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Lei nº /09. A nova lei do Mandado de Segurança

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(1)

Lei Lei n n º º 12.016/09 12.016/09

A nova lei do Mandado de A nova lei do Mandado de

Seguran

Seguran ç ç a a

(2)

Sem a inten

Sem a intenç ção de exaurir a mat ão de exaurir a maté éria em questão, ria em questão, passamos a tecer algumas considera

passamos a tecer algumas considera ç ç ões acerca ões acerca das mudan

das mudan ç ç as havidas na Lei do Mandado de as havidas na Lei do Mandado de Seguran

Seguran ç ç a. a.

(3)

Constitui Constitui ç ç ão Federal/88 ão Federal/88 Artigo 5

Artigo 5 º º ... ...

LXIX

LXIX - - conceder- conceder -se se- -á á mandado de seguranç mandado de seguran ça para a para proteger direito l

proteger direito l í í quido e certo, não amparado por quido e certo, não amparado por habeas

habeas corpus ou corpus ou habeas habeas data, quando o data, quando o respons

respons á á vel pela ilegalidade ou abuso de poder for vel pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade p

autoridade p ú ú blica ou agente de pessoa jur blica ou agente de pessoa jur í í dica no dica no exerc

exerc í í cio de atribui cio de atribui ç ç ões do Poder P ões do Poder P úblico; ú blico;

(4)

Considera

Considera ç ç ões acerca da ões acerca da

Nova Lei do Mandado de Seguran

Nova Lei do Mandado de Seguran ç ç a a

(5)

Mandado de Seguranç Mandado de Seguran ç a a – – Lei Lei n n º º 12.016/09 12.016/09

Art.1 Art.1 º º Conceder Conceder -se - se- à mandado de seguran mandado de seguran ç ç a para a para proteger direito l

proteger direito lí í quido e certo quido e certo , , não amparado não amparado por por habeas habeas corpus corpus ou ou habeas habeas data, data, sempre sempre que,

que, ilegalmente ou com abuso de poder ilegalmente ou com abuso de poder , , qualquer pessoa f

qualquer pessoa f í í sica ou jur sica ou jur í í dica sofrer viola dica sofrer viola ç ç ão ão ou houver justo receio de sofrê

ou houver justo receio de sofrê - - la por parte de la por parte de autoridade

autoridade , seja de que categoria for e sejam , seja de que categoria for e sejam quais forem as fun

quais forem as fun ç ç ões ões que que exer exer ç ç a a (Destacamos)

(Destacamos)

(6)

Autoridade Autoridade Coatora Coatora

Equiparação como “autoridade coatora” dos

“dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público”

Porém, impede o cabimento de MS contra atos de

gestão comercial praticados pelos administradores

de empresas públicas, concessionárias de serviço

público ou sociedades de economia mista

(necessidade de função originalmente do Poder

Público) (artigo 1º, §§1º e 2º);

(7)

Moderniza Moderniza ç ç ão do Mandado de Seguran ão do Mandado de Seguran ç ç a a Inclui, no

Inclui, no artigo 4 artigo 4 º º da nova lei, a possibilidade de se da nova lei, a possibilidade de se impetrar MS via fax ou outro meio eletrônico de impetrar MS via fax ou outro meio eletrônico de autenticidade comprovada.

autenticidade comprovada.

Condi

Condiç ção: ão:

1) 1) Utiliza Utiliza ç ç ão dos crit ão dos crit é é rios da rios da ICP- ICP -Brasil Brasil

2) 2) Apresenta Apresenta ç ç ão em 5 (cinco) dias da peti ão em 5 (cinco) dias da peti ç ç ão ão

(8)

Exigência de garantias Exigência de garantias

Conforme prescrito no inciso III do

Conforme prescrito no inciso III do artigo 7 artigo 7 º º , o juiz , o juiz poder

poder á á exigir cau exigir cau ç ç ão, fian ão, fian ç ç a ou dep a ou dep ó ó sito, quando sito, quando do deferimento da liminar, com a finalidade de do deferimento da liminar, com a finalidade de garantir o ressarcimento

garantir o ressarcimento à à pessoa jurí pessoa jur ídica dica

Cria Cria - - se, desta maneira, uma distin se, desta maneira, uma distin ç ç ão entre o ão entre o impetrante com e sem recursos?

impetrante com e sem recursos?

(9)

Da Medida Liminar em mat Da Medida Liminar em mat é é ria tribut ria tribut á á ria ria Previsto no par

Previsto no par á á grafo 2 grafo 2 º º do do artigo 7 artigo 7 º º , o legislador , o legislador entendeu por bem em impedir a concessão de entendeu por bem em impedir a concessão de liminar em mandado de seguran

liminar em mandado de seguranç ç a quando a a quando a maté mat éria versar sobre: ria versar sobre:

1. 1. Compensa Compensa ç ç ão de cr ão de cr é é ditos tribut ditos tribut á á rios; rios;

2. 2. Entrega de mercadorias e bens provenientes do Entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior;

exterior;

(10)

Da Medida Liminar em mat Da Medida Liminar em mat é é ria tribut ria tribut á á ria ria

