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A SUPERIORIDADE DE CRISTO
Hebreus 1.5-14
Produção e Apresentação: Pr. Itamir Neves.
Querido amigo, hoje o nosso alvo é estudarmos o trecho final do capítulo primeiro de Hebreus. Vamos estudar Hebreus 1.5-14.
Neste texto o autor de Hebreus usa o silêncio de Deus para afirmar seu ponto. Ele cita afirmações divinas a respeito da posição de Jesus e então pergunta se Deus jamais disse tal coisa de qualquer dos anjos (1:5):
5. Deus nunca disse a nenhum anjo: “Você é meu Filho, e hoje Eu lhe dei a honra que acompanha esse Nome”. Mas Deus disse isso a respeito de Jesus. Noutra ocasião Ele disse: "Eu sou seu Pai e Ele é meu Filho".
A questão é obviamente retórica; Deus nunca se dirigiu a nenhum dos anjos como seu Filho.
O argumento do escritor de Hebreus depende da premissa de que o silêncio de Deus é proibitivo, não permissivo: um princípio importante para todos nós que procuramos a aprovação de Deus em nossas vidas. O escritor usa o mesmo tipo de argumento (do silêncio de Deus) nos versículos 13-14:
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13. E alguma vez Deus já disse a um anjo, como diz ao seu Filho: "Sente-se aqui ao meu lado, no lugar de honra, até que Eu tenha esmagado todos os seus inimigos debaixo dos seus pés"?
14. Não, pois os anjos são apenas espíritos mensageiros, enviados para ajudar e cuidar daqueles que receberão a sua salvação. A comparação entre Jesus e os anjos continua quando o escritor de Hebreus observa que os anjos são espíritos servidores, que adoraram o Filho durante sua encarnação (vs. 6-7,14).
6. E ainda numa outra vez - quando seu Filho primogênito veio a terra - Deus disse: "Que todos os anjos de Deus O adorem".
7. Deus fala dos seus anjos como mensageiros velozes como o vento, e como servos feitos de fogo ardente,
14. Não, pois os anjos são apenas espíritos mensageiros, enviados para ajudar e cuidar daqueles que receberão a sua salvação. Jesus, contudo, é um monarca cujos anos não findarão, isto é, ele é um rei eterno (vs. 8,11).
8. entretanto, do seu Filho Ele diz: “o seu reino, ó Deus, durará para todo o sempre; seus decretos são sempre justos e retos”. 11. Eles desaparecerão transformando-se em nada, porém o Senhor permanecerá para sempre. Eles ficarão estragados como roupa velha.
Assim, ao apresentar essa linha de contrastes entre Jesus e os anjos o autor está mostrando e vai fazer isso ainda diversas vezes, sim, o autor está mostrando aos seus leitores como não vale a pena abandonar Jesus Cristo, não vale a pena abandonar o cristianismo somente para tentar escapar das perseguições e das circunstâncias difíceis da vida.
Além de não valer a pena abandonar a nova vida, voltar para a velha vida, dominada pela lei e pelas duras penalidades difíceis de escapar também não valia a pena.
O autor vai contrastando Jesus com os mais diversos ícones do Antigo Testamento demonstrando a superioridade dele, por ele ser quem é e por ele ter feito o que fez.
Vamos verificar no estudo desta carta a utilização de três expressões por algumas vezes: “melhor”, “quanto mais”, e “maior”. Todas elas, como iremos perceber, exprimem uma ideia de “hierarquia de valores”. De certa maneira essas expressões foram usadas para comunicar a ideia de que nem tudo é igual.
O autor então insiste que cada um procure o melhor, isto é, aquilo que tem maior valor, conforme o apóstolo Paulo orientou aos coríntios a
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procurarem os “melhores dons” (conf. 1Co 12:31). O autor da carta mostrou aos seus primeiros leitores e mostra a nós também que voltar para a velha vida é ainda pior. E aqui, na sua argumentação por todo o livro, o autor considera e propõe apenas duas opções viáveis: continuar firme e progredir ou parar e negar tudo. Dentre essas opções é claro que ele apresenta o cristianismo como sendo sempre a melhor opção.
Especificamente, nesses versos ele apresenta Jesus contrastado com os anjos, e por isso podemos afirmar como título para este texto:
A SUPERIORIDADE DE JESUS CRISTO
Hebreus 1.5-14
INTRODUÇÃO
Nesses versos Jesus é comparado e definido como sendo melhor, sendo superior os anjos.
Os anjos foram introduzidos desde o parágrafo anterior (1:4) por pelo menos três razões:
1) Porque os anjos foram escolhidos para comunicar a Lei mosaica (2:2);
2) Porque Jesus, sendo superior aos anjos, comunicou uma revelação superior (2:3);
3) Porque são uma forma de vida superior à dos homens nesse momento da história (2:7).
O autor da carta não contrasta os anjos com qualquer ser humano. O autor dessa carta de advertência aos seus irmãos hebreus, contrasta Jesus com os anjos. Ele apresenta um ser divino, plenamente identificado com os homens, contrastando-o com seres celestes que não tiveram a experiência da identificação com a natureza humana.
