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Direito Internacional Privado Joyce Lira

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Academic year: 2021

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(1)

Direito Internacional

Privado

Joyce Lira

(2)

4) Processo Civil Internacional: reflexões sobre o Brasil.

(3)

a) Introdução

- Processo civil internacional: constitui uma parte do direito interno de um determinado Estado. É internacional por se referir aos conflitos caracterizados por sua plurilocalização.

- O juiz da causa precisa determinar primeiro sua competência, e em seguida utilizar o método conflitual para determinar a lei aplicável ao caso concreto.

- 5 princípios processuais internacionais básicos:  a jurisdição razoável;

 o acesso à justiça;

 a não-discriminação do litigante;  a cooperação interjurisdicional;

(4)

b) Competência internacional

- Regulada pelo CPC/15, admitida a integração com as normas internacionais de

competência:

Art. 13.

A jurisdição civil será regida pelas normas processuais brasileiras,

ressalvadas as disposições específicas previstas em tratados, convenções ou

acordos internacionais de que o Brasil seja parte.

- Etapas de determinação da competência:

1º) o Poder Judiciário define sua jurisdição - limites espaciais (art. 21 a 25 do CPC/15), competência concorrente e exclusiva;

(5)

c) Competência exclusiva

- somente a justiça brasileira pode conhecer o problema (art. 23, CPC/15)

Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil;

II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento

particular e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o

autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional;

III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha

de bens situados no Brasil, ainda que o titular seja de nacionalidade estrangeira ou

tenha domicílio fora do território nacional. .

(6)

d) Competência concorrente

-

admite a eficácia no Brasil de julgado proveniente de outro Estado (art. 21 e 22, CPC/15)

Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil;

II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação;

III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil.

Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, considera-se domiciliada no Brasil a pessoa jurídica estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal.

Art. 22. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações: I - de alimentos, quando:

a) o credor tiver domicílio ou residência no Brasil;

b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, recebimento de renda ou obtenção de benefícios econômicos;

II - decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil; III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional.

(7)

- STJ REsp 804.306: contrato de distribuição de produtos fabricados por empresa sediada no Reino Unido. Execução contratual no Brasil. Incidência do então Art. 88, II do CPC de 1973 (hoje, Art. 21, II do CPC de 2015), apesar de a parte vencida pugnar pela execução no exterior, porque ali se davam os pagamentos. A cláusula de foro, (escolha contratual pelo foro inglês) foi desprezada, na esteira de acórdãos

anteriores do STJ. Hoje, a eleição de foro feita pelas partes afasta a competência

dos tribunais brasileiros, nos termos do art. 25, CPC/15.

Art. 25. Não compete à autoridade judiciária brasileira o processamento e o julgamento da ação quando houver cláusula de eleição de foro exclusivo estrangeiro em contrato

internacional, arguida pelo réu na contestação.

§ 1o Não se aplica o disposto no caput às hipóteses de competência internacional exclusiva previstas neste Capítulo.

(8)

- obs: Antigo art. 88, CPC/73

- Ag 9794/SP (STJ, Rel. Min. Claudio Santos, DJ 26/0/1991). Esse entendimento foi reiterado no REsp 19.263/RS (STJ, Rel. Min. Antonio Torreão Braz, DJ 22/08/1994), em que se pretendia declarar a incompetência da Justiça brasileira, por força da ocorrência de falência

superveniente do réu no exterior. Decidiu o STJ que o contrato fora celebrado no Brasil

e aqui se promovia sua execução, sendo hipótese, portanto, enquadrada no Art. 88 do CPC. Por outro lado, a decisão proferida no exterior além de superveniente, só poderia ser reconhecida no Brasil depois de homologada no STF.

- Ou seja: prevalecia o direito à jurisdição brasileira, caso um dos réus seja domiciliado

no Brasil, ainda que não se possa chamar ao processo os demais devedores. Isso porque

permitir declaração de incompetência da justiça brasileira atentaria contra o princípio constitucional de garantia da jurisdição, e obrigaria o suposto lesado a demandar no estrangeiro, quando o Estado brasileiro assegura seu poder de julgar todas as causas contra réu, brasileiro ou não, aqui domiciliado.

(9)

- Ausência de regra de competência aplicável: provoca dúvida sobre a competência

da justiça brasileira.

