DELIBERAÇÃO Nº 272/2017-CEAP 1 REFERÊNCIA : PC CF-2573/2016
INTERESSADO : Rudolph Carneiro
ASSUNTO : Registro de profissional diplomado no exterior ORIGEM : Crea-SP
DELIBERAÇÃO Nº 272/2017-CEAP
A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL - CEAP em sua 5ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília-DF, na sede do Confea, de 5 a 7 de junho de 2017, após análise do assunto em epígrafe, e
Considerando que trata o processo de registro profissional de RUDOLPH CARNEIRO, naturalizado brasileiro, diplomado com o título de “Bachelor of Science in Mechanical Engineering” pela “University of Central Florida”, Orlando, Estado da Flórida, Estados Unidos da América (USA);
Considerando que o diploma foi apostilado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ com o título de Engenheiro Mecânico, nos termos da Resolução CNE/CES nº 8, de 04/10/2007, sob o registro nº 31690, Processo nº 23079.014245/12-13, data 15/02/2013;
Considerando que alínea “b” do art. 2° da Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966, estabelece que o exercício, no País, da profissão de engenheiro ou engenheiro-agrônomo, observadas as condições de capacidade e demais exigências legais, é assegurado aos que possuam, devidamente revalidado e registrado no País, diploma de faculdade ou escola estrangeira de ensino superior de engenharia ou agronomia;
Considerando que para efeito de instrução de processos de registro de profissional diplomado por estabelecimento estrangeiro de ensino superior, no que diz respeito à análise curricular e às implicações quanto a eventuais restrições nas atribuições a serem concedidas, os Conselhos Regionais adotam os modelos matriciais constantes da Decisão Normativa n° 12, de 1983, do Confea, com as devidas adaptações em função da Resolução CNE/CES nº 11, de 11 de março de 2002, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia;
Considerando que as habilitações profissionais são conferidas pelo currículo escolar, sendo necessária sua análise quanto aos conteúdos das disciplinas e respectivas cargas horárias, objetivando verificar a concessão do desempenho das atividades descritas no art. 5° da Resolução n° 1.073, de 2016, aplicadas às competências do Engenheiro Mecânico, constantes do art. 12 da Resolução nº 218, de 1973, na forma da Resolução nº 1.073, de 2016;
Considerando a Decisão da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalúrgica CEEMM/SP nº 537/2016, exarada na Reunião Ordinária nº 542, de 2016, do CREA-SP, em 31 de Maio de 2016, decidiu conceder o registro do interessado com o título de Engenheiro Mecânico (Código 131-08-00) e com as atribuições do artigo 12 da Resolução nº 218/73 do Confea;
Considerando a Decisão Plenária PL/SP nº 850/2016, exarada na Sessão Ordinária nº 2.013, em 16 de Agosto de 2016, que aprovou a Decisão da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalúrgica – CEEMM, pelo deferimento do registro profissional do Sr. RUDOLPH CARNEIRO, com título de Engenheiro Mecânico;
Considerando que o Parecer nº 1.435//2016-GTE concluiu por baixar o processo em diligência junto ao Crea-SP que fosse providenciado: “a) Apresentar cópia autenticada do “Accreditation Board for Engineering and Technology – ABET” – Certificado de Acreditação emitido pela ABET em nome da “University of Central Florida”, Orlando, Flórida, Estados Unidos da América (USA), que emitiu o diploma “Bachelor of Science in Mechanical Engineering”, com a respectiva legalização consular, tradução juramentada correspondente,
nos seguintes termos estabelecidos: 1. Decisão Plenária Decisão Plenária PL-0019, de 2005, do Confea, item 1) subitem e); 2. Resolução nº 1.007, de 2003, art. 4º, § 2º, § 3º e § 4º; b) Apresentar cópia autenticada da tradução juramentada completa do conteúdo programático das disciplinas cursadas na “University of Central Florida”, Orlando, Flórida, Estados Unidos da América (USA), condição para auferir o título de “Bachelor of Science in Mechanical Engineering”, nos termos da Resolução nº 1.007, de 2003, art. 4º, § 1º, inc. I, item d), § 2º, § 3º e § 4º;”;
Considerando o conteúdo do Ofício nº 0649/2017 – UGI-Oeste do Crea-SP, datado de 20/02/2017, que informa ter notificado o Requerente quanto as providências pendentes, levantadas pelo Confea, no respectivo processo de requerimento de registro diplomado no exterior, interposto naquele Regional, e que o interessado havia desistido de dar continuidade ao andamento processual com as instruções apontadas;
Considerando, entretanto, que em uma análise detalhada desta comissão, foi verificado que a maioria absoluta das disciplinas cursadas pelo interessado constantes de seu currículo escolar apresenta tradução juramentada e oferecem elementos suficientes para fazer um juízo de valor sobre as atribuições do interessado;
Considerando que o documento de folha 96, bem como consulta no sítio da Internet, também resta suficiente para comprovar a acreditação pela ABET;
Considerando, portanto, que o que foi solicitado no parecer supracitado está presente nos autos;
Considerando que, em relação à carga horária, foi possível obter o total por meio de informação constante do processo (semestres de verão) e de estudo realizado à época da PL-0019/2005 nos demais semestres;
Considerando que foram verificados os seguintes resultados em relação à carga horária: Núcleo de conteúdos básicos: 1.152 horas e Núcleo de conteúdos profissionalizantes: 2.056,7 horas e
Considerando que o interessado cursou 3.202,7 horas na integralização do currículo;
Considerando que o presente caso se enquadra no art. 10, inciso IV, e no §1º do art. 6º da Resolução nº 1.073, de 2016,
DELIBEROU:
Propor ao Plenário do Confea homologar o registro profissional de RUDOLPH CARNEIRO, naturalizado brasileiro, com o título de Engenheiro Mecânico (Código 131-08-00), no Crea-SP, e atribuições previstas no art. 7º da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, combinadas com as atividades relacionadas no art. 5º da Resolução nº 1.073, de 2016, para o desempenho das competências relacionadas no art. 12 da Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, do Confea.
Brasília-DF, 7 de Junho de 2017.
