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Prefeitura Municipal de Palhoça

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Academic year: 2022

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(1)

Prefeitura Municipal de Palhoça

Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB de Palhoça – Capítulo Resíduos Sólidos Urbanos

e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PMGIRS

DIAGNÓSTICO TÉCNICO-PARTICIPATIVO

VOLUME 1 ETAPA 5

Setembro / 2015

(2)

Prefeitura Municipal de Palhoça

Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB de Palhoça – Capítulo Resíduos Sólidos Urbanos

e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PMGIRS

VOLUME 1 ETAPA 5

(3)

Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB de Palhoça – Capítulo Resíduos Sólidos Urbanos e Plano Municipal de Gestão Integrada de

Resíduos Sólidos – PMGIRS

ETAPA 5 – DIAGNÓSTICO TÉCNICO-PARTICIPATIVO

EQUIPE TÉCNICA PRINCIPAL

Jackson Casali Engenheiro Coordenador CREA/SC 103913-5 Robison F. Lima Engenheiro Florestal CREA/SC 061352-8

Felipe Eduardo Lang Advogado OAB 35392

Ademir Tancini Eng. Sanitarista e Ambiental CREA/SC 113590-2 Tarcísio S. Santana Tecnólogo em Saneamento Ambiental CREA/SC 131312-2

Fernanda Bottin Assistente Social CRESS 3814/SC

Eni Ferreira Assistente Administrativo -

EQUIPE DE APOIO

Darcivana F. Squena Engenheira Ambiental CREA/SC 086247-3 Priscila T. Anzolin Eng. Sanitarista e Ambiental CREA/SC 118542-9

Luzitania Boff Pedagoga 9602051/DEMEC/SC

Samara Mazon Bióloga CRBio 088108/03-D

Felipe Forest Técnico em Geoprocessamento -

(4)

IDENTIFICAÇÃO CADASTRAL CONTRATANTE

Razão Social: Prefeitura Municipal de Palhoça

CNPJ: 82.892.316/0001-08

Endereço: Av. Hilza Terezinha Pagani, nº 289

Município: Palhoça – SC

Fone/fax: (48) 3279-1700

Web Site: https://palhoca.atende.net/#!/

Administrador: Prefeito Municipal Camilo Martins

IDENTIFICAÇÃO CADASTRAL CONTRATADA

Responsável: Cerne Ambiental Ltda – EPP

CNPJ: 05.658.924.0001/01

Endereço: Av. Nereu Ramos 75-D, Sala 1035A, Centro Município/UF: Chapecó – SC

Fone/fax: (49) 3329 3419

E-mail: [email protected]

Home Page www.cerneambientalsc.com.br planosmunicipais.com.br/palhocars

(5)

SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO... 16

2. METODOLOGIA ... 18

3. DEFINIÇÕES ... 19

4. CONSIDERAÇÕES GERAIS ... 24

5. ASPECTOS LEGAIS ... 25

5.1. Normas Técnicas _________________________________________ 25 5.2. Leis Federais, Decretos e Resoluções _________________________ 26 5.2.1. Política Nacional dos Resíduos Sólidos ... 27

5.2.2. Outras Legislações Federais ... 29

5.3. Leis e Decretos Estaduais __________________________________ 31 5.4. Leis e Decretos Municipais _________________________________ 33 6. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS, CULTURAIS E AMBIENTAIS ... 36

6.1. Caracterização da Área de Planejamento _____________________ 36 6.2. Dados Gerais do Município _________________________________ 39 6.2.1. Criação do Município ... 40

6.2.2. Ocupação... 41

6.2.3. Divisão Territorial e Formação Histórica ... 41

6.2.4. Formações Administrativas ... 42

6.2.5. Autarquia Municipal ... 44

6.3. Demografia _____________________________________________ 45 6.3.1. Evolução da População ... 45

6.3.2. População Rural e Urbana e Densidade Demográfica ... 48

6.4. Atividades Econômicas ____________________________________ 50 6.5. Atividades Produtivas _____________________________________ 52 6.5.1. Agricultura ... 52

6.5.2. Pecuária ... 55

6.5.3. Silvicultura ... 57

(6)

6.6. Infraestrutura e Serviços Públicos ___________________________ 57

6.6.1. Energia... 57

6.6.2. Agências Bancárias ... 57

6.6.3. Transportes ... 57

6.6.4. Informação e Comunicação ... 59

6.6.5. Saúde ... 60

6.6.6. Indicadores de Saúde ... 61

6.6.7. Educação ... 63

6.6.7.1. Taxa de Analfabetismo ... 64

6.6.7.2. Índice de Desenvolvimento Escolar ... 65

6.7. Indicadores Sociais e Econômicos do Município ________________ 68 6.8. Organizações da Sociedade Civil e Cultura Local ________________ 69 6.8.1. Religiões ... 69

6.8.2. Cemitérios ... 69

6.8.3. Associativismo ... 70

6.8.3.1. Associações ... 71

6.8.3.2. Sindicatos ... 71

6.8.3.3. Cooperativa ... 71

6.8.4. Costumes e Tradições ... 72

6.9. Caracterização Física Simplificada do Município ________________ 73 6.9.1. Clima ... 73

6.9.2. Geologia e Pedologia ... 75

6.9.2.1. Serra Cristalina Litorânea e Serra do Tabuleiro: ... 76

6.9.2.2. Superfícies de Deposição ... 78

6.9.3. Solos ... 79

6.9.3.1. Cambissolos (Ca24) ... 79

6.9.3.2. Argilossolos (PVa19 e PVa23) ... 80

6.9.3.3. Neossolos (AMa 1 e AMa3) ... 80

6.9.3.4. Gleissolos (HgPd1) ... 80

(7)

6.9.4. Hidrografia e Hidrogeologia ... 81 6.9.4.1. Regiões e Bacias Hidrográficas de Santa Catarina ... 84 6.9.5. Vegetação ... 88 7. INSTITUIÇÕES DE ÂMBITO MUNICIPAL E INTERMUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL E CONSELHOS PROFISSIONAIS ... 98 7.1. Instituições de Âmbito Municipal e Intermunicipal _____________ 98 7.1.1. Associação dos Municípios da Grande Florianópolis - GRANFPOLIS ... 98 7.1.2. Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis – COMDES ... 98 7.2. Instituições de Âmbito Estadual _____________________________ 99 7.2.1. Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento - ARIS ... 99 7.2.2. Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – CIDASC 100

7.2.3. Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CERH ... 100 7.2.4. Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S/A – EPAGRI ... 101 7.2.5. FATMA – Fundação do Meio Ambiente ... 102 7.2.6. Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional – SDR ... 102 7.2.7. Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Sustentável –

SDS 103

7.3. Instituições de Âmbito Federal _____________________________ 104 7.3.1. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa ... 104 7.3.2. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA ... 104 7.3.3. Vigilância Sanitária - VISA ... 104 7.4. Conselhos Profissionais ___________________________________ 105 7.4.1. Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina -

CREA 105

7.4.2. Conselho Regional de Química - CRQ ... 106

(8)

