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Pessoa Com Doença Crônica

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Academic year: 2022

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Caderneta de Saúde da

Pessoa Com Doença Crônica

(Diabetes & Hipertensão)

(2)

Caderneta da pessoa com doença crônica.

1. Diabetes Mellitus. 2. Hipertensão. 3. Educação em Saúde. 4.

Autogestão.

Esta é uma produção do Internato em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo do Amarante - RN. Não deve ser utilizada para fins lucrativos

2021 Departamento de Saúde Coletiva - UFRN.

Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou

qualquer fim comercial. Venda proibida. Distribuição gratuita.

ISBN: 978-65-00-28192-7.

Coordenação editorial e autoria:

Diorgenes Silva Santos Gabriel De Nadai Miranda

Nayara Cristina Camarão Ferreira Renata Cristina de Paiva Pacheco Yasmin Maria Bezerra

Organização:

Gabriel De Nadai Miranda

Renata Cristina de Paiva Pacheco Colaboradores:

Edna Maria Dantas de Oliveira Rafael Rodolfo Tomaz de Lima

Todas as figuras foram retiradas do acervo gratuito de www.freepik.com.

Natal - RN

(3)

APRESENTAÇÃO

Esta caderneta é destinada à todas pessoas que possuem diabetes ou hipertensão (pressão alta).

Escrita de maneira descomplicada e baseada nas orientações do Ministério da Saúde, nela estão contidas informações essenciais que explicam o que são cada uma destas doenças e alertam para suas possíveis complicações caso não sejam tratadas. Ao mesmo tempo, fornece orientações de como identificar estas enfermidades, como fazer um acompanhamento adequado e como manter-se saudável mesmo sendo diabético ou hipertenso.

Seu objetivo é ser uma fonte de informação confiável

e de simples entendimento para qualquer um que

tenha alguma destas doenças, ao mesmo tempo que

serve como um registro individual que facilita e

melhora o acompanhamento do estado de saúde de

seu proprietário, tanto por ele mesmo quanto pelos

profissionais de saúde que participam de seu cuidado.

(4)

Endereço (Rua/Avenida):

Número: Bairro:

Cidade: UF: CEP:

Telefone: e-mail:

Número do cartão SUS:

Prontuário:

Município/UF de nascimento:

Nacionalidade:

Nome Completo:

Apelido/Nome social:

Data de Nascimento: / / Sexo:

Ocupação: Trabalha fora de casa: Sim Não Escolaridade: Nenhuma

Fund. Incompleto Fund. Completo Médio Incompleto Médio Completo Superior Incompleto Superior Completo

Identificação

Tem alguma deficiência?

Nenhuma Auditiva Visual Intelectual/Cognitiva Física Outra:

Grupo sanguíneo / Fator RH:

Em situação de emergência, ligar para:

Nome:

Telefone: Parentesco:

Mora com você? Sim Não Moro sozinho(a)

(5)

O que é doença crônica? 4

Diabetes, você sabe o que é? 5

O que a pessoa sente se tiver diabetes 6

Como eu sei que tenho Diabetes? 7

E se eu não me cuidar, o que o Diabetes pode causar? 8 Quais são as complicações agudas? (hiperglicemia) 8

Quais são as complicações crônicas? 8

Retinopatia Diabética 9

Nefropatia Diabética 10

Isquemias 11

Neuropatia Diabética 12

Impotência Sexual 12

Pé diabético 13

Morte 13

Quais remédios são usados para tratar o diabetes? 14

Hipoglicemiantes orais 14

Insulinas 14

Tenho que usar insulina. Como fazer? 15

E a Hipertensão, você conhece? 19

Como eu sei que tenho Hipertensão Arterial Sistêmica? 19 Quais as complicações da hipertensão? 20

Risco cardiovascular? O que é isso? 20

Eu tenho diabetes e pressão alta juntos, e agora? 21 O tratamento se faz apenas com medicamentos? 22

Acompanhamento 24

Dados Antropométricos 24

Meu Esquema Terapêutico 24

Como está minha glicemia? 25

Como está minha pressão? 26

Minhas metas terapêuticas 27

Como estão meus exames? 28

Meus Hábitos de Vida 29

Consultas com especialistas 30

Complicações e Internamentos 32

Como está minha visão? 32

Sumário

(6)

O que é doença crônica?