Conselheiro Federal Osmar Barros Júnior – Coordenador
Conselheiro Federal Célio Moura Ferreira – Membro
DELIBERAÇÃO Nº 273/2017-CEAP 1 REFERÊNCIA : PC CF-1530/2017
INTERESSADO : Guillermo Pablo Forestieri
ASSUNTO : Registro de profissional diplomado no exterior, Engenheiro Civil ORIGEM : Crea-SP
DELIBERAÇÃO Nº 273/2017-CEAP
A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL - CEAP em sua 5ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília-DF, na sede do Confea, de 5 a 7 de junho de 2017, após análise do assunto em epígrafe, e
Considerando que trata o processo de registro de Guillermo Pablo Forestieri, argentino, diplomado com o grau de “Ingeniero Civil” pela Universidad Nacional de Rosario, da Argentina;
Considerando que o diploma foi revalidado pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP, de acordo com o disposto no art. 48 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, concedendo ao interessado o equivalente ao diploma do curso de Engenharia Civil, em 24 de fevereiro de 2016, registrado sob n° 193098, Processo nº 854/2015;
Considerando que alínea “b” do art. 2° da Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966, estabelece que o exercício, no País, da profissão de engenheiro ou engenheiro-agrônomo, observadas as condições de capacidade e demais exigências legais, é assegurado aos que possuam, devidamente revalidado e registrado no País, diploma de faculdade ou escola estrangeira de ensino superior de engenharia ou agronomia;
Considerando que para efeito de instrução de processos de registro de profissional diplomado por estabelecimento estrangeiro de ensino superior, no que diz respeito à análise curricular e às implicações quanto a eventuais restrições nas atribuições a serem concedidas, os Conselhos Regionais adotam os modelos matriciais constantes da Decisão Normativa n° 12, de 1983, do Confea, com as devidas adaptações em função da Resolução CNE/CES nº 11, de 2002;
Considerando que as habilitações profissionais são conferidas pelo currículo escolar, sendo necessária sua análise quanto aos conteúdos das disciplinas e respectivas cargas horárias, objetivando verificar a concessão da atribuição inicial de campo de atuação do Engenheiro Civil, constantes nos arts. 28 e 29 do Decreto n° 23.569, de 11 de dezembro de 1933, art. 7º da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e art. 7° da Resolução n° 218, de 29 de junho de 1973;
Considerando a análise de equivalência curricular efetuada, baseada na Resolução CNE/CES n° 11, de 2002, apresentando os seguintes resultados: Núcleo de conteúdos básicos: 1.296 horas, Núcleo de conteúdos profissionalizantes: 1.984 horas e Núcleo de conteúdos específicos: 672 horas;
Considerando que o interessado cursou 3.952 horas na integralização do currículo;
Considerando que a Câmara Especializada de Engenharia Civil e o Plenário do Crea-SP concederam ao interessado o registro com o título de Engenheiro Civil, com as atribuições do art. 7° da Resolução n° 218, de 1973;
Considerando, entretanto, que não foram localizados conteúdos programáticos referentes a estradas de ferro, máquinas e fábricas, portos e aeroportos;
Considerando o Parecer nº 714/2017-GTE; e
Considerando que o presente caso se enquadra no art. 10, inciso IV, e no caput do art. 6º da Resolução nº 1.073, de 2016,
DELIBEROU:
Propor ao Plenário do Confea:
1) Homologar o registro profissional de Guillermo Pablo Forestieri, argentino, com o título de ENGENHEIRO CIVIL (Cód. 111-02-00), no Crea-SP, e atribuições previstas no art. 28 do Decreto nº 23.569, de 1933, alíneas “a”; “b”; “c” (referente a estradas de rodagem); “d”; “e”, “f” (referente a aproveitamento de energia), “g” (relativa a rios e canais), “h”, “i” e alíneas “j” e “k” aplicadas às alíneas citadas, bem como as previstas no art. 7º da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, combinadas com as atividades relacionadas no art. 5º da Resolução nº 1.073, de 2016, para o desempenho das competências relacionadas no art. 7° da Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, do Confea, com exceção das atividades referentes a portos e aeroportos; e
2) Determinar ao Regional que atente para a validade da cédula de identidade de estrangeiro, devendo, caso a interessada não apresente novo documento válido quando da expiração do prazo, tomar providências para cancelar o seu registro profissional.
Brasília-DF, 7 de Junho de 2017.
Conselheiro Federal Osmar Barros Júnior – Coordenador
Conselheiro Federal Célio Moura Ferreira – Membro
DELIBERAÇÃO Nº 274/2017-CEAP 1 REFERÊNCIA : PC CF-1496/2017
INTERESSADO : Ernesto Alfonso Rodriguez Rodriguez
ASSUNTO : Registro de profissional diplomado no exterior, Engenheiro em Eletrônica
ORIGEM : Crea-RJ
DELIBERAÇÃO Nº 274/2017-CEAP
A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL - CEAP em sua 5ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília-DF, na sede do Confea, de 5 a 7 de junho de 2017, após análise do assunto em epígrafe, e
Considerando que trata o processo de registro de Ernesto Alfonso Rodriguez Rodriguez, uruguaio, diplomado com o título de “Ingeniero Tecnológico Eletronico” pela Universidad del Trabajo del Uruguai, Montevidéu, Uruguai;
Considerando que o diploma foi revalidado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, de acordo com o disposto no art. 48 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, concedendo ao interessado o equivalente ao diploma do curso de Engenharia Eletrônica, em 11 de abril de 2014, registrado sob o n° 37865; Processo nº 23079.072858/2013-00, em 30 de agosto de 2014;
Considerando que alínea “b” do art. 2° da Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966, estabelece que o exercício, no País, da profissão de engenheiro ou engenheiro-agrônomo, observadas as condições de capacidade e demais exigências legais, é assegurado aos que possuam, devidamente revalidado e registrado no País, diploma de faculdade ou escola estrangeira de ensino superior de engenharia ou agronomia;
Considerando que para efeito de instrução de processos de registro de profissional diplomado por estabelecimento estrangeiro de ensino superior, no que diz respeito à análise curricular e às implicações quanto a eventuais restrições nas atribuições a serem concedidas, os Conselhos Regionais adotam os modelos matriciais constantes da Decisão Normativa n° 12, de 1983, do Confea, com as devidas adaptações em função da Resolução CNE/CES nº 11, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia;
Considerando que as habilitações profissionais são conferidas pelo currículo escolar, sendo necessária sua análise quanto aos conteúdos das disciplinas e respectivas cargas horárias, objetivando verificar a concessão do desempenho das atividades descritas no art. 5° da Resolução n° 1.073, de 2016, aplicadas às competências do Engenheiro em Eletrônica, constantes do art. 9º da Resolução nº 218, de 1973, na forma da Resolução nº 1.073, de 2016;
Considerando que não obstante a análise de equivalência curricular constante dos autos, foi efetuada nova análise curricular baseada na Resolução CNE/CES n° 11, apresentando os seguintes resultados: Núcleo de conteúdos básicos: 2.690 horas, Núcleo de conteúdos profissionalizantes: 3.190 horas e Núcleo de conteúdos específicos: 900 horas;
Considerando que o interessado cursou 6.780 horas na integralização do currículo;
Considerando que a Câmara Especializada de Engenharia Elétrica e o Plenário do Crea-RJ concederam ao interessado o registro com o título de Engenheiro Eletrônico e as atribuições do art. 9º da Resolução nº 218, de 1973;
Considerando que foi verificado, em análise ao rol das disciplinas cursadas pelo interessado, bem como ao conteúdo de cada uma delas, conhecimentos nas áreas de
enrolamentos, máquinas elétricas, instalações elétricas, eletrostática, circuitos elétricos, magnetismo, eletromagnetismo, geradores motores, sistemas monofásicos transformadores, geração e retificadores;
Considerando, portanto, que o presente caso poderia, s.m.j., se enquadrar no §2º do art. 6º da Resolução nº 1.073, de 2016 (atribuição inicial adicional);
Considerando o Parecer nº 733/2017-GTE; e
Considerando que o presente caso se enquadra no art. 10, inciso IV, e no §1º do art. 6º da Resolução nº 1.073, de 2016,
DELIBEROU:
Propor ao Plenário do Confea:
1) Homologar o registro profissional de Ernesto Alfonso Rodriguez Rodriguez, uruguaio, com o título de ENGENHEIRO EM ELETRÔNICA (Cód. 121-09-00), no Crea-RJ, e atribuições previstas no art. 7º da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, combinadas com as atividades relacionadas no art. 5º da Resolução nº 1.073, de 2016, para o desempenho das competências relacionadas no art. 9º da Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, do Confea;
2) Determinar ao Regional que atente para a validade da cédula de identidade de estrangeiro, devendo, caso a interessada não apresente novo documento válido quando da expiração do prazo, tomar providências para cancelar o seu registro profissional; e
3) Dar conhecimento ao interessado da possibilidade prevista no §2º do art. 6º da Resolução nº 1.073, de 2016, a critério da Câmara Especializada competente do Crea.
Brasília-DF, 7 de Junho de 2017.