7.4.3. Conselho Regional de Biologia - CRBio ... 106

8. RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL E NO ESTADO De santa catarina ... 107

9. INFRAESTRUTURA DO GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS . 109 9.1. Considerações Iniciais ____________________________________ 109 9.2. Panorama do Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos Existente no Município de Palhoça _____________________________ 113 9.3. Caracterização dos Resíduos Sólidos ________________________ 113 9.4. Receitas e Custos ________________________________________ 115 9.5. Limpeza Urbana _________________________________________ 115 9.6. Sistema de Manejo dos Resíduos Sólidos Domiciliares __________ 117 9.6.1. Coleta Convencional, Transporte e Acondicionamento dos Resíduos Domiciliares ... 121

9.6.2. Tratamento e Disposição Final dos Resíduos Sólidos Domiciliares ... 123

9.6.3. Estação de Transbordo ... 125

9.6.4. Caracterização Quantitativa e Qualitativa dos Resíduos Domésticos no Município 125 9.7. Coleta Seletiva __________________________________________ 128 9.7.1. Catadores no Município ... 129

9.7.1.1. Associação Pro-Crep (Criar, Reciclar, Educar e Preservar) ... 131

9.8. Resíduos dos Serviços de Saúde (RSS) _______________________ 133 9.9. Resíduos da Construção Civil – RCC _________________________ 134 9.10. Resíduos Volumosos _____________________________________ 137 9.11. Resíduos Perigosos ______________________________________ 138 9.11.1. Pilhas e Baterias ... 139

9.11.2. Lâmpadas Fluorescentes ... 139

9.11.3. Eletroeletrônicos ... 139

9.11.4. Óleos e Graxas ... 140

9.11.5. Pneus ... 140

9.11.6. Agrotóxicos e suas Embalagens ... 141

(9)

9.12. Óleo de cozinha _________________________________________ 141 9.13. Resíduos Cemiteriais _____________________________________ 141 9.14. Resíduos de drenagem urbana _____________________________ 143 9.15. Resíduos de Transportes __________________________________ 143 9.16. Indicadores de Desempenho para os Serviços Públicos _________ 143 9.17. Análise Crítica dos Sistemas de Manejo dos Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana Existente __________________________________________ 146 9.18. Apontamentos da População ______________________________ 147 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 148 11. ANEXOS ... 155 11.1. Anexo 01 ______________________________________________ 155 11.2. Anexo 02 ______________________________________________ 156 11.3. Anexo 03 ______________________________________________ 157 11.4. Anexo 04 ______________________________________________ 158

(10)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Unidades de Planejamento ... 37

Figura 2: Localização de Palhoça ... 39

Figura 3: Acesso ao Município de Palhoça ... 40

Figura 4: Organograma do Samae Palhoça ... 45

Figura 5: Evolução populacional de Palhoça ... 47

Figura 6: População Urbana e Rural de Palhoça ... 49

Figura 7: Estimativa da densidade demográfica por bairro ... 50

Figura 8: Produtos Lavoura Temporária ... 54

Figura 9: Produtos Lavoura Permanente ... 54

Figura 10: Quantidade de Rebanho (cabeças) ... 56

Figura 11: Quantidade de produtos ... 56

Figura 12: Evolução do IDEB no município de Palhoça... 67

Figura 13: Evolução do IDEB no Estado de Santa Catarina ... 67

Figura 14: Mapa do Brasil com classificação climática segundo Köppen ... 74

Figura 15: Médias pluviométricas para Palhoça ... 75

Figura 16: Hipsometria do Estado de Santa Catarina ... 79

Figura 17: Solos de Santa Catarina ... 81

Figura 18: Regiões Hidrográficas do Brasil ... 82

Figura 19: Região Hidrográfica Atlântico Sul ... 83

Figura 20: Regiões Hidrográficas de Santa Catarina ... 85

Figura 21: Mapa hidrográfico do município de Palhoça ... 87

Figura 22: Biomas do Brasil ... 88

Figura 23: Mapa Fitogeográfico de Santa Catarina ... 89

Figura 24: Limite da área total do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro - PAEST 93 Figura 25: Área de Abrangência da APA ... 96

Figura 26: Participação das Regiões no total de Resíduos Sólidos Coletados ... 107

(11)

Figura 27: Destinação Final dos RS no Estado de Santa Catarina, conforme a

Quantidade Coletada ... 108

Figura 28: Classificação dos resíduos sólidos conforme as classes... 112

Figura 29: Caracterização dos Resíduos Sólidos ... 114

Figura 30: Disposição inadequada de resíduos de poda e varrição... 116

Figura 31: Organograma da Empresa Proactiva Meio Ambiente Brasil Ltda... 120

Figura 32: Sacos de lixo pendurados nas grades e poste ... 121

Figura 33: Contentor particular... 122

Figura 34: Tonéis servindo de contentores ... 122

Figura 35: Vista Geral da Área do Aterro da Empresa Proactiva Meio Ambiente Ltda ... 124

Figura 36: Estação de Transbordo ... 125

Figura 37: Quantidade de resíduos recebidos no aterro ... 126

Figura 38: Comparativo da composição dos resíduos ... 128

Figura 39: Disposição e triagem de resíduos em terreno baldio ... 130

Figura 40: Disposição e triagem de resíduos no pátio da residência do catador . 130 Figura 41: Central de triagem dos recicláveis ... 132

Figura 42: Oficina de mosaico ... 132

Figura 43: Central de Resíduos da Unidade de Saúde de Palhoça... 134

Figura 44: Container para RCC ... 135

Figura 45: Aterro de RCC ... 135

Figura 46: Descarte inadequado de RCC ... 136

Figura 47: Descarte inadequado de RCC ... 136

Figura 48: Descarte inadequado de resíduos volumosos ... 137

Figura 49: Resíduos volumosos queimados ... 138

Figura 50: Caçamba de coleta de resíduos cemiteriais ... 142

(12)

LISTA DE QUADROS

Quadro 1: Bacias e Sub-bacias de Palhoça ... 38

Quadro 2: Secretarias e Secretários ... 43

Quadro 3: Vereadores e Partidos... 44

Quadro 4: Evolução Populacional de Palhoça ... 47

Quadro 5: Panorama da população de homens e de mulheres, área urbana e rural do município ... 48

Quadro 6: Empresas Presentes no Município de Palhoça ... 51

Quadro 7: Quantidade produzida, área plantada e rendimento dos produtos agrícolas da lavoura temporária ... 53

Quadro 8: Quantidade produzida, área plantada e rendimento dos produtos agrícolas da lavoura permanente ... 53

Quadro 9: Produção Agropecuária ... 55

Quadro 10: Frota de Veículos por Tipo ... 58

Quadro 11: Principais meios de comunicação do município ... 59

Quadro 12: Estabelecimentos de saúde cadastrados do Município de Palhoça. ... 60

Quadro 13: Unidades de Saúde ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), por tipo de prestador ... 61

Quadro 14: Número de profissionais de saúde no município ... 61

Quadro 15: Indicadores de Saúde do Município de Palhoça entre os anos de 1991 e 2010 ... 62

Quadro 16: Indicadores de Saúde de Santa Catarina entre os anos de 1991 e 2010 ... 63

Quadro 17: Relação de Unidades Educacionais no Município de Palhoça ... 64

Quadro 18: Taxa de Analfabetismo Funcional para Pessoas com 15 anos ou mais entre os Anos de 2000 a 2010 ... 65

Quadro 19: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal ... 69

Quadro 20: Religião de Palhoça conforme População Residente ... 69

(13)