A doutrina diverge:

Corrente 1

(Antenor Madruga)

Corrente 2

(Marcelo de Nardi) A norma de definição da competência teria um

sentido negativo: afirmar que a justiça brasileira somente atuaria naqueles casos previstos.

Havendo algum “elemento de fixação de competência”, o juiz brasileiro deve reconhecer-se competente, sempre observando a eficácia da decisão.

Os casos não expressos em lei seriam da incompetência do juiz brasileiro, pois o propósito dessas regras é de fixar uma autolimitação à jurisdição.

Se a eficácia é no estrangeiro, deve considerar a possibilidade de aceitação naquele foro de sua decisão; se a eficácia é no Brasil, a existência do “elemento de fixação de competência” basta para estabelecer sua competência, mesmo que não incidam as hipóteses do CPC.

Ex.: TJRS - se declarou competente em pedido de divórcio no qual a autora estava domiciliada no Brasil, mas o réu estava domiciliado no exterior e o casamento fora lá celebrado

(10)

- Barbosa Moreira: a lista do antigo art. 88 do CPC de 1973 não era exaustiva. Certos casos não seriam resolvidos pelas regras existentes e seria absurdo negar a jurisdição. Ex: casos de jurisdição voluntária, nas quais não há “réu” nem “ação”, nos casos de separação consensual dos cônjuges, arrecadação de bens de ausentes, interdição de alienados mentais, dentre outros.

- As lacunas da lei devem ser supridas com as normas de competência interna, ou seja, a disposição legal que indica a competência interna para esses casos também serviria para determinar a competência internacional, mesmo sendo esta solução ainda insatisfatória.

(11)

- Competência concorrente

- Situações predeterminadas: Estado brasileiro se julga apto a julgar a lide, mas

admite que a justiça de outro Estado também o faça.

- É o oposto da situação da competência exclusiva.

- A norma nacional não exclui a jurisdição de outros Estados, mas também não

abdica de sua competência.

- A sentença eventualmente obtida no estrangeiro necessita ser homologada

perante o STJ para que possa ser aqui reconhecida e executada.

- Havendo competência concorrente, o autor poderá escolher entre a tutela

jurisdicional brasileira ou estrangeira; optando pela estrangeira, será homologável

a sentença daí advinda.

(12)

- Nadia de Araujo defende que mesmo nas novas hipóteses trazidas pelo

CPC/15, é possível a aplicação da competência concorrente.

- A autora se baseia em julgados do STJ sob a égide do CPC anterior, nas quais,

não sendo aplicável a competência exclusiva, admitia-se a atribuição de

competência à jurisdição estrangeira, e vice-versa.

- Ex.:

com relação ao Art. 88, II do antigo CPC. Tratava-se de uma ação de regresso da seguradora por danos em caso de helicóptero que caiu no litoral das Bahamas, em sua viagem inaugural para o Brasil. A seguradora ingressou com a ação no Brasil, para ressarcir-se de despesas referentes a danos a terceiros, inclusive com relação ao piloto, porque o acidente fora provocado por defeito mecânico. Logo de início, a Ré, fabricante do helicóptero, arguiu a incompetência da Justiça brasileira, pois o fato gerador da ação ocorrera no exterior. A questão chegou ao STJ, que proveu o recurso especial, ao argumento de que a competência da justiça brasileira se fundou no inciso II do Art. 88 do antigo CPC, pois a obrigação de ressarcir, oriunda de um ajuste contratual, deveria ser cumprida no Brasil.” (Nadia de Araujo)

(13)

Processo civil. Embargos de declaração. Ausência de omissão, contradição ou obscuridade. Competência internacional. Contrato de arrendamento mercantil internacional cuja execução se daria essencialmente em território brasileiro. Danos oriundos de fato de bem arrendado com defeito oculto. - Rejeitam-se os embargos de declaração quando ausente omissão, contradição ou obscuridade a ser sanada. - A

autoridade judiciária brasileira tem competência para apreciar ação de indenização proposta por seguradora brasileira, sub-rogada nos direitos de arrendatária também brasileira, contra arrendadora norte-americana com o objetivo de ser ressarcida de danos oriundos de alegado inadimplemento de contrato de arrendamento mercantil cuja execução se daria essencialmente em território brasileiro. Recurso especial

parcialmente conhecido e, nessa parte, provido. (Resp 498.835 - STJ)

Trecho: “a competência da autoridade brasileira, embora concorrente que é, não se afasta pelo fato de o contrato ter sido celebrado nos Estados Unidos ou pelo fato de a arrendadora lá ser domiciliada.”