Conselheiro Federal Osmar Barros Júnior – Coordenador
Conselheiro Federal Célio Moura Ferreira – Membro
DELIBERAÇÃO Nº 275/2017-CEAP 1 REFERÊNCIA : PC CF-3103/2016
INTERESSADO : Ricardo Nuno dos Reis Valentim
ASSUNTO : Registro de profissional diplomado no exterior, Engenheiro Mecânico
ORIGEM : Crea-RN
DELIBERAÇÃO Nº 275/2017-CEAP
A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL - CEAP em sua 5ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília-DF, na sede do Confea, de 5 a 7 de junho de 2017, após análise do assunto em epígrafe, e
Considerando que trata o processo de registro de Ricardo Nuno dos Reis Valentim, português, diplomado com o grau de “Mechanicae Machinalis Scientiae diuisione, Energiae et Rerum Mediarum subdiuisione” pela Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal;
Considerando que o diploma foi revalidado pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido, de acordo com o disposto no art. 48 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, concedendo ao interessado o equivalente ao diploma do curso de Engenharia Mecânica, grau Engenheiro Mecânico, em 16 de setembro de 2015, registrado sob o n° 5630; Processo nº 0141/2015-41, Livro A1, em 16 de setembro de 2015;
Considerando que alínea “b” do art. 2° da Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966, estabelece que o exercício, no País, da profissão de engenheiro ou engenheiro-agrônomo, observadas as condições de capacidade e demais exigências legais, é assegurado aos que possuam, devidamente revalidado e registrado no País, diploma de faculdade ou escola estrangeira de ensino superior de engenharia ou agronomia;
Considerando que para efeito de instrução de processos de registro de profissional diplomado por estabelecimento estrangeiro de ensino superior, no que diz respeito à análise curricular e às implicações quanto a eventuais restrições nas atribuições a serem concedidas, os Conselhos Regionais adotam os modelos matriciais constantes da Decisão Normativa n° 12, de 1983, do Confea, com as devidas adaptações em função da Resolução CNE/CES nº 11, de 11 de março de 2002, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia;
Considerando que as habilitações profissionais são conferidas pelo currículo escolar, sendo necessária sua análise quanto aos conteúdos das disciplinas e respectivas cargas horárias, objetivando verificar a concessão do desempenho das atividades descritas no art. 5° da Resolução n° 1.073, de 2016, aplicadas às competências do Engenheiro Mecânico, constantes do art. 12 da Resolução n° 218, de 1973, na forma da Resolução nº 1.073, de 2016;
Considerando que não obstante a análise de equivalência curricular constante dos autos, foi efetuada nova análise curricular baseada na Resolução CNE/CES n° 11, de 2002, apresentando os seguintes resultados: Núcleo de conteúdos básicos: 1.546 horas, Núcleo de conteúdos profissionalizantes: 1.571 horas e Núcleo de conteúdos específicos: 210 horas
Considerando que o interessado cursou 3.327 horas na integralização do currículo;
Considerando que tanto a Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalúrgica e o Plenário do Crea-RN concederam ao interessado o registro com o título de Engenheiro Mecânico, código 131-08-00 (Tabela de Títulos Profissionais da Resolução
473/02) e as atribuições previstas no art. 7º da Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966 – CONFEA, para o desempenho das atividades relacionadas no art. 12 da Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973;
Considerando o cumprimento da diligência em relação à apresentação da carga horária e conteúdo programático de algumas disciplinas faltantes; e
Considerando que o presente caso se enquadra no art. 10, inciso IV, e no §1º do art. 6º da Resolução nº 1.073, de 2016,
DELIBEROU:
Propor ao Plenário do Confea:
1) Homologar o registro profissional de Ricardo Nuno dos Reis Valentim, português, com o título de Engenheiro Mecânico (Cód. 131-08-00), no Crea-RN, e atribuições previstas no art. 7º da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, combinadas com as atividades relacionadas no art. 5º da Resolução nº 1.073, de 2016, para o desempenho das competências relacionadas no art. 12 da Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, do Confea; e
2) Determinar ao Regional que atente para a validade da cédula de identidade de estrangeiro, devendo, caso a interessada não apresente novo documento válido quando da expiração do prazo, tomar providências para cancelar o seu registro profissional.
Brasília-DF, 7 de Junho de 2017.
Conselheiro Federal Osmar Barros Júnior – Coordenador
Conselheiro Federal Célio Moura Ferreira – Membro
DELIBERAÇÃO Nº 276/2017-CEAP 1 REFERÊNCIA : PC CF-2245/2016
INTERESSADO : Rafael Vaz Ferreira
ASSUNTO : Recurso contra decisão do Crea-DF acerca de indeferimento da solicitação de inclusão da pós-graduação em Engenharia de Energia
ORIGEM : Crea-DF
DELIBERAÇÃO Nº 276/2017-CEAP
A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL - CEAP em sua 5ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília-DF, na sede do Confea, de 5 a 7 de junho de 2017, após análise do assunto em epígrafe, e
Considerando que trata o processo de recurso impetrado pelo Eng. Mec. Rafael Vaz Ferreira, contra a Decisão Plenária PL/DF-156/2016, do Crea-DF, que indeferiu o pedido de concessão de atribuições referente ao curso de pós-graduação lato sensu em Engenharia de Energia da Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais;
Considerando que, em 28 de julho de 2015, o Eng. Mec. Rafael Vaz Ferreira protocolou consulta ao Crea-DF acerca da justificativa e motivos pelos quais não foi possível conceder a atribuição do art. 8° da Resolução n° 218, de 1973, bem como o detalhamento de possíveis pendências decorrentes da análise curricular, tais como disciplinas faltantes e carga horária;
Considerando que, encaminhada à Câmara Especializada de Engenharia Elétrica – CEEE, em 23 de novembro de 2015, por meio da Decisão CEEE/DF n° 982/2015, e com a justificativa de que com a suspensão da Resolução n° 1.010, de 2005, o profissional não pode adquirir atribuições através de cursos de especialização em áreas fora da sua modalidade profissional, o que impediria o interessado adquirir novas atribuições através do curso da Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais, o colegiado decidiu “por unanimidade pela aprovação do relatório e voto fundamentado do Conselheiro Relator, ou seja, pela permanência da decisão proferida quando do processo número 210980/2014”;
Considerando que o interessado protocolou em 26 de fevereiro de 2016 recurso ao Plenário do Crea-DF, alegando que outros alunos concluintes do mesmo curso de pós graduação em Engenharia de Energia obtiveram sucesso na obtenção das atribuições do art. 8° da Resolução n° 218, de 1973, e que não há obrigatoriedade, em nenhuma Resolução do Sistema Confea/Crea, de que o profissional deva necessariamente ser possuidor das atribuições do art. 9° para que possa obter as atribuições do art. 8°, visto que existem profissionais registrados no Crea-DF que são detentores das atribuições do art. 8° mas não possuem o art. 9°;
Considerando que, em 7 de julho de 2016 o interessado protocola novo requerimento, solicitando que o processo seja reconsiderado, tendo em vista a aprovação pelo Confea da Resolução n° 1.073, de 2016, que admite a extensão de atribuições profissionais, eliminando o argumento anterior de que a atribuição não poderia ser concedida em virtude da suspensão da Resolução n° 1.010, de 2005;
Considerando que, após solicitação de “pedido de vista” do processo, o Geógrafo Armino Bernandes Filho elaborou minucioso “relatório e voto fundamentado” e propôs deferir a concessão ao interessado das atribuições relativas ao art. 8° da Resolução n° 218, de 1973;
Considerando que, apreciado pelo Plenário do Crea-DF em sua Reunião Ordinária n° 549, em 11 de agosto de 2016, por meio da Decisão PL/DF n° 156/2016, o pleno assim decidiu:“...por 11 (onze) votos favoráveis ao conselheiro relator, 12 (doze) votos contrários ao conselheiro relator e 05 (cinco) abstenções, o seguinte: 1) Não aprovar o relatório e voto fundamentado ‘em pedido de vistas’ apresentado pelo conselheiro relator Geógrafo Armino
Bernardes Filho para concessão de atribuições ao Eng. Mec. e Seg. Trab. Rafael Vaz Ferreira. 2) Manter a Decisão n° 982 da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica (CEEE) expedida em sua sessão n° 774, de 23.11.2015, sendo pela permanência da decisão proferida no processo n° 210.980/2014 em nome também do Eng. Mec. e Seg. Trab. Rafael Vaz Ferreira, da decisão pela anotação do curso de pós-graduação lato sensu em Engenharia de Energia, sem concessão de atribuições.”;
Considerando que a Resolução n° 1073, de 19 de abril de 2016, regulamentou a atribuição de títulos, atividades, competências e campos de atuação profissionais aos profissionais registrados no Sistema Confea/Crea para efeito de fiscalização do exercício profissional no âmbito da Engenharia e da Agronomia;
Considerando que o § 3º do art. 3° da Resolução n° 1073, de 2016, estabelece que os cursos de pós-graduação lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado ou doutorado) possibilitam ao profissional já registrado no Crea, diplomado em cursos regulares e com carga horária que atenda os requisitos estabelecidos pelo sistema oficial de ensino brasileiro, a requerer extensão de atribuições iniciais de atividades e campos de atuação profissionais;
Considerando que o art. 7º da Resolução n° 1073, de 2016, determina que a extensão da atribuição inicial de atividades, de competências e de campo de atuação profissional será concedida pelo Crea, mediante análise do projeto pedagógico de curso comprovadamente regular junto ao sistema oficial de ensino brasileiro, cursados com aproveitamento, e por suplementação curricular comprovadamente regular, dependendo de decisão favorável das câmaras especializadas pertinentes à atribuição requerida;
Considerando que a Decisão CEEE/DF n° 504/2014 da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica decidiu pela concessão do registro da instituição de ensino Sistema Integrado de Ensino de Minas Gerais - SIEMG e do Curso de Pós-Graduação de Engenharia de Energia da Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais – FEAD, mantida pela SIEMG, visto que atenderam a todas as exigências legais necessárias;
Considerando que foram verificadas, em uma análise inicial, várias disciplinas correlatas com a área de eletrotécnica (art. 8º da Resolução nº 218, de 1973), constantes do curso de pós-graduação concluído pelo interessado; e
Considerando, entretanto, que para uma análise mais ampla é importante avaliar também disciplinas correlatas, sejam básicas ou profissionalizantes, que o interessado eventualmente tenha cursado na sua graduação que venham a contribuir na avaliação da concessão, ou não, das atribuições requeridas,
DELIBEROU:
Baixar o processo em diligência ao Crea-DF para que seja juntada ao processo documentação referente ao curso de graduação do interessado (disciplinas, conteúdos programáticos e cargas horárias) para subsidiar a presente análise.