Quadro 21: Classificação dos resíduos sólidos quanto à suas respectivas responsabilidades, origens e classes... 111 Quadro 22: Porcentagem em peso dos resíduos sólidos ... 127 Quadro 23: Indicadores de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos ... 144

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LISTA DE ABREVIATURAS

ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ANA - Agência Nacional de Águas

ATT - Área de Triagem, Recebimento, Armazenamento Temporário e Transbordo de Resíduos de Construção Civil (RCC) e Volumosos

BH - Bacia Hidrográfica

CBH - Comitê de Bacia Hidrográfica CF - Constituição Federal

CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente

EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ENEL - Empresa Nacional de Energia Elétrica

ETA - Estação de Tratamento de Água ETE - Estação de Tratamento de Esgoto FJP - Fundação João Pinheiro

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica IDH - Índice de Desenvolvimento Humano

IDHM - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal INEP - Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa

IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada MMA - Ministério do Meio Ambiente

OMS - Organização Mundial de Saúde ONU - Organização das Nações Unidas PEV - Ponto de Entrega Voluntária

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PIB - Produto Interno Bruto

PLDM - Plano Local de Desenvolvimento da Maricultura PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico

PMGIRS - Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos PNMA - Política Nacional do Meio Ambiente

PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos

PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento SDA - Secretaria do Desenvolvimento Agrário

SNVS – Sistema Nacional de Vigilância Sanitária

SISAGUA - Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano

SISNAMA - Sistema Nacional de Meio Ambiente

SNHIS - Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social SUASA – Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária SUS - Sistema Único de Saúde

TR - Termo de Referência

VIGIAGUA - Vigilância Ambiental em Saúde relacionada à Qualidade da Água para Consumo Humano

UNEP - United Nations Environment Programme

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1. APRESENTAÇÃO

Conforme exigência prevista no Art. 9, Parágrafo I, da Lei Federal n° 11.445 de 05 de janeiro de 2007, que “estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico”, fica o Município de Palhoça obrigado a elaborar o Plano Municipal de Saneamento Básico. Tal Plano será um requisito prévio para que o município possa ter acesso aos recursos públicos não onerosos e onerosos para aplicação em ações de saneamento básico.

A questão acerca dos resíduos sólidos, juntamente com os demais setores do saneamento básico (abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas e limpeza pública - Política Nacional de Saneamento Básico), apresenta-se como determinante para sustentabilidade, tendo em vista a possibilidade de contaminação e poluição que os mesmos oferecem considerando o volume e as tipologias geradas nas diversas atividades humanas, questão que se agrava cada vez mais pelo crescimento populacional e pelo incremento da produção de resíduos ocasionado pelas modificações nos padrões de consumo.

O gerenciamento dos resíduos sólidos é responsabilidade do poder público municipal, incluindo, de forma genérica, os resíduos domésticos, resíduos com características domésticas gerados em estabelecimentos comerciais e resíduos provenientes de limpeza urbana como poda, capina e varrição. Os resíduos gerados em atividades econômicas, principalmente os que apresentam algum tipo de periculosidade são de responsabilidade dos geradores.

Grande parte dos municípios brasileiros apresentam ações voltadas para a coleta dos resíduos, no entanto, não atendem às necessidades no que se refere ao tratamento e destinação final adequado. Como consequência, no ano de 2010 foi aprovada a Lei Federal 12.305/10 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, com o objetivo de ordenar todas as etapas do gerenciamento de resíduos e

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garantir o tratamento e destinação final adequado, promovendo a melhoria nas condições sanitárias e ambientais dos municípios.

O objetivo do Plano é estabelecer um planejamento das ações de saneamento básico, voltadas para área de resíduos sólidos, com a participação popular atendendo aos princípios da política nacional de saneamento básico e política nacional dos resíduos sólidos com vistas à melhoria da salubridade ambiental, a proteção dos recursos hídricos e promoção da saúde pública, de forma a possibilitar a criação de mecanismos de gestão pública da infraestrutura do município relacionada aos capítulos de resíduos sólidos urbanos e a gestão integrada de todos os outros tipos de resíduos gerados no município. Para alcançar este objetivo, serão considerados e avaliados os seguintes aspectos:

a) Instituição da Política Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, por meio da lei específica;

b) Estabelecimento de mecanismos e procedimentos para a garantia de efetiva participação da sociedade em todas as etapas do processo de elaboração, implantação e revisão do plano;

c) Diagnóstico Técnico-Participativo;

d) Proposta de intervenções com base na análise de diferentes cenários alternativos e estabelecimento de prioridades;

e) Definição dos objetivos e metas de curto, médio e longo prazo;

f) Definição de programas, ações e projetos necessários para atingir os objetivos e metas estabelecidos;

g) Programação física, financeira e institucional da implantação das intervenções definidas, e

h) Programação de revisão e atualização.

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2. METODOLOGIA

O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), capítulo resíduos sólidos e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), doravante denominado apenas de PMGIRS, será desenvolvido observando as etapas a seguir:

ETAPA 1 - Formação do Grupo de Trabalho;

ETAPA 2 - Mobilização Social;

ETAPA 3 – Levantamento de Dados Municipais;

ETAPA 4 – Definição das Unidades de Planejamento;

ETAPA 5 - Diagnóstico Técnico-Participativo;

ETAPA 6 - Prospectiva e Planejamento Estratégico;

ETAPA 7 - Programas, Projetos e Ações para Alcance do Cenário de Referência;

ETAPA 8 - Mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática de eficiência e eficácia das ações programadas;

ETAPA 9 - Versão Preliminar do PMGIRS;

ETAPA 10 - Versão Final do PMGIRS.

Cabe salientar que o PMGIRS é um planejamento que deve ser dinâmico, devendo ser revisado e alterado sempre que houver a necessidade ou, obrigatoriamente, a cada quatro anos, de forma concomitante com a elaboração dos planos plurianuais municipais.

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3. DEFINIÇÕES

Para o PMGIRS de Palhoça são adotadas as seguintes definições:

Salubridade ambiental: qualidade ambiental capaz de prevenir a ocorrência de doenças veiculadas pelo meio ambiente e de promover o aperfeiçoamento das condições mesológicas favorável à saúde da população urbana e rural.

Saneamento ambiental: conceito amplo que envolve um conjunto de ações, serviços e obras que têm por objetivo alcançar níveis crescentes de salubridade ambiental, por meio do abastecimento de água potável, coleta e disposição sanitária de resíduos líquidos, sólidos e gasosos, promoção da disciplina sanitária do uso e ocupação do solo, drenagem urbana, controle de vetores de doenças transmissíveis e demais serviços e obras especializadas.

Coleta convencional: recolhimento de resíduos não passiveis de reciclagem, considerados rejeitos (papel sanitário, fraldas descartáveis e outros) e resíduos orgânicos (restos de comida, folhas de árvores e outros) previamente separados nas fontes geradoras, com intuito de encaminhá-los para compostagem, tratamento ou outras destinações alternativas.

Coleta seletiva: o recolhimento diferenciado de resíduos sólidos, previamente selecionados nas fontes geradoras, com o intuito de encaminhá-los para reciclagem, compostagem, reuso, tratamento ou outras destinações alternativas.

Destinação final ambientalmente adequada: destinação de resíduos que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes de meio ambiente, saúde e vigilância sanitária, entre elas a disposição final, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, e a minimizar os impactos ambientais adversos.

Disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar

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danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos.

Geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo.

Gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, exigidos na forma da legislação.

Gestão integrada de resíduos sólidos: a maneira de conceber, implementar, administrar os resíduos sólidos considerando uma ampla participação das áreas de governo responsáveis no âmbito estadual e municipal, sob a premissa do desenvolvimento sustentável.

Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas.

Logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Minimização da geração de resíduos: a redução, ao menor volume, quantidade e periculosidade possíveis dos materiais e substâncias, antes de descartá-los no meio ambiente.

Reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à

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transformação em insumos ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do SISNAMA e, se couber, do SNVS e do SUASA.

Rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada.

Resíduos de serviços de saúde: os provenientes de qualquer unidade que execute atividades de natureza médica assistencial ou animal, os provenientes de centros de pesquisa e desenvolvimento ou experimentação na área de farmacologia e saúde, medicamentos e imunoterápicos vencidos ou deteriorados, os provenientes de necrotérios, funerárias e serviços de medicina legal e os provenientes de barreiras sanitárias.

Resíduos perigosos: aqueles que em função de suas propriedades químicas, físicas ou biológicas, possam apresentar riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

Resíduos sólidos: material ou substância resultante de atividades humanas em sociedade, nos estados sólido ou semi-sólido, bem como gases contidos e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água.

Resíduos urbanos: os provenientes de residências, estabelecimentos comerciais prestadores de serviços, da varrição, de podas e da limpeza de vias, logradouros públicos e sistemas de drenagem urbana passíveis de contratação ou delegação a particular, nos termos de lei municipal.

Ponto de Entrega Voluntária (PEV): locais destinados para a entrega voluntária de determinados tipos de resíduos separados previamente na fonte geradora.

Área de Triagem e Transbordo (ATT): área destinada ao recebimento de resíduos da construção civil e resíduos volumosos, para triagem, armazenamento

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temporário dos materiais segregados, eventual transformação e posterior remoção para destinação adequada, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente.

Unidades receptoras de resíduos: as instalações licenciadas pelas autoridades ambientais para a recepção, segregação, reciclagem, armazenamento e para futura reutilização, tratamento ou destinação final de resíduos.

Dentro dessas definições, cabe ressaltar a diferença entre o Plano e o Projeto de Execução. Plano é a idealização de soluções. É o que envolve a formulação sistematizada de um conjunto de decisões integrantes, expressas em objetivos e metas e que explica os meios disponíveis e/ou necessários para alcançá- los, num dado prazo. Já Projeto é a materialização daquelas ideias com vistas a levantamento de custos, necessidades e dificuldades a serem superadas.

Além destas, mais algumas definições tornam-se relevantes dentro do contexto do PMGIRS, como, por exemplo, o conceito de consórcio público. Segundo o Decreto 6.017, de 17 de janeiro de 2007, Art. 2, pode-se aferir que:

Consórcio público: pessoa jurídica formada exclusivamente por entes da Federação, na forma da Lei no 11.107, de 2005, para estabelecer relações de cooperação federativa, inclusive, a realização de objetivos de interesse comum, constituída como associação pública, com personalidade jurídica de direito público e natureza autárquica, ou como pessoa jurídica de direito privado sem fins econômicos;

Área de atuação do consórcio público: área correspondente à soma dos seguintes territórios, independentemente de figurar a União como consorciada:

a) dos Municípios, quando o consórcio público for constituído somente por Municípios ou por um Estado e Municípios com territórios nele contidos;

b) dos Estados ou dos Estados e do Distrito Federal, quando o consórcio público for, respectivamente, constituído por mais de um Estado ou por um ou mais Estados e o Distrito Federal; e

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c) dos Municípios e do Distrito Federal, quando o consórcio for constituído pelo Distrito Federal e Municípios.

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4. CONSIDERAÇÕES GERAIS

Nesta ETAPA 5 – Diagnóstico Técnico-Participativo são apresentadas as condições que nortearão o processo de planejamento, objeto do estudo. Porém, o escopo de planejamento do PMGIRS extrapola questões de natureza técnica, relacionadas exclusivamente à infraestrutura dos sistemas e se propõe a definir um plano diretor de gestão.

Assim, considera aspectos relacionados à modalidade institucional de prestação do serviço, o relacionamento com o usuário, o controle operacional e outros que serão objeto de detalhamento nesta etapa.

Os estudos para o diagnóstico da situação da gestão dos resíduos sólidos serão elaborados a partir de dados secundários e primários, contendo a área de abrangência, inspeções de campo e coletas de dados.

Após essa identificação, serão propostas metas e ações, estabelecendo as prioridades de acordo com a necessidade de atendimento em ações imediatas, de curto, de médio e de longo prazo, para o horizonte de plano de 20 anos.

O produto deste trabalho permitirá o monitoramento dos indicadores de desempenho do município de Palhoça, como resultado, espera-se contribuir para o alcance dos objetivos gerais da Política Nacional de Saneamento Básico e Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

O planejamento dos serviços de gestão dos resíduos sólidos, de forma articulada com as questões ambientais, de recursos hídricos e de desenvolvimento urbano é condição essencial para potencializar o impacto dos investimentos a serem realizados e proporcionar a universalização do acesso da população aos serviços públicos essenciais que têm forte relação com saúde pública e qualidade de vida.

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5. ASPECTOS LEGAIS

O PMGIRS, durante todo seu desenvolvimento, foi elaborado segundo as legislações vigentes, normas técnicas, leis e decretos federais, estaduais e municipais, conforme descritas abaixo.

5.1. Normas Técnicas

As Normas Técnicas a seguir dão as diretrizes dos procedimentos que devem ser utilizados no manejo dos resíduos sólidos.

 ABNT NBR 12.235/1992 - Fixa as condições exigíveis para o armazenamento de resíduos sólidos perigosos de forma a proteger a saúde pública e o meio ambiente.

 ABNT NBR 12.808/1993 – Resíduos de serviço de saúde – Classificação.

 ABNT NBR 12.810/ 1993 - Fixa procedimentos exigíveis para coleta interna e externa dos resíduos de serviços de saúde, sob condições de higiene e segurança.

 ABNT NBR 13.221/1994 - Transporte Terrestre de Resíduos.

 ABNT NBR 13.853/1997 - Coletores para resíduos de serviços de saúde perfurantes ou cortantes - Requisitos e métodos de ensaio.

 ABNT NBR 14.598/2000 - Produtos de petróleo.

 ABNT NBR 15.112/2004 - Resíduos de construção civil e resíduos volumosos - Áreas de transbordo e triagem - Diretrizes para projeto, implantação e operação.

 ABNT NBR 15.113/2004: Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes - Aterros Diretrizes para projeto, implantação e operação.

 ABNT NBR 15.114/2004: Resíduos sólidos da construção civil - áreas de reciclagem - Diretrizes para projeto, implantação e operação.

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 ABNT NBR 15.115/2004: Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil - Execução de camadas de pavimentação - Procedimentos.

 ABNT NBR 15.116/2004: Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil - Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural - Requisitos.

 ABNT NBR 7.500/2004 - Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos.

 ABNT NBR 10.004/2004 – Dispõe sobre a classificação dos resíduos sólidos.

 ABNT NBR 10.005/2004 – Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de resíduos sólidos.

 ABNT NBR 10.006/2004 – Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos.

 ABNT NBR 10.007/2004 – Amostragem de resíduos sólidos.

