• Nenhum resultado encontrado

O estágio como forma de inserção profissional do estudante de Administração

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "O estágio como forma de inserção profissional do estudante de Administração"

Copied!
37
0
0

Texto

(1)

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS – EST

DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇO – STA

JOÃO PAULO DE PAULA MONNERAT

NITERÓI

2019

O ESTÁGIO COMO FORMA DE INSERÇÃO PROFISSIONAL DO ESTUDANTE DE

(2)

UFF – UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Departamento de Administração

JOÃO PAULO DE PAULA MONNERAT

O ESTÁGIO COMO FORMA DE INSERÇÃO PROFISSIONAL DO

ESTUDANTE DE ADMINISTRAÇÃO

Monografia submetida ao corpo docente do Departamento de Administração da Universidade federal fluminense como requisito parcial para a obtenção do grau Bacharel em Administração.

ORIENTADOR: Prof. Dr. Fernando de Oliveira Vieira

Niterói 2019

(3)
(4)

JOÃO PAULO DE PAULA MONNERAT

O ESTÁGIO COMO FORMA DE INSERÇÃO PROFISSIONAL DO

ESTUDANTE DE ADMINISTRAÇÃO

Monografia submetida ao corpo docente do Departamento de Administração da Universidade federal fluminense como requisito parcial para a obtenção do grau Bacharel em Administração.

Aprovada em 08 de julho de 2019 BANCA EXAMINADORA

__________________________________________________________ Prof. Fernando de Oliveira Vieira (orientador)

UFF – Universidade Federal Fluminense

__________________________________________________________ Prof. Américo da Costa Ramos Filho

UFF – Universidade Federal Fluminense

__________________________________________________________ Prof. Sérgio de Souza Montalvão

(5)

Dedico este trabalho a Deus, aos meus pais, as minhas irmãs e ao meu orientador. Obrigada por terem me auxiliado nessa jornada.

(6)

AGRADECIMENTOS

Primeiramente, queria agradecer a Deus por permitir viver, sonhar e realizar o sonho de estar me formando e de ter ao meu lado pessoas tão especiais.

Aos meus pais, Mara e Clovis, e minhas irmãs, Juliana e Cecília, por me ensinarem a desejar, a buscar e a ter esperança de que sempre podemos realizar nossos sonhos. Obrigado pelo amor, pela educação e pela alegria de estarem comigo por esse caminho. Pela confiança e certeza de que encontraria o conforto para as decepções e os fracassos. Enfim, agradecer por fazer de mim o que sou agora.

Ao meu avô Elizio, a tia Rita, a Vitoria e ao Rafael que são minha família e me apoiam incondicionalmente.

Ao meu orientador Fernando, que entendeu todas as minhas dificuldades, me ajudou e acreditou em mim, pois sem sua ajuda não teria chegado até aqui.

A minha orientadora do estágio, Valdilene Vieira, uma pessoa maravilhosa, que me ensinou tanto durante pouco tempo e que me inspirou a escrever sobre esse tema, devido as boas experiências, as conversas, o ensino, a amizade. Obrigado!

Aos melhores amigos que a UFF poderia me dar, Bruna, Lucas Soares e Malu... Obrigado por estarem comigo nos momentos bons e ruins, por todos os momentos de apoio e ajuda, por serem a família que pude escolher. Bem como os Ensaboados que completam essas pessoas especiais, Gustavo, Lívia e Laís.

Aos professores do curso de Administração UFF, pelos conhecimentos transmitidos e por contribuírem para a minha formação profissional, e pela dedicação em lecionar mesmo diante das adversidades.

Aos amigos e colegas que fiz ao longo desses anos na graduação, que me ajudaram a aprender a respeitar opiniões divergentes e que tudo bem sermos diferentes.

Obrigado a cada um que fez parte desse período e me ajudou a ser quem sou hoje. Um ciclo está se encerrando para que muitos outros possam começar.

(7)

RESUMO

O presente trabalho teve como principal objetivo identificar como o estágio auxilia os estudantes de Administração a se inserirem no mercado de trabalho. Para alcançar esse objetivo, foi realizado uma pesquisa semi-estruturada, com questões fechadas baseadas na escala Likert e uma aberta, na qual foram enviadas a população alvo e teve 108 respondentes que participam ou participaram de programas de estágio. A partir do resultado do questionário, observou-se que um terço das organizações busca inserir profissionalmente os estagiários ao final da graduação e que as demais instituições, muitas vezes, utilizam os estudantes como forma de mão de obra barata. Além disso, com a fala dos discentes, pode-se analisar também a relação da teoria-prática na formação do, a motivação relacionada as atividades desempenhadas nesse período e o desenvolvimento da carreira e o como o papel do gestor influência no período do estágio.

(8)

ABSTRACT

The main objective of this study was to identify how the internship helps management students to enter the job market. To achieve this goal, a semi-structured research was conducted, with closed questions based on the Likert scale and an open questionnaire, in which the target population was sent and had 108 respondents who participated or participated in internship programs. From the results of the questionnaire, it was observed that one-third of the organizations seek to professionally insert the trainees at the end of the graduation and that the other institutions often use the students as a form of cheap labor. In addition, with the students' speech, one can also analyze the relation of theory-practice in the formation of the, the motivation related to the activities performed in that period and the development of the career and how the role of the manager influence in the period of the stage.

(9)

Sumário

1. Introdução ...10

2. Estágio em administração ...11

2.1. Estágio ...11

2.2. Estágio em Administração ...14

3. Inserção no mercado de trabalho ...16

3.1. Inserção profissional ...16

3.2. O estágio como forma de inserção profissional do estudante de Administração ...18

4. Pesquisa de campo ...21

4.1. Metodologia ...21

4.2. Resultados da pesquisa ...22

5. Conclusão ...32

(10)

1.

Introdução

As organizações encontram-se cada vez mais globalizadas e isso se deve aos avanços tecnológicos e a diminuição das fronteiras, devido ao advento da internet e a criação das mídias sociais. Com isso, Teixeira e Gomes (2004) corroboram essa ideia ao dizer que as “inovações tecnológicas transformaram profundamente o campo das ocupações profissionais.”

Em consonância, o perfil dos trabalhadores que ocupam os postos de trabalho também se alterou, não sendo mais suficiente partir do “pressuposto de colocar o homem certo no lugar certo, isto é, compatibilizar características pessoais com características do cargo ou função” (SARRIERA, 1998). Essa nova posição das empresas requer que seus funcionários possuam diversas habilidades e conhecimentos, para que em caso de necessidade ele possa transitar em várias áreas da empresa dando suporte na gestão. Para Bertinetti e Loureiro (2013), essa é uma característica fundamental para a formação do Administrador, visto que é preciso conhecer diversas áreas que permitam “o posicionamento em cargos gerenciais exercendo funções estratégicas as quais requerem profissionais habilitados a compreender a complexidade organizacional de forma holística”.

A partir disso, o perfil dos estudantes dentro das universidades foi adequado a realidade das organizações, visto que a graduação gera a mão de obra qualificada. Desse modo, Bertinetti e Loureiro (2013), em suas pesquisas, afirmam que os estudantes devem ser preparados “academicamente com um conjunto de habilidades, que os capacita a participar do desenvolvimento dos objetivos e planos da empresa”. Assim, o estágio passa ser uma forma de aliar os conhecimentos adquiridos de forma teórica na academia, as práticas profissionais dentro das organizações.

Desse modo, o estágio se apresenta como um introdutor do estudante de Administração no mundo organizacional e o prepara para o mercado de trabalho, bem como é uma ponte entre as organizações que ofertam esse tipo de vaga e a universidade (FESTINALLI; CANOPF; BERTUOL, 2007). Assim, Murari e Helal (2009) afirmam em seus trabalhos que:

Acredita-se que o estágio seja um mecanismo capaz de propiciar a aproximação e o entrosamento entre escola, empresa, aluno e sociedade, desde que vinculado ao trabalho e à prática social, viabilizando o atendimento das necessidades do sistema educacional e da demanda quantitativa e qualitativa do mercado por profissionais competentes. (2009, p. 263)

(11)

11

Nesse cenário, o estágio passa a ser uma porta de entrada para inserção profissional do estudante de Administração, pois é a partir dele que há a possibilidade de efetivação em uma organização ao término da graduação (ROCHA-DE-OLIVEIRA; PICCININI, 2011).