Brasília-DF, 7 de Junho de 2017.
Conselheiro Federal Osmar Barros Júnior – Coordenador
Conselheiro Federal Célio Moura Ferreira – Membro
DELIBERAÇÃO Nº 277/2017-CEAP 1 REFERÊNCIA : PC CF-1294/2016
INTERESSADO : Francisco Webston Torquato de Lima e outros
ASSUNTO : Recurso contra Decisão Plenária Crea-CE nº 446/2015 ORIGEM : Crea-CE
DELIBERAÇÃO Nº 277/2017-CEAP
A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL - CEAP em sua 5ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília-DF, na sede do Confea, de 5 a 7 de junho de 2017, após análise do assunto em epígrafe, e
Considerando que se trata de recurso interposto ao Confea, em conjunto, pelas pessoas físicas Francisco Webston Torquato de Lima (RNP: 060413525-4), Felipe Nunes de Farias (RNP: 060938476-7), Roberto Sampaio Júnior (RNP: 060183756-8), Francisco Itaimbé Matias de Oliveira (RNP: 060538909-8), Kathiane Queiroz da Silva (RNP: 0610406256), Francisco Benício de Oliveira Filho (RNP: 0607399856), Clovis Fontenele Neto (RNP: 0601133552), José Rosemberg Costa Lima (RNP: 0601522788), Dirceu dos Santos Lima Junior (RNP: 061002931-2), Hermano Moreira da Rocha Neto (RNP: 061046828-6), Andre Wagner de Barros Silva (RNP: 061188048-2), Roberta Monteiro Araújo Candian (RNP: 0613048644), Rafael Barbosa Estevão de Oliveira (RNP: 061143182-3), Norma Bertoldo Leitão (RNP: 060158767-7), Wilton Jhonnes Silva de Almeida (RNP: 061108482-1), Jefferson Maia Leitão (RNP: 061108482-061108482-1), José Hirlando Gomes Lins (RNP: 060159141-0), Francisca Wiglla de Moura Nobre (RNP: 061158426-3), Clodomir Comaru Neto (RNP: 060104214-0), Marcelo Telles de Souza Quixada (RNP: 061195916), Erick de Lima Gulart (RNP: 061208574-0), Rodrigo Pontes Cunha (RNP: 0611280022), Everton Silva de Sousa (RNP: 61393025-8), Isaque Queiroz Monteiro (RNP: 060667281-8), Silvia Helena Pereira da Costa (RNP: 060188957-6), Obed Leite Vieira (RNP: 0614002001), Aníbal Queiroz Braga (RNP: 0601352475), Caio César Nunes Guerra (RNP: 0614774837), Fernando Jorge Lopes Campelo (RNP: 060022019-2), Silvana Claudia de Lima Accioly (RNP: 060098075-8), Marcos Henrique Maciel (RNP: 0601532678), Roberto Freire de Castro Alves (RNP: 060185773-9), Luiz Chaves Neto (RNP: 060696768-0), Samy Dias Auad de Queiroz (RNP: 060572867-4), em 18 de dezembro de 2015, contra a Decisão Plenária Crea-CE nº 446/2015, de 13 de novembro de 2015, mediante a qual o Plenário do Crea-CE decidiu “aprovar, a aplicação, no Estado do Ceará, do Acórdão da Apelação Cível nº 2002.34.00.006739-4/DF, que trata da competência dos engenheiros civis para serem responsáveis técnicos por Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA).”, solicitando a imediata suspensão desta decisão plenária;
Considerando que os interessados recorrentes alegam em seu recurso contra a decisão ora atacada, que decidiu por aprovar a aplicação, no estado do Ceará, do Acórdão da Apelação Cível nº 2002.34.00.006739-4/DF, que trata da competência dos engenheiros civis para serem responsáveis técnicos por Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), que o Crea-CE exorbitou de suas atribuições em três momentos, segundo consta: ao se posicionar em relação ao acórdão, portando-se como apelante da causa que originou o aludido ato jurídico, quando na realidade tal função é do Confea, ressaltando ainda no recurso que o Confea não dera qualquer orientação aos Regionais sobre tal acórdão; ao baixar o ato normativo em questão em sua circunscrição visando a disciplinar disposição não prevista em resoluções, decisões normativas do Confea, ferindo assim o disposto no art. 49 da Resolução nº 1.034, de 2011, do Confea, que dispõe que cabe exclusivamente ao Crea baixar ato normativo em sua circunscrição para disciplinar disposição prevista em resoluções ou decisões normativas do Confea e, em um terceiro
momento, dispõe o recurso, ao atribuir competência aos engenheiros civis para serem responsáveis técnicos por SPDA, pois assim estaria legislando o Crea sobre atribuições profissionais, ferindo desta vez o disposto no art. 50 da Resolução nº 1.034, de 2011, do Confea, que dispõe que é vedado ao Crea regulamentar casos omissos ou disposições previstas em lei de competência do Confea, bem como atribuições profissionais;
Considerando a aprovação pelo Plenário do Confea da Decisão Normativa nº 70, de 26 de outubro de 2001, que dispõe sobre a fiscalização dos serviços técnicos referentes aos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (para-raios);
Considerando que o parágrafo único do art. 2º da supracitada decisão normativa dispõe sobre os profissionais habilitados a exercer as atividades de projeto, instalação, manutenção, laudo, perícia e parecer de SPDA, excluindo-se de todas estas atividades o Engenheiro Civil;
Considerando que a Associação Brasileira de Engenheiros Civis-Abenc impetrou, no ano de 2002, Mandado de Segurança coletivo contra ato do presidente do então Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia objetivando a anulação da Decisão Normativa nº 70, de 2001;
Considerando que, em 2004, a Assessoria Jurídica do Confea emitiu o Parecer nº 166/2004, indicando que a Decisão Normativa nº 70, de 2001, não se aplicava aos filiados da Abenc, ou seja, engenheiros civis filiados da Abenc continuariam executando as atividades relativas à SPDA;
Considerando que, em acórdão datado de 26 de agosto de 2013, a Sexta Turma Suplementar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu, por unanimidade, negar provimento aos embargos de declaração opostos pelo Confea com relação à sentença exarada na Ação Civil Pública movida pela Abenc, expondo que a Decisão Normativa nº 070, de 2001, do Confea, não pode limitar o exercício da profissão de Engenharia Civil quando a lei que disciplina a profissão não faz tal limitação;
Considerando que em consulta ao site do Confea consta a seguinte informação acerca da Decisão Normativa nº 70, de 2001, que dispõe sobre a fiscalização dos serviços técnicos referentes aos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (para–raios): “Não se aplica a todos os filiados da ABENC – em virtude de decisão judicial transitada em julgado nos autos do Mandado de Segurança 2002.34.00.006739-4.”, nos termos do Parecer Jurídico nº 166, de 2004, do Confea;
Considerando que no Despacho nº 339/2015, em consulta sob demanda da Comissão de Ética e Exercício Profissional - Ceep, a Procuradoria Jurídica do Confea - Proj esclarece que “No que diz respeito à abrangência da decisão, a Subprocuradoria Judicial firmou entendimento, através do Despacho nº 82/2015 SUJUD, no sentido de que a Decisão Normativa nº 70/2001 continua vigente para todos os Engenheiros Civis não associados à ABENC, utilizando como base o art. 22 da Lei nº 12.016/2009”;
Considerando ainda que no despacho supracitado, a Proj informa que, em verificação do andamento processual, acerca do status do processo 2002.34.00.006739-4, constatou-se o apontamento de trânsito em julgado na data de 28 de julho de 2015;
Considerando, entretanto, que, em contato com a PROJ durante a 7ª reunião ordinária da CEAP, foi informado que o entendimento da abrangência da decisão é diferente do exposto acima;
Considerando que, novamente consultada, a PROJ, mediante o Parecer 013/2016 – SUJUD/PROJ, que a Decisão Normativa nº 70/2001 foi anulada, e, consequentemente, não produz qualquer efeito jurídico;
Considerando, portanto, que a decisão plenária do Crea-CE, em face do exposto, é desnecessária quanto à aplicação da DN;
DELIBERAÇÃO Nº 277/2017-CEAP 3 Considerando, entretanto, que a decisão plenária recorrida pode gerar interpretação equivocada de que a atribuição será concedida automaticamente sem a devida análise;