Assim o autor mostra a superioridade de Jesus. Mas, alguém pode ainda não entender claramente esse tipo de argumentação e então perguntaria: De que maneira é Jesus superior? De um modo geral, através dos seus argumentos fica claro, sem dúvida, então Jesus é superior aos anjos, mas essa verdade apresentada de forma sintética pode ser mais bem elaborada quando percebemos todos os seus detalhes, e diante desse conteúdo podemos afirmar que:
QUANDO COMPARADO A QUALQUER OUTRO SER A SUPERIORIDADE DE JESUS CRISTO SE EVIDENCIA POR SER ELE SER QUEM É.
Nestes versos encontramos sete evidências da superioridade de Jesus Cristo. Antes, porém de verificarmos cada uma dessas sete evidências,
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vamos ler o texto bíblico que nos dá base para essas afirmações. Diz assim a Palavra de Deus:
5 Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te
gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?
6 E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E
todos os anjos de Deus o adorem.
7 Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos,
e a seus ministros, labareda de fogo;
8 mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre;
e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino.
9 Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso, Deus, o teu
Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.
10 Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra,
e os céus são obra das tuas mãos;
11 eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles
envelhecerão qual veste;
12 também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão
igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.
13 Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita,
até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?
14 Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para
serviço a favor dos que hão de herdar a salvação? Hebreus 1:5-14 É impressionante o conteúdo dessas palavras. De fato, constatamos a superioridade do Senhor Jesus Cristo, e, mais uma vez, fica clara a advertência: diante de um Senhor assim descrito, é fato que não podemos negá-lo, não podemos deixá-lo, não podemos retroceder.
Vamos então verificar detalhadamente essas sete evidências da superioridade de Jesus:
A 1ª evidência da superioridade de Jesus se vê por ele ser filho e não criatura, vs. 5:
5 Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te
gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?
A superioridade de Jesus, sobre os anjos, nesse texto é baseada em sete citações do Antigo Testamento, que é a Bíblia Hebraica, tão conhecida pelos judeus.
Aqui temos as duas primeiras citações do Antigo Testamento. A palavra “anjo”, vem do hebraico “malak” e siginifica “mensageiro”. Os anjos eram excelentes mensageiros e isto se comprova tanto no Antigo Testamento (Gn 16.7-11; 24.7, 40; 1Rs 19.5), como no Novo Testamento (Mt 1.20-24;At
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35). Jesus é mais do que um simples mensageiro. Ele é a própria mensagem. Ele é o verbo da vida. Jesus é a “boa notícia” de Deus aos homens.
Conforme a Benvi a expressão: “Tu és meu Filho; eu hoje te gerei” vem do Salmo 2.7 e, foi considerado cumprido na ressurreição de Cristo (cf. Rm 1.4). E, ainda nesse verso a frase: “Eu serei seu Pai, e ele será meu Filho” é uma citação de 2ª Samuel 7.14.
Os judeus que conheciam bem as Escrituras sabiam que essas palavras, em última análise, eram messiânicas em sua aplicação. O autor de Hebreus coloca de forma bem clara que essa personagem régia não é nem anjo nem arcanjo: é o Filho de Deus.
A 2ª evidência da superioridade de Jesus se vê por ele merecer adoração, vs. 6:
6 E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E
todos os anjos de Deus o adorem.
Jesus merece adoração por ser o primogênito de Deus (cf. Lc 2.7 e Cl 1.15) e, essa palavra, em Hebreus qualifica a posição de Filho, título dado a Jesus. “Primogênito” é uma expressão simbólica para indicar posição e não origem ou nascimento.
No Antigo Testamento essa expressão foi a designação dada a Israel para assinalar o privilégio que Deus concedera à nação (cf. Êx 4.22; Jr. 31.9). Nesse verso temos a terceira citação do Antigo Testamento. No Sl 97.7 lemos: “... prostrem-se diante dele todos os deuses ...” (ou todos os anjos) e sendo uma passagem que se refere a Deus, Pai, quando aqui é aplicada a Cristo, concede-lhe plena honra, afirmando sua plena divindade.
Todos os seres, seja eles quais forem, devem proclamar a superioridade de Jesus Cristo, adorando-o e submetendo-se a ele.
A 3ª evidência da superioridade de Jesus se vê por ele ser herdeiro do trono, vs. 7-8:
7 Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos,
e a seus ministros, labareda de fogo;
8 mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre;
e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino.
E esse trono herdado por Cristo demonstra-o como Rei, sendo que os anjos são apenas súditos, são apenas servos. Os anjos têm a função de servir e proteger o filho (Mt 4.11), além de servirem o povo de Deus (Sl 34.7), suprir suas necessidades (1Rs 19.5-7) e, servir os que se tornariam cristãos individualmente (At 10.3-5). E, aqui temos mais um texto extraído do Antigo Testamento. A citação é do Sl 104.4: “... fazes a teus anjos ventos e a teus
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Os anjos não gozam da dignidade de filho, de filho primogênito. Esse texto selecionado pelo autor é específico e mostra a divindade do rei messiânico (e davítico), demonstrando ainda mais a superioridade de Jesus, o Filho de Deus sobre os anjos. Será que reconhecemos a superioridade de Jesus e lhe obedecemos como os anjos lhe obedecem?