A principal investigação do presente trabalho de conclusão de curso é verificar como os estágios auxiliam os estudantes de Administração a se inserirem profissionalmente no mercado de trabalho. Como objetivos secundários buscou-se conceituar estágio e inserção profissional, bem como relacionar os conceitos a vida dos estudantes de Administração. Para estruturar o trabalho, foi feita uma revisão bibliográfica com o intuito de relacionar os temas a fim de dar base teórica a pesquisa de campo.

Consequentemente, foi distribuído um questionário semi-estruturado aos discentes que participam ou participaram de algum programa de estágio, a fim de embasar os dados para a pesquisa bibliográfica. Como desdobramentos da pesquisa de campo, pode-se fazer a verificação junto aos estudantes da relação entre a teoria aprendida nas salas de aula e as atividades práticas desempenhadas no estágio, se houve o desenvolvimento das competências, habilidades e atitudes do estagiário, bem como a inserção profissional e as percepções dos jovens ao longo desse processo.

2. Estágio em administração

O objetivo do capítulo em questão é definir o papel do estágio na vida do estudante da graduação, se a teoria e prática se complementam durante esse processo e qual a importância dessa experiência para a conclusão do curso. A partir disso, será verificada qual a relação do estágio para a formação dos estudantes de Administração, a transição entre o estudante e o futuro profissional no qual ele está se tornando e o papel de suas escolhas ao longo da graduação para a construção de sua carreira.

2.1.

Estágio

Ao entrar na universidade, o estudante recebe uma grande carga de informações teóricas nos primeiros períodos da graduação e se questiona qual a correlação entre esse referencial e as

(12)

respectivas atividades práticas para exercer a sua futura profissão. Assim, para Festinalli, Canopf e Bertuol (2007) “o estágio é uma fase consequente ao estudo da teoria e deve promover uma reflexão do futuro profissional sobre a realidade de atuação, considerando as especificidades de contexto.” Desse modo, ao longo do percurso, os estágios surgem como forma de experimentação para os jovens verificarem a real motivação de estarem aprendendo aquelas disciplinas, se a teoria e prática são equivalentes e se a área do estágio é algo a se seguir profissionalmente ao concluir o curso. Os estudantes terão esse discernimento, segundo esses autores, “a partir da inserção na organização”, pois terão “condições para investigar a realidade interna e estabelecer as relações com a realidade externa, através do arcabouço de conhecimento trabalhado no decorrer do curso.”

Durante a graduação e a construção de conhecimento, o estágio é uma etapa importante para a formação profissional e deve estar vinculada ao currículo do curso e aos agentes que farão parte dessa relação, como as organizações, a universidade e a unidades de integração de estágio, a fim de contribuir e construir o perfil profissional para o estudante (FESTINALLI; CANOPF; BERTUOL, 2007). De tal modo, foi feita uma regulamentação da prática do estágio, para que os acadêmicos pudessem ter seus direitos e deveres amparados pela legislação.

Em 2008, foi regulamentada a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, conhecida como lei do estágio. Seu principal intuito é de defender e proteger os estudantes que buscam complementar seu ensino teórico na prática. Segundo essa lei, em seu artigo 1°, podemos definir o estágio como:

ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. (BRASIL, 2008, p. 1)

Desse modo, espera-se que o estudante que busca ser estagiário irá iniciar uma profissão e “visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho” (BRASIL, 2008, p. 1). Além disso, a regulamentação da lei 11.788, de 2008, faz com que o estágio seja uma porta de entrada para o mercado de trabalho por meio das instituições de ensino (ROCHA-DE-OLIVEIRA; PICCININI, 2012). Assim, apenderá na prática a vivência da profissão e espera-se que seus direitos e deveres sejam respeitados, pois suas atividades são previamente estabelecidas antes de começar essa jornada.

(13)

13

A Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio Grande do Sul - ABRH-RS (2004) reforça a ideia de que os estágios são “a oportunidade para que os estudantes coloquem em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, de maneira que possam vivenciar no dia a dia a teoria, absorvendo melhor os conhecimentos, podendo refletir e confirmar sobre a sua escolha”. Os autores Santana e Cardoso (2017) complementam tal afirmativa ao afirmarem que o estágio é importante para os estudantes, pois é “um meio de suporte para o início de suas carreiras, aumentando suas oportunidades de empregabilidade e experiência.”

Simultaneamente, o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE (2019) traz em seu site a seguinte fala sobre estágio:

Ter um programa de estágio representa a possibilidade de recrutar e capacitar futuros profissionais, possibilitando a descoberta de talentos e assegurando a longevidade dos valores difundidos pela empresa. Além disso, trata-se de uma importante ferramenta para a difusão do conhecimento, já que aproxima o cotidiano profissional à vivência acadêmica.

Desse modo, pode-se perceber a importância do papel do estágio na formação dos estudantes.

Para as instituições que ofertam as vagas de estágio devem oferecer 2 obrigações fundamentais estabelecidas pela Lei 11.788, de 25 de setembro de 2018, para que o estudante possa aprender a desenvolver uma profissão.

A primeira delas é um ambiente propicio a aprendizagem, onde o estudante pode questionar, perguntar e poder dar ideias a serem discutidas para o desenvolvimento do trabalho. Segundo Festinalli, Canopf e Bertuol (2007): “Fatores como a receptividade do estagiário no campo de trabalho, as condições necessárias para efetivação do estágio, as expectativas e a avaliação que a organização faz dos estágios já realizados, fazem parte do processo de formação.” Logo, o clima e a colaboração dos funcionários ao receberem e ensinarem o estagiário são fundamentais para o seu desenvolvimento visto que é um ambiente novo para esse jovem.

A segunda, ter um orientador que dentro desse ambiente tenha conhecimento técnico e didática para passar o conhecimento e buscar desenvolver aquele jovem profissional. Assim sendo a orientação de um supervisor dentro da organização torna-se crucial, pois ter alguém para ajudar a desenvolver um estudante que pouco entende da prática e, muitas vezes, não teve a teoria necessária, torna-se crucial no processo de formação do mesmo. Assim, a supervisão chega como um suporte para indicar o caminho, ensinar, informar e fazer com que o estudante

(14)

cresça profissionalmente. Afinal, o período do estágio visa trazer conhecimento prático ao estudante que pretende exercer aquela profissão. Ele precisa vivenciar o dia a dia nesse ambiente para poder acertar e errar, pedir ajuda quando preciso e reconhecer quando não for capaz de realizar alguma tarefa por falta de entendimento e/ou experiência (LAURIS; SILVA, 2005).

2.2.

Estágio em Administração

Para o jovem que inicia uma experiência de estágio, cabe salientar a transição entre o estudante e o futuro profissional que está em formação, pois nesse momento, ele passa a transitar em um ambiente com regras estabelecidas e que, por consequência, o fazem desenvolver competências necessárias as relações dentro da organização (MORGADO et al., 2018, p. 496). Em um contexto de trabalho, o estudante aprenderá a cumprir prazos, a manter um bom relacionamento interpessoal e boa comunicação, estar aberto a receber feedbacks positivos e negativos, buscar dinamizar os conhecimentos, entre outras competências e habilidades a serem desenvolvidas.

De acordo com Festinalli, Canopf e Bertuol (2007), “o estágio é uma fase consequente ao estudo da teoria e deve promover uma reflexão do futuro profissional sobre a realidade de atuação, considerando as especificidades de contexto.” Nesse momento, com os conhecimentos adquiridos, o jovem consegue definir áreas de interesse e ir em busca da prática, a fim de confirmar suas predileções.