(14)

- STJ: não obsta a concessão do exequatur em carta rogatória citatória a competência meramente concorrente ou relativa da autoridade judiciária brasileira. (STJ CR 4983)

- Competência concorrente e ação proposta no exterior: aceitando o réu aqui domiciliado a jurisdição estrangeira (pela citação por carta rogatória ou comparecendo espontaneamente), a sentença daí decorrente será homologada pelo STJ sem maiores problemas (contanto que observados os requisitos legais aplicáveis).

- Início simultâneo das ações no exterior e no Brasil: a justiça brasileira dar-se-á por competente, independentemente do que venha a ocorrer na justiça estrangeira. A decisão estrangeira não poderá ser homologada depois de resolvida a questão no foro brasileiro, porque a proposição da ação perante juízo estrangeiro não tem o

condão de transferir a competência para o exterior, nem previne a competência do juiz nacional.

(15)

- Litispendência:

Art. 24. A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não

obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em contrário de tratados

internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil.

Parágrafo único. A pendência de causa perante a jurisdição brasileira não impede a

homologação de sentença judicial estrangeira quando exigida para produzir efeitos

(16)

- Novidades: d

uas novas modalidades de competência concorrente

 a competência decorrente do domicílio do autor, nas relações de consumo e de alimentos

 a competência decorrente de eleição de foro estrangeiro pelas partes.

- Consumidor:

 tendência global.

 já foi adotada na Europa, pelo Regulamento (EU) nº 1.215/2012.

 elimina as barreiras de acesso à justiça e ainda permite que o consumidor se beneficie das regras protetivas brasileiras de inversão do ônus da prova (André Ramos)

(17)

e) Cláusula de eleição de foro e cláusula arbitral

- Em regra, afastam as demais regras de competência (exceto a competência

exclusiva

– art. 25, CPC/15).

- Cláusulas de eleição de foro: as partes optam livremente por adotar a jurisdição

de determinado Estado para dirimir eventuais conflitos.

- Cláusula arbitral: as

partes optam livremente por não adotar a jurisdição de qualquer Estado para dirimir eventuais conflitos. Optam por resolver o conflito por meio de um árbitro, afastando a justiça nacional na sua configuração padrão. Configura uma exceção à competência.

- Em contratos internacionais, o processo inclusive deve ser feito em duas etapas: na primeira, o juiz se declara competente se estiver diante de uma das hipóteses do Arts. 21 e 22 do CPC; em seguida, declara-se incompetente por força da exceção em face da cláusula arbitral. A primeira etapa diz respeito à jurisdição e a segunda à competência

(18)

- A aplicação das regras excepcionais sobre cláusulas de eleição de foro e

cláusula arbitral tem aplicação nos contratos internacionais, mas não ao direito

de família.

- As questões envolvendo o direito de família são mais impregnadas do caráter

de ordem pública, o que afasta as regras que excepcionam a competência

diante da especial proteção envolvida.

- O mesmo ocorre com a inovação trazida pelo CPC/15 quanto aos conflitos

internacionais envolvendo relações de consumo quando o consumidor tiver

(19)

-

“Os países da common law empregam a doutrina do forum non conveniens

para afastar a jurisdição de seus tribunais. Esclarece Barbosa Moreira que isso

se aplica a casos em que há vantagens consideráveis em se acionar em

outro Estado, seja pela facilidade em se obter prova ou em se executar a

decisão, seja por ali ser possível efetuar melhor o julgamento. Nesses casos,

o juiz acionado declinaria de sua competência, a fim de que as partes se

dirijam ao foro mais conveniente para dirimir seu litígio.” (Nadia de Araujo)

- Nesse tipo de tradição jurídica existe maior grau de discricionariedade judicial,

que pode se recusar a cumprir alguma regra de conexão quando a melhor

solução para o conflito se situar no âmbito de outro Estado.

- Ex.:

Estados Unidos e os famosos julgados com condenação em indenizações milionárias. Sistema de júri civil e do punitive damages. Justiça americana procurada como local para propositura de ações mesmo sem pontos de conexão com o foro, quando inexistir regra expressa a impedir sua competência.

