Marco Fábio Quintiliano (40-118)
Era conhecido como advogado e
professor de eloquência, tendo-se
tornado o primeiro professor pago pelo
estado, no Império de Vespasiano.
Ensinou Eloquência durante duas
décadas e teve alunos famosos como
Plínio, o Môço (61 d.C. – 113 d.C.) e o
terceiro Imperador Romano Adriano
Adriano (76-138)... que governou de
Marco Fábio Quintiliano (40-118) ou (35 - 95)
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Marco Fábio Quintiliano (em latim: Marcus Fabius Quintilianus) foi
um orador e professor de retórica romano. Nascido em Calagurris
(Calahorra, atual Espanha), em 35[1]..
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Estudou em Roma, onde primeiro exerceu a atividade de
advogado.
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Tornou-se conhecido por ter sido professor de retórica e teve
como alunos várias personalidades romanas, dentre as quais o
orador romano Plínio, o Jovem.
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Além de dedicar-se às atividades de advogado e professor,
Quintiliano registrou suas ideias sobre retórica e oratória em
alguns escritos, dos quais o mais famoso é a Institutos de Oratória
(Institutio Oratoria).
A obra: De Institutione Oratoria
Doze volumes, numerados de I a XII, e propõe-se a
formar o orador, através da exposição pormenorizada
dos objetivos da educação, dos programas e das
metodologias a adotar.
O volume I é consagrado à educação da criança na
família e na casa do gramático, onde permanece até
cerca dos dezesseis anos de idade, altura em que é
guiada até aos cuidados do professor de retórica.
O volume II versa justamente sobre os ensinamentos
deste último.
A obra: De Institutione Oratoria
Os volumes III a VII são dedicados aos gêneros
demonstrativo, deliberativo, judiciário, narração e
argumentação, entre outros.
Os volumes VIII a X versam sobre a eloquência, sendo
expostos diferentes arranjos de palavras bem como
diversos ritmos oratórios.
O volume XI trata da importância da memória e da ação.
O volume XII refere quais as condições necessárias a
um futuro orador.
Os pressupostos teóricos da obra Quintiliana
Persegue a tradição retórica grega de Isócrates, tal como foi transmitida por Cícero: o objetivo era a formação do homem bom, hábil no uso da palavra.
Isócrates (436 a.C. — 338 a.C. ou 336 a.C.) - Do grego: Ἰσοκράτης Foi : orador e retórico ateniense. Era chamado de o Pai da Oratória, porque foi o primeiro a
escrever discursos, que serviam de modelo a seus discípulos. Foi ele que implantou a Retórica no currículo escolar de Atenas.
Marco Túlio Cícero (106–43 a.C) - latim: Marcus Tullius Cicero, em grego clássico: Κικέρων -foi um advogado, político, escritor, orador, filósofo e pedaogo.
… sobre Cícero veremos nas projeções seguintes.... depois retornamos a Quintiliano...
Tradição retórica grega de Isócrates via Cícero
Marco Túlio Cícero (106–43 a.C)
Cícero foi o melhor representante do ensino humanista, uma
espécie de educação de caráter universal, humanística,
supranacional. O seu ideal educativo teria um sentido cosmopolita,
universal.
O programa de estudos e ideal de vida proposto por Cícero: O
projeto está dividido em três partes.
A primeira trata do homem, a segunda do útil e a terceira examina
as relações e conflitos entre o honesto e o útil.
Cícero exorta o filho a estudar Grego, Latim, Filosofia e Oratória e
assinala a sua supremacia no campo da Oratória mostrando que
cultivou, como nenhum grego, ao mesmo tempo, a Oratória e a
Filosofia.
Tradição retórica grega de Isócrates via Cícero
Marco Túlio Cícero (106-43)
Propõe os deveres como tema a ser analisado, e
enfatiza a sua honestidade, princípio que
procurou sempre alcançar nas suas ações.
Investiga se todos os deveres são perfeitos, se a
honestidade é um fato e se a utilidade não se
opõe à honestidade.
Mostra o homem como ser racional dotado de
instinto gregário e sedento de verdade.
Os pressupostos teóricos da obra Quintiliana
O objetivo era a formação do homem bom, hábil no uso da
palavra. O aluno apto para tal formação deveria possuir a
excelência moral inata, sem defeitos de caráter, o qual poderia ser
moldado através da disciplina de uma educação completa e
profunda.
Quintiliano opõe-se à preceptoria particular e considera que a
criança deverá começar a frequentar a escola o mais cedo
possível.