Doença crônica é um problema de saúde que dura muito tempo e que, geralmente, não tem cura, mas tem controle! O diabetes e a hipertensão (pressão alta) são as principais doenças crônicas da nossa comunidade e as maiores causa de hospitalização no SUS. Suas complicações são responsáveis por 7 em cada 10 mortes no mundo.

Essas doenças precisam de um cuidado continuado, com a responsabilidade compartilhada entre o profissional de saúde e você, para que você permaneça sadio, apesar da sua doença.

Elas têm variações ao longo do tempo, com períodos de piora (“agudização”) e de melhora, e se não tratadas podem causar complicações graves.

Aqui, manter um estilo de vida saudável é fundamental!!!

Fique atento, entenda mais sobre sua doença e seja ativo no seu autocuidado! Com essa cartilha nós iremos ajudar você nessa caminhada.

Vamos juntos(as)?

(7)

Diabetes, você sabe o que é?

O problema da diabetes é a dificuldade que o organismo tem de controlar a quantidade de glicose (açúcar) no sangue. Essa glicose vem dos alimentos que comemos, e serve de energia para nosso corpo. Mas para a glicose sair do sangue e entrar nos órgãos (coração, pele, cérebro) precisa de INSULINA.

A insulina é um hormônio produzido no pâncreas que funciona como uma chave que abre a porta para a glicose entrar nos órgãos, que então a usam como fonte de energia para funcionar.

Existem dois tipos principais de diabetes:

Tipo 1 e Tipo 2

No Diabetes Melitus do tipo 1, o pâncreas tem dificuldade em produzir insulina, fazendo pouca ou nenhuma. Esse diabetes ocorre principalmente em crianças e adolescentes.

Já no Diabetes Melitus do tipo 2, o corpo começa a ter resistência à insulina. É como se a fechadura enferrujasse e a chave tivesse dificuldade para abrir a porta que a glicose usa para entrar. Esse tipo ocorre mais em adultos, geralmente com excesso de peso e com hábitos alimentares que não são saudáveis. Esse é o tipo de diabetes mais frequente.

No diabetes, a pessoa produz pouca ou nenhuma insulina ou a insulina faz menos efeito do que o normal. Por conta disso, pouca glicose entra nos órgãos e sobra muita no sangue, e esse excesso no sangue causa complicações.

(8)

Sinais e Sintomas Clássicos

Poliúria (vontade exagerada de urinar) Polidipsia (sede exagerada)

Polifagia (fome exagerada) Perda de peso inexplicada

Outros sintomas que também podem ocorrer são: Visão embaçada ou melhora da visão para perto, fraqueza e coceira na pele.

Tabela 2 – Sinais e Sintomas

Fonte: Adaptado de Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica : diabetes mellitus / Ministério da Saúde, 2013.

O que a pessoa sente se tiver diabetes?

A maioria das pessoas com diabetes NÃO SENTEM NADA! ou seja, são ASSINTOMÁTICAS.

Os sintomas da diabetes só costumam acontecer quando a diabetes já está muito descontrolada, e aparecem na menor parte dos diabéticos. São eles: Poliúria (vontade exagerada de urinar), Polidipsia (sede exagerada), Polifagia (fome exagerada) e Perda de peso.

(9)

Para dizer que alguém tem diabetes, precisamos observar o que chamamos de

“critérios diagnósticos” de alguns exames que avaliam a glicemia (quantidade de glicose no sangue).

São valores que indicam o normal, e se o seu exame estiver acima destes valores, pode ser que você tenha diabetes.

Como eu sei que tenho Diabetes?

A glicemia de jejum é o principal exame diagnóstico, e seu normal varia de 70-99.

Veja abaixo os critérios diagnósticos que confirmam a diabetes segundo 4 exames diferentes:

(10)

E se eu não me cuidar, o que o diabetes pode causar?

O diabetes não controlado corretamente pode gerar complicações agudas (que surgem de repente) ou crônicas. As crônicas só são notadas após um longo período sem tratamento (anos), e são perigosas pois não se sente enquanto elas se desenvolvem, só percebemos que elas existem quando já estão graves e acometendo vários órgãos.