Considerando que a Resolução nº 1.073, de 2016, já regula o assunto relativo à extensão de atribuições profissionais,
Considerando que foi consultada a Procuradoria Jurídica – PROJ sobre a adequação do presente entendimento;
Considerando que a PROJ informou que já havia analisado a matéria, concluindo pelo provimento ao recurso dos interessados, tendo em vista que a Decisão Normativa nº 70/2001 havia sido anulada; e
Considerando que entendeu também que as razões de decidir da CEAP acompanharam a orientação jurídica e em observância à decisão judicial exarada nos autos do mandado de Segurança Coletivo, não havendo reparos neste sentido,
DELIBEROU:
Propor ao Plenário do Confea:
1) Revogar a Decisão Plenária Crea-CE nº 446/2015, que decidiu “aprovar, a aplicação, no Estado do Ceará, do Acórdão da Apelação Cível nº 2002.34.00.006739-4/DF, que trata da competência dos engenheiros civis para serem responsáveis técnicos por Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA)”, por ser desnecessária e por possibilitar interpretações equivocadas sobre a matéria;
2) Esclarecer ao Crea-CE que eventual extensão de atribuição profissional para as atividades referentes à Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) deve seguir o disposto na Resolução nº 1.073, de 2016;
3) Esclarecer aos Creas que, em face de decisão judicial transitada em julgado, a Decisão Normativa nº 70, de 2001, foi anulada; e
4) Fazer constar a presente informação na página de normativos do Confea na Internet.
Brasília-DF, 7 de Junho de 2017.
Conselheiro Federal Osmar Barros Júnior – Coordenador
Conselheiro Federal Célio Moura Ferreira – Membro
REFERÊNCIA : PC CF-0590/2017
INTERESSADO : Geol. Raimundo Roncy de Oliveira
ASSUNTO : Recurso contra decisão do Crea-PI de anulação de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART
ORIGEM : Crea-PI
DELIBERAÇÃO Nº 278/2017-CEAP
A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL - CEAP em sua 5ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília-DF, na sede do Confea, de 5 a 7 de junho de 2017, após análise do assunto em epígrafe, e
Considerando que trata o processo de recurso interposto ao Confea pelo Geol. Raimundo Roncy de Oliveira em contraposição à Decisão do Plenário do Crea-PI, PL/PI nº 269/2016, que anulou totalmente a ART nº 0000606467355020617 e determinou a autuação do profissional por exercício ilegal da profissão, encaminhando o presente processo à Comissão de Ética;
Considerando que a presente análise será limitada à questão da atribuição profissional do interessado em relação aos serviços descritos na ART, devendo, posteriormente, ser encaminhado à comissão que trata do exercício profissional para deliberação;
Considerando que o processo se iniciou, em 24 de setembro de 2014, com a Gerência da Divisão de ART do Crea-PI requerendo a revisão de atribuição do Geol. Raimundo Roncy de Oliveira referente à ART nº 0000606467355020617;
Considerando que foi anexada cópia da ART nº 0000606467355020617, emitida pelo profissional supracitado, em que se observa como atividades técnicas a serem desenvolvidas a confecção de projeto planialtimétrico e projeto de construção da infraestrutura civil da estação de rádio base PNB006AT/ATC, em uma área de 300 m², além da execução de sondagens a percussão para implantação de estação de rádio base no site PNB006AT, na Rodovia Projetada, Qd 1, Lote 7, Cidade Jardim, S/N, Parnaíba-PI;
Considerando que, em 1º de abril de 2015, a Câmara Especializada de Engenharia Elétrica, Geologia, Minas e Mecânica, por meio da Decisão nº 129/2015-CEEEGMM deliberou que o profissional citado não tem atribuições para parte dos serviços anotados na ART nº 0000606467355020617, que o profissional deveria elaborar ART Complementar, e, caso contrário, após o prazo prescricional de sessenta dias o processo seria transitado em julgado e encaminhado à fiscalização para as devidas providências;
Considerando que, em 8 de janeiro de 2016, o demandante informou ao Crea-PI que a ART nº 0000606467355020617 está vinculada a ART nº 000060109442635016917, esta emitida pelo engenheiro civil da empresa Moksa Engenharia;
Considerando que alegou, ainda, que o serviço executado por ele foi apenas a de execução de sondagens à percussão e constante na ART nº 0000606467355020617 e que na oportunidade anexou o Relatório Técnico do serviço executado, bem como cópia da grade curricular do curso de geologia solicitada pelo Conselho Regional;
Considerando que, segundo o Relatório do Estudo Geotécnico anexado aos autos pelo recorrente, em relação à ART nº 0000606467355020617, o profissional efetuou um estudo geotécnico com o reconhecimento do solo a partir de três furos com trado tipo “Concha”, sendo o Furo 1 com profundidade 19,45m e os Furos 2 e 3 com 19m; determinando o nível freático da área em 15m; elaborando os perfis geológicos de cada furo, além de determinar as profundidades das fundações e as taxas de trabalho respectivas em Kg/cm²;
Considerando que se encontra anexada ao processo a ART nº 000060109442635016917 emitida pelo Eng. Civ. Fernando Antônio Almeida de Oliveira,
DELIBERAÇÃO Nº 278/2017-CEAP 2 contratado pela empresa Moksa Engenharia Ltda, registrada em 5 de agosto de 2014 e referente à confecção de projeto planialtimétrico e projeto de construção da infraestrutura civil da estação de rádio base PNB006AT/ATC, em uma área de 300 m², na Rodovia Projetada, Qd 1, Lote 7, Cidade Jardim, S/N, Parnaíba-PI;
Considerando que, na sua defesa ao Plenário do Crea-PI, o interessado esclareceu que o lançamento dos serviços de confecção de projeto planialtimétrico e projeto de construção da infraestrutura civil constante na ART nº 0000606467355020617 teria sido uma exigência da empresa contratante Moksa Engenharia Ltda, mas que ele não é o responsável pela execução desses serviços;
Considerando que o Plenário do Crea-PI, na Sessão Ordinária nº 500, por intermédio da PL/PI nº 269/2016, determinou a anulação total da ART nº 0000606467355020617 e a autuação do Geol. Raimundo Roncy de Oliveira por exercício ilegal da profissão, encaminhando o presente processo à Comissão de Ética;
Considerando que o art. 6º da Lei nº 4.076, de 23 de junho de 1962, elenca as seguintes competências do geólogo e engenheiro-geólogo: a) trabalhos topográficos e geodésicos; b) levantamentos geológicos, geoquímicos e geofísicos; c) estudos relativos às ciências da terra; d) trabalhos de prospecção e pesquisa para cubação de jazidas e determinação de seu valor econômico; e) ensino das ciências geológicas nos estabelecimentos de ensino secundário e superior; f) assuntos legais relacionados com suas especialidades; g) perícias e arbitramentos referentes às matérias das alíneas anteriores;
Considerando, portanto, que a questão da sondagem registrada na ART nos parece clara como atribuição do Geólogo;
Considerando que, em relação ao projeto de construção da infraestrutura civil o interessado não possui tal atribuição; e
Considerando que a Decisão Normativa nº 47, de 1992, relaciona o Geólogo como profissional apto a elaborar serviços topográficos,
DELIBEROU:
Encaminhar o presente processo à Comissão de Ética e Exercício Profissional – CEEP com os seguintes entendimentos:
1) O profissional possui atribuição de sondagem, presente na ART nº 0000606467355020617;
2) O profissional não possui atribuição para projeto de construção da infraestrutura civil, atividade essa também constante da ART;
3) A Decisão Normativa nº 47, de 1992, relaciona o Geólogo como profissional apto a elaborar serviços topográficos; e
4) A questão da efetiva participação do interessado em todas as atividades relacionadas na ART em tela foge do escopo da CEAP, devendo ser analisado pela CEEP.