Quando as organizações se preparam e planejam um programa de estágio que busque desenvolver o estudante e não somente, utilizá-lo como mão de obra barata ou para complementar quadro de funcionários, ela estará projetando um crescimento futuro para seus talentos e com isso, o desenvolvimento e alinhamento para o crescimento da organização. Gil (2001) afirma que o “desenvolvimento refere-se ao conjunto de experiências de aprendizagem não necessariamente relacionadas aos cargos que as pessoas ocupam atualmente, mas que proporcionam oportunidades para o crescimento e desenvolvimento profissional.” Ao olhar o estudante como potencial desenvolvedor, a organização passa a focar em reter a mão de obra por ela mesmo treinada, a fim de atingir os objetivos para a conquista do mercado. Esse mesmo autor ainda afirma que a importância do desenvolvimento está em focalizar “os cargos a serem

(15)

15

ocupados futuramente na organização e os conhecimentos, habilidades e atitudes que serão requeridos de seus ocupantes.” Desse modo, implantar programas de estágio que desenvolvam os estudantes de administração dentro da organização é formar “dentro de casa” profissionais que estejam alinhados com as estratégias, visão e valores da mesma.

O estudante, ao longo da graduação em Administração, se depara com diversas áreas de conhecimento e os estágios passam a ter um papel importante na sua formação. Esse passa a ser o momento em que o graduando pode socializar dentro das regras de sua futura profissão sobre a orientação de algum responsável (ROCHA-DE-OLIVEIRA; PICCININI, 2011), experimentar se a área em que está estagiando é realmente algo em que se possa inserir profissionalmente ou se deve buscar novas áreas de interesse e/ou explorar outras possiblidades. Por isso, todo o caminho traçado durante o curso de Administração e as escolhas de que caminho tomar profissionalmente são fundamentais para que a sua inserção ocorra no mercado ao término do curso. A principal forma de entrada dos estudantes é por meio dos estágios. Desse modo, segundo Rocha-De-Oliveira e Piccinini (2012), há dois momentos em que o estudante procura o estágio: em um primeiro momento, nos períodos iniciais dos cursos de graduação, esse jovem quer uma forma de se sustentar dentro da faculdade, pagar sua condução, alimentação e por vezes, até a própria mensalidade. Nesse momento, ele aceita qualquer oportunidade, mesmo aquela que não tenha a ver com seu curso de formação. No decorrer do curso, com a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento das competências, o estudante passa a visar a construção de uma carreira e o estágio, se torna um meio de se inserir profissionalmente no mercado. A partir dessa mudança de perspectiva, o estudante passa a se preparar para o mercado, buscando conhecimento, formas de melhorar suas habilidades técnicas e interpessoais, tudo que o destaques dos seus concorrentes.

Rittner (1999) busca reafirmar e reforçar essa ideia, ao dizer que os estágios “são também mecanismos socialmente importantes para entrada dos jovens no mercado de trabalho e, ainda, um vínculo saudável das empresas com as escolas e universidades.” Além disso, os estudantes ao estarem nesse ambiente de aprendizagem, desenvolvem as habilidades práticas que administradores precisam para desempenharem funções de gestão, adquirindo experiências com os profissionais da área, bem como a identificar as práticas que são eficazes e eficientes ao desenvolvimento do trabalho (FESTINALLI; CANOPF; BERTUOL 2007, p. 304).

No entanto, com o final da graduação, os jovens têm se confrontado cada vez mais com a dificuldade de se posicionar no mercado de trabalho, um dos fatores principais é pela

(16)

quantidade cada vez maior de cursos de graduação que são criados. Segundo o censo da Educação Superior de 2017, do Instituto Nacional Anísio Teixeira (INEP), foram ofertadas “10,7 milhões de vagas, sendo que 73,3% são vagas novas”. Desse total, instituições privadas são responsáveis por “92,4% das vagas em cursos de graduação”. Com isso, nos últimos anos, pode-se verificar uma maior concorrência de mão de obra ao se concluir a graduação, pois o mercado não consegue absorver esse excedente, decorrente do fato da economia não estar recebendo os devidos investimentos para o crescimento do Brasil, além de que com a disponibilidade da mão de obra excessiva, as organizações aumentaram os critérios na hora da contratação.

3. Inserção no mercado de trabalho

A entrada no mercado de trabalho pode ocorrer de diversas formas. Nessa seção, iremos definir o conceito de inserção profissional e será abordada a entrada do estudante de administração através dos estágios profissionais presentes nos cursos de graduação. A ideia é verificar se realmente os estágios preparam os jovens para o mercado de trabalho, se as experiências vivenciadas cumprem com as expectativas da sua futura profissão e até que ponto ele consegue mensurar uma carreira baseada com a experiência adquira no período do estágio.

3.1.

Inserção profissional

Durante a graduação em Administração, o estudante se depara com diversas áreas a serem seguidas ao concluir o curso. O interesse do mesmo surge com o desenvolvimento das aulas teóricas e posteriormente, com o acesso aos estágios. É nesse momento, conforme Dias e Soares (2012), que “o contexto dita normas de preparação para o ingresso no mundo do trabalho, porém as noções de carreira dentro da profissão escolhida ainda não permitem ao jovem constituir os direcionamentos ou os contornos de uma expectativa futura”. O amadurecimento de que caminhos serão tomados após a graduação acontecerão com o desenvolvimento do estudante e o amadurecimento de ideias ao verificar a compatibilidade das atividades desempenhadas num programa de estágio que associem o poder do conhecimento

(17)

17

com as expectativas pessoais. Caso essa compatibilidade seja positiva, o estudante se sentirá apto a se inserir profissionalmente na área em que se desenvolveu. Caso seja negativo, ele terá oportunidade de buscar outras áreas de interesse que o permita satisfazer suas necessidades de carreira.

Desse modo, irá se explorar nesse momento a temática de inserção profissional, que é um assunto pouco estudado pelos pesquisadores brasileiros e, dessa forma, não há uma conceituação sobre o mesmo. Os autores Rocha-de-Oliveira e Piccinini (2012) constataram isso por meio de uma revisão literária aonde puderam ver que esse é um tema bastante explorado na França e, em comparação com o Brasil, não há um aprofundamento. A partir disso, os mesmos definiram inicialmente a inserção profissional “como a passagem da escola/universidade ao mercado de trabalho e que é parte integrante de um processo maior, a passagem à vida adulta.” No entanto, os jovens ao concluírem a graduação precisam lidar com a pressão socialmente imposta de se estabelecerem de forma independente e muitas vezes, não estão preparados para lidar com outra realidade, além da contratação imediata ao final do curso. Assim, para Sarriera (1998), os cursos de graduação devem:

preparar os jovens para sua saudável inserção social e no mercado de trabalho, conscientes das dificuldades cada vez maiores que vão ter que enfrentar, fortalecendo suas capacidades, desenvolvendo habilidades e construindo um conhecimento crítico da realidade e dos seus direitos e deveres como cidadão e trabalhador. (1998, p. 80)

Alguns autores, como Lemos, Dubeux e Pinto (2009), Silva e Teixeira (2013), Oliveira, Detomini e Melo-Silva (2013), entre outros autores estudam e pesquisam sobre o fenômeno de transição universidade-trabalho sem usar a definição de inserção profissional. Além disso, a base de pesquisa da maioria dos autores busca identificar o contexto social do estudante e sua origem econômica e relacionar com a entrada no mercado de trabalho. O presente artigo busca identificar o que é a inserção profissional e como o estágio ajuda os estudantes de Administração a se alocarem dentro das organizações após o fim da graduação.

Assim, o processo de inserção no mercado de trabalho e construção de uma carreira requer autoconhecimento do estudante, pois trata-se de um período de identificar áreas dentro da graduação que o façam sentir realizado em poder estudar e trabalhar com o que foi escolhido. Além disso, com o amadurecimento de ideias, a capacidade de entender a formação de conhecimento e aprendizagem ao longo do curso faz com que esse processo torne-se fundamental para que possa ter foco aonde se quer chegar após concluir a graduação, pois “o sucesso profissional dependerá da habilidade do profissional de atuar em um cenário de

(18)

constantes mudanças onde os objetivos mudam e toda a estrutura precisa ser adequada rapidamente a um novo contexto” (Bertinetti; Loureiro, 2015).