A 4ª evidência da superioridade de Jesus se vê por ser ele o herdeiro ungido, vs. 9:
9 Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso, Deus, o teu
Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.
O trono herdado por Jesus é um trono de justiça e equidade. E, por isso mesmo, na sequência temos essa quinta citação do Antigo Testamento:
“... O teu trono, ó Deus, é para todo sempre; cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amas a justiça e odeias a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros” (Sl 45.6-7).
Aqui o autor desta carta expressa a realidade de Jesus, mostrando que somente, Ele o Filho de Deus cumpriu essas palavras do salmista.
Jesus é o ungido, no sentido de ser capacitado para a sua obra. A obra salvífica que Jesus realizou foi realizada na capacidade dada por Deus, através do poder do Espírito Santo. O Espírito Santo, de certa forma o ungiu quando do batismo (Mt 3.13-17). O “óleo de alegria” é uma descrição da sua constante satisfação em fazer o seu trabalho e ver o fruto do seu trabalho (cf. Is 53.11).
E a expressão: “... como a nenhum dos teus companheiros ...” (vs. 9), certamente não se refere aos anjos, mas aos seguidores de Jesus, aqueles a quem ele mesmo considerou como amigos (Jo 15.14-15). Jesus é o ungido, nós somos, embora amigos, apenas e, graças a Deus, os seus súditos.
A 5ª evidência da superioridade de Jesus se vê por ser o agente da criação, vs. 10-12:
10 Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra,
e os céus são obra das tuas mãos;
11 eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles
envelhecerão qual veste;
12 também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão
igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.
Mais uma citação, a sexta, do Antigo Testamento é vista nesse ponto: “Em tempos remotos, lançastes os fundamentos da terra; e os céus
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são obra das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como um vestido, como roupas os mudarás, e serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim” (Sl
102.25-27). Aqui temos uma implicação direta referente à natureza de Jesus Cristo. Ele não é apenas o agente da criação, mas ele é eterno. Essa é a implicação real diante do fato dele ser o criador.
A doutrina da eternidade do Filho tendo origem com o Pai e o Espírito Santo em época remotas, quando só éramos ideia na mente divina é algo que dignifica e declara a superioridade de Jesus. E assim mais uma vez é comprovada a sua superioridade sobre os anjos.
A 6ª evidência da superioridade de Jesus se vê por ser superior aos inimigos, vs. 13:
13 Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita,
até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés? Finalmente, a sétima citação do Antigo Testamento se encontra nesse verso. A citação é do livro dos Salmos: “Disse o Senhor ao meu Senhor:
Assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés” (Sl 110.1). Nenhum dos anjos recebeu o privilégio de assentar-se à
direita de Deus e de participar da sua majestade e do seu supremo poder, porém Jesus teve e tem esse privilégio, pois tudo foi feito por ele e para ele.
Mas, conforme o texto, quem são esses inimigos de Cristo? Certamente aqueles que não aceitam a sua mensagem, os que não aceitam o evangelho, os que não andam de acordo com os princípios cristãos, mas certamente também quem encabeça essa lista de inimigo é Satanás, que se opõe a Cristo e ao seu povo, a sua igreja.
Pode haver oposição, mas Jesus é superior a todos. Oro para que você não se encontre entre os que não seguem a Cristo ou entre os que se opõe à sua mensagem de salvação.
A 7ª evidência da superioridade de Jesus se vê por ser o autor da salvação, vs. 14:
14 Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para
serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?
Finalmente, mais uma evidência da superioridade de Jesus. Essa evidência é das mais significativas para nós, pois ela nos afeta diretamente. Não fomos salvos por nenhum anjo.
Nenhum anjo morreu por nós, em nosso lugar. Diante do fato de que naqueles dias, e ainda hoje, alguns sentiam-se tentados a honrar os anjos pelo papel importante que eles tiveram de serem os mensageiros da lei divina, e outros sentiam-se tentados até a adorá-los (cf. Cl 2.18), o autor de Hebreus
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descreveu claramente o ministério deles: Os anjos são ministradores dos cristãos, pois nós herdaremos a salvação conquistada pelo nosso Senhor superior. Você tem a convicção de que é salvo por Jesus Cristo?
CONCLUSÃO
Querido amigo, você já recebeu Jesus como seu Senhor e Salvador? Tem se submetido a ele? Conhecer a Jesus como o temos conhecido a partir desses estudos deve nos levar a usufruir uma vida de tranquilidade, fé, esperança, segurança e paz.
Você tem experimentado isso? Jesus está assentado a direita do Pai e dirige com Ele todo o Universo.
Você tem experimentado a direção dele em sua vida? Que o Senhor te abençoe nessa avaliação.
Um abraço e até o próximo programa. Fonte: Programa Através da Bíblia – Rádio Transmundial.