Brasília-DF, 7 de Junho de 2017.
Conselheiro Federal Osmar Barros Júnior – Coordenador
Conselheiro Federal Célio Moura Ferreira – Membro
REFERÊNCIA : PT CF-2289/2017
INTERESSADO : Federação das Associações de Engenheiros de Minas do Brasil - FAEMI
ASSUNTO : Indicação do Prof. Dr. Eng. Minas José Margarida da Silva para participar das manifestações do Confea em processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento previstas no Decreto nº 5.773, de 2006
ORIGEM : FAEMI
DELIBERAÇÃO Nº 279/2017-CEAP
A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL - CEAP em sua 5ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília-DF, na sede do Confea, de 5 a 7 de junho de 2017, após análise do assunto em epígrafe, e
Considerando que trata o protocolo de indicação, pela Federação das Associações de Engenheiros de Minas do Brasil – FAEMI, do Prof. Dr. Eng. Minas José Margarida da Silva para participar das manifestações do Confea em processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento previstas no Decreto nº 5.773, de 2006;
Considerando que a FAEMI informou que o Prof. José Margarida da Silva é especialista em lavra de minérios, lecionando na Universidade Federal de Ouro Preto há 23 anos;
Considerando que a entidade informou também que o indicado já foi coordenador da CEGM-MG, bem como coordenador nacional da CCEGM e atualmente é membro da CEAP do Crea-MG;
Considerando que o art. 37 do Decreto nº 5.773/2006 dispõe que “no caso de curso correspondente a profissão regulamentada, a Secretaria abrirá prazo para que o respectivo órgão de regulamentação profissional, de âmbito nacional, querendo, ofereça subsídios à decisão do Ministério da Educação, em sessenta dias”;
Considerando que o Decreto nº 8.754, de 10 de maio de 2016, revogou o art. 37 do decreto supracitado mas incluiu, no § 1º do art. 29, o qual dispõe que: “No caso de curso correspondente a profissão regulamentada, a Secretaria abrirá prazo para que o órgão de regulamentação profissional, de âmbito nacional, possa oferecer subsídios à decisão do Ministério da Educação, em caráter opinativo, no prazo de sessenta dias";
Considerando que o art. 29 faz referência somente ao processo de autorização; considerando que consta do Regimento do Confea que compete à CEAP “posicionar-se e manifestar-se sobre o reconhecimento e a renovação de reconhecimento de cursos das áreas profissionais inseridas no Sistema Confea/Crea para subsidiar decisão do Ministério da Educação";
Considerando que a Decisão nº PL-0165/2017 concluiu por: “1) Aprovar a realização de quatro reuniões ao longo do ano de 2017 para elaborar as manifestações do Confea em processos de autorização de cursos dos grupos da Engenharia e da Agronomia e de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores remanescentes, conforme autorizado pelo Decreto nº 5.773, de 2006, modificado pelo Decreto nº 8.754, de 2016. 2) Autorizar a CEAP a convocar até 10 profissionais especialistas por reunião, preferencialmente com titulação de mestre e doutor, devidamente registrados no Sistema Confea/Crea. 3) Determinar que a condução desse trabalho ficará a cargo da CEAP, com assessoria de analista da Superintendência de Integração do Sistema – SIS. 4) Determinar que a CEAP estabelecerá as datas dessas reuniões, sendo a primeira em 6 e 7 de abril de 2017, em Brasília-DF. 5) Autorizar a participação dos membros da CEAP nas reuniões. 6)
DELIBERAÇÃO Nº 279/2017-CEAP 2 Determinar que, após cada reunião, seja apresentado à CEAP relatório dos trabalhos realizados, do qual será dado conhecimento ao Plenário do Confea. 7) Determinar que o custo dessas reuniões seja incluído no Centro de Custo da CEAP - 1.02.03.04”;
Considerando que a indicação de profissionais com expertise nesse tipo de atividade é sempre bem-vinda uma vez que contribuirá para esse importante trabalho realizado pelo Confea; e
Considerando que o currículo “Lattes” do profissional confirma a expertise citada pela FAEMI,
DELIBEROU:
1) Informar à FAEMI que o profissional, quando possível, será convocado para auxiliar a CEAP no trabalho de manifestações do Confea em processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento previstas no Decreto nº 5.773, de 2006; e
2) Encaminhar o presente protocolo ao assistente da Superintendência de Integração do Sistema – SIS que auxilia a CEAP nesse trabalho.
Brasília-DF, 7 de Junho de 2017.