No entanto, não basta que esse jovem profissional busque apenas dentro de si o que é necessário para entrar no mercado de trabalho. É essencial que ele olhe o cenário econômico e conheça qual a realidade de contratação do período da sua formação. Para Bertinetti e Loureiro (2013), “conhecer o mercado de trabalho é algo tão importante para aqueles que já estão inseridos nele quanto para os que pretendem fazê-lo num futuro não muito distante.” Com a dinamização da economia e a maior oferta de mão de obra disponível no mercado, as organizações possuem um leque maior de opções para ocupação de vagas. Desse modo, a construção da carreira começa ainda na graduação, pois é nesse período que o estudante pode fazer parte de empresas juniores, diretórios acadêmicos, participar de cursos que complementem a formação, além de buscar oportunidades de estágio que façam com que ele aprenda na prática, tornando-o um atrativo para o mercado. Toda a trajetória dentro da graduação pode encaminhar o jovem para se inserir formalmente no mundo organizacional.

A inserção profissional, segundo Rocha-De-Oliveira e Piccinini (2011), significa a “entrada na vida ativa, transição profissional, transição escola-trabalho, entre outros”. Esse momento na vida do estudante representa a entrada na população economicamente ativa, ou seja, o momento em que ele se insere no mercado de trabalho a fim de desenvolver uma atividade laboral em troca de um ganho financeiro.

3.2.

O estágio como forma de inserção profissional do

estudante de Administração

Adquirir conhecimento é parte fundamental no processo de desenvolvimento profissional e consequente inserção no mercado de trabalho. Quando o estudante começa a desenvolver suas habilidades e competências, é o momento em que ele está se preparando para o mercado competitivo, pois ele começa a reunir conhecimentos que irão agregar no processo laboral de suas atividades (VILELA; NASCIMENTO, 2003). Desse modo, Bertinetti e Loureiro (2013) defendem que “a capacitação, habilitação, certificação e conhecimento são objetivos comuns daqueles que pretendem se inserir no mercado de trabalho”. Para as organizações, é essencial que os estudantes que estão na graduação tenham o mínimo de

(19)

19

capacidade para desenvolver as atividades que serão designadas nos programas de estágio e mais do que isso, esses jovens acabam tendo suas habilidades de aprendizagem testadas nesse período para eventuais vagas que surgirão ao término da graduação e do contrato de estágio. Cabe lembrar que o universitário não deve ter experiência para ocupar esse tipo de vaga, mas agregar valor ao conhecimento é fundamental para a sua participação nesses programas, bem como a sua perpetuação no mercado de trabalho.

Desse modo, os autores Teixeira e Gomes (2004) reforçam esse pensamento ao afirmar que:

A qualidade da transição reflete, ao menos em parte, o grau de comprometimento do indivíduo com a profissão escolhida. Esse grau de comprometimento revela-se nas suas expectativas frente ao curso universitário, no seu envolvimento com as atividades de formação e nas suas atitudes de preparação para essa transição. (2004, p. 48)

Ou seja, toda a trajetória desempenhada pelo acadêmico ao longo do curso de Administração é importante para que ele possa conquistar uma vaga no mercado de trabalho, visto que as melhores colocações são as que tem mais concorrência e os candidatos mais bem qualificados (TEIXEIRA, 2011). Desse modo, o estudante deve adquirir conhecimento, bem como buscar experiências.

A importância dos estágios na formação dos estudantes de administração vai além da simples busca por inserção no mercado de trabalho. Os estágios na presente área ajudam a construir e concretizar a busca pelas áreas de interesses vistas na graduação. A partir das escolhas dos estágios e as experiências adquiridas, os estudantes começam a delinear a carreira que querem seguir e a forma de conhecimento obtida pela vivência das tarefas desempenhadas, o que pode ser decisivo em processos de seleção para entrada nas organizações após a conclusão da graduação. Essas atividades extracurriculares ajudam os estudantes a se portarem em um ambiente formal, mas muito mais do que isso, estimulam o desenvolvimento do pensamento e as formas de agir dentro da organização, situação diferente do qual ele era habituado, pois se limitava a convivência do ambiente da academia e do familiar (ROCHA-DE-OLIVEIRA E PICCININI, 2011).

Os autores Festinalli, Canopf, Bertuol (2007), em suas pesquisas, puderam confirmar esse pensamento ao afirmar que:

No caso da formação do profissional em Administração, o acadêmico poderia adquirir as habilidades da prática profissional estando presente nas organizações de

(20)

negócios para observar, compreender e adotar as práticas avaliadas como eficazes e utilizadas pelos administradores experientes. (2007, p. 304)

Murari e Helal (2009) também defendem essa ideia ao dizer que para os futuros administradores, a prática do estágio é indispensável para auxiliar na inserção do mercado de trabalho, pois durante esse período “o estudante pode expressar opiniões e produzir uma percepção crítica do processo produtivo. É uma oportunidade de ver a organização por diferentes ângulos, considerando a realidade das transformações sociais e econômicas.”

Para o estudante atingir o objetivo de se inserir no mercado de trabalho, após a conclusão da graduação, ele irá buscar estágios que agreguem valor a sua formação, ou seja, buscará organizações que tenham algo a ensinar e que venham a contribuir na formação profissional desse jovem. Para que um programa de estágio seja de qualidade, é fundamental que além da prática que o estudante terá nesse ambiente, seja introduzida formas de ensino vinculados ao estágio em questão, para que o desenvolvimento seja de forma completa. Esse ensino, não necessariamente precisa ser teórico, mas que seja realizado pelo supervisor do estagiário e que faça o estudante perceber a sua evolução. Os autores Rocha-de-Oliveira e Piccinini confirmam essa paridade de pensamento, ao relatar em seus estudos que “os estágios confirmam seu papel de “‘inserção profissional organizada’, estruturada na convergência dos sistemas educativo e produtivo, em que a escola/universidade já incorpora aspectos de aprendizado prático à formação.”

Logo, as experiências de estágio, de acordo com esses autores apresentam 3 momentos importantes para os estudantes, sendo eles:

a primeira entrada, na qual o jovem aprende as regras gerais do funcionamento do mercado de trabalho e do meio organizacional; a segunda, que tem por objetivo desenvolver as atividades ligadas ao curso; e o terceiro momento, de definição dos diferentes caminhos que se estabelecem a partir dessas experiências. (ROCHA-DE-OLIVEIRA; PICCININI, 2011, p. 57)

A partir do que determina o terceiro momento relatado pelos autores, é aonde pode-se verificar as diversas formas de inserção profissional no mercado, sendo o foco desse trabalho a analise de como a experiência de estágio auxilia o estudante a se inserir na empresa na qual ele realiza e/ou realizou essas atividades ou na mesma área, mas em uma organização diferente. Além disso, verificar se os estudantes que não seguiram na área correspondente ao seu estágio trocaram por não gostar das atividades desempenhadas no próprio estágio, pela ausência de

(21)

21

supervisão ou incentivo do gestor responsável ou investigar qualquer outro motivo que tenham feito realizar esse movimento de mudança.

4. Pesquisa de campo

4.1.

Metodologia

Para alcançar os objetivos do presente trabalho que é investigar a inserção profissional dos estudantes de Administração, adotou-se um questionário semi-estruturado com perguntas fechadas e aberta, em que não era necessário a identificação nominal dos respondentes. Todos os nomes usados como fala dos discentes são fictícios, a fim de proteger eticamente as fontes da pesquisa. Assim, o questionário foi construído através do site Google utilizando a funcionalidade Forms e foi distribuído aos estudantes de Administração por meio das plataformas digitais whatsapp, instagram, facebook e via e-mail.

Determinou-se que a população alvo da pesquisa seriam os estudantes de Administração que realizam e/ou realizaram a prática de estágio ao longo da graduação. Vale ressaltar que a população alvo “é o grupo ou os indivíduos a quem a pesquisa se aplica” (CARMO, 2013, p. 7). Desse modo, o foco é nos estudantes de Administração, pois é uma graduação que possui diversos ramos para se construir uma carreira após a conclusão do curso e a determinação do grupo para pesquisa é investigar se os graduandos estão realmente tendo sua formação complementada pelos estágios e qual o papel das organizações na inserção profissional desses jovens no mercado de trabalho.