 ABNT NBR 12.235/1992 – Armazenamento de resíduos sólidos perigosos.

 ABNT NBR 12.808/1993 – Resíduos de serviços de saúde – classificação.

 ABNT NBR 12.810/1993 – Coleta de resíduos de serviços de saúde – procedimentos.

 ABNT NBR 12.980/1993 – Coleta, varrição e acondicionamento de resíduos sólidos urbanos.

 ABNT NBR 14.728/2005: Caçamba estacionária de aplicação múltipla operada por poliguindaste - Requisitos de construção.

5.2. Leis Federais, Decretos e Resoluções

São várias as leis federais que tratam da temática dos resíduos sólidos e de todos os aspectos que, de alguma forma, se relacionam a esse tema. A maior e mais

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relevante delas é a Lei 12.305/2010, denominada de Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que busca, além de regulamentar os aspectos legais concernentes aos resíduos sólidos, propões, também, uma mudança de paradigmas da sociedade brasileira.

5.2.1. Política Nacional dos Resíduos Sólidos

A Política Nacional dos Resíduos Sólidos – PNRS define as diretrizes, princípios e instrumentos fundamentais ao tema para todos os tipos de resíduos sólidos, como ciclo de vida do produto e logística reversa, buscando a coordenação entre produção e consumo consciente. Na PNRS estabeleceu - se a responsabilidade compartilhada, ou seja, cada integrante da cadeia produtiva e os órgãos governamentais possuem funções específicas no manejo e controle adequado dos resíduos sólidos.

Nela ficou definido que cada entidade da Federação precisa elaborar um plano onde será descrito a forma com a qual a entidade irá realizar o manejo dos resíduos sólidos. Para isso, inicialmente, o país deveria elaborar um Plano Nacional de Resíduos Sólidos, para nortear as ações globais e as diretrizes do manejo de resíduos com abrangência nacional. Ainda, sob responsabilidade do poder público, os Planos Estaduais de Resíduos Sólidos - PERS, que deverão abranger todo o território do estado em questão, os Planos Regionais ou Intermunicipais de Resíduos Sólidos - PIGIRS, que terão a participação de todos os município da região em questão e os Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos - PMGIRS, que darão as diretrizes para o manejo adequado dos resíduos gerados no município.

Para que os municípios possam ter acesso a recursos da união ou que são controlados por ela, para aplicar em ações voltadas ao manejo dos resíduos sólidos, os mesmos, obrigatoriamente, devem possuir o PMGIRS. Além disso, para o acesso

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aos recursos, priorizou-se os municípios que se utilizam de associações ou cooperativas de catadores na coleta seletiva de recicláveis, e soluções consorciadas intermunicipais.

No âmbito privado, é obrigatório que empreendimentos que gerem resíduos industriais, resíduos de saúde, resíduos de mineração e resíduos de estações de tratamento de água e esgoto possuam um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS.

No que tange à logística reversa, em seu Art. 33, a Lei da PNRS determina que os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista e produtos eletroeletrônicos e seus componentes são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. Sendo, a logística reversa, obrigatória para essas cadeias produtivas e os responsáveis pela implantação da logística reversa são os próprios fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes desses produtos.

Foi também introduzida a diferenciação entre resíduos e rejeitos, reconhecendo que o resíduo sólido é um bem econômico e de valor social, que gera trabalho e renda e promove a cidadania e define como rejeitos os “resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e tecnicamente viáveis não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada” (Art. 3º, inciso XV).

Conforme Costa, 2011, as iniciativas estratégicas, advindas da implementação da PNRS, irão garantir a recuperação da qualidade das águas, o acesso à água potável, às condições sanitárias adequadas e à proteção dos biomas.

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As mesmas dependerão dos esforços orientados para a otimização e a redução do uso de matéria-prima, para o uso de materiais renováveis, recicláveis, reciclados e energeticamente eficientes, para melhoria das técnicas de produção e dos sistemas de distribuição e para redução do descarte de resíduos, onde, reinseri-los sempre que possível na cadeia produtiva como insumos será a lógica fundamental de uma nova sociedade.

5.2.2. Outras Legislações Federais

A seguir são apresentadas as demais legislações que também dispõem sobre o adequado manejo dos resíduos sólidos, saúde e meio ambiente.

 Decreto Federal nº 4.281 de 25 de junho de 2002 - Regulamenta a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental.

 Decreto Federal nº 7.217 de 21 de junho de 2010 - Regulamenta a Lei nº 11.445, de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico.

 Decreto Federal nº 7.404 de 23 de dezembro de 2010 - Regulamenta a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa.

 Lei Federal nº 11.445, de 05 de Janeiro de 2007 - Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico.

 Lei Federal nº 9.795 de 27 de abril de 1999 - Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental.

 Lei federal nº 9.974, de 6 de junho de 2000 - Dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o

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armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.

 Lei nº 2.312, de 03 de Setembro de 1954 - Normas Gerais sobre Defesa e Proteção da Saúde.

 Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 – Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.

 Portaria MINTER nº 53, de 01 de março de 1979 - Cria as normas para acumulação do lixo.

 Portaria MINTER nº 53, de 01 de março de 1979 - Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos. Abster-se de destinar restos alimentares

“in natura” para agricultura ou alimentação de animais.

 Portaria nº 204/1997 do Ministério dos Transportes - Dá instruções complementares ao regulamento do transporte terrestre de produtos perigosos.

 RDC nº 306, de 07 de dezembro de 2004 – Dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.

 RDC nº 342, de 13 de dezembro de 2002 – Aprova o termo de referência para elaboração dos Planos de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde.

 Resolução CONAMA nº 258 de 30 de junho de 1999 - "Determina que as empresas fabricantes e as importadoras de pneumáticos ficam obrigadas a coletar e dar destinação final ambientalmente adequada aos pneus inservíveis". Alterada pela Resolução nº 301, de 2002. Revogada pela Resolução nº 416, de 2009.

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 Resolução CONAMA nº 275 de 2 de abril de 2001 - Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva.

 Resolução CONAMA nº 283 de 12 de julho de 2001 – Dispõe sobre o tratamento e a destinação final dos resíduos dos serviços de saúde.

 Resolução CONAMA nº 358 de 29 de abril de 2005 - Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outra providência.

 Resolução CONAMA nº 401, de 04 de novembro de 2008 - Estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado.

 Resolução CONAMA nº 416, de 30 de setembro de 2009 - Dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada.

Percebe-se que a legislação vigente é bastante ampla, possuindo inúmeros instrumentos para o adequado manejo dos resíduos sólidos, porém, as políticas públicas de fiscalização são consideravelmente vagas resultando no não cumprimento de muitos desses instrumentos.

5.3. Leis e Decretos Estaduais

A seguir estão listadas as legislações pertinentes do estado de Santa Catarina para o adequado manejo dos resíduos sólidos.

Lei Estadual nº 6.320, de 20 de dezembro de 1983 (Código Sanitário Estadual) - Dispõe sobre normas gerais de saúde, estabelece penalidades e dá outras providências.

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 Lei Estadual nº 11.347, de 17 de janeiro de 2000 - Dispõe sobre a coleta, o recolhimento e o destino final de resíduos sólidos potencialmente perigosos que menciona, e adota outras providências.

 Lei Estadual nº 11.376, de 18 de abril de 2000 - Estabelece a obrigatoriedade da adoção de plano de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde.