Conselheiro Federal Osmar Barros Júnior – Coordenador
Conselheiro Federal Célio Moura Ferreira – Membro
REFERÊNCIA : PC CF-1877/2003
INTERESSADO : Universidade Estadual da Bahia
ASSUNTO : Situação do curso de Urbanismo no Sistema Confea/Crea ORIGEM : Confea
DELIBERAÇÃO Nº 280/2017-CEAP
A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL - CEAP em sua 5ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília-DF, na sede do Confea, de 5 a 7 de junho de 2017, após análise do assunto em epígrafe, e
Considerando que o assunto tratado nos autos é relativo ao curso de Urbanismo ofertado pela Universidade Estadual da Bahia;
Considerando que o Confea, por meio da Decisão nº PL-1103/2006, se manifestou nos seguintes termos: “1) Determinar o imeditado cancelamento do registro do curso de Bacharelado em Urbanismo oferecido pela Universidade Estadual da Bahia – UNEB, e conseqüentemente a impossibilidade do registro de seus egressos, tendo em vista que apesar da nomenclatura do curso ser “Urbanismo” o título profissional atribuído ao concludente não pode ser o de “Urbanista” e sim “Gestor Urbano”, mais afeto à área de Administração Pública sob a regulamentação do Conselho Federal de Administração. 2) Determinar inválidas as certidões, os registros e os procedimentos administrativos que tenham sido efetivados ao amparo e sob menção dessa norma. 3) Recomendar ao Crea-BA que observe, doravante, a legislação sobre concessão de atribuições profissionais, bem como sobre os procedimentos para registro de novos cursos.”;
Considerando que, posteriormente, o Crea-BA informou ao Confea acerca da existência de um processo judicial movido pelas entidades da Arquitetura – ABEA e FNA – em face do Crea-BA e da UNEB, no qual foi prolatada sentença que declarou expressamente que “não há ilegalidade no reconhecimento do curso de Urbanismo da UNEB e o consequente registro no Crea-BA dos profissionais dela egressos”;
Considerando que em 2007 a UEB ajuizou ação contra o Confea e o Crea-BA requerendo a nulidade da Decisão nº PL-1103/2006 e a manutenção do registro do curso de Urbanismo;
Considerando que foi proferida decisão julgando procedente o pedido para declarar nulas a decisão e a Resolução nº 1.010, de 2005, na parte relativa ao Urbanista;
Considerando que, segundo informado pela PROJ, o Confea interpôs recurso de apelação, sendo que o processo aguarda julgamento no TRF da 1ª Região até a presente data;
Considerando que foi recebido neste Federal ofício assinado pelo presidente do Crea-BA no qual solicita que o Confea decline dos trâmites recursais para a liminar concedida aos profissionais urbanistas, possibilitando a efetiva inserção e permanência desses na tabela de títulos profissionais;
Considerando que o Crea-BA, na pessoa de seu presidente, solicitou também que o 8º Congresso Nacional de Profissionais possa contemplar, como sugestão de modificação da Lei nº 5.194, de 1966, os Urbanistas no texto relativo às categorias profissionais regulamentadas;
Considerando que, dessa forma, a PROJ encaminhou o presente processo para análise e deliberação acerca das solicitações do Crea-BA e demais providências julgadas cabíveis, solicitando também que fosse mencionada a nulidade da PL-1103/2006 no site do Confea;
DELIBERAÇÃO Nº 280/2017-CEAP 2 Considerando que a profissão de Urbanista não está regulamentada na Lei nº 5.194, de 1966, fato observado pelo próprio Crea-BA em seu ofício;
Considerando que, portanto, s.m.j., não há como o Confea aceitar o registro desses profissionais no Sistema Confea/Crea;
Considerando que, recentemente, o Plenário do Confea indeferiu o registro de egressos de cursos para os quais não há legislação que obrigue o registro no Sistema Confea/Crea (PL-1241/2016 e 0689/2017); e
Considerando o entendimento havido na reunião do Comitê de Avaliação e Articulação – CAA, em 25 de abril de 2017,
DELIBEROU:
1) Retornar o processo à PROJ para que, conforme entendimento da CEAP, responda ao Crea-BA que não é possível declinar dos trâmites recursais para a liminar concedida aos profissionais urbanistas egressos da Universidade Estadual da Bahia tendo em vista que esse profissional não se encontra regulamentado na Lei nº 5.194, de 1966, nem há outra lei que o insira no Sistema Confea/Crea;
2) Determinar à Superintendência de Integração do Sistema - SIS que seja mencionada a nulidade da PL-1103/2006 no site de legislação do Confea, conforme sugerido pela Procuradoria Jurídica do Confea – PROJ.
Brasília-DF, 7 de Junho de 2017.
Conselheiro Federal Osmar Barros Júnior – Coordenador
Conselheiro Federal Célio Moura Ferreira – Membro
REFERÊNCIA : PC CF-1716/2015 INTERESSADO : Sistema Confea/Crea
ASSUNTO : Proposta de decisão normativa que atualiza a Decisão Normativa nº 12, de 1983
ORIGEM : Confea
DELIBERAÇÃO Nº 281/2017-CEAP
A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL - CEAP em sua 5ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília-DF, na sede do Confea, de 5 a 7 de junho de 2017, após análise do assunto em epígrafe, e
Considerando que o presente processo trata de estudo sobre a atualização da Decisão Normativa nº 12, de 1983;
Considerando que o supracitado normativo estabelece procedimentos a serem observados pelos Conselhos Regionais na análise de processos de registro profissional de diplomados no estrangeiro;
Considerando que a decisão normativa traz como anexo tabelas para a análise de equivalência curricular, utilizados atualmente pelos Creas e pelo Confea para comparar as disciplinas cursadas no exterior pelos requerentes;
Considerando, entretanto, que as tabelas de equivalência curricular aprovados à época e constantes da decisão normativa foram baseadas nos currículos mínimos aprovados pelo então Conselho Federal de Educação;
Considerando que, desde aquela época, a legislação educacional no que se refere à Engenharia e Agronomia evoluiu consideravelmente com a aprovação das diretrizes curriculares nacionais;
Considerando, portanto, que a Decisão Normativa nº 12, de 1983, não obstante ter servido ao seu propósito enquanto da vigência dos currículos mínimos, necessita uma urgente revisão para se adaptar à nova legislação educacional de forma a se obter uma análise de equivalência curricular mais atualizada e que reflita melhor a realidade atual;
Considerando que, com base nisso, a CEAP, por meio da Deliberação nº 597/2015-CEAP, aprovou proposta de decisão normativa que atualiza a Decisão Normativa nº 12, de 1983;
Considerando que a Gerência de Conhecimento Institucional – GCI, por meio do Parecer nº 065/2015 – SIS/GCI, entendeu pela admissibilidade da proposta, efetuando alterações em relação à original, encaminhando à Procuradoria Jurídica para análise;
Considerando que a Procuradoria Jurídica – PROJ entendeu, por meio do Parecer 115/2017 – SUCON/PROJ, pela legalidade e juridicidade da proposta de decisão normativa, tendo em vista a sua perfeita adequação e concordância com os dispositivos legais e regulamentadores;
Considerando que, continuando o rito previsto na Resolução nº 1.034, de 2011, o processo foi encaminhado para a CEAP para aprovação do mérito e posterior encaminhamento à CONP;
Considerando, entretanto, que entre a data de encaminhamento à PROJ e a chegada do processo a esta comissão, houve a aprovação pelo Plenário do Confea da Resolução nº 1.073, de 2016;
Considerando que a nova resolução, que substituiu a Resolução nº 1.010, de 2005, não trouxe, como a primeira, um modelo de formulário para análise de atribuições;
DELIBERAÇÃO Nº 281/2017-CEAP 2 Considerando que no parecer da PROJ foi feita uma analogia com a Resolução nº 1.073, de 2016, no sentido de que a análise de atribuições, objeto da decisão normativa, também poderia ser aplicada no caso de diplomados no exterior;
Considerando, portanto, que o raciocínio contrário também pode ser aplicado, ou seja, a presente proposta também pode ser aplicada para todos os casos da Resolução nº 1.073, de 2016;
Considerando, portanto, que é conveniente e oportuno aproveitar a presente proposta para estender sua aplicação também para os casos previstos na resolução supracitada; e
Considerando que, para tanto, alguns pontos da proposta devem ser adaptados, DELIBEROU:
1) Aprovar nova proposta de decisão normativa que atualiza a Decisão Normativa nº 12, de 1983, a ser aplicada também para os casos da Resolução nº 1.073, de 2016, em anexo;
2) Encaminhar à Gerência de Conhecimento Institucional – GCI para reinício dos trâmites previstos pela Resolução nº 1.034, de 2011.
Brasília-DF, 7 de Junho de 2017.
Conselheiro Federal Osmar Barros Júnior – Coordenador
Conselheiro Federal Célio Moura Ferreira – Membro
ANEXO DA DELIBERAÇÃO Nº 281/2017 – CEAP
DECISÃO NORMATIVA Nº XXX, DE XX DE XXX DE XXXX
Fixa procedimentos para análise atribuições nos casos previstos na Resolução nº 1.073, de 2016, e no caso de processos de registro profissional de diplomados no exterior.