3. 3. Reclassifica Reclassifica ç ç ão ou equipara ão ou equipara ção de servidores ç ão de servidores p p ú ú blicos; e blicos; e

4. 4. Concessão de aumento ou a extensão de Concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza

vantagens ou pagamento de qualquer natureza

(11)

Da Medida Liminar em mat Da Medida Liminar em mat é é ria tribut ria tribut á á ria ria Considerando a previsão expressa, questiona

Considerando a previsão expressa, questiona - - se: se:

1. 1. A compensaç A compensa ção de cr ão de cré é dito tribut dito tribut ário, ainda que em á rio, ainda que em decorrência de situa

decorrência de situa ç ç ão URGENTE e de direito ão URGENTE e de direito L L Í Í QUIDO e CERTO dever QUIDO e CERTO dever á á se basear somente nos se basear somente nos preceitos da Instru

preceitos da Instru ç ç ão Normativa RFB ão Normativa RFB n n º º 900/08? 900/08?

É É poss poss í í vel a obten vel a obten ç ç ão de liminar para ingresso em ão de liminar para ingresso em programa de parcelamento do governo, o qual programa de parcelamento do governo, o qual possibilita a compensa

possibilita a compensa ç ç ão de tributos em seu ão de tributos em seu âmago?

âmago?

(12)

Da Medida Liminar em mat Da Medida Liminar em mat é é ria tribut ria tribut á á ria ria

2. 2. Nas hip Nas hip ó ó teses de abuso de poder por parte da teses de abuso de poder por parte da autoridade fiscal, quando do desembara autoridade fiscal, quando do desembara ç ç o o aduaneiro, qual ser

aduaneiro, qual será á o instrumento jurí o instrumento jur ídico para dico para reaver o bem/mercadoria adquirida?

reaver o bem/mercadoria adquirida?

E no caso de greve dos servidores da aduana?

E no caso de greve dos servidores da aduana?

Deveremos aguardar o trânsito em julgado de uma

Deveremos aguardar o trânsito em julgado de uma

A A ç ç ão Declarat ão Declarat ó ó ria (por exemplo)? ria (por exemplo)?

(13)

Da Medida Liminar em mat Da Medida Liminar em mat é é ria tribut ria tribut á á ria ria 3. Manuten

3. Manutenç ção de eventuais injusti ão de eventuais injustiç ç as cometidas as cometidas contra os pr

contra os pr ó ó prios funcion prios funcion á á rios p rios p ú ú blicos at blicos at é é o o trânsito em julgado da decisão?

trânsito em julgado da decisão?

(14)

Prazos na nova reda Prazos na nova reda ç ç ão ão

O O artigo 12 artigo 12 prevê que o juiz ouvir prevê que o juiz ouvir á á o Minist o Minist é é rio rio P P ú ú blico no prazo improrrog blico no prazo improrrog á á vel de 10 (dez) dias, vel de 10 (dez) dias, devendo julg

devendo julgá á- -lo, lo, independentemente independentemente de de manifesta

manifesta ç ç ão em at ão em at é é 30 (trinta) dias. 30 (trinta) dias.

• • Aumento dos prazos em compara Aumento dos prazos em compara ç ç ão ão à à lei anterior; lei anterior;

• • Qual a pena pelo descumprimento por parte do Qual a pena pelo descumprimento por parte do agente p

agente p ú ú blico? blico?

(15)

Prazos na nova reda Prazos na nova reda ç ç ão ão

É É previsto no previsto no artigo 20, artigo 20, § § 2 2 º º , que o Mandado de , que o Mandado de Seguran

Seguran ç ç a ser a ser á á conclusos em at conclusos em at é é 5 (cinco) dias. 5 (cinco) dias.

• • E se não forem E se não forem à à conclusão neste perí conclusão neste per íodo, qual a odo, qual a sanç san ção? ão?

• • O MS não se presta O MS não se presta à à tutela URGENTE de tutela URGENTE de DIREITO L

DIREITO LÍ ÍQUIDO e CERTO? Por que a redu QUIDO e CERTO? Por que a reduç ção ão das 24 (vinte e quatro) horas?

das 24 (vinte e quatro) horas?

(16)

Mandado de Seguran Mandado de Seguran ç ç a Coletivo a Coletivo Consta da reda

Consta da reda ç ç ão do ão do artigo 21 artigo 21 , que os partidos , que os partidos pol pol í í ticos com representa ticos com representa ç ç ão no Congresso ão no Congresso Nacional podem impetrar MS na defesa de seus Nacional podem impetrar MS na defesa de seus interesses relativos aos seus integrantes ou interesses relativos aos seus integrantes ou à à finalidade partid

finalidade partidá ária. ria.

• • Somente com representa Somente com representa ç ç ão no Congresso ão no Congresso Nacional? Os chamados

Nacional? Os chamados partidos nanicos partidos nanicos não são não são tutelados pelo MS?

tutelados pelo MS?