 Lei Estadual nº 12.375, de 16 de julho de 2002 - Dispõe sobre a coleta, o recolhimento e o destino final de pneus descartáveis.

 Decreto Estadual nº 6.215, de 27 de dezembro de 2002 - Regulamenta a Lei nº 12.375, de 16 de julho de 2002, que dispõe sobre a coleta, o recolhimento e o destino final de pneus descartáveis.

 Lei nº 12.863, de 12 de janeiro de 2004 - Dispõe sobre a obrigatoriedade do recolhimento de pilhas, baterias de telefones celulares, pequenas baterias alcalinas e congêneres, quando não mais aptas ao uso.

 Decreto Estadual nº 4.242, de 18 de abril de 2006 - Regulamenta a Lei nº 13.549, de 11 de novembro de 2005, que dispõe sobre a coleta, armazenagem e destino final das embalagens flexíveis de ráfia.

 Lei Estadual nº 14.675, de 13 de abril de 2009 - Institui o Código Estadual do Meio Ambiente.

A legislação no âmbito estadual esteve sempre muito a frente da legislação de âmbito federal. O estado de Santa Catarina, ainda em 2004, já apresentava diretrizes para o que posteriormente seria a logística reversa da PNRS, instituindo a Política Estadual dos Resíduos Sólidos cinco anos antes de existir essa exigência por conta da PNRS e antes de qualquer outro estado, eliminou os lixões. Dessa forma, a abrangência da legislação estadual alcança, de forma eficaz, todos pormenores relacionados aos resíduos sólidos.

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5.4. Leis e Decretos Municipais

Na sequencia são apresentadas as legislações do município de Palhoça para o adequado manejo dos resíduos sólidos.

 Lei nº 1049/1989 - Autoriza o poder executivo municipal a conceder licença para reciclagem e tratamento de resíduos sólidos.

 Lei Orgânica do Município de Palhoça de 1990.

 Lei nº 2.290/1992 - Dispõe sobre normas de Saúde em Vigilância Sanitária, estabelece penalidade e dá outras providências.

 Lei nº 15/1993 - Fixa os objetivos, as diretrizes e as estratégias do plano diretor do município de palhoça, estado de Santa Catarina, e dá outras providências.

 Lei nº 16/1993 - Dispõe sobre o zoneamento de uso e ocupação do território do município de palhoça, estado de Santa Catarina.

 Lei nº 17/1993 - Institui o código de obras e edificações para o município de Palhoça.

 Lei nº 19/1993 - Instituí o Código de Posturas Municipal.

 Lei nº 82/1993 - Estabelece invólucros especiais para acondicionamento de lixos hospitalares.

 Lei nº 370/1995 - Dispõe sobre depósito de resíduos sólidos e líquidos no município de Palhoça.

 Lei nº 1.680/2003 - Regulamenta serviços de remoção de resíduos de construção, e da outras providencias.

 Lei nº 1.692/2003 - "Institui a Fundação Municipal do Meio Ambiente".

 Lei complementar nº 36, de 28 de dezembro de 2005 taxa de serviço de coleta de lixo - TSCL. Altera o artigo 172 da lei complementar nº 18/2002, de 30 de dezembro de 2002.

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 Lei nº 2.561, de 19 de abril de 2007. Saneamento básico. Concessão ou permissão para exploração. Autorização.

 Lei nº 2.565, de 17 de maio de 2007. Resíduos sólidos urbanos.

Autoriza a concessão dos serviços de engenharia sanitária de limpeza urbana e dá outras providências.

 Lei nº 3.120, de 17 de setembro de 2009. Fica proibida depositar lixo procedente de outro município no município de Palhoça.

 Lei nº 3.132, de 22 de setembro de 2009. Dispõe sobre o uso de embalagens biodegradáveis e/ou retornáveis para acondicionamento de produtos e mercadorias, a serem utilizadas nos estabelecimentos comerciais no âmbito do município de Palhoça.

 Lei nº 3.173, de 23 de novembro de 2009. Fixa limites urbanos do município de Palhoça.

 Lei nº 3.224, de 28 de dezembro de 2009. Cria a autarquia de direito público denominada de "Águas de Palhoça", integrante da administração indireta e dá outras providências.

 Lei nº 3.228, de 28 de dezembro de 2009. Autoriza o ingresso do município de Palhoça no consórcio público denominado Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (ARIS).

 Lei nº 3.231, de 28 de dezembro de 2009. Dispõe sobre a obrigatoriedade de Instalação de cobertura em depósitos de pneumáticos e afins, evitando-se acúmulo de água que se torna foco gerador do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue e dá outras providências.

 Lei nº 3.757, de 17 de dezembro de 2012. Institui o serviço público de coleta seletiva dos resíduos secos domiciliares e dá outras providências.

 Lei nº 3.804, de 08 de janeiro de 2013. Dispõe sobre a colocação de coletores para lixo reciclável.

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 Lei nº 3.999, de 31 de março de 2014. Declara de utilidade pública a Associação dos trabalhadores de materiais recicláveis e resíduos sólidos e orgânicos de Palhoça.

 Decreto nº 1.642, de 06 de maio de 2014. Altera o regimento interno da autarquia municipal SAMAE Palhoça aprovado pelo Decreto Municipal nº 1.284, de 21 de junho de 2011 e dá outras providências.

Ao se analisar a legislação municipal, percebe-se que ela é bastante extensa, conseguindo alcançar diversas atividades relacionadas ao manejo dos resíduos sólidos e demais parâmetros para a conservação e preservação do meio ambiente, bem como saúde pública, tais como, mecanismos para implantação da coleta seletiva, dessa forma também, apoio e incentivo para os catadores com intuito de colaborarem na coleta seletiva, instrumentos que definem as cores para os coletores para a coleta seletiva, entre outros.

Entretanto, apesar do município dispor de todos esses instrumentos percebe-se, como já mencionado anteriormente, que se faz necessária uma maior atuação dos órgãos de fiscalização para o cumprimento de tais instrumentos legais.

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6. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS, CULTURAIS E AMBIENTAIS 6.1. Caracterização da Área de Planejamento

A definição das unidades espaciais para análise e planejamento tiveram como base as bacias hidrográficas nas quais o município de Palhoça está inserido.

As unidades territoriais de análise e planejamento tiveram seus perímetros e áreas definidas de forma que compatibilizou-se as regiões administrativas com os limites de divisores de águas.

Sendo que, a bacia hidrográfica como unidade de planejamento já é de aceitação mundial, uma vez que esta se constitui num sistema natural bem delimitado geograficamente, onde os fenômenos e interações podem ser integrados, assim bacias hidrográficas podem ser tratadas como unidades geográficas, onde os recursos naturais se integram. Além disso, constitui-se uma unidade espacial de fácil reconhecimento e caracterização, considerando que não há qualquer área de terra, por menor que seja, que não se integre a uma bacia hidrográfica (Santos, apud Carvalho, 2009).

Outro formato bastante utilizado para delimitar áreas de planejamento, em municípios, são os bairros pertencentes ao mesmo. A Figura 1 apresenta as bacias e sub-bacias nas quais o município de Palhoça está inserido e os bairros que são oficiais junto a Prefeitura Municipal.