A partir disso, nas perguntas fechadas, foi utilizada a escala Likert que, segundo Silva e Costa (2014), “consiste em tomar um construto e desenvolver um conjunto de afirmações relacionadas à sua definição, para as quais os respondentes emitirão seu grau de concordância.” Foi determinado em cada questão uma pergunta relacionada ao período do estágio, a participação do gestor na construção do conhecimento do estudante durante esse período, bem como a sua percepção sob as atividades desempenhadas. Além disso, há a análise se a organização busca inserir o estudante de Administração no mercado de trabalho a partir dos seus programas de estágio. Para as respostas, considerou-se as opções, “concordo plenamente”,

(22)

“concordo”, “não sei opinar”, “discordo” e “discordo plenamente”, a fim de medir o grau de concordância com as perguntas.

A partir disso, a escala Likert foi adaptada numericamente para que os resultados pudessem ser medidos de forma mais clara. Assim, a escala será apresenta da seguinte forma:

Concordo plenamente: 100 a 81 Concordo: 80 a 61

Não sei opinar: 60 a 41 Discordo: 40 a 21

Discordo plenamente: 20 a 0

Do mesmo modo, na pergunta que constava com resposta em aberto, foi questionado aos estudantes respondentes pontos positivos e negativos dos estágios para sua formação. Assim, pode-se complementar as informações obtidas nas perguntas fechadas, auxiliando nas conclusões dos resultados obtidos no campo.

4.2.

Resultados da pesquisa

Conforme foi escrito anteriormente, o questionário com as perguntas que relacionam o tema do presente trabalho, “O estágio como forma de inserção profissional do estudante de Administração”, foi enviado aos graduandos de administração por meio de mídias digitais. Para que eles pudessem responder a pesquisa, era necessário que o estudante tivesse tido pelo menos uma experiência de estágio ao longo da vida acadêmica.

Desse modo, participaram do questionário 108 estudantes, dentre as instituições de ensino públicas (93%) e privadas (7%), sendo que a participação do gênero feminino correspondeu a 55,6% das respostas e o masculino, 44,4%. Além disso, quis-se investigar o tipo de organização em que os estágios foram desenvolvidos, a fim de se ater a necessidade de construção de carreira do estudante de Administração. Como pode se observar na figura I, a grande parte dos acadêmicos opta por vagas em empresas privadas visto alguns atrativos, como bolsa auxilio e benefícios maiores do que dispõe as organizações públicas, chances reais de efetivação após a conclusão da graduação, pois não depende de realização de concurso, bem

(23)

23

como a aquisição de novos conhecimentos, visto que há uma maior flexibilidade das atividades desempenhadas pelos estudantes nesse tipo de organização (LAURIS; SILVA, 2005).

Entre os respondentes, a estudante Tarsila confirmou a constatação de um dos pontos apresentados ao dizer que “faltou desafios por ser uma empresa pública e o foco ser diferente.” Do mesmo modo, Anita complementa ao afirmar que “ao perceber o quão “robotizadas” eram

as minhas funções e o quão pequena era a minha autonomia na área em que eu estava.” Com

isso, pode-se induzir através da fala desses respondentes que essas instituições não têm/teriam um preparo para desenvolver seus estagiários, visto que há uma visão engessada dos processos de trabalho e de delimitação de tarefas, não desafiando os futuros administradores a irem em busca de novos conhecimentos. Contudo, para que isso pudesse ser aferido de uma melhor forma, seria necessário estudar essas organizações a fim de comprovar ou negar tais afirmativas. Desse modo, as falas serão consideradas como um momento de experiência para aqueles estudantes e as suas percepções diante de suas atividades desempenhadas.

Figura I: Tipo de organização

Fonte: Monnerat (2019)

Os respondentes foram questionados quanto a área de atuação do estágio e pode-se observar a distinção de áreas desse grupo na tabela I. O intuito dessa pergunta era investigar na prática a grande diversidade de opções que o curso de Administração traz para o estudante após a conclusão da graduação. Nesse ponto, o estágio torna-se essencial para a formação do futuro administrador, visto que é durante esse período que o acadêmico pode ter diversas experiências e, a partir disso, decidir em qual área irá desenvolver sua carreira.

(24)

Tabela I: Relação entre as áreas da Administração e o desenvolvimento do estágio pelos respondentes Área Número de Respondentes Percentual Financeira 27 25% Administrativa 27 25% Outros 18 16,7% Logística 15 13,9% Recursos Humanos 14 13% TI 4 4,0% Projetos 3 2,8% Total 108 100% Fonte: Monnerat (2019)

Além disso, foi solicitado ao respondente a quantidade de organizações em que ele realizou experiências de estágio ao longo da sua vida acadêmica no curso de Administração. Na figura II, pode-se verificar a distribuição da população alvo, sendo a média de participação em programas de estágio entre os graduandos de 2,05 estágios por estudante.

Figura 2: A quantidade de participações dos respondentes em programas de estágio

(25)

25

Através da análise dos dados coletados por meio da pesquisa, vale destacar que 83,3% dos respondentes são jovens com idades entre 18 e 26 anos. É possível imaginar que o estágio para esses estudantes seja a primeira forma de contato com o mundo profissional e com as regras que regem uma organização (ROCHA-DE-OLIVEIRA; PICCININI, 2012), sendo uma importante forma de inserção no mercado. Em contra partida, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 27,2% dos desempregados no final do ano de 2018 são jovens com idade de até 24 anos e isso corresponde a 1,76 milhão de pessoas. Desse modo, a experiência de estágio pode auxiliar o graduando a ter mais chances de entrar em uma organização, visto que ele já desenvolve um trabalho prático para complementar sua formação e pode ser reconhecido pelas funções que desempenha ao ponto de ser efetivado. Além disso, segundo essa pesquisa do IBGE, a principal dificuldade do jovem para ser absorvido pelo mercado se deve pela falta ou pouca experiência, bem como o baixo conhecimento para ocupação de determinadas vagas, devido a não continuidade dos estudos e/ou qualificação.

Ao questionar os estudantes de Administração se as teorias ensinadas ao longo do curso os ajudaram a realizar o trabalho prático nos estágios, nos deparamos com dois cenários: 50% dos estudantes concordaram com essa afirmação e 34,7% discordaram. Entende-se desse modo, que de acordo com a adaptação feita na Escala Likert, na primeira opção as aulas da graduação realizam parte da sua função que é passar a teoria a qual será utilizada na vida prática, demonstrando para o discente os caminhos que poderão ser percorridos ao longo das atividades desenvolvidas. A estudante Clarice relatou isso ao dizer que:

“estudar a parte teórica das organizações antes de entrar em uma, te dá uma visão diferente quando você começa a estagiar. Você vê as coisas de forma diferente, principalmente pela visão de processos. Identifica mais facilmente (as vezes) os pontos de problemas. Se não conseguir identificar facilmente, normalmente já te ensinam bastante técnicas e ferramentas para procurar a raiz do problema.”

(Clarice)

Contrapondo isso, na segunda opção, parte dos jovens acham que o ensino aplicado em sala de aula é pouco utilizado a vida cotidiana do administrador, visto que há uma disparidade entre teoria e prática. Para corroborar essa ideia, a fala de 2 respondentes a seguir busca ilustrar esse caminho:

(26)

“O ponto positivo é que o contato com a prática me mostrou muito mais da realidade da Administração, visto que quase toda teoria dada na universidade não é voltada para a prática.”

(Jorge)

“O estágio foi importante para que eu começasse a entender como é um ambiente de trabalho e como é a comunicação organizacional. No entanto, sinto que fui bem pouco aproveitada, fazendo tarefas muito operacionais e repetitivas. O conteúdo que aprendo em sala de aula foi praticamente ignorado em todo o exercício do estágio.”

(Cecília)

Desse modo, Festinalli, Canopf, Bertuol (2007) afirmam em seu trabalho que “a finalidade do estágio vai além da aplicação imediata de técnicas aprendidas na teoria, pois a prática implica superar o fazer e remete a uma reflexão que enriquece a teoria que serviu de base para tal.” Ou seja, os autores em questão fazem uma reflexão que para realizar o trabalho prático, o estagiário deve ir além da meramente execução, mas sim realizar a prática enriquecendo com toda a base teórica adquirida ao longo da graduação. Afinal, há uma associação direta entre a teoria e a prática que é indispensável para se desenvolver e crescer profissionalmente.

