteira de agronegócios.

Operações de Agronegócios

R$ milhões

Composição da Carteira de Agronegócios

O Banco do Brasil destaca-se por sua participação no agronegócio brasileiro não apenas na execução de importantes programas governamentais, mas por conhecer as necessidades e atender aos diversos agentes da cadeia do agronegócio. É o principal agente financeiro, responsável por 47% do saldo total de financiamentos rurais e agroindustriais aplicados pelas instituições financeiras. Em 2002, o BB desembolsou R$ 13,5 bilhões para este setor, representando crescimento de 37,8% em relação ao ano anterior.

Operações de Crédito:

Agronegócios

(26)

Recursos Contratados

R$ bilhões

Por meio do instrumento "Equalização de Encargos Financeiros" a União efetua o pagamento do diferencial de juros entre o custo de captação dos recursos, acrescidos dos custos administrativos e tributários, e os encargos cobrados do tomador final do crédito rural, conforme legislação em vigor (Lei nos8.427/92 e 9.848/99).

Receitas de Equalização de Taxas

R$ milhões

Referências

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