Palhoça encontra-se inserida em duas bacias hidrográficas, a Bacia do Cubatão Sul com 127,59 km² e a Bacia da Madre com 239,90 km², que foram minuciosamente detalhadas na Etapa 4 deste plano, que se referia a Definição das Unidades de Planejamento. A Bacia do Cubatão Sul é constituída por sete sub- bacias e a Bacia da Madre por mais quatro sub-bacias.

O Quadro 1 apresenta as sub-bacias pertencentes às Bacias do Cubatão Sul e da Madre, indicando também, sua respectiva área de abrangência.

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Figura 1: Unidades de Planejamento

Fonte: Elaborado pelo autor

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Quadro 1: Bacias e Sub-bacias de Palhoça

Bacias e respectivas Sub-bacias Km²

1 Bacia do Cubatão Sul 127,59

1 Sub-bacia Praia do Pontal 2,83

2 Sub-bacia Rio Cubatão 37,90

3 Sub-bacia Rio Aririu 22,74

4 Sub-bacia 04 10,62

5 Sub-bacia Rio Passa Vinte 25,23

6 Sub-bacia Baía de Palhoça 5,12

7 Sub-bacia Rio Imaruí 23,14

2 Bacia da Madre 239,90

8 Sub-bacia Rio da Madre 103,16

9 Sub-bacia Orla da Praia da Pinheira 22,74

10 Sub-bacia Rio Maciambu 77,42

11 Sub-bacia Enseada de Brito/Praia de Fora e Cedro 36,57

Fonte: Elaborado pelo autor.

A Bacia do Cubatão do Sul possui uma área de drenagem de 738 km², dos quais 342 km² estão situados dentro do Parque da Serra do Tabuleiro e 167,44 km estão dentro do perímetro urbano de Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz e parcialmente nos municípios de São Pedro Alcântara e São Bonifácio. O principal rio desta bacia é o Rio Cubatão do Sul. Seus limites correspondem às áreas drenadas pelo seu rio principal e pelos seus afluentes, como os Rios dos Bugres, Forquilhinha e Matias na margem direita e pelos Rios Vargem do Braço ou Pilões, do Salto, dos Bugres, do Cedro, Caldas do Norte (ou das Forquilhas), pela margem esquerda, cujos limites são os divisores de águas.

A Bacia do da Madre nasce na maior área de preservação catarinense, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, percorre a Baixada do Maciambu, no município de Palhoça, e deságua no Oceano Atlântico na praia da Guarda do Embaú. O rio da Madre demarca a divisa dos municípios de Paulo Lopes e Palhoça.

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6.2. Dados Gerais do Município

O município está localizado na porção central do litoral catarinense, na região Sul do Brasil. Pertence à microrregião de Florianópolis e a mesorregião da Grande Florianópolis (Figura 2). Localizado a uma latitude 27° 38’ 34’’ Sul e a uma longitude 48° 40 ’10’’ Oeste, estando a uma altitude de 2 metros (SEBRAE, 2010).

A cidade é hoje um importante polo comercial e industrial para o estado, mas ainda preservam suas tradições e folclore, em manifestações como o Boi de Mamão, a dança do Pau de Fitas, o Terno de Reis e o Pão por Deus.

Figura 2: Localização de Palhoça

Fonte: Elaborado pelo autor

A distância de Palhoça à capital, Florianópolis, é de 12,9 km. O principal acesso rodoviário é feito pelas rodovias federais BR 282 e 101 (Figura 3). Seus municípios limítrofes são: São José, São Pedro de Alcântara, Paulo Lopes e Santo Amaro da Imperatriz.

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Figura 3: Acesso ao Município de Palhoça

Fonte: Elaborado pelo autor

6.2.1. Criação do Município

Atendendo ao pedido de moradores, em 1882 a Assembleia Legislativa votou a Lei 949 de 08 de novembro, elevando-a a categoria de freguesia. Em 1886 passa de Distrito Policial a Distrito de Paz. Em 24 de abril de 1894, foi elevada a categoria de Município, por desmembramento de São José, sendo instalado em 23 de maio do mesmo ano.

Em 10 de janeiro de 1906, Palhoça transforma-se em Comarca. Faziam parte os distritos de Palhoça (sede do município e da comarca), Santo Amaro do Cubatão, Enseada de Brito, Teresópolis, São Bonifácio do Capivari, Santa Isabel, Anitápolis, Santa Tereza e Garopaba, que de município transformou em distrito de Palhoça. Em 22 de agosto de 1919, através da Lei 1245, foi elevada a categoria de cidade.

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6.2.2. Ocupação

Os primeiros colonizadores ao chegarem a Palhoça foram os portugueses, que se estabeleceram na Enseada de Brito e de lá se espalharam pelas redondezas.

Após vieram os açorianos e madeirenses, chegando às primeiras famílias na Ilha de Santa Catarina em fevereiro de 1747. O povoamento açoriano-madeirense tem sua origem no edital que D. João V mandou publicar em 1747.

O objetivo de D. João V em enviar casais açorianos e madeirenses, era povoar as terras brasileiras e resolver o problema de excesso de população nos arquipélagos dos Açores e Madeira.

Por volta de 1824, iniciou-se a imigração alemã para o Brasil em Santa Izabel, que mais tarde viria a pertencer ao município de Palhoça. As principais causas da imigração alemã na região foram o excesso de população na Alemanha, as guerras constantes e, a propaganda brasileira atraindo colonos com promessa de doação de terras.

Palhoça tem sua formação étnica também de origem italiana. A imigração destes para o Brasil iniciou-se por volta de 1790. Além dos portugueses, alemães e italianos, outras raças contribuíram também para formação étnica do povo Palhocense, entre elas negros, libaneses, gregos, japoneses, índios.

6.2.3. Divisão Territorial e Formação Histórica

No ano de 1651, Dias Velhos chegou a Ilha de Santa Catarina, denominando- a de Desterro. Em 1771, portugueses de São Vicente (São Paulo) fundaram Lages.

Nesse período houve a necessidade de ligação entre as duas localidades, resultando na abertura de uma estrada que ligava Desterro a Lages.

Da necessidade de criar um refúgio no continente caso houvesse novos ataques a Ilha de Santa Catarina, fez com que em 31 de julho de 1793, o Governador Cel. João Alberto de Miranda Ribeiro enviasse ofício nº 07 ao Conde

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Rezende, vice-rei do Brasil. No ofício, o Governador incumbe a Caetano Silveira de Matos a construir palhoças para guardar farinha na estrada que ia para Lages. Nesta data, deu-se a fundação do povoado.

Com o aumento da demanda de alimentos provenientes do continente e a movimentação das tropas, foi construída uma estrada atravessando o pântano.

Com o aumento da povoação, após a construção da estrada, a população deslocou- se mais para o sul, estabelecendo-se o centro definitivo de Palhoça, onde é hoje.

Palhoça pertencia a Florianópolis até 1833, quando então passou a pertencer a São José, quando este foi criado. A primeira igreja de Palhoça foi construída em 1868, mais tarde passou a chamar-se de Nossa Senhora do Parto.

Em 1922 cedeu os territórios onde hoje estão os municípios de Alfredo Wagner e Ituporanga para juntamente com parte do município de Lages, formar Bom Retiro. Em 1948, Ituporanga emancipou-se e deu origem aos municípios de Petrolândia e Imbuia em 1962 e, de Atalanta em 1964. Em 1961 Alfredo Wagner torna-se município.