Alguns fatores podem aumentar o risco dessas complicações se desenvolverem, como o uso errado das medicações (para mais ou para menos), a alimentação inadequada (lembra que a glicose vem do que comemos?), a obesidade, o colesterol descontrolado, a pressão alta e o hábito de fumar.

Por isso é importante, além de tratar a diabetes, também tratar outras doenças que você tenha e manter um estilo de vida saudável!

Quais são as complicações agudas?

Hiperglicemia

Sintomas: aumento da sede e da vontade de urinar, náuseas, vômitos, fraqueza, sonolência, confusão mental, respiração ofegante, dor abdominal, hálito cetônico (parecido com fruta velha ou podre). Mas podem haver poucos, ou até nenhum destes sintomas!

A glicemia está maior que 250.

O que fazer? Verifique sua glicemia capilar e procure um Serviço de Saúde IMEDIATAMENTE!

(11)

1. Perda de visão e cegueira

A diabetes mal tratada acomete a retina, uma parte do olho indispensável para enxergarmos. A glicemia constantemente alta causa a retinopatia diabética, uma doença que lesiona os vasos que nutrem essa estrutura, levando à perda de visão progressiva, até chegar em cegueira.

Cegueira

Tabela 3 – Rastreamento da Retinopatia Diabética

Tipo do

Diabetes Como

Rastrear* Quando

Rastrear Periodicidade do Rastreio

Tipo 1

1)Fotografia do fundo de olho com dilatação da pupila;

2)Fundoscopia (exame de fundo de olho) com dilatação da pupila.

Adultos e crianças

maiores de 10 anos após 5

anos de

diagnóstico ANUALMENTE**

Tipo 2 Iniciar no

momento do diagnóstico

*A escolha do método depende da disponibilidade de recursos.

**Na presença de retinopatia, o intervalo de avaliações e determinado caso a caso, mas é recomendado uma maior frequência.

A diabetes é a maior causa que há de cegueira em adultos. Por causa disso é importante realizar todos os anos o exame que identifica esta doença, chamado de fundo de olho, para que seja realizado o diagnóstico precoce e seja possível tratar antes que se perca a visão.

Quais são as complicações crônicas?

Fonte: Adaptado de Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica : diabetes mellitus / Ministério da Saúde, 2013.

(12)

Se seu médico não faz o exame de fundo de olho, solicite um encaminhamento ao oftalmologista ANUALMENTE!

Além da retinopatia, outras doenças oculares podem ser encontradas com frequência na diabetes, como a Catarata (pacientes com diabetes têm 40% mais chance de desenvolver) e Glaucoma (pacientes com diabetes têm 60%

mais chance de desenvolver), ambas também capazes de evoluir com cegueira.

Se você usa óculos:

A sua visão pode estar prejudicada se a glicemia estiver alta. Dessa forma, é importante que só faça a correção das

lentes do seu óculos quando conseguir controlar a glicemia por, pelo menos, 3 a 4 semanas.

2. Nefropatia Diabética

Os rins são os órgãos que filtram o sangue.

Eles seguram as substâncias importantes para nosso corpo e retiram as que não precisamos mais, jogando fora pela urina. Assim como na retina, a glicemia alta também lesiona os rins, que começam a não funcionar como deveriam. Mas precisamos deles para nos mantermos vivos!

Quando a pessoa tem rins que não funcionam mais direito, dizemos que ela tem doença renal crônica. Quando os rins deixarem de funcionar por completo, será necessário hemodiálise ou transplante para conseguir manter a pessoa viva. Para evitar chegar nesse estado, é necessário tratar a diabetes corretamente e vigiar a função renal constantemente!

Peça a seu médico que solicite exames de FUNÇÃO RENAL

Doença renal crônica e hemodiálise

(13)

3. Isquemias (Infarto, AVC, …)

Isquemia é a falta ou diminuição da chegada do sangue em alguma região do corpo, o que faz com que ela morra e então não funcione mais normalmente. Por exemplo, parte do músculo do coração não consegue mais bater (o coração fica fraco), ou parte do cérebro não consegue mais processar e transmitir informações (a pessoa fica paraplégica, cega, etc.). Se a isquemia atingir uma região muito grande ou um órgão muito importante, a pessoa pode vir à ÓBITO.