(17)

Mandado de Seguran Mandado de Seguran ç ç a Coletivo a Coletivo Ainda

Ainda no artigo 21 no artigo 21 , , é é permitido permitido à à s organiza s organiza ç ç ões ões sindicais, entidades de classe ou associa

sindicais, entidades de classe ou associa ç ç ões ões legalmente constitu

legalmente constituí ídas, e em funcionamento h das, e em funcionamento há á, , pelo menos, 1 (um) ano, impetrar o Mandado de pelo menos, 1 (um) ano, impetrar o Mandado de Seguran

Seguran ç ç a Coletivo a Coletivo

• • O texto normativo considera a necessidade de O texto normativo considera a necessidade de funcionamento h

funcionamento há á pelo menos 1 (um) ano das 3 pelo menos 1 (um) ano das 3 entidades ou somente das associa

entidades ou somente das associaç ções? ões?

• • Qual a razoabilidade e legalidade de estipular 1 Qual a razoabilidade e legalidade de estipular 1 (um) ano para esta situa

(um) ano para esta situa ç ç ão? ão?

(18)

Mandado de Seguran Mandado de Seguran ç ç a Coletivo a Coletivo - - efeitos efeitos

O O § § 1 1 º º do do artigo 22 artigo 22 prevê que o Mandado de prevê que o Mandado de Seguran

Seguran ç ç a Coletivo não induz litispendência para a Coletivo não induz litispendência para as a

as a ç ç ões individuais, mas os efeitos da coisa ões individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a t

julgada não beneficiarão o impetrante a tí ítulo tulo individual, salvo se não requerer a desistência de individual, salvo se não requerer a desistência de sua a

sua a ç ç ão em at ão em at é é 30 (trinta) dias. 30 (trinta) dias.

• • Prevalência do direito coletivo sobre o individual. Prevalência do direito coletivo sobre o individual.

(19)

Da Tutela Antecipada Da Tutela Antecipada As veda

As vedaç ç ões ões à à concessão da liminar presentes nesta concessão da liminar presentes nesta lei, são v

lei, são v á á lidas tamb lidas tamb é é m para a concessão da tutela m para a concessão da tutela antecipada.

antecipada. (Art. 7 (Art. 7 º º , , § § 5 5 º º ) )

(20)

Diante das breves considera

Diante das breves considera ç ç ões ões trazidas, trazidas, entendemos:

entendemos:

1. 1. Houve uma atualiza Houve uma atualiza ç ç ão da legisla ão da legisla ç ç ão tendo em ão tendo em vista possibilitar a utiliza

vista possibilitar a utilizaç ção de meio eletrônico; ão de meio eletrônico;

2. 2. Grande parte dos prazos foram estendidos, o que Grande parte dos prazos foram estendidos, o que não nos parece condizente com a realidade do não nos parece condizente com a realidade do Poder Judici

Poder Judici á á rio nem com o esp rio nem com o esp í í rito do writ; rito do writ;

3. 3. A ausência de san A ausência de san ç ç ões pelo descumprimento dos ões pelo descumprimento dos prazos, nos remete, obrigatoriamente,

prazos, nos remete, obrigatoriamente, à à impunidade e inefic

impunidade e ineficá ácia do instrumento; cia do instrumento;

(21)

Diante das breves considera

Diante das breves considera ç ç ões ões trazidas, trazidas, entendemos:

entendemos:

4. 4. A impossibilidade de se conceder liminar em A impossibilidade de se conceder liminar em Mandado de Seguran

Mandado de Seguran ç ç a em mat a em mat é é ria tribut ria tribut á á ria e ria e aduaneira, não s

aduaneira, não s ó ó restringe a aplicabilidade do restringe a aplicabilidade do instrumento processual, como tamb

instrumento processual, como tamb ém, possibilita a é m, possibilita a manuten

manuten ç ç ão de situa ão de situa ções de abuso de poder e de ç ões de abuso de poder e de ofensa

ofensa à à Constitui Constitui ç ç ão Federal de 1988. ão Federal de 1988.

(22)(23)

Art. 1

Art. 1oo Conceder-Conceder-sese--áá mandado de segurançmandado de segurança para proteger direito la para proteger direito lííquido e certo, quido e certo, não amparado por

não amparado por habeashabeas corpus ou corpus ou habeashabeas data, sempre que, ilegalmente ou data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa f

com abuso de poder, qualquer pessoa fíísica ou jursica ou juríídica sofrer violadica sofrer violaçção ou houver ão ou houver justo receio de sofrê

justo receio de sofrê--la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as fun

quais forem as funçções que exerões que exerçça.a.

§§ 1o1o Equiparam-Equiparam-se se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos de partidos polórgãos de partidos polííticos e os administradores de entidades autticos e os administradores de entidades autáárquicas, bem rquicas, bem como os dirigentes de pessoas jur

como os dirigentes de pessoas juríídicas ou as pessoas naturais no exercdicas ou as pessoas naturais no exercíício de cio de atribui

atribuiçções do poder pões do poder púúblico, somente no que disser respeito a essas blico, somente no que disser respeito a essas atribui

atribuiçções.ões.