Ao questionar sobre a experiência do estágio, perguntou-se aos estudantes: “você tem/teve vontade de mudar de área devido as atividades desempenhadas?”. Como pode-se notar na figura III, os respondentes que “concordaram plenamente” e “concordaram” somam 37,5% das respostas e, em contrapartida, os que “discordaram” e “discordaram plenamente” somam 47,2%.

Figura III

(27)

27

Desse modo, os estudante que “concordaram” de alguma forma estão objetivando seus sentimentos ao dizer que as atividades desempenhadas enquanto estagiário não estavam agregando a sua formação. Quando isso acontece, acaba gerando um sentimento de frustração e por maior que seja o interesse deles na área do estágio, ele acaba procurando alguma outra área de atuação, a fim de ir em busca de sua satisfação profissional. Diversos estudantes relataram na pergunta em aberto, como um ponto negativo e de desmotivação profissional a demanda de trabalhos repetitivos e com pouco valor agregado de conhecimento. Segue abaixo uma fala de um acadêmico:

“[O estágio] Me desmotivou em alguns aspectos, por exemplo, ao ver que realizava atividades repetitivas e que não era necessário ‘pensar’ para poder realizar elas. Muitas vezes, me sentia como um computador que apenas copiava e colava as informações de uma tela para outra. Não estava sendo desenvolvido e me sentia mal por isso, sentia como se aquilo [estágio] fosse uma perda de tempo.”

(Graciliano)

A pretensão dos estudantes que “discordaram” de alguma forma revela-se ao dizer que as atividades desempenhadas por eles durante o estágio ajudaram a permanecer na área em que desenvolviam o mesmo, visto que nesse período o discente pôde verificar quais funções e exercícios dentro da Administração o deixavam satisfeito para poder construir sua carreira. Alguns respondentes do questionário citaram que o estágio foi fundamental para ajudar a decidir em qual área seguir ao término da graduação devido às funções que realizaram durante esse período.

Outro ponto abordado no questionário, foi a participação do gestor do estagiário ao longo do período do estudante dentro da organização. Segundo a lei 11.788 (lei do estágio), de 2008, durante o período do estágio é necessário que o estudante possua um acompanhamento de algum responsável (BRASIL, 2008) a fim de demandar as atividades a serem realizadas e desenvolver aquele estudante. Isso é fundamental para o acadêmico para a questão do seu aprendizado prático, visto que há uma inexperiência no fazer ao qual o mesmo só irá adquirir com a aquisição de conhecimento e instrução do seu gestor.

A primeira pergunta feita relativa a esse tópico era a fim de investigar se os gestores cumpriam a determinação da lei do estágio e acompanhavam as atividades desempenhadas pelos estudantes. Das respostas obtidas, 27,8% “concordaram plenamente” e alguns afirmaram na questão em aberto que havia um acompanhamento mensal sobre suas atividades. Outros

(28)

43,1% “concordaram”, falaram que havia um acompanhamento das atividades, mas era feita de forma mais informal. Um respondente afirmou que:

“havia um acompanhamento informal sobre as atividades desempenhadas no cotidiano e que só tínhamos algo formalizado a cada 6 meses, quando iria renovar o contrato de estágio. Ai o meu gestor buscava analisar tudo o que tinha feito naquele período para poder decidir se renovaria o contrato ou não.”

(Ariano)

A fim de investigar a aquisição de novos conhecimentos por parte dos acadêmicos, a segunda questão relativa a esse tópico foi: “Durante seu período de estágio, o seu gestor instruiu e o incentivou a adquirir novos conhecimentos para realizar suas atividades?”. Em uma visão sistêmica, o resultado dessa questão surpreendeu, pois 36,1% dos estudantes “concordaram plenamente” e outros 43,1% “concordaram”. Ou seja, os gestores do estágio estão auxiliando e direcionando, integral ou parcialmente, a adquirir novos conhecimentos além da sala de aula para realização das tarefas desempenhadas no estágio e isso está presente na fala dos respondentes. Em um programa de estágio é fundamental esse tipo de situação para os acadêmicos, pois mostra que o mesmo está sendo desenvolvido de alguma forma. Desse modo, Festinalli, Canopf, Bertuol (2007) corroboram isso ao afirmar em seus trabalhos que os gestores são parte fundamental nos programas de estágio, visto que devem incentivar a “observação e análise das práticas de gestão”, bem como instruir os discentes a irem buscar novos conhecimentos a fim de aprimorar a realização das atividades desempenhadas.

Essa questão em um outro trabalho poderia explorar as formas em que os gestores fazem esse tipo de incentivo dos estudantes a aprenderem e conhecerem novos saberes. Além disso, identificar o que falta nos programas de estágio para quem apenas “concordou” com a perguntar e quais formas os estágios podem melhorar a performance dos estudantes nesse período.

A terceira e última questão em relação aos gestores responsáveis pelos estagiários é: “Durante seu período de estágio, o seu gestor teve papel importante na sua permanência na área de atuação?”. A construção dessa pergunta buscou identificar a relação entre o gestor e o estudante e esta intimamente ligada a questão anterior, visto que o incentivo e o estímulo promovem o desenvolvimento do indivíduo. Desse modo, 29,2% dos respondentes “concordaram plenamente” e 45,8% “concordaram” que os gestores que os acompanhavam ao longo do período do estágio tiveram influência na permanência na área da Administração em que desempenharam suas atividades de estágio.

(29)

29

É muito importante que os estudantes tenham suas habilidades, competências e atitudes desenvolvidas pela organização da qual fazem parte. De acordo com Rocha-de-Oliveira e Piccinini (2012), “os estágios constituem uma pré-carreira, um período de socialização no mundo do trabalho e de aquisição de experiência para conseguir um emprego.” Logo, quando o estudante começa a participar de um programa de estágio, ele está buscando se desenvolver para quando terminar o curso de graduação possa se inserir no mercado de trabalho.

A partir disso, houve o seguinte questionamento aos respondentes: “No seu estágio, você acha que teve suas competências, habilidades e atitudes estimuladas pela organização?”. Os estudantes que participaram da pesquisa responderam da seguinte forma essa questão: 30,6% “concordaram plenamente” e 47,2% apenas “concordaram”. Cabe ressaltar alguns pontos interessantes sobre esse tema, pois muitos estudantes citaram esse tipo de desenvolvimento como um fator positivo do estágio.

Os principais pontos destacados pelos estagiários foram que o incentivo para desenvolver suas competências, habilidades e atitudes geraram motivação e autoconhecimento, a fim de se tornar uma versão melhor de si. Além disso, ter desafios que obrigam o discente a “pensar fora da caixa”, bem como trabalhar em equipe e melhorar a comunicação interpessoal. Vale ressaltar também que com esse estímulo, o estudante pode identificar suas habilidades e buscar melhorá-las constantemente, buscando seu desenvolvimento profissional e consequentemente, pessoal.

O próximo questionamento feito aos respondentes foi: “Você recomendaria a organização aonde você estagia/estagiou a jovens que queiram ter a experiência de estágio?”. Ao perguntar isso ao estagiário, temos um reflexo se o seu período em uma determinada organização foi proveitoso, pois espera-se que ao se recomendar algo, a experiência tenha sido positiva. Em vista disso, 40,3% dos estudantes “concordaram plenamente” e 34,7% “concordaram” que indicariam a empresa em que estagiaram a outros jovens que queiram passar por essa experiência.

Com todos os pontos abordados anteriormente, questionamos os estudantes sobre a inserção no mercado de trabalho da seguinte forma: “A organização aonde você estagia/estagiou contribui para inserção do estagiário no mercado de trabalho? (Levar em consideração desenvolvimento do estagiário e possibilidade de efetivação)”. Esse ponto é importante ao abordar a temática sobre estágio, pois essa é uma forma de entrada do jovem na população economicamente ativa. Além disso, os discentes que estão concluindo a graduação

(30)

em Administração visam estágios que tenha a possibilidade de efetivação e irão procurar organizações que ofereçam essas oportunidades, pois, segundo Teixeira e Gomes (2004), “a conclusão do curso universitário implica em uma reavaliação das escolhas realizadas, das experiências vividas até o momento e, também, uma antecipação do que está por vir, tanto em termos profissionais como não profissionais”. Assim, na figura IV pode-se observar qual a situação desse fenômeno no grupo respondente:

Figura IV

Fonte: Monnerat (2019)

De acordo com os respondentes, 33,3% “concordaram plenamente” de que as organizações as quais estagiam buscam inserir os estagiários no mercado de trabalho. Isso mostra que um terço das organizações investe nos programas de estágio como forma de captação de talentos e desenvolvimento dos estudantes além da sala de aula. Um dos estudantes ressaltou a importância do estágio como forma de inserção:

“Acredito que os programas de estágio são uma porta de entrada "facilitadora" para integrar, futuramente, o quadro de colaboradores da empresa. Muitas vezes, os processos seletivos para profissionais já formados são muito exigentes, no caso de recém-formados isso se agrava uma vez que eles não têm, na sua maioria, experiência como assistentes ou auxiliares. Sendo assim, ser efetivado no estágio se torna uma grande porta de entrada profissional.