A glicemia alta de uma diabetes não tratada gera um estado de inflamação nos vasos. Isso favorece o surgimento de placas que entopem as artérias, impedindo a chegada de sangue aos órgãos e causando então a ISQUEMIA. As principais isquemias resultados de complicações do diabetes são:

Acidente Vascular Encefálico

(AVE, AVC ou derrame cerebral)

Infarto Agudo do Miocárdio

(IAM)

Mas o que a diabetes tem a ver com isso?

(14)

A diabetes é uma das causas mais comuns de danos aos nervos. Assim como as outras complicações crônicas, a pessoa não costuma perceber que vão perdendo o tato pouco a pouco, principalmente em mãos e pés.

Sintomas: pele seca (sem suor), perda da sensibilidade, dormência, formigamento e/ou dor. Em casos mais graves, pode prejudicar a função do membro, com atrofia muscular, deformidades e limitação da movimentação, além retenção ou incontinência urinária e dificuldade para visão noturna.

A presença de algum desses sintomas deve ser informada ao seu médico, para que ele possa investigar.

5. Impotência sexual

A toxicidade da glicose afeta também os nervos da região genital, podendo diminuir a sensibilidade durante as relações sexuais tanto em homens como em mulheres, e por consequência o prazer. Além disso, também dificulta a ereção nos homens por causar lesão aos vasos sanguíneos que irrigam o pênis e fazem com que ele fique ereto (desse modo o Com o tempo, a diabetes pode acometer nervos além dos responsáveis pelo tato, como os que comandam a movimentação dos músculos ou da bexiga. Quando isso acontece, a pessoa perde a força nos membros e não consegue segurar a urina.

4. Neuropatia diabética

(15)

Como já falamos, a Diabetes é umas das causas mais comuns de danos aos nervos e circulação. Isso pode causar formigamento, dor e perda de sensibilidade nos pés. Você pode se ferir e só notar quando a ferida já estiver bem pior e infeccionada…

6. Pé diabético

Além do trauma, o ressecamento da pele causado pelo diabetes provocam fissuras que também podem evoluir para úlceras. Isso sem falar nas úlceras causadas por pressão em membros com perda de função devido à neuropatia. Caso não sejam tratadas, estas úlceras podem piorar levar à necessidade de amputação!

Entre todas as complicações do diabetes, as úlceras de pés e a amputação decorrente do seu agravamento são as mais graves e de maior impacto socioeconômico.

Feridas difíceis de

tratar

Amputação

Muitas atenção às feridas, mesmo que não sinta dor!!!

Peça a seu médico que examine seus pés e faça os testes do pé diabético ANUALMENTE!

7. MORTE

O diabetes e suas complicações matam diretamente 1 em cada 10 pessoas no mundo, e é o terceiro principal fator associado à morte precoce por todas as causas (perde apenas para pressão alta e tabagismo).

(16)

Quais remédios são usados para tratar o diabetes?

Hipoglicemiantes orais

Hipoglicemiantes são medicamentos que tem como principal ação diminuir o nível de açúcar no sangue. O SUS fornece sem custos alguns medicamentos para o tratamento do diabetes. Os principais são a Metformina e a Glibenclamida. Eles são comprimidos que são tomados pela boca.

Os hipoglicemiantes orais são medicamentos usados apenas no tratamento do diabetes tipo 2.

Insulina

As insulinas também são excelentes hipoglicemiantes, mas elas são injetadas no subcutâneo, que é a camada de gordura da pele.

O SUS disponibiliza dois tipos de insulina, a insulina NPH (aquela leitosa), de ação mais lenta, e a insulina regular (a mais transparente) as pessoas que tem DM2, a insulina deve ser usada sempre que a pessoa tiver uma glicemia maior que 300mg/dl, podendo ou não ser retirada depois.

Entenda a diferença entre a insulina NPH e a regular:

(17)

Tenho que usar insulina.

Como fazer?

1.

Armazenamento

A insulina deve ser guardada na geladeira, de modo que fiquem em uma temperatura entre 2 e 8ºC.

Por isso, ela deve ser guardada em uma caixinha e colocada na parte debaixo da geladeira. Na parte de cima e na porta, a temperatura é mais quente e varia muito conforme a geladeira é aberta, o que pode fazer com que a insulina perca seu efeito. Fique atento(a)!