§§ 2o2o Não cabe mandado de segurançNão cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial a contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas p

praticados pelos administradores de empresas púúblicas, de sociedade de blicas, de sociedade de economia mista e de concession

economia mista e de concessionáárias de servirias de serviçço po púúblico.blico.

§§ 3o3o Quando o direito ameaçQuando o direito ameaçado ou violado couber a vado ou violado couber a váárias pessoas, qualquer rias pessoas, qualquer delas poder

delas poderáá requerer o mandado de segurançrequerer o mandado de segurança.a.

(24)

Art. 2o Considerar

Art. 2o Considerar--sese--áá federal a autoridade federal a autoridade coatoracoatora se as se as consequênciasconsequências de ordem de ordem patrimonial do ato contra o qual se requer o mandado houverem de

patrimonial do ato contra o qual se requer o mandado houverem de ser ser suportadas pela União ou entidade por ela controlada.

suportadas pela União ou entidade por ela controlada.

Art. 3o O titular de direito l

Art. 3o O titular de direito lííquido e certo decorrente de direito, em condiquido e certo decorrente de direito, em condiçções ões idênticas, de terceiro poder

idênticas, de terceiro poderáá impetrar mandado de segurançimpetrar mandado de segurança a favor do direito a a favor do direito origin

origináário, se o seu titular não o fizer, no prazo de 30 (trinta) dias,rio, se o seu titular não o fizer, no prazo de 30 (trinta) dias, quando quando notificado judicialmente.

notificado judicialmente.

ParáParágrafo grafo único. O exercúnico. O exercíício do direito previsto no caput deste artigo submetecio do direito previsto no caput deste artigo submete--se ao se ao prazo fixado no art. 23 desta Lei, contado da notifica

prazo fixado no art. 23 desta Lei, contado da notificaççãoão

(25)

Art. 4o Em caso de urgência,

Art. 4o Em caso de urgência, éé permitido, observados os requisitos legais, impetrar permitido, observados os requisitos legais, impetrar mandado de seguran

mandado de segurança por telegrama, radiograma, fax ou outro meio eletrônico ça por telegrama, radiograma, fax ou outro meio eletrônico de autenticidade comprovada.

de autenticidade comprovada.

§§ 1o Poderá1o Poderá o juiz, em caso de urgência, notificar a autoridade por telegrama, o juiz, em caso de urgência, notificar a autoridade por telegrama, radiograma ou outro meio que assegure a autenticidade do documen

radiograma ou outro meio que assegure a autenticidade do documento e a to e a imediata ciência pela autoridade.

imediata ciência pela autoridade.

§§ 2o O texto original da petiç2o O texto original da petição deverão deveráá ser apresentado nos 5 (cinco) dias ser apresentado nos 5 (cinco) dias úteis úteis seguintes.

seguintes.

§§ 3o Para os fins deste artigo, em se tratando de documento eletrônico, serão 3o Para os fins deste artigo, em se tratando de documento eletrônico, serão observadas as regras da Infra

observadas as regras da Infra--Estrutura de Chaves PEstrutura de Chaves Púúblicas Brasileira blicas Brasileira -- ICPICP-- Brasil

Brasil. .

(26)

Art. 5o Não se conceder

Art. 5o Não se concederáá mandado de segurançmandado de segurança quando se tratar: a quando se tratar:

I I -- de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspenside ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, vo, independentemente de cau

independentemente de cauçção; ão;

II -II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; III -III - de decisão judicial transitada em julgado. de decisão judicial transitada em julgado.

ParáParágrafo grafo úúnico. (VETADO) nico. (VETADO)

(27)

Art. 6o A peti

Art. 6o A petiçção inicial, que deverão inicial, que deveráá preencher os requisitos estabelecidos pela lei preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual, ser

processual, seráá apresentada em 2 (duas) vias com os documentos que instruapresentada em 2 (duas) vias com os documentos que instruíírem a rem a primeira reproduzidos na segunda e indicar

primeira reproduzidos na segunda e indicaráá, al, aléém da autoridade m da autoridade coatoracoatora, a pessoa , a pessoa juríjurídica que esta integra, dica que esta integra, àà qual se acha vinculada ou da qual exerce atribuiqual se acha vinculada ou da qual exerce atribuiçções. ões.

§§ 1o No caso em que o documento necessá1o No caso em que o documento necessário rio àà prova do alegado se ache em prova do alegado se ache em reparti

repartiçção ou estabelecimento pão ou estabelecimento púúblico ou em poder de autoridade que se recuse a blico ou em poder de autoridade que se recuse a fornecê

fornecê--lo por certidão ou de terceiro, o juiz ordenarlo por certidão ou de terceiro, o juiz ordenaráá, preliminarmente, por of, preliminarmente, por ofíício, a cio, a exibi

exibição desse documento em original ou em cção desse documento em original ou em cóópia autêntica e marcarpia autêntica e marcaráá, para o , para o cumprimento da ordem, o prazo de 10 (dez) dias. O escrivão extra

cumprimento da ordem, o prazo de 10 (dez) dias. O escrivão extrairiráá cócópias do pias do documento para junt

documento para juntáá--las las àà segunda via da petiçsegunda via da petição. ão.