(Rachel)

Todavia, as oportunidades de contratação dependem, muitas vezes, de fatores externos aos estudantes, como a situação em que se encontra o pais economicamente, se o setor na qual

(31)

31

o estágio é realizado está em crescimento, se a organização possui um plano de expansão de negócios e, consequentemente, demandará de mais pessoas para a realização das tarefas, entre outros. Além desses fatores, as organizações exigem um bom rendimento no estágio, bem como vontade de colaborar e participar das atividades e que o desenvolvimento do estagiário seja um prolongamento do desempenho da empresa.

No entanto, há organizações que utilizam os estágios como forma de manutenção do quadro de pessoal, pois é uma mão de obra barata relativo a efetivação de um profissional formado. Geralmente, nessas empresas não existe um plano de carreira para seus funcionários. Dessa forma, todas as outras respostas para esse questionamento trouxeram pontos a serem observados quando se fala dos programas de estágio. Assim, vale ressaltar a fala de alguns respondentes sobre esses fatores:

“O ponto negativo é que o plano de carreira não é bem definido, então a efetivação é incerta”

(Carlos)

“Atuava, por vezes, realizando as mesmas atividades de um analista, ganhando menos e sem expectativa de efetivação”

(Érico)

“Uma das instituições que estagiei não tinha intenção de efetivar ninguém. Trocavam os estagiários ao fim dos contratos, geralmente renovavam até o máximo que era 2 anos, para continuar com a mão de obra barata”

(Lygia)

Os respondentes destacaram na pergunta aberta um ponto negativo relativo à carga horária das atividades. Muitos estudantes disseram que permanecem nas organizações durante mais tempo do que o determinado nos contratos de estágio e que isso, muitas vezes, atrapalha o desempenho acadêmico. A passagem abaixo comprova isso, ao dizer que:

“Os programas de estágio, em grande maioria, consumem energia e horário do aluno mais do que necessário, não respeitando os horários máximos estabelecidos por lei. É ótimo para o ponto de vista profissional, porém as notas e desempenho do aluno na faculdade tendem a cair pela difícil conciliação de horários e disposição.”

(32)

Esse ponto acaba entrando em discordância, pois ao longo da análise dos resultados, alguns discentes inferiram que a teoria ensinada durante a graduação era divergente das práticas realizadas no estágio. No entanto, no extrato acima, pode-se observar que o excesso da carga horaria dos estágios faz com que os estudantes, muitas vezes, se distanciem da universidade, o que leva a uma perda do conhecimento teórico.

Diante de tudo o que se pode analisar por meio do questionário, os programas de estágio na visão dos estudantes são fundamentais para a complementação da sua formação no curso de Administração. Por mais que essa atividade extracurricular seja bem aceita pelos acadêmicos, as organizações apresentam falhas em seus programas que dificultam a vida do discente na graduação ou até nos processos de inserção no mercado de trabalho. Assim, pode-se chegar a algumas conclusões que serão apresentadas abaixo.

5. Conclusão

O presente estudo teve como objetivo verificar se as organizações buscam inserir profissionalmente os estudantes que participam dos programas de estágio. Com base na pesquisa realizada com a população alvo pode-se concluir que segundo os respondentes 33,3% das instituições buscam fazer essa inserção profissional dos discentes ao término do curso.

Todavia, a parcela restante dos estudantes, afirmam que as instituições se aproveitam dos programas de estágio para utilizá-los como mão de obra barata, transformando-os em “analistas” sem formação e, muitas vezes, obrigando-os a assumir responsabilidades sem ter conhecimentos técnicos suficientes e extrapolando a carga horária estabelecida por lei. Além disso, caso esses estagiários não tenham o que seja considerado pela organização um bom aproveitamento de trabalho ou o tempo contratual do estágio venha a acabar os mesmos são dispensados, visto que a empresa não tem intenção de contratá-lo.

Como desdobramentos da pesquisa realizada com os estagiários de Administração, pode-se verificar que segundo os respondentes a teoria ensinada na academia se distancia muito da realidade prática realizada nas organizações. Esse ponto foi bastante citado pelos discentes na questão com a resposta em aberto. No entanto, vale ressaltar que há outra problemática que se correlaciona com tal questão. Em diversos extratos, os estudantes citaram que os estágios não respeitam a carga horária estabelecida por lei e que o mesmo, por vezes, ficava além do

(33)

33

que era devido. Com isso, foi percebido a queda do rendimento na graduação e da participação nas aulas, o que consequentemente faz o caminho inverso do citado acima, a prática acaba por afastar o discente da teoria.

Outro desdobramento que vale destacar e que pode ser percebido ao longo da análise dos resultados foi a relação das atividades desempenhadas pelo estudante no estágio e a sua percepção sobre o trabalho realizado. Conclui-se que os discentes que possuíam trabalhos repetitivos e que agregava pouco valor ao desenvolvimento do aprendizado, sentiam-se desmotivados e, por vezes, frustrados. Isso acarretava a procura por outro programa de estágio e, por consequência, outra área, visto que na visão do estudante, se ele continuasse na mesma área de atuação, a mesma cadeia de trabalho poderia vir a se manter. Já os estudantes que possuíam trabalhos estimulantes e desafiadores, geralmente, buscavam desenvolver sua carreira na área em que estagiavam.

Outro ponto destacável e que leva a conclusões importantes para o desenvolvimento do estagiário foi a participação do gestor durante esse período. Segundo os discentes, pode-se concluir que os gestores responsáveis faziam um acompanhamento parcial das atividades realizadas pelo mesmo. Em contrapartida, buscavam constantemente incentivá-los a adquirir novos conhecimentos que agregassem valor a prática do estágio. Além disso, incentivavam o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes do estudante para melhor desenvoltura no ambiente organizacional.

Com esses desdobramentos e o desenvolvimento dos discentes por meio dos programas de estágio, pode-se concluir que há a inserção dos estudantes de Administração no mercado de trabalho. No entanto, está longe do ideal, visto que a absorção dessa mão de obra ao sair da graduação depende de outros fatores, além do simples fato das organizações quererem contratar. Esses fatores dependem diretamente da situação econômica do pais, das questões politicas e trabalhistas, do nível de crescimento e desenvolvimento das organizações, entre muitos outros. A partir do presente trabalho, há a possibilidade de estudos em outras perspectivas dentro dessa temática, visto que a teoria sobre inserção profissional é pouco explorada no Brasil. De acordo com os resultados, é sugerido a verificação do processo de ensino e as práticas de estágio nas instituições públicas e o desenvolvimento dos estagiários e a sua inserção profissional ao final da graduação. Outro tema que pode ser explorado são as formas de ensino dos gestores e o incentivo aos estagiários a adquirirem novos conhecimentos para prática do estágio.

(34)

Assim, esse trabalho busca mostrar um caminho para os estudantes, pesquisadores e organizações de que a prática do estágio é fundamental para a formação do Administrador, bem como auxiliar os jovens a se inserirem no mercado de trabalho.

(35)

35

6. Referência Bibliográfica

ABBAD, G. da S.; BORGES-ANDRADE, J. E. Aprendizagem humana em

organizações de

trabalho. In: ZANELLI, J. C.; BORGES-ANDRADE, J. E.; BASTOS, A. V. B. (Orgs.).

Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004.

ABRH-RS. O que é estágio? Associação Brasileira de Recursos Humanos. Disponível em:

<http://www.abrhrs.com.br/novo/pagina.php?id=esta-oqee.>. Acesso em: 29 abr 2019.