2

. Aplicação

1° passo: retirar a insulina do frasco. Antes de tudo, retire o frasco da geladeira e deixe alguns minutos em temperatura ambiente. Isso vai ajudar a diminuir a dor, pois a insulina ficará em uma temperatura mais próxima da temperatura do corpo. Depois misture gentilmente se estiver utilizando a insulina NPH. Esse passo não é necessário para a regular. Em seguida, encha a seringa de ar com a quantidade de insulina que você vai retirar do frasco. Então, coloque o ar para dentro frasco e puxe a quantidade de insulina prescrita.

GUARDE AQUI

(18)

2º passo: escolha do local de aplicação. A insulina deve ser aplicada na gordura da pele, deve-se escolher uma região que tenha uma maior “capa” de gordura.

Esses locais são a lateral dos braços, a região ao redor do umbigo, a lateral das pernas e as nádegas, sempre fazendo um rodízio, Veja a figura.

3º passo: antissepsia da pele. Limpe a região da pele em que você vai aplicar a insulina com um algodão com álcool. Faça uma prega na pele, usando o seu dedo indicador e o polegar, assim:

Você pode fazer isso sozinho, porque a agulha da insulina é tão fininha e curtinha que a aplicação não dói. Mas caso se sinta inseguro (a), peça ajuda!

4º passo: aplique a insulina.

(19)

Então, fure a pele com um ângulo de 90º (reto) ou de 45º (inclinado), como na imagem abaixo:

Aperte o êmbolo da seringa fazendo com que o líquido entre na pele. Conte, pelo menos, 10 segundos antes de retirar a agulha da pele. Não dê massagem ou aperte o local depois de aplicar.

3. Transporte

A insulina deve ser transportada sempre em uma embalagem térmica (caixa de isopor ou bolsa térmica) e deve ser acondicionada com gelo, para garantir que ela vai permanecer na temperatura ideal.

4.

Descarte

NUNCA JOGUE AS AGULHAS E SERINGAS NO LIXO COMUM!!!

As agulha e as seringas não devem ser utilizadas mais de uma vez!!! Após o uso, elas devem ser descartadas com cuidado, colocadas em embalagem de plástico ou de papelão, como uma garrafa pet ou uma caixa de sapato.

IMPORTANTE: não empurre as agulhas ou seringas para dentro do recipiente. Quando encher a embalagem, tampe e lacre para evitar acidentes. Leve a embalagem para entregar em alguma unidade de saúde.

(20)

5. Rodízio dos locais de aplicação

Sempre varie os locais onde você aplica a insulina. Afaste uma furada da outra por um espaço que caiba 2 dedos. Isso evita o que chamamos de lipodistrofia, ou seja, ganho ou perda de gordura em determinada região da pele. A pele pode ficar fina e dura, além de não absorver a insulina como antes, dificultando o controle do diabetes.

Usar as medicações da maneira prescrita pelo médico, todos os dias, é essencial para controlar a glicemia e, assim, evitar as complicações do diabetes.

O que fazer: Comer 02 colheres de chá de açucar ou duas balas

AMIGO OU FAMILIAR: O que fazer se a pessoa desmaiou 1. Se ela não consegue engolir, NÃO FORÇAR!

2. Coloque açúcar ou mel embaixo da língua ou entre a gengiva e a bochecha

3. levá-lo imediatamente a um Serviço de Saúde!

4. Avisar o médico responsável pelo tratamento da sua diabetes que isso ocorreu.

Hipoglicemia

Nas pessoas que utilizam insulina, caso se utilize mais insulina do que o recomendado ou se comerem pouco/passarem muito tempo sem se alimentar, o açúcar no sangue da pessoa pode cair, a chamada hipoglicemia.

Sintomas: fome, tontura, fraqueza súbita, dor de cabeça, confusão mental, suor frio, tremores, palpitação.

Sintomas graves: desmaios, convulsão.

(21)

E a Hipertensão, você conhece?

Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) nada mais é do que a famosa Pressão Alta! Isso significa que, por uma série de motivos, o sangue está “batendo com muita força” nas parede das artérias.