§

§ 2o Se a autoridade que tiver procedido dessa maneira for a pró2o Se a autoridade que tiver procedido dessa maneira for a própria pria coatora, a ordem coatora, a ordem far-far-sese--áá no próno próprio instrumento da notificaprio instrumento da notificaçção. ão.

§

§ 3o Considera-3o Considera-se autoridade se autoridade coatoracoatora aquela que tenha praticado o ato impugnado ou aquela que tenha praticado o ato impugnado ou da qual emane a ordem para a sua pr

da qual emane a ordem para a sua práática. tica.

§§ 4o (VETADO)4o (VETADO)

§§ 5o Denega-5o Denega-se o mandado de seguranse o mandado de segurançça nos casos previstos pelo art. 267 da Lei no a nos casos previstos pelo art. 267 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973

5.869, de 11 de janeiro de 1973 -- CCódigo de Processo Civil. ódigo de Processo Civil.

§§ 6o O pedido de mandado de seguranç6o O pedido de mandado de segurança podera poderáá ser renovado dentro do prazo ser renovado dentro do prazo decadencial, se a decisão denegat

decadencial, se a decisão denegatóória não lhe houver apreciado o mria não lhe houver apreciado o méérito. rito.

(28)

Art. 7o Ao despachar a inicial, o juiz ordenar Art. 7o Ao despachar a inicial, o juiz ordenaráá: :

I I -- que se notifique o que se notifique o coatorcoator do contedo conteúúdo da petiçdo da petição inicial, enviandoão inicial, enviando--lhe a segunda lhe a segunda via apresentada com as c

via apresentada com as cóópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 pias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 (dez) dias, preste as informa

(dez) dias, preste as informaçções; ões;

II II -- que se dê ciência do feito ao que se dê ciência do feito ao órgão de representaórgão de representaçção judicial da pessoa jurão judicial da pessoa juríídica dica interessada, enviando

interessada, enviando--lhe clhe cóópia da inicial sem documentos, para que, querendo, pia da inicial sem documentos, para que, querendo, ingresse no feito;

ingresse no feito;

III III -- que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fque se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento undamento relevante e do ato impugnado puder resultar a inefic

relevante e do ato impugnado puder resultar a ineficáácia da medida, caso seja cia da medida, caso seja finalmente deferida, sendo facultado exigir do impetrante cau

finalmente deferida, sendo facultado exigir do impetrante cauçção, fianão, fiançça ou a ou depódepósito, com o objetivo de assegurar o ressarcimento sito, com o objetivo de assegurar o ressarcimento àà pessoa jurpessoa jurídica. ídica.

(29)

Art. 7 Art. 7ºº...

§§ 1o Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar1o Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberáa liminar caberá agravo de instrumento, observado o disposto na Lei no 5.869, de

agravo de instrumento, observado o disposto na Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 11 de janeiro de 1973

1973 -- CóCódigo de Processo Civil. digo de Processo Civil.

§§ 2o Não será2o Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensaçconcedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de ão de crcréditos tributéditos tributáários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, rios, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a a reclassifica

reclassificação ou equiparação ou equiparaçção de servidores pão de servidores púúblicos e a concessão de aumento blicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.

ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.

§§ 3o Os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada,3o Os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão atépersistirão até a a prola

prolaçção da sentenão da sentençça. a.

§§ 4o Deferida a medida liminar, o processo terá4o Deferida a medida liminar, o processo terá prioridade para julgamento. prioridade para julgamento.

§§ 5o As vedaç5o As vedações relacionadas com a concessão de liminares previstas neste arões relacionadas com a concessão de liminares previstas neste artigo tigo se estendem

se estendem àà tutela antecipada a que se referem os tutela antecipada a que se referem os arts. 273 e 461 da Lei no arts. 273 e 461 da Lei no 5.869, de 11 janeiro de 1973

5.869, de 11 janeiro de 1973 -- CóCódigo de Processo Civil. digo de Processo Civil.

(30)

Art. 8o Ser

Art. 8o Seráá decretada a perempçdecretada a perempção ou caducidade da medida liminar ex ão ou caducidade da medida liminar ex officioofficio ou ou a requerimento do Minist

a requerimento do Ministéério Prio Púúblico quando, concedida a medida, o impetrante blico quando, concedida a medida, o impetrante criar obst

criar obstááculo ao normal andamento do processo ou deixar de promover, por culo ao normal andamento do processo ou deixar de promover, por mais de 3 (três) dias

mais de 3 (três) dias úúteis, os atos e as diligências que lhe cumprirem. teis, os atos e as diligências que lhe cumprirem.