ALMEIDA, Camila Gusmão De; SOCCI, Vera. Inserção profissional e carreira de formandos e egressos brasileiros: revisão da literatura. Revista Brasileira de Orientação

Profissional, Mogi das Cruzes, SP, v. 18, n. 1, p. 81-92, 2017.

BERTINETTI, Mônica Picolo; LOUREIRO, Maria Helena De Figueiredo. Colocação Profissional e Inserção no Mercado de Trabalho dos Alunos Egressos do Curso de Administração da Faculdade de Ciências Sociais de Guarantã do Norte – MT, entre os anos de 2011 a 2013.. Revista Nativa, Mato Grosso, Brasil, v. 4, n. 1, 2015.

BRASIL. Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudante, Brasilia, DF, 2008.

CENTRO Integração Empresa-Escola – CIEE. CIEE.com.br, 2019. Página empresas.

Disponível em: <https://portal.ciee.org.br/empresas/estagio/>. Acesso em: 01 de mai. de 2019. DIAS, Maria Sara De Lima; SOARES, Dulce Helena Penna. A Escolha Profissional no Direcionamento da Carreira dos Universitários. PSICOLOGIA: CIÊNCIA E PROFISSÃO,

2012, 32 (2), 272-283, Paraná, Brasil, v. 32, n. 2, p. 272-383, 2010.

FESTINALLI, Rosane Calgaro; CANOPF, Liliane; BERTUOL, Ornella. Estágio supervisionado em administração: reflexões de sua contribuição para a formação profissional.

Revista Faz Ciência, v. 9, n. 9, p. 299-322, jan/jun 2007.

FESTINALLI, Rosane Calgaro; CANOPF, Liliane; BERTUOL, Ornella. Inquietações sobre o Estágio Supervisionado e a Formação do Administrador. Associação Nacional de

(36)

GIL, Antonio Carlos. Gestão de Pessoas: enfoque nos papéis profissionais. São Paulo: Atlas, p. 306, 2001.

GLOBO. Época negócios. Disponível em:

<https://epocanegocios.globo.com/economia/noticia/2019/03/triplica-o-numero-de-jovens-que-desistiu-de-procurar-emprego.html>. Acesso em: 09 jun. 2019

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA.. Censo da educação superior 2017: divulgação dos principais resultados do censo

da educação superior 2017. Disponível em:

<http://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/documentos/2018/censo_da_ educacao_superior_2017-notas_estatisticas2.pdf.>. Acesso em: 26 mai. 2019.

MORGADO, Elsa Maria Gabriel; SILVA, Levi Leonido Fernandes Da; RODRIGUES, João Bartolomeu. O universo da supervisão: uma abordagem inclusiva no domínio da inserção profissional. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 29, n. 3, p. 492-516, 2018.

MIND MINERS. Entenda o que é escala likert. Disponível em: <https://mindminers.com/blog/entenda-o-que-e-escala-likert/>. Acesso em: 09 jun. 2019.

MURARI, Juliana De Melo franco; HELAL, Diogo Henrique. O ESTÁGIO E A FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS EM ESTUDANTES DE ADMINISTRAÇÃO. Revista Gestão e Planejamento, Salvador, BA, v. 10, n. 2, p. 262-280, jul./dez. 2009.

LAURIS, Roberta Pedroso; SILVA, Tania Nunes Da. A Percepção dos Ex-Estagiários a Respeito do Programa Copesul de Desenvolvimento de Talentos. In: ENCONTRO DA ANPAD, Brasilia, DF, 2005.

LEMOS, Ana Heloisa Da Costa; DUBEUX, Veranise Jacubowski Correia; PINTO, Mario Couto Soares. Educação, empregabilidade e mobilidade social: convergências e divergências. Cadernos EBAPE. BR, Rio de Janeiro, RJ, v. 7, n. 2, p. 368-384, 2009.

OLIVEIRA, Lucia Barbosa De. Percepções e estratégias de inserção no trabalho de universitários de Administração. Revista Brasileira de Orientação Profissional, Rio de janeiro, v. 12, n. 1, p. 83-95, jan./jun. 2011.

(37)

37

OLIVEIRA, Marina Cardoso De; DETOMINI, Vitor Corrêa; MELO-SILVA, Lucy Leal. Sucesso na transição universidade-trabalho: expectativas de universitários formandos. Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 19, n. 3, p. 497-518, dez. 2013.

ROCHA-DE-OLIVEIRA, Sidinei; PICCININI, Valmiria Carolina. Uma análise sobre a inserção profissional de estudantes de administração no brasil. RAM, REV. ADM.

MACKENZIE, São Paulo, SP, v. 13, n. 2, p. 44-75, 2011.

ROCHA-DE-OLIVEIRA, Sidinei; PICCININI, Valmiria Carolina. Contribuições das abordagens francesas para o estudo da inserção profissional. Revista Brasileira de Orientação Profissional, [S.L], v. 13, n. 1, p. 63-73, jan./jun. 2012.

RITTNER, Carmem Lúcia Arruda. Estagiários e Trainees. In: BOOG, Gustavo. (Coord.) Manual de Treinamento e Desenvolvimento: ABTD - Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. 3 ed. São Paulo: Makron Books, p. 447-456, 1999.

SARRIERA, Jorge Castella. Da orientação profissional para a inserção do jovem no trabalho. Rev. ABOP, Porto Alegre , v. 2, n. 2, p. 75-80, 1998 . Disponível em

<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-88891998000200007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 04 jun. 2019.

SILVA JÚNIOR, S. D. D.; COSTA, Francisco José. Mensuração e Escalas de Verificação: uma Análise Comparativa das Escalas de Likert e Phrase Completion: subtítulo do artigo. PMKT – Revista Brasileira de Pesquisas de Marketing, Opinião e Mídia: subtítulo da revista, São Paulo, v. 15, Número, p. 1-16, dez./2005.

TEIXEIRA, Marco Antônio Pereira; GOMES, William Barbosa. Estou me Formando... E Agora? Reflexões e Perspectivas de Jovens Formandos Universitários. Revista Brasielira de Orientação Profissional, [S.L], v. 5, n. 1, p. 47-62, abr./set. 2004.

UFSC. O uso de questionários em trabalhos científicos. Disponível em: <http://www.inf.ufsc.br/~vera.carmo/ensino_2013_2/o_uso_de_questionarios_em_trabalhos_ cient%edficos.pdf>. Acesso em: 09 jun. 2019.

VILLELA, Lamounier Erthal; NASCIMENTO, Leyla Maria Felix Do. Competências Pós-Industriais Exigidas pelas Empresas a Estagiários e RecémFormados - pesquisa de campo elaborada junto a sete unidades do CIEE localizadas nas maiores regiões metropolitanas do Brasil.. Anais do encontro nacional dos Programas de Pós-Graduação em Administração, Atibaia, SP, Brasil, 2003.

Referências

Documentos relacionados

Nessa situação temos claramente a relação de tecnovívio apresentado por Dubatti (2012) operando, visto que nessa experiência ambos os atores tra- çam um diálogo que não se dá

Our contributions are: a set of guidelines that provide meaning to the different modelling elements of SysML used during the design of systems; the individual formal semantics for

Este trabalho buscou, através de pesquisa de campo, estudar o efeito de diferentes alternativas de adubações de cobertura, quanto ao tipo de adubo e época de

Apresenta-se neste trabalho uma sinopse das espécies de Bromeliaceae da região do curso médio do rio Toropi (Rio Grande do Sul, Brasil), sendo também fornecida uma chave

No entanto, maiores lucros com publicidade e um crescimento no uso da plataforma em smartphones e tablets não serão suficientes para o mercado se a maior rede social do mundo

O objetivo do curso foi oportunizar aos participantes, um contato direto com as plantas nativas do Cerrado para identificação de espécies com potencial

esta espécie foi encontrada em borda de mata ciliar, savana graminosa, savana parque e área de transição mata ciliar e savana.. Observações: Esta espécie ocorre

O valor da reputação dos pseudônimos é igual a 0,8 devido aos fal- sos positivos do mecanismo auxiliar, que acabam por fazer com que a reputação mesmo dos usuários que enviam