Para entender melhor, imagine que nossos vasos sanguíneos são como uma mangueira que está com a ponta fechada. Agora pense que você vai abrindo a torneira da mangueira. Quanto mais você abre, maior a pressão dentro da mangueira. O mesmo acontece em nosso corpo. Com o tempo essa pressão começa a machucar os vasos, fazendo com que eles entupam mais facilmente (podendo causar a ISQUEMIA que falamos antes) ou até mesmo estourem!

A pressão arterial (PA) é dada em milímetros de mercúrio (mmHg) e apresenta dois valores, por exemplo 120x80 mmHg. O primeiro valor diz respeito à pressão arterial sistólica, que a pressão que o sangue faz nas artérias quando o coração contrai (quando o coração faz tum). Já o segundo valor é a pressão que o sangue faz nas artérias quando o coração relaxa (quando o coração faz “tá”).

Como eu sei que tenho Hipertensão?

A pressão normal é abaixo de 140x90mmHg. As vezes a pressão pode estar alta temporariamente sem que a pessoa tenha Hipertensão. Por isso, pode ser necessário medir a pressão várias vezes em horários diferentes do dia para que o diagnóstico seja dado corretamente. Peça ajuda a um profissional de saúde!

(22)

Ou seja, geralmente não se sente nada quando a pressão está alta. Mas isso não quer dizer que essa pressão elevada não está causando problemas ao nosso organismo. Na verdade, é exatamente o contrário, a pressão alta vai causando problemas sorrateiramente, machucando e enfraquecendo os vasos pouco a pouco, até que, de repente, causa um problemão, que pode deixar sequelas e ser muito mais difícil de tratar.

Devemos medir a pressão arterial frequentemente, para evitar suas

complicações.

A Hipertensão é também uma doença ASSINTOMÁTICA.

As complicações da hipertensão são bem parecidas com as complicações do diabetes.

● Infarto agudo do coração

● Derrame cerebral (AVC)

● Doença renal

● Retinopatia hipertensiva O AVC é a manifestação mais comum da

doença dos vasos sanguíneos causada pela hipertensão.

Quais as complicações da pressão alta?

Risco cardiovascular? O que é isso?

Todas as pessoas com hipertensão devem ter seu risco cardiovascular estimado. Esse risco é uma nota que calcula o risco de você ter uma complicação grave (como um infarto) nos próximos 10 anos, e a partir disso indica qual o melhor tratamento para você. Isso permite que você e a sua equipe de saúde trabalhem com maior eficácia para prevenir esses

(23)

Essa nota é calculada com base em fatores de risco que você possa ter. Eles podem ser modificáveis, como o peso, uso de álcool, tabaco e outras drogas, e o nível de colesterol, triglicerídeos e glicose no sangue, ou ainda, não modificáveis, como a idade e outras doenças, a exemplo do diabetes. Por isso é importante mantermos hábitos de vida saudáveis!

Eu tenho pressão alta e diabetes, e agora?

A associação do diabetes com a pressão alta dobra o risco cardiovascular e é responsável por grande número das mortes no Brasil e no mundo.

Por isso, é absolutamente necessário que você se previna das complicações e dos agravos que essas doenças podem trazer.

Pessoas com níveis normais de pressão e glicemia, mesmo que controlados com medicamentos, têm chances muito menores de desenvolver infarto, AVC, cegueira, amputações e todos os demais problemas sobre os quais já conversamos do que quem não trata!

Agora é com você! Vamos lá?

(24)

O tratamento de diabetes e pressão alta se faz apenas com medicamentos?

NÃO! As medidas aqui embaixo são muito importantes para controlar tanto o diabetes quanto a hipertensão. Mais ainda, são importantíssimas para qualquer pessoa que queira se manter saudável!

Modificação do estilo de vida

Mudar o estilo de vida é uma das principais medidas para controlar o diabetes e é tão importante quanto o uso correto das medicações.

Exercício físico

Qualquer pessoa deve praticar exercício físico pelo menos 3 vezes por semana., mas de melhor se for diariamente.

SAÚDE

“Mas arrumar a casa já vale, né?” Não vale, não! A Associação Americana do Coração (AHA), dos Estados Unidos, mostrou que é necessário separar pelo menos 30 minutos do dia para praticar efetivamente algum exercício físico. É essa prática que ajuda a diminuir o risco de problemas cardiovasculares. Fazer exercício é importante para manter o peso adequado e manter os níveis de colesterol e triglicérides dentro da faixa saudável.