(20)

- Forum non conveniens - casos que dizem respeito ao Brasil: decisões da

justiça americana.

- Ex.: o acidente aéreo ocorrido no Brasil entre a Gol e um jato de empresa

americana, bem como o acidente da TAM, ocorrido em São Paulo. Em ambos,

os parentes das vítimas pretendiam ajuizar a ação nos Estados Unidos, já que

seria o local em que a indenização poderia alcançar maior monta. Nas duas

situações, a justiça americana entendeu que apesar de haver elementos para a

sua competência, o local apropriado era o Brasil, e com isso decidiu aplicar o

(21)

- Eleição de foro:

 Inexistência de regras internacionais uniformes e universalmente aceitas sobre jurisdição internacional.

 Corrida para diversos locais que se apresentem como possíveis foros competentes.  Partes procuram utilizar o tribunal do país em que sintam poder ser mais beneficiadas.

 Vantagens das regras relativas aos aspectos processuais da questão, da lei aplicável, dos custos para a contratação de advogados, entre outras.

 Essa busca é denominada forum shopping.

 Incerteza que pode afetar diretamente o custo de contratação.

 Convenção da Haia sobre os Acordos de Eleição de Foro de 2005 (em vigor em 2015 nos países da União Europeia e no México).

 Brasil: antes do Novo Código de Processo Civil - ausência de uma norma expressa levava à incerteza e insegurança jurídica.

 Primazia da autonomia da vontade.

 Não se confunde com a escolha da lei aplicável (direito material) – eleição de foro (direito processual). Se o foro escolhido proibir a autonomia da vontade, a cláusula de lei aplicável poderá ser invalidada. Portanto, a escolha de foro influi na cláusula de lei aplicável.

(22)

- C

ompetência exclusiva (Art. 23 do CPC): não é possível fazer prevalecer a cláusula de eleição de foro. Por exemplo, sobre bens imóveis aqui situados somente a justiça brasileira pode decidir. Em o fazendo justiça estrangeira, esta decisão não terá eficácia no território nacional.

- Problema: cláusula de eleição do foro estrangeiro na competência concorrentemente (Arts. 21 e 22 do CPC/15).

- José Ignácio Botelho Mesquita: os limites da jurisdição não podem ser ampliados ou restringidos pela vontade das partes, o que implicaria preservar sempre a competência dos tribunais, independentemente da cláusula pactuada. A cláusula de eleição de foro, perfeitamente válida e permitida pelo direito brasileiro, teria o mero efeito de ser uma

obrigação de fazer, sem poder, no entanto, dar às partes a segurança desejada de que

(23)

- Haroldo Valladão: considerava uma extensão da autonomia da vontade ao processo, particularmente à competência. Essa escolha implicaria uma alteração ou

derrogação da jurisdição, sujeita ao limite já estabelecido da autonomia: a ordem pública.

- Oscar Tenório: a competência facultativa não era possível no regime da Lei de Introdução ao Código Civil de 1916. No entanto, após a LINDB, cita casos divergentes da jurisprudência do antigo Distrito Federal, tendo um deles ensejado interessante acórdão. Decidiu-se ser válida a cláusula de eleição do foro estrangeiro, sem ser uma ofensa à soberania nacional, pois a obrigatoriedade de competência exclusiva

da justiça brasileira era somente para os casos expressamente previstos na lei vigente, quando se tratasse de imóveis situados no Brasil.

(24)

- Resumo: a situação da eleição de foro no CPC/15

Art. 25. Não compete à autoridade judiciária brasileira o processamento e o julgamento da ação quando houver cláusula de eleição de foro exclusivo estrangeiro em contrato

internacional, arguida pelo réu na contestação.

§ 1o Não se aplica o disposto no caput às hipóteses de competência internacional exclusiva previstas neste Capítulo.

§ 2o Aplica-se à hipótese do caput o art. 63, §§ 1o a 4o.

Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo

foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações.

§ 1o A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir expressamente a determinado negócio jurídico.

§ 2o O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes.

§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu.

§ 4o Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na contestação, sob pena de preclusão.

(25)

Bibliografia

- ARAUJO, Nadia de. Direito Internacional Privado: Teoria e Prática Brasileira. 1. ed. Porto

Referências

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