Art. 9o As autoridades administrativas, no prazo de 48 (quarent

Art. 9o As autoridades administrativas, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas da a e oito) horas da notifica

notificaçção da medida liminar, remeterão ao Ministão da medida liminar, remeterão ao Ministéério ou rio ou órgão a que se acham órgão a que se acham subordinadas e ao Advogado

subordinadas e ao Advogado--Geral da União ou a quem tiver a representaGeral da União ou a quem tiver a representaçção ão judicial da União, do Estado, do Munic

judicial da União, do Estado, do Municíípio ou da entidade apontada como pio ou da entidade apontada como coatoracoatora cócópia autenticada do mandado notificatpia autenticada do mandado notificatóório, assim como indicario, assim como indicaçções e elementos ões e elementos outros necess

outros necessáários rios às providências a serem tomadas para a eventual suspensão às providências a serem tomadas para a eventual suspensão da medida e defesa do ato apontado como ilegal ou abusivo de pod

da medida e defesa do ato apontado como ilegal ou abusivo de poder. er.

(31)

Art. 10. A inicial ser

Art. 10. A inicial seráá desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de mandado de seguran

caso de mandado de segurançça ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou a ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo legal para a impetra

quando decorrido o prazo legal para a impetraçção. ão.

§§ 1o Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caber1o Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberáá apelaçapelação e, ão e, quando a competência para o julgamento do mandado de seguran

quando a competência para o julgamento do mandado de segurançça couber a couber originariamente a um dos tribunais, do ato do relator caber

originariamente a um dos tribunais, do ato do relator caberáá agravo para o agravo para o órgão órgão competente do tribunal que integre.

competente do tribunal que integre.

§§ 2o O ingresso de litisconsorte ativo não ser2o O ingresso de litisconsorte ativo não seráá admitido apóadmitido após o despacho da petis o despacho da petiçção ão inicial.

inicial.

Art. 11. Feitas as notifica

Art. 11. Feitas as notificaçções, o serventuões, o serventuáário em cujo cartrio em cujo cartóório corra o feito juntarrio corra o feito juntaráá aos autos c

aos autos cópia autêntica dos ofópia autêntica dos ofícios endereícios endereççados ao ados ao coatorcoator e ao e ao órgão de órgão de representa

representaçção judicial da pessoa jurão judicial da pessoa jurídica interessada, bem como a prova da ídica interessada, bem como a prova da entrega a estes ou da sua recusa em aceit

entrega a estes ou da sua recusa em aceitáá--los ou dar recibo e, no caso do art. los ou dar recibo e, no caso do art.

4o desta Lei, a comprova

4o desta Lei, a comprovaçção da remessa. ão da remessa.

(32)

Art. 12. Findo o prazo a que se refere o inciso I do caput do a

Art. 12. Findo o prazo a que se refere o inciso I do caput do art. 7o desta Lei, o juiz rt. 7o desta Lei, o juiz ouvir

ouviráá o representante do Ministéo representante do Ministério Prio Púúblico, que opinarblico, que opinaráá, dentro do prazo , dentro do prazo improrrog

improrrogável de 10 (dez) dias. ável de 10 (dez) dias.

ParáParágrafo grafo único. Com ou sem o parecer do Ministúnico. Com ou sem o parecer do Ministéério Prio Púúblico, os autos serão blico, os autos serão conclusos ao juiz, para a decisão, a qual dever

conclusos ao juiz, para a decisão, a qual deveráá ser necessariamente proferida ser necessariamente proferida em 30 (trinta) dias.

em 30 (trinta) dias.

Art. 13. Concedido o mandado, o juiz transmitir

Art. 13. Concedido o mandado, o juiz transmitiráá em ofíem ofício, por intermcio, por interméédio do oficial dio do oficial do ju

do juíízo, ou pelo correio, mediante correspondência com aviso de recebzo, ou pelo correio, mediante correspondência com aviso de recebimento, o imento, o inteiro teor da senten

inteiro teor da sentençça a àà autoridade coatoraautoridade coatora e e àà pessoa jurípessoa jurídica interessada. dica interessada.

ParáParágrafo grafo único. Em caso de urgência, poderúnico. Em caso de urgência, poderáá o juiz observar o disposto no art. 4o o juiz observar o disposto no art. 4o desta Lei.

desta Lei.

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Art. 14. Da senten

Art. 14. Da sentençça, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelaa, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelaçção. ão.

§§ 1o Concedida a seguranç1o Concedida a segurança, a sentena, a sentençça estara estaráá sujeita obrigatoriamente ao duplo sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdi

grau de jurisdição. ção.

§§ 2o Estende-2o Estende-se se àà autoridade coatoraautoridade coatora o direito de recorrer. o direito de recorrer.

§§ 3o A sentenç3o A sentença que conceder o mandado de segurana que conceder o mandado de segurançça pode ser executada a pode ser executada provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concessão d

provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concessão da medida a medida liminar.

liminar.

§§ 4o O pagamento de vencimentos e vantagens pecuniá4o O pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias assegurados em rias assegurados em senten

sentençça concessiva de mandado de segurana concessiva de mandado de segurança a servidor pça a servidor público da úblico da administra

administração direta ou autção direta ou autáárquica federal, estadual e municipal somente serrquica federal, estadual e municipal somente seráá efetuado relativamente

efetuado relativamente às prestaàs prestaçções que se vencerem a contar da data do ões que se vencerem a contar da data do ajuizamento da inicial.

ajuizamento da inicial.