Além da saúde do corpo, a atividade física ajuda também a melhorar a nossa saúde mental. Então, o que você está esperando

(25)

Alimentação saudável

Alimentar-se bem é cuidar de si mesmo(a). E mais ainda quando se tem alguma doença crônica. Devemos seguir o princípio de “desembalar menos e descascar mais”. Isso quer dizer que devemos evitar alimentos industrializados, muito processados, que são ricos em açúcares, sal, conservantes e transgênicos, substâncias que têm alto potencial de agravar a diabetes e a hipertensão e assim fazer mal a nossa saúde.

Devemos então preferir alimentos naturais, ricos em nutrientes importantes para o bom funcionamento do nosso organismo como cereais integrais, legumes, folhas e frutas.

Nosso coração agradece!

Abandonar o cigarro

Parar de fumar é uma das medidas mais importantes no controle do diabetes e da hipertensão! O cigarro é reconhecidamente um fator de risco para sofrer ataque cardíaco e derrame cerebral. Peça ajuda à equipe de saúde da sua Unidade de Saúde da Família para largar o tabagismo.

(26)

Data Peso IMC Circ.

abd

Nome Dose e

Frequência

Início ou Tempo de

uso

Quem prescreveu?

Suspensão

Data Motivo

Dados Antropométricos

Registre aqui, anualmente ou a cada consulta, os seus dados antropométricos.

Meu Esquema Terapêutico

Inclua aqui todos os medicamentos que você usa, prescritos por qualquer médico que tenha lhe atendido, ou ainda aqueles que você usa sem receita, como fitoterápicos.

Acompanhamento

(27)

Data Glicemia Data Glicemia Data Glicemia

Como está minha glicemia?

(28)

Data PA (mmHg) Data PA (mmHg) Data PA (mmHg)

Como está minha pressão?

(29)

As metas terapêuticas são os níveis ideais que sua glicose e sua pressão devem ficar para prevenir adequadamente as complicações do DM e da HAS.

As metas terapêuticas devem ser individualizadas e dependem de vários fatores. Por isso que, muitas vezes, as suas metas terapêuticas são diferentes de outras pessoas que você conheça, mesmo que elas também tenham diabetes e pressão alta. Além disso, elas podem variar ao longo do tempo.

Converse com seu médico e defina junto com ele, as suas metas terapêuticas e as registre aqui, de lápis grafite.

Quero que minha glicose fique, no máximo, até ______

mg/dL.

Quero que minha hemoglobina glicada fique, no máximo, até _____%.

Quero que minha pressão arterial, fique, no máximo, até ____x____ mmHg.

Minhas metas terapêuticas

(30)

Data Glicemia HbA1c CT HDL/LDL TGL Cr. CKD-EPI Risco cardiovasc.

(Framingham)

Como estão meus exames?

(31)

Identificação de hábitos de vida 20__ 20__ 20__ 20__

Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não

Atividade Física

Você pratica algum tipo de atividade física (caminhadas, natação, dança, ginástica etc.), pelo menos três vezes por semana?

Você gostaria de começar algum programa de atividade física?

Alimentaç

ão Você faz pelo menos três refeições por dia?

Você come frutas, legumes e verduras em suas refeições ao longo do dia?

Em pelo menos uma refeição diária, você come carnes, peixes ou ovos?

Você tem costume de consumir bebidas açucaradas, bolos, biscoitos recheados e sobremesas?

No preparo das suas refeições, é utilizada grande quantidade de óleos, gorduras, açúcar e sal?

Na sua rotina diária, você inclui a ingestão de água?

Tabagism

o Atualmente, você fuma algum produto do tabaco?

Você gostaria de parar de fumar?

VocÊ é ex-fumante?

Álcool Você consome bebida alcóolica?

Você já sentiu a necessidade de reduzir ou suspender o álcool?

Alguém já criticou você por beber?

Meus hábitos de vida

(32)
(33)
(34)

Complicação ou causa

do internamento Data ou

Ano Observações

Como está minha visão? (FUNDOSCOPIA)

Data Resultado Data Resultado

Complicações e Internações

(35)

Agenda de Consultas e Exames

Quando? Com quem? Quando? Com quem?

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