De acordo com Quintiliano, o Mestre deverá ser um homem de
caráter e de ciência, na medida em que as suas atitudes e conduta
influenciarão de forma determinante o desenvolvimento do aluno.
Quintiliano: a educação da Criança
Quintiliano alerta para a necessidade de se identificarem os talentos nas
crianças e coloca a problemática das diferenças individuais (no que se refere às capacidades e ao caráter) e das formas de procedimento a adotar perante elas.
"Trazido o menino para o perito na arte de ensinar, este logo perceberá a sua inteligência e o seu caráter." (Vol.I cap.3) .
O Mestre deverá como tal mostrar-se atento à natureza individual de cada aluno, respeitando-a e dela fazendo depender o tipo e grau de complexidade das tarefas que lhe são apresentadas.
"A variedade de espíritos não é menor que a dos corpos." (Vol.II cap.8) "Logo que tiver feito essas considerações, o Mestre deverá perceber de que modo deverá ser tratado o espírito do aluno." (Vol.I cap.3)
Quintiliano:
Organização das classes
Sugere que os alunos sejam distribuídos por classis
(classes) logo a partir da escola primária, animadas por
concursos, dado o pendor das crianças para o jogo.
"O gosto pelo jogo entre as crianças, não me chocaria,
é este um sinal de vivacidade e nem poderia esperar
que uma criança triste e sempre abatida mostre espírito
ativo para o estudo. Há pois para aguçar a inteligência
das crianças, alguns jogos que não são inúteis, desde
que se rivalizem a propor, alternadamente, pequenos
problemas de toda a espécie."
Quintiliano: A importância de educar a memória
A memória do aluno é peça chave do processo educativo.
"Nas crianças, a memória é o principal índice de
inteligência, que se revela por duas qualidades: aprender
facilmente e guardar com fidelidade." (Vol.I cap.3).
A educação deverá assim contribuir para o desenvolvimento
das disposições naturais de cada aluno, sendo a natureza,
para Quintiliano, sinônimo de “homem não educado”.
"....dirigir a instrução de maneira a ajudar, através dela, o
desenvolvimento das disposições naturais e a favorecer,
principalmente, a tendência inata dos espíritos."
Quintiliano: a
emulação como método
Defendia a emulação e sobretudo o bom exemplo
como incentivos para o estudo e sugere que o tempo
que lhe é reservado seja periodicamente interrompido
por recreios, já que o descanso é, na sua opinião,
favorável à aprendizagem.
"A todos, entretanto, deve-se dar primeiro um
descanso, porque não há ninguém que possa suportar
um trabalho contínuo. É por isso que aqueles cujas
forças são renovadas e estão bem dispostos têm mais
vigor e um espírito mais ardente para aprender..."
Clemente de Alexandria
(150-220)
O propósito dos escritos de Clemente de Alexandria:
•
• Protréptico: exorta e declara a insensatez das doutrinas
religiosas pagãs;
•
• Pedagogo: ensina aos neófitos (iniciados) os preceitos da
vida cristã;
•
• Strommata: instrução sobre a verdade da revelação
cristã.
LIVRO: O Pedagogo, dividido em três TOMOS/livros •
• Tema: há um só mestre – a Palavra de Deus (Verbo ou Logos) – A fonte da Verdade – da educação (fonte e mestre único da verdade).
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• A missão educativa da Palavra de Deus (Verbo ou Logos) é ser «pedagogo».
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• O que é ser pedagogo/mestre: encaminhar para a virtude (Logos pedagogo) / ensinar a verdade (Logos didáscalo).
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• Consequência do estabelecimento do Logos como fonte e mestre único da verdade): Clemente de Alexandria identificou na cultura pagã e
hebraico-cristã pontos convergentes (unidade do mundo cultural): todo saber/conhecimento procede de Deus.
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• Nos Livros II e III encontramos um conjunto de reflexões e de preceitos (normas, indicativos) de como educar/criar as crianças, bem como
A importância de livro
O Pedagogo
Primeiro escrito da literatura patrística a pensar uma didática cristã... A Virtude é considerada como antecedente e pressuposto da
Verdade....Consequência:
1) o ensino moral deve preceder o ensino intelectual, ou explicativo; 2) admissão de que sincretismo cultural (combinação da instrução helenístico-romana com a judaico-cristã) é necessária ao estudo da Filosofia;
3) a Filosofia é introdução, ou propedêutica, ao estudo da Teologia.
Outras padres da Igreja que desenvolveram e defenderam o sincretismo cultural e a condição propedêutica da Filosofia.