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Art. 15. Quando, a requerimento de pessoa jur

Art. 15. Quando, a requerimento de pessoa juríídica de direito pdica de direito púúblico interessada ou blico interessada ou do Minist

do Ministéério Prio Púúblico e para evitar grave lesão blico e para evitar grave lesão àà ordem, àordem, à saúsaúde, de, àà segurançsegurança e a e àà economia p

economia púúblicas, o presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento dblicas, o presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento do o respectivo recurso suspender, em decisão fundamentada, a execu

respectivo recurso suspender, em decisão fundamentada, a execuçção da liminar ão da liminar e da senten

e da sentençça, dessa decisão cabera, dessa decisão caberáá agravo, sem efeito suspensivo, no prazo de agravo, sem efeito suspensivo, no prazo de 5 (cinco) dias, que ser

5 (cinco) dias, que seráá levado a julgamento na sessão seguinte levado a julgamento na sessão seguinte àà sua sua interposi

interposiçção. ão.

§§ 1o Indeferido o pedido de suspensão ou provido o agravo a que 1o Indeferido o pedido de suspensão ou provido o agravo a que se refere o caput se refere o caput deste artigo, caber

deste artigo, caberáá novo pedido de suspensão ao presidente do tribunal novo pedido de suspensão ao presidente do tribunal competente para conhecer de eventual recurso especial ou extraor

competente para conhecer de eventual recurso especial ou extraordindináário. rio.

§§ 2o 2o ÉÉ cabícabível tambvel tambéém o pedido de suspensão a que se refere o m o pedido de suspensão a que se refere o §§ 1o deste artigo, 1o deste artigo, quando negado provimento a agravo de instrumento interposto cont

quando negado provimento a agravo de instrumento interposto contra a liminar a ra a liminar a que se refere este artigo.

que se refere este artigo.

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Art. 15.

Art. 15.

§§ 3o A interposiç3o A interposição de agravo de instrumento contra liminar concedida nas aão de agravo de instrumento contra liminar concedida nas açções ões movidas contra o poder p

movidas contra o poder púúblico e seus agentes não prejudica nem condiciona o blico e seus agentes não prejudica nem condiciona o julgamento do pedido de suspensão a que se refere este artigo.

julgamento do pedido de suspensão a que se refere este artigo.

§§ 4o O presidente do tribunal poderá4o O presidente do tribunal poderá conferir ao pedido efeito suspensivo liminar se conferir ao pedido efeito suspensivo liminar se constatar, em ju

constatar, em juíízo przo prévio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência na évio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência na concessão da medida.

concessão da medida.

§§ 5o As liminares cujo objeto seja idêntico poderão ser suspensas em uma 5o As liminares cujo objeto seja idêntico poderão ser suspensas em uma única única decisão, podendo o presidente do tribunal estender os efeitos da

decisão, podendo o presidente do tribunal estender os efeitos da suspensão a suspensão a liminares supervenientes, mediante simples aditamento do pedido

liminares supervenientes, mediante simples aditamento do pedido original. original.

(36)

Art. 16. Nos casos de competência origin

Art. 16. Nos casos de competência origináária dos tribunais, caberria dos tribunais, caberáá ao relator a ao relator a instru

instruçção do processo, sendo assegurada a defesa oral na sessão do julgão do processo, sendo assegurada a defesa oral na sessão do julgamento. amento.

ParáParágrafo grafo único. Da decisão do relator que conceder ou denegar a medida liúnico. Da decisão do relator que conceder ou denegar a medida liminar minar caber

caberáá agravo ao óagravo ao órgão competente do tribunal que integre. rgão competente do tribunal que integre.

Art. 17. Nas decisões proferidas em mandado de seguran

Art. 17. Nas decisões proferidas em mandado de segurançça e nos respectivos a e nos respectivos recursos, quando não publicado, no prazo de 30 (trinta) dias, co

recursos, quando não publicado, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data do ntado da data do julgamento, o ac

julgamento, o acóórdão serrdão seráá substituísubstituído pelas respectivas notas taquigrdo pelas respectivas notas taquigrááficas, ficas, independentemente de revisão.

independentemente de revisão.

Art. 18. Das decisões em mandado de seguran

Art. 18. Das decisões em mandado de segurançça proferidas em a proferidas em única instância única instância pelos tribunais cabe recurso especial e extraordin

pelos tribunais cabe recurso especial e extraordináário, nos casos legalmente rio, nos casos legalmente previstos, e recurso ordin

previstos, e recurso ordináário, quando a ordem for denegadario, quando a ordem for denegada

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Art. 19. A senten

Art. 19. A sentençça ou o aca ou o acóórdão que denegar mandado de seguranrdão que denegar mandado de segurança, sem decidir ça, sem decidir o méo mérito, não impedirrito, não impediráá que o requerente, por açque o requerente, por ação prão próópria, pleiteie os seus pria, pleiteie os seus direitos e os respectivos efeitos patrimoniais.

direitos e os respectivos efeitos patrimoniais.

Art. 20. Os processos de mandado de seguran

Art. 20. Os processos de mandado de segurançça e os respectivos recursos terão a e os respectivos recursos terão prioridade sobre todos os atos judiciais, salvo

prioridade sobre todos os atos judiciais, salvo habeashabeas corpus. corpus.