Em 1958, Santo Amaro da Imperatriz emancipou-se de Palhoça e deu origem aos municípios de Águas Mornas e Anitápolis. Em 1961, Garopaba e Paulo Lopes emanciparam-se de Palhoça e, São Bonifácio em 1962. Após essas emancipações, Palhoça ficou com a configuração atual.

A Lei nº 06, de 06 de abril de 1973, institui o brasão, e a Lei nº 07, de 06 de abril de 1973, institui a bandeira oficial para o Município.

6.2.4. Formações Administrativas

Além do Gabinete do Prefeito composto pelo Sr. Camilo Martins (PSD) e pelo Sr. Vice Prefeito Nilson João Espíndola (PSD), a Prefeitura Municipal conta com 15 (quinze) secretarias (Quadro 2) que auxiliam na administração.

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Quadro 2: Secretarias e Secretários

Secretarias Secretário (a)

Secretaria Municipal de Gestão e Comunicação Daniel Broering Harger Secretaria Municipal de Desenvolvimento

Econômico e Planejamento Marcelo Fett Alves

Secretaria Municipal de Infraestrutura Eduardo Freccia Secretaria Municipal De Turismo Alberto Prim Secretaria Municipal Habitação e Regularização

Fundiária Antônio Vidal Pagani

Secretaria Municipal Administração e Serviços

Compartilhados Cristina Schwinden

Secretaria Municipal de Serviços Públicos - SESP Edson Ghizoni Secretaria Municipal de Maricultura, Pesca e

Agricultura Laudelino Nairto Soares

Secretaria de Finanças Daniel Broering Harger

Secretaria de Receita Nilson João Espíndola

Secretaria de Educação Shirley Nobre Scharf

Secretaria de Saúde Rosinei de Souza Horário

Secretaria de Segurança Pública e Defesa do

Cidadão Leonel José Pereira

Secretaria de Governo Mário Cesar Hugen

Secretaria de Assistência Social Adriano da Silva Mattos

Fonte: Prefeitura Municipal de Palhoça, 2015

A Câmara de Vereadores é representada pelo Presidente Sr. Nirdo Artur Luz (DEM) e composta por mais 10 vereadores (Quadro 3).

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Quadro 3: Vereadores e Partidos

Vereador (a) Partido

Nirdo Artur Luz DEM

Reni Antônio Schweitzer PSDB

Nelson Martins Filho PSDB

Maria Rosangela Prátis PSDB

Isnardo Luis Brant PMDB

Arcendino José Cerino PSD

Otávio Marcelino Martins PSD

Luiz Henrique Sell PP

Fábio Coelho PDT

Edemir Niehues PDT

Adelino Severiano Machado PMDB

Fonte: Prefeitura Municipal de Palhoça, 2015

6.2.5. Autarquia Municipal

Compete ao SAMAE Palhoça o planejamento, a coordenação e a execução das obras, instalação, operação e manutenção de sistemas, a medição do consumo de água, faturamento e cobrança dos serviços prestados, assim como aplicação de penalidades. O Projeto de Lei nº 471/2010 sancionado institui o regulamento geral da autarquia SAMAE Palhoça, que dispõe sobre os serviços públicos de água e esgoto sanitário prestado. O projeto de Lei estabelece também que: - o SAMAE Palhoça deve ser consultado sobre a prestação dos serviços públicos de abastecimento de água e de coleta de esgoto, em todos os projetos de loteamento, assentamento de edificações e conjuntos habitacionais; - os projetos relacionados com abastecimento de água e coleta de esgoto só poderão ser aprovados pela Prefeitura Municipal de Palhoça após uma autorização concedida pela autarquia, tendo que verificar a necessidade da interligação das redes do loteamento às redes distribuidoras e coletoras; - as normas de contrato de adesão permitem a regulação das relações entre o SAMAE Palhoça e os seus usuários. Compete também ao

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SAMAE, a gestão dos contratos de prestação de serviços de limpeza pública e coleta e destinação dos resíduos sólidos do município. A Figura 4 apresenta o Organograma do SAMAE.

Figura 4: Organograma do Samae Palhoça

Fonte: Projeto de Esgotamento Sanitário

6.3. Demografia

6.3.1. Evolução da População

O Município de Palhoça apresentava quando da realização do último censo pelo IBGE no ano de 2010 uma população de 137.334 habitantes. O Quadro 4 e a Figura 5 apresentam a evolução populacional da área atual do município de

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Palhoça, nos anos de 1991 a 2014, de acordo com os censos, contagens e estimativas populacionais efetuados pelo IBGE.

O Quadro 5 mostra um panorama da população de homens e de mulheres, na área urbana e rural do município entre os anos de 1991 a 2010.

Entre 2000 e 2010, a população de Palhoça teve uma taxa média de crescimento anual de 3,37%, superior à taxa verificada no Estado em igual período, que foi de 1,66% (SEBRAE, 2013, apud SC Engenharia e Geotecnologia, 2014).

O crescimento demográfico de Palhoça resulta fundamentalmente de movimentos populacionais internos ao próprio Estado de Santa Catarina, uma vez que menos de 10% da população teve como local de nascimento outras regiões do país, notadamente os estados vizinhos – Paraná e Rio Grande do Sul (Engenharia e Geotecnologia, 2014).

No entanto, poder-se-ia complementar que o crescimento demográfico de Palhoça ocorre em estreita correlação com a dinâmica regional, como resultado dos processos de atração e de expulsão exercidos, principalmente, por Florianópolis.

Isto porque, ao mesmo tempo em que Florianópolis atrai população, também expulsa, em função da dinâmica e das transformações causadas pelo crescimento acelerado (Engenharia e Geotecnologia, 2014).

Em estudo realizado por Alves e Baeninger (2008) sobre migração foi constatado que 603 moradores de Palhoça, na condição de ativos economicamente, migraram para Florianópolis, enquanto que Palhoça recebeu, no mesmo período, 2774 migrantes da Capital do Estado (Engenharia e Geotecnologia, 2014).

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Quadro 4: Evolução Populacional de Palhoça

Ano População Total (hab.)

1991 68.430

1996 80.905

2000 102.742

2007 122.471

2010 137.334

2014* 154.244

Fonte: IBGE, 2014

*Estimativa conforme dado IBGE 2014.

Figura 5: Evolução populacional de Palhoça

Fonte: IBGE, 2014

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Quadro 5: Panorama da população de homens e de mulheres, área urbana e rural do município

População População 1991

% Total 1991

População 2000

% Total 2000

População 2010

% Total 2010 População

total 68.564 100,00 102.742 100,00 137.334 100,00

Homens 34.597 50,46 51.432 50,06 68.436 49,83

Mulheres 33.967 49,54 51.310 49,94 68.898 50,17

Urbana 65.791 95,96 97.914 95,30 135.311 98,53

Rural 2.773 4,04 4.828 4,70 2.023 1,47

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

6.3.2. População Rural e Urbana e Densidade Demográfica

Segundo o último censo feito pelo IBGE, a população de Palhoça no ano de 2010, era de 137.334 habitantes, desse total, 135.311 habitantes viviam na zona urbana do município e 2.023 habitantes residiam na zona rural. Hoje, conforme IBGE 2014, a população estimada é de 154.244 habitantes. A densidade demográfica no município é de 400,8 habitantes/km², registrada no ano de 2010. A Figura 6 apresenta a população de Palhoça dividida entre rural e urbana.

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