O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA – CONFEA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 3º, inciso I, do Regimento do Confea, aprovado pela Resolução nº 1.015, de 30 de junho de 2006, e
Considerando que a alínea “b” do art. 2º da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, dispõe que o exercício, no País, da profissão de engenheiro ou de engenheiro agrônomo, observadas as condições de capacidade e demais exigências legais, é assegurado aos que possuam, devidamente revalidado e registrado no País, diploma de faculdade ou escola estrangeira de ensino superior de Engenharia ou Agronomia, bem como aos que tenham esse exercício amparado por convênios internacionais de intercâmbio;
Considerando que o § 2° do art. 48 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que dispõe sobre as diretrizes e bases da educação nacional (LDB), estabelece que as universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação, revalidarão os diplomas expedidos por universidades estrangeiras;
Considerando a Resolução nº 1.007, de 5 de dezembro de 2003, que dispõe sobre o registro de profissionais, aprova os modelos e os critérios para expedição de Carteira de Identidade Profissional e dá outras providências;
Considerando a Resolução nº 1.073, de 19 de abril de 2016, que regulamenta a atribuição de títulos, atividades, competências e campos de atuação profissionais aos profissionais registrados no Sistema Confea/Crea para efeito de fiscalização do exercício profissional no âmbito da Engenharia e da Agronomia;
Considerando os normativos do Conselho Nacional de Educação – CNE que aprovam as Diretrizes Curriculares Nacionais de cursos afetos ao Sistema Confea/Crea e que tratam de revalidação de diplomas obtidos no exterior;
DECIDE:
Art. 1º Fixar procedimentos para análise de atribuições nos casos previstos na Resolução nº 1.073, de 2016, e no caso de processos de registro profissional de diplomados no exterior.
Art. 2º A análise de atribuições previstas na Resolução nº 1.073, de 2016, bem como o requerimento de registro de profissionais diplomados no exterior, visando à concessão de atribuições, deve ser realizada por meio dos modelos matriciais em anexo a esta decisão.
§ 1º A câmara especializada, baseada na análise do conteúdo programático das disciplinas cursadas, estabelecerá as atribuições cabíveis ao profissional ou ao curso,
DELIBERAÇÃO Nº 281/2017-CEAP 4 § 2º As atribuições do profissional poderão ser adequadas caso as respectivas disciplinas e componentes curriculares não sejam encontrados no histórico escolar do requerente ou do curso caso esses sejam considerados insuficientes para conferir determinada competência.
Art. 3º O título profissional será atribuído pelo Crea, mediante análise do currículo escolar e do projeto pedagógico do curso de formação do profissional, nos níveis discriminados nos incisos I, III e IV do art. 3º, da Resolução nº 1.073, de 2016, obtido por diplomação em curso reconhecido pelo sistema oficial de ensino brasileiro, no âmbito das profissões fiscalizadas pelo Sistema Confea/Crea.
§ 1º Havendo divergência entre o título profissional concedido pela instituição de ensino daquele concedido pela instituição de ensino que ofertou o curso ou que revalidou o diploma ou o certificado, a câmara especializada concederá o título profissional que mais se adeque ao perfil do requerente.
§ 2º O nível do título profissional concedido pela câmara especializada não poderá ser diferente daquele concedido pela instituição de ensino que ofertou o curso ou que revalidou o diploma ou o certificado.
Art. 4º O registro do profissional diplomado no exterior cujo diploma tenha sido revalidado por instituição de ensino não poderá ser indeferido caso a carga horária total do curso seja inferior àquela definida pelo sistema educacional brasileiro.
Art. 5º Os Regionais poderão exigir do requerente, no caso de diplomados no exterior, caso surja alguma dúvida na análise, informações detalhadas do exame de equivalência emitido pela comissão universitária que processou o respectivo diploma ou certificado, quando do pedido de reconhecimento de seus diplomas nas instituições de ensino brasileiras.
Art. 6º Fica revogada a Decisão Normativa nº 12, de 7 de dezembro de 1983. Art. 7º Esta decisão normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, XX de XXXXX de 2017.
Eng. Civ. José Tadeu da Silva Presidente do Confea
ANEXO – MODELO MATRICIAL Preâmbulo
Os modelos matriciais constantes dessa decisão normativa têm o objetivo de possibilitar a análise das disciplinas e demais componentes curriculares cursados pelo egresso, relacionando-os à competência correspondente de acordo com o disposto em resolução específica que define a atribuição profissional.
Os modelos matriciais constantes dessa decisão normativa abordam a maioria dos títulos profissionais objeto dos requerimentos de registro de diplomado no exterior recebidos no Confea.
Entretanto, considerando a gama de títulos profissionais, caso o título do requerente não esteja listado nessa decisão normativa, o Crea poderá elaborar o respectivo modelo matricial seguindo a mesma estrutura analítica.
A coluna referente às disciplinas eletivas é aplicável apenas no caso de análise de cursos realizados no país.
No caso de extensão de atribuições, o modelo matricial será usado especificamente para aquelas competências específicas que estão sendo analisadas no caso concreto. 1. Engenharia Civil Art. 7° - Res. 218/1973 Art. 28 – Dec. 23.569/33 Disciplinas O b r ig a tó r ia / ( s / n ) C.H. Edificações Estradas, Pistas de Rolamentos Aeroportos Sistema de transportes
DELIBERAÇÃO Nº 281/2017-CEAP 6 Sistema de Abastecimento de Água Sistema de Saneamento Portos Rios e Canais Barragens e Diques Drenagem e Irrigação Pontes Grandes Estruturas Trabalhos topográficos e geodésicos Construção das estradas de rodagem e de ferro; Obras destinadas ao aproveitamento de energia e dos trabalhos relativos às máquinas e
Serviços de urbanismo 2. Engenharia Elétrica Art. 8° - Res. 218/1973 Art. 33 – Dec. 23.569/33 Disciplinas O b r ig a tó r ia / ( s / n ) C.H. Geração, transmissão, distribuição e utilização da energia elétrica Equipamentos, materiais e máquinas elétricas Sistemas de medição e controle elétricos Art. 33 (Decreto 23.569/33)
3. Engenharia Mecânica, Engenharia Mecânica e de Automóveis, Engenharia Mecânica e de Armamento, Engenharia de Automóveis e Engenharia Industrial Modalidade Mecânica Art. 12 - Res. 218/1973 Disciplinas O b r ig a tó r ia / ( s / n ) C.H.
DELIBERAÇÃO Nº 281/2017-CEAP 8 Processos mecânicos Máquinas em geral Instalações industriais e mecânicas Equipamentos mecânicos e eletromecânicos Veículos automotores Sistemas de produção de transmissão e de utilização do calor Sistemas de refrigeração e de ar condicionado
4. Engenharia Química e Engenharia Industrial Modalidade Química
Art. 17 - Res. 218/1973 Disciplinas O b r ig a tó r ia / ( s / n ) C.H.
Indústria química Indústria petroquímica Indústria de alimentos Produtos químicos Tratamento de água Instalações de tratamento de água industrial e de rejeitos industriais 5. Engenharia de Minas Art. 17 - Res. 218/1973 Art. 34 – Dec. 23.569/33 Disciplinas O b r ig a tó r ia / ( s / n ) C.H. Prospecção e pesquisa mineral
DELIBERAÇÃO Nº 281/2017-CEAP 10 Lavra de minas Captação de água subterrânea Beneficiamento de minérios Abertura de vias subterrâneas Art. 34 - Dec. 23.569/33 6. Engenharia de Agrimensura Art. 4º - Res. 218/1973 Disciplinas O b r ig a tó r ia / ( s / n ) C.H. Levantamentos topográficos Levantamentos batimétricos
Levantamentos geodésicos Levantamentos aerofotogramétricos Locação de loteamentos Locação de sistemas de saneamento, irrigação e drenagem Locação de traçados de cidades Locação de estradas Desempenho das atividades 06 a 12 e 14 a 18 do art. 1º da Resolução nº 218/1973, referente a arruamentos, estradas e obras hidráulicas; seus serviços afins e
correlatos Desempenho das atividades 06 a 12 e 14 a 18 do art. 1º da Resolução nº 218/1973, referente a estradas Desempenho das atividades 06 a 12 e 14 a 18 do art. 1º da Resolução nº 218/1973, referente a