§§ 1o Na instância superior, deverão ser levados a julgamento na 1o Na instância superior, deverão ser levados a julgamento na primeira sessão primeira sessão que se seguir

que se seguir àà data em que forem conclusos ao relator. data em que forem conclusos ao relator.

§§ 2o O prazo para a conclusão dos autos não poderá2o O prazo para a conclusão dos autos não poderá exceder de 5 (cinco) dias. exceder de 5 (cinco) dias.

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Art. 21. O mandado de seguran

Art. 21. O mandado de segurançça coletivo pode ser impetrado por partido pola coletivo pode ser impetrado por partido políítico tico com representa

com representaçção no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses ão no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legílegítimos relativos a seus integrantes ou timos relativos a seus integrantes ou àà finalidade partidáfinalidade partidária, ou por ria, ou por organiza

organizaçção sindical, entidade de classe ou associaão sindical, entidade de classe ou associaçção legalmente constituão legalmente constituíída e da e em funcionamento h

em funcionamento háá, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos l, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos lííquidos e quidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associado

certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma s, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes

dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, às suas finalidades, dispensada, para tanto, autoriza

para tanto, autorização especial. ção especial.

ParáParágrafo grafo único. Os direitos protegidos pelo mandado de seguranúnico. Os direitos protegidos pelo mandado de segurançça coletivo podem a coletivo podem ser:

ser:

I -I - coletivos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os transindividuaiscoletivos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os transindividuais, de natureza , de natureza indivis

indivisíível, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas evel, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou ntre si ou com a parte contr

com a parte contráária por uma relaria por uma relaçção jurão juríídica bdica báásica; sica;

II -II - individuais homogêneos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os decorrentes individuais homogêneos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os decorrentes de origem comum e da atividade ou situa

de origem comum e da atividade ou situaçção especão especíífica da totalidade ou de parte fica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante.

dos associados ou membros do impetrante.

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Art. 22. No mandado de seguran

Art. 22. No mandado de segurançça coletivo, a sentena coletivo, a sentençça fara faráá coisa julgada coisa julgada limitadamente aos membros do grupo ou categoria substitu

limitadamente aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. ídos pelo impetrante.

§§ 1o O mandado de seguranç1o O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para as aa coletivo não induz litispendência para as açções ões individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o

individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a tíimpetrante a título tulo individual se não requerer a desistência de seu mandado de segur

individual se não requerer a desistência de seu mandado de seguranançça no prazo a no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência comprovada da impetra

de 30 (trinta) dias a contar da ciência comprovada da impetraçção da seguranão da segurançça a coletiva.

coletiva.

§§ 2o No mandado de seguranç2o No mandado de segurança coletivo, a liminar sa coletivo, a liminar sóó poderápoderá ser concedida apóser concedida após a s a audiência do representante judicial da pessoa jur

audiência do representante judicial da pessoa juríídica de direito pdica de direito púúblico, que blico, que dever

deveráá se pronunciar no prazo de 72 (setenta e duas) horas. se pronunciar no prazo de 72 (setenta e duas) horas.

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Art. 23. O direito de requerer mandado de seguran

Art. 23. O direito de requerer mandado de segurançça extinguira extinguir--sese--áá decorridos 120 decorridos 120 (cento e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do

(cento e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. ato impugnado.

Art. 24. Aplicam

Art. 24. Aplicam--se ao mandado de seguranse ao mandado de segurançça os a os arts. 46 a 49 da Lei no 5.869, de arts. 46 a 49 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973

11 de janeiro de 1973 -- CóCódigo de Processo Civil. digo de Processo Civil.

Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de seguran

Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurançça, a interposia, a interposiçção de ão de embargos infringentes e a condena

embargos infringentes e a condenaçção ao pagamento dos honorão ao pagamento dos honoráários rios advocat

advocatíícios, sem prejucios, sem prejuíízo da aplicazo da aplicaçção de sanão de sançções no caso de litigância de mões no caso de litigância de má-á- féfé. .

Art. 26. Constitui crime de desobediência, nos termos do art. 3

Art. 26. Constitui crime de desobediência, nos termos do art. 330 do Decreto30 do Decreto-Lei no -Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940, o não cumprimento das decisões

2.848, de 7 de dezembro de 1940, o não cumprimento das decisões proferidas proferidas em mandado de seguran

em mandado de segurança, sem prejuça, sem prejuíízo das sanzo das sançções administrativas e da ões administrativas e da aplica

aplicação da Lei no 1.079, de 10 de abril de 1950, quando cabção da Lei no 1.079, de 10 de abril de 1950, quando cabííveis. veis.

Art. 27. Os regimentos dos tribunais e, no que couber, as leis

Art. 27. Os regimentos dos tribunais e, no que couber, as leis de organizaçde organização ão judici

judiciáária deverão ser adaptados ria deverão ser adaptados ààs disposis disposiçções desta Lei no prazo de 180 (cento ões desta Lei no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da sua publica

e oitenta) dias, contado da sua publicaçção. ão.

Referências

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